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Qual Seu Número? - Karyn Bosnak


10,5. Essa é a média de homens com quem uma mulher de 30 anos já foi para a cama de acordo com uma pesquisa publicada em um jornal. Mas Delilah já tem quase o dobro desse número no seu histórico: ela já dormiu com 19 homens. Desespero é o que ela sentiu quando descobriu esses dados, então resolveu que o 20º homem com quem ela se deitaria seria “O cara”. Até que uma coisa acontece e ela desperdiça seu número 20 com a pior pessoa que poderia esperar [não posso contar, leiam para saber quem é!].
E agora, o que Delilah poderia fazer? É aí que ela tem a brilhante – e louca – ideia de procurar o homem certo entre os 19 anteriores, assim não passa do seu número 20. Mas para isso ela precisa viajar pelo país à procura de todos eles para ver o que acontece e descobrir quem é o homem da sua vida, e assim reconquistá-lo.
Para início de conversa, uma protagonista que mal começa a contar a história da sua vida se apresentando da maneira a seguir, você já percebe que menos do que hilário esse livro não pode ser.

“Meu nome é Delilah Darling. Tenho 29 anos. Sou solteira, e, bem... sou uma mulher fácil. Pronto, falei. Sou fácil. Sou mesmo. Agora você já sabe.”

Quando eu leio um livro, geralmente demoro alguns dias antes de fazer a resenha. Não sei se para me situar melhor na história, ou refletir sobre cada sentimento que tive ao lê-la para enfim transmitir tudo a vocês. Mas nesse caso sinto algo diferente, sinto que preciso colocar no “papel” (acho que seria melhor utilizar a palavra “computador”, mas, velhos hábitos...) agora tudo o que estou sentindo, apenas alguns segundos depois de ler a última palavra de “Qual seu número?”.
Dentre tantas qualidades que poderiam ser utilizadas para defini-lo, acho que a que se sobressai um pouco mais do que as demais é diversão. O livro é divertido da primeira até a última folha. E como um bom Chick-Lit, o final é maravilhoso. E eu, uma boa amante de histórias com finais fofos e felizes como sou, não preciso nem comentar que simplesmente AMEI, e ainda estou sorrindo lembrando das últimas páginas, e – por que não – do livro inteiro.
Delilah é uma mulher independente e super engraçada! Me diverti horrores lendo cada situação pela qual ela passou. Sério, teve vezes em que eu ficava imaginando que algo aconteceria de um jeito, e de repente uma situação ou frase bizarra e/ou cômica acontecia para me levar às gargalhadas de uma forma tão rápida quanto piscar.
O casal principal é super fofo, nada de meloso e qualquer coisa do tipo. Apenas um tipo normal e apaixonante, como qualquer história de amor usual poderia ser. Colin não é o mocinho estilo príncipe encantado que vemos em alguns livros e que sabemos que quase não existe por aí, ele é um homem com defeitos e qualidades, que me fez suspirar em toda e qualquer página em que “aparecia”, mas que também é real [ou quase, já que não passa de um personagem].
Gostei da maneira que os ex de Delilah eram apresentados ao leitor. Essa apresentação antecedia os encontros trazendo um breve relato de como foi o caso de “amor” entre nossa protagonista e o ex da vez, de uma maneira sutil que nos envolvia sem ser chata e cansativa, e ajudou a nos sintonizar com o personagem para não ficar “jogado” ou sem explicações cabíveis.  
"É engraçado perceber a velocidade com que coisas podem mudar. Sentimentos, não importa o quão sejam intensos, podem ser efêmeros."
Karyn Bosnak tem criatividade de sobra, já que mesmo com 414 páginas a história não fica sem graça nem monótona por nenhum momento. Não tem aquele ponto que queremos pular, não tem uma coisa que Delilah faça que dê vontade de bater nela por ser tão estúpida, porque ela não é [tá que algumas vezes ela fez umas loucuras, mas relevem, foram engraçadas!]. Tudo acontece rapidamente, mas ao mesmo tempo com uma riqueza de detalhes confortante.
Tem um diálogo maravilhoso de Delilah com seu avô entre as páginas 389 e 391 que vale a pena ser conferido. Como eu não posso transcrevê-lo aqui, selecionei dois quotes que gostei bastante pra vocês lerem, mas claro que fica muito melhor no contexto – do livro ou da nossa vida – então se tiverem a oportunidade, deem uma lida.
“Tudo o que você faz na vida, seja bom ou ruim, faz de você quem você é. Não fique remoendo suas decisões, dizendo “talvez”. Você não pode mudá-las.”
“Se você tiver que se lembrar de algo em relação ao seu passado, procure pensar nos pontos bons. Afinal, não há nada que você possa fazer para mudá-lo.”
Quando estava no fim da leitura, fui dar uma olhada no trailer do filme mais uma vez [eu li antes de ver o filme, que ainda não assisti até agora], e, como já era de se esperar, não tem nada a ver com o livro. Nada! Ao menos pelo que vi no trailer. Como ela decide ir atrás dos ex, como é seu encontro com eles, até a roupa que ela usa para ir ao casamento de sua irmã não tem nada a ver. Pior, até o nome dela foi modificado. Não estou dizendo que não quero ver o filme e nem nada do tipo, porque eu também amei o trailer e tenho certeza de que vou amar o filme [se seguir a essência mostrada no trailer, sim], mas vou passar a olhá-lo com outros olhos, sem comparar um ao outro, se não infelizmente não vou gostar do filme, e quero gostar [surgiu até um certo arrependimento de não ter assistido antes de ler, mas enfim].
Só não entendo porque os estúdios adoram modificar tanto os livros quando eles são adaptados aos cinemas, porque dava para pegar tudo [claro que com modificações básicas e acréscimo de algumas situações e exclusão de outras, afinal são mídias totalmente diferentes] e transformar em um belo roteiro bem mais baseado no livro do que realmente se tornou, sem perder sua essência. Só espero que o final seja mais parecido com o final do livro, já que me apaixonei completamente [que romântica inveterada, assim como eu – sim, sou dessas –, nunca sonhou vivenciar uma cena parecida?], mas algo no trailer me faz acreditar que até isso, infelizmente, foi modificado. Espero que pelo menos algo aos pés da cena original tenha sido criada no filme. Mas depois que assistir, eu falo a vocês o que achei.
A única coisa que realmente gostei do filme foram as escolhas de Anna Faris e Chris superhipermegagostosão Evans para os papeis de Delilah e Colin. Mesmo que não sejam exatamente parecidos fisicamente com eles nos livros, a maneira de ser de ambos tem a “cara” dos atores. Não conseguiria imaginar outros fazendo esses papéis e lendo só conseguia imaginá-los vivendo cada experiência.
Só acho a capa bem sem graça. Sei que é o pôster do filme e tudo mais, mas sei lá. A única coisa ótima ali é o Chris maravilhosoetudodebom Evans. Mas a Novo Conceito realmente arrasou na diagramação, adorei os detalhes com a lista e os telefonemas em cada início de capítulo, além de serem fofos visualmente falando. E adorei a fonte utilizada nos títulos de cada capítulo e os nomes de cada um deles.
Tão bom ler um livro que a gente goste, se identifique. A leitura flui de uma maneira tão leve e gostosa que quando finalmente percebemos, já acabamos de ler.
Se você gosta de um bom Chick-Lit, com pitadas cômicas e personagens envolventes, e claro, um casal super adorável com um final digno de “Owwn, eu quero isso para mim!”, não pode deixar de ler “Qual seu número?”. Porque sei que vai entrar para a lista de favoritos, assim como entrou para a minha. Inclusive considero-o como um dos melhores Chick-Lits que já li em toda a minha vida, e quem gosta do estilo, tenho certeza de que vai concordar comigo nesse quesito.


É época de celebrar! Uma promoção bem legal que foi a primeira chegar.
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