Mostrando postagens com marcador Veronica Roth. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Veronica Roth. Mostrar todas as postagens

Crave a Marca - Crave a Marca #01 - Veronica Roth

Eu já havia lido a outra série dessa autora, “Divergente” (clique no título e confira as resenhas de todos os volumes), e me apaixonado tanto pela escrita quanto pelos personagens criados por ela. Confesso que o final da série me deixou um pouco triste, mas ainda amo a narrativa de Veronica, por este motivo, logo que vi que a nova série dela estava sendo lançada aqui pela Editora Rocco, selo Rocco Jovens Leitores, fui correndo começar a minha leitura assim que tive o exemplar em mãos.
Neste volume, conhecemos a história de Cyra Noavek e Akos Kereseth, dois jovens que têm a vida muito diferente um do outro, isso porque ela é irmã do tirano Rizek (governante de Shotet), e ele vive em Thuvhe (planeta-nação inimiga dos Shotet). O universo onde vivem é totalmente diferente do que estamos acostumados, já que eles vivem em uma galáxia onde tudo está conectado por uma espécie de força maior chamada de a corrente, e essa força dá poderes para algumas pessoas, sejam elas boas ou não.
Nossa protagonista sempre viveu no luxo de sua família por ser da realeza, e ela tem um poder onde seu toque causa dor nas pessoas, fazendo com que o seu irmão se aproveitasse disso, e acabasse usando-a como uma arma. Além disso, ela também sentia dor o tempo todo, o que era bem ruim. Já Akos, vive com os seus pais e irmãos em bastante harmonia, até que um grupo de Shotet o captura juntamente com o seu irmão mais velho, Eijeh. Akos tem o dom de anular outros dons, fazendo com que o toque de nossa protagonista não cause dor nele, e dando uma pausa de dor para ela, lhe causando um alívio, mesmo que temporário.
Podemos acompanhar quando eles acabam se conhecendo e quando Akos é obrigado a ficar o tempo todo ao lado de Cyra. Vemos que ambos acabam criando uma bela amizade, inclusive porque, antes dele, ela era uma menina solitária, que possui uma família tirana e bem ruim, e ainda por cima tinha que lidar com toda a dor sozinha, já que ninguém iria querer encostar na mesma e sentir uma dor terrível, fazendo com que ele seja a única pessoa que possa conhecê-la realmente por quem ela é, e não pelo que causa. E, para Akos, Cyra é a sua chance de fugir e encontrar o irmão para o salvar, além disso, ele consegue enxergar quem ela realmente é.
Paralelo à história dos dois, vemos que o um grupo de cidadãos insatisfeitos com a forma de governar tirana de Rizek resolvem se unir para achar uma forma de tirá-lo do poder. Em meio a tudo isso, podemos ver como a história dos nossos protagonistas acaba se entrelaçando com tudo o que está ocorrendo, nos trazendo uma aventura de tirar o fôlego, repleta de ação.


Semana Especial Aconteceu Naquele Verão – Resenha Parte 02

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> 
Durante a semana de 06 a 10 de fevereiro de 2017, a Intrínseca convidou alguns blogs parceiros para uma semana especial sobre o livro “Aconteceu Naquele Verão”, e nós participamos. Este é o último post, mas vocês podem ler todos os anteriores CLICANDO AQUI! :D
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> 
“Aconteceu Naquele Verão” é uma antologia de contos organizada por Stephanie Perkins, que reúne doze histórias de doze escritores diferentes, com tramas vivenciadas no verão por protagonistas jovens adultos. No início desta semana, mais precisamente no dia seis de fevereiro de 2017, postei o início desta resenha, onde comentei um pouco sobre o livro e sobre os seis primeiros contos. E vocês podem conferir CLICANDO AQUI. Para a resenha não ficar muito extensa, dividi a mesma em duas, e agora vou comentar um pouco sobre os seis últimos contos e sobre o exemplar de maneira geral.
Na primeira parte vocês puderam notar que não curti tanto assim os contos iniciais da obra, mas fico contente por ter persistido com a leitura, porque no final adorei o livro e algumas das histórias são realmente maravilhosas.
Desta vez, vou começar falando do sétimo conto, “Inércia”, de Veronica Roth, que foi um dos meus preferidos dentre os doze. Nesta história, vamos conhecer Claire e Matt, dois adolescentes que eram melhores amigos até que uma briga os afastou alguns meses atrás. Só que Matt sofre um acidente, e, por conta de um avanço tecnológico, pode escolher reviver algumas lembranças com alguém querido. Ele escolhe Claire e eles passam por momentos intensos e conversas francas, mudando suas vidas. Amei muito esse conto. E vocês podem conferir um pouquinho mais sobre ele no post “Semana Especial Aconteceu Naquele Verão – Contos Preferidos”, que publiquei neste especial (clique no título para ser redirecionado).


Em seguida somos apresentados a “O Amor é o Último Recurso”, de Jon Skovron, uma história que eu adorei! Aqui conhecemos Lena e Arlo, ela trabalha no mesmo resort há alguns verões e é membro de extrema importância na equipe. Enquanto ele conseguiu um emprego de verão este ano no mesmo local. A atração começa a surgir entre os dois, mas nenhum deles acredita muito no amor. Com planos mirabolantes para unir outros casais e muita diversão, eles começam a se aproximar. Será que os planos que eles têm para juntar os outros vão dar certo? E eles, vão conseguir se acertar no fim? Para saber, basta ler. Essa é uma história bem divertida que eu adorei acompanhar, inclusive porque o narrador (que é revelado no final) é ótimo e tem uns comentários que deixam tudo ainda melhor.




Semana Especial Aconteceu Naquele Verão – Autores Preferidos da Coletânea


>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
Durante a semana de 06 a 10 de fevereiro de 2017, a Intrínseca convidou alguns blogs parceiros para uma semana especial sobre o livro “Aconteceu Naquele Verão”, e nós estamos participando. Voltem amanhã para acompanhar o último post que estamos escrevendo! :D
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> 

Oii, pessoas lindas! Hoje é o penúltimo dia da “Semana Especial Aconteceu Naquele Verão”, e vim contar para vocês quais são os meus autores preferidos desta coletânea! Antes de mais nada, gostaria de dizer quais eu já conhecia antes, por ter lido algum trabalho anterior. E são, na ordem de aparição neste livro: Leigh Bardugo, Francesca Lia Block, Stephanie Perkins, Veronica Roth, Cassandra Clare e Jennifer E. Smith. Dessas, a que eu menos conhecia era Francesca, que só havia lido um conto dela em outra coletânea e não tinha gostado muito.
As demais são escritoras que eu gosto muito. De Leigh Bardugo, já tinha lido a trilogia “Grisha” e adorei os três volumes (clique no título para conferir as resenhas); de Stephanie Perkins eu já li a trilogia “Anna, Lola e Isla” (clique no título para conferir as resenhas), da qual também curti muito (apesar de o segundo não ter sido tão bom assim); de Veronica Roth li a série “Divergente” (clique no título para conferir as resenhas), da qual não gostei tanto do terceiro livro;  de Cassandra Clare só li um livro até hoje, mas também apreciei a leitura (clique no nome da autora para conferir as resenhas de todas as suas obras); e de Jennifer E. Smith eu li seus três livros que já foram publicados no Brasil, e achei todos bem bacanas (clique no nome da autora também para conferir as resenhas de todas as suas obras).

Mas, dentro desta antologia, minhas preferidas entre estas são, sem dúvidas, Stephanie Perkins, Veronica Roth e Jennifer E. Smith, que criaram os contos que mais gostei e que ganharam cinco casinhas de avaliação final. As duas últimas, inclusive, foram autoras das minhas histórias favoritas, que vocês podem conferir no segundo post deste especial, CLICANDO AQUI.


Quatro - Divergente #0.1 - 0.4 - Veronica Roth

Como o próprio subtítulo já revela, este livro traz “Histórias da série Divergente”, ou seja, são quatro contos narrados pelo personagem que tantos amam e que arrancou suspiros de várias pessoas (inclusive os meus!): Quatro, ou, para os íntimos, Tobias.
Os contos são, na ordem: “A Transferência”, “A Iniciação”, “O Filho” e “O Traidor”. O livro começa quando o jovem Tobias ainda morava na abnegação e podemos conhecer um pouco de sua realidade naquele lugar. Dois anos antes de Beatrice Prior ter feito a sua escolha de mudar de facção, saindo da Abnegação e indo para a Audácia, foi Tobias Eaton quem enfrentou este mesmo processo. Os motivos para ele querer sair de sua facção de origem são totalmente diferentes dos dela, mas nem por isso menos interessantes, pelo contrário, acho que o personagem tem uma carga emocional muito intrigante e sempre quis conhecer o seu íntimo para saber como ele lidou com tudo aquilo e se tornou o que Tris conheceu em Divergente. Como fazer esta mudança deu a grande oportunidade da vida dele de poder recomeçar do zero e se transformar numa outra pessoa, mais destemida e forte.
Claro que nem tudo será fácil e ele precisa lutar para conquistar seu espaço e um lugar de respeito na hierarquia da Audácia. E com seu novo papel, como instrutor de iniciandos, ele vai tomar decisões importantes que vão afetar várias pessoas e também acabará descobrindo segredos que poderão mudar totalmente o mundo como eles conhecem.
E é o passado do personagem, todo o processo que vivencia antes de se transferir para a Audácia, as decisões que toma a cada passo do seu novo caminho, seus sentimentos, a coragem para mudar e a forma como lida com tudo ao seu redor, que vamos encontrar nestes quatro contos sob a perspectiva de Quatro.
Além disso, há três cenas de Divergente narradas também sob seu ponto de vista. Ou seja, diferentemente dos contos, aqui nós já conhecíamos as cenas, que foram narradas antes em Divergente pela Tris e agora pudemos conhecer os sentimentos e pensamentos de Tobias e, assim, entender melhor suas ações e reações.
Já resenhei os três livros narrados por Tris aqui no blog, “Divergente”, “Insurgente” e “Convergente” e, como vocês podem notar, amei os dois primeiros, mas não gostei muito do último por diversos motivos, principalmente a morte de uma personagem extremamente querida que não merecia aquele fim de jeito nenhum. Com certeza todos vocês já sabem de quem estou falando, mas prefiro não comentar abertamente para o caso de alguém não ter lido, afinal este é um spoiler ENORME que, se soubermos antes da leitura, estraga totalmente o livro inteiro (coisa que aconteceu comigo e não recomendo para ninguém!).
Acho que grande parte das pessoas que leram Divergente ficaram curiosos para saber um pouco mais sobre o personagem Quatro, que é extremamente importante para o desenrolar dos fatos da trilogia, e também de modo mais pessoal para nossa protagonista, Tris. Principalmente porque no último volume, “Convergente”, ele dividiu a voz da narrativa com ela, ganhando bastante destaque e seu ponto de vista foi explorado pela primeira vez nos três volumes, assim como seus sentimentos e pensamentos mais íntimos. Mas ainda não tínhamos visto o passado dele de maneira tão “viva” e real. E este é um dos motivos, provavelmente o principal, de eu achar que este volume, “Quatro”, é tão interessante para os fãs lerem, mesmo os que já tiverem terminado a trilogia, como aconteceu comigo.
Ou seja, cronologicamente falando, as três primeiras histórias acontecem antes do início de Divergente, enquanto a quarta, “O Traidor”, coincide com a metade de “Divergente”. As três cenas que podemos encontrar no final mostra como Quatro e Tris se conheceram e também o início do interesse e sentimentos dele por ela, tudo narrado pelo ponto de vista dele desta vez.
Só acho que as últimas três cenas que estão neste volume poderiam ter sido apresentadas, graficamente falando, antes do último conto, já que cronologicamente elas ocorreram primeiro, então faria mais sentido ter sido apresentado na ordem da história em que ocorre.
O que eu mais precisava comentar aqui é que sempre adorei o Tobias, mas depois deste exemplar eu fiquei ainda mais encantada pelo misterioso personagem com toda a sua complexidade, sua personalidade, seu lado cheio de força e também o lado mais frágil, sua garra e coragem.
Gosto da frase de chamada deste exemplar, coisa que geralmente não ocorre, que é “Uma escolha vai libertá-lo”, porque é exatamente isto o que acontece e significa mais do que uma simples fachada, afinal Tobias era um garoto inseguro e maltratado, que fez uma grande escolha que o ajudou a assumir o controle da própria vida e modificar sua personalidade, fez com que ele ganhasse força e transformou-o em uma nova pessoa, muito mais confiante.
Antes da versão física, estes contos foram publicados separadamente em e-books pela Rocco, e ainda estão disponíveis para venda, mas eu particularmente gosto muito mais de edições físicas, então fiquei realmente muito contente de poder tê-lo para ser lido na versão impressa.
O exemplar tem apenas duzentas e setenta páginas, diferente dos demais volumes que tiveram mais de quinhentas cada um. O único ponto realmente negativo disso tudo é que o achei curtinho demais e, depois de terminada a leitura, fiquei com aquela sensação de que queria mais, de que precisava de mais, mas infelizmente sabia que não teria, o que é sempre uma pena.
De todos os quatro volumes que compõem a série, esta é a minha capa preferida, apesar de ter gostado de todas elas, tanto por conta da beleza do material quanto pelos significados que ela traz. A diagramação interna segue o padrão de fonte e espaçamentos dos outros livros, bem confortável para a leitura, com a diferença de que aqui não há capítulos e o início de cada conto ganha uma folha separada com o título e o céu nublado como pano de fundo.
Apesar de as histórias deste volume acontecerem, em sua maioria, antes do começo de Divergente, acho mais legal lê-lo depois do primeiro livro oficial da série, pois pode estragar alguma surpresa, já que as cenas com Tris lá são melhor desenvolvidas do que aqui, então a gente sente uma conexão maior com os personagens quando lê assim.
Se você curtiu a trilogia “Divergente”, narrada por Tris (mesmo que ainda não tenha lido todos os três livros), com certeza deveria dar uma chance para a leitura de “Quatro”, para conhecer este personagem misterioso, incrível e bastante complexo, e ainda descobrir muitos segredos de seu passado e de informações que ele obteve antes de Tris ou qualquer outro, que fez a história tomar o rumo de tomou e as facções encontrarem aquele futuro.
Avaliação



Divergente – Guia Oficial do Filme

Desde que li “Divergente”, primeiro livro da trilogia homônima de Veronica Roth, fiquei imaginando como seria vê-lo nas telas do cinema, e fiquei extasiada quando soube que isto realmente iria acontecer, e não muito tempo depois de eu ter lido os livros. Eu particularmente gosto de adaptações de títulos para cinema e televisão, mesmo que sempre acabe gostando mais dos livros, porque gosto de ter uma experiência visual também das leituras que curto bastante, principalmente as que são cheia de ação e acontecimentos como esta trilogia.
Mas, apesar de adorar poder acompanhar uma história em formatos diferentes, eu sempre fico com receio do roteiro sair muito do proposto pela autora do livro, modificando totalmente uma história que era maravilhosa, muitas vezes transformando-a em algo ruim.
Então eu ficava acompanhando os processos iniciais da produção de Divergente, quando alguém novo era contratado, ou escolhido para o elenco, quando os cenários iam ganhando vida na cidade de Chicago e as fotos iam vazando na internet, e estava cada vez mais empolgada com tudo aquilo que estava acontecendo e ganhando forma. Quando a produção já estava quase completa e os atores principais iam saindo por turnês de divulgação, dando entrevistas, falando sobre as cenas que gravaram, eu ficava ainda mais empolgada, afinal elas estavam no livro e iam estar no filme também! Fiquei em êxtase e muito ansiosa para poder assistir o quanto antes.

Como vocês puderam conferir nas minhas palavras acima, eu adoro essas coisas de ‘por trás das cenas’, então quando vi que a Prumo, selo da Editora Rocco, estava lançando este “Divergente – Guia Oficial do Filme”, eu simplesmente soube que tinha a necessidade de lê-lo o quanto antes. Mas, para não estragar as surpresas do filme, resolvi começar a leitura somente após ir ao cinema assistir uma sessão deste filme maravilhoso, e posso afirmar que agora estou ainda mais encantada com tudo.
Eu gostei bastante da adaptação cinematográfica deste volume e confesso que senti falta de alguns detalhes e personagens, mas fiquei bem satisfeita com o resultado final mesmo assim porque chegou bem próximo do que eu estava esperando e os personagens arrasaram em atuação. Sai do cinema feliz e maravilhada por poder assistir uma obra que eu tanto gosto ganhando espaço em outro meio.

Este guia é dividido em partes, que são: 1- A História de Divergente; 2- A Concepção do Filme; 3- Em busca do Elenco Perfeito; 4- O Treinamento; 5- Construindo o Mundo de Divergente; 6- Um Visual para cada Facção: Figurinos e Maquiagem; e 7- As Filmagens; e cada uma delas é separada por tópicos sobre a produção.
Em ‘A História de Divergente’ primeiramente encontramos informações que os leitores da trilogia já conhecem, porque fala sobre o que é o livro, mas depois há coisas novas, quando sabemos um pouco mais sobre a época em que Veronica o escreveu e o que pretendia com sua história.
Logo em seguida já passamos para ‘A Concepção do Filme’, que traz detalhes desde o começo do desenvolvimento da versão cinematográfica, começando pelos produtores que gostaram da história antes mesmo do lançamento oficial do livro, passando pela busca do roteirista e do diretor, seguindo para como eles iam transformá-lo, adaptando para o filme, depois sabemos mais sobre a ideia de usar Chicago como palco.

Aí entramos na parte ‘Em busca do Elenco Perfeito’, que começa com a protagonista. Quando soube que a Shailene Woodley iria ser a Tris, fiquei com um pé atrás porque já tinha visto ela em uma série de TV (The Secret Life of the American Teenage), e não dava tanto assim por ela, mas agora mordi minha língua porque a atriz é sensacional, acredito até que vai se tornar uma das grandes estrelas futuramente, e ela encarnou a Tris tão perfeitamente que parece que ela é realmente a personagem. Amei! Depois vemos um pouco a árdua tarefa que foi encontrar um Quatro perfeito, já que eles testaram muitos atores para este papel, mas nenhum parecia servir, se encaixar, no personagem. Aí conhecemos os coadjuvantes, depois os atores mais velhos, para, então chegar ao Quatro escolhido, que eu nem preciso dizer muito sobre isso, porque ele foi tudo o que eu estava esperando e muito mais. Podem ter demorado para encontrar alguém perfeito para o papel, mas quando encontraram eles não poderiam estar mais corretos. Então o elenco está super aprovado (por mim, pelo menos)!

Depois começa a menor parte do livro, que fala sobre ‘O Treinamento’ e como os atores interagiram antes das filmagens, aprendendo a lutar. Então chega ‘Construindo o Mundo de Divergente’, que eu adorei bastante já que fala das locações, como eles pegaram locais dentro de Chicago mesmo para transformar em cenários do filme, depois sabemos mais sobre os sets de cada facção, a casa dos Prior e o complexo da Audácia (incluindo refeitório e dormitórios), estes dois que tiveram mais destaque neste primeiro filme, o apartamento de Quatro, em seguida sabemos mais sobre as paisagens do medo, a Cerca, os Trens (eles realmente pulavam do trem em movimento criado pela produção e depois saltavam nele!).

Então chega a outra das minhas partes preferidas, ‘Um Visual para cada Facção: Figurinos e Maquiagem’, que, como o próprio título já diz, fala das roupas e maquiagens utilizadas para representar cada facção, então sabemos quem é o figurinista e um pouco mais sobre o seu trabalho para o filme e como ele definiu os figurinos de cada uma das facções, incluindo como diferenciar membros diferentes dentro delas. E ainda temos acesso a informações sobre as escolhas dos piercings e tatuagens, como foram feitos, por exemplo.

Aí vem ‘As Filmagens’, última parte deste volume incrível, e também outro dos capítulos que mais curti. Esta parte traz os detalhes das filmagens, como as gravações demoravam, fala das cenas de lutas e ação, do esforço físico dos atores da audácia, o clima, que acabava afetando em certos momentos, também apresenta um tópico sobre cenas tão aguardadas dos fãs da obra: roda-gigante, caça-bandeira e tirolesa; e ainda sabemos um pouco mais sobre a interação dos atores por trás das câmeras, já que o elenco ficou bem unido e saiu junto várias vezes, fala um pouco sobre os fãs que visitaram os sets, e, claro, sobre a figurante mais especial do filme: a própria escritora Veronica Roth e uma pequena entrevista com ela e sua experiência.

A parte gráfica, como não podia deixar de ser, está sensacional! O livro é em um formato grande, e tem 21cm x 26,7cm, a capa apresenta o pôster do filme, que é lindo demais. Todas as páginas são repletas de fotografias maravilhosas, tanto da produção e fotos oficiais, quanto dos atores em outros momentos fora dos sets de Divergente, e ainda de cenários e croquis das roupas criadas. Além disso, as folhas estão em papel couché (aquele estilo folha de revista, só que mais grosso), a fonte e o espaçamento estão grandes e super confortáveis para uma leitura por mais tempo.

Que guia fascinante! Com certeza estou apaixonada por este exemplar lindo e querido, principalmente por se tratar de um filme que eu tanto gostei e por ser tão completo sobre todas as etapas. A narrativa é bem fluida e interessante, trazendo informações sobre todos os detalhes de uma forma direta, envolvente e rápida de ser lida.
Mais do que recomendado para todos aqueles que são fãs de Divergente (dos livros, filme ou ambos), assim podem saber os segredos por trás da produção deste filme e como eles fizeram para moldar tudo o mais próximo possível da história criada por Veronica Roth; e também para aqueles que gostam de livros estilo ‘behind the scenes’, contando detalhes da produção do filme, neste caso específico Divergente, com muitas informações como definição de equipe técnica, processo de escolha de elenco, curiosidades, entre outros.

Avaliação



Convergente – Divergente #03 – Veronica Roth

Apesar de essa ser uma resenha do terceiro livro da trilogia, não há nenhum tipo de spoiler desse nem dos dois volumes anteriores, Divergente e Insurgente (para conferir as resenhas, clique nos títulos).
A única sociedade que Tris Prior conheceu até agora foi a dividida por facções, que ela, seus familiares e amigos vivenciam desde o nascimento. Só que existe muito mais do que Chicago além das fronteiras da cidade e pode ou não ser diferente de tudo aquilo. Os questionamentos estão presentes em seus pensamentos: Existem outras pessoas? Como elas agem? Como vivem? Como são os outros locais?
Num momento desfavorável para os moradores de Chicago, por conta de guerras pelo poder, resultando em violências, perdas e traições, eles descobrem uma grande revelação e precisam desvendar até onde aquilo pode ser real e o que isso significa para toda a população. Tris e mais alguns outros personagens que conhecemos anteriormente saem em busca da verdade, mas essa pode não ser a mais sábia das opções e muitos sacrifícios podem acabar ocorrendo no meio do caminho. Mas eles escolheram ir atrás de respostas e estão dispostos a tudo para consegui-las.
Eu odeio spoilers e fujo deles com bastante êxito na maioria das vezes, mas por mais que eu tenha conseguido evitar ler qualquer coisa a respeito dessa trilogia, minha amiga acabou me dizendo o que iria acontecer (não tinha como fugir da voz dela, então...), e eu não conseguia parar de pensar nisso desde o momento em que soube, portanto quando abri o livro para começar a leitura fiquei com aquilo na cabeça. Saber o que ia acontecer no final infelizmente acabou afetando bastante enquanto eu ia acompanhando o livro, o que é sempre ruim.
Uma pena que mais uma das séries que era minha queridinha com os primeiros volumes, termine de uma maneira meio decepcionante. Não sei se sou eu que fico com expectativas altas demais para as finalizações das séries ou se realmente são os autores que não conseguem fechá-las com maestria, só sei que infelizmente Convergente não foi tudo o que eu esperava, pelo contrário, ficou bem longe disso.
Por um lado, acredito que esse fechamento que Roth encontrou para sua história foi bem satisfatório, afinal encontramos diversas respostas que nos fazíamos desde o primeiro volume, outras que foram plantadas no final do segundo, nos deixando ansiosos para saber sobre tudo o que era verdade e o que não passava de uma ilusão, e ainda aquelas que foram introduzidas nessa finalização. E respostas para nossas dúvidas é o que sempre pedimos quando acompanhamos alguma história, seja ela através de livros, séries, filmes, etc.
Por outro lado, acho que a autora quis colocar tantas explicações para tudo que acabou se perdendo em outros pontos, como o ritmo da narrativa, que ficou muito mais lento do que os outros volumes (o que eu não gostei), os personagens acabaram perdendo um pouco ou muito de sua essência, o que também me incomodou bastante, e, claro, o final, que mesmo sendo mais realista e conivente com tudo o que estava acontecendo, não consegui gostar nem um pouco. Acho, sim, que poderia ter sido diferente e se fosse, teria sido maravilhoso. Vou explicar melhor esses detalhes para vocês não ficarem meio perdidos, mas podem ficar tranquilos, nada de spoilers aqui.
Esse volume foi mais do mesmo em relação a algumas atitudes dos personagens, nada de evolução por parte deles, cometendo os mesmo erros passados. Tris, como sempre, só se preocupa com os demais e faz coisas estúpidas sem pensar nas consequências, Tobias acaba sendo mais ou menos igual a ela, mas menos estúpido, e ele se sente bem mal consigo mesmo em grande parte do tempo, nada daquela imagem que Tris tem dele. Também não acho que nenhum dos outros personagens secundários tenha feito tanta diferença ou ganhado um destaque muito bom, o que ficou faltando.
A narrativa nesse volume, diferente dos anteriores, foi intercalada entre Tris e Tobias. E eu curti isso porque ele é meu personagem preferido da trilogia, então pude conhecê-lo um pouco melhor, apesar de toda a melancolia.
Só que também achei bem chato que Tris, que era uma pessoa destemida e imprudente, nesse livro ficava o tempo todo dizendo que não queria morrer, que não estava preparada para isso, que gostaria de viver mais, o que não fazia nos livros anteriores, ela enfrentava as situações e só depois pensava nas consequências (claro que tem vez que ela ainda faz isso aqui, no pior momento, mas ainda assim). Sendo esse volume mais parado acho desnecessário ela repetir essa mesma coisa inúmeras vezes.
Tobias é um personagem do qual eu realmente gosto muito, mas acabei me decepcionando com algumas de suas atitudes nesse livro, mesmo que em outras ele tenha sido maravilhoso como sempre. Mas, no final, eu realmente, realmente mesmo, esperava que ele tomasse uma atitude melhor. Sim, eu desejei vingança e acredito teria sido mais feliz se ele tivesse ido atrás dela.
Também apareceram mais cenas românticas, Tris e Tobias estavam mais fofos um com o outro e conseguindo se soltar mais, interagindo de forma mais leve e apaixonada. O que eu curti bastante porque adoro romance e teve pouco nos dois primeiros volumes. Teve até ideias de triângulos amorosos dos dois lados, mas, que bom, não passaram de ideias porque eu ia odiar isso. Hahaha
A maior parte do livro são discursos e explicações, então não há ação, o que só ocorre mais para o final da leitura. As poucas cenas movimentadas são rápidas e sem graça, e só servem mesmo para matar ou ferir algum personagem para depois voltar ao mesmo ciclo de respostas e seguir assim até o final (com mais esclarecimentos e dúvidas do que outra coisa). Quem gosta de narrativas mais lentas pode curtir essa nova característica, mas confesso que eu esperava um ritmo mais alucinado para esse volume.
Apesar dos pontos negativos, e dos escassos conflitos, há muitos momentos repletos de tensão, por ficarmos na expectativa de como eles vão sair dessa, se vão sobreviver, como tudo vai ser no futuro, entre outros, e é isso que mais nos move à frente, nos fazendo engolir as páginas para desvendar logo todos os grandes mistérios da história criada por Roth.
Também acho que diversas cenas foram totalmente desnecessárias, enquanto outras situações eram repetidas (ou contadas) inúmeras vezes, então poderiam facilmente ter sido cortadas, e o livro poderia ter sido menos extenso que continuaria fazendo o mesmo sentido.
O mundo de fora pareceu quase igual ao de dentro, não com os mesmo ideais, mas sim com o mesmo preconceito e divisão de classes. Ou seja, mais do mesmo, só mudando as palavras, e achei isso bem sem graça, como se tivesse faltado criatividade para elaborar algo diferente.
E acho que as resoluções para os problemas acabaram sendo meio fracas também, admito que esperava algo mais desenvolvido. Eles ficaram o tempo inteiro tentando bolar soluções para tudo o que estava acontecendo, formando vários planos de resistência e não sei mais o que, quando o Tobias, no calor do momento, resolveu propor uma coisa a uma pessoa importante, que nem hesitou ou pensou duas vezes e, pronto, tudo foi resolvido.
Se era assim tão simples, por que demorou tanto para acontecer? Precisavam sacrificar tantas vidas para chegar a esse resultado? E por que no final ficaram todos bonzinhos? Acho que a autora realmente poderia ter trabalhado melhor essa questão do final, que foi a parte que mais me decepcionou.
Mesmo sabendo o que ia acontecer, não consegui deixar de ficar triste com o fim, que fez meu coração quebrar em mil pedacinhos e eu não pude conter as lágrimas. É maldade fazer um final desses, eu sou mais fã dos finais felizes que, apesar de ser encontrado aqui, não foi exatamente da forma que esperava.
Acho que o intuito de Roth com um fim desses foi, principalmente chocar, e, claro, que todos falassem sobre isso. Sei que pode ser um desfecho mais realista, mas viver também não faz parte da realidade?
Apesar disso, achei interessante que a conclusão não acabou no ápice e, sim, depois dele, então sabemos o que aconteceu quando tudo foi resolvido e o futuro mais à frente. Além disso, a história teve uma finalização fechadinha, o que eu prefiro a que ter que ficar imaginando o que poderia ter acontecido em seguida.
A parte gráfica está ótima e segue o padrão dos anteriores, o que acho sempre maravilhoso. A capa foi mantida a original, com verniz localizado no título, e é linda, acho até que é a minha preferida entre as três. A fonte e espaçamento do miolo estão muito bons para a leitura por mais tempo, ainda contanto com páginas amarelas.
Recomendo a leitura principalmente para todos aqueles que querem saber como a história da Chicago de Tris começou, para encontrar um desfecho fechadinho com a resolução de tudo o que foi apresentado ainda em Divergente e depois em Insurgente, para se emocionar, se revoltar, xingar a autora (e Tris), para ver a vida real como ela realmente é, com altos e baixos, e, também para observar e compreender as complexidades do ser humano, com erros, acertos, crueldade, sacrifícios, amizade, e amor.
Avaliação



Insurgente – Divergente #02 – Veronica Roth

Insurgente é a sequência de Divergente (clique no título para ler a resenha) e o segundo volume da trilogia. Essa resenha não apresenta nenhum tipo de spoiler.
Nesse volume podemos continuar acompanhando a jornada de Tris Prior exatamente do ponto em que o volume anterior termina. Ela e todos os outros jovens com idade suficiente para mudar de facção participaram de uma cerimônia para decidir se gostariam de continuar na facção onde nasceram ou preferiam mudar para uma que se encaixasse melhor com sua personalidade. Tris resolve deixar a abnegação e, com essa decisão, sua família também fica para trás. Agora o que importa são as pessoas do novo grupo a que ela pertence, o passado fica para trás.
Depois de um tempo em que os iniciados passam por testes em suas novas facções (ou nas antigas se assim escolheram), tudo deveria se resumir a comemorações, mas não é exatamente isso o que acontece. Depois de um período de intenso terror e muitas mortes dolorosas, um conflito entre facções cresce e uma guerra se aproxima. Todos os membros de todas as facções precisam decidir o seu lado nessa batalha iminente, mas essa escolha pode ser fatal.
Tris passou por muitas coisas, e carrega consigo sentimentos muito fortes, entre eles a raiva, a mágoa e, principalmente, a culpa. Ela precisa lidar com eles a cada momento e a cada decisão que toma, temendo qual será o próximo passo e, consequentemente, o resultado de suas escolhas.
Divergente serviu como ótima introdução. Insurgente conseguiu desempenhar magnificamente seu papel de continuação e livro do meio. O ritmo melhora, as ações são mais exploradas, há um final para uma parte da história, mas outras questões são criadas, despertando ainda mais vontade no leitor de querer ler o próximo livro para saber como tudo vai terminar.
A trama continua muito movimentada, e o ritmo está ainda mais frenético do que no anterior. É de tirar o fôlego, eu ficava imaginando e ansiando pelo que aconteceria em seguida. Muita coisa acontece, muita luta, muito sangue, muita morte (admito que odiei algumas mortes e desejei outras), e tudo escrito no seu tempo certo, sem pressa, mas também sem enrolação. Nada do que acontece ou do que foi citado é em vão, tudo é importante e acaba sendo interligado de alguma maneira, em algum ponto da história, o que eu acho incrível e muito bem feito.
A escrita da autora é muito gostosa e fácil de ser acompanhada. Mesmo com as suas mais de quinhentas páginas, a leitura flui rapidamente e o livro logo chega ao fim. A história é forte no sentido de haver muita violência e mortes, então se você não curte alguma dessas coisas, não aconselho que leia.
Fui surpreendida mais de uma vez pelos personagens, todos muito bem construídos, suas ambições e suas justificativas. Algumas delas foram para algo bom, outras foram totalmente decepcionantes, mas isso só fez a obra ficar ainda mais engrandecida. Mostra como o ser humano pode ser ruim, e isso realmente acontece na vida real, o que é triste e decepcionante, mas é a realidade.
A narrativa em primeira pessoa é minha preferida, e a autora sabe utilizá-la muito bem, já que temos a impressão de que quase podemos sentir o que Tris está sentindo, tamanha a realidade transmitida nas páginas.
Acho muito interessante o poder que a autora tem para explorar sentimentos, tanto nos personagens, quanto no leitor. Não existe ninguém bonzinho e sem defeitos, e também não existem aqueles só malvados. Todos apresentam os dois lados, como na vida real, como com os seres humanos são, com suas características positivas, mas também muitas negativas, que podem fazer mal ou bem ao próximo e a si mesmo.
No volume anterior, Divergente, conhecemos brevemente as cinco facções, sendo que algumas tiveram grande importância, então pudemos conhecê-las mais a fundo, mas algumas ficaram sem muito aprofundamento. Em Insurgente, as facções mal citadas no livro anterior foram bastante utilizadas nesse. E agora, depois de ter lido mais sobre todas, posso afirmar que gostei muito de conhecer esse modo de separação de sociedade que a autora criou e explicou, e afirmo que ela o fez muito bem, com suas características bem definidas, e as ações e os acontecimentos relacionados a cada uma delas foram muito bem desenvolvidos. Palmas para Veronica Roth.
Também acho muito bem feita a forma como a autora nos introduz ao cenário, dá para imaginar exatamente como é cada lugar por onde os personagens passam, sem ficar muito descritivo ou chato.
Tris é uma excelente protagonista (apesar de me irritar às vezes) e utiliza seu papel com maestria. E, apesar de ter caído um pouco no meu gosto, ainda admiro muito sua força e, mesmo em seus momentos de dúvidas ou incertezas, podemos ver sua coragem e seu altruísmo falando mais alto, e ela não fica melancólica e nem chata quando tem alguma dúvida, ou na hora de tomar decisões e isso é muito importante em um protagonista.
A única coisa que me incomodou um pouco é que Tris é imprudente até demais, ninguém normal é assim, e mesmo que fosse não teria tanta sorte quanto ela tem, ou seja, ela pode fazer as maiores loucuras, isso simplesmente porque quer e não porque é obrigada, e caminhar até a morte sem nem pensar duas vezes, mas é SEMPRE salva, em uma história que há muitas mortes isso é mais do que sorte, é ser protagonista, já que ela não poderia morrer se a história precisa continuar.
Posso dizer que Quatro conseguiu me conquistar ainda mais nesse livro? Não achei que seria possível a personalidade dele ficar ainda melhor, mas me enganei. Ele é apaixonante! Eu quero um Quatro para mim, onde encontro? Hahaha
Falando no casal, o romance não é o foco, mas ele não fica de lado nem é esquecido. E eu gosto demais da construção do sentimento e do relacionamento dos dois, com suas dúvidas, incertezas e às vezes não confiar plenamente um no outro, já que eles não se conhecem tão bem assim, e no momento em que estão vivendo um pouco de desconfiança é sempre bom.
Achei o final sensacional. Admito que não estava esperando por isso, apesar de lembrar outras obras mais antigas (quem leu provavelmente sabe do que estou falando, só não vou citar porque seria um spoiler e o leitor com certeza já saberia como termina e eu não quero isso), e não vejo a hora de ter em mãos “Allegiant”, terceiro e último volume da trilogia, que só será lançado em outubro lá fora, sem previsão ainda no Brasil.
Assim como o título Divergente tem um significado importante para a trama, Insurgente não fica atrás, e nesse volume podemos entender o que é ser uma pessoa Insurgente e gostei da forma como a explicação é introduzida.
Eu gosto muito de todas as capas da trilogia, mas acho que essa é a minha preferida (mesmo que eu não seja assim tão fã da cor verde). Também curto muito que elas tenham muito a ver com o conteúdo do livro, já que a facção ali representada tem grande importância no volume em questão. A diagramação segue o padrão da anterior, é simples, mas bem feita, com páginas amareladas e fonte em tamanho confortável para leitura.
Eu adoro distopias e já li diversas com os mais variados desenvolvimentos, mas posso afirmar que essa série é uma das melhores. Com uma trama recheada de suspense, ação, realidade e sentimentos muito bem explorados, recomendo demais para quem busca algo assim no gênero jovem adulto.
Avaliação



Free Four – Divergente #1.5 – Veronica Roth
Quem já leu Divergente, aconselho que leia o conto Free Four antes de começar a leitura de Insurgente porque tem algo que Quatro admite lá que depois é citado aqui, então não perde a graça.
Esse conto é pequeno, tem apenas doze páginas e é só para conhecermos a visão do Quatro do capítulo treze de Divergente. Sabemos um pouco mais sobre o que ele sente, o que pensa a respeito de sua facção e da Tris, e conhecemos um pouco de seu passado e de sua iniciação.
Eu só posso dizer que adoro quando posso ter outra visão da mesma história, principalmente escrita em primeira pessoa, então é claro que eu adorei ter a oportunidade de ler, principalmente porque é narrado por ele.

A Rocco disponibilizou o conto traduzido em PDF para download gratuito. Quem quiser baixar, é só clicar AQUI. Não vai ter versão impressa.
Avaliação






>> Esse post está participando do Top Comentaristas Nº 14FORMULÁRIO


Divergente – Divergente #01 – Veronica Roth


Em Divergente conhecemos uma Chicago bem diferente da existente atualmente, já que a sociedade é dividida em facções para melhor monitoramento e uma convivência mais harmoniosa entre os cidadãos, e todos levam o estilo de vida do grupo que escolheram para viver, tendo que se comportar, se vestir e trabalhar em cargos iguais aos dos demais membros da facção escolhida.
Todas as crianças e jovens até 16 anos vivem com suas famílias na facção escolhida por seus pais, tendo que viver conforme o esperado. Quando chegam a essa idade, eles fazem um teste que vai definir com qual facção a pessoa tem mais afinidade, mas quem decide se quer mudar de facção ou ficar na que viveu até então são eles próprios, em uma cerimônia que ocorre no dia seguinte aos testes. A partir de suas escolhas, eles vão começar a viver por aquele grupo, não tendo mais contato com sua família (caso ela seja de uma facção diferente), já que em suas vidas, a partir desse momento, a facção tem que ter mais importância e vir antes de todo o resto.
As cinco facções existentes são: Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição e Franqueza. E, como os próprios nomes sugerem, abnegação é voltada para pessoas altruístas, amizade para aqueles que não gostam do egoísmo, audácia para os corajosos, erudição para os estudiosos e os que vivem na franqueza só falam a verdade. Cada membro de cada uma delas vive no mesmo estilo de vida dos demais e, portanto, apresentam características bem similares. Mas também existem os sem facção, pessoas que são consideradas párias pelos demais, e que precisam da ajuda da abnegação para conseguir alimentação, ou trabalham nos empregos que ninguém mais quer.
Nesse contexto, conhecemos Beatrice, uma jovem que está prestes a completar 16 anos e, portanto, precisará fazer o teste para saber qual facção tem mais a ver com sua personalidade e decidir se quer continuar na Abnegação, que é onde ela viveu até então, ou se prefere mudar. O que acontece, no entanto, é que suas respostas não correspondem ao esperado e o resultado de seu teste é impreciso, o que pode ser bem perigoso caso alguém errado venha a descobrir, então esse passa a ser seu segredo, por mais que ela não saiba exatamente o que ele significa.
Quando a cerimônia de escolha de facção ocorre, Beatrice fica confusa com qual decisão tomar e acaba surpreendendo a todos quando escolhe para onde ir. É aí que sua vida começa a mudar drasticamente e Beatrice passa a ser uma outra pessoa, inclusive prefere mudar seu nome para Tris.
Como eu já citei antes, sou fã de distopias. Há um tempo eu não tinha tanta vontade assim de me aprofundar no gênero, mas conforme alguns títulos foram surgindo e eu fui lendo e me apaixonando, percebi que é um tipo de leitura que eu gosto muito, inclusive agora é um dos meus preferidos. Por causa disso, e de ouvir tanta gente falando mil maravilhas de Divergente, resolvi me aventurar a conhecê-lo, e não é que ele entrou para a minha lista de queridinhos?
Com certeza o que eu mais gosto em distopias é que, apesar de terem em comum o tipo de poder nas mãos de pessoas controladoras com a desculpa de que aquilo que eles almejam seja próximo a uma sociedade perfeita, apresentar indivíduos que vivem na ignorância através de uma estupidez coletiva, com pessoas acomodadas e que aceitam o que é imposto a elas, e tem também aquele grupo com uma minoria que é contra e, por isso sofre as consequências que geralmente acabam em morte de indivíduos, e ainda traz aquela(e) protagonista que vai fazer algo para ir contra tudo isso (mesmo que primeiramente fosse a favor); elas são bem diferentes entre si. Cada uma tem uma base, uma forma de controle e de divisão de indivíduos em grupos, então eu nunca sei exatamente o que esperar, e isso é incrível. Em Divergente a autora soube desenvolver algo totalmente diferente dos demais e fez isso de uma forma muito bem feita e construída, então a única coisa que eu posso fazer é parabenizá-la pelo ótimo trabalho.
Gostei muito da narrativa da autora, ela não tem pressa para nos apresentar a nada e podemos realmente acompanhar a jornada de Tris conforme as páginas vão avançando, e, mesmo assim, é bem movimentada e cheia de reviravoltas, sem deixar nenhum detalhe esquecido, nem ficar cansativo.
Curti bastante a divisão da sociedade em facções, acho que esse foi um ótimo recurso utilizado pela autora, e bem válido, acho inclusive que algo no estilo poderia vir a acontecer futuramente. Eu não escolheria a facção que Tris escolheu, mas entendo o motivo de ela ter feito isso.
Quando escolhem uma facção, os jovens precisam passar por um período de iniciação, feito dentro do complexo da facção escolhida, utilizando os métodos que os superiores acham convenientes. Na escolhida por Tris, ela passa por várias provas perigosas, relacionadas com esforço físico e superação, e foi emocionante acompanhar o treinamento e as fases dos testes, algumas vezes o leitor fica com agonia do que pode acontecer, torcendo para tudo dar certo.
Tris é uma ótima protagonista para essa trilogia, ela se encaixou perfeitamente no papel que precisou desempenhar em todo o caminho que percorreu da primeira até a última folha desse volume, mas admito que até certo momento da leitura não gostava tanto assim dela, talvez por pensarmos tão diferente, e por eu não concordar com algumas de suas atitudes. Porém, conforme avançava as páginas fui vendo seu amadurecimento, e ela acabou me conquistando aos pouquinhos e comecei a entender melhor o porquê ela ter decidido agir de tal maneira em tal situação, e sua coragem também foi bem admirável.
Todos os personagens são bem reais e foram muito bem construídos, o leitor consegue captar as emoções deles, e sentir cumplicidade por alguns e muita raiva e desprezo por outros. Foi assim comigo e tenho certeza de que com a maioria das pessoas que leu também.
Agora, o que eu poderia falar do Quatro? Ele é SENSACIONAL! Pensei que não ia gostar tanto assim dele (apesar de ter um momento que eu não gostei do que ele falou), porque eu não sou tão fã assim de bad boys, prefiro os fofos, mas ele me surpreendeu, porque atrás dessa sua fachada de durão e sério, tem um cara com um coração enorme, que também sabe ser fofo e me fez suspirar.
Gostei muito de como o romance foi desenvolvido. Quem acompanha as minhas opiniões sabe que eu odeio quando o amor surge só de olhar um para a cara do outro, isso é atração física, sentimentos não surgem só de ver, tem que conhecer primeiro, e é assim aqui. Eles se conhecem, há uma atração física, claro, só que ela não é a responsável pelo sentimento surgir, mas sim o jeito deles, como eles se veem, como suas características fazem a paixão crescer. Tudo isso sem pressa e muito bem colocado, dando ao leitor material suficiente para se envolver junto com eles e torcer para que fiquem juntos.
Esse volume é repleto de ação, quase nunca os personagens estão parados ou fora de algum tipo de perigo e fiquei sem fôlego em diversos momentos, e essa é uma das características que mais me faz gostar de uma leitura, a narrativa sempre movimentada e bem fluida.
Há muita violência nesse livro, algumas cenas bem nojentas, e muitas mortes, várias delas bem importantes e que fazem o coração do leitor se contorcer de tristeza, então se você não quer ou não gosta de algo nesse estilo, aconselho que não leia, mas se gosta, não se importa ou busca algo assim, com certeza esse título é indicado para você.
Também achei bem interessante ver que nessa sociedade há uma falsa ideia de controle por parte dos jovens no momento em que eles têm a possibilidade de poder escolher para qual facção eles querem ir, mas, ao mesmo tempo, vemos que essa decisão é o momento em que eles têm que decidir como viver pelo resto de suas vidas, sem a chance de poder fazer algo diferente no futuro, e os grupos são controlados por pessoas superiores a eles, fazendo com que tenham que agir conforme o imposto.
O final foi incrível. Como disse anteriormente, há ação o tempo inteiro, e quando o livro vai chegando ao fim, não há mais nenhuma cena de calmaria, é muita adrenalina e acaba deixando muitos questionamentos para serem desvendados nos próximos volumes, deixando o leitor cheio de expectativas para saber o que vem por aí.
Eu sei que o filme está sendo produzido e eu gostei de alguns atores que foram escolhidos para interpretar os personagens na telona, inclusive o Quatro, mas não curti a escolha para a Tris. Espero estar enganada, mas eu já assisti a uma série com a Shailene Woodley e não acho que ela vá me convencer nesse papel, inclusive quando eu estava lendo não a imaginei nem uma vez sequer como Tris, simplesmente porque minha mente não conseguiu associá-la a esse tipo de personagem. Mas estou muito ansiosa pelo filme!
Sobre a parte gráfica, a fonte está em tamanho grande, o que somado com as páginas amareladas deixa a leitura mais confortável. Adoro essa capa, primeiro porque é linda, segundo porque esse é um símbolo de uma das facções e tem grande importância na história.
Com uma narrativa fluida que faz com que, mesmo com suas mais de 500 páginas, a leitura acabe rapidamente, uma crítica social, uma divisão de sociedade que mostra ao leitor como o ser humano pode ser cruel, muita ação, personagens bem construídos e romance, esse jovem adulto distópico vai agradar homens e mulheres de diversas idades.
Avaliação



>> Esse post está participando do Top Comentaristas Nº 13 - FORMULÁRIO