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25º Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2018

Desde o dia 03 de agosto está acontecendo aqui em São Paulo a 25º Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Neste ano não consegui ir no primeiro dia como de costume, mas no dia 06 bati meu cartão no evento!

Para analisar o evento se faz necessário separar o mesmo em alguns aspectos diferentes, alguns tiveram saldos positivos outros negativos. O primeiro ponto negativo a se destacar é que ficou muito evidente a diminuição das editoras presentes no evento, cresceram consideravelmente os stands com livros em preço único (em sua grande maioria no valor de R$ 10,00 reais) e senti falta de algumas editoras que costumam estar presentes.

Em segundo lugar fica a questão que já vem caindo ano a ano que são os brindes das editoras, com isso me refiro a marcadores e degustações de livros. Ironicamente as pequenas editoras estavam com muitos marcadores, enquanto que as maiores raramente tinham marcadores a vontade. Degustação de livro apenas uma tinha alguns itens. Eu compreendo que estamos em momento de enxugar gastos, mas como você pretende fazer propaganda de seus itens se você não faz estes investimentos que geram resposta a longo prazo? Quantas vezes um marcador acaba lembrando você de um livro ao usá-lo? Ou uma degustação lhe convence que uma narrativa serve para você?

O tamanho de alguns destes stands de editoras grandes também diminuíram, outro ponto que mostra uma economia por parte das editoras. Os stands com mais destaque foram o da editora Madras com o seu vasto catálogo exposto e ainda com grande variedade de marcadores a vontade; o da Harper Collins com diversos pontos para fotos (a famosa toca do hobbit, a mala de Newt Scamander e os Unicórnios da Larissa Manoela, e o da Submarino com uma ilha destaque para os livros da Darkside Books com ninguém menos do que a boneca Anabelle. Claro a Rocco tinha uma vitrine linda do nosso bruxinho favorito, mas o stand deles estava menor do que da edição anterior.

Eu não vi em nos stands funcionários das editoras fazendo divulgação de livros, ou apresentando os mesmos. Com isso a sensação é que tratava-se de uma feira de compra de livros e não de divulgação, na verdade eu tenho me perguntado muito em todos estes anos qual o real objetivo da Bienal. Se é apenas a venda de livros não precisa de grandes stands e nem de ser bienal, poderia muito bem ser realizada anualmente de forma até mais simples.

Agora o ponto alto e positivo do evento foram as promoções nos stands de dez reais. Para quem tinha tempo e paciência existiam verdadeiras perolas neles! Eu consegui, por exemplo, A Rainha Branca da autora Philippa, O Senhor dos Anéis edição individual das Duas Torres e O retorno do rei (resolvi comprá-las separadas por minha versão única é muito pesada rs!) por esse preços, e estes livros costumam passar da casa dos quarenta reais!

Algumas editoras colocaram alguns títulos de seus catálogos a preços acessíveis, como Welcome to Night Vale (5 reais) e O caçador de Trolls (10 reais) na Intrínseca, ou na Novo Século a série inteira Night Huntress estava por 10 reais cada livro! Mas algumas não fizeram promoção alguma.

Devo ressaltar que não participei de nenhum evento realizado pelas editoras como palestras ou tarde de autógrafos, já que minha prioridade eram os livros e não queria perder tempo com esperas ou filas, então neste aspecto não posso dizer quanto a feira foi boa.

Ao final do evento eu sempre saiu pensando, desta vez em quanto as editoras poderiam promover mudanças. Muitas delas tem o discurso pronto que o país está em crise, e que o brasileiro ainda por cima não tem hábito de leitura. Estas coisas são verdadeiras, mas não mudaram desde a fundação desta editoras. Eu com quase 33 anos nunca ouvi que nosso país estivesse fora de uma crise, ou que as pessoas estavam aprendendo a ler. Então porque não realizar políticas nesse sentido de ensinar crianças o hábito da leitura, de ir para as escolas transmitir isso através de seus livros. Já que é nas escolas que muitos deles aprendem a não gostar de ler através de livros que não falam a sua faixa etária. Porque continuar lamentando a economia ou o comportamento dos clientes, quando eles podem promover mudanças que não só gerariam lucros a eles, como poderiam mudar mentes e gerar até novas políticas? Fica a pergunta, já que não podemos mais ser aqueles que lamentam, ao invés de realizar.

Que venham mais bienais, mas que elas sejam mais do que feiras de venda de livros, que elas ensinem as próximas gerações o valor que um livro tem em uma vida e tudo que ele pode fazer por cada um de nós!






24 º Bienal do Livro de São Paulo - 2016



Se eu pudesse resumir a Bienal deste ano que está acontecendo aqui em São Paulo eu cantaria a música Metamorfose Ambulante, porque é exatamente o que está se tornando este evento que acontece a cada dois anos aqui na cidade no Pavilhão Exposições do Anhembi. Compareci em dois dias do evento, no dia de abertura na sexta feira e na última quarta feira.

Começo fazendo a pergunta: afinal qual é o objetivo da bienal? Segundo o site do evento o objetivo é ser um palco de encontro das principais editoras, livrarias e distribuidoras do país que pretendem apresentar seus principais lançamentos. Bem devo dizer que se era esta a proposta, como eu sempre pensei que seria, este ano mais do que nunca ele não foi alcançado!

Estive presente nas última três bienais, e posso relatar o declínio do evento. Primeiro porque algumas das principais editoras não foram quase presença, Darkside, Novo Conceito, JBC, Casa dos Espíritos entre outras não compareceram, e salvo a Darkside que é nova no mercado as demais eram presença constante no evento. Grande parte dos estandes era de vendas de livros, assim o que tínhamos era uma grande feira de venda de livros, e devo dizer com ótimos preços. Mas com isso a ideia de divulgar lançamentos ficou muito perdida e vaga.

E porque digo isso? Acompanhem comigo, se eu quero divulgar um produto eu faço propaganda sobre ele certo? E no caso de livros como eu faço essa divulgação? Através de material de distribuição, ou seja, marcadores, panfletos e etc, e o que as grandes editoras fizeram? Ou simplesmente não disponibilizaram tais materiais, ou estes eram escassos. O farto material ficou por conta das pequenas editoras, como a Mundo Uno, Empíreo, Young, Faro e etc.

Agora porque editoras como a Rocco que fez o estande mais bonito da feira, repleto de referências da série Harry Potter não disponibilizou também os marcadores do mesmo? Consegui eles no estande da Comix! Ou ainda como uma editora do porte da Cia das Letras não tinha um marcador sequer de qualquer de seus livros? Alguns podem dizer que é a crise, mas se é a crise como editoras menores, que têm poucos livros conseguiram ter marcadores? A Lendari é um exemplo, a editora está começando agora, tinha um espaço bem pequeno por lá mas contava com seus marcadores a vontade para o público. Eu não consigo entender este fenômeno, ele começou na última bienal e piorou muito nesta edição!

Em nenhum local tinha degustação dos livros, opção obrigatória para que o público tenha contato com a narrativa dos livros. Eu já escolhi livros através deles. Mas eles se tornaram algo muito raro! Os eventos que aconteceram, salvo em espaços específicos como um local focado em culinária, estande do Secs e afins, foram massivamente focados nos lançamentos de autores da moda, ou seja, youtubers e atrizes adolescentes.



Encontro Intergaláctico - Editora Aleph


Em uma manhã de outono paulista aconteceu o encontro intergaláctico, o encontro de livreiro da editora Aleph. A entrada já estava repleta de pessoas vinte minutos antes do horário, e um pouco depois do horário combinado as portas foram abertas. Todos foram recebidos com um café da manhã, um pouco enxuto mas honesto.

Cerca de vinte minutos depois as portas do teatro foram abertas, e depois de todos acomodados a apresentação teve inicio. A ideia era apresentar e comentar 30 lançamentos previstos para esse semestre, alguns até já lançados e outros estão em processo. A apresentação foi realizada pelos dois editores da editora, Adriano e Daniel.

O catálogo da Aleph é voltado para ficção científica, e foi isso que predominou. Diversos livros da saga Star Wars estão previstos para sair, e outros acabaram de ser lançados como o Herdeiro do Jedi e Darth Plagueis.

O grande lançamento do mês e brinde para os presentes foi a obra Guerra do Velho, a trama se passa em um futuro na Terra quando a humanidade já realiza viagen interestelares. Entretanto poucos são os planetas habitáveis, assim muitos alienígenas estão lutando por eles. Com o intuito de proteger a Terra e conquistar novos territórios, a raça humana conta com a tecnologia e a FCD- Forças Coloniais de Defesa, para se alistar a esse exército você precisa ter mais de 75 anos, e o protagonista John Perry parte para esse desafio sem saber o que lhe aguarda! A premissa é boa não? E em breve devo lê-lo e venho contar para vocês o que achei.

O grande anúncio da manhã ficou por conta do escritor André Vianco, novo autor da casa, que relançará todos seus livros com novos projetos gráficos, e alguns deles com revisões nas estórias, além de dois livros inéditos. Ele falou brevemente sobre seu início de carreira, assim como sua proposta junto a Aleph. É muito bom ver uma editora de qualidade abraçando um autor que sabe fazer uma boa história de vampiros no Brasil, seu livro Os Sete certamente vale a leitura!

Alguns autores enviaram vídeos para comentar seus livros, e é sempre muito enriquecedor ver tomar forma os nomes por trás de cada livro. Um anúncio que me causou surpresa foi o lançamento do livro Forrest Gump, eu não sabia que o filme era baseado em um livro, e fiquei simplesmente encantada com a ideia de ler esta estória em uma versão mais densa! Ainda não existe data de lançamento, mas aguardo ansiosamente, afinal esse é um dos meus filmes favoritos!

A maior falta que senti foram de títulos de fantasia, a editora já havia dito em seu canal que pretendia lançar mais obras nesse gênero, mas até agora o único lançamento do ano foi o segundo volume da série Elenium. Eles comentaram que estão buscando títulos, mas ainda não há nenhum para anunciar.

Os sorteios foram poucos, apenas três, mas quem os ganhou com certeza se saiu bem, eram kits muito bons! Quanto a duração do evento foi cumprido com o anunciado, e passou de forma tranquila, sem ser cansativo.

A forma como os editores da Aleph apresentam suas obras e trabalham a ficção científica sem medo de citar outros autores e livros que nem estão no seu catálogo é contagiante. Dá vontade de ler os livros só pelo amor que eles apresentam pelas obras e pelo gênero. É muito gratificante ver pessoas que lançam livros porque gostam, e não apenas visando lucros, isso é muito visível no trabalho da Aleph, e por isso que dá gosto de ler suas obras.


Simplesmente Acontece (Cinema X Bookcase)

Como vocês puderam conferir na minha resenha do livro “Simplesmente Acontece” (clique no título para ler), eu não gostei da leitura, por achar cansativa e até sem graça em muitos momentos. Mas queria assistir ao filme para poder comparar as duas versões e ver se as mudanças tinham transformado esta história que eu tinha tantas expectativas, mas não gostei, em algo que eu curtisse mais do que o exemplar. Então esta review não é para dizer exatamente tudo o que acontece no filme, apenas comparar os dois materiais e dizer o que eu gostei e não gostei nas semelhanças e diferenças da história e a minha conclusão a respeito de ter curtido mais o livro, o filme, ou nenhum dos dois.
Quem não assistiu ao filme ou leu o livro e não gosta de spoilers, aconselho que não continue a ler esta resenha, pois, para comparar os dois, eu preciso comentar sobre as cenas de ambos, e algumas delas podem ser importantes para o desenrolar da trama.
Na adaptação cinematográfica houve algumas mudanças que não considero boas nem ruins, acho até que posso considerá-las como neutras, já que não fiquei chateada e nem aliviada com o que foi modificado. Uma delas é a forma como Rosie conhece sua melhor amiga, Ruby, pois no livro elas trabalham juntas em um escritório e há toda aquela dinâmica de troca de mensagens por conta do emprego delas, enquanto no filme elas se conhecem na farmácia e depois trabalham juntas no hotel, e isso nunca acontece no livro – só Rosie arruma empregos em hotéis. Algumas outras cenas menores também foram modificadas, mas os resultados foram semelhantes ou parecidos, então não senti muita diferença com elas.

Eu entendo algumas coisas que ficaram diferentes, já que são duas formas distintas de produzir material e como cada uma delas vai ser apresentada às pessoas. Por exemplo, achei maravilhoso alguns pequenos cortes que eram muito repetitivos na história, já que serviram para enxugar vinte anos do total, o que foi um alívio, pois foi justamente o longo período de tempo transcorrido da primeira página até a última que mais me incomodou no livro, principalmente levando em conta quanto eles demoraram a aceitar seus sentimentos e correr atrás um do outro e de suas respectivas felicidades.

Enquanto outras eu acredito que poderiam ter sido mantidas por conta da essência da história e dos personagens, inclusive porque também ficariam boas no filme. Como, por exemplo, o motivo e quando Alex se mudou de país, a dinâmica do baile de formatura e os acompanhantes (no livro só Rosie foi, com o futuro pai de sua filha), o motivo de Rosie ter ficado grávida, a maneira como Alex soube de Katie, a idade que a filha conhece o pai (criança no filme x pré-adolescente no livro) e o relacionamento que eles dois desenvolvem (no filme este praticamente não existe, visto que o pai é mais babaca). Descaracterizaram as duas esposas de Alex, que no caso do filme só casa com a segunda. Também são bem diferentes: o relacionamento de Alex com Sally, sua primeira esposa, de quem ele realmente gostou e com quem teve um filho (no filme ela o engana e nem fica grávida dele, mas, sim, de outro), o namoro dele com Bethany, inclusive a forma como voltaram a ficar juntos no futuro e o casamento dos dois com um filho, e até a “amizade” de Rosie com ela (não existe de maneira nenhuma no livro, o que eu achei mais do que ridículo no filme!). Também houve cortes de pessoas muito importantes na vida e família de Alex e Rosie.

O roteiro também teve algumas mudanças utilizando personagens para mais de um papel, ou seja, enquanto no livro duas pessoas distintas faziam algumas cenas, no filme uma das pessoas não existe e a outra faz as cenas das duas. Vou exemplificar: o garoto que tirou a virgindade de Rosie e é o pai de Katie no livro é o Brian, que inclusive fez parte da vida dos protagonistas desde novos e nenhum dos dois gosta muito dele, mas futuramente se torna muito importante. Enquanto no filme este personagem simplesmente não existe e Greg, que na obra literária é outro personagem, e é marido de Rosie em ambos, ganhou o papel de pai de Katie e responsável por tirar a virgindade de Rosie na formatura. Acontece isso em outros momentos, como quando Rosie descobre que Greg a trai, no livro é o irmão mais novo quem descobre sem querer, enquanto no filme é Ruby. Não gostei destas junções.

Um dos segredos do livro, revelado mais para a metade, acontece logo no começo do filme, mas até entendo este motivo, já que este começa com eles na adolescência, enquanto na obra eles ainda são crianças.
Apesar de o livro ter sido todo narrado em cartas e outros materiais escritos, no filme nada disto ganha importância, mas para falar a verdade não senti tanta falta assim destas coisas, já que não iriam funcionar na produção cinematográfica tão bem assim.
E eu gostei mais dos personagens de forma geral no filme também, o Alex, por exemplo, é muito melhor e até mais fofo, Katie não faz certas coisas com a mãe, e Rosie conseguiu manter sua essência, gostei dela em ambos.

Um ponto que me incomodou demais foi o uso dos mesmos atores para diversas fases da vida dos personagens. Acredito que teria ficado melhor, mais real, se tivessem pelo menos optado por outras pessoas para fazer os dois na adolescência, porque qualquer ser humano do planeta com mais de trinta anos não tem exatamente a mesma aparência que tinha aos dezessete anos. Não entendi muito bem esta dinâmica de manter os dois em todas as fases da vida dos personagens, acho que ficou feio e dá a impressão de que o tempo não passou para eles, mas foram mais de dez anos de vida acontecendo. Mais para o final, por exemplo, a Rosie tem a aparência de ser a irmã de sua filha pré-adolescente.

Em ambos os formatos, o amadurecimento de todos os personagens é bem evidente, mesmo que a história tenha tido vinte anos a menos do que no livro, provando que dava para a autora ter cortado metade de sua história e, ainda assim, teria ficado bom (para mim, muito melhor!).
O filme pode ser considerado uma comédia romântica (adoro!), o livro, apesar de ter tido seus pontos engraçados, é mais profundo, sensível e até mais dramático. Mas eu preferi a forma gostosa de como a história foi contada para os espectadores do filme, mais do que como foi contada no livro.
Uma modificação que eu achei ótima foi o final. No livro, se passam quase cinquenta anos da vida dos personagens para, enfim, eles admirem algo um para o outro, enquanto no filme isto ocorre bem mais rápido, visto que no final eles ainda estão no começo dos trinta anos. A melhor parte disto é que corta boa parte das cenas, que acabaram sendo desnecessárias, já que eram mais do mesmo, e a busca pela felicidade dos dois também ocorre mais rápido, pois ela é encontrada nesta fase da vida e não apenas vinte anos depois disso, como no livro. E o beijo! Fiquei feliz que pelo menos no filme ele aconteceu, já que no livro fiquei imensamente frustrada com a falta de envolvimento físico deles.

No geral, eu gostei mais do filme do que do livro, e talvez tivesse gostado mais ainda se não tivesse lido a obra literária, porque, ao ler, as comparações são inevitáveis e algumas coisas ficaram melhor desenvolvidas no material escrito, como era de se esperar. Porém, a versão cinematográfica ficou mais interessante exatamente porque enxugou as partes muito lentas e repetitivas da versão original. Se houvessem mais personagens no filme para cumprir as cenas deles mesmos, sem misturar as coisas, acredito que teria ficado maravilhoso, porque gostei do tempo mais ágil e a passagem de tempo menor do filme.
Concluindo, preferi assistir ao filme muito mais do que gostei de ler o livro. Isto é raro, mas simplesmente acontece.

Avaliação






Segundas Impressões- Bienal do Livro de São Paulo 2014



Suilad!!

Não disse a vocês que voltaria? Porque a esperança é a última que morre rs! Nessa sexta gelada fui novamente a Bienal, algumas coisas melhoraram, outras conseguiram piorar! Então vamos por partes! Primeiro fato ruim, péssimo, e todos os demais adjetivos que escolherem para algo não agradável: o transporte gratuito. Demorei uma hora na fila no terminal Tietê aguardando pelo ônibus. A fila ficou gigantesca e lenta. O número e frequência dos ônibus foi como o nosso querido transporte público: Ridículo e desrespeitoso!

Como se não tivesse perdido uma hora na bendita fila ao chegar ao Anhembi me deparo com kilos de escolas e crianças. Vocês já sabem minha opinião sobre elas, mas elas conseguiram se superar e perdi as contas das trombadas e gritarias. O volume de pessoas era no mínimo o triplo da sexta passada, e isso ficou mais evidente nos standes mais populares, nos demais desconhecidos não havia problemas para entrar. No da Intrínseca, por exemplo, havia uma fila enorme só para entrar, logo não voltei a editora, porque vamos combinar né?

Essa segunda ida alimentou muitas reflexões em mim sobre o comportamento humano, porquê? Existem pessoas que simplesmente não sabem se comportar em público, primeiro vem elas, em segundo elas e só se dão conta das demais quando alguma as atrapalha. Em um evento cheio podemos notar isso com mais nitidez. E o que mais incomoda uma pessoa amante da leitura como eu é perceber que muita gente estava lá só para tumultuar, não sabia o que estava acontecendo, mas como todo mundo estava lá, vamos que vamos!

Mas eu disse que haviam tidos algumas melhorias né? O stand que se redimiu foi o da Record, apareceram tímidos livros a R$ 10.00, poucos e a maioria de biografias de astros teen, mas consegui salvar dois livros na pilha. Também disponibilizaram maior quantidade e variedade de marcadores. A Leya também colocou alguns livros por R$ 9.90. A Cirada Cultural disponibilizou na pilha de R$ 5.00 reais livros ótimos, como Simone de Beauvoir! Outras poucas editoras também aumentaram alguns marcadores, enquanto de outras como a Novo Século e Leya que tinham bastante quantidade variedade não apresentavam mais os mesmos.

Uma grande diferença do primeiro dia para hoje é que muitas das promoções que peguei não haviam mais, especialmente no stand da Gutenberg, a sacolinha que ganhei quando comprei o livro já não tinha mais! A variedade de livros da Top Livros também diminuiu bastante, Dark Divine ficou na vontade- não quis pegar porque não tinha certeza se era bom...

Enfim essas são minhas breves e novas impressões- sem fotos porque fiquei até com medo de sacar o celular com tanta criança correndo em volta! Como ainda têm sábado e domingo de evento vou novamente listar minhas compras para que vocês também possam aproveitar.

Stand Record:
Merlin - Os Anos Perdidos- R$ 10.00

Stand Giz Editorial:
Os Mundos de Crestomanci- Os Magos de Caprona - R$ 10.00

Stand Ciranda Cultural:
A Força das Coisas- Simone de Beauvoir- R$ 5.00
Loucos e Medusas - R$ 5.00





Stand Paulínias:
No Princípio era o Ursinho - R$ 2.00

Stand que não me lembro rs!
Você está com sorte- R$ 5.00



Stand Publifolha:
Culinária Chinesa - R$ 20.00

Stand Autêntica:
Ahmant -Os Amores da Morte- R$ 9.90
Ahmant- A Mãe de Todos os Pecados - R4 9.90

Stand Top Livros:
Falando com os Mortos - R$ 10.00




Miquilis










Bienal do Livro de São Paulo 2014 - 22.08.2014



Dois anos se passaram desde a última Bienal, a de 2012 rendeu bons frutos, foram 50 livros a mais na estante, muitos marcadores e brindes, ficou um gostinho de quero todo ano um evento assim. Assim a Bienal do Livro de São Paulo de 2014 foi aguardada por mim com muita ansiedade e centavos reunidos nos últimos meses para o fatídico primeiro dia de feira.

Eu já disse aqui em alguma resenha que expectativa é uma meleca né? Estraga tudo! Primeiro eu esperava por um feira igual ou melhor a anterior, segundo honestamente eu esperava por uma melhor, afinal eu tenho mais experiência e eles- editoras também. E eis que venho aqui contar para vocês que não foi nada disso! Foi ruim? Não tem como, tantos livros juntos em um lugar não tem como ser ruim! Mas foi bom? Não! Foi ok!

Cheguei a feira na sexta feira por volta das dez da manhã. O volume de pessoas não era grande, como de costume o maior volume se formou pelas excursões escolares (que sempre me incomodam porque as crianças parecem cachorros que nunca saíram de casa- compram qualquer coisa que vêemm pela frente, prova disso foi um garotinho que teve que trocar um gibi porque comprou um em espanhol! Além da falta de educação dessas criaturinhas que esbarram em tudo e gritam para todo lado =P!).

As principais editoras que costumam estar na Bienal apareceram com seus já conhecidos standes, muitos com um ar dejavú (acho que já vi isso em algum lugar!), mas também não foram poucas as que não apareceram ou tiveram contribuições mínimas. Para citar alguns casos, a Suma das Letras- Objetiva não tinha stand (como assim? estava preparada para comprar Stephen King!), JBC menos ainda!, a Casa dos Espíritos tinha apenas alguns livros em um stand espírita, nada de significativo da Valentina, nada de Darkside e etc. Deu para sentir o drama?

Como se não fosse suficiente as ausências, outro item muito típico do evento não deu suas caras como de costume: os marcadores! Não foi uma, nem duas as editoras que não tinham, ou regularam seus marcadores. Será que eles não enxergam o potencial de propaganda que eles tem? Eu mesma já comprei livro depois de ler sinopse em marcador! Foi ridículo ter que pedir em algumas delas nos caixas por marcadores! Algumas como a Rocco já estavam distribuindo os pequenos em fartura ( alguém entendeu a utilidade dele!).

Para fechar com chave de ouro a trinca de falhas vem os preços. Os famosos standes de preços bons estavam lá marcando sua presença com os bons preços, como o caso do Top Livros recheado de oportunidades de todos os gêneros por 10 reais. Entretanto algumas editoras ignoraram a palavra promoção e deram meros descontos que não significavam grandes coisas em valores já altos dos livros, em especial os lançamentos. Eu não vou pagar o livro por um valor que lojas virtuais fazem bem mais em conta! A Editora Record que no ano anterior tinha uma pilha por 9.90, não colocou um item sequer para os pobres leitores, alias os marcadores deles demoraram a aparecer por lá também!

Eu não procurei por autores, eu vi um ou outro por lá, mas eu sou muito na minha e também não comprei os livros deles (alguns eu já tenho =P!), logo não teria o que autografar. Então quanto a presença dos autores não posso comentar bem ou mal.

Com uma feira que tentou e não virou a Bienal de 2014 ficou só na vontade! A impressão é que os organizadores devem ter cobrado muito caro para permitir que as editoras montassem seus espaços porque tudo foi muito mínimo e econômico. Uma pena pois trata-se de um evento cultural que deveria possibilitar acesso a cultura, e oportunidade das grandes e pequenas editoras marcarem presença (queria tanto a Schoba por lá por exemplo!).

Ainda terão mais dias de evento, e eu acredito que ainda possa dar mais uma passadinha por lá, porque sou teimosa e sonhadora, e quem sabe eles fazem algo que valha a pena comprar ainda?! E para você que vai ao evento fica aqui minha lista de compras com os preços e locais que comprei para você também aproveitar!



Stand Ciranda Cultural:
Disney Vikings-R$ 5.00
Disney na Terra dos Faraós -R$ 5.00
As Aventuras de Tom Sawyer em Capa Dura -R$ 5.00


Stand Companhia das Letras:
Infinite Ring, Um Motim no Tempo - R$ 9.90 - (o segundo e o terceiro volume também estavam pelo mesmo preço)
Rumo aos Anéis de Saturno - R$ 9.90 - Stand- (uma fantasia repleta de ilustrações fofas!)


Stand Saraiva:
Branca de Neve em Capa Dura - R$ 10.00


Stand Texto Editores:
O Aprendiz de Assassino - R$ 9.90
Os Possessos - R$ 14.90 (tem capa mais linda que essa?!)


Stand Intrínseca:
A Síndrome E - R$ 9.00
Tigres em Dia Vermelho - R$ 5.00
O Círculo - R$ 9.00
Os Óculos de Heidegger - R$ 5.00


Stand Autêntica:
Joe Golem e a Cidade Submersa - R$ 5.00
O Rei Negro - R$ 5.00
Clã dos Dragões - R$ 9.90
Santos 100 anos - R$ 5.00 (presente para o meu pai)


Stand Top Livros:
Mariah Mundi, A Nau dos Insensatos - R$ 10.00 (presente adianto de niver da minha irmã S2!)
Guerreiro Tigre - R$ 10.00
Mozart por trás da Máscara - R$ 10.00 (presente para o meu pequenu)


Stand Folha:
Cupcakes para Todos os Gostos - R$ 15.00 (presente da mom =D)
Guloseimas para todos os Gostos - R$ 15.00
Sabores do Oriente - R$ 24.90


Stand Universo dos Livros:
Dossiê Nietzsche - R$ 5.00


Stand Panini:
Vilania Eterna- Volume 1- R$ 3.92 (presente para o meu pequenu)
Batman Máscara da Morte - Mangá- R$ 10.32 (presente para meu pequenu)


Outras Compras:
Erec Rex, O Olho do Dragão- R$ 10.00 - Stand Desconhecido
A Última Nota de Mozart - R$ 10.00- Stand Desconhecido
Os Mundos de Crestomanci, A Semana dos Bruxos - R$ 10.00 - Stand Desconhecido


Espero que ajude nas compras de vocês. Se eu voltar lá e tiver alguma novidade relevante além do já dito corro aqui para contar para vocês. Espero que 2016 seja melhor, muito melhor! E quem sabe no ano que vem o Rio me aguarde?!

Miquilis








Cinema x Bookcase: Bling Ring: A gangue de Hollywood - Nancy Jo Sales

Quando eu vi este livro pela primeira vez, eu ainda não tinha conhecimento da história da gangue de Hollywood, e logo me interessei muito por este título, ainda mais vendo a capa do filme, que trás como uma das protagonistas a Emma Watson.
A história, que trás fatos reais, relata sobre a vida dos adolescentes que roubaram a casa das celebridades como Paris Hilton, Rachel Bilson, Orlando Bloom, entre outros, e causaram um prejuízo de milhares de dólares em itens roubados. A autora Nancy Jo Sales, entrevistou os envolvidos nos arrombamentos e deu a oportunidade de cada um deles falaram a sua versão da história e ainda a oportunidade de contestar os fatos dados pelos outros, fazendo com que muitas vezes, no meio da leitura, a gente encontre a frase “tal pessoa não quis comentar”.
Achei a história bem interessante, e fiquei impressionada pelo fato de adolescentes conseguirem invadir a casa dessas celebridades (que na minha cabeça deveriam ser as casas mais bem protegidas, cheias de seguranças), e de como foi fácil. Era de se pensar pelo menos que daria mais trabalho, mas, pelo que li, sempre tinha uma porta aberta, ou a chave em um local que dava para encontrar, e sempre deram a sorte de pegar o alarme desligado.

Para o pessoal da gangue era tudo questão de planejamento, primeiro Rachel Lee, a japonesa que foi considerada a líder do grupo, escolhia um alvo (por isso a maioria foram mulheres, e quando não foi era porque a namorada era uma mulher importante) por quem ela sentia admiração, e passava o nome para o Nick Prugo pesquisar. Na internet, eles descobriam o local que essas celebridades moravam, e iam fazer um reconhecimento da área, tentando encontrar jeitos fáceis de entrar. Depois destas etapas, estavam prontos para o verdadeiro assalto.
O livro conta muito sobre a obsessão dos jovens americanos com a fama e de como eles querem ter o “estilo de vida” proporcionado pelo dinheiro e poder, fazendo com que a maioria dos jovens queira ter carreiras que resultem neste estilo. Fala também do consumo destes jovens em drogas e bebidas, e que suas vítimas não foram somente celebridades, eles fizeram inúmeros roubos pequenos, procurando carros que estivessem destrancados e até mesmo casas de conhecidos que estivessem viajando.

Pelo que li, a polícia de Los Angeles não tinha encontrado relação nos crimes até que um dos autores confessou, por estar preocupado e não conseguir dormir bem à noite sabendo de tudo o que fez, e que queria reparar as vítimas devolvendo seus pertences (vários deles foram vendidos por pechinchas em uma feira). Nick foi o relator de tudo, fazendo com que várias pessoas o chamassem de X9. Foi também impressionante ler que Rachel, a líder do grupo, se manteve calma o tempo todo, e saber que, para ela, aquilo era como fazer compras, sendo que ela vinha de uma família rica, e não precisava nem um pouco fazer isso. Aliás, a maioria dos responsáveis pelos roubos vinham de famílias muito ricas.
Vimos que Alexis, uma das integrantes, estava atrás da fama e se considerava uma pessoa inocente, além de afirmar que a verdade dela iria aparecer em breve e que o mundo saberia que isso era uma grande injustiça, vimos também que na época do acontecimento, ela ganhou um reality show chamado Pretty Wild, com sua amiga irmã Tess Tayor (que acabou não sendo acusada pelos roubos) e que um dia ela sonhava em ser uma líder.


Sobre a parte gráfica, eu gosto bastante da capa, que é um pôster do filme, e o título está em alto-relevo, a diagramação está bem feita, com fonte e espaçamento confortáveis para a leitura por mais tempo, as páginas são amareladas, e encontramos diversas fotografias de vítimas e dos culpados espalhadas durante todo o livro.
Depois de ler o livro, resolvi assistir ao filme (já tinha visto o trailer e fiquei muito interessada em ver a história nas telonas), e vou comentar um pouco sobre como ficou essa adaptação sob o meu ponto de vista, ou seja, essa não é uma análise crítica de quem entende a produção (câmeras, movimentos, direção de arte, trilha sonora, etc.), somente é o que achei baseado no meu gosto pessoal.
As reportagens de Nancy Jo Sales para a revista Vanity Fair que foram responsáveis por inspirar Sofia Coppola a querer gravar este filme, que tem um foco bem grande na obsessão dos jovens. O filme muda os nomes dos personagens, para não trazer os nomes verdadeiros, e corta alguns dos indiciados e condenados pela polícia.
Antes de assistir, pensei que o filme teria um teor mais fictício, embora fosse baseado em fatos reais, ou seja, pensei que iríamos assistir a história como se fosse um filme normal (eu não sei o nome que se dá aos tipos de filme, mas espero que tenham entendido), mas eu achei que ele apresenta algumas características de documentário.

Nós realmente acompanhamos como foram os assaltos e os personagens (atores) conseguiram trazer bastante realidade ao que estava sendo passado (exceto por Taissa Farmiga, não gostei nada da atuação dela, para mim soou muito forçada), mas as cenas não têm muita emoção, o filme é meio parado (teve gente que assistiu comigo e dormiu antes do meio) e algumas situações eram desnecessárias, já que a cena não fazia sentido e/ou diferença no roteiro, se elas fossem eliminadas não teriam feito nenhuma diferença (tipo quando fica muito tempo focando em algo, como uma cena BEEEEM LENTA de uma menina pegando um perfume, olhando para ele, depois borrifando nela, sem seguida se admirando no espelho...).
Além disso, há alguns depoimentos que aparecem durante o filme, dando mais ainda a impressão de ser algum tipo de documentário. Para ser mais exato, acho que poderia ser considerado uma mistura de documentário com reality show, do tipo Laguna Beach ou The Hills.

Quem se sente incomodado com cenas mais explícitas em relação a drogas e bebidas, não vai gostar de assistir porque essas partes têm grande importância na vida desses jovens e são mostradas diversas vezes.
Apesar de não ter sido como imaginei e estar bem longe de meus filmes preferidos, acho que a adaptação ficou perfeita para aquilo que era proposto: mostrar esses jovens de uma maneira bem realista, com conversas e atitudes fúteis, e tendo obsessão pelo estrelato, e eu gostei bastante de ter assistido.
O livro é super interessante, e por isso recomendo para todo mundo que, assim como eu, se interesse por este tipo de leitura, que aconteceu na vida real, e que deixou inúmera pessoas chocadas. O filme é um complemento que também vale a pena assistir, mas levando em conta que não deve esperar grandes emoções ou cenas intensas e um ritmo gostoso de acompanhar, porque não vai.

Avaliação
Livro: 



Filme:



Vencedor: Livro
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