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“Para Todos os Garotos que Já Amei” vai virar FILME!


Oii, gente! Tudo bem com vocês? Recentemente a autora Jenny Han divulgou em suas redes sociais que seu livro mais fofo e adorado, “Para Todos os Garotos que Já Amei”, vai virar filme!! O elenco já foi escolhido, e o melhor de tudo é que AS GRAVAÇÕES JÁ COMEÇARAM (a participação da Janel até já acabou)!!!
Isso mesmo, daqui a pouco teremos Lara Jean e sua turma nas telonas. Eu já estou muito empolgada, porque amei essa trilogia com todo o meu coração e mal vejo a hora de poder vê-la ganhando um novo espaço, um público ainda maior, e os personagens “ganhando vida”. Abaixo seguem as fotos do elenco e também dos bastidores! <3

>> Os três volumes da série já foram resenhados aqui no blog e vocês podem conferir as minhas opiniões, clicando nos respectivos títulos para serem redirecionados:

>> Também fizemos um especial aqui no blog sobre o lançamento do terceiro volume, e vocês podem conferir os posts CLICANDO AQUI.
Irmãs Song + Jenny Han
ELENCO

Lana Condor (de X-Men: Apocalipse) como Lara Jean – Gostei da escolha da atriz, acho que ela combinou com a Lara Jean.
Noah Centineo (de The Fosters) como Peter – Tinha uma visão completamente diferente do personagem, mas estou curiosa para vê-lo no papel. Espero gostar da atuação dele.


10 Comédias Românticas Preferidas



Oii, gente! Como vocês estão? Hoje é um dia meio polêmico, digamos assim. Afinal, tem gente que ama, outros odeiam, e alguns simplesmente nem ligam muito para a existência do Dia dos Namorados. Eu comemoro quando estou com alguém, mas não ligo se estiver solteira, afinal é só mais um dia normal.
Confesso que não vejo tantos filmes assim hoje em dia, já que sou mais uma garota das séries. Hahaha E, para quem é viciada como eu, sabe que são tantas opções e vários capítulos que nunca sobra tempo de ficarmos com tudo em dia. Então, quando tenho que escolher entre ver um filme novo ou, pelo mesmo período de tempo, assistir a vários episódios das minhas séries queridas, estando elas atrasadas ou não, eu escolho a segunda opção sem nem parar para pensar. Mas não nego que eu sou uma grande romântica e, não importa a data ou se estou sozinha ou acompanhada, sou apaixonada por comédias românticas.  Então hoje vim falar da minha lista de 10 filmes do gênero preferidos de todos os tempos (mais antigos do que atuais, porque eles eram meus favoritos, a maioria dos de hoje não me fazem suspirar quanto os de anos atrás).
Confiram abaixo os filmes, que não estão em ordem de preferência (eu não consigo fazer isso com nada! Hahaha) e me digam se vocês têm algum preferido igual ao meu, se não conhecem algum ou quais são os seus preferidos! :D

A Nova Cinderela (2004)
É engraçado, mas não de um jeito cômico, como algumas coisas ficam em nossa mente, sem você entender o motivo, mesmo porque não foi uma situação tão marcante ou algo que possa ter mudado sua vida. Por exemplo, eu me lembro exatamente da primeira vez em que assisti este filme. Não era uma data especial, nem um evento importante, eu só ganhei dois ingressos de cortesia (acho que era de um jornal do qual éramos assinantes) e fui com a minha mãe ao cinema. Escolhi este filme, dentre todos do cartaz pelo simples fato de amar comédias românticas e adorar Hilary Duff. E, quando sai do cinema, me sentia tão leve e feliz por ter acabado de assisti-lo, que me lembro da sensação até hoje. Foi ótimo, foi fofo e apaixonante.
Para quem não conhece, “A Nova Cinderela” é o conto da Cinderela recontado de uma forma mais moderna. Sam vive somente com a madrasta e suas filhas, pois perdeu o pai quando ainda menina, e agora tem que enfrentar crueldades delas, que a fazem trabalhar como escrava e ainda abusam psicologicamente da menina. Ela troca mensagens de amor com um carinha que conheceu na internet, mas nunca viu o rosto e, quando decide encontrá-lo, escondida por trás de uma máscara, percebe que ele é ninguém menos do que Austin Ames, o mais popular da escola, o que a faz fugir, perdendo seu celular. Ele a procura, sem saber sua verdadeira identidade, mas ela se esconde até ser revelada de uma forma terrível.

Nunca Fui Beijada (1999)
Este é outro filme super fofo (na verdade todos desta lista são! Hahaha) Conta sobre uma redatora de um jornal importante que, para conseguir uma chance de virar repórter, se disfarça de adolescente e se matricula no seu antigo colégio para fazer uma grande matéria. Ela começa a viver com câmeras escondidas e microfones e o pessoal de sua equipe acompanha de perto seu dia a dia na escola, que a princípio torna-se uma repetição do que ela própria vivenciou em sua época de ensino médio, e começa a sair com os menos populares, onde não vai conseguir encontrar nada de interessante. Até que alguém especial entra em seu caminho e ela acaba se apaixonando, coisa que nunca antes aconteceu, mesmo que seja um tipo de amor proibido. Confesso que Michael Vartan sempre foi uma crush minha, deste este filme e amo a Drew Barrymore, e a química dos dois ficou linda! Não tinha como não amar Nunca Fui Beijada.

O Diário da Princesa (2001)
Antes do meu amor por esta série literária de Meg Cabot, assisti este filme apaixonante e simplesmente AMEI! Provavelmente todos vocês já conhecem, trata-se da história de Mia Thermopolis, uma menina sem graça e tímida que gostaria de ser invisível, até que ela descobre que na verdade é filha de um Príncipe da Genóvia, um pequeno país na Europa, e vê sua vida mudar completamente. Agora todos a conhecem, muitos gostariam de ser ela, e outros que só implicavam com a garota querem ser seus melhores amigos. Mas existe Michael, que a enxergava mesmo quando ela ainda era invisível. Tem como não suspirar com estes dois? A resposta é um grande e sonoro NÃO! Hahaha E a produção cinematográfica ainda conta com ninguém menos que Anne Hathaway e Julie Andrews, e eu adoro ambas! Uma pena que a Disney ferrou com tudo e estragou completamente com a continuação.

Como Perder um Homem em Dez Dias (2003)
Este é hilário! Andie é uma jornalista que quer provar seu valor para poder escrever matérias mais importantes para a revista onde trabalha. Então resolve fazer uma matéria sobre o que as mulheres não devem fazer em um relacionamento amoroso. Quando está procurando um homem para ser sua cobaia, eis que conhece Ben Barry, um publicitário que quer ganhar uma conta importante na agência onde trabalha e, para isso, resolve fazer uma aposta com suas amigas concorrentes. Elas então escolhem Andie (já sabendo da matéria que ela teria que fazer) para ele levar a um evento dali a alguns dias. Enquanto Andie tenta fazer com que ele termine com ela, Ben tem que evitar o término a qualquer custo. E, no meio destas tentativas, eles acabam se apaixonando. Já vi todos os filmes desta lista inúmeras vezes, e ainda consigo suspirar em todas elas. Hahaha Adoro que este filme mistura bastante comédia com romance e o resultado ficou incrível.

Simplesmente Amor (2003)
Este é um filme britânico lançado no natal daquele ano. Ele trata de diversos casais, com variados tipos de amor e é tão fofo! Gosto de todas as histórias, mas esta do gif com certeza é a mais marcante e conhecida pelas pessoas. As histórias são separadas, mas algumas se ligam com as outras de maneira formidável. É encantador e ainda conta com Rodrigo Santoro e Colin Firth (<3 <3) no elenco.

Ela é Demais (1999)
Esta é a típica história de uma aposta entre amigos populares que acabam sacaneando com a menina “esquisita”, mas que se revela uma pessoa incrível. Zach Siler acaba de ficar solteiro depois que sua namorada, também popular, termina com ele. Seu melhor amigo, Dean, aposta, então, que ele não consegue transformar uma garota qualquer em rainha do baile, enquanto Zach tem certeza de que sim. Para ele perder, Dean acaba escolhendo Laney, a CDF que adora artes e coisas “estranhas” como vítima, e Zach aceita o desafio que se torna bem difícil no começo, mas ele acaba quebrando as barreiras da garota e fazendo com que ela se aproxime dele de verdade. Neste meio tempo, sentimentos surgem dos dois lado, até que ela descobre que era tudo uma armação. Também adoro este filme de verdade, ele é divertido, adorável e o Freddie Prinze Jr. é um arraso desde sempre! Hahaha E ainda no elenco há vários nomes famosos, como o saudoso Paul Walker.

10 Coisas que eu Odeio em Você (1999)
Mais um filme antigo que deixa saudades do protagonista que foi embora desta vida cedo demais, Heath Ledger. Este filme é uma adaptação moderna da obra de Shakespeare, A Megera Domada, e também é bem divertido. Conta a história de Kat, que tem uma irmã mais nova que se apaixona pelo novato Cameron, com quem não pode sair porque seu pai a proíbe, a menos que sua irmã mais velha, Kat arrume um namorado. Só que esta não tem amigos e é meio megera, então ninguém gostaria de ter um relacionamento com ela. Então, para poder sair com a Bianca, Cameron decide negociar com o bad boy Patrick, para que ele saia com Kat, que acaba aceitando. Claro que sentimentos surgem e a coisa se complica muito antes de melhorar. E a gente fica torcendo pelo casal e se apaixona por eles no caminho.
Este gif é uma cena dele cantando “Can't Take My Eyes Off You”, de Frankie Valli, que com certeza a mais memorável do filme e também a minha preferida (queria ter pego um com mais duração, mas não encontrei). Mas há outras que eu amo quase igualmente, como a que do poema sobre coisas que odeia nele e o fato de não conseguir odiá-lo (tão, tão lindo!).
Ela é o Cara (2006)
Adorava a Amanda Bynes, que tinha protagonizado uma das minhas série de comédia preferidas de todos os tempos, “What I Like About You”. Esta atriz em um filme de comédia romântica é claro que eu não iria perder. E me encantei! Conhecemos Viola, que é uma ótima jogadora de futebol do time feminino da escola, que acaba de ser cortado. Muito chateada com a situação e querendo continuar jogando, ela se disfarça de menino para entrar no time masculino e continuar praticando o esporte. Só que, no meio do caminho, ela acaba se apaixonando por seu companheiro de quarto e de time, Duke, interpretado pelo gatíssimo Channing Tatum. Agora ela precisa esconder sua verdadeira identidade, enquanto é assediada por uma menina que está afim do garoto que ela finge ser, e tem que voltar a ser Viola para tentar conquistar Duke com sua própria aparência e personalidade. É uma confusão só e bem engraçada por sinal.

Vestida para Casar (2008)
Desta minha lista, este é o filme mais “novo”. Hahaha Trata-se da história de Jane Nichols, que já foi dama de honra (madrinha no Brasil) de casamento de diversas de suas amigas, mas nunca é a sua vez de casar, ou seja, ela é sempre uma das peças mais importantes de todos os casamentos, mas nunca o destaque principal. Ela guarda todos os vinte e sete vestidos que usou nas cerimônias em seu armário. Até que conhece Kevin Doyle, um jornalista que escreve artigos de casamento para um jornal que Jane simplesmente adora. Muitas confusões rolam soltas, principalmente porque ela na verdade gosta de seu chefe, George, que acaba saindo com sua irmã, Tess. Até que Kevin escreve um artigo sobre ela que a chateia e a maior confusão de todas se desenrola. Este filme tem cenas bem fofas, outras muito divertidas. Uma das minhas preferidas é esta do gif. Agora vamos combinar, James Marsden é simplesmente lindo demais! E aquele sorriso? Derrete qualquer uma (pelo menos eu sim)! hahaha

Doce Trapaça (2001)
Com certeza o filme menos conhecido desta lista por todo mundo. A maioria das pessoas nem deve ter ouvido falar nele, outras podem ter assistido, mas nem se lembram. Eu simplesmente adoro este filme! Outro que é muito divertido e considero diferente dos demais por conta de sua história. Jennifer Love Hewitt é Page, que junto com sua mãe, Max Conners, é uma vigarista. Ou seja, elas sempre estão armando situações para ganhar coisas de graça, saem com homens ricos e a mãe casa com muitos deles para ganhar fortunas nos divórcios ou em suas mortes. Prestes a mudar de vida, Page resolve aceitar realizar um último golpe poderoso com sua mãe, mas ela também quer fazer um golpe sozinha. Só que talvez ainda não esteja preparada para isto exatamente, já que acaba se apaixonando por um cara que cruza seu caminho, que ela descobre que é rico e resolve que será sua próxima vítima. Este filme é ótimo, e as duas fazem coisas inteligentes, mas sem caráter, que acabam sendo bem engraçadas e divertidas. Assistam!


Simplesmente Acontece (Cinema X Bookcase)

Como vocês puderam conferir na minha resenha do livro “Simplesmente Acontece” (clique no título para ler), eu não gostei da leitura, por achar cansativa e até sem graça em muitos momentos. Mas queria assistir ao filme para poder comparar as duas versões e ver se as mudanças tinham transformado esta história que eu tinha tantas expectativas, mas não gostei, em algo que eu curtisse mais do que o exemplar. Então esta review não é para dizer exatamente tudo o que acontece no filme, apenas comparar os dois materiais e dizer o que eu gostei e não gostei nas semelhanças e diferenças da história e a minha conclusão a respeito de ter curtido mais o livro, o filme, ou nenhum dos dois.
Quem não assistiu ao filme ou leu o livro e não gosta de spoilers, aconselho que não continue a ler esta resenha, pois, para comparar os dois, eu preciso comentar sobre as cenas de ambos, e algumas delas podem ser importantes para o desenrolar da trama.
Na adaptação cinematográfica houve algumas mudanças que não considero boas nem ruins, acho até que posso considerá-las como neutras, já que não fiquei chateada e nem aliviada com o que foi modificado. Uma delas é a forma como Rosie conhece sua melhor amiga, Ruby, pois no livro elas trabalham juntas em um escritório e há toda aquela dinâmica de troca de mensagens por conta do emprego delas, enquanto no filme elas se conhecem na farmácia e depois trabalham juntas no hotel, e isso nunca acontece no livro – só Rosie arruma empregos em hotéis. Algumas outras cenas menores também foram modificadas, mas os resultados foram semelhantes ou parecidos, então não senti muita diferença com elas.

Eu entendo algumas coisas que ficaram diferentes, já que são duas formas distintas de produzir material e como cada uma delas vai ser apresentada às pessoas. Por exemplo, achei maravilhoso alguns pequenos cortes que eram muito repetitivos na história, já que serviram para enxugar vinte anos do total, o que foi um alívio, pois foi justamente o longo período de tempo transcorrido da primeira página até a última que mais me incomodou no livro, principalmente levando em conta quanto eles demoraram a aceitar seus sentimentos e correr atrás um do outro e de suas respectivas felicidades.

Enquanto outras eu acredito que poderiam ter sido mantidas por conta da essência da história e dos personagens, inclusive porque também ficariam boas no filme. Como, por exemplo, o motivo e quando Alex se mudou de país, a dinâmica do baile de formatura e os acompanhantes (no livro só Rosie foi, com o futuro pai de sua filha), o motivo de Rosie ter ficado grávida, a maneira como Alex soube de Katie, a idade que a filha conhece o pai (criança no filme x pré-adolescente no livro) e o relacionamento que eles dois desenvolvem (no filme este praticamente não existe, visto que o pai é mais babaca). Descaracterizaram as duas esposas de Alex, que no caso do filme só casa com a segunda. Também são bem diferentes: o relacionamento de Alex com Sally, sua primeira esposa, de quem ele realmente gostou e com quem teve um filho (no filme ela o engana e nem fica grávida dele, mas, sim, de outro), o namoro dele com Bethany, inclusive a forma como voltaram a ficar juntos no futuro e o casamento dos dois com um filho, e até a “amizade” de Rosie com ela (não existe de maneira nenhuma no livro, o que eu achei mais do que ridículo no filme!). Também houve cortes de pessoas muito importantes na vida e família de Alex e Rosie.

O roteiro também teve algumas mudanças utilizando personagens para mais de um papel, ou seja, enquanto no livro duas pessoas distintas faziam algumas cenas, no filme uma das pessoas não existe e a outra faz as cenas das duas. Vou exemplificar: o garoto que tirou a virgindade de Rosie e é o pai de Katie no livro é o Brian, que inclusive fez parte da vida dos protagonistas desde novos e nenhum dos dois gosta muito dele, mas futuramente se torna muito importante. Enquanto no filme este personagem simplesmente não existe e Greg, que na obra literária é outro personagem, e é marido de Rosie em ambos, ganhou o papel de pai de Katie e responsável por tirar a virgindade de Rosie na formatura. Acontece isso em outros momentos, como quando Rosie descobre que Greg a trai, no livro é o irmão mais novo quem descobre sem querer, enquanto no filme é Ruby. Não gostei destas junções.

Um dos segredos do livro, revelado mais para a metade, acontece logo no começo do filme, mas até entendo este motivo, já que este começa com eles na adolescência, enquanto na obra eles ainda são crianças.
Apesar de o livro ter sido todo narrado em cartas e outros materiais escritos, no filme nada disto ganha importância, mas para falar a verdade não senti tanta falta assim destas coisas, já que não iriam funcionar na produção cinematográfica tão bem assim.
E eu gostei mais dos personagens de forma geral no filme também, o Alex, por exemplo, é muito melhor e até mais fofo, Katie não faz certas coisas com a mãe, e Rosie conseguiu manter sua essência, gostei dela em ambos.

Um ponto que me incomodou demais foi o uso dos mesmos atores para diversas fases da vida dos personagens. Acredito que teria ficado melhor, mais real, se tivessem pelo menos optado por outras pessoas para fazer os dois na adolescência, porque qualquer ser humano do planeta com mais de trinta anos não tem exatamente a mesma aparência que tinha aos dezessete anos. Não entendi muito bem esta dinâmica de manter os dois em todas as fases da vida dos personagens, acho que ficou feio e dá a impressão de que o tempo não passou para eles, mas foram mais de dez anos de vida acontecendo. Mais para o final, por exemplo, a Rosie tem a aparência de ser a irmã de sua filha pré-adolescente.

Em ambos os formatos, o amadurecimento de todos os personagens é bem evidente, mesmo que a história tenha tido vinte anos a menos do que no livro, provando que dava para a autora ter cortado metade de sua história e, ainda assim, teria ficado bom (para mim, muito melhor!).
O filme pode ser considerado uma comédia romântica (adoro!), o livro, apesar de ter tido seus pontos engraçados, é mais profundo, sensível e até mais dramático. Mas eu preferi a forma gostosa de como a história foi contada para os espectadores do filme, mais do que como foi contada no livro.
Uma modificação que eu achei ótima foi o final. No livro, se passam quase cinquenta anos da vida dos personagens para, enfim, eles admirem algo um para o outro, enquanto no filme isto ocorre bem mais rápido, visto que no final eles ainda estão no começo dos trinta anos. A melhor parte disto é que corta boa parte das cenas, que acabaram sendo desnecessárias, já que eram mais do mesmo, e a busca pela felicidade dos dois também ocorre mais rápido, pois ela é encontrada nesta fase da vida e não apenas vinte anos depois disso, como no livro. E o beijo! Fiquei feliz que pelo menos no filme ele aconteceu, já que no livro fiquei imensamente frustrada com a falta de envolvimento físico deles.

No geral, eu gostei mais do filme do que do livro, e talvez tivesse gostado mais ainda se não tivesse lido a obra literária, porque, ao ler, as comparações são inevitáveis e algumas coisas ficaram melhor desenvolvidas no material escrito, como era de se esperar. Porém, a versão cinematográfica ficou mais interessante exatamente porque enxugou as partes muito lentas e repetitivas da versão original. Se houvessem mais personagens no filme para cumprir as cenas deles mesmos, sem misturar as coisas, acredito que teria ficado maravilhoso, porque gostei do tempo mais ágil e a passagem de tempo menor do filme.
Concluindo, preferi assistir ao filme muito mais do que gostei de ler o livro. Isto é raro, mas simplesmente acontece.

Avaliação






Promoção: Divergente – Assista o filme com 3 amigos!



Oii, gente! Hoje tem promoção relâmpago aqui no blog! Vamos sortear 3 kits com 4 ingressos cada para assistir Divergente nos cinemas!!
O sorteio será via Rafflecopter e será realizado no dia 13/05. Participem!!
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Parabéns, ganhadoras lindas! Enviem seus dados para promo.hoc@gmail.com, pois vamos enviar os ingressos o mais rápido. :D


Cinema x Bookcase: O Lado Bom da Vida – Matthew Quick



Em “O Lado Bom da Vida” acompanhamos a vida e o desenvolvimento psicológico de Pat Peoples, um homem com pouco mais de 30 anos que acaba de sair de uma instituição psiquiátrica, onde ficou internado por um grande período por causa de uma situação que ocorreu em seu passado, da qual ele não consegue lembrar porque sua memória ficou nebulosa depois desse trauma e o que ele gerou.
Ele vai morar com seus pais quando sua mãe consegue tirá-lo do “lugar ruim”, já que ele não tem mais casa e nem emprego. Ela fez um tipo de academia para ele no porão, que acaba se tornando seu lugar preferido porque agora ele é um viciado em exercícios físicos, e uma boa parte de seu tempo está malhando ou correndo, porque ele acredita que Nikki gostaria disso. Pat também acredita no lado bom das coisas, no amor e em finais felizes, e faz de tudo para seguir sua nova filosofia de vida, priorizar a gentileza e não a razão.
 Com a ajuda das pessoas próximas a ele, como sua querida mãe, seu irmão, seu vizinho e melhor amigo, além de seu novo médico, o Dr. Patel, um indiano baixinho que não prega o pessimismo (o que para ele é de muita importância), em seu consultório “agradavelmente estranho”, onde ele se sente relaxado, e da amizade de uma mulher que passou por problemas por causa de depressão e também faz tratamento psicológico depois de um acontecimento muito ruim, Pat vai aprendendo a lidar com o que está passando enquanto vai vivendo o filme de sua vida, se lembrando do que aconteceu entre ele e sua mulher, sem deixar a esperança de lado de finalmente acabar o “tempo separados”.
Esse livro foi magnificamente escrito por Matthew Quick, ele soube dosar momentos engraçados, com cenas cativantes, uma bonita lição de superação, esperança, personagens incrivelmente bem construídos, muitos sentimentos, um relacionamento amoroso inesperado, além de saber expressar tão bem mentes perturbadas e depressão, e fazer com que o leitor se insira na história, tudo isso com uma narrativa sensível, gostosa e fluida.
A narrativa é em primeira pessoa, então podemos entender tudo o que se passa na mente de Pat, desde as dificuldades para entender o que aconteceu com o mundo fora da clínica no tempo em que ficou internado, passando por seu complicado relacionamento com o pai, sua esperança em voltar com sua esposa Nikki, chegando a seus esforços para ser uma pessoa melhor, buscando sempre encontrar o lado bom da vida.
Amei conhecer Pat e acho que o livro não teria ficado tão bom se não fosse narrado diretamente por ele. Conhecer seus anseios, acompanhar sua luta interna, ver como algumas coisas não saíam como planejado e ainda assim ver que o otimismo não o deixava nunca. É impossível não admirar sua força de vontade, essa foi uma lição incrível que eu adorei acompanhar.
“Sorrio para ela, (...) não há o menor indício de que 2007 será um ano bom para minha mãe ou para mim, e, no entanto, minha mãe continua tentando encontrar o lado bom da vida, como me ensinou a fazer há tanto tempo.”
É impossível não se cativar com ele e, a cada página avançada da leitura, a gente só consegue torcer mais e mais para que tudo dê realmente certo no final, para que ele consiga entender o que realmente aconteceu e saiba lidar com todos os seus medos e angústias de uma forma positiva. Ele sempre fala se como ele era no passado, como agia errado com Nikki, e hoje se condena por isso. O leitor acaba conhecendo um lado totalmente diferente do protagonista que ele é agora através de seus comentários, e ver como ele mudou e tudo o que faz para ser alguém que dê orgulho a sua ex-mulher, é lindo.
Algumas vezes nosso protagonista lia alguns livros clássicos que Nikki usava em suas aulas, já que ela é professora, e queria estar preparado quando o reencontro entre eles ocorresse. Adorava essas partes, porque o modo que ele ficava revoltado quando lia que os livros não eram tão positivos quanto ele gostaria que fossem, eram ótimos. E, como eu também sou fã de finais felizes, me identifiquei bastante com ele nesses momentos.
Uma característica que eu gostei muito na escrita do autor, é a curiosidade que ele desperta no leitor. Porque não sabemos o que aconteceu a Pat para ele ter sido internado, e o porquê de uma música o afetar tanto. Dá para imaginar que há uma ligação entre as duas coisas, mas só mais para o final do livro é que vamos descobrir exatamente o que ocorreu, e isso de uma maneira muito bem feita, sem soar chato ou cansativo.
Uma coisa que talvez incomode algumas pessoas, mas até que não ocorreu comigo, é a quantidade de vezes que ele cita o futebol americano, principalmente os Eagles, já que quase tudo relacionado ao pai, principalmente a seu temperamento, é devido ao desempenho do time, também há muito da relação entre seu irmão e até seu médico que tem a ver com os Eagles, inclusive eles cantam o hino diversas vezes.
Que final fofo! Admito que não era muito fã de Tiffany em muitos momentos do livro, principalmente porque ela era muito calada, e também não concordo com algumas de suas atitudes, mas entendo que essa visão que eu tive dela tem a ver com o fato de não poder acompanhar seus pensamentos, como ocorre com Pat. Então, por ela ser uma pessoa mais fechada, não dava para conhecê-la tão bem assim.
Uma curiosidade que eu achei interessante comentar e que eu não sabia é que a expressão em inglês “Silver Linings” refere-se a, em um dia nublado, aquela luz que escapa no meio das nuvens, e significa que mesmo as coisas ruins tem seu lado bom, coisa que tem tudo a ver com a mensagem passada no livro e no filme.
“Se as nuvens estão bloqueando o sol, sempre tento ver aquela luz por trás delas, o lado bom das coisas, e me lembro de continuar tentando, porque eu sei que, embora as coisas possam parecer sombrias agora, minha esposa logo voltará para mim.”
Amo essa capa! Além de ter Bradley Cooper (nem preciso de mais comentários! Hahaha) e Jennifer Lawrence nela, o trabalho da Editora Intrínseca está ótimo. Com verniz localizado apenas na parte central, enquanto o resto está fosco. Fora que adoro o jogo de cores utilizado, com preto, branco, cinza e amarelo (inclusive na logo da editora), além do destaque para a única cor diferente ser nos olhos dos dois.
A diagramação está muito bem feita, com um ótimo espaçamento entre as letras e um tamanho de fonte confortável para leitura. Além de as páginas serem amarelas, ótimas para ler por mais tempo.
Com capítulos curtos e uma narrativa ágil, indico essa leitura a todos que gostam de ler algo emocionante, com pitadas cômicas, personagens reais (você com certeza conhece alguém com características próximas a pelo menos um deles), através de uma história de superação e, principalmente, otimismo.
Agora vou falar das minhas impressões sobre o filme. Eu gostei dele, mas nem se compara ao livro. Sei que, quando um livro é adaptado para outro formato tem que haver mudanças drásticas para se encaixar melhor a quem assiste, principalmente porque no livro podemos acompanhar os pensamentos de Pat, já que tudo que acontece é sob seu ponto de vista, mas no filme isso não é possível porque o espectador tem que ouvir com uma visão em terceira pessoa.
Ao mesmo tempo em que sei que isso é necessário, não acho que tantas mudanças assim precisem ser feitas e é isso o que ocorre. A essência da história foi mantida, sendo que em ambos Pat passou um tempo internado em um hospital psiquiátrico, mas a duração foi totalmente diferente. Os personagens apresentam certas características próximas, mas não iguais, algumas situações vivenciadas foram parecidas, mas o rumo que elas tomavam eram outros, a participação de alguns personagens ocorreu de uma forma totalmente oposta, principalmente o modo como vemos a relação entre filho e pai amoroso, coisa que não existe nem de perto no livro, já que seu pai é distante e quase não dirige a palavra ao filho, nem a mulher (no livro eu não o suporto, mas no filme eu o adoro!), o irmão no filme também é um babaca, coisa que no livro ele não é, pelo contrário, é super legal.
Mesmo com essas e outras mudanças, o filme teve um roteiro muito bem escrito e consegue passar uma realidade para quem está assistindo sobre o que se passa com os personagens de uma maneira muito bem feita, claro que isso também pode ser notado devido a ótima interpretação dos atores escolhidos para os papeis, que deram o tom certo a eles, passando emoção e diversão na medida perfeita.
Uma outra característica que eu preciso comentar é que, como disse anteriormente, gostei da curiosidade que Matthew despertou no leitor sobre o que realmente aconteceu no passado de Pat, e isso não ocorre no filme, já que logo no começo sabemos o que o levou a ficar assim, e acho isso uma pena. Então aconselho que leia primeiro para não perder a graça a respeito dessa revelação.
Estou dando quatro casinhas na minha nota ao filme não porque ele é ruim, mas porque o livro é melhor e mais profundo, então eu esperava um pouco mais do filme. E, apesar de melhorar da metade para o final, eles apresentam finais bem diferentes.
Com diálogos inteligentes, performances admiráveis (tanto é que Jennifer Lawrence recebeu o Oscar por sua atuação), uma história comovente ao mesmo tempo em que diverte e tem um certo clima de comédia romântica, indico muito o filme também.
Uma ótima novidade para quem vai à Bienal do Rio esse ano é que o autor, Matthew Quick vai estar presente. Ainda não há uma data certa, mas será ótimo poder conhecê-lo e pegar um autógrafo.
Avaliação
Livro: 



Filme:


Vencedor: Livro
Considerações Finais: Indico ambos, mas por favor leia o livro primeiro para não estragar nenhuma surpresa.
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Cinema X Bookcase: Stardust – O Mistério da Estrela – Neil Gaiman



Em “Stardust” conhecemos Tristan, um jovem que é apaixonado pela moça mais bonita do lugarejo onde vive, Muralha. Só que ele não tem muita chance de conseguir um relacionamento amoroso com essa beldade tão disputada pelos homens do local. Um dia, durante uma conversa com ela, uma estrela cadente cai do céu a uma distância considerável, e ele faz uma promessa em troca de um desejo seu: a mão dela em casamento. Para isso, ele precisa sair em uma aventura em busca dessa estrela e trazê-la até sua amada.
Para conseguir encontrar a estrela, primeiro ele precisa passar pelo muro com guardas que divide seu vilarejo da Terra Encantada, um local onde não é permitida a entrada de humanos, exceto quando há uma feira que comerciantes de lá produzem, a cada nove anos.
Atrás desse muro há um mundo novo, cheio de magia e criaturas diversas, como gnomos, piratas voadores, bruxas más, reis, e muito mais. Sua jornada não será fácil e ele precisará tomar cuidado com o que acontece em seu caminho, já que passará por muitos obstáculos, e deverá temer em quem confiar, principalmente naqueles que não conhece, porque nem todos parecem o que realmente são, e muitos outros estão em busca da mesma coisa que Tristan: a estrela caída, mas nem todos têm planos tão nobres para ela quanto ele.
Nunca tinha lido nada de Gaiman, mas sua narrativa é encantadora e consegue prender o leitor do começo ao fim. Se você gosta de contos de fadas para adultos (mas não erótico, apesar de ter uma cena mais quente), indico totalmente essa leitura.
Vou contar para vocês como conheci esse livro. Na verdade, tudo começou há alguns anos, quando estava assistindo ao filme e percebi que ele era baseado em uma obra de Neil Gaiman. Como eu amei o filme e amo livros, não poderia ter tido uma “notícia” melhor, fui correndo procurar mais sobre ele. Confesso que quando quis comprá-lo, tive muita dificuldade em encontrar qualquer versão (foram lançadas três aqui no Brasil, duas ilustradas e uma não, que é a essa, da Rocco), estava esgotado em todos os lugares e foi uma batalha, até que um dia começou a voltar aos estoques e claro que fui correndo adquirir meu exemplar. Em seguida, não sei por qual motivo, demorei bastante para começar a ler, mas esse ano olhei-o em minha estante e pensei: “Eu preciso ler esse mês!”. E foi isso o que fiz, encaixei em minha pilha de leituras, e posso confessar que não queria ter demorado tanto assim para lê-lo? Eu simplesmente amei o livro, tanto quanto o filme, que tem diversas cenas diferentes, mas encanta bastante.
Gostei muito de todos os personagens com seus adjetivos bem marcantes e de como eles foram criados e desenvolvidos. Algumas vezes temos a impressão de que não existe apenas um principal, já que conhecemos e acompanhamos vários personagens e cada um deles tem uma grande importância no rumo que a história vai tomar.
Também adorei conhecer a Terra Encantada! Foi muito gostoso poder descobrir cada detalhe dessa terra mágica e das criaturas que ali vivem, mas não é muito detalhista e nem deixa a leitura cansativa, o que só ganha pontinhos positivos a mais.
A narrativa é um pouco diferente e pode acabar incomodando algumas pessoas, o que não aconteceu comigo. O livro é dividido em partes, e em cada parte há vários protagonistas, a narrativa é em terceira pessoa e permite que o leitor acompanhe diversos pontos distintos da história através do que está acontecendo com personagens diferentes. Eu consegui entender bem e adoro quando podemos conhecer outros ângulos de uma história que vai se interligar mais para a frente, acho incrível quando o autor consegue fazer isso e Neil Gaiman fez com maestria. Não é à toa que ele é um autor tão consagrado no mundo inteiro.
Na primeira parte conhecemos o pai de Tristan, Dunstan, e um pouco de sua história quando era jovem, e o que aconteceu naquela época que vai modificar a vida de Tristan no futuro (o presente no resto do livro). Achei super interessante poder ler essa parte, para podermos entender melhor a ligação de Tristan com a Terra Encantada.
O filme é bem diferente do livro sim, mas mantém a essência e a história principal do mesmo. Inclusive, achei bem fiel até certo momento, quando tudo fica bastante diferente. A grande maioria das pessoas prefere o filme ao livro, por ser mais movimentado, mais ágil, mais ameno (já que o livro apresenta cenas mais violentas), o romance é mais explorado, e as mudanças feitas com certeza foram para complementar a história e ficaram melhores na telona do que teriam ficado se fossem iguais ao livro. Além de todos esses elementos, o filme conta com um elenco de peso, entre os atores estão Claire Danes, Michelle Pfeiffer, Robert De Niro e Charlie Cox, e eu amei a escolha do cast.
Não vou falar sobre as modificações feitas no filme porque seria um grande spoiler e poderia acabar com a magia de quem for assistir, mas aprovei todas elas, inclusive gostei mais de como elas ficaram no vídeo do que no livro, mas ainda assim eu amei o livro tanto quanto o filme e não poderia deixar de indicar ambos, principalmente porque com a obra dá para conhecermos o incrível trabalho de Gaiman. Por todos esses detalhes, acho mais legal ler o livro primeiro para ficar ainda mais maravilhado quando assistir ao filme e não correr o risco de se decepcionar, já que a maior parte das pessoas preferem o filme.
Sobre a parte gráfica, a diagramação está muito bem feita, a fonte é pequena, mas não tive problemas na hora da leitura, as páginas são amarelas, mas bem finas. Apesar de, infelizmente, a minha edição não ser a ilustrada, no começo de cada parte, há um desenho, e a primeira e na última página do livro são ilustradas com silhuetas. Gosto muito dessa capa, inclusive porque lembra muito uma cena do livro, e o título mais o nome do autor estão em letras douradas, o que dá todo um charme, além de chamar bastante a atenção de quem vê.
Indico a leitura para todos que gostam de fantasia, conto de fadas, diversão, um mundo novo com personagens incríveis, criaturas fantásticas, muita magia e uma história cativante. Também recomendo para aqueles que conhecem Neil Gaiman e suas obras, e também para todos aqueles que gostariam de conhecer um trabalho do autor.
Fidelidade [livro - filme]: 

Avaliação:
Livro: 

Filme:


Vencedor: EMPATE

Considerações Finais: Eu realmente amei o filme tanto quanto o livro, e não poderia deixar de indicar um dos dois, mas não esqueçam de minha dica: leiam antes de assistir ao filme.


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Cinema X Bookcase - As Vantagens de Ser Invisível





Título original: The Perks of Being a Wallflower
Diretor: Stephen Chbosky    Gênero: Drama
Duração: 103min    Ano: 2012                                 Roteiro: Stephen Chbosky    País: EUA
Elenco: E. Watson, Logan Lerman, Miller
Distribuidora: Paris Films   Classificação: 14 anos
Lançamento no Brasil: 19 de Outubro de 2012

Título original: The Perks of Being a Wallflower
Autor: Stephen Chbosky
Editora no Brasil: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 223
Ano de lançamento: 1999 [EUA]
Ano de lançamento no Brasil: 2007
Veja aqui a nova capa do livro inspirada no filme.

As Vantagens de Ser Invisível conta a história de Charlie, um garoto perturbado e impopular que se vê tendo que encarar o Ensino Médio após tudo o que passou quando era mais novo. Durante a história conhecemos várias lembranças desse seu passado atordoante que nos faz perceber o que levou o protagonista ser o que é hoje: um "outsider". 
Daí vem o nome do livro, já que durante toda a narrativa Charlie nos proporciona uma visão "de fora" dos acontecimentos. Por mais que estivesse em uma reunião com os amigos, por exemplo, estava sempre um tanto à margem. Ele tem problemas em entender a si mesmo - e o mundo ao seu redor, e tenta ajudar a todos nisso, enquanto compreende quem ele é.

"- Ele é uma figura, não é?
- Ele é invisível
- Você vê as coisas. Você guarda silêncio sobre elas. E você compreende.
A Charlie!
- Não pensei que alguém tivesse reparado em mim"
“I am both happy and sad and I'm still trying to figure out how that could be.”
         Durante a história ele amadurece e tentar "participar" da vida. Patrick e Sam, seus novos melhores amigos, o apresenta a territórios antes inexplorados; um mundo de festas, sexo e drogas, e a partir daí Charlie vive seus primeiros encontros amorosos e sua adolescência.
“Maybe it’s sad that these are now memories. And maybe it’s not sad.” 
          O livro de Stephen Chbosky é estranho e confuso. Assim é, creio eu, porque toda obra é reflexo de seu protagonista, que, nesse caso, não é o que chamamos de normal. Nele, conhecemos a vida de Charlie através das cartas que ele escreve para alguém cujo nome não é revelado. Não sabemos onde ele mora, nem ao menos se os nomes dados são os verdadeiros. Ele pode ser qualquer um. Nessas cartas nada de muito extraordinário é descrito. Não há lobisomens, vampiros, bruxos... O remetente apenas conta de seu cotidiano e todas as coisas que um adolescente dos anos 90 (data de publicação) faria. Pode soar um tanto entediante, o que não nego, mas o brilho da obra é exatamente conseguir mostrar que a vida pode ser espetacular apesar de toda a rotina. Além disso, a mente de Charlie é mais agitada do que qualquer guerra em Amanhecer.
“I just want you to know that you’re very special… and the only reason I’m telling you is that I don’t know if anyone else ever has.”
          No filme, no entanto, é acrescentado um toque mais "teen", junto com um elenco de peso, como Emma Watson, Logan Lerman e Nina Dobrev. Com tantos atores conhecidos, a maioria dos jovens espectadores entraram nas salas de cinema sem nem ler a sinopse. Não que precisassem! A versão cinematográfica é maravilhosa! A película misturou facilmente duas emoções totalmente opostas; te faz chorar desesperadamente com a barriga ainda doída da gargalhada com vontade que você deu a um minuto atrás.
"- Why do I, and everyone I love, pick people who treat us like we're nothing?
- We accept the love we think we deserve"
       Logan supergato fez uma ótima atuação sendo Charlie e conseguiu pegar toda a essência do personagem. Emma estava linda como Sam, e Ezra Miller, que eu não conhecida antes, me conquistou totalmente, assim como seu personagem Patrick.
          Existem alguns ocorridos descritos no livro que não aparecem no filme, assim como o contrário. Foram retirados, principalmente, os capítulos mais apáticos, que Charlie fala de sua família. Mas, felizmente, nada mais do que isso, até porque o autor e o roteirista são a mesma pessoa (amo quando isso acontece!). E para completar, o que foi acrescentado caiu perfeitamente com a história.
“I just need to know that someone out there listens and understands and don't try to sleep with people even they could have. I need to know that these people exist.”
Quando sei que está para lançar um filme baseado em um livro, corro para ler a obra original antes de assistir. Não foi o que ocorreu no caso, e não me arrependo.
         Mas sabe o que é melhor? A sensação que você tem ao terminar de ler/ver The Perks of Being Wallflower. Você se sente feliz. E pronto para aproveitar ao máximo a vida.
“I feel infinite.”

Fidelidade [livro - filme]: 
Avaliação:
Livro: 
Filme:

 Vencedor: Filme!

Oi, gente! Essa é a estreia da nova coluna do House of Chick: Cinema x Bookcase. Espero que vocês tenham gostado! Escrevam nos comentários o que acharam, sugestões, críticas, até dicas de livros que tiveram  adaptações cinematográficas e que gostariam que resenhássemos aqui. :)



No People’s Choice Awards, As Vantagens de Ser Invisível ganhou na categoria Filme Dramático Favorito e Emma Watson como Atriz Dramática Favorita!




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