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O Segredo de Helena - Lucinda Riley

Como uma verdadeira fã dos livros de Lucinda Riley, tento sempre colocar alguma de suas obras em minhas leituras, pois sei que a história com certeza vai me agradar bastante. Sendo assim, foi a vez de começar a leitura de “O Segredo de Helena”, publicado aqui no Brasil recentemente pela Editora Arqueiro, sendo um título que a sinopse me chamou bastante atenção e que parecia trazer uma história incrível, cheia de segredos e revelações, como já esperado da autora. Agora, venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito dessa obra.
Esse volume começa com Alex, o filho mais velho de Helena, no ano de 2016, quando ele encontra o seu diário e relembra a história do verão em que mudou tudo. Com isso, voltamos para o ano de 2006, onde conhecemos Helena, uma mulher forte e determinada que acabou de herdar a casa do seu padrinho, no Chipre, que foi batizada de Pandora, local onde ela passou um verão mágico quando tinha apenas 15 anos.
Como ela herdou a casa, resolveu levar a família inteira para passar as férias. Vemos que ela é uma ex-bailarina, e que por muitas vezes é um pouco fria, já que criou uma barreira para o mundo e guarda vários segredos. E é nesse verão que a sua vida muda totalmente, já que o retorno a essa casa vai abrir muitas feridas ainda não cicatrizadas.
Alex é um menino muito inteligente. Com apenas treze anos, ele sonha em saber a verdadeira identidade do seu pai, que até então é desconhecida por ele. Sendo muito maduro para a idade, ele rouba a cena em vários momentos com o seu jeito quieto e observador. O garoto não tem a melhor relação com o padrasto, já que o mesmo quer lhe mandar para uma escola longe e ele acha que essa é apenas uma forma de se livrar dele. Vemos que começa a questionar as coisas que acontecem, como um menino de treze anos faz, e começa ao mesmo tempo a descobrir o amor. Determinado, ele começa uma busca para descobrir quem é o seu pai biológico.
Conforme o verão vai passando, pessoas do passado de nossa protagonista voltam a aparecer, e seus segredos passam a querer vir à tona. A vida dessa família muda totalmente de rumo, e esse verão com certeza muda todos eles.
Esse livro fala muito sobre relacionamentos familiares, e nos mostra que segredos não podem ser guardados por muito tempo, já que um dia eles acabam vindo à tona. E eles sempre trazem consequências em nossas vidas. Mesmo quando guardamos alguma informação por acharmos que podemos proteger alguém, a verdade sempre prevalece e acaba sendo a melhor opção.  
Foi ótimo conhecer um pouco mais sobre a Helena, essa mulher forte e determinada que me encantou em vários momentos com o seu jeito de ser. Vimos o seu crescimento e foi muito gratificante ver que ela conseguiu tirar todo o peso e angústia que a acompanhavam durante anos.


A Irmã da Pérola - As Sete Irmãs #04 - Lucinda Riley

Como uma verdadeira fã de Lucinda Riley, gosto de ler suas histórias e sempre fico esperando pelos seus próximos lançamentos. Quando comecei a ler essa série, me encantei com os personagens, com a narrativa e com toda a ambientação da história. Por esse motivo, não pude deixar de incluir esse título na minha pilha de leituras e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões.
Nesse volume vamos acompanhar Ceci D'Aplièse. Após a morte do seu pai adotivo, cada uma das irmãs recebeu pistas sobre o seu passado, para o caso de um dia quererem saber mais sobre as suas origens. Vimos que Ceci sempre foi muito agarrada a sua irmã Estrela, não somente pela pouca diferença de idade, mas também pelo fato de que Estrela tem dificuldades em se expressar, e como ela tem dislexia, o que a faz ter dificuldade na leitura e na escrita, era como se as duas se completassem. E assim foi por muitos anos, até que Estrela acabou encontrando o seu próprio caminho, além de um grande amor, o que fez com que nossa protagonista se sentisse sozinha e bem insegura.
Nossa protagonista, então, resolve ir atrás de suas origens, e para isso larga a faculdade de artes que estava fazendo na Inglaterra e vai para Austrália com as duas pistas que tem. Uma fotografia antiga em preto e branco e o nome Kitty Mercer, uma pioneira das pérolas que viveu na Austrália no passado. Antes de completar o seu destino, Ceci resolve ir para a Tailândia, local que já havia visitado com a sua irmã e passado bons momentos, e lá acaba conhecendo Ace, um homem misterioso que a hospeda em sua casa e que lhe faz companhia nesse período, fazendo com que ela viva um relacionamento temporário.
Quando Ceci chega ao seu destino final, acaba conhecendo Chrissie, uma nativa local, descente dos aborígenes australianos, que lhe ajuda com a sua história e, assim, nossa protagonista refaz os caminhos vividos por Kitty e encontra o seu verdadeiro lugar no mundo.
Nesse volume encontramos uma narrativa rápida e fluida, que vai intercalando entre o passado e o presente. No passado, conhecemos melhor Kitty McBride, uma garota escocesa que sonhava em ser professora, mas seu pai mandou-a para a Austrália para acompanhar a Sra. McCrombie, pois com uma família poderosa ela poderia ser apresentada a sociedade e conseguir um bom casamento. Lá viveu um grande romance, além de ter revolucionado o mercado de pérolas da época.
Podemos perceber como Lucinda fez uma boa pesquisa para nos trazer alguns fatos sobre a Austrália como a discriminação em relação a cor, principalmente entre crianças de raças mistas, que eram arrancadas de seus pais e entregues a orfanatos, a indústria da pérola, etc., deixando a história ainda mais rica e interessante, fazendo com que a gente não consiga parar de ler nem por um segundo.


A Irmã da Sombra - As Sete Irmãs #03 - Lucinda Riley

Esse volume é o terceiro da série “As Sete Irmãs”, e conta a vida de Estrela D’Apliese, uma jovem introspectiva, que vive sempre apoiando e vivendo em função de sua irmã, Ceci, desde novinhas. Só que elas são muito diferentes: Estrela é tímida, muito ligada à leitura, gosta de estudar, curte cozinhar e fez curso relacionado a isso; enquanto Ceci é aventureira e adora esportes radicais, mas sobre ela só vamos saber com mais profundidade no próximo livro. Como a própria Estrela diz, elas são como antíteses, pois quanto mais quieta ela é e mais calada fica, Ceci fala mais alto e com mais frequência.
As duas vivem juntas e, como viajam muito, não têm residência fixa. Só que, depois da morte do pai, elas se mudam para Londres e Ceci compra um apartamento por lá. Porém, Estrela preferia ter mais contato com a natureza e os livros, portanto fica insatisfeita. Com essa mudança radical, resolve ir em busca de suas origens, que começa numa livraria de obras raras, e acaba conseguindo um emprego no local, fazendo parte deste fabuloso mundo literário, no qual ela descobre a fundo uma conexão com Flora MacNichol, que vem a ser, justamente, a pista deixada por seu pai, Pa Salt, o excêntrico milionário que adotou seis meninas em diversos lugares do mundo, cada uma com sua própria história de família. Quando ele morreu, deixou algumas informações para que cada uma delas pudesse descobrir mais sobre suas origens.
A narrativa, então, passa a ser intercalada com a vida da protagonista Estrela nos tempos atuais, e com a de Flora, sua “antepassada”, que viveu em Esthwaite Hall, Cúmbria, em torno de 1909. E aí começamos a acompanhar as duas tramas, em épocas distintas, como se fossem dois livros dentro do mesmo.
Gosto da forma como os títulos desta série são apresentados, já que primeiro conhecemos os personagens principais da atualidade, e depois embarcamos junto com eles para descobrir as origens de suas famílias biológicas. E esta volta ao passado, com a descoberta de onde vieram, é uma marca nestas obras de Lucinda Riley.
Flora era uma moça com seus vinte e poucos anos, que gostava de ficar sempre próxima a natureza, e adorava animais e plantas, era mais “pé no chão”, bem conformada, uma exímia desenhista, e também bem diferente da irmã mais nova, pois não gostava de bailes e nem foi apresentada à sociedade, vivendo reclusa e solteira até que seus pais lhe enviaram para Londres.
Lá, ela tomou consciência de sua verdadeira história, a qual nem mesmo tinha ideia de que era tão diferente do que conhecia. Além do mais, Flora se viu envolvida por um homem, mas precisou tomar decisões doloridas que mudaram completamente a sua vida e a de outras pessoas próximas a ela.
A parte em que acompanhamos Flora foi, definitivamente, minha preferida, pois se passa em uma época que eu gostaria de ter vivido, e que me dá aquela impressão de ter boas recordações, o que me traz sentimentos gostosos. Só não gostei nada do orgulho da moça e de uma importante decisão que tomou, pois esta atitude só trouxe muita infelicidade a todos os envolvidos por anos. Acho que Flora poderia ter parado para refletir um pouco antes de agir, o que teria mudado e melhorado muita coisa, inclusive para pessoas queridas por ela.


A Irmã da Tempestade - As Sete Irmãs #02 - Lucinda Riley

Na série “As Sete Irmãs”, vamos conhecer cada uma das filhas de Pa Salt, um misterioso bilionário que morreu recentemente. Cada volume retrata a vida de uma delas, e “A Irmã da Tempestade”, o segundo exemplar, traz a história da segunda irmã, Ally D’Aplièse. As filhas dele são adotadas de diversos lugares do mundo, e todas foram batizadas em homenagem às estrelas das Plêiades. Com o seu falecimento, ele deixa pistas para que cada uma descubra sua verdadeira origem e saiba mais sobre sua família de sangue.
Ally foi a segunda adotada por Pa Salt, que as criou muito bem. Elas sempre tiveram tudo, mas sempre procuraram seguir seus caminhos e com ela não foi diferente. A jovem é uma exímia velejadora, que desde pequena acompanhava o pai para velejar e acabou tomando o gosto por isso, mas, por incrível que pareça, seu talento causava estranheza para os homens velejadores, porque nas competições que participava não somente as habilidades eram utilizadas, como também a força física, então ela passou por muitas situações nada agradáveis, porém sua força e determinação mostraram que pertencia, sim, àquele lugar.
Além disso, Ally era musicista, e tocava flauta, só que abandonou para seguir como velejadora. Nas primeiras cem páginas, mais ou menos, vamos conhecer a história dela atualmente, que conheceu um capitão, e eles se apaixonaram. Só que ocorre uma tragédia em sua vida novamente, então ela resolve ir para a Noruega à procura de pistas que a levarão a sua origem. Lá ela começa a desvendar sua história, onde ganha alguém muito especial na família e, por consequência, descobre coisas até além do que imaginou que descobriria.
Enquanto isso, também vamos acompanhar a história de sua família verdadeira, que está ligada à cantora Anna Landvik e ao compositor Edvard Grieg, há mais de cem anos, em capítulos alternados como se fosse o presente dessas pessoas. Pode-se dizer, então, que ela descende de uma família de músicos e compositores, que, ao longo dos anos, tiveram suas vidas narradas neste livro, e nos fizeram entender, a cada descoberta com ela, como a vida é cheia de surpresas.
Acho impressionante como uma escritora consegue criar uma história tão rica em detalhes envolvendo e mesclando o passado e o presente, e de forma tão extraordinária que o leitor basicamente “engole” este maravilhoso livro.
Nesta mistura de presente e passado, nos deparamos com a descoberta da origem da protagonista, com coisas envolvendo quase cento e cinquenta anos de história e várias gerações até chegar à dela, que tem em torno de trinta anos, e de quebra uma mensagem muito bonita de amor e superação de mágoas guardadas por anos, que foram esclarecidas graças à sua determinação e coragem.
Achei Ally uma protagonista incrível e admirável, pois passou por muitas coisas em sua vida, diversas delas bem ruins, e, mesmo assim, continuou com a cabeça erguida, conseguindo superar tudo com maestria, e foi atrás de suas origens mesmo com tanta dificuldade e percalços em seu caminho, que poderiam tê-la feito desistir, mas ela continuou determinada a buscar a verdade. E a encontrou.
No decorrer das páginas, vamos conhecemos inúmeros outros personagens, que acabam tendo alguma importância na trama e que, juntos, formam uma teia de pessoas e acontecimentos que a ajudam a desvendar todo o mistério. Gostei muito da presença de cada um, que foram inseridos de forma bem feita, tanto no passado quanto no presente.
A parte de romance deste livro é muito pequena e acontece somente em um período, depois deixa de existir no presente de Ally, passando somente a ser mostrada no passado de seus familiares. Então, quem busca uma linda história de amor, não é esse o livro indicado, porque aqui trata mais de relações pessoais e crescimento dos personagens, com poucas pitadas de romantismo.
A trama também apresenta pontos de mistérios, que foram muito bem escritos e inseridos no contexto com sucesso, drama, que me fez soltar algumas lágrimas, e a narrativa de Lucinda é muito gostosa, emocionante, interessante e prazerosa.
Falando da autora, ela fez muitas pesquisas para poder construir sua obra, e as fez bem, já que dá para visualizar cada detalhe como se fosse real e eu estivesse lá, dentro do livro. O enredo foi baseado em fatos históricos verídicos de figuras norueguesas conhecidas, as quais ela adaptou aos personagens de seu livro, que são frutos de sua imaginação.
Apesar de ter quinhentas e vinte e oito páginas, na quinhentos e dezessete encontramos o fim da história de Ally. Na página seguinte começa um pequeno capítulo, na mesma data, com a visão de outra das filhas de Pa Salt, Estrela, que começa a narrar a trama sob seu ponto de vista, pois será ela a protagonista do terceiro livro da série.
No final da obra, depois de terminada as histórias, Riley nos conta como conheceu a Noruega através de seu pai. E fala de quando visitou o país pela primeira vez aos cinco anos de idade, e escutava um LP que ele colocava para ela ouvir, que embalou a beleza do lugar e serviu de inspiração para a construção deste enredo.
Como comentei anteriormente, este é o segundo livro desta série, que terá um total de sete volumes, mas somente dois foram escritos até agora. Já li o primeiro, “As Sete Irmãs” e você pode conferir a resenha dele aqui no blog (clique no título). O terceiro tem previsão de lançamento no exterior e também no Brasil no final do ano, enquanto os demais serão publicados um por ano. Mas, para quem quer conhecer alguma outra obra da autora, ela também escreveu outros seis livros individuais, ou seja, que não possuem continuações, e quatro deles já foram traduzidos por aqui, sendo que mais um, “A Garota Italiana”, que acredito ter sido a primeira história dela, será lançado em maio deste ano pela Arqueiro, ou seja, só um dos livros de Lucinda que ainda vai demorar um pouco, pois só tem previsão para 2017.
A capa deste exemplar não é uma das minhas preferidas, mas também não desgosto totalmente dela. A diagramação é confortável para uma leitura fácil devido ao tamanho da fonte e aos espaçamentos do texto. O exemplar físico ainda conta com páginas amarelas, ponto muito positivo.
Convido você a embarcar, mais uma vez, em um livro maravilhoso de Lucinda Riley, esta autora que muito me cativou com seu talento e que, provavelmente, também vai fazer o mesmo por você. “A Irmã da Tempestade” é sensível, tocante e, sem sombra de dúvidas, uma das melhores obras do gênero.
Avaliação



As Sete Irmãs: Maia – As Sete Irmãs #01 – Lucinda Riley

Eu nunca havia lido um livro de Lucinda Riley, mas achei a sinopse de “As Sete Irmãs” tão maravilhosa que nem pensei duas vezes antes de começar a leitura. E, agora, depois de finalizada, pude constatar que ela é simplesmente incrível!  Já quero ler suas outras obras o máximo que puder. A forma como ela mescla o imaginário com a realidade a cada linha, a cada parágrafo, realmente me surpreendeu. Parece que a autora, como eu, tem muita paixão por história, só acho que eu jamais saberia dar vida a personagens verídicos inserindo-os em uma obra ficcional, que foi o que aconteceu. Lucinda Riley é uma “contadora de histórias como nunca antes se viu”.
A história deste livro começa com a morte de Pa Salt, um misterioso bilionário que vivia num castelo isolado às margens do Lago Léman, na Suíça. Suas seis filhas haviam sido adotadas por ele ainda bebês de diversas nacionalidades, sendo batizadas com os nomes das Sete Irmãs das Plêiades, sua constelação, no famoso cinturão de Órion, favorita. Porém, neste volume, acompanhamos mesmo a trajetória de Maia D’Apliése, sua filha mais velha, desde este fatídico acontecimento.
Quando elas se reúnem na ocasião da morte do pai, a autora nos apresenta a todas as irmãs, falando sobre suas características e personalidades, mesmo sendo Maia a principal deste primeiro livro. Seu pai nunca havia explicado suas origens a elas, e faleceu sem nunca ter podido lhes contar. Sendo que, quase todas, por sua vez, nunca o questionaram.
Cada uma das moças, então, vai receber pistas sobre suas origens, e, como este livro é sobre Maia, vamos conhecer, junto com ela, uma carta de seu pai com informações e também um colar de selenita que veio consigo assim que fora adotada, que Pa Salt tinha em seu poder. Portanto, ela pega estas pistas e tenta descobrir a origem de sua família biológica, partindo em busca deste sonho e indo parar justamente no Rio de Janeiro, numa mansão em ruínas.
Lá, nossa protagonista começa a juntar as peças deste quebra-cabeças, que a faz mudar radicalmente. Com a ajuda de Floriano, um escritor do qual ela fazia traduções, que a auxiliou nesta busca, encontra, assim, cartas com a verdadeira história de sua bisavó de sangue, Izabela Bonifácio, entrelaçada com o arquiteto Heitor da Silva Costa, que trabalhava na maior estátua do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor; seu escultor, Paul Landowski (de Paris), que a colocou em prática; e do seu grande amor, Laurent Brouilly.
Agora o leitor vai embarcar nas jornadas destas duas mulheres em épocas totalmente distintas e com vidas bem diferentes, mas que acabam sendo ligadas de uma maneira. De um lado, Maia, em busca de sua ascendência biológica em 2007, e do outro acompanhamos uma jovem Izabela, em 1927, vivendo em plena Belle Époque no Rio de Janeiro.
Esta é uma obra lindíssima que mistura realidade com fantasia, escrita de uma maneira deliciosa e muito fluida, viajando entre presente e passado com muita maestria, mistério e diversos acontecimentos inesperados.
Como descobrir quem era a mãe biológica de Maia se não dermos um mergulho profundo nesta história cheia de convenções sociais? Ela acaba descobrindo, por conta de uma pedra sabão colocada no Cristo Redentor, que pertencia a uma família aristocrata dos anos 1920, mais especificamente 1927, cuja bisavó, Izabela, se apaixonara por um jovem escultor francês.
Izabela, sendo uma mulher naquela época, fazia o que seu pai queria, e ele, como rico fazendeiro produtor de café, não tinha nome na sociedade e fez com que ela se casasse com alguém de família tradicional do Rio de Janeiro por conta disto, só que seu verdadeiro amor estava em Paris. Apesar de ser rica e tendo tudo o que desejada, a moça acabou passando por dificuldades em nome deste amor proibido. Através da história dela, também acompanhamos a realidade do Rio de Janeiro nesta época, com a construção do Cristo Redentor e personagens que na verdade foram pessoas que realmente existiram.
Gostei muito de acompanhar ambas as histórias, tanto a do passado, quanto a do presente, pois foi emocionante ver que o amor verdadeiro existiu. Um sentimento cheio de sonhos, força, aceitação e comprometimento, onde as lágrimas rolam com muita emoção. O passado foi uma época bem dura para os jovens que tinham que aceitar tudo o que seus pais empunham. Maia se aprofundou e descobriu isso tudo.
Apesar de o comprometimento social falar mais alto, fazendo com que houvesse um distanciamento no tempo e no espaço, a paixão arrebatadora foi intensa e, mesmo não podendo continuar compartilhando suas vidas neste plano, seus sentimentos e consequências da breve união foram selados para sempre, o que acabou afetando a vida de Maia no presente.
Maia é uma moça simples, quieta, que gostava de ler e escrever e vivia mais isolada, pois havia vivido por uma situação triste em seu passado. Enquanto suas irmãs viajavam pelo mundo, ela sempre morou próximo de seu pai, nunca deixando-o. Quando veio para o Rio, descobriu o amor verdadeiro e sincero que a transformou em alguém mais alegre e cheia de vida. Gostei muito desta personagem e de descobrir sua nova vida junto com ela, vendo-a renascer. Sua história é muito bonita e curti muito conhecê-la.
A trama de “As Sete Irmãs” é tão envolvente e de pura emoção, que a gente lê tão rápido e nem parece que foram 553 páginas. É também muito bem narrada e Lucinda faz com que nos transportemos no tempo junto com seus protagonistas. E quando ela relata a história do passado trazendo informações relevantes para o presente, fazendo com que o leitor entenda as ligações entre os dois, é incrível. Não sei quantos autores tem essa capacidade.
A obra é bem realista, emocionante e misteriosa, nos prendendo do começo ao fim de uma maneira que não conseguimos largar o livro de jeito nenhum. E uma pergunta paira no ar conforme as páginas vão sendo avançadas: Até quando a realidade vai de encontro com a fantasia? Eu não saberia dizer, só sei que senti como se tudo fosse real e amei muito.
O livro fala, nesse ínterim, da história da construção do Cristo Redentor, como comentei acima, e fiquei maravilhada e perplexa. Há um mergulho na História da Arte e da Cultura com fatos históricos, que sempre me cativaram, principalmente os sobre o Cristo.
Lucinda Riley é uma escritora irlandesa, e já foi atriz no teatro, cinema e TV britânica, esteve no Rio e compôs seu livro através de perguntas aqui mesmo. Inclusive conversou com a cineasta Bel Noronha, a bisneta do engenheiro Heitor da Silva Costa (1873-1947), responsável pela construção do Cristo Redentor. Suas obras foram publicadas em dezesseis países, e atualmente ela divide seu tempo entre Reino Unido e França.
Este romance é o primeiro de uma série, que, pelo que pude saber, ainda terá mais seis volumes contando a história de cada uma das irmãs de Maia, sendo cada livro com o enfoque em uma delas. O segundo é sobre Ally, que é velejadora, e já foi concluído pela autora, mas ainda não foi publicado. Eu não sei se vou gostar tanto de suas irmãs quanto gostei de Maia e da história de sua família, até porque esta foi passada aqui no Rio de Janeiro, então já tenho um carinho ainda maior gratuito.
Eu realmente adorei esta capa, que tem tudo a ver com a história, além de ser belíssima e chamar atenção de longe. Vi uma entrevista com Lucinda, que ela brincou que a personagem ilustrada ali tem a comissão traseira bunda avantajada, assim como as cariocas, e achei isso muito divertido! A diagramação é simples e muito bem feita, com fonte e espaçamento em tamanhos ótimos para uma leitura mais agradável por um período grande de tempo. Além disso, as páginas são amarelas, o que é sempre positivo.
Só sei que nunca mais vou deixar de ler as obras desta autora, que me cativou profundamente, e me emocionou de um jeito tão especial que acredito que todos os seus outros livros também me farão experimentar toda esta gama de emoções que senti com “As Sete Irmãs: Maia”. Este entrou para os meus favoritos da vida e não poderia dizer menos do que super, mega, hiper recomendado!
Avaliação


A Luz Através da Janela – Lucinda Riley


 A Segunda Guerra Mundial deixou muitos destroços e segredos familiares principalmente na família de Emilie, os De La Martinières. Quando sua mãe faleceu, deixando o legado do château da família para ela, a única herdeira, Emilie fica devastada e quer vender tudo para que possa voltar à sua rotina comum de veterinária. Entretanto, Sebastian Carruthers aparece em sua vida para ajudá-la a cuidar de toda a documentação e a consola nos momentos mais difíceis. Emilie se apaixona pela sua gentileza e decide se casar com ele. Assim, ela se muda para a casa do marido, Blackmoor Hall, em Yorkshire. Contudo, a vida que ela, ingenuamente, pensa estar começando bem, trará a ela muitas surpresas e revelações do presente e do passado de toda uma geração.
Primeiramente começo afirmando que este foi umas das melhores descobertas que fiz neste ano, um dos motivos foi que eu nunca havia me interessado por ele, e no dia em que fui à livraria eu só o comprei porque, ele estava com um preço muito bom. E eu esperava um livro que tivesse um final previsível, mas acho que eu nunca estive mais errada. Este livro conseguiu me cativar mais a cada página, a história é perfeita, tem romance, um pouco de mistério, tudo na medida certa, de maneira que você passa horas lendo sem que nem mesmo se perceba.
A história conta sobre Emilie De La Martinières uma personagem que veio de uma família nobre da França, e trabalha como veterinária. Apesar de muitos acharem que ela deveria trabalhar com algo glamoroso devido aos seus status, ela opta por fazer aquilo que realmente deseja, apesar de contrariar a mãe com quem tem uma relação conturbada desde a infância, e que esta, ao morrer, deixa um château, uma casa em Paris, e algumas dívidas, já que a família, embora nobre, estivesse tendo certas pendências financeiras. E em meio a todo esse caos, ela conhece Sebastian Carruthers, que de modo misterioso conta que suas famílias estiveram envolvidas no passado. Emilie, então, se vê obrigada a lidar com a decisão de talvez vender o château para pagar as dívidas da mãe, porém quando pensa em tomar essa decisão resolve descobrir a história que teve naquele lugar, que envolve os De La Martinières e os Carruthers da época da segunda guerra mundial que seria Connie Carruthers e Sophia De La Martinières, em uma complicada história de amor impossível.
Em meio a este caos, obrigada não só a lidar com o luto pela mãe, o misterioso passado de Sophia, que de alguma maneira ainda desconhecida alterou o restante da linhagem De La Martinières, Emilie se vê apaixonando por Sebastian. E, após certos acontecimentos, ela vai morar com ele na Inglaterra e assim conhece Alex, o irmão paraplégico, e entre suas idas e vindas de Paris para acompanhar as mudanças que ela esta fazendo no château, ela descobre que talvez aquele lugar é apenas um dos mistérios em que ela se vê envolvida.
Em relação aos personagens eu simplesmente amei Emilie, ela é uma personagem verossímil, você nota que ela comete erros e acertos, que ela não é aquela personagem perfeita e com ar falso, a leitora pode se identificar com Emilie, entender suas dúvidas, suas escolhas e atitudes, por este motivo eu gostei muito dela. Sebastian é um jovem atraente, inteligente, que realmente faria o estilo de muitas garotas, mas tem uma personalidade que eu diria bem difícil, PORÉM Alex foi minha paixão imediata, porque ele é fofo, bem leal (só quem ler o livro vai entender, se eu falar vou soltar spoiler hahahaha) e mostra que um paraplégico consegue sim ser independendo e neste caso muito sexy hahahaha. Sophia e Connie são personagens das famílias que viveram na conturbada época da segunda guerra mundial, e mesmo que elas tenham se tornado amigas, possuem personalidades diferentes. Sophia é extremamente bela, poetisa e inocente devida a sua cegueira, que fez com que sua família a protegesse muito, mas também é aquele personagem de origem rica e que não está acostumada a passar por dificuldades e nota-se isso com clareza em alguns momentos. Já Connie é uma mulher forte, realista, capaz de passar por muitas dificuldades e passar por qualquer problema que tiver de enfrentar e que, assim como seu marido, luta em favor da França e Inglaterra contra os Alemães nazistas, e é esta causa que juntou as duas famílias, em um laço de amizade que será colocado à prova  em vários momentos.
  Finalizo afirmando que todos deveriam ler este livro, principalmente quem, assim como eu, ama mistério, romance que se passe em épocas conturbadas da história, ou simplesmente para aqueles que apreciam um bom livro. Eu comprei este livro e agora estou louca para ler todos da autora e lerei em breve “A casa das Orquídeas” da mesma autora, e se ele tiver pelo menos UM POUCO da qualidade deste livro já será suficiente para ser um bom livro.
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Top Comentaristas 09



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Prêmios:
>> Livro “A Luz Através da Janela” de Lucinda Riley, mesma autora de “A Casa das Orquídeas”. – Não vai ser o kit porque nós não recebemos brinde desse título;
>> 11 marcadores diversos (incluindo o do livro).

Período:
>> Esse Top Comentaristas tem início no dia 04/12/2012 e vai até o dia 06/01/2013.

Resultado do Top Comentaristas 08

Como costume, vamos deixar alguns dias de prazo para quem ainda não tiver comentado em algum post do Top 08, mas o resultado sairá em breve em uma nova postagem.


A Casa das Orquídeas - Lucinda Riley


Após uma tragédia envolvendo pessoas muito queridas, Júlia Foster, uma pianista muito conceituada internacionalmente, resolve se afastar de tudo. E, em meio a sua tristeza, acaba indo, convencida por sua irmã Alícia, a um leilão que está acontecendo em Wharton Park, propriedade que frequentava quando criança, onde seu avô era jardineiro. No local, havia uma bela estufa, onde seu avô cultivava lindas orquídeas, que nasciam e morriam com as estações, e onde as melhores histórias eram contadas.
Lá, ela encontra com Kit Crawford, que conheceu quando ainda era garoto, e hoje é um homem simpático e muito atraente que também possui uma história triste, e com quem começa uma amizade. Durante uma reforma na propriedade, ele encontra um diário escrito durante a Segunda Guerra Mundial, e o entrega a Júlia, que passa a querer descobrir a verdade por trás do romance que destruiu o futuro de Wharton Park.
A partir daí, o leitor é transportado a uma outra época e passa a saber sobre a vida do casal Olívia e Harry Crawford, que acabou afetando Wharton Park e a todos que residiam e trabalhavam na propriedade, inclusive suas futuras gerações.
O começo do livro apresenta uma narrativa meio lenta, o que acaba sendo um ponto negativo já que o livro possui 560 páginas, e dá uma desanimada no leitor. Mas, se eu tenho um conselho para te dar, é que não desista da obra, já que, com o passar da história a leitura acaba tomando rumos que nos prendem, e até o final você já fica encantado com todo o universo desenvolvido pela autora.
“A Casa das Orquídeas” é dividido entre passado e presente e a maior parte é narrada em terceira pessoa, mas também há vezes em que Júlia é a narradora. O cenário também muda constantemente e temos a possibilidade de conhecer diversos países e os costumes de seus povos. Todos esses elementos acabam trazendo mais riqueza de detalhes, o que é positivo, pois o leitor acaba se encantando por esses lugares, mas também pode ser negativo, pois algumas vezes a autora descreve esses locais com muitos detalhes, tornando algo mais cansativo.
A narrativa da autora deixa o leitor com muitas expectativas, tentando desvendar o que realmente ocorreu, e ela soube desenvolver o pano de fundo e ligar as tramas de uma forma muito convincente, fazendo com que eu não conseguisse largar as páginas até concluir a leitura.
Essa obra é repleta de reviravoltas, cheia de segredos e revelações, o que considero um ponto muito positivo, principalmente em um livro tão extenso, além de contar com grandes momentos recheados de drama, amor e redenção, despertando os mais diversos sentimentos em quem está lendo.
A capa está linda e condizente com a trama, já que há o presente e o passado representados nela, na capa e na contracapa. E, como amante de capas, gostei desse detalhe. A diagramação é simples, como característico da editora, e muito bem feita.
Se você gosta de romances envolventes, emocionantes e complexos, que são passados durante o período da Segunda Guerra Mundial, além de bem escritos, cheios de drama e apaixonantes, essa é uma leitura recomendada a você.
Avaliação



>> Esse post está participando do Top Comentaristas Nº 08 - FORMULÁRIO
>> Esse post está participando da Promoção Fim de Semana Novo Conceito