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Mais Forte Que o Sol - Irmãs Lyndon #02 - Julia Quinn

Ellie Lyndon estava caminhando tranquilamente, pensando na vida, quando de repente um homem cai literalmente aos seus pés. Charles Wycombe estava em cima de uma árvore bêbado porque estava um pouco desesperado já que tinha que arrumar uma esposa antes de fazer 30 anos, o que não faltava muito para acontecer, para não perder toda a sua fortuna para o primo distante, já que o pai tinha colocado esta condição em seu testamento.
É claro que neste momento eles ainda não sabiam que iam acabar se casando. Porém, por conta de alguns problemas em casa, Ellie precisa se casar ou a nova madrasta irá escolher seu noivo – velho, jovem demais ou com algum fato muito perturbador rodeando-o. E ela também precisará agir como uma empregada para a insuportável mulher, que agora se sente a dona do lar. Claro que com sua inteligência, Ellie conseguiu fazer alguns investimentos e tem um dinheiro guardado, porém só um homem poderia mexer nele, afinal mulheres não deveriam saber/mexer com essas coisas de acordo com diversos homens da época.
Unindo as necessidades de ambos, Ellie e Charlie percebem que o casamento de conveniência é a única saída para eles. Assim, ele vai conseguir manter sua fortuna e ela poderá conquistar sua independência e recuperar o dinheiro que é seu por direito. Porém, a química entre os dois é forte e a companhia do outro começa a ficar cada vez mais agradável. E, talvez, seguindo o caminho inverso, eles dois podem acabar se apaixonando pelo seu próprio cônjuge!
Amo a Julia Quinn com todo o meu coração. Tanto é que ela é minha autora favorita do gênero e também uma das minhas preferidas da vida. Porém, seu livro anterior dessa duologia, “Mais Lindo Que a Lua”, não foi um de seus melhores trabalhos na minha opinião, já que foi o único exemplar escrito por ela que eu não gostei, infelizmente. Então estava um pouco receosa de não amar esse segundo também, afinal a gente sempre espera adorar tudo o que nosso autor amado escreve, certo? No entanto, depois de ter finalizado essa obra, posso suspirar aliviada, já que ela é MARAVILHOSA! Me apaixonei por tudo e amei esse livro!
Primeiramente, essa é uma história divertidíssima! Me peguei gargalhando em diversos momentos da leitura, desde o comecinho até o final. O tom cômico que Quinn usou foi realmente muito agradável. Além disso, a trama é bem leve, envolvente e gostosa. Como essas já são marcas de Quinn, não podia esperar algo diferente.
Adorei a personalidade de Ellie e o fato de ela gostar de falar bastante. Parece uma geminiana, e como eu também sou, gosto de gente com quem poderia manter uma longa conversa, com uma pitada sarcástica e comentários sagazes de bônus. Além disso, ela é muito inteligente, direta, alegre, obstinada e prática. Charles também tem uma personalidade incrível, um bom coração, é bem engraçado e algumas de suas cenas bêbado eram ótimas. Os diálogos entre os dois eram muito bons e ainda tinham aquelas alfinetadas que a gente adora acompanhar nos casais que gostam muito de brigar no estilo gato e rato.
Além disso, nesse volume tivemos a oportunidade de acompanhar alguns momentos de ação e tensão – permeados com diversão também, porque foi a proposta da autora. Adoro quando ela coloca essas características na trama, porque dá uma movimentação e nos faz ficar apreensivos a respeito de como tudo vai ser resolvido.
Apesar de Victoria, protagonista do primeiro volume da duologia, ser irmã mais velha de Ellie, não tivemos participações dela neste livro, apenas alguns comentários sobre como estava a sua vida. E acho que foi a primeira vez que isso aconteceu nos livros de alguma série da autora. Mas entendo que para o desenrolar da história ela não poderia estar presente. Ou seja, você não precisa ler o primeiro para ler o segundo e vice-versa, já que são bem independentes.
A escrita de Quinn está sensacional como sempre. A trama é bem desenvolvida, assim como o relacionamento do casal, que começa de forma inusitada e vai se desenrolando aos pouquinhos, de um jeito que conquista o leitor, passando pela amizade e confiança, assim como a atração física, antes de se tornar amor. E isso é sempre encantador de acompanhar.


Mais Lindo Que a Lua - Irmãs Lyndon #01 - Julia Quinn

Robert Kemble nunca pensou que esse dia chegaria, mas, assim que viu Victoria Lyndon pela primeira vez, se apaixonou instantaneamente pela moça. Então eles logo começaram a se envolver e passaram a trocar juras de amor, porém ele é ninguém menos do que o elegante conde de Macclesfield, filho do marquês de Castleford, enquanto ela é apenas a filha do novo vigário.
Claro que ambos os pais foram totalmente contra essa união, afinal o pai de Robert era obcecado por seus títulos e por suas terras e queria um casamento no mesmo nível para o filho. Enquanto o pai de Victoria acreditava fortemente que um homem do nível social dele e com tamanhas riquezas só iria querer brincar com os sentimentos dela e desgraçar a vida da moça, que acabaria tendo sua reputação arruinada e sem chances de um casamento. Mas, contra tudo e todos, eles resolvem viver esse amor e decidem fugir na calada da noite. Só que algo acaba dando terrivelmente errado e ambos acabam se separando.
Depois de passados sete anos, Robert e Victoria encontram por acaso em uma situação totalmente diferente do passado e com tudo mudado em suas vidas, principalmente na dela. E Robert acaba percebendo que seus sentimentos pela moça ainda estão ali presentes e ele não conseguirá resistir a seus encantos, mesmo que os dois tenham ficado muito magoados com o que aconteceu entre eles anteriormente.
Porém, mesmo que Victoria ainda sinta algo por ele, não consegue lhe dar o que o jovem deseja e tenta resistir a seus encantos, já que não se acha capaz de dar uma segunda chance ao homem que despedaçou seu coração e destruiu suas esperanças. Ela deseja se manter firme a seus ideais e a sua liberdade, e não vai se “vender” por nenhum dinheiro e nem pela proposta de virar a amante do homem que nunca deixou de amar.
Mas Robert quer Victoria e não vai desistir até que ela seja dele, custe o que custar. Então ele vai fazer de tudo para que ela aceite este destino, nem que para isso precise forçar algumas situações que considera necessárias. Mas será que depois de tantas mágoas e decepções, Victoria vai ceder a ele e eles poderão se perdoar mutuamente e viver esse amor?
Devo confessar que pensei que nunca diria isso a respeito de uma obra escrita por Julia Quinn, mas detestei esse livro. A trama em si não é totalmente ruim, em minha opinião até a considero mediana e daria três casinhas na minha avaliação final. Porém, as atitudes do protagonista masculino, Robert, foram ficando cada vez piores conforme a leitura avançava. E algo muito desagradável aconteceu no meio do livro, que me deixou extremamente incomodada. E de um jeito tão ruim que eu fiquei com vontade de parar a leitura naquele momento. Admito que fiquei xingando uma atitude de Victoria e precisei correr para comentar sobre aquilo com alguém de tão indignada que fiquei.
Não posso dar muitos detalhes sobre isso porque seriam spoilers, mas vou comentar um pouquinho a respeito. O que acontece é que Robert ficou boa parte do tempo querendo provar a Victoria que a amava. Mas não de um jeito fofo, e sim mostrá-la agindo de certa forma em uma situação específica, se é que vocês me entendem. Só que em determinado momento, ela resolve agir por pura pena, já que ele lhe fez se sentir mal por uma decisão que ela tomou. Nem preciso comentar mais, apesar de querer muito para vocês poderem entender a intensidade dos meus sentimentos de raiva (se alguém quiser falar abertamente sobre isso com spoilers, me manda inbox no Face ou e-mail), mas fiquei muitíssimo chateada com essa situação e com a autora. Imagino que garotas mais novas ou mais ingênuas podem ler isso e se deixarem influenciar pelo mal exemplo da protagonista, que só teve sorte porque este é um livro ficcional e, portanto, o personagem masculino realmente a amava, mas na vida real as coisas nem sempre funcionam de maneira tão romântica.
Em compensação, a narrativa de Julia continua maravilhosa, leve e envolvente. A gente começa a leitura e ela flui tão bem que quando percebemos já avançamos muitas páginas. Além disso, há uma pitada de humor bem gostosa, que faz com que o leitor se divirta com facilidade enquanto acompanha a trama e se delicie com comentários e diálogos sarcásticos e perspicazes, situações engraçadas e personagens com pequenas e significativas participações.
Também gosto bastante da ambientação, da forma como ela consegue descrever as situações de maneira vívida e cenários e cenas de forma quase palpável, fazendo com que tenhamos a possibilidade de imaginar cada coisa muito bem, visualmente falando, enquanto mergulhamos numa época bem diferente da nossa, com damas e cavalheiros vivendo na sociedade da Inglaterra no século XIX.