Mostrando postagens com marcador Editora Zahar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Zahar. Mostrar todas as postagens

O Jardim Secreto – Frances Hodgson Burnett

Mary Lennox é uma menina pequena, magrinha e com aparência maltratada, que vive na Índia com os pais, que não mantêm qualquer tipo de contato com ela, deixando-a sob a supervisão da aia. Por isso, a garota se tornou mimada e irritada com tudo.

Até que seu destino muda quando uma epidemia de cólera mata todos ao redor, e ela se torna a única sobrevivente da família. Assim, é enviada para morar com o tio no coração da Inglaterra rural, Yorkshire. Como o tio nunca superou a morte da esposa, sai em viagens constantes, raramente parando em casa. Então a pequena Mary precisa aprender a viver sozinha pelo quintal, descobrindo a vida e a si mesma, afinal as coisas são bem diferentes da Índia.

Em uma de suas explorações, conhece um Jardim Secreto que pertencia a tia e está trancado. Com vontade de fazer tudo reviver e prosperar, ela embarca numa jornada fazendo o que pode e conta com a ajuda de Dickon, um encantador menino que conversa com plantas e animais e é adorado por todos. Depois, acaba descobrindo que tem um primo, Colin, que vive como um inválido deitado na cama esperando pela morte. E decide fazer a diferença na vida dele para que conheça mais coisas e pare de pensar em besteiras. Então os três passam a construir uma bela amizade que muda a vida de todos e também o jardim, que se torna um objetivo em comum.

Acho que nada melhor do que começar essa resenha dizendo 2 coisas. Pensei que a trama era bem diferente, e por isso achei que nunca leria esse livro. Quem me conhece, sabe que eu não sou fã de histórias que só tem coisas tristes ou com doenças que levam à morte. Simplesmente porque absorvo tanto do que leio que me faz mal de um jeito pior do que deveria. Então evito ao máximo ler coisas que me deixam com esses sentimentos ruins.

E, não sei por qual razão, imaginava que esse livro era uma trama melancólica com final de desidratar. De onde tirei essa informação? Ainda não sei, mas embarquei na leitura e vi que não tem absolutamente NADA a ver com isso! Hahaha E FOI UMA DAS MELHORES DECISÕES que tomei esse ano! Sério, estou COMPLETAMENTE APAIXONADA.

Essa é uma história que toca nosso coração por vários motivos e é impossível não sentir bons sentimentos conforme a leitura vai avançando. Nos mostra como uma pessoa e/ou uma situação pode mudar a vida de alguém para melhor, como pensamentos positivos realmente podem fazer a diferença, como acreditar em algo que está além dos nossos olhos pode ser mágico, fala sobre empatia, sobre o poder da natureza, dos animais e do ar livre, crescimento pessoal, amizade e carinho. Sobre acreditar em alguém, sobre ser real e aprender a ouvir o próximo. Sobre cada um ser o que quer ser.

O melhor de tudo é que acompanhamos toda essa trama através de crianças. Então temos a chance de acompanhar toda a inocência e as descobertas que esses pequenos fazem. Foi tão lindo ver o desabrochar de Mary, ver como ela se transforma de uma menina sem amor, mimada e rabugenta em outra, divertida, alegre, que deseja e faz o bem ao próximo.

Mary é uma protagonista incrível! Amei acompanhá-la e ver todas as suas mudanças, quando começava a perceber a vida e suas atitudes de outra forma, passando também a enxergar o mundo e as outras pessoas de forma diferente. O coração dela é grande, mas também sabe ser firme e consegue transmitir coisas boas e inspira em Colin, por exemplo, a buscar algo distinto.

Dickon é um personagem completamente A-D-O-R-Á-V-E-L! Desejo que mais seres humanos possam ser como ele, de verdade. Ele fez toda a diferença na trama e traz cenas incríveis, assim como sua mãe e sua irmã, Martha, que foi uma das grandes responsáveis por todas as mudanças. Colin é outro personagem maravilhoso. Vê-lo sofrendo naquela cama, com depressão por conta de tudo que as pessoas já falaram sobre ele, o reflexo que ele era das opiniões alheias e como começou a lidar com tudo de outra forma, mudando os pensamentos sobre si mesmo e o quanto isso mudou literalmente a sua vida, foi espetacular acompanhar.



O Melhor do Teatro Grego – Ésquilo, Sófocles, Eurípides e Aristófanes

Hoje viemos indicar esse livro maravilhoso que reúne autores muito importantes: Ésquilo, Sófocles, Aristófanes e Eurípides com peças que estão na base da cultura ocidental, as tragédias: Prometeu Acorrentado, Medéia, Édipo Rei e a comédia As Nuvens.
A edição que li foi a Comentada da #ClassicosZahar e fiquei apaixonada! Traz vasto material de apoio, apresentação, textos introdutórios e resumo da ação de cada peça, perfis dos personagens, mais de 190 notas e tradução diretamente do grego de Mário da Gama Kury. Tudo isso ajuda bastante quem nunca teve contato nenhum com as peças, como eu, e acredito que também vai agradar quem já curte.
Ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer essas peças e foi uma experiência incrível, que me tirou da minha zona de conforto. E acho isso enriquecedor. Vou falar um pouquinho de cada uma dessas peças e espero que vocês gostem tanto quanto eu.
📖 Em “Prometeu Acorrentado” conhecemos a história de Prometeu, que tem o dom de ver o futuro, e que após saber dos planos de Zeus para a humanidade resolve roubar o fogo para dar para os humanos, permitindo assim o início da civilização. Como castigo, ele se vê acorrentado em uma rocha por toda eternidade. Nessa trama conhecemos um pouco mais as histórias dos Deuses, o que foi bem legal, e nos permitiu conhecer mais Prometeu e sua posição moral. Essa peça é como um manifesto a tirania de Zeus, que faz de tudo para continuar no poder, sendo um clássico que nos leva a refletir bastante.


📖 “Édipo Rei” é uma tragédia grega na qual vemos o trágico destino de Édipo, já que no momento de seu nascimento, um oráculo prevê que ele iria assassinar o próprio pai e se casar com sua mãe. Então ele é abandonado ainda bebê para morrer, o que não acontece. Já adulto vai em busca de suas origens. Com uma narrativa que fala sobre destino, refletimos sobre nossas escolhas e se conseguimos alterar nosso destino de acordo com nossas ações.
📖 Em “Medéia” vemos a história e motivações dessa protagonista, que após ajudar Jáson a vencer provas sobre-humanas com o auxílio de seus poderes mágicos, se torna esposa e mãe de seus filhos. Eles vivem felizes por dez anos até que ela é abandonada pelo marido, que vai em busca de um casamento vantajoso com a filha do Rei Creonte. Determinada a se vingar, ela resolve punir o marido matando os próprios filhos e a princesa para que ele envelheça sozinho.


O Mágico de Oz – L. Frank Baum


Dorothy é uma menina órfã que vive no Kansas com seus tios e Totó, até que um ciclone chega e, antes que dê tempo de se esconder no abrigo com os tios, carrega a casinha com ela e Totó pelos ares até chegar a uma terra diferente.
Querendo voltar para casa, mas sem saber como, descobre que o único que pode ajudá-la é o magnífico Mágico de Oz. Para encontrá-lo, ela sairá em uma jornada longa e por vezes perigosa. No caminho conhece um Espantalho que deseja um cérebro, um Lenhador de Lata, que quer muito ter um coração, e um Leão Covarde que almeja ter coragem. Juntos, enfrentam muitos perigos e seus próprios medos, mas também conhecem gente bondosa e vivem coisas incríveis. Mas no final todos conseguirão o que desejam?
De uns anos para cá tenho lido vários Clássicos e o gênero se tornou um dos meus favoritos. De todos do subgênero Infantil que tive o prazer de ler até agora, O Mágico de Oz virou meu preferido. Sabe o tipo de história fofa que deixa um quentinho no coração? A amizade entre esses personagens logo cresce e vemos que se tratam como iguais, como eu gostaria que os seres humanos da realidade se tratassem. Eles se ajudam, se apoiam e trabalham em conjunto utilizando o que cada um tem de mais forte para benefício de todos. Foi realmente muito bonito acompanhar tudo isso, a jornada deles e como lidavam com cada situação que surgia.


Foi tão legal vê-los em busca de coisas que já tinham dentro de si (ou perto), sem que eles nem notassem (mas nós percebemos), enquanto partem nessa aventura com muito aprendizado e autoconhecimento. Esse já foi considerado o 1º livro infantil de cunho feminista, já que Dorothy é forte, determinada e nada passiva.
As lições de moral embutidas sutilmente no texto foram bem agradáveis. E também as reflexões e críticas que só adultos entendem. Não tenho crianças por perto para ler esse livro, mas certamente vou guardá-lo com carinho para quando tiver meus filhos, já que quero ver suas reações com essa história, que é simples, mas grandiosa ao mesmo tempo.
Achei bem bacana que o autor fala na Introdução sobre Contos de Fadas e como foram importantes para as gerações. Os tradicionais, com cenas assustadoras e sinistras para chegar a uma moral, já estavam sendo classificados como históricos. E naquele momento (1900) poderiam dar lugar aos novos Contos Maravilhosos e Modernos, com histórias Fantásticas voltadas para o prazer da criança, trazendo alegria e admiração no lugar dos pesadelos e sofrimentos de outrora.




As Bruxas – Intriga, Traição e Histeria em Salem – Stacy Schiff

Desde que li a sinopse desse volume, fiquei bem interessada na leitura, já que encontraria informações sobre as Bruxas de Salem. Como esse assunto sempre me interessou bastante, quis ler o quanto antes. Até porque considero que esse período, entre os Séculos Quatorze e Dezessete, onde milhares de mulheres morreram queimadas em praças públicas acusadas de bruxaria, uma época pouco falada. E, por ter ocorrido um feminicídio gigantesco, foi uma época extremamente triste.

Nessa obra vamos conhecer um pouco mais sobre Salem, cidade próxima a Boston, onde o preconceito e a intolerância religiosa estavam em alta, assim como o jogo de interesse das famílias ricas. Vemos que vários pastores passaram a enxergar eventos suspeitos na colônia como responsabilidades das mulheres, muitas das quais religiosas, que passaram a ser rotuladas como bruxas que carregavam o poder diabólico.

Várias mulheres de idades totalmente diferentes foram presas. Até mesmo uma criança de cinco anos foi assassinada nessa perseguição. Em busca de confissões, acompanhamos julgamentos fraudulentos com a participação de padres, pastores e juízes que acreditavam que eram executares da ordem divina.



Esse é aquele tipo de volume que consegue nos deixar revoltadas em todos os momentos. É uma leitura difícil nesse sentido, ainda mais sendo uma história real, e a gente lê os absurdos que aconteceram principalmente com as mulheres.
Com uma escrita biográfica, esse exemplar consegue nos envolver com informações reais baseadas em relatos e documentos que foram conservados, nos mostrando todo o trabalho de pesquisa que a autora teve, que com certeza não foi fácil, para nos entregar um título extremamente rico e com uma leitura interessantíssima.



Mulherzinhas – Louisa May Alcott


Já escutei inúmeras pessoas falando sobre esse Clássico e sempre tive vontade de conhecer, porém ainda não tinha tido a oportunidade. Quando a @editorazahar lançou essa edição maravilhosa Comentada e de Capa Dura, resolvi que já estava mais do que na hora de mergulhar nessa trama e passei na frente dos demais títulos da minha pilha, lendo no mesmo dia que recebi de tão ansiosa que estava.
A história começa em Dezembro de 1861, em Massachusetts – EUA, e conhecemos a vida das quatro irmãs March, Meg (16 anos), Jo (15), Beth (13) e Amy (12), que moram com a mãe, enquanto o pai está servindo na Guerra Civil. Acompanhamos então as aventuras dessas irmãs adoráveis que se metem em confusões e vivenciam vários conflitos emocionais e morais, tendo como pano de fundo a convivência familiar.
Com o pai longe, a mãe precisa sustentar a família, e vemos como as irmãs tiveram que amadurecer cedo. Mesmo sendo unidas, cada uma tem sua personalidade bem distinta da outra, o que foi maravilhoso, pois o livro trabalha visões femininas variadas da época, uma vez que nos apresenta meninas totalmente diferentes entre si, inclusive a Jo acaba com o estereótipo de mulher delicada que quer se casar.



A história é repleta de lições para a vida e valores, tornando-se atemporal e encantando gerações, mesmo tendo sido escrita há mais de 150 anos. Com uma linguagem simples e leve, esse volume consegue nos conquistar trazendo um pouco do papel da mulher na sociedade e provocando no leitor várias reflexões, inclusive para quem leu na época.
Essa edição #ClassicosZahar traz o Texto Integral, Ilustrações Originais lindíssimas e várias Notas de Rodapé, que ajudam no entendimento da história e também da época. Amei a oportunidade de ler essa obra! E torço para que muitas pessoas também queiram embarcar nessas páginas.






20 Mil Léguas Submarinas – Jules Verne


Como estou adorando me aventurar em Clássicos, sempre tento adicionar livros desse estilo na minha lista de leituras. Por já ter lido três obras de Verne, também publicadas pela coleção #ClassicosZahar, e adorado, escolhi este, que era o último que faltava, como minha leitura da vez.
Nesse volume, vemos que várias embarcações estão sendo “aterrorizadas” por um monstro que ninguém consegue desvendar. Sendo assim, a marinha resolve mandar uma tripulação a bordo do navio Abraham Lincoln para desvendar esse mistério. Após o navio ser atacado, vemos que o professor Aronnax, junto com seu criado e com o arpoador Ned Land caem no mar. Eles são resgatados pelo capitão Nemo e feitos de prisioneiros em seu Submarino Náutilus. Então acompanhamos as aventuras vividas por nosso protagonista durante o período que eles estiveram a bordo desse submarino.
Enfrentando criaturas das profundezas e conhecendo o fundo do mar e a exuberância de sua fauna e flora, vamos entrando em várias aventuras, seja para caçar pérolas ou atravessar o Mar Vermelho para o Mediterrâneo. Com muitos detalhes, esse livro tem a narrativa um pouco mais lenta do que os outros títulos do autor. E é uma aventura futurística que consegue conquistar a gente com toda a criatividade de Verne. Se lembrarmos que esse volume começou a ser escrito em 1866 e várias das invenções citadas não existiam na época, podemos afirmar que é muito é muito à frente do seu tempo.




O Homem Invisível – H. G. Wells


A vida na pacata Iping se torna agitada e até aterrorizante quando um cientista chega. Mesmo arrogante e com um temperamento difícil, é bem tratado pelos locais, mas por não poderem ver seu rosto e pele, já que sempre usa casaco grande, chapéu, óculos escuros e bandagens cobrindo o rosto, ficam curiosos questionando-se quem seria ele e o que estaria tramando ali.
As coisas começam a sair do controle, acontecimentos inesperados e crimes ocorrem, e ele revela-se um homem invisível. Ameaças e ações surgem e o medo é propagado. Afinal, se você não pode enxergar o inimigo, ele pode fazer tudo o que quiser contigo.
Essa obra é diferente e intrigante. Vamos entendendo o curioso hóspede e suas motivações conforme avançamos a leitura. Se tornar invisível é uma grande descoberta que vai mudar a vida do ser humano como conhecemos, pois essa invenção traz inúmeras possibilidades para o mundo – para o bem ou mal. Fazendo com que ele comece a ansiar fortemente por poder e fama. E tem certeza de que vai conseguir tudo isso e notoriedade.
O autor foca no comportamento humano de forma real e reflexiva. Há crítica social sobre o comportamento do indivíduo como um todo e como um ser único, sozinho contra os outros. Nos mostra como a solidão pode ser difícil ou prejudicial em determinados casos e como alguém pode se transformar em algo próximo de um monstro quando é privado de certas coisas, com a possibilidade de perder sua humanidade. E como o pensamento de diversas pessoas unidas como um todo pode ser prejudicial para o indivíduo solitário. Entre outros pontos reflexivos.






Arsène Lupin Contra Herlock Sholmes – Maurice Leblanc

Mestre do disfarce, Arsène Lupin é um ladrão brilhante, famoso por seus atos e por sempre conseguir o que quer. Todos sabem do seu sucesso e ninguém consegue detê-lo – mesmo que muitos tenham tentado. Com novos crimes acontecendo, o detetive inglês Herlock Sholmes é convidado a ir até a França encontrar respostas. E nesse embate entre ladrão e detetive, vamos acompanhar dois gênios confiantes e carismáticos que têm certeza de que terão a melhor no final.

Esse volume traz 2 contos mirabolantes com uma pitada divertida: “A Mulher Loura” e “A Lâmpada Judaica”. E eles enfrentam diversas situações utilizando seus raciocínios, contatos, poder de dedução, excentricidade e até força física.

Li O Ladrão de Casaca há anos e queria continuar acompanhando essas histórias. Leblanc é um autor francês que fez sucesso em sua época. Lupin foi protagonista de diversos romances e contos. 2 volumes independentes foram publicados pela Zahar. Fico feliz que pelo menos estes tenham sido lançados, pois de outra forma eu dificilmente teria conhecido.

Gosto do modo de pensar de Lupin, pois se assemelha a Holmes (um dos meus personagens favoritos), ainda que ambos tenham propósitos de vida e profissão opostos. As tramas são bem movimentadas e várias disputas entre eles são travadas.

O único ponto que me incomodou nesta obra é que achei Sherlock Holmes descaracterizado. Ele agia ingenuamente e tomava atitudes questionáveis e/ou banais, do tipo que nem mesmo alguém que não tem seu modo de pensar lógico faria por serem bobas e desnecessárias. Esperava que o autor fizesse um Lupin no nível de dedução e comportamento de Holmes e não apenas diminuísse os atos de Sherlock para se aproximar do que ele queria construir.





Aladim – Organizada por Paulo Lemos Horta & Yasmine Seale

Aladim é um jovem sem responsabilidades ou maturidade, que passava os dias brincando, sendo rebelde, preguiçoso e teimoso. Até que vê sua vida mudar quando um homem aparece depois da morte de seu pai, dizendo ser seu tio e levando-o consigo em uma jornada com a promessa de transformá-lo em um comerciante.
Algumas coisas dão errado quando há uma traição e Aladim se vê preso num local cheio de riquezas. Com a ajuda de um Gênio, consegue escapar e fica muito rico. Como vem da pobreza, torna-se um rapaz bom, com ótimo coração e que ajuda ao próximo. Quando vê a Princesa Badr al-Budur pela 1ª vez, apaixona-se e decide fazer de tudo para se casar com ela. As coisas ficam complicadas em alguns momentos, mas Aladim dá a volta por cima, e com a ajuda de Budur pode finalmente viver seu Felizes Para Sempre com ela.
Sou apaixonada pela coleção #ClassicosZahar, que traz obras incríveis e edições MARAVILHOSAS! A editora é a grande responsável por eu ler vários Clássicos hoje, costume que não tinha alguns anos atrás. Estava ansiosa para ler essa obra e adorei!
Como a maioria das pessoas sabe, Aladim na verdade é um conto extraído de As Mil e Uma Noites, mas algo que era novidade para mim é que não há relatos de que ele foi publicado ou pertencia originalmente ao apanhado de histórias que compunham esse clássico, visto que não está presente em algum manuscrito árabe, sendo incluído posteriormente na edição francesa de Antoine Galland no século XVIII, pois essa (e outras histórias) foram mostradas a ele.
A versão escolhida pela Zahar foi a tradução inglesa de Yasmine Seale, organizada por Paulo Lemos Horta. E há um trecho introdutório com Sherazade indo contar essa história ao Sultão e depois ela é narradora do epílogo, onde fala sobre as mensagens morais da trama, trazendo um significado maior para suas palavras.






O Fantasma da Ópera – Gaston Leroux

Na Ópera de Paris, o assunto mais abordado do momento é o Fantasma da Ópera, responsável por diversos acontecimentos estranhos e inexplicáveis, sendo alguns deles até mesmo fatais. Uma nova direção assume o cargo, mas não acredita em nenhum dos rumores que estão sendo espalhados. Até começarem a receber bilhetes assinados pelo próprio Fantasma e as mais diversas ameaças se concretizam quando ele é contrariado, trazendo graves consequências.
Enquanto o Fantasma, que habita os porões do local, continua arquitetando trotes para ter tudo o que quer, se encanta pela bela cantora Christine Daaé. Querendo torná-la sua, ele usa de muitos artifícios, inclusive seu próprio dom para a música, até mesmo sequestrando-a e a levando para seu mundo subterrâneo. Mas há alguém no mundo que a ama mais do que qualquer coisa, Raoul, o visconde de Chagny, que não vai desistir até encontrá-la, nem que isso custe a própria vida.

Esse Clássico não era a minha prioridade de leitura, mas com essa Edição Comentada da Coleção #ClassicosZahar, precisei passá-lo na frente. E adorei a experiência! Inicialmente, a narrativa é maçante (o que volta a ocorrer depois), mas, conforme adentramos mais as páginas e conhecemos melhor os acontecimentos relacionados ao Fantasma da Ópera, mais instigadas vamos ficando para descobrir quem está por trás de tudo aquilo, o que o levou a agir como tal, e a grande questão: como ele faz o que faz.





Aventuras de Huckleberry Finn - Mark Twain


Quem conhece os Clássicos da Editora Zahar sabe que os livros sempre contam com uma edição lindíssima e de tirar o fôlego, muitas vezes ilustradas e comentadas, tornando o volume uma verdadeira obra de arte. Como sou viciada nessa junção de qualidade com beleza, sempre que é possível leio um dos clássicos publicados pela editora, pois assim conheço “novas” histórias maravilhosas.
Nesse volume, voltamos para o século XIX nos EUA, antes da Guerra Civil, em um período que a escravidão era livre. É nesse cenário que conhecemos Huckleberry Finn, um menino branco de mais ou menos treze anos, que é órfão de mãe, e que seu pai, um bêbado que lhe violentava fisicamente, não o deixava estudar e as vezes sumia da cidade, deixando o filho sozinho.
Uma viúva da cidade acaba adotando nosso protagonista, colocando-o na escola e lhe ensinando sobre religião, etc. Porém, seu pai retorna e consegue a sua custódia. Sem querer morar com o pai e também sem querer voltar para a vida regrada que estava tendo, nosso protagonista resolve fugir e narra para a gente as suas aventuras, de como conseguiu esse feito, navegando pelo rio Mississippi em uma canoa.
Em sua fuga, acaba encontrando Jim, um escravo fugitivo que, assim como ele, estava indo em busca de sua liberdade. Por conta disso, ambos se unem e fogem juntos. No início, vemos que Huck tinha certa resistência em ajudar Jim, porém ambos acabam criando uma amizade e vivendo grandes aventuras.


Durante a jornada, eles passam por diversas situações inusitadas, já que em cada cidade que passavam, encontravam situações típicas do local, como duelo de armas, vigaristas, superstições sobre espíritos, etc. Foram várias as aventuras em que se envolveram, já que conheceram diversos tipos de pessoas, boas e ruins, e foi muito interessante ver como se saíram de diversos acontecimentos.
A narrativa é em primeira pessoa, o que foi bem legal, já que assim conseguimos entender tudo o que nosso protagonista estava passando e sentindo, e também todos os dilemas que estava enfrentando por conta do que havia aprendido sobre o certo e o errado. Foi muito interessante ver esse conflito interno, pois trouxe ainda mais complexidade para a trama.





A Máquina do Tempo - H. G. Wells

Como sempre falo, sou viciada nos Clássicos Zahar, pois eles trazem histórias maravilhosas em edições muito lindas! Sendo assim, sempre que possível leio uma das obras publicadas e mergulho nesses clássicos maravilhosos. Agora, venho compartilhar com vocês as minhas opiniões a respeito de  “A Máquina do Tempo”.
Nesse volume, conhecemos a história de um cientista, a quem o autor deu o nome de “Viajante do Tempo”, que acabou construindo uma máquina capaz de realizar essas viagens. Sendo assim, ele reúne em sua casa um grupo de intelectuais para poder provar que realizou essas viagens.
O viajante, então, chega nessa reunião atrasado, esfomeado, sujo e junta todos os seus convidados na sala para contar sobre suas experiências no ano de 802.701. Ele então relata que em sua viagem se deparou com a raça humana totalmente diferente do que estamos acostumados, sendo que ela foi dividida em duas “espécies” diferentes de habitantes, os Elói e os Morlocks.
Os Elois são pessoas amigáveis e amáveis, que vivem em harmonia em uma comunidade sem guerra e sem doenças, e que não tem muita inteligência. São os habitantes da superfície, que não precisam se preocupar com nada, por isso são uma espécie que não pensa muito, tendo sua capacidade limitada. No passado, eles foram considerados a classe superior e deixaram a outra classe, denominada Morlocks, no subsolo, vivendo na escuridão. Esses últimos são seres magros, brancos e de olhos grandes, que são considerados sombrios e selvagens, porém são a classe que precisou “pensar” para sobreviver, e, com isso, possuem mais inteligência.
O livro fala um pouco sobre como o homem que se considerava “superior” acabou se tornando preguiçoso, e aqueles que eram “inferiores” continuaram a trabalhar e a desenvolver o intelecto, fazendo com que a outra classe tenha medo deles.
Narrado em primeira pessoa, conseguimos entender, através dos relatos do Viajante do Tempo, tudo o que ele passou. A obra as vezes é um pouco cansativa, porém também muito interessante e que nos faz refletir sobre muitos aspectos da sociedade. Uma coisa bem diferente é que os personagens desse livro não possuem nomes próprios, são chamados de o psicólogo, o prefeito, o médico, etc.




O Signo dos Quatro - Sherlock Holmes #02 - Sir Arthur Conan Doyle

Quem me conhece sabe o quanto gosto desse famoso detetive chamado Sherlock Holmes. Adoro os livros, filmes, séries e até mesmo jogos que trazem um pouco sobre a vida desse personagem criado por Sir Arthur Conan Doyle. Com isso, sempre que é possível leio alguns dos seus livros e me encanto cada vez mais. Alguns de seus títulos trazem vários contos, enquanto outros são romances completos, que é o caso desse.
Dessa vez, vim falar para vocês as minhas opiniões sobre “O Signo dos Quatro”, que apresenta para o leitor um Holmes mais confiante do que nunca e que, junto com Watson, conquista a nossa atenção do início ao fim.
Quando a bela e jovem Mary Morstan aparece em sua casa munida de um bilhete misterioso que recebeu, vemos que nosso protagonista se anima com um novo caso, ainda mais porque ela fala que seu pai faleceu dez anos atrás e desde então ela recebe pérolas preciosas por correio. A jovem estava desconfiada de que a pessoa que envia as pérolas possa ser a mesma que escreveu esse bilhete. Holmes e Watson acompanham então Mary nesse encontro intrigante e lá ela é informada por Mr. Thaddeus Sholto que é dona de um tesouro tão grande que a deixa muito rica.
Acontece que seu pai, Mr. Morstan, e seu amigo, Major Sholto, eram donos desse grande tesouro. Porém, com a morte do pai da dama, o pai de Thaddeus acabou desfrutando de tudo sozinho. Agora, ambos estavam mortos e tudo estava com Thaddeus e seu irmão. Então, ele iria levar Mary até a casa do seu irmão gêmeo para pegar a sua parte do tesouro, porém, chegando lá, eles encontram o seu irmão morto e o tesouro desaparecido.
Sherlock fica sendo a peça principal para desvendar esses mistérios, devido ao seu grande e vasto conhecimento e também a toda a sua percepção. Então o vemos adentrar nesse caso e analisar o crime para prender os criminosos.
Como sempre, essa trama é incrível e mais uma vez me deixou impressionada em como Arthur Conan Doyle conseguiu escrever uma obra tão boa e com tantos detalhes que ainda eram desconhecidos ou pouco falados em uma época distante da nossa. É quase impossível conseguir largar essa obra antes de chegar ao fim.





Histórias de Sherlock Holmes - Sherlock Holmes #09 - Sir Arthur Conan Doyle

Como uma verdadeira fã do consultor de detetives mais famoso do mundo ocidental (ele inclusive já foi identificado com uma das personalidades mais conhecidas, ao lado de Mickey Mouse e Papai Noel), resolvi ler todos os seus contos e me aprofundar mais em suas histórias. Então, sempre que é possível leio um desses títulos escritos por Sir Arthur Conan Doyle. E, com isso, venho trazer para vocês as minhas opiniões sobre esse livro que reúne os doze últimos casos solucionados pelo mestre de Baker Street, e publicados entre 1921 e 1927 na Strand Magazine e depois organizados em um livro único.
Nesse volume, acompanhamos nosso excêntrico, temperamental e sarcástico Sherlock Holmes em suas aventuras narradas por seu melhor amigo sensato e modesto, John Watson, em contos que conseguem nos envolver em todos os momentos com sua narrativa maravilhosa, que é um verdadeiro equilíbrio entre história e personagens cativantes.
Cada conto nos apresenta um caso em que nosso querido consultor de detetives teve que revelar a solução com toda a sua inteligência e sagacidade. Um dos meus contos preferidos desse volume foi sem dúvidas “O Vampiro de Sussex”, pois nele vemos como nosso protagonista desvenda esse mistério sobrenatural de forma lógica, sendo uma história incrível.

Outros textos que gostei bastante foram “Os Três Garrideb”, onde vemos um lado do Sherlock pouco comum, e temos um momento emocionante entre ele e seu melhor amigo John Watson. Além desses, “O Homem que Andava de Quatro”, no qual temos uma história com uma pegada mais sobrenatural, e como gosto bastante dessa mistura com o fato de ele identificar de forma lógica os fatos ocorridos na história, foi um dos meus contos preferidos, além de “Mr. Josias Amberley”, que finaliza esse volume com a história da esposa do Mr. Amberley, que fugiu com o amigo, levando todas as economias em um cofre.

É muito gostoso acompanhar nosso protagonista em todos esses casos, pois tentamos desvendar os mistérios juntamente com ele, e vemos como a mente brilhante de Sir. Arthur Conan Doyle consegue nos envolver de uma forma incrível e com muita maestria. O livro foi muito bem escrito e as histórias são impressionantes.


A Volta de Sherlock Holmes - Sherlock Holmes #06 - Sir Arthur Conan Doyle

Depois da suposta morte de Sherlock Holmes nas cataratas de Reichenbach por causa do embate com o Professor Moriarty, ele está de volta! E não vai sossegar até conseguir resolver todos os casos que surgem em seu caminho, mesmo que precise ficar horas sem comer, dormir, invadir residências ou esconder coisas das autoridades. E junto com John Watson vamos adentrar em sua mente e descobrir como ele faz para desvendar crimes e revelar segredos que pareciam até mesmo impossíveis de ter alguma solução.
Não me lembro qual foi a primeira vez em que ouvi falar sobre Sherlock Holmes ou desde quantos anos soube de sua existência, mas parece que esse consultor de detetives sempre esteve presente na minha vida. Seja através de jogos de tabuleiros ou adaptações, sempre admirei Sherlock Holmes e fui viciada no personagem (me lembro de quando era criança, quando eu e minha irmã acordávamos e íamos direto jogar o jogo Scotland Yard – pelo qual éramos apaixonadas e até mesmo viciadas!).
Mas, foi somente em 2014 que li um de seus livros pela primeira vez. Meu primeiro contato com uma obra original de Sir Arthur Conan Doyle nesse ano foi através da história que marcou a primeira aparição de Sherlock Holmes e também de Watson, em “Um Estudo em Vermelho” (inclusive também foi pela edição de Bolso de Luxo da Zahar), afinal foi ali que se conheceram e quando ele começou a escrever sobre as aventuras e casos de Holmes. Depois li mais uma de suas obras no mesmo ano, porém fiquei algum tempo sem embarcar em novas histórias desse tão amado personagem.


Agora, alguns anos depois, surgiu a oportunidade maravilhosa de voltar a mergulhar em seu mundo, justamente através do livro “A Volta de Sherlock Holmes”, o que acabou sendo uma grande e feliz coincidência. E devo dizer que, mais uma vez, fiquei completamente encantada com a obra, apaixonada pelos personagens principais e pelos casos que vivenciaram. Mal vejo a hora de ler todos os livros protagonizados por Holmes com a companhia do adorável Watson, o que pretendo fazer em breve.
Nesse exemplar, temos a oportunidade de vê-lo atuando em treze contos, e são eles: A Casa Vazia, O Construtor de Norwood, Os Dançarinos, O Ciclista Solitário, A Escola do Priorado, Black Peter, Charles Augustus Milverton, Os Seis Napoleões, Os Três Estudantes, O Pincenê de Ouro, O Atleta Desaparecido, A Granja da Abadia e A Segunda Mancha.
Todos foram publicados originalmente na Strand Magazine entre 1903 e 1904, aparecem aqui na sequência em que foram lançados, e compreendem tramas vivenciadas ou comentadas após seu desaparecimento e suposta morte nas Cataratas de Reichenbach, quando houve o embate com o professor Moriarty, o qual foi retratado no volume quatro de suas histórias, “As Memórias de Sherlock Holmes”, que já li e resenhei aqui no blog (clique no título para conferir minhas opiniões).


Particularmente, gostei muito de literalmente todos os contos. Mas alguns sempre acabam ganhando um pouco de destaque em relação aos demais no nosso coração. O primeiro dos que mais gostei foi, sem dúvidas, o que inaugura o volume, A Casa Vazia. Primeiro porque traz Sherlock do “mundo dos mortos”, e ele revela a Watson o que aconteceu naquele fatídico dia e o que andou fazendo nesse tempo todo em que ficou sumido. Além disto, o caso também é bem interessante. Também adorei como Holmes desvendou a verdade em O Construtor de Norwood. O código parecendo desenhos infantis em Os Dançarinos é bem bacana e foi ótimo ver Sherlock entendendo-o, porém fiquei triste com os rumos que essa história tomou, queria um final diferente.
Fui pega de surpresa em O Ciclista Solitário e gostei de ver o uso de bicicletas na época, principalmente porque uma mulher estava pedalando uma (com aquelas roupas da época! Fiquei imaginando o quão difícil era fazer isso). Charles Augustus Milverton foi surpreendente e curti o final. E com certeza A Granja da Abadia também me surpreendeu com uma faceta de Holmes e Watson que mostram que nem sempre o que é considerado correto é o melhor caminho a ser seguido, visto que tudo na vida tem mais de um lado e as ações de um homem podem estar numa das inúmeras nuances de cinza que existem.


Elástico - Leonard Mlodinow

Há muito tempo, enquanto estava passeando pelos stands da Bienal do Livro, lá pelos anos 2012, me deparo com uma parte da editora Zahar que trazia livros da área de matemática e probabilidades, que é minha área de interesse de leitura dentre outras, e assim tive o meu primeiro contato com o fantástico autor Leonard Mlodinow, no seu livro O Andar do Bêbado. Na leitura da orelha do exemplar, já sabia que queria levá-lo para casa, e assim foi. Devorei as páginas em dias e fiquei maravilhado de como todas as minhas divagações sobre a vida e universo tinham congruência com os pensamentos do livro.
No ano seguinte, foi lançado o segundo livro da franquia, “Subliminar” (que já resenhei aqui no blog – para conferir, clique no título), que nos faz refletir se realmente fazemos nossas próprias escolhas ou somos reféns do nosso inconsciente, e, mais, como somos enganados em nossas escolhas. Livro fenomenal. Após estes dois livros, me encontrei num hiato de novas leituras e principalmente acadêmicas, que até me esqueci um pouco dos livros acima, até que um dia chego em casa lá pelas tantas da noite e me deparo com a chamada do programa Conversa com Bial em que o convidado era ninguém menos do que o próprio Leonard Mlodinow. E, surpreso, recebo a notícia de seu novo livro, Elástico.
Livro fascinante, que chegou em hora muito oportuna, pois estava em momento de muito bloqueio mental devidos as cobranças do trabalho e mestrado, onde o esgotamento mental influenciava em minha vida pessoal me fazendo ser uma pessoa estressada e cansada. Ao ser apresentado ao pensamento elástico, vi que sempre há outras formas de resolver problemas do cotidiano que estamos pré-estabelecidos a desenvolver respostas binárias, e, a partir da leitura da obra, descobrimos que podemos estimular nosso cérebro para que nosso pensamento seja mais lógico e pragmático em suas decisões, pois o cérebro cria significados para todas as possibilidades em nossas vidas e diversas vezes nos auto sabotamos com decisões negativas em que o cérebro nos conforta com significados para tais decisões.
O exemplar faz abordagens cotidianas e práticas para nos explicar temas complexos de como, por exemplo, onde neurologicamente são as estimulações das ideias e pensamentos, que por sua vez são diferentes para cada indivíduo devido as suas experiências de vida, pois razões culturais e intelectuais influenciam diretamente na forma como pensamos, explicado através do que o ator chama de estrutura do pensamento.
O cérebro é tão poderoso que funciona até quando estamos “desligados”, e Leonard aborda de forma criativa as respostas involuntárias que temos no modo “piloto automático”, denominado por ele de “atenção involuntária”, que seria uma resposta cognitiva involuntária a situações padrão, e a partir da libertação dessa condição aprendemos a ter os denominados “insights”, que são ideias diferentes das divisões do cérebro padrão.
A última parte da obra trata de forma bem elucidada as formas de libertar o cérebro através da cristalização do pensamento, que é quando desligamos o modo operacional mental e desenvolvemos o pensamento crítico. Uma parte que levei para a vida foi o capítulo de bloqueios mentais e filtros de ideias, pois acreditamos diversas vezes em verdades não absolutas, e por isso muitas vezes não há outras saídas na vida, o que nos faz entrar em processo de bloqueio.


O Quebra-Nozes - Alexandre Dumas & E. T. A. Hoffmann

Na véspera de Natal, Marie e Fritz ganharam muitos presentes que desejavam e estavam exultantes com isso. Mas foi um pequeno boneco um pouco peculiar que mais atraiu a atenção da pequena Marie: um Quebra-Nozes, que estava lindamente vestido, mas possuía também um feioso casaco de madeira e um gorrozinho de montanhês. Ela ficou empolgadíssima com ele e com sua simpatia e logo colocou-o para trabalhar, quebrando nozes. Até que seu irmão, Fritz, ouviu o barulho e quis participar, colocando as maiores nozes na boca do boneco até, enfim, quebrá-lo.
Revoltada com ele, Marie, acaba ganhando a missão de cuidar do Quebra-Nozes e de seus ferimentos, o que faz com muito carinho. E, quando todos vão dormir, ela ainda permanece na sala fazendo os últimos ajustes até que escuta estranhos ruídos, e depois se vê de frente a um enorme exército de camundongos, comandado por um rei de sete cabeças! Uma batalha está prestes a acontecer e os brinquedos começam a sair de seus lugares para enfrentar os inimigos, com ninguém menos do que o próprio Quebra-Nozes a frente desse exército. Ela então começa a assistir a todo o embate e tenta fazer o que pode para ajudar o tão querido Quebra-Nozes.
Num misto de sonho com realidade, vemos que Marie passa a conhecer a verdade por trás dessa história e fica cada vez mais próxima desse boneco, que pode ser mais real do que ela imaginava a princípio. Mas será que o mundo da fantasia em algum momento vai se fundir com o mundo real ou tudo aquilo não passa de sua imaginação?



De um tempo para cá, venho lendo mais clássicos, já que notei que me agradam bastante e eu adoro poder viajar para outro o século e conhecer um pouco mais sobre os comportamentos e costumes da época. E nada melhor do que um livro para viajar para lugares distantes na linha do tempo. Como referência, muitas vezes escolho títulos publicado pelo selo Clássicos Zahar. Primeiro porque me identifico bastante com as obras que publicam, segundo porque amo as edições lindas e de capa dura, muitas vezes ilustradas, e terceiro porque eu adoro a Introdução e as Notas (essa última quando é a edição comentada).
Então, dessa vez escolhi um dos mais recentes lançamentos, “O Quebra-Nozes”, já que era época do Natal e eu queria ler algo que tivesse um clima um pouco Natalino. E, afinal, essa história é passada justamente nessa época. Ou seja, escolha perfeita. Porém, infelizmente eu fui com muita sede ao pote e não fiquei apaixonada pela leitura. Mas sei bem o que aconteceu que resultou isso: eu não consegui trazer minha criança interior para apreciar a leitura da forma como deveria. Porque acredito que se eu ainda fosse criança, teria me encantado ainda mais pela leitura e aquelas aventuras inusitadas.
Confesso que não sabia absolutamente nada sobre a trama quando comecei a lê-la. A única informação que eu tinha era que se passava no Natal, o que não ajuda, visto que não revela absolutamente nada do enredo. E minha mãe, quando criança, havia interpretado uma bailarina numa encenação da peça em um curso de teatro que fez, mas ela também não se lembra da trama. E, como eu queria começar na surpresa, mergulhei na leitura sem maiores informações.



A história começou bem interessante, já que conhecemos um pouco sobre os personagens principais e suas personalidades, depois temos a chance de acompanhar a fofa da Marie com todo o seu cuidado e dedicação com o bonequinho, por quem se afeiçoou rapidamente. Também achei bem bacana o fato de os brinquedos ganharem vida e entrarem numa batalha por conta de um acontecimento anterior àquela cena – que também temos a oportunidade de conhecer depois.