Se eu pudesse resumir a Bienal
deste ano que está acontecendo aqui em São Paulo eu cantaria a música
Metamorfose Ambulante, porque é exatamente o que está se tornando este evento
que acontece a cada dois anos aqui na cidade no Pavilhão Exposições do Anhembi.
Compareci em dois dias do evento, no dia de abertura na sexta feira e na última
quarta feira.
Começo fazendo a pergunta: afinal
qual é o objetivo da bienal? Segundo o site do evento o objetivo é ser um palco
de encontro das principais editoras, livrarias e distribuidoras do país que
pretendem apresentar seus principais lançamentos. Bem devo dizer que se era
esta a proposta, como eu sempre pensei que seria, este ano mais do que nunca
ele não foi alcançado!
Estive presente nas última três
bienais, e posso relatar o declínio do evento. Primeiro porque algumas das
principais editoras não foram quase presença, Darkside, Novo Conceito, JBC,
Casa dos Espíritos entre outras não compareceram, e salvo a Darkside que é nova
no mercado as demais eram presença constante no evento. Grande parte dos
estandes era de vendas de livros, assim o que tínhamos era uma grande feira de
venda de livros, e devo dizer com ótimos preços. Mas com isso a ideia de
divulgar lançamentos ficou muito perdida e vaga.
E porque digo isso? Acompanhem
comigo, se eu quero divulgar um produto eu faço propaganda sobre ele certo? E
no caso de livros como eu faço essa divulgação? Através de material de
distribuição, ou seja, marcadores, panfletos e etc, e o que as grandes editoras
fizeram? Ou simplesmente não disponibilizaram tais materiais, ou estes eram
escassos. O farto material ficou por conta das pequenas editoras, como a Mundo
Uno, Empíreo, Young, Faro e etc.
Agora porque editoras como a
Rocco que fez o estande mais bonito da feira, repleto de referências da série
Harry Potter não disponibilizou também os marcadores do mesmo? Consegui eles no
estande da Comix! Ou ainda como uma editora do porte da Cia das Letras não
tinha um marcador sequer de qualquer de seus livros? Alguns podem dizer que é a
crise, mas se é a crise como editoras menores, que têm poucos livros
conseguiram ter marcadores? A Lendari é um exemplo, a editora está começando
agora, tinha um espaço bem pequeno por lá mas contava com seus marcadores a
vontade para o público. Eu não consigo entender este fenômeno, ele começou na
última bienal e piorou muito nesta edição!
Em nenhum local tinha degustação
dos livros, opção obrigatória para que o público tenha contato com a narrativa
dos livros. Eu já escolhi livros através deles. Mas eles se tornaram algo muito
raro! Os eventos que aconteceram, salvo em espaços específicos como um local
focado em culinária, estande do Secs e afins, foram massivamente focados nos
lançamentos de autores da moda, ou seja, youtubers e atrizes adolescentes.










{








