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A Lista - Cecelia Ahern

Eu amo as histórias desta autora e, por esse motivo, tenho todos os livros dela que foram publicados aqui no Brasil. De tanto gostar de suas obras, quase todas elas já foram resenhadas aqui no blog, inclusive fizemos um Especial dedicado somente a Cecelia Ahern (clique no nome dela para conferir todas as resenhas). Então, quando vi que faltava ler este exemplar, logo fui correndo começar minha leitura, e, agora, venho compartilhar com vocês as minhas opiniões sobre esta deliciosa obra.
Em “A Lista” conhecemos a história de Kitty Logan, uma repórter de trinte e dois anos, que vê sua vida começar a desmoronar. Isso tudo porque ela resolveu fazer uma matéria sem confirmar se os fatos eram verídicos ou não, e isso acabou fazendo com que ela arruinasse a sua carreira e sua reputação, e ainda sofresse um processo contra ela. Para piorar as coisas em sua vida, seu namorado acaba deixando-a, sem nenhum motivo aparente, e Constance, sua amiga, confidente, mentora e dona da revista onde ela iniciou a carreira, está muito doente e, portanto, não tem muito tempo de vida.
Quando foi visitar Constance, sua amiga que é uma grande jornalista, no hospital, ela fala para Kitty de uma lista que tem em sua casa, e que a mesma deveria pegá-la para explicar sobre uma grande matéria. Só que ela nunca consegue explicar, já que acaba falecendo antes, deixando nossa protagonista apenas com uma lista de cem nomes, totalmente desconhecidos.
Aos poucos vemos Kitty conhecendo essas pessoas, e junto com ela vamos desvendando o mistério desta lista. E, ao chegar ao final, entendemos o que Constance queria com essa matéria e foi bem bonito.
O livro é narrado em terceira pessoa, o que eu curti bastante já que a história gira em torno de vários indivíduos, sendo que nossa protagonista até mesmo vira coadjuvante em alguns dos trinta e dois capítulos deste volume. A narrativa é rápida, fluida e desperta na gente diversas emoções em toda a leitura.
Confesso que, apesar de simples, esta é a minha capa preferida de uma obra de Ahern publicada no Brasil, de longe. Espero que a Novo Conceito mude o padrão anterior e passe a seguir este novo, porque as capas dos outros livros dela deixam a desejar, sendo a maioria bem feia, e isso faz com que menos pessoas os leiam, o que é um grande desperdício. E também estou torcendo para que eles publiquem nos títulos o quanto antes, visto que ainda há alguns inéditos por aqui.
A diagramação é simples, mas bem feita. Todo início de capítulo há uma ilustração de folhas, a fonte do texto é confortável para a leitura, assim como os espaçamentos. E as páginas são amarelas, o que é sempre um bônus.
Se você é fã de Cecelia Ahern, não pode deixar de ler “A Lista”, que mistura mistério com drama de uma maneira super gostosa e envolvente, nos trazendo personagens incríveis e maravilhosos, que completam a trama e transformam este em um título maravilhoso. Caso você ainda não tenha lido nenhum livro da autora ou não conheça nada sobre a mesma, dê uma chance, pois ela tem obras maravilhosas e esta é uma delas.
Avaliação



Se você me visse agora - Cecelia Ahern

A designer de interiores Elizabeth Egan leva uma vida pacata e previsível. Ela não gosta de cores vibrantes, emoções fortes, bagunças, brincadeiras, ou qualquer coisa imaginária, já que é prática, controladora, preza por coisas seguras e prefere elementos palpáveis ou comprovados de alguma forma.
Com trinta e quatro anos de idade, morando numa grande casa e com sua carreira indo muito bem, Elizabeth tem lados que não gosta de sua vida: sua família e seu passado. Quando criança, sua mãe abandonou o lar (o marido e as duas filhas), sua irmã mais nova é uma alcóolatra que nem mesmo cuida do seu filho, uma criança adorável que fica sob a responsabilidade de nossa protagonista, e seu pai é turrão e muito fechado, não demonstrando sentimentos por ninguém. Talvez tenha sido com ele que ela aprendeu a agir assim e também não consegue mostrar qualquer tipo de afeto pelo pequeno Luke, que mesmo sem amor evidente de ninguém ao seu redor, continua sendo um menino ótimo.
Mas sua vida vai dar uma virada de cento e oitenta graus quando Ivan entra na vida de Luke, seu sobrinho, por conta de sua profissão de amigo imaginário, e, por tabela, acaba sendo visto por Elizabeth também. Só que ninguém mais além dos dois (e mais uma pessoa, que não vou comentar para vocês descobrirem) e seus outros amigos com profissões parecidas, parece tomar conhecimento de sua existência.
Aos poucos, Ivan vai quebrando barreiras e mostrando que a vida pode ser diferente e, mesmo assim, ótima. Elizabeth passa a de abrir mais, se divertir mais e até começa a ter sentimentos nunca antes conhecidos. Mas será que ela está preparada para aceitar o inimaginável? Será que ela vai acreditar na existência de Ivan, mesmo que praticamente ninguém mais o veja?
Este foi o segundo livro que li da autora, e, depois de me decepcionar com “Simplesmente Acontece”, estava com minhas expectativas dividas. De um lado, estava um pouco empolgada e torcendo para curtir uma das obras desta autora tão querida por tanta gente, já que só ouço maravilhas sobre ela, inclusive de pessoas próximas a mim com as quais eu concordo no gosto literário muitas vezes. Por outro lado, havia um certo receio de que eu fosse me decepcionar novamente com um de seus livros, e eu com certeza odeio esperar muito de algo e ele não alcançar minhas expectativas. Então posso dizer que estava com boas esperanças para este livro, ao mesmo tempo em que refreava minha empolgação. Mas, para meu alívio e alegria, adorei esta leitura!
Sabe aquelas obras que são fofas e inspiradoras, daquele tipo que nos faz suspirar e ficar com um sorriso no rosto? “Se você me visse agora” é exatamente assim. Emocionante, triste e feliz ao mesmo tempo, a autora soube desenvolver uma história encantadora, através de uma narrativa gostosa, sensível, bastante reflexiva e com pitadas de comédia, que nos mostra o verdadeiro valor do amor e da amizade e no final ainda nos deixa com uma mensagem muito bonita.
"– A vida é feita de encontros e despedidas. Pessoas entram na nossa vida todos os dias, a gente dá bom dia, dá boa noite, algumas permanecem por alguns minutos, algumas permanecem por alguns meses, algumas por um ano e outras por toda a vida.” 
Considero este exemplar bastante criativo, afinal Cecelia inovou com o tema amigos imaginários em um romance para adultos, o que eu nunca antes tive o prazer de conhecer, e mesmo assim não soou chato ou forçado.  Além disso, ela escreve sobre o imaginário tão bem e de forma tão crível, que parece ser mesmo real.
A narrativa deste volume é intercalada, ora em primeira pessoa por Ivan, ora em terceira acompanhando Elizabeth. Não há qualquer indicação de quem irá contar seu ponto de vista naquele instante, então era uma pequena surpresa a cada início de capítulo. Através das partes narradas por ele, também pudemos conhecer outros personagens importantes em sua jornada, que são essenciais neste seu mundo de amigos invisíveis. Enquanto nas dela, soubemos muito mais sobre seu passado e sua forma de pensar, e a vemos evoluindo conforme Ivan vai começando a fazer parte de sua vida, derrubando barreiras e construindo confiança. E, na de ambos, vemos seus relacionamentos, um com o outro e com as pessoas do mundo normal.
Uma das características que percebi de Ahern, tanto por conta dos dois livros dela que li, quanto por ter lido as outras resenhas que as meninas escreveram aqui no blog, é que ela não gosta de focar muito no romance. Pode até haver uma pitada romântica em suas obras, mas ela é tão sutil que, quem busca livros fofos e não liga para a parte amorosa, vai gostar bastante. E, mesmo quem procura por este delicioso sentimento, vai encontrar algo, mesmo uma pequena faísca. Só que, em vez do romance, ela prefere desenvolver questões reflexivas e de amadurecimento pessoal em seus protagonistas e, isto, pode ter certeza de que você irá encontrar em qualquer um de seus exemplares.
A escrita da autora muitas vezes acaba sendo bastante cansativa, principalmente para que não curte histórias muito detalhadas ou busca algo mais ágil. Isto ocorre porque ela é bastante minuciosa em absolutamente todas as partes, ou seja, a gente conhece cada detalhe a fundo, desde o passado dos personagens até o presente, passando por ações, cenários, aparências, sentimentos, desejos, aspirações, tudo. Não tem como você terminar a leitura e sentir que não conheceu alguma coisa ou alguém, porque ela não deixa margens para dúvidas ou deixa de construir bases para tudo.
E ela gosta de recorrer a uma pitada de fantasia em suas histórias. De vez em quando, como no caso de “Se você me visse agora”, ela encontra alguma coisa relativamente real, pelo menos na imaginação de diversas crianças pelo mundo, e transforma em algo como se fosse mesmo verdadeiro, só para nos fazer acreditar no impossível ou, pelo menos, no improvável. A autora também utilizou alguns outros elementos de lendas para acrescentar “veracidade” à história de Ivan, como pedidos para jinny joes, e para estrelas cadentes.
É claro que torci para o casal ficar junto, isto é inevitável para mim, mas, em dado momento, eu percebi que isso provavelmente não iria acontecer (não vou contar se estava enganada ou certa, leiam para saber!). Então ficava curiosa para saber se ia acertar ou errar, e na hora do acontecimento, meu coração se encheu de coisas boas e lágrimas nos olhos também. Há um certo tipo de sacrifício de um dos personagens em prol da felicidade do outro, e isso foi tão bonito, altruísta e corajoso, que fiquei realmente encantada e emocionada com todas aquelas cenas.
Posso afirmar que meu personagem preferido foi, sem sombra de dúvidas, Ivan. Gostei dele desde a primeira página e meu carinho só foi aumentando conforme ia avançando na leitura. No final, queria poder conhecê-lo também e abraçá-lo apertado. Sua personalidade é encantadora, divertida, alto astral, ele é um amor de pessoa e se preocupa com o próximo. E é muito fofo quando percebe que está sentindo coisas que nunca antes havia tido a oportunidade de experimentar, e o quanto isto acaba fazendo com que ele cresça um pouquinho mais também.
Elizabeth começou o livro sendo uma mulher difícil, fria, perfeccionista além da conta, incapaz de lidar com emoções, mas que no fundo tinha um coração de ouro. Foi incrível poder acompanhar seu florescimento, sua força de vontade, a forma como ela era toda cética e depois passou a acreditar na magia da situação, e como deixou-se ser mais leve, passou a se enxergar e a tudo ao seu redor de outra forma e, principalmente, ficou mais feliz depois de o amor entrar em sua vida.
A gente compreende a protagonista e o motivo de ela ser e agir assim, e vamos percebendo as mudanças em sua forma de pensar e se comportar de maneira bastante sutil, o que também ocorre de forma gradual. Não é de uma hora para a outra que ela muda, mas vamos percebendo cada etapa de sua evolução e sentimo-nos felizes de poder vê-la experimentando sensações e emoções, e se abrindo para a vida.
Outro personagem muito adorável é seu sobrinho, Luke. Sabe aqueles meninos pequenos que tem um encanto dentro deles que nada mais pode tirar? Quando tudo à sua volta está ruim ou poderia abalar suas estruturas, ele continua firme, forte, compreensível, guarda aquela inocência infantil, e ainda ajuda a tia, fazendo-a enxergar o que ela não conseguia.
“Quando você deixa um copo ou um prato cair no chão, provoca um ruído alto de coisa quebrando. Quando uma janela se estilhaça, um pé de mesa se quebra ou um quadro cai da parede, tudo isso faz barulho. Mas quando se trata do coração, quando ele se parte, é completamente silencioso. Seria de se pensar que, sendo ele tão importante, provocaria o ruído mais alto do mundo, ou mesmo alguma espécie de som cerimonial, com o soar de um címbalo ou o badalar de um sino. Mas o coração é silencioso e você quase deseja que haja algum som que o distraia da dor.” 
Um livro que não trata do mesmo tema que este, mas que não pude deixar de me lembrar enquanto estava lendo por ter algumas semelhanças (a protagonista da versão cinematográfica até tem o mesmo nome! Hahaha), é “E Se Fosse Verdade...”, do Marc Levy. Naquele caso, o personagem masculino vê e fala com esta moça, por quem acaba se apaixonando, mas ele é o único que pode enxergá-la, então passa por algumas situações inusitadas e algumas pessoas acreditam que “ele tem alguns parafusos a menos”. Aqui, o motivo para Elizabeth ser uma das únicas a enxergar Ivan é outro, mas eles também começam a se envolver, quase romanticamente, enquanto outros adultos não o veem.
Adoro a capa nacional e até acho que é uma das edições mais bonitas desta história (em comparação com outras pelo mundo, e você pode ver diversas AQUI). Inclusive porque o Ivan é exatamente aquele ali fotografado, e depois de ter lido, eu olho para a capa e imagino-o fazendo exatamente aquela cena, fofa e divertida.
A diagramação é simples, com capítulos começando na mesma folha que o anterior acaba, a fonte e os espaçamentos não são muito grandes, o que pode incomodar alguns leitores, mas foi tranquilo para mim. As páginas são brancas.
Terminei a leitura com os olhos marejados, mas com um sorriso no rosto bem neste mesmo instante. Desejo que todos possam sentir o mesmo que senti naquele momento, então não poderia dizer palavras melhores do que: Recomendo muito “Se você me visse agora”.
“Ela era melhor do que pizza, melhor do que azeitonas, melhor do que sextas-feiras, melhor do que ficar girando, [...] – e eu não deveria dizer isso – de todos os meus amigos, Elizabeth Egan foi, de longe, a minha preferida.” 
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Capas pelo Mundo – Cecelia Ahern – Parte 02

Como comentei no outro post sobre capas, adoro esta parte gráfica dos livros, então estou sempre procurando as edições lá de fora para poder compará-las às nacionais. Algumas vezes as daqui me decepcionam, mas em diversas outras eu não poderia ficar mais feliz pelas editoras brasileiras produzirem edições lindas.
Por conta deste Especial que estamos postando aqui no blog dedicado a Cecelia Ahern e seus livros já publicados no Brasil, resolvemos mostrar aos leitores como são suas capas em outras línguas. Vocês podem conferir as outras no post da Parte 01 e também AQUI, onde falamos sobre o último lançamento da autora pela Novo Conceito, “A Lista”.

Simplesmente Acontece | Resenhas: Livro / Filme (Skoob)
O que acontece quando duas pessoas que foram feitas uma para outra simplesmente não conseguem ficar juntas? Todo mundo acha que Rosie e Alex nasceram para ser um casal. Todo mundo menos eles mesmos. Grandes amigos desde criança, eles se separaram na adolescência, quando Alex se mudou com sua família para os Estados Unidos. Os dois não conseguiram mais se encontrar, mas, através dos anos, a amizade foi mantida através de emails e cartas. Mesmo sofrendo com a distância, os dois aprenderam a viver um sem o outro. Só que o destino gosta de se divertir, e já mostrou que a história deles não termina assim, de maneira tão simples.




As Suas Lembranças São Minhas | Resenha (Skoob)

Depois de perder o bebê e enfrentar uma separação, Joyce volta a viver com o pai viúvo, enquanto Justin deixa a América para lecionar numa universidade irlandesa. Ao se encontrarem, os dois sentem uma estranha conexão. Autora de P.S. Eu te amo – fenômeno de vendas na Europa e nos Estados Unidos adaptado para o cinema em 2007 com a atriz Hilary Swank –, Cecelia Ahern conta, neste livro, a história de dois adultos que enfrentam novas situações em suas vidas na cidade de Dublin, na Irlanda. Desde P.S. Eu te amo, a autora irlandesa escreveu mais cinco bestsellers, com mais de 11 milhões de exemplares vendidos, publicados em 56 países. Dela a Rocco publicou também Aqui é o melhor lugar.


Se você me visse agora | Resenha (Skoob)
Elizabeth Egan não tem tempo para amigos e muito menos para a imaginação fértil do sobrinho Luke. O menino de seis anos acaba de conhecer Ivan, um amigo imaginário. Ao notar que Elizabeth às vezes pode ouvi-lo e sentir que está por perto, Ivan resolve conhecê-la melhor e, a partir daí, começa a aparecer frequentemente em sua vida, levando-a a sair de seu ritmo normal e retilíneo. Autora de P.S. Eu te amo, que foi adaptado para o cinema, Cecelia Ahern constrói, mais uma vez, uma trama cheia de momentos surpreendentes.



Simplesmente Acontece (Cinema X Bookcase)

Como vocês puderam conferir na minha resenha do livro “Simplesmente Acontece” (clique no título para ler), eu não gostei da leitura, por achar cansativa e até sem graça em muitos momentos. Mas queria assistir ao filme para poder comparar as duas versões e ver se as mudanças tinham transformado esta história que eu tinha tantas expectativas, mas não gostei, em algo que eu curtisse mais do que o exemplar. Então esta review não é para dizer exatamente tudo o que acontece no filme, apenas comparar os dois materiais e dizer o que eu gostei e não gostei nas semelhanças e diferenças da história e a minha conclusão a respeito de ter curtido mais o livro, o filme, ou nenhum dos dois.
Quem não assistiu ao filme ou leu o livro e não gosta de spoilers, aconselho que não continue a ler esta resenha, pois, para comparar os dois, eu preciso comentar sobre as cenas de ambos, e algumas delas podem ser importantes para o desenrolar da trama.
Na adaptação cinematográfica houve algumas mudanças que não considero boas nem ruins, acho até que posso considerá-las como neutras, já que não fiquei chateada e nem aliviada com o que foi modificado. Uma delas é a forma como Rosie conhece sua melhor amiga, Ruby, pois no livro elas trabalham juntas em um escritório e há toda aquela dinâmica de troca de mensagens por conta do emprego delas, enquanto no filme elas se conhecem na farmácia e depois trabalham juntas no hotel, e isso nunca acontece no livro – só Rosie arruma empregos em hotéis. Algumas outras cenas menores também foram modificadas, mas os resultados foram semelhantes ou parecidos, então não senti muita diferença com elas.

Eu entendo algumas coisas que ficaram diferentes, já que são duas formas distintas de produzir material e como cada uma delas vai ser apresentada às pessoas. Por exemplo, achei maravilhoso alguns pequenos cortes que eram muito repetitivos na história, já que serviram para enxugar vinte anos do total, o que foi um alívio, pois foi justamente o longo período de tempo transcorrido da primeira página até a última que mais me incomodou no livro, principalmente levando em conta quanto eles demoraram a aceitar seus sentimentos e correr atrás um do outro e de suas respectivas felicidades.

Enquanto outras eu acredito que poderiam ter sido mantidas por conta da essência da história e dos personagens, inclusive porque também ficariam boas no filme. Como, por exemplo, o motivo e quando Alex se mudou de país, a dinâmica do baile de formatura e os acompanhantes (no livro só Rosie foi, com o futuro pai de sua filha), o motivo de Rosie ter ficado grávida, a maneira como Alex soube de Katie, a idade que a filha conhece o pai (criança no filme x pré-adolescente no livro) e o relacionamento que eles dois desenvolvem (no filme este praticamente não existe, visto que o pai é mais babaca). Descaracterizaram as duas esposas de Alex, que no caso do filme só casa com a segunda. Também são bem diferentes: o relacionamento de Alex com Sally, sua primeira esposa, de quem ele realmente gostou e com quem teve um filho (no filme ela o engana e nem fica grávida dele, mas, sim, de outro), o namoro dele com Bethany, inclusive a forma como voltaram a ficar juntos no futuro e o casamento dos dois com um filho, e até a “amizade” de Rosie com ela (não existe de maneira nenhuma no livro, o que eu achei mais do que ridículo no filme!). Também houve cortes de pessoas muito importantes na vida e família de Alex e Rosie.

O roteiro também teve algumas mudanças utilizando personagens para mais de um papel, ou seja, enquanto no livro duas pessoas distintas faziam algumas cenas, no filme uma das pessoas não existe e a outra faz as cenas das duas. Vou exemplificar: o garoto que tirou a virgindade de Rosie e é o pai de Katie no livro é o Brian, que inclusive fez parte da vida dos protagonistas desde novos e nenhum dos dois gosta muito dele, mas futuramente se torna muito importante. Enquanto no filme este personagem simplesmente não existe e Greg, que na obra literária é outro personagem, e é marido de Rosie em ambos, ganhou o papel de pai de Katie e responsável por tirar a virgindade de Rosie na formatura. Acontece isso em outros momentos, como quando Rosie descobre que Greg a trai, no livro é o irmão mais novo quem descobre sem querer, enquanto no filme é Ruby. Não gostei destas junções.

Um dos segredos do livro, revelado mais para a metade, acontece logo no começo do filme, mas até entendo este motivo, já que este começa com eles na adolescência, enquanto na obra eles ainda são crianças.
Apesar de o livro ter sido todo narrado em cartas e outros materiais escritos, no filme nada disto ganha importância, mas para falar a verdade não senti tanta falta assim destas coisas, já que não iriam funcionar na produção cinematográfica tão bem assim.
E eu gostei mais dos personagens de forma geral no filme também, o Alex, por exemplo, é muito melhor e até mais fofo, Katie não faz certas coisas com a mãe, e Rosie conseguiu manter sua essência, gostei dela em ambos.

Um ponto que me incomodou demais foi o uso dos mesmos atores para diversas fases da vida dos personagens. Acredito que teria ficado melhor, mais real, se tivessem pelo menos optado por outras pessoas para fazer os dois na adolescência, porque qualquer ser humano do planeta com mais de trinta anos não tem exatamente a mesma aparência que tinha aos dezessete anos. Não entendi muito bem esta dinâmica de manter os dois em todas as fases da vida dos personagens, acho que ficou feio e dá a impressão de que o tempo não passou para eles, mas foram mais de dez anos de vida acontecendo. Mais para o final, por exemplo, a Rosie tem a aparência de ser a irmã de sua filha pré-adolescente.

Em ambos os formatos, o amadurecimento de todos os personagens é bem evidente, mesmo que a história tenha tido vinte anos a menos do que no livro, provando que dava para a autora ter cortado metade de sua história e, ainda assim, teria ficado bom (para mim, muito melhor!).
O filme pode ser considerado uma comédia romântica (adoro!), o livro, apesar de ter tido seus pontos engraçados, é mais profundo, sensível e até mais dramático. Mas eu preferi a forma gostosa de como a história foi contada para os espectadores do filme, mais do que como foi contada no livro.
Uma modificação que eu achei ótima foi o final. No livro, se passam quase cinquenta anos da vida dos personagens para, enfim, eles admirem algo um para o outro, enquanto no filme isto ocorre bem mais rápido, visto que no final eles ainda estão no começo dos trinta anos. A melhor parte disto é que corta boa parte das cenas, que acabaram sendo desnecessárias, já que eram mais do mesmo, e a busca pela felicidade dos dois também ocorre mais rápido, pois ela é encontrada nesta fase da vida e não apenas vinte anos depois disso, como no livro. E o beijo! Fiquei feliz que pelo menos no filme ele aconteceu, já que no livro fiquei imensamente frustrada com a falta de envolvimento físico deles.

No geral, eu gostei mais do filme do que do livro, e talvez tivesse gostado mais ainda se não tivesse lido a obra literária, porque, ao ler, as comparações são inevitáveis e algumas coisas ficaram melhor desenvolvidas no material escrito, como era de se esperar. Porém, a versão cinematográfica ficou mais interessante exatamente porque enxugou as partes muito lentas e repetitivas da versão original. Se houvessem mais personagens no filme para cumprir as cenas deles mesmos, sem misturar as coisas, acredito que teria ficado maravilhoso, porque gostei do tempo mais ágil e a passagem de tempo menor do filme.
Concluindo, preferi assistir ao filme muito mais do que gostei de ler o livro. Isto é raro, mas simplesmente acontece.

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O Livro do Amanhã – Cecelia Ahern

“Dizem que uma história perde algo cada vez que é contada. Se assim for, esta nada perdeu, pois a contarei pela primeira vez”.
Narrado em primeira pessoa pela jovem Tamara Goodwin, cujo significado do sobrenome é vitória boa, que, com apenas dezesseis anos, sempre se sentia mais velha, como se tivesse mais idade. Em um determinado dia, encontra seu pai morto no chão do escritório. Ele havia cometido suicídio. Acreditando que ainda poderia estar vivo, ela tentou trazê-lo de volta, pressionando seu peito, mas foi em vão. Depois deste momento, viu seu mundo se ruir: seu pai deixara ela e sua mãe com zilhões de dívidas e todo luxo a que foram acostumadas se acabou por completo. As duas perderam tudo, inclusive a mansão de seiscentos e cinquenta metros quadrados em Killiney, na região de Dublin, na Irlanda, e as viagens especiais que faziam em família, já que sempre passavam férias ou datas comemorativas (Natal, aniversários, etc.) em vários locais caros pelo mundo afora.
Esta menina rica, mimada, grossa e respondona, que sempre achou que era melhor do que tudo e todos, inclusive do que suas amigas, se vê agora nesta situação complicada. Ela e sua mãe, Jennifer, recomeçaram nada mais, nada menos do que na casa humilde de seu tio Arthur, que era irmão de sua mãe e era casado com Rosallen, e moravam numa antiga guarita reformada que pertencia a um castelo no campo em Meath, no meio do nada no interior da Irlanda.
Jennifer, com o tempo, ficara mais triste e deprimida, e Tamara, sem nada para fazer, bem diferente de antes, como eu já comentei, conhece uma biblioteca itinerante, cujo dono era Marcus, que tinha em torno de vinte anos, era bem bonito, com cabelos castanhos escuros, barba por fazer, corpo estilo jogador de rúgbi, um sorriso branco e perfeito e olhos azul-claros. Portanto, ela logo se interessou pela “biblioteca”, e, mesmo não sendo tão fã assim de leitura, lia, mas não ficava muito ligada a isso. Assim, poderia ficar mais próxima de Marcus e ter alguém por perto para conversar.
No decorrer desta história, enquanto Tamara frequenta a biblioteca, acaba descobrindo um livro que estava sem nome de autor e muito bem fechado, e, curiosa, tenta de tudo para abri-lo. Quando consegue, encontra páginas em branco como um diário esperando para ser escrito e é isso o que ela decide fazer.
Só que, quando percebe, ele já havia sido escrito com sua própria caligrafia, mas com a data do dia posterior, contando coisas que iriam acontecer em seu futuro, como uma previsão. Porque tudo que lá era descrito acontecia no dia seguinte em que ela havia lido. Como foi encarar esta? Foi extremamente estranho e confuso, pois não sabia como proceder. Esta mistura tornou o livro bem distinto, ora ficção, ora romance, ora suspense, e assim por diante.
A narrativa de Cecelia é gostosa e fluida, e ela sabe usar muito bem as palavras de modo a nos prender na história, principalmente por conta de todo o mistério que permeia as páginas, pois a gente fica tentando entender as situações e querendo descobrir como tudo aquilo está acontecendo, como vai ser resolvido e o que vai mudar na vida de Tamara.
Este livro nos leva a crer que devemos dar valor as coisas quando as temos. Porque, de uma hora para outra, podemos perder tudo. E, para recuperá-las do mesmo jeito, será difícil. Acredito que a maioria dos jovens pensa assim, quando tem muito, acham que suas vidas sempre serão boas, diferente daqueles cujas vidas não lhes sorri adequadamente, e, alguns, desde cedo procuram melhorar. É lógico que depende muito da criação dos pais e do ambiente em que vivemos, que interferem muito em nossos pensamentos, e nossa personalidade vai se moldando. Se não queremos passar por tantas coisas, nossos pais deveriam nos colocar freios e nos ajudar a seguir em frente. Pena que não é assim que muitos casos funcionam.
Por incrível que pareça, a gente acha que a protagonista nunca vai amadurecer, mas não foi bem assim. De uma menina mimada, respondona e muito mais, passa a ver a vida de uma forma diferente. A gente acompanha o seu crescimento e o seu amadurecimento por conta das situações que ela vive. Primeiro porque sua vida mudou completamente, o que foi um grande baque para ela, depois porque começou a desvendar o futuro antes mesmo de vivenciá-lo, e posteriormente começou a encarar sua existência e suas ações de outra forma, o que acabou sendo uma boa lição para ela, que passou a querer melhorar suas atitudes para ter consequências melhores. Portanto, suas descobertas a fizeram ser uma pessoa melhor.
“...Aprendi muito, cresci muito e isso não para nunca.”
Mas história é muito mais do que a protagonista vivendo seus dramas de adolescente e as situações do Livro do Amanhã. O diário descreve tudo o que ela vai fazer e, com isso, a garota poderia resolver seus problemas, só que, muitas vezes, ela acaba preferindo não virar a página, porque, mesmo sem tentar, poderia modificar o destino.
Tamara acaba percebendo que o futuro é mutável, por mais que ela tivesse a sorte – ou não – de saber o que ia acontecer antes de vivenciar tais situações, e poder, assim, acabar modificando as coisas, muitas vezes ela não podia prever exatamente o que iria ocorrer. Porque, por mais que ela tivesse a chance disto, cada pequena ação que fazia ou deixava de fazer, poderia transformar algo muito maior, o que deixava sua mente confusa e, consequentemente, as páginas do diário também. Ou seja, mesmo sabendo por qual caminho percorrer, no final seu destino era incerto.
Esta obra busca a verdade de seu relacionamento familiar. Gostei muito do desenvolvimento da protagonista que, graças a sua curiosidade, desvendou segredos ocultos por dezessete anos, ou seja, tempo de sua existência até agora. Descobertas às vezes podem ser boas, mas muitas vezes são ruins, resta saber como ela vai encará-las.
Vocês querem saber se há romance? A minha resposta é pouco, bem pouco. Mas não era este o foco do livro e, sim, a evolução da personagem principal. E esta só pôde acontecer graças ao diário, que no fim nos deixa dúvidas sobre o motivo de ocorrer tudo o que ela passou. Às vezes me pergunto se ela também não foi dopada para pensar ou achar tudo que lia no diário, ou se eram sonhos inexplicáveis. No fim, ficamos sem saber a resposta sobre o que realmente era este livro do amanhã.
O desenrolar do livro é bastante longo, só deixando as descobertas para as últimas páginas. Portanto eu curti mais a leitura quando estava me aproximando do fim, onde tudo se esclarece, as histórias passadas são mostradas e muito bem narradas e desvendadas, fazendo com que os leitores agradeçam como este exemplar foi finalizado.
Este livro, então, acaba sendo uma lição de vida, passando uma mensagem realmente bonita e sendo algo para nos inspirar a tentar ser o que mais nos faz felizes. E, se pudermos viver cada dia da melhor forma possível, melhor ainda, pois não sabemos e nem podemos controlar nosso futuro, devemos apenas tentar fazer com que ele seja o mais realizado e completo para cada um de nós individualmente. Recomendo bastante!
“Me pergunto com frequência quanto de minha vida eu teria sabido se não fosse pelo diário. Às vezes, acho que o teria encontrado cedo ou tarde; quase sempre acho que era este o propósito do diário, pois, com certeza, tinha um propósito. Me conduziu até aqui. Me ajudou a descobrir os segredos, mas também me tornou uma pessoa melhor. Sei que isso soa muito sentimentaloide, mas me ajudou a compreender a existência dos amanhãs. Antes, concentrava-se apenas no agora.”
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Capas pelo Mundo – Cecelia Ahern – Parte 01

Eu sou uma grande fã de capas de livros. Muitas vezes são elas que me fazem desejar e até comprar algum exemplar novo para ler, mesmo sem nem ter lido a sinopse. Pensando nisto, resolvemos dar uma olhada nas capas de Cecelia Ahern publicadas pelo mundo para decidirmos se as edições nacionais são as mais bonitas ou ficaram muito a desejar.
Dividimos o post em dois, porque eram muitas capas, então a segunda parte vocês vão poder conferir amanhã. E, então, o que vocês acham? Em qual língua seus livros estão visualmente mais bonitos?

P.S. Eu Te Amo | Resenha (Skoob)
Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada.
Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa do que nunca.







A Vez da Minha Vida | Resenha (Skoob)
Certo dia, quando Lucy Silchester volta do trabalho, há um envelope de ouro no tapete. E um convite dentro dele para se encontrar com a Vida. Sua vida. Pode soar peculiar, mas Lucy leu sobre isso em uma revista. De qualquer forma, ela não pode ir ao encontro: está muito ocupada desprezando seu emprego, fugindo de seus amigos e evitando sua família.
Mas a vida de Lucy não é o que parece. Algumas das escolhas que fez — e histórias que contou — também não são o que parecem. Desde o momento em que ela conhece o homem que se apresenta como sua vida, suas meias-verdades são reveladas totalmente — a não ser que ela aprenda a dizer a verdade sobre o que realmente importa. Lucy Silchester tem um compromisso com sua vida — e ela terá de cumpri-lo.


O Livro do Amanhã | Resenha (Skoob)
Nascida no luxo, Tamara Goodwin, de 16 anos, nunca precisou olhar para o amanhã, até que a morte abrupta de seu pai deixa a ela e a sua mãe uma montanha de dívidas e as obriga a se mudarem para a casa dos tios de Tamara, em um vilarejo no interior. Solitária e entediada, a única diversão de Tamara é uma biblioteca itinerante. E ali, ela encontra um livro muito misterioso.
Tamara vê inscrições com sua própria letra e datadas para o dia seguinte. Quando tudo acontece exatamente como o livro previa, ela percebe que pode ter encontrado a solução para seus problemas. No entanto, Tamara descobre que é melhor não virar algumas páginas e que, apesar de muito tentar, não pode mudar o destino.

O Presente | Resenha (Skoob)
Todos os dias, Lou Suffern luta contra o tempo. Ele tem sempre dois lugares para ir, tem sempre duas coisas a fazer. Quando dorme, sonha com os planos do dia seguinte, e, quando está em casa, com a esposa e os filhos, sua mente está, invariavelmente, em outro lugar.
Numa manhã de inverno, Lou encontra Gabe, um morador de rua, sentado no chão, sob o frio e a neve, do lado de fora do imenso edifício onde Suffern trabalha. Os dois começam a conversar, e Lou fica muito intrigado com as informações que recebe de Gabe; informações de alguém que tem observado uniões improváveis entre os colegas de trabalho de Lou, como os encontros da moça de sapatos Loubotin com o rapaz de sapatos pretos...
Ansioso por saber de tudo e por manter o controle sobre tudo, Lou entende que seria bom ter Gabe por perto — para ajudá-lo a desmascarar associações que se formam fora de suas vistas — e lhe oferece um emprego. Mas logo o executivo arrepende-se de ajudar Gabe: sua presença o perturba. O ex-mendigo parece estar em dois lugares ao mesmo tempo, e, além disso, Gabe lhe fala umas coisas muito incomuns, como se soubesse do que não deveria saber...
Quando começa a entender quem é realmente Gabe, e o que ele faz em sua vida, o executivo percebe que passará pela mais dura das provações. Esta história é sobre uma pessoa que descobre quem é. Sobre uma pessoa cujo interior é revelado a todos que a estimam. E todos são revelados a ela. No momento certo.



A Vez da Minha Vida - Cecelia Ahern

Eu estou em uma fase bem Cecelia, já que estou viciada em seus livros, e lendo um atrás do outro. Claro que, com cada sinopse encantadora, este desejo cresce mais ainda, e este foi um dos motivos para eu querer começar a minha leitura de “A Vez da Minha Vida” o quanto antes. Este volume foi publicado aqui no Brasil pela editora Novo Conceito, e você pode garantir um exemplar dele participando de nossa promoção para o Especial dedicado a esta autora maravilhosa, para saber mais clique AQUI.
“A Vez da Minha Vida” apresenta a história de Lucy, uma mulher de vinte e nove anos que sente que tudo na sua vida está errado, isso porque ela despreza o seu empego, foge de sua família, evita os seus amigos. Quando recebe uma carta com um convite para encontrar a sua vida, e, depois de muita insistência de seus familiares, resolve ir a este encontro (isso depois de ter adiado o máximo possível), ela conhece um homem, também conhecido como Cosmo, que tem uma aparência horrível, é repugnante, mal educado, com um aspecto doentio (como o reflexo da vida de Lucy), que mostra para nossa protagonista que todas as mentiras que ela andou contando não afetaram somente a sua vida, mas também as de pessoas ao seu redor. E, para cada mentira, ele conta uma verdade e mostra que Lucy deve encarar tudo de cabeça erguida, se sentir mais segura, deixar de mentir e fazer coisas que a beneficiem de um jeito bom e saudável. A partir do momento que ela começa a dar mais atenção a sua vida, Cosmo vira um homem mais bonito, mais saudável, etc.
Foi muito bom acompanhar nossa protagonista, que conseguiu amadurecer bastante no decorrer do livro e ver que todos os personagens, tanto os principais como os secundários, foram muito bem construídos, cada um com o seu jeito de ser, nos encantando em todos os momentos.
Este volume é fantástico, pois ele nos mostra como estamos lidando com os acontecimentos da vida, fazendo com que a gente reflita bastante sobre as nossas atitudes. O livro é bem extenso, pois nossa protagonista relata todos os detalhes de sua vida, e nos apresenta às pessoas envolvidas nela e, apesar de muita gente achar que isso foi um pouco cansativo e chato, eu gostei bastante, já que, assim, consegui ter uma visão mais ampla de tudo, compreendendo melhor a Lucy, seus sentimentos e ações.
A narrativa é bem fluida, e, apesar de ser um livro extenso, consegui lê-lo com certa rapidez. Mais uma vez gostei bastante da narrativa da autora, que conseguiu trazer um tema bem diferente para uma história divertida, leve, dramática, reflexiva e gostosa de ler.
A capa não é das minhas preferidas, porque não sou muito fã destas capas com corte no meio e elementos diferentes, que no caso são o rosto da moça acima do título e cartas abaixo, então ela acaba não chamando a minha atenção, exceto pelo nome da autora, que faz com que meu interesse apareça logo. Prefiro muito mais as capas em inglês, que têm cores vibrantes e o título como destaque, com alguns elementos fofos. A diagramação interna é simples e bem feita com fonte e espaçamento em tamanhos confortáveis, e um detalhe gráfico em cada início de capítulo. As páginas são amarelas.
Recomendo este volume aqueles que buscam uma história leve e descontraída, que tem uma carga reflexiva grande, já que nos faz pensar em nossas próprias atitudes, em como estamos encarando nossa vida, e como seria o seu aspecto se ela fosse como o de uma pessoa.
Adoro livros que retratam amizade, amor e carinho e, apesar de não ser uma obra que traga muito romance, já que o foco é outro, gostei bastante de poder acompanhar o amadurecimento de nossa personagem. Cecelia Ahern, como sempre, está de parabéns ao escrever uma história incrível para nós, leitores.
Avaliação






[Lançamento] A Lista – Cecelia Ahern


Um dos lançamentos do mês de maio da Editora Novo Conceito é “A Lista” (One Hundred Names), da autora Cecelia Ahern. Este livro foi publicado em 2012 lá fora e é o nono romance escrito por ela. A sinopse aparenta ser uma história linda e emocionante, com o jeitinho especial dela de escrever e já estamos empolgadas para lê-lo o quanto antes.
SINOPSE
Kitty Logan tem 32 anos e aos poucos está perdendo tudo o que conquistou: sua carreira está arruinada; seu namorado a deixou sem um motivo aparente; seu melhor amigo está decepcionado com ela; e o principal: sua confidente e mentora está gravemente doente.
Antes de morrer, Constance deixa um mistério nas mãos de Kitty que pode ser a chave para sua mudança de vida: uma relação de nomes de pessoas desconhecidas. É com base neles que Kitty deverá escrever a melhor matéria de sua carreira.
Quando começa a ouvir o que aquelas pessoas têm a dizer, Kitty aos poucos descobre as conexões entre suas histórias de vida e compreende por que foi escolhida para dar voz a elas.
CAPAS PELO MUNDO



Simplesmente Acontece – Cecelia Ahern

Rosie e Alex parecem ser perfeitos um para o outro. Amigos desde a infância, eles não se desgrudam nunca, nem mesmo quando ele se muda de país, indo para os EUA, e ela continua morando na Irlanda. Ou quando ela fica grávida e ele vai estudar medicina. Ou mesmo quando ambos se casam com outras pessoas, constroem famílias, arrumam empregos, novos amigos, perdem entes queridos, mudam de casa, etc. Eles ainda estão ali, um pelo outro, dia após dia, ano depois de ano. Todos ao redor percebem que eles foram feitos um para o outro e, no fundo, tanto Rosie quanto Alex também sabem disso. Mas o destino – ou a falta de comunicação – sempre os impedem de ficar juntos. Mas será que o tempo, a distância e a vida vão poder fazer com que o amor acabe? Será que algum dia, cedo ou o mais tarde que puder, eles vão, finalmente, ficar juntos? Nada poder ser tão simples, mas quando há um amor forte e verdadeiro, a felicidade pode ser encontrada no fim do arco-íris.
A história parece linda, daquele tipo que me faria suspirar e ficar encantada, com um sorriso bobo no rosto a cada página virada e um maior ainda quando finalizasse a leitura. Mas, com muita tristeza, eu digo que não aconteceu nenhuma destas coisas comigo. “Simplesmente Acontece” não me cativou e eu não gostei de ter lido.
Até um certo momento, estava curtindo bastante a leitura, porque as coisas iam se desenvolvendo de uma forma diferente do que eu tinha imaginado, com bastante reviravoltas e acontecimentos interessantes. Mas, depois que estas situações foram se repetindo de novo e de novo, mesmo que apresentadas de uma forma um pouco diferente, eu já comecei a ver a história como algo cansativo e até chato.
A narrativa é totalmente epistolar, ou seja, mesmo com suas quase quinhentas páginas, só vamos conhecer a história através de cartas, bilhetes, e-mails, bate-papos, com todos os personagens, e não apenas os protagonistas, conversando entre si e contando os acontecimentos depois de terem ocorrido, e seus sentimentos de maneira mais leve. Não temos a exata visão das coisas, somente o que e como cada um decidiu contar ao outro.
Eu geralmente gosto deste tipo de narrativa, já até li alguns livros assim que funcionaram para mim muito bem, o que não foi o caso deste, pois acho que ficou faltando um algo a mais para me conectar a estes personagens em específico, então preferia que tivesse havido interações diretas entre eles.
Achei interessante que a autora quis colocar vários anos se passando, porque assim pudemos acompanhar os amadurecimentos de todos os personagens, tanto os principais quanto de alguns com menos importância, e vimos suas vidas avançando, com situações normais, cheio de problemas e também com felicidades e coisas boas, como a vida de qualquer ser humano por fora das páginas é. Ou seja, o livro é realmente bem realista, é a vida como a vida, retratada em palavras.
Mas há reviravoltas demais, muitas desnecessárias. Quando eu achava que as coisas iam andar, vinha outro acontecimento inesperado e alterava tudo, e não de forma surpreendente e gostosa, que nos empolga para continuar adiante, mas de um jeito chato e irritante, como se, ao invés de dar um passo para frente, desse dois para trás. Fiquei com raiva em diversos momentos por conta disso.
E o modo como os protagonistas viveram me irritaram porque faltava diálogo, conversas realmente sérias e honestas entre um e outro, afinal eles eram melhores amigos desde a infância, já que a história começa com Alex e Rosie sendo apenas crianças pequenas de cinco anos, e vai avançando ao longo dos anos até depois de completarem cinquenta anos. Ambos participaram ativamente da vida um do outro, nos momentos mais importantes e também nos menos, ficando sem se falar pouquíssimas vezes em todo este tempo. Mas eu senti como se ele só falassem amenidades ou coisas que só tinham importância em parte ou que eles não fossem o foco, porque os sentimentos deles, o que cada um queria realmente dizer para o outro, não vinha nunca. Eles pensavam, falavam com outras pessoas, mas nunca um com o outro e isso foi extremamente irritante. Eu acho que diálogos devem ser feitos sempre, quando algo está incomodando principalmente. Por que levar uma vida de sofrimentos se eles poderiam ser evitados com apenas umas trocas de palavras? A sensação que fiquei é que, mesmo com tantas coisas sendo ditas, faltava comunicação, pois eles falavam sem realmente dizer o mais importante.
Vi algumas resenhas e a grande maioria das pessoas ama este exemplar, que inclusive entra na lista dos preferidos de diversos leitores pelo mundo. Antes de ter lido por conta própria, minhas expectativas estavam tão altas e minha empolgação era tão grande, que, agora, depois de finalizar a última página, eu não consigo mais olhar para ele sem sentir tristeza ou raiva. Eu queria tanto, tanto, tanto gostar desta leitura, mas simplesmente não aconteceu. E toda vez que eu me lembro do fim, não consigo não me sentir frustrada e irritada, afinal, o que eu mais esperei para acontecer, acabou não se realizando. O final é basicamente aberto – a gente sabe o que vai ocorrer, mas não vemos isso “ao vivo”. E, do jeito que Alex e Rosie foram em todas aquelas mais de quatrocentas páginas antes disso, nada poderia ter acontecido novamente depois daquele encontro (que durou menos do que duas páginas). É nossa imaginação que vai realmente fechar a história, certo? E eu não consigo evitar pensar que algo atrapalharia tudo de novo, porque foi exatamente isto que aconteceu inúmeras vezes antes.
Mesmo assim, há uma mensagem realmente muito bonita no texto de que, mesmo com todos os acontecimentos que eles passam, problemas que enfrentam, vidas que vivem, o amor ainda perdura por muitos anos, resistindo a tantas coisas, provações, e também ao tempo, que todos sempre afirmam ser capaz de curar tudo. Eu realmente gostaria de ter amado esta leitura só por conta disso, afinal este é o meu sentimento preferido.
Dos dois protagonistas, eu preferi a Rosie com MUITA diferença. Alex não foi assim tão encantador quanto eu pensei que seria e também não curti algumas de suas atitudes. Rosie sempre foi uma mulher forte, batalhadora, sofredora (a maioria das coisas que aconteceram em sua vida não foi boa) e, mesmo assim, sempre pensava em todos ao seu redor, geralmente antes de si própria, deixando sua felicidade e seus desejos de lado vez após a outra.
Gostei de conhecer sua filha, Katie, e de ver a história entre ela e o seu próprio melhor amigo de infância, que começou parecido com a história de sua mãe com Alex, mas tomou rumos bem diferentes na adolescência e, principalmente, na vida adulta. Admito que gostaria que a autora escrevesse um livro para contar sua história, porque sei o que aconteceria com o romance entra ela e o Toby, então acho que poderia gostar da leitura. Só que achei algumas atitudes dela bem ridículas, mal agradecidas e até egoístas, principalmente em se tratando de Rosie. E, sim, eu gostei da protagonista o bastante para defendê-la, porque ela também merecia ser feliz, anos antes.
No final, até que dá para perceber a evolução e amadurecimento de todos os personagens, apesar de ter pensado que Rosie conseguiu chegar a este patamar muito antes do que Alex, que teve comportamentos ridículos mesmo sendo um homem adulto e tendo enfrentado e visto várias coisas antes.
Confesso que até agora eu não entendo o uso do título nacional “Simplesmente Acontece”, porque na verdade tudo acontece, mas não o que poderia ter acontecido há anos. Ou, melhor, só entendo se isto for relacionado a algo como: simplesmente acontecem coisas para atrapalhar a vida dos dois, porque isso, sim, está presente em praticamente todas as páginas.
Se este exemplar tivesse a metade de sua extensão, talvez menos anos apresentados, um final digno de me fazer suspirar, e também personagens com mais atitude (por favor!), porque odeio enrolação e este livro é só isso, com certeza teria entrado para os meus livros favoritos, mas infelizmente a leitura se tornou cansativa demais, repetitiva além da medida, chata em vários momentos, frustrante em demasiado e me deixou literalmente com muita raiva no fim.
Pelo menos terminou com algumas mensagens realmente muito boas. Nunca é tarde demais para começar alguma coisa, mesmo que pareça que o tempo ou a oportunidade tenham passado. Devemos correr atrás dos nossos sonhos e vontades e não deixar que a vida passe sem tomarmos uma atitude (só ver tudo que Alex e Rosie poderiam ter mudado se fossem sinceros e corressem atrás do que realmente queriam, para nos inspirar a querer ser diferente deles). E o amor verdadeiro supera todas as coisas e qualquer período de tempo.
Apesar de ter achado a leitura cansativa e enjoativa, o que realmente me decepcionou com todas as forças foi o final, que me fez ter vontade de jogar o livro longe, literalmente. Mas, caso você tenha paciência para esperar as coisas acontecerem bem devagar, cheio de reviravoltas e coisas atrapalhando a vida da protagonista, um romance que demora séculos para se concretizar, se é que isso vai mesmo ocorrer, e ler sobre a vida como ela é, bem real e cheia de altos e baixos, pode ser que curta este volume. Só, por favor, não espere grandiosidades do fim, pois poderá se arrepender da leitura como eu. Não posso indicar “Simplesmente Acontece” porque não gostei dele, mas como vi muita gente curtindo, pode ser que você também goste.
Avaliação