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Louca para Casar – Madeleine Wickham

Uma de minhas autoras preferidas de todos os tempos é Sophie Kinsella, que na verdade é um pseudônimo utilizado pela autora para escrever alguns livros chick-lit que tem um lado mais cômico. Seu nome verdadeiro é Madeleine Wickham, que é a autora deste volume que venho resenhar para vocês. Sou um pouco suspeita para falar desta escritora, mas infelizmente os livros que ela escreve com seu nome original não me agradaram tanto quanto os livros que ela escreve como Sophie. Eu já havia lido “Quem vai dormir com quem” também publicado pela editora Record, que já foi resenhado aqui no House, para conferir clique AQUI.
Louca para casar conta a história de Milly, uma mulher que está a quatro dias do casamento perfeito, mas que guarda um grande segredo que ninguém desconfia e que pode arruinar com todo o seu dia. Isso porque dez anos atrás, quando foi fazer um curso, conheceu dois homens que viraram seus amigos, Rupert e Allan. Os três passaram a sair sempre, e para ajudar o Allan a ficar no país, ela acabou aceitando se casar com ele, e assim possibilitar sua estadia no Reino Unido.
Milly, então, voltou para sua cidade, muito tempo se passou, e agora ela está a apenas a poucos dias do seu grande dia. Mas, como ninguém parece saber do seu primeiro casamento, ela acaba ignorando o fato de que ela pode acabar cometendo bigamia. Para sua falta de sorte, o fotógrafo do seu atual casamento é o mesmo homem que ela viu muitos anos atrás, no dia do seu grande segredo, e para piorar, ele parece se lembrar das coisas.
Em meio a toda essa trama, temos outros pequenos fatos que ocorrem na vida de outros personagens, porém a gente não consegue encontrar um final decente a todos eles, isso aconteceu com a história do Rupert, que acabou de uma forma que o leitor fica sem saber como acaba, e é até um pouco frustrante com tudo o que ocorreu até então.
O livro é bom, consegue nos entreter, mas não é aquele tipo de livro como a Sophie escreve, eu pelo menos achei que ficou faltando alguma coisa. A história tinha tudo para ser perfeita, de modo que me fizesse amar e dar cinco estrelas, mas infelizmente não foi assim, porém não é um livro que eu não tenha gostado, pelo contrário, eu me diverti e achei a leitura bem fluida, só que avaliando pelo padrão alto que tenho com os livros desta autora, este não conseguiu me surpreender tanto.
A narrativa é rápida, os acontecimentos conseguem nos prender e ficamos torcendo pela história da nossa protagonista dar certo. A capa é muito bonita, representa bem o conteúdo do livro, além de ser de foto, o que eu, particularmente, gosto bastante. A diagramação está perfeita, com um bom espaçamento entre as letras, fazendo com que fique mais confortável lermos por mais tempo sem cansar a vista, e as páginas são amarelas, o que foi bem legal, já que a maioria dos livros desta autora aqui no Brasil foram publicados com páginas brancas.
Recomendo este título para todas as pessoas que gostam de uma história dramática, sendo cômica ao mesmo tempo, com uma pegada de romance e com pequenas histórias ocorrendo ao mesmo tempo que com o tema central do livro. Além de tudo, a narrativa é ágil e agradável, e quando nos damos conta já estamos no final do livro e realmente ficamos com um gostinho de quero mais quando a história termina.
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O Último Lobisomem - Glen Duncan


"Não sei se tudo é um acidente que se elucida ou um desígnio inescrutável. Não sei como as pessoas deveriam viver - mas sei que devem viver, caso consigam suportar. Você ama a vida porque a vida é tudo que existe. E só sei isso porque descobri - novamente - o amor. Não há justiça: isso eu sei. Poucas preciosidades para mostrar ao longo de duzentos e um anos." - Pág. 306

Na obra O Último Lobisomem, escrita por Glen Duncan, lançada pela editora Record, Jake Marlowe é um lobisomem, mas não qualquer um, ele é o último lobisomem, já que o vírus que infectam os humanos e os transforma em lobos está extinto. Quando se vê diante desta realidade Jake desiste de lutar por sua vida, e de lidar com os fantasmas de todos que matou que o assombram dentro de si, inclusive de sua primeira e pior morte.

O WOCOP (World Organization  for the Control of Occult Phenomena) tem como objetivo matá-lo, e Jake está disposto a deixá-los alcançar seu objetivo. Entretanto, enquanto aguarda sua última lua cheia, um assassinato inesperado e um encontro extraordinário fazem com que mude sua perspectiva da vida, fazendo-o lutar por sua vida e pelo amor.

Narrado em primeira pessoa, o livro é o diário que Jake escreveu sobre sua própria história, logo, até o capítulo 55 é sob sua perspectiva que a história se desenrola. Do capítulo 56 até o fim do livro a perspectiva passa a ser narrada por Talulla. A narrativa é dividida em três partes, sendo a primeira, segunda e terceira lua, que são as três transformações.

A mitologia criada por Duncan é muito interessante e diferente do que costuma aparecer nos livros, o que fez com que eu gostasse do livro mesmo diante do meu total desinteresse por lobisomens. O estilo da escrita lembrou muito Anne Rice, com uma diferença, enquanto Rice descreve cenas de sexos com suas preliminares e de forma não direta, Duncan é direto, explícito e as vezes até deselegante.

Jake é um personagem forte, em meio a ação divaga pelo passado e resgata escritores e outros pensadores para complementar seu discurso. Luta fervorosamente contra a vida, contra o amor e o apego, e quando acredita que conseguiu vencer encontra o que mais temia, o amor!

Sua libido é alta devido a transformação, assim o sexo é algo que passa por sua cabeça com muita frequência, ele lida com o assunto com muita praticidade e desapego, como ele mesmo diz: foder, matar, comer. Antagônico, ele alterna uma face monstro onde procura alimentar a besta que nasce a cada lua cheia, e uma face homem sensível que lamenta depois da pedra atirada. Para lidar com esta dualidade ele possui um humor fatalista, palavras ácidas e paciência curta. Mas a identificação com o personagem é inevitável.

A capa é simples e conta apenas em destaque com as fases da lua, lua esta que é fundamental no enredo do livro. A diagramação é simples e conta com uma fonte pequena. Embora tenha apenas 334 páginas, o tempo de leitura foi o dobro do normal, não sei se por uma fase minha ou pelo ritmo mais exigente que o autor tem, longe dos fáceis YA. Duncan capricha nas descrições, e com elas você tem real noção da vida lupina.

O Último Lobisomem é um livro atual com cara de clássico, com muita ação, sangue e sensualidade. É um exemplo de como fazer uma trama sobrenatural com maturidade e profundidade. É uma obra inteligente e indicada para quem não tem medo do bicho-papão rs!

P.s Publicado anteriormente no Blog Criando Testrálios.

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Fiquei Com o Seu Número – Sophie Kinsella


Eu sou meio suspeita para falar sobre os livros da Sophie Kinsella, já que amo muito essa autora e tudo que ela escreve.  Seus livros sempre entram na minha lista de preferidos e este título não poderia ser diferente. Definitivamente me prendeu do início ao fim.
“Fiquei com o seu número” conta a história de Poppy, uma jovem que acaba de perder o seu anel de noivado valiosíssimo, que era da família de seu noivo há três gerações. E, para piorar a situação, ela acaba tendo o seu celular roubado e entrando em desespero, já que tinha dado o seu número para todas as pessoas caso achassem o seu anel. Precisando encontrar o anel o mais rápido possível, já que os pais de seu noivo voltam de viagem e ela vai ter um encontro com eles, fica aliviada ao encontrar um telefone no lixo, já que vai poder distribuir o novo número e não correr o risco de seu noivo atender ao telefone de casa e acabar descobrindo tudo.
Os pais de Magnus, Antony e Wanda, são acadêmicos e extremamente inteligentes, estão sempre escrevendo novos livros e jogando palavras cruzadas com palavras bem difíceis, fazendo com que nossa protagonista acabe se sentindo inferior a eles devido a suas conversas, totalmente voltadas para assuntos filosóficos e mais sérios, que Poppy não consegue acompanhar.
Com um novo celular, Poppy pensa não ser necessário contar para Magnus sobre o anel perdido, já que provavelmente vai conseguir recuperar a tempo. Mas o que ela não contava é que Sam, o dono do celular precisa desse número já que é o número de sua secretária e ele recebe muitos e-mails e mensagens importantes ali, uma vez que este é um celular empresarial. Poppy, com seu jeito carinhoso e atrapalhado acaba convencendo Sam por telefone mesmo a dividir o aparelho com ele por pouco tempo, passando todos os recados e e-mails para ele só até seu anel ser recuperado. E, com isso, ao longo do livro acaba se metendo mais na vida de Sam do que um dia imaginou se meter.
A história é muito cativante e nos entretém de uma maneira que só Sophie consegue fazer. Poppy é uma protagonista divertida, amável e encantadora. Nos divertimos muito com os seus pensamentos, as situações em que ela se mete e como ela tenta sair delas. O livro é narrado em primeira pessoa e os personagens são muito bem construídos, fazendo com que a gente se encante por todos eles.
A única coisa que me chateou, é que eu queria que o livro não tivesse acabado onde acabou, já que quando acontece algo que estávamos esperando o livro inteiro, a história acaba. Gostaria muito que esse livro tivesse uma continuação, pois realmente tem história para ser desenvolvida a partir da onde parou, mas infelizmente eu acho que esse é um volume único.
A capa, como todos os livros da Sophie Kinsella lançado pela Record, é maravilhosa e representa bem a história. A única coisa que pode incomodar um pouquinho quem está lendo é que as páginas são brancas ao invés de amarelas, mas mesmo assim eu considero esse lançamento perfeito.
Com uma boa dose de comédia, “Fiquei com o seu número” nos garante ótimos momentos e boas risadas. Com muita confusão, a vida da nossa protagonista não é nem um pouco parada, ou seja, sempre tem novos acontecimentos na trama com um pano de fundo leve. Recomendo essa leitura para todas as pessoas que gostam de uma boa história para passar o tempo e trazer ótimos momentos. Principalmente se você for fã de chick-lit, essa obra definitivamente tem que entrar para a sua lista de leitura o mais breve possível!
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Antes de Dormir – S. J. Watson


O nome do livro é bem sugestivo e despertou minha curiosidade a respeito da leitura, ainda mais por saber que o assunto é memória ou, no caso, a perda dela, e esse é um tema que me interessa bastante. Juntando isso a uma capa extraordinária, só conseguiu aumentar ainda mais as minhas expectativas.
Em “Antes de Dormir” conhecemos Christine, que todas as manhãs acorda sem saber nada, já que sua memória apaga todas as noites quando ela dorme. Ela sempre acorda assustada e confusa e nunca sabe onde está, o que fez, e quem está a seu lado. Tudo isso é muito doloroso para ela.  Quem a faz se situar sobre o que acontece em sua vida é seu marido, Ben, que sempre parece um homem estranho para ela, porque ela nunca consegue lembrar-se dele.
Até que ela recebe uma ligação de seu médico, Dr. Nash, que a está ajudando com a sua perda de memória. Relutante em encontrar-se com ele para mais uma consulta, já que ela não se lembra dele, acaba se convencendo depois que acha um bilhete que escreveu para ela mesma, a respeito da consulta com um comentário que a deixa intrigada: “Não conte a Ben”. Além disso, a voz dele, diferente da de Ben, desperta uma certa familiaridade nela, então resolve ir em frente e se encontrar com o médico.
No encontro, ela acaba sabendo que mantém uma espécie de diário, onde escreve tudo o que acontece com ela todos os dias, e o guarda escondido de seu marido. Acha tudo muito estranho, mas precisa descobrir o que a leva a fazer isso. É a partir desse momento que podemos começar a acompanhar sua vida através de seu diário.
Se você espera uma coisa mais voltada para o romance, está enganado, esse livro é de suspense, e muito bem escrito. Dividido em três partes e narrado em primeira pessoa, é uma ótima forma de conhecer o que se passa na cabeça da protagonista e tentar entender, junto com ela, o que está vivendo.
O começo é meio cansativo, pois volta sempre como se não existisse o ontem, um passado. Deve ser muito triste ter essa sensação. No decorrer das páginas, procuramos fazer parte da vida de nossa protagonista, e acabei por imaginar como seria se tivesse essa doença. Christine é casada com Ben, um homem meio que escorregadio demais, ou melhor, muito evasivo, parece que está sempre escondendo alguma coisa dela ,o que faz com que quem o leitor tenha a sensação de que eles não tem uma conexão, tipo um relacionamento forçado, meio que superficial. Mas eu até entendo isso, pois era preciso demonstrar esse tipo de distanciamento entre os dois para começarmos a entender o desenrolar da história.
Quando surge seu médico, o Dr. Nash, que a incentiva a escrever tudo o que se passa com ela durante o dia, e a lembra de ler no dia posterior, também podemos perceber que ele possui acesso a muitas coisas sobre ela. Com certeza deve ser muito angustiante não saber em quem confiar, mas ela precisava fazer isso acreditando nas palavras do médico de que poderia conseguir a cura.
Christine não entende seu relacionamento com Ben porque nunca lembra dele, alguma lembrança de seu marido ocorre quando, acompanhada pelo médico, ela vai à antiga casa que havia morado com Ben. Lá, sente sensações prazerosas que a fazem acreditar que o amava. Christine tem uns tipos de visões que remetem o passado, muito reais dependendo do local em que está.
A vida dela é como se, além de não existir passado, não existisse futuro, só um presente cheio de medo sobre em quem confiar, dúvidas sobre quem fala a verdade, quem são as pessoas que a cada novo dia aparecem em sua vida e não saber como desvendar esse mistério. Foi graças a seu diário que tudo começou a tomar sentido. Ela foi, aos poucos, decifrando sua vida. O livro vai nos envolvendo e faz com que o leitor tente, junto com a protagonista, achar as respostas para tudo isso. A gente acaba vivenciando seus sonhos, sua angústia, sua necessidade de resolver tudo que se passa em torno dela.
A doença que Christine tem se chama amnésia (perda de memória total ou parcial que pode ou não ser temporária e causada por diversas razões), e foi conseguida depois de um acidente que ela sofreu. Só não posso falar que tipo de acidente foi esse, e como tudo aconteceu e como ela passou por isso, se não vai estragar uma parte das descobertas do livro. Espero que você não fique ansioso demais, pois é isso que ocorre com a gente, querendo tentar resolver o caso dela o mais rápido possível.
Esse é primeiro romance de S.J.Watson, e uma curiosidade é que ele o escreveu para um curso que fez, o “Como escrever um romance” da Faber Academy, e agora se tornou um sucesso internacional, vendido para mais de quarenta países e com os direitos de adaptação ao cinema comprados.
Um livro que apresenta personagens muito bem construídos, com uma narrativa envolvente e emocionante, que prende o leitor do começo até o fim, mesmo sendo um tema comum. E que final incrível! Super recomendo a leitura.
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Retrato do Meu Coração – Patricia Cabot


“Retrato do meu coração” é a sequência do livro “A Rosa do Inverno”, que já foi lançado no Brasil, porém por uma editora diferente. Eu ainda não li o primeiro título e como consegui acompanhar bem a leitura, acho que, apesar deles serem sequência, são como histórias independentes. Então se você, como eu, ainda não leu “A rosa do Inverno” e quiser começar por “Retrato do meu coração” vá em frente.
O livro conta a história de Maggie, uma mulher muito bonita e uma excelente pintora, que tem o dom de pintar qualquer coisa ou pessoa de forma perfeita. Ela tem a cabeça muito à frente das pessoas de seu povo, uma vez que suas ideias e suas atitudes não são apropriadas para a época.
Na história Maggie foi criada com Jeremy Rawlings, um garoto baixinho e magricela com quem compartilhava uma amizade e ao mesmo tempo vivia brigando. No entanto eles ficam cinco anos sem se ver quando Jeremy parte da sua cidade para fazer faculdade e, ao retornar, ele fica encantando em ver que sua antiga amiga de infância, que era desengonçada e alta, virou uma bela e atraente mulher.
Mas esse encontro que aconteceu de um jeito um pouco fora do comum acaba despertando sentimentos em ambos e mais tarde, no mesmo dia, eles acabam se beijando até serem interrompidos pelo tio de Jeremy que fica chocado com a cena. Esse acontecimento desperta uma briga entre Jeremy e seu tio, e ele então decide se alistar no exército para poder voltar mais maduro e poder se casar com o seu amor.
Jeremy é mandado para Índia e lá fica por mais cinco anos sem ver sua amada Maggie. Nesse tempo muita coisa acontece, nossa protagonista vai estudar artes em Paris, e ambos acabam conhecendo novas pessoas. O que posso dizer sobre o reencontro dos dois depois de todo esse tempo? Leiam, pois não irão se arrepender.
Como é característico de Cabot, os personagens são muito bem construídos, de forma que nos encanta, além de nos divertir sempre com seus diálogos inteligentes e bem humorados.  A história nos envolve, prendendo o leitor de uma forma que fica difícil de largar. Assim que comecei a ler não consegui mais parar. A leitura é rápida e flui muito bem.
Outra característica bastante marcante é a ironia que os personagens da história trazem consigo, o que é bem divertido, mesmo o humor ácido de Jeremy nos arranca algumas risadas.
O livro é um romance histórico, então muitas cenas calientes são narradas em toda trama, por isso, se esse fato te incomoda, você provavelmente não vai gostar muito de “Retrato do meu coração”. Mas se você como eu, não liga, pois o que importa mesmo é o enredo maravilhoso deste livro, então provavelmente vai adorar.
A capa do livro é maravilhosa, o jogo de cores escolhidos está tão lindo que fico admirando a capa o tempo todo. O trabalho gráfico feito pela Record está, como sempre, impecável, o que só aumenta ainda mais as qualidades desse livro.
Acho que todo mundo já sabe, mas caso alguém ainda não saiba Patricia Cabot é um pseudônimo de Meg Cabot (autora de diversos livros, como Diário da princesa). Ela usa esse pseudônimo para lançar seus romances históricos.
Super recomendo a leitura para todos, e espero que vocês se divirtam tanto quanto eu.
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Damas de Honra – Jane Costello


“Damas de Honra” conta a história da divertida Evie, uma mulher de 27 anos que tem problemas com compromisso – seu relacionamento mais longo não durou mais do que algumas semanas –, e que vai passar um ano agitado em meio a tantos casamentos, já que o livro é passado em um período de menos de um ano, em que algumas de suas melhores amigas e sua mãe se casam, e ela é uma das damas de honra de cada um desses eventos, junto com suas outras melhores amigas.
Em uma de suas aventuras perto do altar – já que ser dama de honra é o mais próximo que ela deverá chegar um dia desse local – conhece Jack, um homem que a faz suspirar logo de cara, e por quem Evie logo se interessa. Só tem um pequeno problema: ele é o acompanhante da linda, sensual e egocêntrica Valentina. Ou seja, ou ele não tem nada na cabeça, ou é um partido já comprometido.
Gostei de Evie e de quase todas as suas melhores amigas, inclusive da bitch do grupo, Valentina, já que é legal ter uma personagem desse estilo, pois elas trazem cenas ótimas para a trama. A única que não gostei mesmo foi a Charlotte, que no começo do livro é gordinha, e fica se sentindo inferior a todas as outras (eu, particularmente, não entendo o motivo de Charlotte se sentir tão para baixo, já que ser gordinha não é nada ruim, nem nenhum problema, e acho que ela podia olhar mais para si própria sem se diminuir perante a todos as outras pessoas do mundo, principalmente dos homens), até que fica magra e coloca suas asinhas de fora, já que faz uma sacanagem com uma de suas amigas. Isso me irritou profundamente, e se eu já não gostava dela, nesse momento comecei a odiá-la. Pessoas sem caráter são sem noção.
Outros personagens que adorei foram a mãe doidinha de Evie e seu noivo, que têm umas atitudes meio “fora do normal”, o que é bem engraçado, além deles serem um casal super legal e de alto astral, que não se importam com que os outros pensam e só querem ser felizes.
Como um bom Chick Lit, claro que podemos esperar um casal ser formado durante a história, e em “Damas de Honra” não foi diferente. Gostei bastante do casal, e Jack é um ótimo partido que me fez suspirar em muitos momentos.
Esse não é um livro super hilário, que vai te fazer gargalhar em todas as páginas, mas é uma leitura leve e divertida, e ótima para passar o tempo. Os personagens são bem construídos e preservam sua identidade da primeira até a última folha e são uma ótima companhia durante uma tarde tranquila.
Algumas das cenas mais engraçadas eram as que Evie tinha que contornar a situação com seu ex-namorado, Gareth, um chato de galochas que apresentou as tiradas mais sem noção do livro e me fizeram rir, principalmente porque Evie tentava ser legal com ele, mesmo tendo que ouvir todas aquelas asneiras.
A diagramação é simples, mas a capa, que é soft touch e apresenta umas bonequinhas vestidas de noivas, é uma fofura e tem tudo a ver com a história. Ah, e adorei o subtítulo “Quatro casamentos e nenhum funeral”, já que remete ao filme “Quatro casamentos e um funeral”, que também é uma comédia romântica. Só não achei a narrativa de Jane Costello tão parecida com a de Sophie Kinsella, que é citada na própria capa.
Essa é uma leitura rápida, já que flui de uma forma sutil e gostosa, nos encantando a cada página com suas tiradas inteligentes e sua narrativa cativante. Acredito que “Damas de Honra” poderia ser transformado em um delicioso filme de comédia romântica, e tenho certeza de que os amantes do gênero aprovariam.
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A Mulher de Preto - Susan Hill

“Não é uma história de terror. Também não se trata de um simples suspense. É a narrativa de um homem perturbado, cuja história permaneceu oculta sob lágrimas e pesadelos até que, com idade avançada, ele foi capaz de exorcizá-la, repousando-a em um relato que jamais deveria ser lido. Até hoje.”
  Um suspense épico. Em minha opinião, simplesmente perfeito. Você é levado a sentir o mesmo (ou no meu caso, fiquei ainda em mais suspense) que Arthur, nosso personagem principal que se vê obrigado a ter como sua primeira viagem de trabalho, ir a um enterro de uma senhora que era uma das maiores contribuintes da empresa em que trabalhava, mas esta senhora morava em um lugar distante e não tinha amigos.
      O lugar em que é a história acontece é descrito com uma riqueza de detalhes realmente impressionante, algumas vezes você é capaz de sentir como se estivesse naquela neblina, ouvindo os gritos.
     Os personagens são realmente encantadores, Arthur é um jovem corajoso, que procura as respostas para os mistérios que encontra. Sr. Daily, um outro personagem que ajuda Arthur, e a mulher de preto é uma personagem temida por todos daquela cidade. Arthur pergunta para as pessoas, mas ninguém parece ter coragem de falar quem é aquela mulher, ou a história por trás dela, e ele vai descobrindo aos poucos.
    O livro é pequeno, uma leitura bem gostosa. Eu, pessoalmente, o li em apenas 1 dia, e comparando ao filme o livro é BEM melhor (na minha opinião o livro é sempre melhor kkk'). Eu realmente fui ao cinema ver o filme só porque Daniel Radcliffe era o Arthur e eu queria vê-lo em outro personagem. A atuação foi boa, nada incrível, simplesmente boa em minha opinião.
   Livros como esse são raros de encontrar, sabe?! O autor não fica enrolando, a leitura é gostosa e a história é simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A.
  Super recomendado para todos as pessoas. Eu, que não leio muitas histórias de suspense, fiquei tão encantada com este livro que simplesmente já devo ter comprado pelo menos uns três ou mais livros de terror ou suspense.
 Sem dúvida este livro foi uma das minhas melhores compras do ano. Leitura obrigatória para todos que apreciam um bom livro.
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Uma Noite no Chateau Marmont – Lauren Weisberger


“Uma Noite no Chateau Marmont” conta a história do casal Julian e Brooke, que vivem em NY e são cidadãos comuns. Brooke trabalha em dois empregos para ajudar seu marido, que é um músico, a frequentar um estúdio para gravar algumas músicas e assim investir em sua carreira, na qual ela sempre confiou.
Até que um dia seu talento é reconhecido por um executivo da Sony e Julian, aquele homem que tocava em bares para ganhar dinheiro, se torna um astro do rock “da noite para o dia”.
Agora suas vidas começam a mudar radicalmente. Paparazzi começam a ir atrás deles registrando todos os momentos até conseguir, finalmente, emplacar uma foto reveladora que foi tirada em uma noite no Chateau Marmont, e que pode fazer com que o relacionamento dos dois mude drasticamente, assim como suas vidas mudaram.
Quando peguei esse livro para ler, tinha boas expectativas, mas também estava meio receosa. Vou explicar o motivo. De todos os livros de Lauren, eu já havia lido O diabo veste Prada, e adorei (assim como adorei o filme), apesar de já ter lido há alguns anos, então não lembro muito da história (só do filme, mas como sempre há diferenças), esse era o motivo das minhas boas expectativas. Mas li alguns chick-lits adultos ultimamente que, mesmo com as expectativas altas, acabaram me decepcionando, então esse era o motivo do meu receio ao começar a lê-lo.
Mas posso afirmar que eu simplesmente amei! Acho que a história ficou bem próxima de algo real. Lauren soube passar sentimentos e situações que poderiam ocorrer com qualquer pessoa que tivesse sua vida virada como um ângulo de 180° devido a descoberta do talento de seu marido – que ela sempre soube que existia – e a consequente recente fama.
Outra coisa que achei legal é que geralmente os livros contam a história da pessoa que conquistou a fama, que teve a sua vida mudada porque conquistou algo, e não o lado da pessoa que está ali apenas apoiando. E nesse livro é exatamente sobre essa pessoa que lemos: é sobre a mulher que era apenas uma pessoa normal com empregos normais e com uma vida que não tinha nada de interessante para as mídias, e que de repente é fotografada até em frente à sua própria casa, e tem seu casamento e até o que ela compra no supermercado estampado em todas as revistas de fofocas nacionais.
E também há muitos chick-lits que contam sobre a garota que é solteira com quase trinta anos – ou com um pouco mais de trinta – que não consegue se firmar em um relacionamento sério enquanto todas as suas outras amigas estão se comprometendo, casando e tendo filhos – na verdade existe uma personagem com essas características nesse livro, a Nola, melhor amiga de Brooke. Mas, nesse caso, conhecemos a história de Brooke e Julian, um casal apaixonado e casado há alguns anos e que ainda não teve filhos apenas por opção, mas que não enfrenta problemas no relacionamento e que se amam e se respeitam acima de tudo.
Muitas vezes durante a leitura fiquei com raiva de Julian, querendo entrar na história para apoiar Brooke e querendo que ela xingasse e falasse boas verdades a ele. Porque ele a fez sofrer diversas vezes, além de diversos sacrifícios que ela fez em nome do seu amor, enquanto ele estava aproveitando a boa vida que o sucesso lhe trouxe.
O final é compensador, é tão real. Um amor quase palpável e muito bonito de se ver. Aquele amor que supera barreiras e segue em frente, porque a vida de uma pessoa está ligada à da outra, mesmo com tudo que pode acontecer ao redor. Foi apaixonante, e eu simplesmente amei.
Esse livro é em terceira pessoa e geralmente eu prefiro os escritos em primeira pessoa, mas dessa vez preciso concordar que dessa maneira ficou melhor. Ter uma certa distância do que Brooke pensa pode ter sido compensador, pois talvez pudesse ficar chato e maçante ter que ler os pensamentos dela a respeito de tudo o que passou a acontecer em sua vida.
Gosto muito da capa, é simples e linda ao mesmo tempo, além de seguir o padrão da maioria dos livros de Lauren Weisberger. A diagramação é normal, não há nada de diferente, e as páginas, infelizmente, são brancas.
Eu recomendo esse livro, principalmente para quem gosta de um bom chick-lit, mesmo sem muitas cenas cômicas, mas com ótimos personagens e uma trama cativante.
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Novidade + Resultado de Promoções


Oii gente! O post de hoje é bem legal, já que trago uma super novidade para vocês e de quebra o resultado de duas promoções!
Primeiramente gostaria de falar sobre a novidade! É que o Grupo Editorial Record, com o selo da Editora Best Seller, está lançando a nova biografia de ninguém menos do que o ex-Beatle, Paul McCartney: FAB - A Intimidade de Paul McCartney.
E não para por aí: com um grande lançamento, nada melhor do que um grande evento para marcar esse acontecimento. Então, quem é do RJ, ou pode vir para cá, está convidado a comparecer! Vai ter até show com banda cover dos Beatles e sorteio de livros! A entrada de menores de idade também é permitida, mas quem for maior de idade e chegar cedo – sendo um dos 50 primeiros – ainda vai ganhar uma cerveja! Vejam o convite:
Informações:
- Data: 05/dezembro
- Local: Big Ben Pub - Rua Muniz Barreto 374
- Horário: das 19:30 a 00:30
- Entrada gratuita

Atrações:
- Banda cover de Beatles
- sorteios de livros
- Os 50 primeiros ganham uma cerveja
- Venda de livros de músicas com desconto 

*É permitida a entrada de menores de idade. 

Agora quem está curioso para saber se foi um dos ganhadores das promoções? Clique em mais informações e veja quem ganhou!



Resultado Promo “Eu amo o House of Chick e as Editoras nacionais”



Oi gente! Tudo bem? Hoje venho com o resultado da maravilhosa promoção “Eu amo o House of Chick e as Editoras nacionais”, que aconteceu no House of Chick em parceria com as editoras Nacionais em comemoração ao aniversário de 1 ano do blog. Foram 21.996 entradas divididas em todos os kits, que premiaram 19 ganhadores de uma só vez.
Espero que todos gostem do resultado, mas quem não ganhou, não desanima, pois muitas outras promoções estão para entrar no ar e esperamos premiar todo mundo!
Obrigada a todos que participaram pelo carinho e pela consideração de vocês em sempre fazer do House of Chick um blog melhor.
Agora chega de falar e vamos aos ganhadores!


Mini Becky Bloom - Becky Bloom #06 - Sophie Kinsella


Desde que eu li o primeiro volume de Becky Bloom (Os Delírios de Consumo de Becky Bloom) pela primeira vez, eu me apaixonei pela série e pela autora de uma forma que fiquei contando as horas para poder ler o próximo. E lembro que assim que eu terminei de ler, fui correndo na Saraiva comprar os que faltavam, pois eu não conseguia esperar.
Esse livro é realmente envolvente, e apresenta uma forma cômica que prende você do início ao fim, não tem como não se divertir com as trapalhadas de Becky, ou ficar falando “Não faz isso!” para ela em determinadas horas, e muito menos não dá pra não ficar com pena quando algo sai errado. Eu sinto todas essas emoções quando estou lendo a série e por isso super recomendo ela para todo mundo. Quem ainda não leu, leia, pois vai se apaixonar. 
Eu comecei essa resenha falando um pouco sobre como eu amei a série e tal, pois como ela nunca tinha sido resenhada aqui no blog (falha minha,mas é que eu li os livros há tanto tempo que fiquei com medo de fazer resenha e sem querer acabar dando spoiler ou podendo confundir a ordem dos acontecimentos de algum livro e tal). Como esse (Mini Becky Bloom) é sexto volume da série, essa resenha vai acabar tendo alguns spoilers dos outros livros, e por isso se você ainda não leu nenhum dos livros é melhor acabar de ler por aqui ou pode acabar descobrindo algumas coisas... hehehe A menos que não se importe com spoilers e queria continuar lendo.
Bom, nesse livro conhecemos a Minnie, filha da Becky com o Luke que já tem dois anos de idade e apronta todas nos divertindo muito. Ela é uma menina muito inteligente e também bem levada, e bem  mimada também, e com isso acaba metendo a Becky em grandes confusões.
Morando ainda na casa dos pais, e com o Luke ainda sempre muito ligado no trabalho, passamos o livro vendo as trapalhadas da nossa protagonista que a gente tanto ama, e reconhecemos algumas de suas habilidades na Minnie. Ela acaba agarrando as coisas que quer e gritando meuuuu, fazendo com que seja expulsa de alguns lugares, além disso a Becky não consegue dizer não, então cria um jeito simples e fácil de resolver as coisas, ela começa a dar uma mesada para sua filha de dois anos. Só que como sua mesada é bem pequena,ela faz uns adiantamentos de alguns meses ou ate mesmo anos para a sua filha para poder comprar tudo somente com a mesada.
Tudo está perfeito na vida de Becky até que uma grande crise financeira faz com que todo mundo comece a economizar, inclusive ela, que faz um acordo com seu marido para gastar menos.
Porém é nesse tempo de vacas magras, mesmo nessa época de economias, Becky resolve dar uma festa de aniversário para Luke, já que ele não comemora essa data há muito tempo.
Com a crise e pouca grana, ela encontra um jeito de manter as vendas da loja onde trabalha, criando um atendimento personalizado bem do jeitinho dela e tenta fazer o que todos acham que vai ser impossível, uma festa surpresa perfeita.
Becky não é muito boa em inventar histórias para despistar o Luke e isso faz com que a gente caia literalmente na gargalhada com as suas explicações. E nesse meio tempo onde ela paga diversos micos, trabalha na loja e na festa ela ainda tem que cuidar da filha, já sabe pedir taxis sozinha e se meter em confusões que nem a mãe.
Mais uma vez eu super recomendo esse livro. Quem gosta de Chick-Lit, não pode deixar de lê-lo. É uma leitura muito gostosa, que nos faz ficar viciadas em saber o que vai acontecer. E acrescenta muitas risadas no nosso dia, com certeza.
Sobre a capa eu simplesmente amei. Achei uma fofura e para mim é a mais bonita de toda a série.
Sophie Kinsella, como sempre, mostra que a Becky ainda pode nos divertir muito, e espero eu que ainda venha muitos e muitos livros sobre suas trapalhadas pela frente. 


Intensidade é o que eu vivo enquanto lutas eu assisto. Se a aposta ele ganhar, com ele vou morar.
Avaliação