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Vida Após o Roubo - Aprilynne Pike

A primeira coisa que me chamou bastante atenção neste livro foi a capa e o título. Ambos me despertaram muita vontade de começar a ler esta história. Assim que li a sinopse, quis passar ele na frente de várias obras na minha pilha de leitura e, agora, venho compartilhar com vocês tudo o que achei deste título escrito por Aprilynne Pike, que também já teve outros livros publicados aqui pela editora Bertrand Brasil e inclusive já foram resenhados aqui no blog, que são os volumes da série “Fadas” (clique no título para conferi-los).
Em “Vida Após o Roubo” conhecemos Kimberlee Schaffer, uma menina linda e popular que morreu há mais de um ano e que acabou ficando “presa” no mundo dos vivos sozinha sem que ninguém conseguisse vê-la ou ouvi-la. Conhecemos também Jeff, um menino que vivia com sua família em Phoenix, mas assim que as coisas mudaram financeiramente para o seu pai, já que ele conseguiu vender o controle de um negócio do qual fazia parte, sua família resolveu se mudar para Santa Monica, mesmo ele não querendo se mudar, já que ir para uma escola nova é bem difícil.
Quando Jeff avistou uma garota loira deitada no meio do corredor, mascando chiclete despreocupadamente, nosso protagonista logo correu ao seu encontro, preocupado que alguém poderia acabar pisando nela. Essa menina loira na verdade era Kimberlee, que ficou chocada ao perceber que alguém conseguia enxergá-la e escutá-la, e, a partir desse momento, a garota passou a segui-lo em todos os lugares para que ele lhe ajudasse a devolver tudo o que ela havia roubado das pessoas quando ainda era viva, sendo que este deveria de ser o motivo de ela ainda não ter conseguido encontrar a paz.
Narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Jeff, acompanhamos nosso protagonista no seu dia a dia onde ele tenta sobreviver a uma nova escola e uma nova vida, com um fantasma no seu pé, e fica tentando ajudá-la ao mesmo tempo em que tenta fazer com que uma linda ruiva de quem ele está afim o note.
Este é um livro bem divertido, que consegue nos prender do início ao fim com uma linguagem simples e rápida, que nos traz uma história bem gostosa, com personagens incríveis que nos conquistam com o sei jeito de ser em todo o momento.
Adorei a forma de narrativa da autora, que é envolvente, leve e descontraída, além de possuir uma fluidez muito boa, nos fazendo embarcar nas páginas e nos esquecermos do resto do mundo enquanto estamos lendo.
A capa é bem bonita e chamou a minha atenção logo no momento em que pus meus olhos nela. O texto está bem diagramado, a fonte está em tamanho confortável, assim como os espaçamentos, o que contrui para uma leitura bastante agradável. As folhas são brancas, gosto de comentar isso aqui porque, apesar de eu não me importar com isso, tem gente que não gosta.
Este é um exemplar único, ou seja, tem um final e não possui continuações. Porém, lá fora foi publicado um conto, “One Day More”, considerado o volume #0.5, que é como se fosse um prequel desta história, ou seja, nos mostra o que aconteceu antes do começo que encontramos em “Vida Após o Roubo”. Infelizmente este não será traduzido para o português, nem em e-book como foi lá fora, mas eu não consigo evitar pensar que teria sido incrível se a editora tivesse optado por traduzir e incluir no volume físico antes da história desta obra de fato começar, assim saberíamos mais alguns detalhes que a autora achou bacana compartilhar com seus leitores. Mas não precisam se preocupar porque a não existência dele não afeta em nada a falta de compreensão da história, aquelas poucas páginas só serviriam como um extra mesmo, é só que eu, especificamente, gosto dessas coisas.
Recomendo este volume para todos os leitores que desejam encontrar um livro leve e descontraído, que nos conta a história de um jovem que, ao ir para uma nova escola, acaba descobrindo que tem o dom de falar com um fantasma de uma menina que estudava ali, e acaba ajudando-a de diversas maneiras. Esse foi um livro bem fofo e super divertido, que eu recomendo para todo mundo que estiver procurando algo que proporcione ótimos momentos, boas risadas, e uma leitura bem gostosa.
Avaliação



Destinos – Fadas #04 – Aprilynne Pike

“Destinos” é o quarto e último livro da série Fadas, da autora Aprilynne Pike. Os volumes anteriores, “Asas”, “Encantos”, e “Ilusões”, já foram resenhados aqui no blog, caso queria ler as resenhas, basta clicar nos títulos.
Essa resenha não possui spoilers, nem dos volumes anteriores.
Laurel era uma garota comum, apesar de sua beleza estonteante, da sua intolerância a comidas que não têm origem vegetal, e da sua incapacidade de ficar em locais fechados por um período maior de tempo, pois se sente sufocada. Depois que algo anormal de repente, e sem explicações, surge em suas costas, ela vai à procura de respostas e, junto com seu novo amigo, David, acaba descobrindo que, na verdade, não é humana e sim uma fada.
Com essa descoberta, Laurel também conhece Tamani, um elfo que faz parte de seu passado e que volta a ser muito importante em sua vida. É a partir daí que um triângulo amoroso surge e ela fica dividida entre os dois pretendentes, que são bem diferentes entre si, mas gostam muito dela, igualmente.
Em seguida, nossa protagonista viaja à Avalon, local de onde veio, para aprender e desenvolver seu dom e o ofício de ser uma fada de outono. Entre tantos aprendizados sobre o passado e o presente, e vivendo sua vida entre o mundo dos humanos e o das fadas, Laurel, com a ajuda de seus amigos, David, Chelsea (outra humana), e Tamani, ela passa por várias situações, tendo inclusive, que lutar contra trolls.
Agora, depois de serem surpreendidos por uma pessoa que não era quem imaginavam, e por sua líder, que tem planos diferentes do que havia revelado e é mais poderosa que supunham, com intenções bem ruins para Avalon, Laurel e seus amigos vão enfrentar uma batalha difícil para salvar o local de um futuro terrível, e a dominação por parte dessa pessoa.
A história começa com um gancho do livro anterior, sem ter nenhuma passagem de tempo, o que é bom porque “Ilusões” tinha acabado de uma forma bem intrigante. Só acho que a autora não soube relembrar fatos passados de uma maneira muito bem feita não, o que pode ser ruim já que os outros volumes foram lançados com bastante diferença para esse. Eu, por exemplo, preferi reler minhas resenhas anteriores para me situar melhor na história.
O meu intervalo de leitura ente os três primeiros volumes foi pequeno (junho, julho, e outubro de 2012), mas para o último foi muito grande, comecei no final de setembro e terminei no começo de outubro 2013 – praticamente um ano depois. Então não estou certa de que me lembrei de todos os acontecimentos passados, mas até que isso não acabou afetando tanto na leitura desse último livro.
O ritmo de “Destinos”, em comparação aos anteriores, é bem diferente, enquanto antes acompanhávamos tudo lentamente, nesse acontece tudo muito rápido, muita coisa acontece em pouco período de tempo – um dia até quase o final do livro –, e de forma ágil e repleto de ação o tempo inteiro. Muitos pontos positivos para isso.
Só acho que as pessoas que não gostem de batalhas sangrentas (mesmo que não seja de fato sangue o que encontramos aqui) e muitas mortes não vão gostar tanto assim dessa finalização que a autora resolveu dar para a série, porque essas coisas acontecem na maior parte da leitura. Também acho que os livros anteriores poderiam ser voltados para todas as idades, mas acredito que esse tenha ficado um pouco mais pesado justamente por esses motivos, o que pode incomodar alguns leitores mais novos.
Enquanto em “Ilusões” houve o ápice do triângulo amoroso e Laurel ficava com muita dúvida sobre com qual dos dois personagens iria ficar, nesse a sua escolha aconteceu de forma natural, o que é um ponto positivo já que não precisávamos de mais questionamentos por parte de Laurel a respeito desse mesmo assunto, que já vem sendo debatido desde o livro um. Mas eu sempre soube com quem ela ia ficar no final, então não foi nenhuma surpresa. Não vou dizer se gostei ou não para não dar spoilers, porque vocês sabem de quem eu gosto.
Sobre os personagens, Laurel é uma protagonista de quem eu gostei na maior parte do tempo, e continuo gostando dela ainda agora, Chelsea ganhou espaço e muito destaque em “Destinos”, o que foi bem legal já que também curto bastante ela, já David é meu personagem preferido desde o primeiro volume até finalizar a leitura da última página desse, e isso nunca vai mudar, além de ter gostado que a presença dele foi de grande importância na batalha que aconteceu. Só não consigo gostar nem um pouquinho que seja de Tamani, nem mesmo pelo mais breve instante, sei que muita gente discorda de mim, mas acho que também existem aqueles que concordam quando digo que ele é chato, possessivo, além de controlador demais.
A obsessão de Tamani por Laurel está ainda mais evidente nesse volume. Ele não se importa com ninguém mais na guerra, sendo crianças, idosos, adultos, amigos, conhecidos, inocentes, familiares, etc., contanto que Laurel esteja viva E com ele. E olha que ele fala de sacrifícios por um bem maior, mas no caso, o que parece é que o bem maior é ela, mesmo que todo o resto morra. O que poderia parecer algo fofo e romântico, para mim, soa assustador e obsessivo.
Como afirmei anteriormente, acho que essa série poderia ser uma trilogia. O primeiro e o último livro são ótimos, cada um com seu ritmo bem desenvolvido para o papel que desempenham no momento em que a trama está, enquanto os dois do meio tiveram cenas desnecessárias que poderiam ter sido eliminadas e as que sobrassem poderiam ter sido transformadas em um livro único. Eu gostei muito de acompanhar essa história desenvolvida por Pike sim, mas acho que teria sido ainda mais proveitoso desse modo.
No entanto, tenho que citar o amadurecimento que a história e os personagens em si tiveram quando comparamos o primeiro com último livro, que chega a ser palpável, o que é bem positivo porque queremos sempre encontrar coisas evoluindo para melhor.
Apesar de já imaginarmos que a batalha vai acabar alguma hora, a forma como a autora chegou ao final foi surpreendente. Em diversos momentos eu não conseguia imaginar como que tudo aquilo iria acabar (e olha que eu sempre gosto de criar ideias do que pode acontecer), e a trama acabou seguindo por um caminho que eu não esperava, mas gostei.
Só encontrei algumas falhas, como Laurel e Chelsea sem armas durante o massacre e sobre o final que a Klea teve, depois de tudo o que fez para chegar aonde chegou, acho que o modo que a autora utilizou para fechar essa parte ficou meio forçado, como que para dar uma finalização para isso, deixando Laurel em bons lençóis.
Tudo foi bem fechado, o proposto desde o primeiro livro até esse último tiveram suas respostas reveladas e explicadas, inclusive porque acabamos descobrindo sobre uma lenda e sua relação com o presente, que teve bastante importância na hora do ataque. E também um pouco sobre o passado de Laurel, sobre o motivo de ela ter sido a escolhida, e o que o futuro reserva. Nesse caso, deixa algumas coisas em aberto, só nos é mostrado o que pode vir a acontecer – e provavelmente irá, num futuro –, mas não dá a certeza de que aquelas coisas irão mesmo se concretizar. Não que isso seja ruim, mas acredito que algumas pessoas vão se incomodar porque preferem um final todo fechadinho.
Em uma nota no final do livro, a autora acabou revelando que ama o personagem David, e que a série Fadas inteira é, bastante, sobre ele. Me surpreendi com isso porque não imaginei que ele era tão importante assim para ela, mas gostei de saber porque adoro o personagem. Aí ela nos fala de um final, que já estava preparado antes mesmo de escrever o primeiro livro, e que era inevitavelmente triste pelo seu teor realista. Por preferir finais felizes, como ela mesmo cita ali, eu cogitei não seguir em frente com a leitura desse trecho, que poderíamos chamar de final alternativo, apesar de ser a versão final em sua cabeça. Mas, sinceramente? Fico feliz por ter continuado a leitura, porque aquelas últimas páginas são realmente lindas, muito importantes, e, concordo, tristes porque são reais, e o livro não teria o mesmo significado se eu não as tivesse lido, elas não poderiam ter sido melhor escritas e eu só fiquei ainda mais apaixonada pelo personagem. Então, uma dica que eu dou a vocês é: leia. Não é algo tão triste que vai fazer você ficar mal por ter lido, você vai compreendê-lo, e admirar ainda mais o David depois de ler sua decisão, que tomou para ser alguém melhor, pelo menos foi assim comigo e espero que seja com você também. Esse final foi ótimo, e gostei mais da finalização da série com ele, por isso que finais são tão importantes para mim.
Sobre a parte gráfica, segue o padrão dos volumes anteriores, o que eu acho ótimo. A capa desse livro, assim como todas as outras da série, é muito linda. Engraçado que, em um primeiro momento, eu não tinha me apaixonado por ela (ia ser outra capa, depois mudaram para essa), mas depois que a vi ao vivo, adorei! Não é a minha preferida da série (na verdade é a terceira), mas não porque ela é feia (porque não é), apenas porque gosto mais das outras, fora que todas fazem bastante sentido com a história em si.
O título está em alto-relevo laranja, seguindo a cor da flor, e na capa de trás há as capas dos três primeiros livros com verniz localizado. Só que a parte de dentro, atrás da capa, está na cor roxo, que é linda, mas nos anteriores seguiu a cor do título e da flor, o que não aconteceu nesse. As páginas são amareladas e a diagramação está muito bem feita e confortável para a leitura, com fonte e espaçamento apropriados para lermos por um período maior de tempo sem cansar a vista.

Recomendo a série Fadas para todos aqueles que buscam uma história envolvente e bem construída sobre uma fada vivendo entre o mundo encantado de Avalon e o mundo dos humanos, com muita magia, ação, romance e personagens carismáticos.
Avaliação




Top Comentaristas 15


Oii gente! Tudo bem com vocês? Hoje é dia de começar o novo Top Comentaristas. Esse mês tem três ótimas opções e vocês podem conferir abaixo. Boa sorte aos participantes! :D
Regras:
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Atenção!
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Ganhador
Todos que comentarem em pelo menos 60% dos posts estará concorrendo ao sorteio que será realizado no começo do mês seguinte. Ou seja, se em um mês forem ao ar 10 posts, o participante deverá comentar em pelo menos 6 deles, e não em todos os 10.
Prêmios:
O ganhador poderá escolher o título de sua preferência entre:

>> Segredos da minha vida em Hollywood – Na locação de Jen Calonita
Ou
>> Um Mundo Brilhante de T. Greenwood
Ou
>> Asas de Aprilynne Pike.
>> E ainda vai ganhar 10 marcadores diversos.
Resultado do Top Comentaristas 14
Como de costume, deixaremos alguns dias para quem ainda quiser comentar nos posts do Top Comentaristas 14 para concorrer ao prêmio.


Ilusões – Fadas #03 - Aprilynne Pike


Primeiramente devo informar que essa resenha NÃO POSSUI SPOILERS, nem dos livros anteriores.
Em “Ilusões”, terceiro volume da série Fadas (“Asas” e “Encantos”, primeiro e segundo volume, respectivamente, têm resenha aqui no blog), continuamos acompanhando a vida de Laurel, que desde que descobriu que era uma fada, viu sua vida mudar bastante, pois precisa conciliar seu lado humano (já que foi criada por humanos desde muito nova) com o mundo cheio de magia das fadas, dividindo seu tempo entre aprender coisas úteis para cada um dos mundos, que acabam não sendo tão importantes assim para o outro lado.
Fora tudo isso, precisa tomar cuidado com os trolls que estão constantemente tentando invadir o portal que separa os dois mundos, para assim se apossarem de Avalon, enquanto tenta proteger seus familiares e amigos humanos e tenta viver uma vida normal. Ou o mais normal que pode conseguir.
Acredito que esse volume acabou sendo retrógrado em alguns momentos, já que além da história não ter evoluído em muitos aspectos, parece que muitos personagens acabaram deixando de crescer, o que acabou afetando a leitura. Também pude perceber muitas situações forçadas, e não gostei desse fato.
Também contribuiu para a lentidão da narrativa, o fato de continuar sem muitas ações durante boa parte da história. Só alguns acontecimentos ocorrem em eventos isolados, deixando a gente com mais dúvidas do que certezas na maior parte do livro, e já sendo o terceiro da série, acho que isso acabou sendo negativo.
Além disso, a primeira grande situação envolvendo ação em "Ilusões" ocorreu de maneira forçada. Vou explicar de uma forma a não deixar spoilers para vocês. Há toda uma preparação por parte dos personagens para o que poderia acontecer em certas ocasiões, e isso já vem sendo explorado desde o começo de tudo. O que acontece nesse primeiro momento é que parece que nada estava preparado, como vem sido martelado tantas vezes, e eles acabam sendo pegos parcialmente desprevenidos. Acho que isso ficou bastante forçado, já que parece que a autora queria agitar um pouco as coisas, e colocou uma situação de perigo, poderia ter sido mais bem desenvolvido se pensasse nos menores detalhes, que acabaram ficando esquecidos.
Uma característica bem positiva é que a autora introduziu uma personagem bem importante nesse volume, que acabou mudando muita coisa e fazendo novos acréscimos à história, fazendo-a sair da mesmice e deixando o leitor com dúvidas, junto dos protagonistas, sobre quem ela é na verdade, e o que pretende na trama. Essa pontada de mistério é sempre um ponto bom, para fazer com que a história acabe fluindo de uma nova forma.
Uma outra personagem que deixa o leitor curioso sobre quem é e o que pretende, é Klea, que apareceu pela primeira vez no segundo volume. Criei teorias em minha cabeça durante a leitura. Inclusive, consegui acertar alguns dos mistérios, e gostei bastante disso, outros ainda estão em aberto para desvendarmos no último volume da série.
Esse volume é basicamente sobre de quem Laurel gosta e com quem deveria ficar, já que ela quer os dois e tem ciúmes de qualquer outra pretendente que possa surgir para qualquer um deles. Fora que faz joguinhos com ambos, fazendo-os sofrer enquanto tenta decidir qual é o melhor para ela, sem deixá-los ir, e sem ficar oficialmente com nenhum deles.
Se vocês leram as minhas resenhas dos livros anteriores, “Asas” e “Encantos”, devem saber que sou Team David. Acho esse personagem milhões de vezes melhor do que o outro pretendente de Laurel, Tamani.
Tamani é um personagem chato e extremamente possessivo, ele se sente dono de Laurel, principalmente por tudo o que ele faz e já fez por ela. E soa como se ela precisasse retribuir tudo o que ele já passou por amá-la demais. Isso já deixou de ser bonito há muito tempo e agora já se tornou obsessão.
Apesar de eu ser romântica, e ter toda uma questão de história antiga entre Laurel e Tamani e que poderia ser fofa, acho insuportável. Todas as vezes em que ele ficava lá suspirando por ela me deixaram extremamente entediada. Sério, eu ficava suspirando (não de um jeito positivo) e querendo que essas partes acabassem logo.
Sobre a protagonista, acho a Laurel bem chatinha nesse livro, além de bem (desculpem a palavra) babaca. Não concordo e nem aprovo as atitudes que ela teve em diversas situações em “Ilusões”. Fora que a achei bem sem personalidade, já que ela ia muito na opinião dos outros personagens.
Quem não curte muito descrições não deve gostar tanto assim dessa série, porque uma das características da autora é descrever demais, tudo o que acontece, não apenas as coisas e os lugares em que os personagens frequentam, mas também as emoções, sentimentos e as situações que eles vivenciam, o que acaba sendo exaustivo para quem não curte muito isso.
Quanto ao trabalho gráfico da Bertrand, a editora está novamente de parabéns. Seus títulos sempre apresentam bastante qualidade e dessa vez não foi diferente. Seguindo a mesma linha dos outros volumes da série (o que é correto e infelizmente muitas editoras não seguem essa linha), em "Ilusões" o título é em alto relevo e a capa é soft touch, e apresenta uma flor, que é característico da trama. A única capa igual à americana é a primeira, mas gosto mais das versões nacionais, apesar dessa terceira não ser tão bonita quanto as duas anteriores. A contracapa, como aconteceu com os dois primeiros, é colorida, dessa vez em um tom de roxo, seguindo a cor do título da capa.
Outro detalhe que faço questão de mencionar é que a Bertrand está lançando os volumes com pouco tempo de diferença entre um e outro, e acho isso ótimo, já que nossa memória está mais fresca e também não precisamos ficar esperando eternidades para saber o que vai acontecer em seguida, como tem ocorrido com diversas séries aqui no Brasil.
Como eu disse na resenha do livro anterior, penso que a maior parte dos acontecimentos era dispensável para a série, e foi a mesma sensação que tive nesse volume. Acredito, inclusive que se a autora tivesse eliminado boa parte das cenas de ambos os livros, e unisse as realmente relevantes em apenas um volume ao invés de dois, teria sido um livro mais gratificante e com um ritmo melhor desenvolvido.
Apesar desse volume ter caído no meu conceito, ainda quero saber como essa série vai terminar, e claro que com o final de “Ilusões” esse desejo só ficou ainda maior. Já que as melhores cenas são justamente as últimas, que nos deixam com gostinho de quero mais!
O primeiro volume foi ótimo e espero que o último seja tão bom quanto. O segundo e o terceiro deixam a desejar, mas também não são de todo ruins. Bom, eu recomendo a série para quem não se importa com narrativas lentas e descritivas, e para quem gosta do mundo das fadas.
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Encantos – Fadas #02 - Aprilynne Pike

Em “Encantos”, continuamos a acompanhar a saga de Laurel após descobrir e aceitar que é uma fada. Alguns meses passaram desde o final do livro passado, e nossa protagonista é convidada a passar suas férias de verão em Avalon, para poder aprender e aperfeiçoar seus dons.
Quando chega ao local, descobre que precisa correr atrás do prejuízo o mais rápido que puder, já que está muito atrasada em relação às outras fadas de sua idade. E ela precisa saber se virar para enfrentar os trolls e outras complicações, e ainda poder manter a si própria, além de seus amigos e familiares, a salvo quando estiver no mundo humano, longe de toda a proteção do reino de Avalon.

Mas nem tudo são flores (ou são?! Haha Tá, não teve graça, mas enfim) e Laurel vai ter que ficar longe de David e perto de Tamani. Como será que seu coração vai se comportar em uma situação dessas? Quando ambos começarem a ficar magoados, ela precisará deixar sua confusão para trás e decidir um lado antes que seja tarde demais.
Enquanto isso, o perigo é iminente e o portal para Avalon está ameaçado, assim como todos que ela ama. Será Laurel capaz de enfrentar os inimigos para salvá-los?
Antes de qualquer coisa, essa resenha pode conter alguns spoilers do primeiro volume da série, Asas, que já tem resenha aqui no blog.
Acho que eu sou a única pessoa do mundo que preferi o primeiro livro da série a esse. A escrita da autora pode ter melhorado, ela pode ter conseguido fazer melhores descrições, mas a história em si não me agradou totalmente. Fiquei com aquela sensação de que esse volume poderia não existir na série que não faria grandes diferenças na trama.
Vou explicar melhor. No primeiro volume, Laurel descobre que é uma fada e nós vamos descobrindo, junto com ela, o que significa isso, com alguns prós e contras. Como um livro introdutório, achei adorável, gostei das explicações e de como foram desenvolvidas. Em “Encantos”, segundo volume da série, Laurel finalmente vai a Avalon para estudar e aprimorar suas habilidades de fada de outono. Essa parte foi exaustiva, já que as páginas passavam com ela aprendendo (ou não) a fazer poções e essas coisas, longe da família, amigos e etc. E a história só fica nisso! Salvo algumas interações com Tamani (que aparece de vez em nunca), que resultam na descoberta de belas paisagens e na aprendizagem sobre a sociedade de Avalon.
A mitologia do mundo das fadas é melhor explicada, apesar de algumas coisas ainda ficarem no ar, e podemos acompanhar de perto esse mundo. Mas a história foi ficando melhor quando ela volta para sua cidade. O ritmo de leitura também melhora e as páginas nos prendem, até porque, há bastante ação e ficava querendo ver o que iria acontecer.
A respeito do triângulo amoroso, ainda prefiro o fofíssimo David. Gosto dele muito mais do que de Tamani, apesar de ter ficado com pena do elfo em diversos momentos e torcer para que ele também tenha um final feliz, só que com outra menina. Nesse volume Laurel escolheu um dos dois, mas eu não vou dizer se gostei ou não para não suspeitarem da escolha dela. Mas ainda fico na dúvida se isso vai durar até o último livro.
“(...) – Escolho você. Cem por cento (...). Você quer que eu seja o que eu quiser.
Você quer que eu faça minhas próprias escolhas.
Amo o fato de você se importar com o que eu quero. E amo você.”

Outra coisa que não gostei foi de como é desenvolvida a sociedade de Avalon, a divisão de classes, tarefas e a comparação com os humanos, como se quisesse convencer Laurel e o leitor de que são iguais. Não concordo e não gostei.
Mas o livro também tem pontos muito positivos. Além do final, que é desenvolvido com bastante ação, gostei muito de acompanhar como é um festival em Avalon. Fiquei imaginando como seria lindo assistir a um igual, e as descrições das ações e danças me encantaram totalmente.
Gostei também de como Laurel e a mãe se aproximaram mais com os acontecimentos desse volume, e gostei de ver sua amizade com o pai e com David e Chelsea se desenvolvendo ainda mais.
A narrativa é em terceira pessoa, mas as vezes sinto como se fosse primeira, tamanha é a proximidade do narrador com a protagonista e seus sentimentos.
A arte gráfica do livro está linda! Mantendo o mesmo estilo de “Asas”, a capa brasileira está linda, até mais do que a original. Também em soft touch, apresentando o título em alto relevo com verniz localizado. As cores seguem um padrão: flor, título, nome da autora e contracapa estão todos em tons de rosa, lindos por sinal. A diagramação está normal, nada de diferente.
O próximo livro da série, Ilusões, será lançado em breve pela Bertrand Brasil. No final do post tem a capa nacional, clique nela para ler primeiro capítulo.
Acho incrível como Pike consegue inovar um tema bastante comum, mantendo o ritmo com explicações plausíveis e segurar a atenção do leitor da primeira até a última página. Com ação, aventura, romance e magia, recomendo bastante a leitura da série.
“(...) – E se chegar a hora e o sonho não parecer valer a pena? (...)
– Então, talvez fosse o sonho errado.”
(clique na imagem para ler o primeiro capítulo de Ilusões)
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Asas – Fadas #01 - Aprilynne Pike


Em “Asas”, conhecemos Laurel, uma menina de 15 anos que tem a pele perfeita, sem nenhuma espinha, um cabelo lindo e sedoso, o corpo magro e atlético, um rosto lindo e uma graciosidade admirável. Ela se muda para uma nova cidade, Crescent City, com seus pais adotivos e começa a frequentar um colégio – novidade para ela, que sempre havia estudado em casa.
Mas Laurel não consegue se adaptar tão bem assim à sua nova vida, já que os aposentos do colégio são fechados e ela começa a se sentir sufocada ali dentro. Além disso, é totalmente fã da natureza e uma vegetariana das mais radicais (qualquer outra coisa a fazem passar mal). Ela logo conhece David, de quem se torna amiga rapidamente.
Um belo dia, uma espinha surge em suas costas, que começam a crescer e se transforma em algo totalmente inusitado (não vou dizer o que é, para ficar na surpresa, como foi comigo), que Laurel não consegue entender. Então, com a ajuda de David, ela corre atrás de respostas e acaba descobrindo que é uma fada (bem diferente das que estamos acostumados a ver por aí, devo confessar).
Durante essa busca de identidade, Laurel conhece Tamani, um elfo que pertence ao seu mundo verdadeiro e quem vai ajudá-la em suas descobertas. Inclusive uma dúvida que logo surge em sua mente: de quem ela realmente gosta? David ou Tamani?
Gosto bastante de ler livros de fadas, apesar de não conhecer inteiramente a mitologia delas. Mas gostei muito da mitologia criada pela autora, porque é totalmente diferente de tudo o que já li, e gosto muito quando as histórias fogem do habitual. E achei interessante a abordagem utilizada por Pike, a qual, devo confessar, além de criativa foi surpreendente, já que eu não esperava por algo assim.
Nesse triângulo amoroso, Laurel fica inteiramente dividida entre seus dois pretendentes, David o amigo humano (para quem vai a minha torcida), carinhoso e que a entende melhor do que ninguém, além de aceitá-la exatamente do jeito que é, e Tamani, um elfo sentinela, com quem Lauren tem um passado do qual não se lembra totalmente, apesar de sentir algo forte por ele (achei Tamani bem possessivo, não curti isso). Gostei dos dois personagens masculinos, a construção deles, e como podem ser tão diferentes e mesmo assim bastante incríveis.
A leitura flui de uma maneira gostosa e as páginas acabam rapidamente. Esse volume – o primeiro de uma série de quatro – é mais uma introdução ao mundo das fadas criado por Aprilynne, já que começamos a conhecê-lo juntamente com a protagonista. Gostei disso, já que as dúvidas que Laurel apresentava, eram justamente as mesmas do leitor, então desvendá-las juntamente com ela foi uma ótima maneira de sermos introduzidos a seu mundo, de uma forma sutil e sem nos perdermos.
Algumas pessoas acabam se incomodando com isso, pois o começo do livro é um pouco lento, já que estamos começando a entender o que se passa com Laurel. Eu, particularmente gostei bastante do começo, mas o final realmente começa a ficar bem mais movimentado. Por isso, acredito que os próximos volumes da série possuam mais ação do que esse, que é mais introdutório.
A capa está incrível, e passa totalmente o sentido da história. O trabalho gráfico dela também está lindo, com textura soft touch (emborrachada), verniz localizado nas gotas de orvalho, e o título em alto relevo. A diagramação está simples, e a contra-capa é rosa.
Recomendo para quem gosta de histórias fofas, inusitadas e bem construídas, com o pano de fundo mágico que é o mundo das fadas (que deve começar a se desenvolver mais no próximo volume), e uma narrativa leve e contagiante. Principalmente para o público juvenil, e para os amantes do gênero.  
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