Jules
Montgomery é uma mulher determinada, forte, independente, que sabe o que quer. Sua
vida anda do jeito que deseja, e seu emprego vai muito bem. Até que ela passa
uma noite maravilhosa com o delicioso, tatuado, motoqueiro e rico, Nate
McKenna, o que não seria problema algum se ele não fosse seu chefe e a empresa
onde trabalha não tivesse uma política bem rígida contra relacionamentos
amorosos entre seus funcionários. Então é claro que ela toma a atitude mais
sensata num caso destes, e vai embora antes de amanhecer.
Passados
alguns meses sem contato algum além do profissional, com ambos escondendo muito
bem seus sentimentos, Nate decide tomar uma atitude e convida Juliane para
passar um final de semana com ele para decidirem se combinam. Caso dê errado,
eles nunca mais precisarão tentar alguma coisa. Jules acaba aceitando e eles
passam dias maravilhosos juntos, decidindo, então, manter um relacionamento
amoroso às escondidas. Mas será que é verdade que tudo que é proibido é mais
gostoso? Tudo pode dar muito certo no final, ou as consequências de algo assim
podem ser desastrosas.
Eu estava
bem ansiosa para ler este livro, já que gostei muito do primeiro, “Fica Comigo”
(clique no título para conferir a resenha), e a sinopse deste também parecia
bem promissora. Porém, infelizmente, acabei me decepcionando um pouco por conta
do relacionamento do casal, que foi muito perfeitinho e rápido demais, de uma
forma que eu não tenha conseguido sentir aquelas emoções todas com a mesma
agilidade que eles. E eu gosto de ter essas sensações junto com os personagens.
Acho que o
meu “problema” maior foi o Nate, já que o achei meio irreal, muito bonzinho e
romântico demais. Suas atitudes, enchendo Jules de presentes caríssimos com
poucos dias de namoro me incomodou porque pareceu forçado para fazerem as
leitores se apaixonarem e desejarem um homem desses, afinal, quem não quer
alguém completamente apaixonado, dedicado, rico e poderoso, que vai te mimar da
melhor forma possível, com muitos presentes caríssimos (incluindo um dia com a
posse do cartão de crédito dele de forma livre, podendo fazer quais e quantas
compras você tiver interesse, e ainda ganhar joias depois, etc.?). Imagino
quais serão os presentes com um mês, um ano, dez anos de relacionamento e por
aí vai, se desde os primeiros dias já é tão recheado e maravilhoso assim.
Por outro
lado, ele também tinha algumas particularidades bem ruins, porque era
possessivo demais, teve algumas atitudes que me irritaram bastante, como querer
controlar Jules, e ficar fazendo um drama desnecessário até se ela saísse do
quarto com ele dormindo (ele dava uma crise porque achava que ela tinha ido
embora), entre outras. Confesso que até pensei que a autora iria revelar que
Nate era um homem obsessivo por conta dessas atitudes. Fazendo com que um drama
maior surgisse dali, já que Jules teria que lidar com uma relação assim. Mas
acabou que não era nada disso (que bom, né?! Hahaha) e ele era apenas apegado e
demais, só que sem nenhum perigo.
Em
compensação, gostei muito da protagonista, de sua personalidade e seu caráter.
Acredito que eu teria a mesma reação que ela em alguns momentos. A trama é
narrada em primeira pessoa pela Jules, então podemos saber tudo o que pensa e
como se sente. E acho ótimo que ela seja forte e dona de uma autoestima boa, daquele
jeito que me faz ter orgulho quando mostra do que é capaz para os outros. E
também deixa claro que não gosta que a controlem, e que sabe o que quer da
vida.
Também não
poderia deixar de citar sua família, que apareceu pouco, mas de maneira
significativa, e parece ser maravilhosa. O meu irmão preferido até o momento
(ainda não deu para conhecermos a fundo porque eles só tiveram pequenas
participações por aqui) é o Will, o protagonista do próximo livro, “Joga
Comigo”, lançamento do mês que vem da Editora Charme, que eu estou louca para
conferir.










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