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Arsène Lupin Contra Herlock Sholmes – Maurice Leblanc

Mestre do disfarce, Arsène Lupin é um ladrão brilhante, famoso por seus atos e por sempre conseguir o que quer. Todos sabem do seu sucesso e ninguém consegue detê-lo – mesmo que muitos tenham tentado. Com novos crimes acontecendo, o detetive inglês Herlock Sholmes é convidado a ir até a França encontrar respostas. E nesse embate entre ladrão e detetive, vamos acompanhar dois gênios confiantes e carismáticos que têm certeza de que terão a melhor no final.

Esse volume traz 2 contos mirabolantes com uma pitada divertida: “A Mulher Loura” e “A Lâmpada Judaica”. E eles enfrentam diversas situações utilizando seus raciocínios, contatos, poder de dedução, excentricidade e até força física.

Li O Ladrão de Casaca há anos e queria continuar acompanhando essas histórias. Leblanc é um autor francês que fez sucesso em sua época. Lupin foi protagonista de diversos romances e contos. 2 volumes independentes foram publicados pela Zahar. Fico feliz que pelo menos estes tenham sido lançados, pois de outra forma eu dificilmente teria conhecido.

Gosto do modo de pensar de Lupin, pois se assemelha a Holmes (um dos meus personagens favoritos), ainda que ambos tenham propósitos de vida e profissão opostos. As tramas são bem movimentadas e várias disputas entre eles são travadas.

O único ponto que me incomodou nesta obra é que achei Sherlock Holmes descaracterizado. Ele agia ingenuamente e tomava atitudes questionáveis e/ou banais, do tipo que nem mesmo alguém que não tem seu modo de pensar lógico faria por serem bobas e desnecessárias. Esperava que o autor fizesse um Lupin no nível de dedução e comportamento de Holmes e não apenas diminuísse os atos de Sherlock para se aproximar do que ele queria construir.





O Ladrão de Casaca - As Primeiras Aventuras de Arsène Lupin - Maurice Leblanc

Mestre do disfarce, Arsène Lupin é um ladrão brilhante, da mais alta categoria: rouba dos mais ricos, muitas vezes até anunciando o crime antes de o mesmo ser cometido, com planos elaborados e bem executados, sem deixar o bom humor de lado. Seu nome já ganhou fama e agora é temido: se você é o alvo dele, tenha certeza de que é melhor aceitar suas instruções, se as mesmas forem feitas, afinal, de um jeito ou de outro, tudo será realizado no tempo certo e da maneira prevista, e é melhor perder somente o necessário do que ficar completamente sem nada.
Esta obra reúne os primeiros nove contos sobre o tão carismático Arsène Lupin. A primeira aparição do personagem aconteceu na edição nº 6 da revista Je Sais Tout, publicada em 15 de julho de 1905 (ou seja, completa 111 anos hoje. E, sim, foi por isso que escolhi esta data para postar a resenha), por conta de um convite feito pelo conhecido e respeitado editor Pierre Lafitte, que pediu para Maurice Leblanc escrever uma ficção policial a ser publicada nela. E é para ele que, no começo deste exemplar, o autor dedica suas histórias inaugurais, que foram publicadas exatamente nesta mesma ordem em uma edição única em 1907.
Portanto, aqui estão presentes: “A Detenção de Arsène Lupin”, “Arsène Lupin na Prisão”, “A Fuga de Arsène Lupin”, “O Passageiro Misterioso”, “O Colar da Rainha”, “O Sete de Copas”, “O Cofre-forte da Sra. Imbert”, “A Pérola Negra” e, para finalizar, “Herlock Sholmes Chega Tarde Demais”.
E, sim, este último é uma sátira ao tão famoso e adorado Sherlock Holmes, que teve uma aparição em outro conto deste livro, com seu nome verdadeiro, e em mais algumas obras protagonizadas por Lupin, publicadas posteriormente a esta.  


E tenho que dizer que Holmes é um dos meus personagens literários favoritos da vida, então fiquei com um pouco de ciúmes do último conto antes de ler, mas no final não achei que tenha afetado sua imagem negativamente, então acabei gostando desta história também.
Em cada uma de suas pequenas aventuras, vamos conhecer melhor a personalidade de Lupin, seus propósitos, o que o move, e como algumas coisas simplesmente acontecem porque estavam em seu caminho. Enquanto zomba das convenções estabelecidas e de membros da alta sociedade, nosso protagonista adentra entre outras pessoas em cenários óbvios por conta de seus propósitos, realiza grandes feitos e constrói uma grande fama.
Vamos poder acompanhá-lo nas mais diversas situações: vencendo, perdendo, sendo preso, fugindo, bolando planos, colocando-os em prática, construindo amizades no mínimo interessantes, se encantando por uma mulher, se surpreendendo, sendo vítima de um golpe e em um embate com o célebre Herlock Sholmes, entre outras. Gostei muito de todas as histórias contidas neste exemplar, mas as minhas preferidas foram “O Sete de Copas” e “O Cofre-forte da Sra. Imbert”.
Alguns dos contos estão em terceira pessoa, outros em primeira. Não vou comentar muito a respeito disso porque existem explicações a respeito de quem são os narradores nas próprias histórias, o que poderia acabar sendo spoiler.


Eu realmente adoro este tipo de clássico: leve, divertido, com personagens carismáticos, que tem uma pitada de mistério, além de um lado cômico e uma narrativa fácil, direta e fluida. Tanto o texto quanto as situações em que os personagens se envolvem são bem elaborados de uma maneira simples e inteligente, ou seja, as explicações para as atitudes do protagonista são condizentes com a realidade e aceitáveis, mas também são fáceis de o leitor entender se prestar atenção. O que mostra que o ser humano poderia ser capaz de muito mais se prestasse mais atenção.