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Corra, Abby, Corra! - Jane Costello

Eu sempre fui fã de chick-lits, já que este gênero me faz dar boas risadas e sempre traz uma história leve e divertida que me conquista geralmente desde a sinopse. Então, quando li mais sobre este título, logo me interessei bastante pela história, colocando-o imediatamente na minha lista de leituras. Agora venho compartilhar tudo que achei sobre este livro escrito por Jane Costello aqui com vocês.
Em “Corra, Abby, Corra!” conhecemos Abigail Rogers, mais conhecida como Abby, uma jovem de apenas vinte e oito anos que fundou a sua própria empresa de web design e que, por isso, quase não tem tempo para nada, já que trabalha muito. Até porque ela quer que a sua empresa cresça cada vez mais. Com bons amigos e uma equipe que trabalha com ela, que a moça considera como fosse sua família, Abby vive uma rotina bem atarefada e nunca faz nenhum tipo de exercício físico, além de não dar nenhuma atenção para a sua vida amorosa.
Sua melhor amiga, Jess, vive incentivando-a a levar uma vida mais saudável e, para encorajá-la, a apresenta a um médico bonitão de nome Oliver, que faz parte da corrida em que participa, para que nossa protagonista então consiga acabar tendo mais contato com ele. Quando descobre que uma de suas funcionárias tem esclerose múltipla, uma doença grave, Abby se vê mais disposta ainda a correr para ajudar a arrecadar fundos para a pesquisa da doença, e quem sabe se aproximar cada vez mais do médico bonitão.
O livro gira em torno da vida de nossa protagonista, o que gostei bastante, pois Abby é uma mulher forte e determinada, que tenta conciliar mil coisas em sua rotina, e que passa por diversas situações que nos fazem ficar cada vez mais próximas a ela. Quando acaba atropelando um motoqueiro lindo, vi que ela ainda teria mais uma coisa para sua rotina, já que teria que lidar com o seu seguro para cobrir o prejuízo da moto. Mas o que muitas vezes parece uma situação bem ruim pode acabar gerando bons resultados.
O livro é leve, descontraído, e tem uma narrativa rápida e fluida, que consegue conquistar a gente do início ao fim. Jane Costello conseguiu trazer situações cotidianas de uma forma bem gostosa, utilizando de bom humor e sarcasmo para construir uma história incrível com personagens maravilhosos e uma protagonista divina, que nos proporciona ótimos momentos e boas risadas.
A capa segue um estilo das capas do gênero e é muito bonita, eu particularmente adoro este tipo de ilustração. A edição impressa conta com acabamento soft touch (aveludado) de boa qualidade e eu curti bastante. As letras do texto estão bem espaçadas e a fonte escolhida foi uma opção agradável para nossos olhos, e o fato de as páginas serem amarelas torna tudo ainda melhor.
Se você, assim como eu, é fã de chick-lits, daqueles que conseguem nos prender com uma narrativa leve, fluida, bem descontraída e cheia de humor, não pode deixar de ler esta história. Diferente de várias protagonistas do mesmo gênero, Abby não tem problemas de autoestima, e consegue nos divertir com várias pegadas engraçadas de coisas do cotidiano. Este é aquele tipo de livro que, apesar de demorar um pouco para engatar o romance, nos faz ficar torcendo pelo casal, e consegue nos agradar bastante. Super recomendo.
Avaliação



Damas de Honra – Jane Costello


“Damas de Honra” conta a história da divertida Evie, uma mulher de 27 anos que tem problemas com compromisso – seu relacionamento mais longo não durou mais do que algumas semanas –, e que vai passar um ano agitado em meio a tantos casamentos, já que o livro é passado em um período de menos de um ano, em que algumas de suas melhores amigas e sua mãe se casam, e ela é uma das damas de honra de cada um desses eventos, junto com suas outras melhores amigas.
Em uma de suas aventuras perto do altar – já que ser dama de honra é o mais próximo que ela deverá chegar um dia desse local – conhece Jack, um homem que a faz suspirar logo de cara, e por quem Evie logo se interessa. Só tem um pequeno problema: ele é o acompanhante da linda, sensual e egocêntrica Valentina. Ou seja, ou ele não tem nada na cabeça, ou é um partido já comprometido.
Gostei de Evie e de quase todas as suas melhores amigas, inclusive da bitch do grupo, Valentina, já que é legal ter uma personagem desse estilo, pois elas trazem cenas ótimas para a trama. A única que não gostei mesmo foi a Charlotte, que no começo do livro é gordinha, e fica se sentindo inferior a todas as outras (eu, particularmente, não entendo o motivo de Charlotte se sentir tão para baixo, já que ser gordinha não é nada ruim, nem nenhum problema, e acho que ela podia olhar mais para si própria sem se diminuir perante a todos as outras pessoas do mundo, principalmente dos homens), até que fica magra e coloca suas asinhas de fora, já que faz uma sacanagem com uma de suas amigas. Isso me irritou profundamente, e se eu já não gostava dela, nesse momento comecei a odiá-la. Pessoas sem caráter são sem noção.
Outros personagens que adorei foram a mãe doidinha de Evie e seu noivo, que têm umas atitudes meio “fora do normal”, o que é bem engraçado, além deles serem um casal super legal e de alto astral, que não se importam com que os outros pensam e só querem ser felizes.
Como um bom Chick Lit, claro que podemos esperar um casal ser formado durante a história, e em “Damas de Honra” não foi diferente. Gostei bastante do casal, e Jack é um ótimo partido que me fez suspirar em muitos momentos.
Esse não é um livro super hilário, que vai te fazer gargalhar em todas as páginas, mas é uma leitura leve e divertida, e ótima para passar o tempo. Os personagens são bem construídos e preservam sua identidade da primeira até a última folha e são uma ótima companhia durante uma tarde tranquila.
Algumas das cenas mais engraçadas eram as que Evie tinha que contornar a situação com seu ex-namorado, Gareth, um chato de galochas que apresentou as tiradas mais sem noção do livro e me fizeram rir, principalmente porque Evie tentava ser legal com ele, mesmo tendo que ouvir todas aquelas asneiras.
A diagramação é simples, mas a capa, que é soft touch e apresenta umas bonequinhas vestidas de noivas, é uma fofura e tem tudo a ver com a história. Ah, e adorei o subtítulo “Quatro casamentos e nenhum funeral”, já que remete ao filme “Quatro casamentos e um funeral”, que também é uma comédia romântica. Só não achei a narrativa de Jane Costello tão parecida com a de Sophie Kinsella, que é citada na própria capa.
Essa é uma leitura rápida, já que flui de uma forma sutil e gostosa, nos encantando a cada página com suas tiradas inteligentes e sua narrativa cativante. Acredito que “Damas de Honra” poderia ser transformado em um delicioso filme de comédia romântica, e tenho certeza de que os amantes do gênero aprovariam.
Avaliação



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