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Mamãe Walsh: Pequeno Dicionário da Família Walsh – Família Walsh #06 – Marian Keyes

Depois de conhecermos cada uma das cinco filhas Walsh em histórias repletas de humor, drama, emoção e superação, chegou a vez de ninguém menos do que a matriarca da família ter sua própria voz e contar algumas situações bem loucas e divertidas vivenciadas por cada um dos membros da família para leitor nenhum botar defeito!
Com a palavra, a Mamãe Walsh nos conta diversos detalhes e momentos sobre esta família irlandesa mais disfuncional – e engraçada – dos chick lits, nos levando ao riso em poucas linhas. Mas ela também sabe falar sério e comenta alguns pontos bem reflexivos.
Dos doze livros de Marian Keyes publicados no Brasil, eu li apenas dois e meio há alguns anos, sendo apenas um das Walsh, “Melancia”. Mas agora que vi comentários de que este exemplar de “Mamãe Walsh”, último lançamento dela no país, era uma história hilária narrada pela matriarca da família, eu sabia que precisava tirar meu atraso com os títulos da autora e corri para ler este o quanto antes.
E, olha, eu realmente ADOREI! Esta é uma obra extremamente engraçada! A Mamãe Walsh é uma figura e me diverti imensamente com seus comentários. O livro é dividido em letras do alfabeto e, em cada uma delas, há tópicos com palavras iniciadas pela letra em questão. Aí, ela nos conta acontecimentos que ilustram o tema da vez, em uma narrativa em primeira pessoa, o que nos aproxima ainda mais do que é dito por ser um papo descontraído com o leitor.
Ou seja, não é um livro com uma história de início, meio e fim, é mais como um complemento engraçado sobre os personagens da Família Walsh que os fãs da autora conhecem tão bem, onde a mãe vai contando situações, experiências, segredos, etc. com relação a algumas coisas que aconteceram com ela, suas filhas ou outras pessoas ao redor.
Antes do dicionário propriamente dito, há uma pequena apresentação da Família Walsh, onde ela fala um pouco sobre cada filha, com um mini resumo sobre suas vidas e o nome do livro de cada uma, onde podemos encontrar a história completa das personagens: Claire, Margaret, Rachel, Anna e Helen. E, também, fala brevemente de seu marido, o Sr. Walsh.
Claro que quem já leu os livros protagonizados pelas filhas Walsh com certeza vai aproveitar ainda mais a leitura porque já as conhece, então as referências farão mais sentido. Porém, não é necessário ter lido nenhuma das outras obras da autora para entender e apreciar este volume. Eu, por exemplo, só li o primeiro da série Família Walsh e, mesmo assim, já faz muitos anos, então nem me lembro de quase nenhum acontecimento e ainda adorei este livro, inclusive mais do que qualquer outro que eu tenha lido da autora. Isso se deve ao fato de ser mais voltado para a comédia, e eu amo histórias engraçadas.
A leitura é muito rápida, com linguagem fácil e direta, e recheada de piadinhas e sagacidade. Dá para começar e terminar de ler em apenas um dia, e se divertir do começo ao fim com a protagonista e suas lembranças.
Mas não é só de “graça” que este livro é composto, também há trechos reflexivos, sendo o melhor e mais marcantes deles, o tópico “F também é de Felicidade”, onde Mamãe Walsh nos presenteia com sábias palavras sobre o que é ser feliz para ela, e isso nos faz olhar para nossas próprias vidas e perceber que realmente será fácil se sentir bem assim também se pensarmos semelhante a ela neste caso.
Poderia considerar spoilers algumas pequenas informações que ela cita sobre com quem suas filhas ficam nos livros narrados por cada uma delas, mas acredito que no fundo não possam ser encarados como grandes revelações porque, neste tipo de história, geralmente já sabemos desde o início com quem a protagonista vai ficar no final, então acaba nem sendo uma surpresa tão grande assim.
Lá fora a versão impressa não foi publicada em inglês (pelo menos eu não encontrei informações sobre isto), somente em e-book, mas fico bastante contente de a Bertrand Brasil ter trazido para os fãs nacionais o livro físico, já que ele ficou uma graça e eu gosto de acrescentar títulos impressos na minha estante!
Mesmo seguindo o estilo de capas dos livros de Marian Keyes, este volume é em um tamanho menor do que toda a coleção e tem o formato padrão de 14 cm x 21 cm, com suas apenas cento e sessenta páginas. Mas acho que ficou perfeito deste jeito porque o conteúdo é pouco (infelizmente) e encaixou muito bem com o tamanho dele.
A diagramação está ótima, com fonte e espaçamento confortáveis para uma leitura agradável por mais tempo. Cada capítulo é uma letra do alfabeto (exceto o W, que foi excluído, tadinho! – Sei que nenhuma palavra em português começa com esta letra, mas poderiam ter colocado a palavra no original e uma nota de rodapé com a tradução), e tanto na parte superior das páginas, quanto entre a “definição” de uma ou outra palavra, há elementos gráficos bem fofinhos, umas florezinhas. A única coisa que pode incomodar alguns leitores é o fato das folhas serem brancas, mas todos os outros livros da autora publicados no Brasil também são.
Apesar de ser considerado o volume seis da série, na verdade foi publicado entre o quatro e o cinco, ou seja, poderia ser apontado como o livro #4.5. Uma grande evidência deste fato no texto é que logo no começo, quando ela faz uma breve apresentação da família, cita os nomes de cada livro narrado por uma de suas filhas, menos o de Helen, a mais nova e protagonista do livro cinco, “Chá de Sumiço”, que, inclusive, já foi resenhado aqui no blog (clique no título para conferir). Há, também, outro momento em que ela não cita o nome do homem que está em um relacionamento amoroso com esta sua filha, apesar de ter falado os de todas as outras quatro.
Se você busca uma leitura leve, descontraída e envolvente para passar bons e hilários momentos na companhia de uma personagem carismática, em um papo sobre as amenidades da vida de uma família bem doidinha e encantadora, então “Mamãe Walsh: Pequeno Dicionário da Família Walsh” é para você.
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Lançamentos de Outubro e Novembro da Bertrand Brasil

Oii, gente! Como vocês estão? Hoje vou falar dos lançamentos de outubro e novembro da Bertrand que ainda não tinham sido mencionados no blog. Estou interessada em vários dos títulos da lista, e vocês?

Ilusões honestas - Nora Roberts
Um suspense angustiante num cenário repleto de magia, segredos e ilusões.
Ilusões honestas, um dos títulos de Nora Roberts mais vendidos de todos os tempos, é lançado após diversos pedidos de fãs. A autora presenteia o leitor, mais uma vez, com personagens apaixonantes, criando um panorama mágico e misterioso. Presença constante nas principais listas de mais vendidos do mundo, sua nova obra prova como pode ser difícil recuperar a autoestima após uma amarga desilusão.
Filha de um ilusionista mundialmente famoso, Roxy Nouvelle herdou o talento do pai e sua atração por roubar joias. Nesse mundo colorido, entra Luke Callahan, um artista esperto que rouba o coração da protagonista e que guarda segredos que podem despedaçar suas ilusões. Mesmo lançado há mais de 10 anos, o casal principal desta obra é um dos mais marcantes da autora, segundo os próprios fãs.
As características e os dispositivos presentes em Ilusões honestas, provavelmente, nas mãos de um escritor menos talentoso pareceriam exagerados e artificiais. Não com Nora Roberts. O suspense aparece no momento certo, as lágrimas caem no capítulo perfeito, o arrepio surge na linha adequada, e a surpresa maior, na última página. Tudo aliado a personagens complexos e reais.
Um homem e uma mulher bem-sucedidos no perigo e na ilusão encontram uma paixão explosiva nesta irresistível história da autora número 1 do The New York Times.
Mamãe Walsh: Pequeno Dicionário da Família Walsh - Marian Keyes
Cheio de humor, cheio de lágrimas, cheio de emoção e de vida.
Depois de histórias que envolviam suas cinco filhas – Claire, Margaret, Rachel, Anna e Helen –, faltava um livro que trouxesse as palavras da matriarca de uma das famílias mais divertidas da literatura. Em Mamãe Walsh - Pequeno Dicionário da Família Walsh, Marian Keyes apresenta mais um exemplo que explica porque ela se tornou a maior escritora de chick-lit do planeta.
A obra traz uma compilação de expressões que fazem o leitor compreender ainda melhor essa inusitada família. Em cada uma delas, a chefe do clã narra acontecimentos que ilustram o tema, como “H de Homens de verdade”, em que ela conta as aventuras com grandes exemplares do sexo masculino; ou “C de Cozinha”, com histórias sobre o dom culinário dos Walsh.
Mamãe Walsh produzirá no leitor lembranças de cada um dos títulos anteriores de Marian, de Melancia a Chá de sumiço, causando identificação instantânea: quem nunca passou por situações loucas na vida?
Um livro que convida todos a se divertirem mais uma vez com esses incríveis personagens. São páginas repletas de humor e sagacidade, como somente Marian Keyes é capaz de escrever.

A vida como ela era #01: Os Últimos Sobreviventes - Susan Beth Pfeffer
A saga que agradará desde o mais aficionado por ficção científica até aquele que afirmava não ser fã do gênero.
Vinte anos após a publicação do elogiado best-seller The Year Without Michael, Susan Beth Pfeffer retorna à literatura com um romance impactante de ficção científica. Presente na lista de mais vendidos do The New York Times, a tetralogia Os Últimos Sobreviventes, que se inicia com A vida como ela era, foi considerada pela crítica, ao lado de Jogos Vorazes, uma das duas séries mais bem-escritas e viciantes dos últimos anos.
Miranda é uma adolescente e suas principais preocupações são os trabalhos extras que os professores passaram – tudo por causa de um meteoro que está a caminho da Lua. Os cientistas afirmam que a colisão será pequena. Acreditam que esse será um evento interessante a se observar do quintal de casa. Contudo, pra surpresa de todos, o impacto é bem maior do que o esperado, o que altera de modo catastrófico a humanidade. Em 24 horas, milhões de pessoas estão mortas e, com a Lua fora de órbita, muitas outras mortes são previstas. Existe esperança?
Enquanto alguns títulos do gênero assemelham-se a filmes sci-fis de má qualidade, a saga Os Últimos Sobreviventes transcende suas instalações com um futuro terrivelmente bem-construído e caracterização soberba. Uma emocionante história de persistência, ensinando que, mesmo diante de tempos assustadores e imprevisíveis, o recurso mais importante de todos é a esperança.
Dificilmente os leitores esquecerão A vida como ela era. 
The Pacific: o inferno a um oceano de distância - Hugh Aldersey-Williams
O livro que originou produção do canal HBO produzida por Steven Spielberg e Tom Hanks.
Em seu best-seller, o historiador Hugh Ambrose aprofunda a experiência da minissérie, The Pacific, por meio de uma poderosa perspectiva histórica e imediatista em primeira pessoa, revelando as odisseias entrelaçadas de um piloto da Marinha e de quatro fuzileiros navais norte-americanos. A obra figurou nas principais listas de mais vendidos, como a do The New York Times e do Publishers Weekly.
Cobrindo quase quatro anos de combate com um acesso sem precedentes a registros militares, cartas, diários, fotografias e entrevistas, este livro oferece uma perspectiva histórica única da guerra contra o Japão. Desde a derrocada em Bataan, passando pelo milagre da Batalha de Midway, os implacáveis episódios de Guadalcanal e Iwo Jima, os campos de extermínio de Okinawa até, finalmente, o complicado e triunfante retorno para casa.
O conflito chega ao leitor com velocidade e veracidade incríveis, impactando-o desde a primeira página. Isto, principalmente, devido aos relatos dos veteranos, que expressam com detalhes e paixão episódios até então desconhecidos pela maioria das pessoas. O resultado é poderoso.
Essas são as verdadeiras histórias dos homens que colocaram suas vidas em risco em nome de uma pátria, que foram despachados para lutar contra um inimigo que preferiu o suicídio à rendição. Homens que sofreram privações e humilhações como prisioneiros de guerra, que testemunharam a morte dos próprios companheiros, soldados e civis. Homens cujas medalhas foram conquistadas a um alto preço, pago por todos.
Uma obra que retrata com inacreditável realismo situações de penúria vividas por soldados do outro lado do planeta. Após a leitura, muitos desejarão saber ainda mais a respeito destes episódios menos divulgados da Segunda Guerra Mundial.
The Pacific é uma minissérie apresentada pelos produtores executivos Tom Hanks e Steven Spielberg, vencedores do Emmy e do Globo de Ouro com Band of Brothers, também da Bertrand Brasil.


Chá de Sumiço - Marian Keyes

Eu já havia lido um dos livros de Marian Keyes e amado a história. Sempre fiquei me perguntando o porquê de não ler outros títulos escritos por ela, já que adorei a escrita da autora, mas com tantas coisas para fazer e ler, acabei adiando as outras leituras, até que esta nova obra foi lançada aqui no Brasil pela editora Bertrand, aguçando a minha curiosidade e desejo de começar o meu segundo livro desta autora tão renomada e adorada pelos leitores. Agora, depois de ler, venho contar para vocês as minhas opiniões a respeito deste novo título.
Em “Chá de Sumiço” conhecemos a história de Helen, uma detetive particular, que depois de anos, é procurada por seu ex namorado para desvendar o sumiço de um dos membros de uma boy band irlandesa, que fez muito sucesso no passado e que vai se reunir em sua formação original, depois de anos separados. Como ela está com sua situação financeira bem apertada e um pouco desesperada, já que os clientes não estão mais procurando os seus serviços, e ela não imagina como mais pode ganhar dinheiro, resolve aceitar o caso, tendo uma semana para encontrar o paradeiro de Wayne Diffney.
Então, junto de nossa protagonista, entramos em uma aventura para descobrir mais sobre a vida de Wayne, conhecendo seus amigos e seus passos, para, assim, conseguir imaginar o que aconteceu para ele ter sumido tão de repente.
O livro aborda um tema bem delicado, que é a depressão, e como ela afeta a vida não apenas da pessoa que tem, mas também das demais que estão em sua volta, e apesar de abordar este tema mais sério, ainda é uma leitura leve e fluida, que consegue fazer a gente rir em muitos momentos, assim como quase chorar em outros.
O livro é narrado em primeira pessoa, o que foi bem legal, já que assim podemos acompanhar de perto tudo o que se passa com a nossa protagonista, assim como os seus sentimentos. E grande parte da trama é bem divertida, com situações hilárias, que nos faz rir bastante, uma história que consegue nos prender do início ao fim e personagens muito bem construídos que consegue nos cativar com suas maneiras de ser.
A capa é muito bonita, e segue o mesmo padrão de todos os outros livros lançados aqui no Brasil desta mesma autora, fazendo com que a gente tenha um certo reconhecimento apenas de olhar a capa. A diagramação, como de costume, é ótima, com a fonte em um tamanho confortável para a leitura, assim como o espaçamento entre as palavras, fazendo com que a gente consiga ler por mais tempo sem cansar a vista. Outra coisa que achei bem legal é que bem em cima de cada página, encontramos o nome da autora entre o desenho de duas lupas, e ao lado o número correspondente da página. A única coisa que incomoda algumas pessoas, é que as páginas são brancas e não amarelas, mas elas não cansaram a minha vista, e fiz uma leitura normal com elas. 
Recomendo esta obra para todas as pessoas que gostem de uma leitura rápida e fluida, com personagens fortes e cativantes, e uma história que consegue ser divertida e ao mesmo tempo ser mais séria. Além de tudo, a autora consegue escrever mais de quinhentas páginas, sem deixar o livro chato nem cansativo e consegue nos prender em todas elas, fazendo com que no fim a gente ainda fique triste por acabar e fique com um gostinho de quero mais. Quem já leu algum livro de Marian Keyes sabe como suas histórias são incríveis, e para quem ainda não leu, dê uma chance, pois provavelmente você não vai se arrepender.
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