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A Maldição - As Aventuras do Caça Feitiço #02 - Joseph Delaney


Aproveitando a minha recente leitura do primeiro volume da série As Aventuras do Caça Feitiço, do autor Joseph Delaney, publicado pela Bertrand Brasil, segui para a leitura do segundo volume A Maldição, para que a leitura não caísse no esquecimento.

Tom continua seu treinamento para ser um caça feitiço, após a morte do irmão de seu mestre eles partem para uma cidade onde as trevas estão dominado através de uma criatura que habita as catacumbas, e o passado de Gregory ganha vida através de estórias que vem a tona. Ward terá que ir além de seu conhecimento e seus medos para salvar inocentes e esta grande ameaça que ganha força a cada dia!

Delaney segue com o mesmo estilo de escrita do primeiro livro da série, não melhorou e nem piorou do ponto de vista literário, apenas aprofundou a personalidade de seus personagens, especialmente sobre seus passados. Passamos a conhecer, por exemplo, o passado dos pais de Tom, e um pouco mais do passado de seu mestre. A história de seus pais, em especial sua mãe é interessante, mas ainda não está completa.

O livro já começa na ação com o jovem aprendiz lutando contra um ogro, e até o fim de suas páginas são poucos os momentos de tranquilidade na narrativa. Com voz mais ativa e frente a ameaças maiores Thomas tem menos tempo para aprender na teoria do que na prática, isto porque seu mestre está inicialmente se recuperando de uma doença, e depois se vê impossibilitado de lutar. Assim ele segue crescendo nas suas responsabilidades e atitudes, seguindo sua intuição.

Gregory, o mestre, não consegue seguir os caminhos que havia determinado para o jovem já que ele segue antes de mais nada aquilo que acredita ser certo, mesmo que para isso arrisque sua vida. A teimosia do aprendiz o desconcerta, mas ao mesmo tempo mostra o potencial que ele tem.

Alice, a jovem feiticeira que já acompanha Tom no primeiro livro é fundamental para o desenvolvimento da trama, ela representa com muita riqueza a famosa guerra interna entre fazer o certo e o errado, e no caso dela fazer o errado visando um resultado certo. Ela é uma personagem dúbia, mas que mostra ser fiel a quem ela gosta.


O Aprendiz - As Aventuras do Caça Feitiço #01 - Joseph Delaney


Aiai memória, têm momentos que ela deleta conteúdos sem ao menos perguntar se desejamos que aquele conteúdo se apagasse! Com isso lá se tinham ido minhas memórias de As Aventuras do Caça Feitiço - O Aprendiz, do autor Joseph Delaney, publicado pela Bertrand Brasil, e lá seguiu eu para releitura!

Sétimo filho de um sétimo filho, Thomas Ward, acabou como aprendiz do caça- feitiço. Assustado com um mundo que desconhece ele logo se depara com o sobrenatural, e acaba sendo testado a continuar em um emprego que deve permanecer mesmo quando tudo dá errado. Depois de um ato de inocência ele se vê diante de uma feiticeira, e com pouco conhecimento é obrigado a agir, e a conhecer seu novo lugar no mundo.

Uma das poucas coisas que me lembro da primeira leitura do livro foi que tinha adorado o livro, continuo com a mesma opinião sete anos depois. A narrativa em primeira pessoa de Delaney é muito envolvente já que é o jovem Thomas que conta suas experiências diante do desconhecido mundo de fantasmas, feiticeiras e ogros, seus sentimentos e emoções são muito vivas e espontâneas.

Thomas é um garoto muito jovem que se vê sem opção quanto a se tornar um aprendiz. É inocente e dono de um coração bom, que inclusive acaba por colocá-lo em situações ruins. Diante do perigo mesmo com poucos recursos ele segue tentando fazer o certo e combater as trevas, é muito determinado e protetor.

O caça feitiços, John Gregory, já ocupa a função faz muitos anos, e tem um passado marcado por uma luta constante contra as trevas, luta esta que fez com ele se tornasse um homem prático, objetivo e muitas vezes frio com as pessoas. Consegue perceber o talento do jovem Ward logo, mas sempre tenta fazê-lo aprender em todas as situações, com poucos ou raros elogios. Seu passado é repleto de eventos que Thomas aos poucos passa a conhecer.

Joseph utiliza para sua mitologia de criaturas uma referência mais clássica e bastante crua, como feiticeiras que usam ossos e sangue, ogros em diversos graus de violência e fantasmas que podem ser desde espíritos até apenas sombras. Gostei bastante do modo como ele escolheu para seus seres que são violentos, densos e das trevas, se diferenciando de livros atuais com abordagens mais simplistas ou leves.

Alice é um jovem de uma família de feiticeiras, e ao contrário do que possa parecer ela ainda não definiu a que lado ela pertence, e logo alterna atitudes boas e ruins. Esta personagem soa interessante já que aborda quanto um individuo pode receber influência do meio em que vive, mas ao final as escolhas que faz estão dentro delas, que podem ir além do que o ensinaram ou influenciaram.


Baile dos Deuses - Trilogia do Círculo #02 - Nora Roberts

Estava procurando alguma coisa para ler que eu tivesse certeza que me faria bem, e são poucos autores que proporcionam esta sensação. Uma que tem funcionado muito bem para mim é a Nora Roberts, pelo menos em todos os romances sobrenaturais dela que eu li. Então embarquei na leitura de Baile dos Deuses, segundo volume da trilogia do círculo da autora.

Neste volume o círculo, composto por seis integrantes (um feiticeiro e uma bruxa, um metamorfo e uma guerreira, uma princesa e um vampiro) corre contra o tempo para vencer o exercito vampiros de Lilith. Para alcançar seu objetivo os integrantes ficam sabendo através da deusa Morrigan que devem ir para outra dimensão em Geall. Para vencer essa guerra eles tem que vencer suas próprias guerras e serem capazes de levar outros consigo, seriam eles capazes de vencer o mal?

O primeiro volume da série é focada no casal Hoyt e Glenna, já este livro embora continue em cima da mesa história é sob a perspectiva de Blair Murphy, a caçadora de vampiros do século XX e seu romance com Larkin, o metamorfo. Blair é uma mulher endurecida por sua história, foi treinada pelo pai para lutar contra criaturas sanguinárias, mas o que marcou sua vida foi o abandono do mesmo. Ao contrário do que deveria não são os vampiros quem ela mais teme, mas sim entregar seu amor para alguém e ser rejeitada.

Larkin é um homem de modos antigos, já que seu mundo é como uma idade média bem organizada. Não esconde seu jeito galanteador, e nem a paixão que descobriu ao passar mais tempo com Blair. É divertido e leve, um bom partido para uma guerreira de coração partido, porque ao contrário dos tradicionais mocinhos ele não quer protegê-la simplesmente, ele quer lutar ao seu lado, e eles de fato forma uma dupla mortal!

Hoyt e Glenna aparecem pouco na trama, uma pena porque gosto muito deles, mas parece que a relação e seus papéis na guerra estão bem delimitados e aceitos por eles. Já Cian, o vampiro e Moira, a princesa ganham mais espaço ao longo da narrativa e imagino que sejam o foco do próximo volume.

É incrível, quando eu penso nos personagem não encontro um que eu não goste, gosto de todos, e não existe aquele momento que queremos que passe logo para saber mais de outro personagem. Roberts tem uma narrativa em terceira pessoa que prende em seus detalhes e fluidez, na sua paixão e profundidade. A impressão que tenho ao ler seus livros é que suas ideias vem a partir de pesquisa e não apenas de criatividade. Eu me sentia na Irlanda, e depois em Geall, tudo parecia rico, vivo e real.

A autora tem a capacidade de trabalhar com sexo sem que ele seja o foco ou fique escrachado, ao contrário ele aparece como mais um elemento na vida dos personagens. Sua ação não demora a desenrolar, assim a angústia tem começo, meio e fim em poucas páginas. Outra característica sua é a modernidade quando ela trabalha com personagens femininas, elas as dota de capacidades, sem o famoso mimi do feminismo, elas são fortes sem perder suas capacidades femininas, elas sangram mas não tem tempo para lamentar sua falta de sorte.



Wish List de Natal

Oii, gente!! Com vocês estão? Hoje resolvi fazer um post bem especial com alguns itens que estou desejando muito neste Natal, já que faltam pouquinhos dias para esta data tão especial. Escolhi os livros TOP desejados! Hahaha E os Funko Pops que eu mais preciso! E vocês, se identificaram? <3
Legendas:
1- A Bela e A Fera: Edição Bolso de Luxo – Editora Zahar (Sou uma grande fã deste Conto de Fadas, que, inclusive, é o meu preferido. Então como não desejar fortemente uma edição linda e caprichada de uma das minhas editoras favoritas?)
2- Box Especial: Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare – Galera Record (Cassandra Clare é amor. E este Box mais ainda! Hahaha Como não desejar ter uma lindeza destas na estante?)
3- Newt Scamander: Um Scrapbook do Filme, de Rick Barba – Galera Record (Quem não amou o filme “Animais Fantásticos e Onde Habitam” e, mais ainda, quem não ama J. K. Rowling? Essa edição da Galera Record é PERFEITA e indispensável em qualquer estante. Eu não só quero, eu NECESSITO deste livro!)
4- O Conde de Monte Cristo: Edição Comentada e Ilustrada, de Alexandre Dumas – Editora Zahar (Amo histórias de vingança e essa é uma das melhores [se não a melhor] de todos os tempos! E uma edição comentada e ilustrada da Zahar tinha que estar na lista de desejados, quase como uma obrigação hahaha)
5- Graphic MSP: Mônica – Força – Panini [Capa Dura] (Amo Mauricio de Sousa e Turma da Mônica desde sempre! Não tinha como eu não colecionar estas Graphic Novels maravilhosas. Como estas duas são lançamentos recentes, ainda não consegui adquirir, mas preciso o quanto antes!)


O Herói Improvável da Sala 13B - Teresa Toten

Quando eu li a sinopse deste volume, fiquei super empolgada para começar a ler esta obra, pois, além da capa ser fofa, a sinopse prometia uma história profunda, cheia de emoção, com uma pitada de humor, além de esperança, ou seja, todos os ingredientes para um excelente livro. Sendo assim, logo que me foi possível, comecei esta leitura e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões a respeito deste volume escrito por Teresa Toten, e traduzido para o português pela editora Bertrand Brasil.
Neste volume conhecemos Adam Spencer Ross, um menino de apenas catorze anos que já carrega uma grande bagagem emocional, uma vez que tem TOC e também está enfrentando a separação dos pais, o que para ele é muito difícil, já que sua vida muda completamente, tendo duas casas, etc. Para ajudá-lo a superar todos esses problemas, sua família acredita que é importante que frequente um grupo de apoio, e, mesmo achando que eles não poderiam estar mais errados, Adam começa a frequentar a sala 13B, onde tem um grupo de apoio a jovens com TOC.
Neste grupo de apoio dirigido pelo psicólogo Chuck, vemos que o mesmo auxilia os jovens para que eles façam amizade entre si, por isso ele tem uma ideia, onde cada um deles deve escolher um super-herói para usar como identidade na reunião.
Apaixonado por uma das integrantes do grupo, que ele tem certeza de que seus lábios devem ter gosto de pêssego, Adam acabou escolhendo a sua identidade de Batman, uma vez que ela escolheu ser Robin. Os dois então começam a conviver e acabam se apaixonando. Foi muito bonito ver o amor crescendo entre eles, mesmo diante de tantas dificuldades.
Robyn é uma menina muito inteligente, complexa e sábia, ela já sofreu muito, e, por isso, também traz uma grande carga emocional consigo mesma. As cenas dela indo embora com Adam são bem interessantes, até porque eles fazem o caminho de casa juntos, passando pelo cemitério. Sei que vocês podem achar esquisito eu falar isso, mas quando lerem o livro vão entender melhor.
Narrado em terceira pessoa, a história foca mais no ponto de vista de Adam. Achei a forma da narrativa da autora bem legal, já que assim conseguimos entender tudo de uma maneira geral e mais ampla, porém senti falta de ter as palavras de Adam, achei que poderia ter um pouco de sua visão em primeira pessoa, para conseguir nos envolver ainda mais nesta trama, já que o garoto tem muitas coisas acontecendo em sua vida.
Com uma narrativa rápida e fluida, essa história consegue envolver a gente em todos os momentos, com temas mais sérios e pouco abordados, como o TOC. Além disso, encontramos uma leitura bastante reflexiva, principalmente quando vemos mais sobre a família de Adam, até mesmo a sua relação com o seu irmão de apenas cinco anos, e a relação com a sua mãe.


Garotas de Vestido Branco - Jennifer Close

Quando eu vi este livro pela primeira vez, logo me apaixonei pela capa, que juntamente com o título parecia trazer uma história incrível (sim, eu imaginei isso tudo somente pela soma de capa + título), então quando li a sinopse e vi que realmente era um livro do meu estilo, fiquei contando os dias para começar a ler.
Neste volume vemos que Isabella, Mary e Lauren querem muito se casar, e vendo as outras pessoas ao seu redor conseguirem este fato as deixam como meras expectadoras desse sonho, já que isso ainda não aconteceu com nenhuma delas. Cada vez que vão a um novo chá de panela, despedida de solteiro e casamento, a vontade das três só aumenta, por isso elas vão ter que correr para achar alguém com quem possam realizar esse sonho. Mas, em meio a todos os turbilhões da vida, isso não é tão fácil assim.
Isabella não está nem um pouco feliz com o seu emprego, já que trabalha com algo que não suporta. A rotina já faz parte da sua vida, e por isso ela não sabe como sair dessa. Mary se preparou bastante para conseguir o emprego que tanto queria, e com muito esforço trabalha em algo que realmente almejava, porém, sua vida amorosa vai de mal a pior, já que não está nem um pouco satisfeita com o seu relacionamento, uma vez que acredita que o seu namorado não a ama o suficiente. Já Lauren ainda não conseguiu ser bem-sucedida em nenhuma dessas duas áreas, uma vez que não tem ideia de qual carreira deve seguir e sua vida amorosa não anda nada bem.
Esse livro conta um pouco sobre a vida dessas protagonistas, e como em meio a todas as coisas que estão passando, em meio a várias comemorações onde se encontram para prestigiar o casamento de mais alguém, elas seguem com um sonho. Além disso, temos muita ênfase em várias coisas que acontecem com as três, como encontro familiares horríveis, relações ruins e várias frustações da vida moderna.
Confesso que achei que este título era um pouco diferente. Esperava mais um chick-lit que tivesse bastante cenas cômicas, com protagonistas que estavam pensando em suas vidas, mas que fossem muito amigas, que encontram apoio umas nas outras e conseguem sair dos problemas em que se metem. Não sei bem explicar, mas, quando você ler, vai entender um pouco do que estou falando, já que esse livro não trouxe exatamente isso, pois a parte das decisões foi corrida e a amizade delas também não foi assim como eu esperava. Porém, de toda forma, a leitura em si foi legal já que levantou questões que a muitas mulheres podem se identificar.


Frozen - Mundo de Gelo, Coração de Fogo #01- Melissa de La Cruz e Michael Johnston

Quando vi que a Melissa de La Cruz iria lançar um novo livro aqui no Brasil, fiquei bastante animada, já que gosto bastante de sua narrativa e de como ela desenvolve uma história. Claro que eu li a sinopse para ver se era algo de meu estilo e me encantei bastante com o que encontrei.
Neste volume conhecemos um mundo totalmente diferente do nosso atual, já que, após desastres que dizimaram metade da população por conta das guerras, acumulo de lixo, destruição da maior parte da camada de ozônio, entre outros, o mundo vive em uma era do gelo. Conhecemos Nova Vegas, uma cidade que já foi cheia de brilho, mas que agora é coberta de gelo, sendo uma das poucas cidades existentes dos EUA, mas que ainda atrai várias pessoas com os seus cassinos. A população agora trabalha fortemente em busca de água e comida, e não pode sair da cidade, já que esta é cercada por soldados.
Neste novo mundo, todos têm olhos escuros e, caso alguém tenha qualquer outra cor, é considerado um dos marcados. Os marcados têm poderes diferentes dos demais, já que eles possuem alguns dons como telepatia, controle da mente, telecinesia, e alguns podem até mesmo voar, entre outros. Esses grupos de indivíduos são considerados temidos, sendo presos e mortos. É nesse cenário que conhecemos nossa protagonista, Natasha Kestal, também conhecida como Nat, uma jovem de dezesseis anos que fugiu de uma unidade de contenção para jovens marcados e agora trabalha como crupiê no cassino, onde fica distribuindo cartas. Ela é uma das marcadas e, para esconder esse fato, utiliza lentes de contato, mas sempre manteve o desejo de fugir dessa cidade.
Quando escuta sobre um lugar chamado “Azul”, uma terra onde tem sol, a água é limpa e há bastante comida, já que o mal da população ainda não chegou lá, ela tem certeza que é para esse lugar que quer ir. Muitas pessoas já tentaram chegar nesta região, mas ninguém conseguiu.
Nossa protagonista então consegue um mapa dentro de um antigo medalhão, que pode levá-la até essa cidade. Tudo o que precisa é de um Atravessador para ajudá-la nessa jornada. É aí que ela conhece Ryan Wesson, um arrogante ex-militar de dezesseis anos, que tenta encontrar dinheiro para se alimentar. A grana que Nat está oferecendo é muito boa, então ele pretende roubá-la e não cumprir a sua parte do acordo. Mas, quando a conhece pessoalmente, tudo muda. E agora ele, junto com Nat e seus amigos, vai enfrentar diversos perigos em uma aventura para chegar nessa cidade de nome Azul.
Esse é daquele tipo de livro que mistura aventura, fantasia, uma pitada de romance e personagens incríveis que nos conquistam do início ao fim. Gostei bastante de como a autora conseguiu fazer várias reviravoltas usando bastante humor em uma trama deliciosa.


Um Chapéu Cheio de Céu - Tiffany Dolorida #02 - Terry Pratchett

Li o primeiro volume desta série, "Os Pequenos Homens Livres" (clique para conferir a resenha) e me apaixonei pela história e pelos personagens, que me trouxeram momentos incríveis de leitura. Então óbvio que o segundo volume entrou em minha pilha de leituras, e logo que acabei o primeiro resolvi embarcar nesta aventura.
Neste segundo volume acompanhamos novamente Tiffany Dolorida, só que alguns anos após o primeiro livro que narrou as suas peripécias no reino das fadas. No anterior vimos que, mesmo muito nova, nossa protagonista sempre utilizou do bom senso e conseguiu derrotar a Rainha das Fadas com ajuda dos Nac Mac Feegle, também conhecidos como os Pequenos Homens Livres.
Agora, vemos que ela já tem idade suficiente para se tornar uma bruxa e, por este motivo, a Srta. Plana, uma bruxa mais experiente, leva Tiffany para longe do Giz, para que ela possa aprender a controlar os seus poderes. Porém, descobrimos que nossa protagonista está sendo perseguida por uma criatura incorpórea e sagaz, e que nem mesmo a Madame Cera do Tempo, a maior bruxa do mundo, será capaz de protegê-la. Mas seus amigos, Os Pequenos Homens Livres, ao ficarem sabendo sobre nossa Tiffany, partem em uma aventura para poderem ajudá-la.
Foi muito gostoso acompanhá-la nesta nova jornada, até porque ela continua sábia, esperta, inteligente e bastante determinada, e foi bem legal ver o seu crescimento como pessoa. Os Nac Mac Feegle ainda nos proporcionam ótimas risadas, já que eles são engraçados e bastante corajosos, além disso, eles estão dispostos a tudo para ajudar nossa protagonista. Todos os personagens, cada um de sua maneira, nos encantam com as suas personalidades, já que o autor conseguiu criar seres incríveis, marcantes e muito bem desenvolvidos.


Os Pequenos Homens Livres - Tiffany Dolorida #01 - Terry Pratchett

Quando eu li a sinopse deste livro pela primeira vez, me encantei bastante com a história e fiquei super interessada em conhecer mais sobre esse mundo criado por Terry Pratchett, até porque amo histórias que trazem bruxas, fadas, cães sobrenaturais, etc. Assim que tive a oportunidade de começar esta leitura, li ferozmente e agora venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito dela.
Neste volume conhecemos a história de Tiffany Dolorida, uma menina de apenas nove anos cujo irmão caçula foi raptado pela Rainha das Fadas. Munida de uma frigideira e da ajuda dos Nac Mac Feegle, também conhecidos como os Pequenos Homens Livres, uma espécie de homenzinhos azuis de cabelos vermelhos e cobertos de tatuagens, que têm aproximadamente quinze centímetros cada um, e que adoram brigar, roubar e beber, nossa protagonista está disposta a enfrentar grandes perigos em uma aventura para salvar o seu irmão.
Tiffany, que nasceu e cresceu no Giz, uma das terras do Discworld – uma coisa não muito boa para uma bruxa, já que a terra é bem mole e frágil, e a mesma precisa de rochas sólidas e resistentes –, quer se tornar uma bruxa, já que ela desconfia que a sua avó, uma matriarca terrível e também amável, era uma, sendo que é um passo que ela deseja seguir. E em vários momentos temos lembranças de nossa protagonista que mostram como era a sua relação com a sua avó, que sempre lhe transmitiu bastante ensinamentos, mesmo quando ela não tinha idade suficiente para entender, e que a ajudaram a seguir em frente em toda a sua aventura.
Com este pano de fundo, acompanhamos a jornada da menina e nos encantamos com esta história que consegue nos prender desde o primeiro instante com uma narrativa rápida e fluida, que consegue arrancar inúmeras risadas do leitor, já que traz inúmeras passagens memoráveis e engraçadíssimas.
Os personagens são incríveis, cada qual com o seu jeito de ser, encantando-nos em todos os momentos com suas peculiaridades. Tiffany é uma protagonista incrível e, apesar da pouca idade, é uma menina madura e metida a sabe tudo, mas que tem uma grande responsabilidade e sabe lidar muito bem com ela.


Vida Após o Roubo - Aprilynne Pike

A primeira coisa que me chamou bastante atenção neste livro foi a capa e o título. Ambos me despertaram muita vontade de começar a ler esta história. Assim que li a sinopse, quis passar ele na frente de várias obras na minha pilha de leitura e, agora, venho compartilhar com vocês tudo o que achei deste título escrito por Aprilynne Pike, que também já teve outros livros publicados aqui pela editora Bertrand Brasil e inclusive já foram resenhados aqui no blog, que são os volumes da série “Fadas” (clique no título para conferi-los).
Em “Vida Após o Roubo” conhecemos Kimberlee Schaffer, uma menina linda e popular que morreu há mais de um ano e que acabou ficando “presa” no mundo dos vivos sozinha sem que ninguém conseguisse vê-la ou ouvi-la. Conhecemos também Jeff, um menino que vivia com sua família em Phoenix, mas assim que as coisas mudaram financeiramente para o seu pai, já que ele conseguiu vender o controle de um negócio do qual fazia parte, sua família resolveu se mudar para Santa Monica, mesmo ele não querendo se mudar, já que ir para uma escola nova é bem difícil.
Quando Jeff avistou uma garota loira deitada no meio do corredor, mascando chiclete despreocupadamente, nosso protagonista logo correu ao seu encontro, preocupado que alguém poderia acabar pisando nela. Essa menina loira na verdade era Kimberlee, que ficou chocada ao perceber que alguém conseguia enxergá-la e escutá-la, e, a partir desse momento, a garota passou a segui-lo em todos os lugares para que ele lhe ajudasse a devolver tudo o que ela havia roubado das pessoas quando ainda era viva, sendo que este deveria de ser o motivo de ela ainda não ter conseguido encontrar a paz.
Narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Jeff, acompanhamos nosso protagonista no seu dia a dia onde ele tenta sobreviver a uma nova escola e uma nova vida, com um fantasma no seu pé, e fica tentando ajudá-la ao mesmo tempo em que tenta fazer com que uma linda ruiva de quem ele está afim o note.
Este é um livro bem divertido, que consegue nos prender do início ao fim com uma linguagem simples e rápida, que nos traz uma história bem gostosa, com personagens incríveis que nos conquistam com o sei jeito de ser em todo o momento.
Adorei a forma de narrativa da autora, que é envolvente, leve e descontraída, além de possuir uma fluidez muito boa, nos fazendo embarcar nas páginas e nos esquecermos do resto do mundo enquanto estamos lendo.
A capa é bem bonita e chamou a minha atenção logo no momento em que pus meus olhos nela. O texto está bem diagramado, a fonte está em tamanho confortável, assim como os espaçamentos, o que contrui para uma leitura bastante agradável. As folhas são brancas, gosto de comentar isso aqui porque, apesar de eu não me importar com isso, tem gente que não gosta.
Este é um exemplar único, ou seja, tem um final e não possui continuações. Porém, lá fora foi publicado um conto, “One Day More”, considerado o volume #0.5, que é como se fosse um prequel desta história, ou seja, nos mostra o que aconteceu antes do começo que encontramos em “Vida Após o Roubo”. Infelizmente este não será traduzido para o português, nem em e-book como foi lá fora, mas eu não consigo evitar pensar que teria sido incrível se a editora tivesse optado por traduzir e incluir no volume físico antes da história desta obra de fato começar, assim saberíamos mais alguns detalhes que a autora achou bacana compartilhar com seus leitores. Mas não precisam se preocupar porque a não existência dele não afeta em nada a falta de compreensão da história, aquelas poucas páginas só serviriam como um extra mesmo, é só que eu, especificamente, gosto dessas coisas.
Recomendo este volume para todos os leitores que desejam encontrar um livro leve e descontraído, que nos conta a história de um jovem que, ao ir para uma nova escola, acaba descobrindo que tem o dom de falar com um fantasma de uma menina que estudava ali, e acaba ajudando-a de diversas maneiras. Esse foi um livro bem fofo e super divertido, que eu recomendo para todo mundo que estiver procurando algo que proporcione ótimos momentos, boas risadas, e uma leitura bem gostosa.
Avaliação



O Primeiro Marido - Laura Dave

Eu já havia lido “A Festa de Divórcio”, o outro livro desta autora publicado no país pela Bertrand Brasil e gostei bastante da história. Vocês podem conferir a resenha clicando AQUI. Após passar ótimos momentos com a narrativa ágil e engraçada de Laura Dave, fiquei torcendo para que outro de seus exemplares fosse publicado, e assim ter a chance de conhecer uma nova história escrita por ela.
Isso tudo porque quando gosto da narrativa de uma autora eu facilmente quero ler outros livros escritos pela mesma, então, sempre que possível, faço isso. Para a minha sorte, a editora acabou de lançar (tem pouquíssimo tempo) “O Primeiro Marido”, o segundo livro dela publicado aqui no Brasil de quatro já lançados lá fora (espero que os outros também sejam traduzidos para o português). Por isso fui correndo começar a minha leitura e agora venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões.
Neste volume conhecemos a história de Annie Adams, uma jornalista que viaja pelo mundo para escrever a sua coluna de viagens e tem uma vida perfeita, já que tem um emprego maravilhoso que a leva a lugares incríveis, uma existência boa e um namorado de cinco anos que é cineasta. Quando Nick, seu namorado, resolve terminar com ela, nossa protagonista se vê em um momento bem difícil, já que ela fica bastante triste, indo desabar com a sua melhor amiga, Jordan, que por acaso é irmã do Nick. Mas, depois de um tempo, ela resolve sair e é neste momento que conhece Griffin, um chef de cozinha bem atencioso, que consegue ser o oposto de Nick em diversas maneiras.
Logo eles começam um romance que, em pouco tempo, acaba gerando um compromisso mais sério e vemos que Annie acaba se casando, sem nem conhecer assim tão bem o seu marido, e se muda para uma pequena cidade sem conhecer ninguém também. Vários contratempos surgem em seu caminho, já que Griffin está prestes a inaugurar um novo restaurante e precisa dela mais do que nunca, sua sogra parece que a odeia, sua melhor amiga, Jordan, parece não concordar com a maneira que ela está conduzindo sua nova realidade, seu cunhado está indo passar um tempo na casa deles, entre outras coisas que acabam deixando a vida de Annie de cabeça para baixo.
E tudo parece ficar ainda mais complicado quando Nick, seu ex-namorado, resolve aparecer na sua vida, querendo uma nova chance. Agora, nossa protagonista se vê entre seu casamento e seu antigo amor, com que ela pensava em se casar.
Este é daquele tipo de chick-lit que nos prende desde o primeiro instante com uma leitura rápida e gostosa, cheia de altos e baixos na vida de nossa protagonista, que passa por diversas situações. Este é um romance que nos faz refletir sobre a vida, nossos erros, acertos, etc.
O livro é narrado em primeira pessoa, o que eu acho bem legal já que, assim, ficamos sabendo um pouco mais sobre os pensamentos de nossa protagonista e tudo o que ela está sentindo em determinados momentos. Os personagens são ótimos, cada um com seu estilo, e conseguem envolver a gente cada qual de sua maneira, nos fazendo torcer, se irritar, ficar feliz, ou seja, sentir diversas emoções.
Esta capa é simples e bonita ao mesmo tempo e já passa a ideia de um romance mais leve. A edição impressa conta com verniz localizado nos corações no fundo e o título está em alto-relevo. A diagramação interna é simples, com fonte em um tamanho grande e bons espaçamentos entre palavras e parágrafos para uma leitura bem confortável, além de contar com páginas amarelas.
Esta é uma leitura fácil, rápida e bastante gostosa com uma narrativa bem envolvente. Se você, assim como eu, gosta de um adorável chick-lit, que traz uma narrativa leve e descontraída, com um pano de fundo delicioso e um romance fofo, não pode deixar de ler este volume, pois nele você encontra todas essas particularidades em uma história incrível que vai prender você do início ao fim, e te fazer ficar com um gostinho de quero mais.
Avaliação



A Casa das Marés – Jojo Moyes

Desde que li o primeiro livro desta autora, "Em Busca de Abrigo" (clique no título para ler a resenha), há alguns meses, me encantei pela sua escrita e me apaixonei pelos seus personagens, fazendo com que eu me tornasse uma nova fã, o que consequentemente me deixou ansiosa para devorar outras de suas obras. Desde lá, venho tentando decidir o que ler em seguida dela, que já teve sete títulos publicados aqui no Brasil de um total de treze (com o quatorze quase sendo lançado lá fora também), então, quando tive a oportunidade de começar “A Casa das Marés” (que já havia sido publicado no país alguns anos antes, mas com outra capa e que infelizmente eu não havia lido), não pensei nem duas vezes e logo dei início a esta nova história.
Neste exemplar voltamos para a década de cinquenta em uma cidade litorânea chamada Merham, onde é cheia de regras sociais bem rígidas. É neste cenário que conhecemos a respeitável família Holden, uma família que durante a segunda guerra mundial acolheu a Lottie Swift, uma jovem que ama viver neste local, diferentemente de Célia, a filha legítima do casal, que não vê a hora de ultrapassar os limites desta cidade litorânea e ter uma vida cheia de aventuras.
Elas viviam uma vida normal e pacata até que um excêntrico grupo de artistas se mudou para Arcádia, a velha mansão art déco que foi construída de frente para o mar, e as meninas não resistem a esta tentação e se aproxima deles, mudando totalmente o rumo de suas vidas, já que isso desencadeia uma série de acontecimentos em uma cidade bem rígida, o que foge do padrão e causa choque em seus moradores.
Agora, quase cinquenta anos depois, no início do século vinte e um, uma londrina de nome Daisy, que é decoradora de interiores, é chamada para restaurar a casa, trazendo intensas emoções e fortes lembranças sobre o passado.
O livro é narrado em terceira pessoa, alternando a visão dos diferentes personagens, o que foi bem legal, já que assim conseguimos ter uma perspectiva mais ampla de tudo o que se passa nesta cidade e dos acontecimentos. Gosto bastante da narrativa da autora, que consegue ser leve e agradável, e nos prende com a trama, que é cheia de emoções, em um equilíbrio perfeito, onde encontramos amor, perdas, encontros, desencontros, passado, presente, etc.
A capa é muito bonita e segue o novo padrão gráfico ilustrado que a Bertrand Brasil está usando para as obras da autora que eles já tinham publicado anos atrás. Agora só falta “Baía de Esperança” chegar às livrarias para o trio lançado pela editora ficar combinando na estante, o que deve acontecer ainda em setembro (ou no máximo em outubro). O texto interno está bem diagramado, com fonte em um tamanho confortável para uma leitura duradoura, assim como os espaçamentos. As folhas são amarelas, o que nossa vista agradece.
Uma curiosidade bastante interessante é que “A Casa das Marés”, “Foreign Fruit” no original, ganhou o prêmio de Melhor Romance do Ano pela Romantic Novelists’ Association em 2003 e foi a segunda obra literária publicada pela escritora.
Este é daquele tipo de livro que consegue nos prender com uma história incrível e personagens maravilhosos, além de um enredo cativante, que mistura o passado e o presente em uma narrativa rápida e fluida. Realmente recomendo este volume para todas as pessoas que gostarem deste estilo de leitura.
Avaliação



Em Busca de Abrigo - Jojo Moyes

Em “Em Busca de Abrigo” conhecemos três gerações da família Ballantyne, sendo a avó, a mãe e a filha que são, respectivamente, Joy, Kate e Sabine. Na história, vemos que Kate está passando por uma crise em seu relacionamento, e, para isso não afetar Sabine, ela a manda para a casa da avó para ficar um tempo com ela, até que as coisas em sua vida se resolvam. Só que Sabine nunca falou tanto com a avó e morar com ela é mais difícil do que poderia imaginar, já que em sua casa é cheio de regras, onde a garota não pode comer fora de hora, não pode fazer barulho, os cachorros não podem subir na cama, entre outras coisas que Sabine não estava acostumada.
Este volume retrata a dificuldade de relacionando dessas personagens incríveis e como mudam bastante as opiniões e pensamentos de três gerações da mesma família. É um livro sobre traição, perdão, relacionamentos, etc. Como esta trama trabalha com o ponto de vista destas três personagens, cada hora conseguimos nos identificar mais com cada uma delas e suas opiniões, e entender mais os motivos de suas atitudes. Foi bem bacana o fato de que a autora voltou no tempo muitas vezes para conseguir nos explicar melhor determinadas situações.
O livro não conta somente com a história dessas três protagonistas vivendo entre si e tendo que, cada uma, conseguir se adaptar à visão da outra, tentando se entender e entender a próxima, mas traz também histórias de outros personagens presentes na obra, o que foi bem legal, já que assim a autora conseguiu enriquecer mais a trama, que influencia no enredo principal, entrelaçando tudo de uma maneira super gostosa.
Eu ainda não havia lido nenhum livro de Jojo Moyes, mas já havia escutado diversas pessoas falando realmente muito bem dela, assim como lido várias resenhas positivas a respeito de suas obras. Claro que resolvi que gostaria de ler um de seus títulos e, por isso, escolhi começar por “Em busca de Abrigo”, já que ele foi seu livro de estreia e agora foi republicado pela editora Bertrand Brasil.


Star Wars: O Código do Caçador de Recompensa – Dos Arquivos de Boba Fett


Desde que eu vi este livro, em uma das minhas idas à livraria, fiquei louca com todo o seu trabalho gráfico e as ilustrações, assim como com a capa dura da edição impressa, ou seja, eu quase pirei por lá. Claro que sai do local querendo muito este exemplar (e só não sai com ele porque estava sem o meu cartão). Então, quando tive a oportunidade de ter esse maravilhoso título em mãos, fui correndo começar a minha leitura. Agora, venho compartilhar com vocês tudo que o achei a respeito desta obra.
Este exemplar apresenta para a gente, de forma simples e muito bem explicada, toda a origem, cultura e organização sobre os guerreiros da galáxia, ou seja, é uma manual bem interessante que inclui anotações divertidíssimas dos antigos donos, com todas as ferramentas e técnicas que todo Caçador de Recompensa deve saber, inclusive o funcionamento das sentinelas da morte, um grupo secreto dissidente de Mandalorianos.


Para quem gosta de Star Wars não pode deixar de ter este volume, pois ele consegue nos explicar mais sobre armas, transportes, como ganhar a vida à margem da lei galáctica, entre outras coisas bem interessantes e ainda conta com várias ilustrações lindas e coloridas que complementam o texto. Me peguei rindo em diversas frases rabiscadas no livro, como anotações e comentários assinados dos antigos donos, já que, apesar de muitas vezes trazerem comentários que complementam as informações, também encontramos provocações, entre outras coisas.


A leitura é rápida, fluida, bem dinâmica e bastante gostosa. Quem é fã de Star Wars vai se apaixonar por este volume, e, quem ainda não é, com certeza vai virar, pois a Bertrand Brasil fez um trabalho incrível trazendo um exemplar para os leitores com uma qualidade excepcional, tanto na parte gráfica, quanto no conteúdo, que vai agradar não somente os fãs, mas a todas as pessoas que gostarem de um bom livro, e se interessarem em saber um pouco mais sobre o mundo dos Caçadores de Recompensa.


A capa parece simples, mas a edição impressa está bem linda, com capa dura e texto em dourado, além de pequeninos detalhes em verniz localizado, que dão um efeito incrível. As folhas, além de recheadas de ilustrações em cores, têm uma textura meio diferenciada. Como a obra é dividida em duas partes, “O Manual da Guilda de Caçadores de Recompensa” e “Sentinelas da Morte” as páginas da primeira são amareladas, enquanto as da segunda estão em um tom de verde acinzentado. A fonte do texto principal não é muito grande, mas não me incomodou na hora da leitura, e as das anotações são diferentes, além de algumas delas possuírem cor, sendo verde ou azul. Os espaçamentos estão em tamanhos bons também.


Recomendo este volume para todas as pessoas que curtem Star Wars ou se interessam em conhecer, ou até mesmo para quem quer saber um pouco mais sobre esse universo das galáxias. Este é um livro delicioso, que é muito bem escrito e ainda consegue nos prender do início ao fim com uma narrativa rápida e fluida, onde ficamos sabendo um pouco mais sobre este universo e ainda contamos com a ajuda de lindas ilustrações feitas por diversos artistas, além de comentários divertidíssimos que deixam este exemplar ainda mais gostoso de ler.


Este trabalho foi concluído por diversos artistas, que são:

Textos e anotações: Daniel Wallace, Ryder Windham e Jason Fry
Ilustrações: Alan Brooks, Joe Corroney, Mark McHaley, Gustavo Mendonça, Chris Reiff, Brian Rood, Chris Scalf, Chris Trevas, John Van Fleet e Velvet Engine Pte Ltd

Avaliação




Mamãe Walsh: Pequeno Dicionário da Família Walsh – Família Walsh #06 – Marian Keyes

Depois de conhecermos cada uma das cinco filhas Walsh em histórias repletas de humor, drama, emoção e superação, chegou a vez de ninguém menos do que a matriarca da família ter sua própria voz e contar algumas situações bem loucas e divertidas vivenciadas por cada um dos membros da família para leitor nenhum botar defeito!
Com a palavra, a Mamãe Walsh nos conta diversos detalhes e momentos sobre esta família irlandesa mais disfuncional – e engraçada – dos chick lits, nos levando ao riso em poucas linhas. Mas ela também sabe falar sério e comenta alguns pontos bem reflexivos.
Dos doze livros de Marian Keyes publicados no Brasil, eu li apenas dois e meio há alguns anos, sendo apenas um das Walsh, “Melancia”. Mas agora que vi comentários de que este exemplar de “Mamãe Walsh”, último lançamento dela no país, era uma história hilária narrada pela matriarca da família, eu sabia que precisava tirar meu atraso com os títulos da autora e corri para ler este o quanto antes.
E, olha, eu realmente ADOREI! Esta é uma obra extremamente engraçada! A Mamãe Walsh é uma figura e me diverti imensamente com seus comentários. O livro é dividido em letras do alfabeto e, em cada uma delas, há tópicos com palavras iniciadas pela letra em questão. Aí, ela nos conta acontecimentos que ilustram o tema da vez, em uma narrativa em primeira pessoa, o que nos aproxima ainda mais do que é dito por ser um papo descontraído com o leitor.
Ou seja, não é um livro com uma história de início, meio e fim, é mais como um complemento engraçado sobre os personagens da Família Walsh que os fãs da autora conhecem tão bem, onde a mãe vai contando situações, experiências, segredos, etc. com relação a algumas coisas que aconteceram com ela, suas filhas ou outras pessoas ao redor.
Antes do dicionário propriamente dito, há uma pequena apresentação da Família Walsh, onde ela fala um pouco sobre cada filha, com um mini resumo sobre suas vidas e o nome do livro de cada uma, onde podemos encontrar a história completa das personagens: Claire, Margaret, Rachel, Anna e Helen. E, também, fala brevemente de seu marido, o Sr. Walsh.
Claro que quem já leu os livros protagonizados pelas filhas Walsh com certeza vai aproveitar ainda mais a leitura porque já as conhece, então as referências farão mais sentido. Porém, não é necessário ter lido nenhuma das outras obras da autora para entender e apreciar este volume. Eu, por exemplo, só li o primeiro da série Família Walsh e, mesmo assim, já faz muitos anos, então nem me lembro de quase nenhum acontecimento e ainda adorei este livro, inclusive mais do que qualquer outro que eu tenha lido da autora. Isso se deve ao fato de ser mais voltado para a comédia, e eu amo histórias engraçadas.
A leitura é muito rápida, com linguagem fácil e direta, e recheada de piadinhas e sagacidade. Dá para começar e terminar de ler em apenas um dia, e se divertir do começo ao fim com a protagonista e suas lembranças.
Mas não é só de “graça” que este livro é composto, também há trechos reflexivos, sendo o melhor e mais marcantes deles, o tópico “F também é de Felicidade”, onde Mamãe Walsh nos presenteia com sábias palavras sobre o que é ser feliz para ela, e isso nos faz olhar para nossas próprias vidas e perceber que realmente será fácil se sentir bem assim também se pensarmos semelhante a ela neste caso.
Poderia considerar spoilers algumas pequenas informações que ela cita sobre com quem suas filhas ficam nos livros narrados por cada uma delas, mas acredito que no fundo não possam ser encarados como grandes revelações porque, neste tipo de história, geralmente já sabemos desde o início com quem a protagonista vai ficar no final, então acaba nem sendo uma surpresa tão grande assim.
Lá fora a versão impressa não foi publicada em inglês (pelo menos eu não encontrei informações sobre isto), somente em e-book, mas fico bastante contente de a Bertrand Brasil ter trazido para os fãs nacionais o livro físico, já que ele ficou uma graça e eu gosto de acrescentar títulos impressos na minha estante!
Mesmo seguindo o estilo de capas dos livros de Marian Keyes, este volume é em um tamanho menor do que toda a coleção e tem o formato padrão de 14 cm x 21 cm, com suas apenas cento e sessenta páginas. Mas acho que ficou perfeito deste jeito porque o conteúdo é pouco (infelizmente) e encaixou muito bem com o tamanho dele.
A diagramação está ótima, com fonte e espaçamento confortáveis para uma leitura agradável por mais tempo. Cada capítulo é uma letra do alfabeto (exceto o W, que foi excluído, tadinho! – Sei que nenhuma palavra em português começa com esta letra, mas poderiam ter colocado a palavra no original e uma nota de rodapé com a tradução), e tanto na parte superior das páginas, quanto entre a “definição” de uma ou outra palavra, há elementos gráficos bem fofinhos, umas florezinhas. A única coisa que pode incomodar alguns leitores é o fato das folhas serem brancas, mas todos os outros livros da autora publicados no Brasil também são.
Apesar de ser considerado o volume seis da série, na verdade foi publicado entre o quatro e o cinco, ou seja, poderia ser apontado como o livro #4.5. Uma grande evidência deste fato no texto é que logo no começo, quando ela faz uma breve apresentação da família, cita os nomes de cada livro narrado por uma de suas filhas, menos o de Helen, a mais nova e protagonista do livro cinco, “Chá de Sumiço”, que, inclusive, já foi resenhado aqui no blog (clique no título para conferir). Há, também, outro momento em que ela não cita o nome do homem que está em um relacionamento amoroso com esta sua filha, apesar de ter falado os de todas as outras quatro.
Se você busca uma leitura leve, descontraída e envolvente para passar bons e hilários momentos na companhia de uma personagem carismática, em um papo sobre as amenidades da vida de uma família bem doidinha e encantadora, então “Mamãe Walsh: Pequeno Dicionário da Família Walsh” é para você.
Avaliação



embuscadoamor.com – Emma Garcia

Viv está num bom relacionamento amoroso há cinco anos com Rob, lindo, rico e um ótimo partido, de quem é noiva desde alguns meses após começarem a sair juntos e com quem está prestes a se casar... pela terceira vez. Mas, depois de Rob adiar o casório novamente, ela resolve dar um basta nisso, dando um tempo na relação e se mudando de casa.
É claro que este tempo era para ser algo breve, só para ele se dar conta de que não poderia viver sem ela, mas as coisas acabam saindo diferente do esperado e Rob já está em um novo relacionamento com uma outra mulher.
Mas Viv tem certeza de que ainda não é tarde para reconquistá-lo e vai atrás de seu objetivo. Só que as coisas saem de controle e ela acaba se declarando num momento bem inapropriado, e é Max, seu melhor amigo, quem vai estar ao seu lado para ajudá-la a passar por este momento.
Depois do fim do relacionamento e com uma Viv um pouco mais madura, ela acaba se abrindo para outras possibilidades e olhando para os lados, mais especificamente para alguém que poderá fazê-la mais feliz do que qualquer outro já fez.
Porém, nossa querida protagonista está confusa e acaba fazendo uma escolha errada, complicando tudo mais do que nunca. Agora, ela vai precisar bolar um plano que nada mais é do que uma grande loucura para trazer seu amor de volta.
Estava bem empolgada para começar esta leitura o quanto antes, porque eu gosto muito de chick lits, a sinopse deste era bem promissora, e a capa me encantou. Mas, conforme a leitura ia avançando, percebi que minhas expectativas eram altas demais, o que nem sempre é algo positivo, e alguns pontos da história e da narrativa da autora acabaram me incomodando. Então eu gostei do que li, porém com algumas ressalvas, que vou comentar mais abaixo para vocês.
Viv é bem divertida e uma protagonista meio maluquinha e gostei de acompanhá-la na maior parte do tempo. Acho, inclusive, que seria interessante ter uma amiga como ela na vida real. Ou seja, Viv é uma personagem pela qual eu simpatizei de maneira geral, mas não gostei dela em alguns momentos. Como, por exemplo, a sua arrogância com relação a algumas coisas, entre elas a profissão de artista de Max, ou o namorado de sua avó Reggie, e a forma como ela o tratou em alguns momentos, ou até mesmo as conversas com Lucy, quando o assunto não era o que ela mais gosta de papear: ela mesma e seus dramas. Além do mais, ao meu ver, ela passa muito tempo sofrendo por um ou outro homem de forma exagerada demais, quando deveria dar mais valor a si própria e à sua vida, e deixar um pouco todo esta dramaticidade para lá.
Por outro lado, sofrer por amor é sempre ruim, mesmo que para algumas pessoas, como Viv, seja tudo de maneira mais intensa, então dá para entender algumas de suas atitudes e pensamentos e me senti mais próxima à ela, afinal, a personagem é bem real e humana, cheia de qualidades e também de defeitos.
Acho tenho certeza que ela é meio totalmente stalker, o que acaba sendo engraçado em diversos momentos por conta das coisas que ela pensa e como age. Mas também fiquei com vontade de sacudi-la em outras partes porque isso só a fazia sofrer mais e deixar sua rotina e as coisas importantes de lado.
Quando as últimas páginas iam se aproximando, senti que o ritmo ficou muito rápido e os detalhes importantes aconteceram com pressa (enquanto outros pararam de existir, como uma interação maior com os personagens), diferente do resto do livro. E eu queria um aprofundamento justamente em algumas destas cenas como, por exemplo, o casamento de sua avó, o qual nós não acompanhamos no momento em que ocorre, mas que eu realmente gostaria de “estar presente”, porém ela apenas comenta sobre o que aconteceu lá brevemente depois.
Por falar nisso, se alguém um dia já pensou em escrever um final terrível para seu livro, acho que encontrei esta pessoa: Emma Garcia. Não sei nem o que pensar da forma como ela resolveu finalizar esta história, já que as coisas mais importantes, que ficaram rondando a protagonista desde a metade do livro para o final, foram simplesmente deixadas de lado e sem respostas, e a única coisa de importante sobre a loucura de amor também teve uma resolução sem graça. Estou realmente muito decepcionada com este fim e com uma raiva da autora por ter me deixado esperançosa de encontrar algo realmente bom.
O que ameniza um pouco este fim, é que descobri que o livro tem continuação (lançada dois anos após o primeiro volume), a qual ainda não sei se será publicada aqui no Brasil, mas espero MUITO que sim, porque eu realmente necessito saber as respostas para as minhas infinitas perguntas, e quero mesmo saber o que aconteceu depois deste final. A sequência, "OMG Baby!", foi publicada no meio deste ano lá fora e, com o título e a sinopse, já deu para ter uma ideia do que aconteceu, então eu tenho mesmo que ler.
Dos personagens secundários, eu gostei das amigas de Viv, Ruby e Christie (uma doida que na verdade era assistente da protagonista), e espero encontrá-las com mais frequência na sequência desta história.
Apesar de um site de autoajuda com este mesmo nome do título realmente ter sido criado pela protagonista, ele não teve assim tanta relevância na obra quanto eu pensei que teria, apenas no começo dos capítulos, que sempre tinha alguma coisa do site relacionado com o momento que Viv estava vivendo.
Na verdade, o grande destaque do livro são as loucuras de Viv atrás de seu melhor amigo, com a campanha que ela cria “Où est Max” (ou Cadê o Max – a tradução dada no livro), que acho que seria um título com mais sentido para o livro, já que tem muito mais importância do que seu site. E é muito divertida, pois toma proporções enormes, coisas que só alguém como Viv faria.
Mas toda a trama sobre ele meio que saiu de controle, já que Max desapareceu do nada, sem dar notícias ou recado para Viv, só porque estava magoado. Pareceu tudo mais infantil do que o pretendido, como se ele fosse um adolescente que evita assuntos sérios, já que poderia ter simplesmente respondido ou entrado em contato com ela para conversar alguma coisa, ao invés de fugir e fazer tratamento de silêncio completo. O ponto positivo disto é que deu para a trama seguir para um caminho mais engraçado e inesperado.
Ainda sobre ele, Max é um personagem encantador e adorável que eu gostei muito de conhecer e não sei como Viv demorou tanto para notá-lo, nem como perdeu tanto tempo com aquele insuportável, arrogante e babaca do Rob. Só queria que tivesse tido mais do relacionamento dos dois (Viv e Max!) para acompanhar, porque era fofo, genuíno e real. Sorte que a autora escreveu um segundo volume!
Também acho que a escritora tem uma fixação meio estranha por pelos/cabelos, porque houve momentos mais do que se pode chamar de comum (hahaha) em que ela cita um ou outro, alguns de forma divertida, porém, outras apenas nojentas.
Pensei que iria rir muito com este volume, daquele tipo de risos constrangedores, mas, infelizmente isto não aconteceu. Na verdade, eu não dei uma única risada em todo o livro, que, apesar de ser divertido e de eu ter sorrido, não o considerei de comédia. Não estou dizendo isto como uma coisa ruim, apenas que eu estava esperando algo diferente.
Gosto bastante desta capa, que logo que a vi me remeteu ao gênero chick lit, as cores estão lindas e harmoniosas e adorei a suavidade do fundo, com tons leves e clarinhos de azul e verde, que dão a impressão de segundo plano fosco. Na edição impressa há verniz localizado nos corações e no título, que também está em alto-relevo, e as páginas são amarelas. A diagramação é confortável, a fonte escolhida está num tamanho bom, assim como os espaçamentos.
A leitura intercala momentos mais alegres e alto astrais com outros tristes e também alguns reflexivos, de forma leve, envolvente e até encantadora. A autora escreve sobre uma garota real, com problemas normais pelos quais qualquer um de nós já passou ou vai passar um dia (talvez não com tanta demonstração pública) e foi divertido poder acompanhá-la nesta jornada pela vida. Se você busca um chick lit adulto com estas características, acho que pode gostar desta história.
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