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20 Mil Léguas Submarinas – Jules Verne


Como estou adorando me aventurar em Clássicos, sempre tento adicionar livros desse estilo na minha lista de leituras. Por já ter lido três obras de Verne, também publicadas pela coleção #ClassicosZahar, e adorado, escolhi este, que era o último que faltava, como minha leitura da vez.
Nesse volume, vemos que várias embarcações estão sendo “aterrorizadas” por um monstro que ninguém consegue desvendar. Sendo assim, a marinha resolve mandar uma tripulação a bordo do navio Abraham Lincoln para desvendar esse mistério. Após o navio ser atacado, vemos que o professor Aronnax, junto com seu criado e com o arpoador Ned Land caem no mar. Eles são resgatados pelo capitão Nemo e feitos de prisioneiros em seu Submarino Náutilus. Então acompanhamos as aventuras vividas por nosso protagonista durante o período que eles estiveram a bordo desse submarino.
Enfrentando criaturas das profundezas e conhecendo o fundo do mar e a exuberância de sua fauna e flora, vamos entrando em várias aventuras, seja para caçar pérolas ou atravessar o Mar Vermelho para o Mediterrâneo. Com muitos detalhes, esse livro tem a narrativa um pouco mais lenta do que os outros títulos do autor. E é uma aventura futurística que consegue conquistar a gente com toda a criatividade de Verne. Se lembrarmos que esse volume começou a ser escrito em 1866 e várias das invenções citadas não existiam na época, podemos afirmar que é muito é muito à frente do seu tempo.




A Volta Ao Mundo Em 80 Dias - Jules Verne

Já li dois livros de Jules Verne (“A Ilha Misteriosa” e “Viagem ao Centro da Terra” – clique nos títulos para conferir as resenhas), ambos publicados pela Zahar, e fiquei completamente apaixonada por sua narrativa e, claro, suas histórias. Desde então, fico desejando que a editora publique novas obras escritas por ele e uma das mais desejadas era, sem dúvidas, “A Volta Ao Mundo Em 80 Dias”, um dos seus títulos mais conhecidos.
Quando a editora anunciou que ia publicá-lo em uma edição especial Comentada e Ilustrada da coleção Clássicos Zahar, não consegui fazer nada além de desejá-lo fortemente. E, assim que tive a oportunidade, comecei minha leitura. Ao terminá-la, posso afirmar que Verne é um dos meus autores clássicos favoritos, e agora venho compartilhar com vocês tudo o que achei desta obra.
Neste título conhecemos o cavalheiro inglês Phileas Fogg, um homem rico e solitário, que é conhecido por sua pontualidade e organização. Certo dia ele é desafiado pelos companheiros de seu clube, onde aposta que é capaz de dar a  volta ao mundo em oitenta dias. Então, junto do seu novo criado, Jean Passepartout, vemos Phileas entrar em uma grande aventura, onde são contadas as horas, minutos e segundos para ele conseguir cumprir a sua parte na aposta e não perder sua fortuna.

Acompanhamos, então, o trajeto desses dois numa grande jornada, na qual eles utilizam trens, navios, elefantes, trenós, etc., tudo para conseguir alcançar o objetivo dentro do tempo determinado. Mas, como toda a boa aventura, nosso protagonista tem que lidar com o detetive Fix, um homem que acredita que Phileas é um ladrão que roubou o banco de Londres e está usando a aposta como pretexto para fugir com o dinheiro do assalto, e, por este motivo, faz de tudo para atrasar a viagem de nossos personagens criando diversos obstáculos. Fora as situações absurdas e todo o tipo de contratempo que ambos passam na viagem, mesmo sem a intromissão de terceiros.

Vemos vários acontecimentos interessantes durante todo o caminho, sendo uma viagem empolgante e surpreendente do início ao fim, onde aprendemos um pouco mais sobre os lugares, costumes e tradições de onde passavam, e vemos como eles andam até mesmo de elefante para tentar alcançar o objetivo e se deparam com diversos tipos de cultura, diferentes paisagens e personagens encantadores.

Com uma narrativa rápida, fluida, bem-humorada e objetiva, acompanhamos as grandes aventuras de nosso protagonista e seu mordomo. Foi bem gostoso ver a relação dos dois, já que vemos como Jean criou uma grande admiração pelo Fogg, sendo uma pessoa muito fiel, e fazendo de tudo para ajudá-lo em todos os momentos. Foi bem legal ler sobre esses dois, e o fato de os personagens serem muito bem escritos, cada um com o seu jeito de ser, fez com que a história ficasse ainda mais gostosa. Além disso, a realidade nas ações e sentimentos dos personagens fizeram com que a gente se aproximasse deles, torcendo em cada virada de página para que tudo desse certo, já que conseguiram nos cativar.


Viagem ao Centro da Terra – Jules Verne

Gosto bastante de clássicos, por isso tento ler um sempre que possível, intercalando entre uma leitura e outra. Então desta vez resolvi escolher “Viagem ao Centro da Terra”, uma história que já assisti ao filme e curti muito, e que achei que já estava mais do que na hora de conhecê-la mais a fundo, pegando, assim, a versão em livro da mesma, já que sou uma viciada em leituras, e esta obra foi escrita por ninguém menos do que Jules Verne.
Neste volume conhecemos Axel, um menino que vive com o seu tio, um professor alemão e cientista poliglota de nome Otto Lidenbrock, em Hamburgo. Sua vida começa a mudar quando o seu tio encontra, dentro de um livro que adquiriu em um sebo, um manuscrito do século XVI que pertenceu a um alquimista islandês chamado Arne Saknussen, totalmente em códigos. E Otto começa a ficar obcecado para descobrir o significado.
Quando descobrem que o manuscrito possui uma afirmação do alquimista de que é possível chegar ao centro da Terra, eles partem em uma jornada para Islândia, onde encontra-se o vulcão adormecido Sneffels que, de acordo com o documento, é a entrada para o centro de Terra. Ao chegarem lá, acabam encontrando Hans, um guia turístico que os ajuda e acaba se aventurando com os dois nesta aventura, sendo que ele é de extrema importância em toda a história para que eles consigam realizar a trajetória.



Esta obra é bastante gostosa e é realmente um clássico que deve ser lido por todos. A narrativa é bem detalhada, o que pode incomodar algumas vezes, principalmente com as descrições das rochas e minerais, mas quem curte esse tipo de informação vai se amarrar, só que isso torna a leitura um pouco mais arrastada.

“Viagem ao centro da Terra” consegue nos conquistar com a narrativa desta jornada cheia de perigo e mistérios, de animais extintos e paisagens lindas, além de mostrar como esses três conseguem se sair nesta jornada, enfrentando diversas aventuras e muitas dificuldades. A narrativa é em primeira pessoa pelo ponto de vista de Axel, o que foi bem legal, já que sua visão nos deu uma perspectiva da história como se estivéssemos lá com ele.

E a escrita de Verne é muito interessante e ele tem uma grande capacidade de prender o leitor, inserindo-nos naquele mundo com facilidade, além de conseguir fazer com que visualizemos cada um dos cenários e situações que os personagens vivenciam. Acho fantástico pensar que ele teve essas ideias em uma época totalmente diferente da nossa e ainda ser um dos pioneiros do gênero ficção científica.


A Ilha Misteriosa – Jules Verne

Os livros da Editora Zahar conseguem nos surpreender pela grandiosa qualidade das obras no geral, já que eles trazem títulos incríveis com um trabalho gráfico perfeito, além de traduções maravilhosas. Claro que eu sempre fico morrendo de vontade de ter todos os livros de seu catálogo na minha estante, e ir ao estande deles na Bienal é sempre quase doloroso para mim, visto que não posso voltar com um exemplar de cada. Mas, aos pouquinhos, minha estante ganha um novo morador, que a deixa ainda mais bela visualmente falando e também em questão de conteúdo. Bom, vou parar de ficar divagando por aqui e vou falar para vocês sobre esta obra memorável denominada “A Ilha Misteriosa”, um dos clássicos Zahar que despertou muito meu interesse, e que amei a leitura, então venho explicar o motivo de eu ter gostado tanto.
Neste volume conhecemos a história de cinco prisioneiros da Guerra Civil Americana e um cachorro, que, para fugir da prisão Richmond, a qual estava totalmente protegida por tropas armadas, resolveram seguir pelo único jeito possível: fugir pelos ares. Assim, eles embarcam em um balão, mas o que eles não esperavam é que um terrível furacão ia acabar fazendo com que fossem arrastados para uma ilha deserta do Pacífico Sul, contando somente com a roupa do corpo, já que tiveram que se livrar de todo peso extra como armas, munições e mantimentos, para conseguirem continuar no ar.

Agora, este pequeno grupo que, com sucesso, chegou a terra, indo parar na ilha Lincoln, tem uma longa trajetória para conseguir sobreviver, e, por conta disso, vivem grandes aventuras. Liderados pelo engenheiro Cyrus Smith, o grupo enfrentou um grande problema quando ele e seu cachorro desapareceram antes de chegar à ilha, tendo ambos caído no mar.


Em terra firme e desbravando o local, acabam achando uma caixa com mantimentos, armas, pilhas, etc., e depois de um tempo eles encontram uma garrafa com um pedido de socorro da ilha vizinha. Além disso, conseguem criar uma casa na rocha, fazem mobílias com que encontram por lá, e ainda roupas, plantações, etc. Juntos, eles conseguem se virar bem e criam coisas incríveis, refazendo toda a longa trajetória da civilização.

Não pensem que esta é somente uma história de sobrevivência e sobre o desenvolvimento e progresso da civilização, ela é muito mais do que isso, visto que nesta ilha há uma presença misteriosa que sempre acaba participando de um jeito ou de outro de momentos decisivos, além de grandes aventuras envolvendo até mesmo piratas.

A narrativa é rápida e bastante fluida, nos prendendo o tempo todo com suspense e mistérios. Gostei muito de como o autor conseguiu escrever esta história, que possui pouco mais de quinhentas páginas, sem deixá-la nem um pouco cansativa. Em vários momentos, inclusive, me peguei pensando no que eu faria no lugar desses personagens incríveis que construíram tanto com tão pouco.

O livro contém muitas ilustrações originais em preto e branco, que por sinal são incríveis (tirei fotos de algumas para vocês verem), que nos ajudam a entender um pouco mais sobre a visão do autor na história, enriquecendo ainda mais a trama. A capa, dura, é total e completamente apaixonante, assim como a folha de guarda, repleta de elementos relevantes ilustrados, mais um trabalho fantástico da Babilônia Cultural, que eu não me canso de admirar e elogiar. O texto é bem diagramado e as páginas são amarelas, facilitando a leitura.