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O Livro dos Vilões – Cecily Von Ziegesar, Carina Rissi, Diana Peterfreund, Fábio Yabu

Quando a Galera Record lançou “O Livro das Princesas” (clique no título para conferir a resenha), fiquei com vontade de ler, mas quando a editora resolveu lançar “O Livro dos Vilões”, a vontade ficou ainda maior. Adoro livros que nos mostram que nem todos são bonzinhos, e que estes personagens também têm vez para mostrar que nem sempre são tão malvados como a gente pensa.
Além disso, minha irmã já tinha lido obras diversas de todos os autores deste exemplar (eu só conhecia os trabalhos de Cecily Von Ziegesar e Diana Peterfreund, dos quais gostei muito) e amou cada um com seu estilo de escrita, e também curtiu bastante “O Livro das Princesas”, me indicando esta leitura.
Vou comentar um pouco sobre cada um dos contos, que são curtos e tive cuidado para resenhá-los separadamente para vocês poderem ler tranquilamente sem qualquer tipo de spoilers. Quem quiser, também pode conferir resenhas de outros títulos dos autores, clicando em seus nomes aqui: Cecily Von Ziegesar, Carina Rissi, Diana Peterfreund, Fábio Yabu.
#StepSisters: Sobre sapatos e Selfies (Cinderela)
O primeiro conto deste volume traz a história de Cecily Von Ziegesar, que conta sobre a vida de Nastia e Dizzy, duas irmãs gêmeas que são lindas, malvadas e viciadas em sapatos. Elas têm apenas dezesseis anos e são meias-irmãs de Cindy, a quem elas exploram bastante. Este conto é narrado em terceira pessoa e consegue nos trazer uma história curta (a menor do livro, tem apenas quarenta e seis páginas), envolvente e engraçada. Encontramos um príncipe que pode não ser tão príncipe assim, uma fada madrinha e acontecimentos divertidíssimos, além de um final surpreendente.
Menina Veneno (Branca de Neve)
Este segundo conto é da autora brasileira Carina Rissi, e apresenta a história de Malvina, uma modelo linda, formosa e rica, que acabou perdendo o marido em um acidente e ficou com sua enteada detestável chamada Bianca. Ela é modelo da Menina Veneno e ficou morrendo de raiva quando perdeu seu posto para sua enteada Bianca. Agora, ela vê que tem que se livrar desta garota chata, contando com a ajuda de seus amigos. Mas nem tudo vai ser tão fácil, já que Bianca não é nenhuma flor e ela pode ser bem malvada.
Carina humanizou esta famosa vilã, fazendo com que a gente passe a gostar dela. O conto é narrado em primeira pessoa, o que foi bem legal já que adorei acompanhar Malvina e gostei muito do fato de ela conversar com a gente. Este foi um dos meus contos preferidos e também o mais extenso deles, com cento e duas páginas, e me diverti bastante lendo ele.
Quanto mais afiado o espinho (Bela Adormecida)
Neste conto de Diana Peterfreund conhecemos Malena, uma bruxa que queria apenas ser uma menina comum e que cresceu sendo descriminada por seus vizinhos. Ela resolve ser diferente do restante da sua família e frequentar a escola, onde faz novas amigas e até conhece um garoto pelo qual tem uma queda. Porém, ao descobrirem que ela é uma bruxa, apesar de boa, passam a repudiar a menina, e vemos que Malena começa a sofrer bullying, já que as pessoas a xingam e jogam bichos nela.
Este tem sessenta e duas páginas, e foi um conto com bastante drama, além de bem elaborado, que conquista a gente com uma protagonista fofa e uma história encantadora. Ele foi narrado em primeira pessoa, o que foi bem legal, já que assim conseguimos acompanhar melhor tudo o que nossa protagonista estava sentindo e como ela amadureceu.
A Menina e o Lobo (Chapeuzinho Vermelho)
Este é o último conto deste livro e foi escrito pelo, também brasileiro, Fábio Yabu. Com noventa e duas páginas (mas poderiam ser mais que eu iria adorar!), ele conta a história do lobo mal, que vive em um mundo paralelo ao nosso, onde todos os contos de fadas existem, e eles não têm livre arbítrio, ou seja, eles vivem pelo que manda o Narrador. Por mais que eles queiram mudar alguma coisa, são impedidos. Não aguentando mais a vida que leva, sem um final feliz, o Lobo acaba recebendo a ajuda de um oitavo anão para fugir para o nosso mundo. Assim que ele chega nesta nova realidade, acaba fazendo uma amizade linda e vemos que um ato de carinho e bondade transforma uma pessoa.
Irritado com a saída do lobo, o narrador vai fazer de tudo para que este volte para o mundo dos contos de fadas para, assim, colocar tudo de novo em ordem. Posso afirmar que neste conto o verdadeiro vilão é o narrador. Yabu construiu uma trama complexa e cheia de detalhes, que consegue nos encantar do início ao fim, mostrando uma história emocionante que nos surpreende e nos faz refletir. “A menina e o Lobo” foi realmente um conto que me surpreendeu positivamente e que me deixou com um gostinho de quero muito mais no final, sendo, de longe, o meu preferido do livro.
A parte gráfica deste volume segue o padrão do seu antecessor, tendo o mesmo estilo de capa, só que desta vez num tom de azul lindo e lombada vermelha, detalhes ilustrados seguindo o tema deste livro e seus contos (com espinhos, maçãs, caveiras, lobos, rosas, espadas e sapatinhos), e verniz localizado no título e nos nomes dos autores.
A parte interna também está linda e muito bem diagramada, com fonte e espaçamento em tamanhos confortáveis para leitura. No início de cada conto há uma página com uma ilustração em preto e branco relacionada com a história e na seguinte aparece somente o título, além de contar com páginas amarelas.
Um detalhe que amei é que a orelha do livro está super divertida com um recadinho de Blair Waldorf, que, para quem não conhece, é uma das protagonistas (e também minha personagem preferida) da série de maior sucesso de Cecily Von Ziegesar, Gossip Girl, que inclusive foi adaptada para uma série televisiva pela CW, que já teve seis temporadas e foi finalizada.
Estou torcendo para a Galera Record publicar novos livros com outras versões de mais contos de fadas, porque eu com certeza absoluta vou querer conferir e já até sei que vou gostar também.
Recomendo este livro para todos vocês, pois neste volume encontramos contos incríveis adaptados de histórias muito conhecidas por nós, onde nos divertimos bastante com os personagens. Além disso, ele consegue nos mostrar que toda história tem dois lados, sendo que nem sempre os vilões são realmente as pessoas ruins. 

Se você é como eu e adora contos de fadas recontados de maneira diferente, vai amar este livro, pois são quatro contos ótimos, escritos por escritores muito talentosos e bem diferentes entre si.
Avaliação



Caçadora de Unicórnios – Ordem da Leoa #01 – Diana Peterfreund

Quando fiquei sabendo que mais um livro de Diana Peterfreund iria ser lançado aqui, em terras brasileiras, fiquei morrendo de vontade de ler. Primeiro porque amei suas outras obras lançadas aqui no Brasil, a série com o título de Sociedade Secreta (Confira as resenhas de "Ritos de Primavera" e "Escolhas de Formatura"), segundo porque amo a escrita da autora, e terceiro porque Caçadora de Unicórnios tinha uma premissa super interessante e fiquei morrendo de vontade de ler sobre os unicórnios da autora.
Diferente do que estamos acostumados, com unicórnios fofos e doces, que são criaturas mágicas que lembram significados como amor e amizade, os unicórnios de Diana são criaturas horripilantes, que comem todos os tipos de carne (inclusive a humana), que matam por matar, e além de tudo contam com a ajuda do veneno em seus chifres para capturar suas presas.
Em “Caçadora de Unicórnios” conhecemos Astrid Llewelyn, uma adolescente de apenas dezesseis anos, que está no ensino médio e é uma estudante muito aplicada, uma vez que, além de estudiosa e apaixonada por medicina, ela pensa até mesmo em ser voluntária de um hospital. Astrid é uma garota normal, porém sua mãe, Lilith, é uma mulher extremamente macabra, que vive contando história sobre unicórnios malvados que são sanguessugas, que seus ancestrais viajavam para caçar estes monstros, e guarda consigo um vidrinho que pode curar o veneno desses animais.
Nossa protagonista, a princípio, acha que sua mãe é louca e frustrada, pois acabou tendo ela antes do que deveria, mas após a se deparar com um desses seres, ela percebe que tem mais verdade no que sua mãe contava do que ela imaginava. E sua vida toma um rumo totalmente diferente do que ela esperava. Ela acaba se mudando para Roma, e muitos de seus pesadelos se tornam realidade.
A narrativa é em primeira pessoa pela visão de nossa protagonista, o que foi bem legal, já que assim conseguimos acompanhar tudo que ela estava passando, com uma perspectiva de seu ponto de vista. Gostei muito de Astrid e de vê-la evoluindo e se tornando uma personagem diferente do começo do livro, mais forte.
 A história também conta com várias cenas de ação, que não deixam o livro ficar parado nem por um minuto, mas mantém um tom bem engraçado que me fez rir bastante, e ainda trás outros elementos que nos prendem do início ao fim, como o tema bem sobrenatural e com um romance quase que proibido, que eu adorei.
Achei bem interessante que a autora soube descrever os cenários muito bem e fiquei com muita vontade de conhecer tudo aquilo (tirando os unicórnios assassinos, óbvio hahaha), além disso, ela utilizou mitologia e História como pano de fundo, deixando a trama com um ar mais plausível, como se aquilo tudo tivesse mesmo sido real.
A capa é super bonita e representa bem o livro, as páginas são amarelas e a fonte está bem espaçada fazendo com que a gente consiga ler por mais tempo, sem cansar a vista. Na orelha de trás do livro tem um marcador com um desenho de uma adaga para a gente recortar, que eu achei bem legal. Claro que eu não vou fazer isso, pois minhas habilidades com a tesoura não são as melhores e eu provavelmente estragaria o livro, mas quem é mais habilidoso do que eu pode aproveitar o marcador.

Recomendo esta leitura para todas as pessoas que gostem de um livro com uma pegada sobrenatural, que trás um mundo como nosso, mas com coisas a mais acontecendo como se nós não soubéssemos. Além de tudo, esse volume nos encanta com sua história surpreendente que nos prende do começo ao fim e, quando chegamos ao final, nos deixa com um gostinho de quero mais. Já estou ansiosa para ler a continuação!
Avaliação



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Sociedade Secreta #04 – Escolhas de Formatura – Diana Peterfreund

Essa resenha não apresenta nenhum tipo de spoiler, nem dos livros anteriores.
Escolhas de Formatura” finaliza a série Sociedade Secreta, e Amy e seus amigos Coveiros (que pertencem a mesma sociedade que ela, Rosa e Túmulo) estão prestes a se formar na faculdade, mas antes disso precisam conciliar os estudos e a monografia com os deveres da sociedade, e um deles, o principal agora que estão acabando a faculdade, é recrutar alguém para substituí-los com maestria, já que eles deixam de ser cavaleiros ativos e passam a ser patriarcas.
É com um grande pesar que me despeço dessa série, que começou a ser publicada em 2008 aqui no Brasil (“Rosa e Túmulo” – 2008, “Sob a Rosa” – 2009, “Ritos de Primavera” – 2011, “Escolhas de Formatura” – 2012). Quando acompanhamos uma série por tanto tempo assim, principalmente as que gostamos bastante, sempre bate uma tristeza ao ler a última linha e fechar o livro, e dessa vez não foi diferente. A protagonista Amy e a Sociedade Rosa e Túmulo vão deixar saudades.
Essa série é uma queridinha para mim, e foi de grande destaque entre todas as minhas leituras já que a autora sabe como despertar e manter o interesse do leitor, incluindo muitas reviravoltas e personagens ótimos, do primeiro até o último livro.
Bom, eu gostei do final, mas não foi o melhor fechamento que a série poderia ter, em minha opinião. Nem tudo foi finalizado, tudo bem que tem coisa que dura há muito tempo para acabar assim, mas senti falta de algo mais resolvido, e outras situações tiveram um encerramento meio corrido, como se estivesse ali apenas para não pensarmos que ficou em branco.
Acho incrível a maneira de a autora estar sempre criando diversas situações para a história, mesmo com o livro prestes a chegar ao fim coisas novas vão surgindo e se desenvolvendo de um forma tão gostosa que nunca fica monótona e nunca dá vontade de parar a leitura.
Achei bonitinho o relacionamento de Amy com Poe, ao mesmo tempo em que achei meio infantil em alguns momentos. Acho que senti falta de algo mais intenso entre os dois, e no final do livro deixou a desejar. Parece que acabou faltando alguma coisa, o que é uma pena, já que aprendi a gostar dos dois juntos. Mas admito, também, que ele não foi meu personagem masculino preferido.
Eu gosto de algumas pontas que a autora sempre deixa de uma trama para serem utilizadas em outras, já que dá para imaginarmos que algumas partes importantes já acabaram e vão ser esquecidas, mas Peterfreund as trás de volta, ligando a alguma outra situação com maestria. Gosto muito desse recurso utilizado pela autora.
Um detalhe muito importante para quem já leu os três livros anteriores há um tempo relativamente grande, e está com medo de ficar perdido na história, não se preocupe, Diana sabe relembrar fatos ocorridos no passado dos personagens de uma maneira tão sutil e bem feita, que a gente consegue relembrar tudo tranquilamente. Posso dizer isso com certeza, pois havia lido os dois primeiros volumes há anos e ainda assim consegui me situar bem na história no terceiro e, claro, no quarto volume.
Algumas partes foram tristes, já que o livro tem um sentimento de despedida dupla, enquanto Amy dá adeus à faculdade e a algumas pessoas, os leitores se despedem dela e de todos os outros personagens. Eu vivi uma nostalgia enorme enquanto terminava a leitura. Porém, me diverti muito também e adorei como algumas decisões foram tomadas e no que elas resultaram, como, por exemplo, o futuro de Amy e da Rosa e Túmulo.
Sobre a parte gráfica, segue o mesmo padrão dos volumes anteriores, e cada início de capítulo começa com a frase “Por meio desta, eu confesso:”, e adoro isso. Os espaçamentos entre palavras e frases estão ótimos e as páginas são amarelas. Porém, o maior destaque, para mim, são as capas. Todas as quatro são lindas (detalhe para o batom torto na capa desse! hahaha ;x) e fazem bastante sentido com a história do livro em questão, fora isso cada um deles é de uma cor, e as lombadas são maravilhosas e ficam incríveis na estante.
Termino essa resenha dizendo, mais uma vez, que indico bastante a série. Se você busca algo para se entreter, se divertir, se revoltar (sim, eu me revoltei em alguns momentos! Hahaha), para se encantar com a história, se envolver com uma narrativa deliciosa, se apaixonar pelos personagens, com uma pitada de romance e diversão, ficar morrendo de vontade de entrar para uma Sociedade Secreta também, e, principalmente, se curte o gênero New Adult (mas sem ser tão explícito assim), então essa leitura é para você.
Por meio desta, eu confesso:
Sentirei saudades de Amy, da Rosa e Túmulo,
 e das confusões geradas quando unimos as duas.
Avaliação



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Sociedade Secreta #03 – Ritos de Primavera – Diana Peterfreund


Essa resenha não apresenta nenhum tipo de spoiler, nem dos livros anteriores, "Rosa e Túmulo" e "Sob a Rosa".
Em “Ritos de Primavera”, acompanhamos a vida de nossa protagonista, Amy Haskel, que está no último ano da faculdade e tentando conseguir alguma vaga de pós-graduação ou um emprego para quando seu ano chegar ao fim. Porém, enquanto ela precisava estar preenchendo formulários, acaba sendo perseguida por uma sociedade rival, já que os membros da Rosa e Túmulo (sua sociedade) fizeram um trote com eles, que estão revidando, mas parece que as atenções estão todas voltadas para Amy.
Nesse meio tempo, ocorre a tão esperada Férias de Primavera, e ela e alguns dos outros membros de sua sociedade vão para uma ilha particular da Rosa e Túmulo, um local paradisíaco onde eles poderão relaxar e se livrar de todo o estresse que estão vivendo. Será?
Aqui no blog nós não publicamos as resenhas dos volumes 01 e 02 dessa série, porque foram lidos há bastante tempo e, consequentemente, não nos lembramos de todos os acontecimentos nem o que sentimos com a leitura quando lemos.
Gosto bastante dessa série, mas com tantos livros na minha lista de leitura, acabei enrolando muito para ler “Ritos de Primavera”, que é o terceiro volume.  De um lado, fiquei super arrependida por ter demorado tanto, já que, como disse antes, adoro a série e poderia ter me deliciado com a história há bastante tempo, mas por outro lado parece que a demora foi o certo a ser feito, já que pude ler os dois últimos livros em sequência, e consequentemente pude acompanhar a vida de Amy por quase 900 páginas direto, e isso foi ótimo.
Estou escrevendo essa resenha depois de ter lido a série inteira (a resenha do último volume vai sair em breve), então posso afirmar que esse terceiro é o melhor livro de todos. Diana soube manter o leitor interessado, e com sua narrativa deliciosa e uma trama sempre bem movimentada, não tem como deixarmos o livro de lado por bastante tempo.
Gosto muito dos personagens, mas confesso que, por ter uma grande quantidade de nomes/apelidos, não consegui gravar todos, e muitos deles eu nem lembrava mais quem eram, se eram homens ou mulheres, muito menos suas personalidades. Acho esse o ponto mais negativo da história, já que eu acabava tendo que olhar uma página que podemos encontrar no começo do livro com seus nomes para tentar me recordar algo sobre o personagem em questão, e em muitas vezes nem isso adiantou.
Também vou confessar que o Poe não era um personagem que eu sentia muita simpatia, mas nesse terceiro volume ele acabou me conquistando levemente, e fiquei feliz de poder acompanhar um pouco mais sobre ele e seus olhos de cor cinza. Ainda não é um personagem pelo qual eu iria suspirar ou me apaixonar, mas admito que ele sabe ter seu charme e gostei muito de como as coisas ficaram resolvidas com ele neste livro.
Adoro a Amy, a acho uma protagonista bem divertida e apoio a maior parte de suas decisões, exceto por uma ou outra, principalmente com uma quase no final desse volume (podem ficar tranquilos que eu não vou dizer o que aconteceu, leiam para saber! Hahaha), que me deu vontade de xingá-la (tá, eu realmente a xinguei, mas isso é só um detalhe! :P). Fora isso, acho que as suas atitudes são bem coniventes com sua idade.
Acho bastante admirável toda a interação de Amy com sua sociedade. As amizades que eles conquistaram ali, as interações entre eles e os bárbaros (pessoas que não pertencem a uma sociedade), e entre os membros de outras sociedades. Também adoro acompanhar os trotes (a parte divertida deles), e os casos amorosos que acabam acontecendo.
Só preciso comentar com vocês a respeito de uma passagem da trama, mas claro que é sem spoilers. “Ele era jovem demais para ver a diferença entre brincadeiras provocativas e realmente perigosas.” Com essa frase nossa protagonista justifica alguns atos cometidos por uma pessoa com 14 anos de idade. Não concordo com ela. Para mim, 14 anos é uma idade suficiente para a pessoa saber o que está fazendo e merece as consequências de seus atos. Com essa idade não é nenhuma criança, pode não ser um adulto, mas está longe de ser tão ingênuo quanto essa frase supõe que o ser seja. E sim, me revoltei em como as coisas foram resolvidas. Não vou comentar mais a fundo sobre isso para não revelar nada, mas precisava desabafar na resenha.
A série “Sociedade Secreta” faz parte do gênero New Adult, e apresenta jovens de vinte e poucos anos frequentando a faculdade, e vivendo experiências de vida e amorosas, incluindo linguagem sexual, mas nada muito explícito.
Em meio a muitas confusões, esse livro apresenta amizade e poder em suas diversas formas, proporcionando ao leitor uma leitura divertida e gostosa de ser acompanhada e com personagens ótimos. Recomendo para todos que gostam do gênero.
 Avaliação



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