Surpresa é a palavra que resume o
que senti ao ler A Filha da Tempestade, da autora Richelle Mead da editora
Agir. Porque? Bom eu sabia que se trata de uma xamã que caçava seres
sobrenaturais e ao ver a capa eu imaginei algo que soasse como a série
Supernatural, e cai do cavalo, não tem nada haver com o que a capa me
transmitiu!
Na trama Eugenie Markham é uma
xamã, trabalha e ganha dinheiro banindo nobres, espíritos, criaturas mitológicas
e etc, para o Outro Mundo ou para o Mundo da Morte. Certo dia Eugenie foi contratada para um caso de uma adolescente que foi sequestrada para o Outro Mundo por um
nobre ao mesmo tempo em que se envolve com Kiyo, um homem
por quem ficou atraída de maneira intensa e incomum.
Sem tirar Kiyo da cabeça Eugenie
parte para o Outro Mundo, e o que era para ser mais um caso ordinário, sofre
uma reviravolta. Contra sua vontade descobre que tem relações com um mundo que
abomina e ainda com os nobres. E o caso agora é lutar por sua própria vida e
descobrir do que é capaz.
A Filha da Tempestade tem um
ritmo excelente, você devora as páginas sem se dar conta em busca do desfecho
dos acontecimentos. A ação é constante, Eugenie está ou lutando contra alguma
criatura que quer matá-la ou contra os fantasmas que existem dentro de si.
Eugenie é uma mulher forte, não
tem medo de desafios e foi criada para defender seu mundo das ameaças do Outro
Mundo, assim tem verdadeiro horror de tudo que se relaciona com ele. Quando
descobre sua ligação com esse mundo se vê diante de uma crise de identidade,
tudo que ela acreditava se vê abalado, as verdades que ela comprava como
verdadeiras do madrasto e da mãe não são bem verdades. Os nobres não são todos
iguais e a sua vida não pode mais ser tão simples quanto ela gostaria.
Existem cenas mais fortes de
sexo, são apenas três ou quatro, mas fica o alerta para os que não estão
acostumados, não é um YA, é um romance adulto. A narração acontece em primeira
pessoa, através de Eugenie, que é engraçada e sincera com os seus pensamentos,
o que torna a leitura muito divertida. A diagramação é simples, e como comentei
no começo a capa não favoreceu ao estilo do livro, que tem muito mais um estilo
feérico do que xamânico.
Existe uma estrutura de mundos
criados e hierarquia de seres que parecem se basear na mitologia celta. Os
personagens mais marcantes ficam por conta de Kiyo, um kitsune, que não me
agradou (me lembrou Bill de True Blood). Dorian, um rei nobre ambicioso e
sedutor que me conquistou mesmo não soando boa coisa (me lembrou Eric do True
Blood). Kiyo e Dorian formam um triângulo amoroso. Volusian é um espírito escravo
de Eugenie que apresenta sentimentos dúbios pela ama.
O desfecho não chega a ser surpreendente, mas é ótimo! Não é surpreendente porque segue o clássico desfecho de livros de fantasia, mas é ótimo porque é original e plausível. A Filha da Tempestade é o
primeiro livro da série Dark Swan, que conta com quatro livros já publicados. É
leitura obrigatória para os amantes de fantasias repletas de seres, reinos e
ação com pitadas de sensualidade. E tudo que posso dizer ao fim é que pena que
ainda não saiu o segundo em português, pois eu ia devorá-lo, e pior parece que a editora não vai mais publicar a série! =/
Avaliação












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