
Georgia é uma adolescente que
todos os anos passa suas férias no interior na casa de sua avó. Nada costuma
acontecer nesta cidade pequena, e ela acreditava que passaria suas semanas
entre o sofá e sua cama com a internet discada. Mas após esbarrar com a moradora
de uma casa vizinha seus dias não serão mais os mesmos, e essa viagem ficará
marcada.
Meu livro é autografado, e a
autora diz que o livro é uma jornada contra o preconceito. E foi com isso em
mente que embarquei na leitura, e foi exatamente isso que não encontrei em suas
páginas. Sim Georgia é uma garota que gosta de garotas, mas ela é assumida, e
quando revela isso para a avó ela é aceita imediatamente. Sim a tal vizinha tem
o mesmo gosto e em duas cenas é chamada de sapatão. Uma segue o roteiro
clássico, a outra a garota já se impõe. E pronto este é todo o conflito.
Esperava por uma jornada
mostrando o sofrimento de alguma das personagens quanto a escolha sexual, ou
ainda a aceitação social da mesma. Ou ainda repressão por parte da família, mas
nada disso se mostrou, então a tal jornada contra o preconceito não foi
explorada como a autora acredito eu gostaria de ter feito.
A trama é bem simplista e
objetiva. Os acontecimentos se dão muito rápido, perdendo a oportunidade de
explorar uma infinidade de temas tanto da homossexualidade, quanto de questões
da idade das meninas. Com isso não desperta empatia por nenhum personagem,
menos ainda curiosidade por seus destinos, mesmo porque o livro conta com
apenas 112 páginas e logo já entrega tudo que acontece.
O maior problema além dos citados
foram as transições de cenas feitas de forma abrupta e sem a menor delicadeza.
Quando um personagem falecesse então foi como um tapa na cara, inesperado e sem
qualquer preparo. O modo como a protagonista reage então foi mais sem noção
ainda, mesmo que ela tenha se mostrado sem muito sentimento, ainda sim era
esperado o mínimo de empatia da mesma para com a sua própria família.
A ambientação também é bem pobre,
não faço ideia em que região do Brasil a estória se passa. Nenhuma característica
regional é trabalhada, e os personagens em geral são bem genéricos. Além disso
ainda existem alguns erros de revisão.
Por fim o desfecho da trama é
terrível. E nega o pouco do que foi dito nas páginas anteriores, não deixa
mensagem nenhuma. E não responde o que me perguntava durante todo o livro,
afinal qual a proposta do livro? Essa resposta não vem, e além disso nos deixa
com um final no sense.
A Garota da Casa Grande
definitivamente não funcionou para mim, não pela temática da estória, mas pelos
erros sucessivos em seu desenvolvimento.
Olá! Tenho esse livro, ganhei em um sorteio, porem ainda não li, e pelo que estou vendo aqui nessa resenha também não irei gosta muito dessa leitura.
ResponderExcluirBjs
Olá! Adorei o seu site, é a primeira vez que acesso ele e logo de cara já leio uma resenha com opiniões sinceras, gosto disso.
ResponderExcluirNão conhecia este livro, acho o tema que ele aborda muito importante e que deve ser cada vez mais difundido nos livros.
Abraços!
Eu tenho esse livro mas não li, parecia ser bem legal, por se tratar de um assunto polemico e para dar mais verossidade à história acredito que ela teria que mostrar a luta deles por alguma coisa e parece que não acontece. Mas eu ainda creio que lerei o livro.
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