Cabe a mim
avisar que essa resenha tem spoilers
do primeiro livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo, a Guerra de Tronos (para
ler a resenha desse volume, basta clicar no título). Cabe-me também avisar que,
apesar de todas as expectativas minhas de encontrar um livro no nível do
primeiro volume, este conseguiu ser exponencialmente melhor, o que é um pouco
surpreendente.
Robert
Baratheon está morto, e sua mão, Eddard Stark, também. Joffrey Lannister
assumiu a coroa, mas as dúvidas sobre a veracidade de sua sucessão levaram ao
surgimento de uma guerra civil em Westeros: de repente, existem quatro reis no
continente, e, fora do conhecimento da maioria, uma quinta rainha além das
fronteiras, Daenerys, com seus recém-nascidos três dragões. As ações desmedidas
do novo rei, somadas com a ambição dos outros três pelo trono vão iniciar uma disputa
sangrenta pela coroa dos Sete Reinos. E para deixar as coisas ainda piores, um
exército de selvagens está marchando em direção à Muralha, querendo invadir o
reino...
Certo.
Quando comecei a ler o livro, eu esperava algo maravilhoso e envolvente, tal
como no primeiro livro—George R.R Martin já tinha cavado seu lugarzinho no meu
coração com a Guerra de Tronos e eu só podia esperar que a Fúria de Reis fosse
tão bom quanto, mas não desconfiava que ele pudesse ser superior.
Pois é. Ele
foi.
Ao contrário
de seu antecessor, que foi mais centrado nos acontecimentos políticos por trás
do início da guerra, este livro já é focado na própria guerra, tendo mais ação
e sendo mais intenso que o anterior. Aqui temos batalhas, magia, estratégias,
tudo o que se espera de um livro de fantasia medieval—finalmente, a história
mostra a que veio. Somos levados para além da Muralha e para dentro das tropas
de Stannis, para os planos de Robb e para as intrigas de Porto Real. Além dos
personagens do livro anterior, somos apresentados a novas figuras, que
rapidamente mostram sua importância no enorme e perigoso jogo que é a guerra de
tronos.
A história a
todo momento faz você prender a respiração com suas reviravoltas, pois não há
muitos momentos de paz em a Fúria de Reis—novamente, ele faz você odiar os
personagens e amá-los ao mesmo tempo, tentar desesperadamente entender suas
intenções e torcer pela sua vida e morte. Este é um livro mais pesado e
sangrento que o anterior, mas levando em conta o teor da história, isso era
algo a ser esperado.
Nota-se que
eu adorei o livro. Este é um pouco maior que o anterior, com uma diferença de
aproximadamente cem páginas entre os dois, mas a narrativa de a Fúria de Reis é
mais fluida, o que torna o livro mais rápido e fácil de ser livro do que seu
predecessor—apesar de Martin continuar mantendo o sistema de capítulos narrados
pelo ponto de vista de personagens em terceira pessoa (neste livro temos
novamente nove personagens narradores). De novo, isso pode ser um defeito.
Também notei que há uma diferença de qualidade nos capítulos narrados por
certos personagens, o que pode incomodar. Novamente, temos certas passagens
impróprias. Tirando isso, novamente Martin nos brinda com sua escrita impecável
e sem muitos defeitos a serem apontados.
A
diagramação do livro está competente—alguns erros de português que não
comprometem a leitura. Novamente, temos os mapas e o apêndice de casas, um mimo
adorável, mas as folhas da edição pocket de colecionador são muito finas e
amassam a qualquer leve estímulo, um ponto negativo. Tive medo de levar o livro
comigo para a escola, por exemplo, por medo de rasgar ou amassar as folhas na
viagem. De resto, bem agradável.
Novamente,
recomendo este livro para fãs de boa fantasia medieval, e se alguém que leu o
primeiro e está na dúvida de ler o segundo, não fique. Novamente, são mil
páginas que valem muito a pena serem lidas.
Avaliação















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