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As Feiticeiras de East End – Melissa de la Cruz


Em “As Feiticeiras de East End”, primeiro livro da série sobre a família Beauchamp, conhecemos três mulheres, Joanna, Ingrid e Freya, que vivem na pequena cidade de North Hampton, em Nova York.
As três, como o nome sugere, são feiticeiras, mas também são imortais, e depois de uma situação ocorrida em Salem milênios atrás, elas não poderiam praticar magia enquanto vivessem no mundo dos humanos. Mas aquilo já havia acontecido há tanto tempo que elas pensaram algo como: que mal faria ajudar algumas pessoas com um pouquinho de magia branca? Então elas se arriscaram e voltaram a usar magia, e mesmo que tenha ajudado diversas pessoas, pode, também, ter acabado gerando consequências negativas.
Confesso que estava esperando mais da história, e tinha altas expectativas, mas não curti tanto assim. Acho que faltou algo para me prender totalmente e que as explicações foram mal desenvolvidas e demoraram muito para acontecer. O que pode ser legal em alguns livros, aqui soou cansativo.
Até estar com a leitura bem avançada, não tinha acontecido nada de grandioso na trama, e algumas coisas iam sendo reveladas e acrescentadas aos poucos, mais para o desfecho é que a maioria das situações foi se encaixando, deixando o leitor mais focado e querendo descobrir logo o que viria a seguir.  
A narrativa é em terceira pessoa e cada capítulo conta um pouco mais de cada uma das três protagonistas, Ingrid, a filha mais velha, Freya, a mais nova, e Joanna, a mãe das duas. Das três, a minha preferida foi a Ingrid, de longe, ela é a mais quieta, adora livros e, por isso trabalha em uma biblioteca, enquanto tenta desvendar segredos perdidos que têm relação com sua origem e com o mundo atual em que vive, não gostei muito da Freya, que é o oposto de Ingrid, se veste com roupas vulgares, não consegue controlar sua libido e está dividida entre Bran, seu noivo e o irmão dele, Killian, ficando com os dois em momentos alternados. A última personagem principal é Joanna, que foi uma personagem sem muito destaque para mim, não desgostei dela e nem a adorei, ela é uma mãe que sente saudades de seu filho, que não vê há milênios, e que esconde um segredo de suas filhas.
Apesar de ser considerado um livro mais jovem adulto, as filhas aparentam os vinte e poucos anos e há cenas mais quentes e explícitas, o que pode acabar incomodando alguns leitores que não esperam por isso.
Encontrei na internet uma informação de que a trama tem uma ligação com a mitologia nórdica, porém eu não posso comentar com vocês sobre como ela foi desenvolvida no livro em relação à histórica, pois não a conhecia, mas as explicações ficaram razoáveis, só acho que a autora poderia ter acrescentado um relato histórico que me introduzisse mais nessa mitologia, mesmo que fosse no final, em forma de nota do autor.
Uma curiosidade para quem não sabe é que o canal americano Lifetime está produzindo uma série baseada nessa obra. Já adianto que, mesmo sem ter estreado na TV ainda, sei que será bem diferente do livro porque já li algumas coisas, como, por exemplo, no livro Ingrid e Freya sabem que são bruxas, mas na série elas desconhecem suas origens. Mesmo assim, com certeza vou assistir a série.
Sobre a parte gráfica do livro, não sou muito fã dessa capa não e nem acho que ela faça tanto sentido com a história assim. A diagramação está ótima, a fonte utilizada está em um tamanho confortável para leitura, com bom espaçamento e as páginas são amareladas. Não tem nada demais na divisão de capítulos, mas todos eles têm título, o que eu acho legal, apesar de poder ter algum spoiler do que vai acontecer no capítulo.
Recomendo essa obra para quem gosta de livros sobrenaturais, e que sejam de bruxas, porém peço que não leia com uma expectativa alta demais para que não haja decepções, como aconteceu comigo.

Avaliação



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