Essa resenha
não apresenta nenhum tipo de spoiler,
nem dos livros anteriores, "Rosa e Túmulo" e "Sob a Rosa".
Em “Ritos de
Primavera”, acompanhamos a vida de nossa protagonista, Amy Haskel, que está no
último ano da faculdade e tentando conseguir alguma vaga de pós-graduação ou um
emprego para quando seu ano chegar ao fim. Porém, enquanto ela precisava estar
preenchendo formulários, acaba sendo perseguida por uma sociedade rival, já que
os membros da Rosa e Túmulo (sua sociedade) fizeram um trote com eles, que
estão revidando, mas parece que as atenções estão todas voltadas para Amy.
Nesse meio
tempo, ocorre a tão esperada Férias de Primavera, e ela e alguns dos outros
membros de sua sociedade vão para uma ilha particular da Rosa e Túmulo, um
local paradisíaco onde eles poderão relaxar e se livrar de todo o estresse que
estão vivendo. Será?
Aqui no blog
nós não publicamos as resenhas dos volumes 01 e 02 dessa série, porque foram lidos
há bastante tempo e, consequentemente, não nos lembramos de todos os
acontecimentos nem o que sentimos com a leitura quando lemos.
Gosto
bastante dessa série, mas com tantos livros na minha lista de leitura, acabei
enrolando muito para ler “Ritos de Primavera”, que é o terceiro volume. De um lado, fiquei super arrependida por ter
demorado tanto, já que, como disse antes, adoro a série e poderia ter me
deliciado com a história há bastante tempo, mas por outro lado parece que a
demora foi o certo a ser feito, já que pude ler os dois últimos livros em
sequência, e consequentemente pude acompanhar a vida de Amy por quase 900
páginas direto, e isso foi ótimo.
Estou
escrevendo essa resenha depois de ter lido a série inteira (a resenha do último
volume vai sair em breve), então posso afirmar que esse terceiro é o melhor
livro de todos. Diana soube manter o leitor interessado, e com sua narrativa
deliciosa e uma trama sempre bem movimentada, não tem como deixarmos o livro de
lado por bastante tempo.
Gosto muito
dos personagens, mas confesso que, por ter uma grande quantidade de
nomes/apelidos, não consegui gravar todos, e muitos deles eu nem lembrava mais quem
eram, se eram homens ou mulheres, muito menos suas personalidades. Acho esse o
ponto mais negativo da história, já que eu acabava tendo que olhar uma página
que podemos encontrar no começo do livro com seus nomes para tentar me recordar
algo sobre o personagem em questão, e em muitas vezes nem isso adiantou.
Também vou
confessar que o Poe não era um personagem que eu sentia muita simpatia, mas
nesse terceiro volume ele acabou me conquistando levemente, e fiquei feliz de
poder acompanhar um pouco mais sobre ele e seus olhos de cor cinza. Ainda não é
um personagem pelo qual eu iria suspirar ou me apaixonar, mas admito que ele
sabe ter seu charme e gostei muito de como as coisas ficaram resolvidas com ele
neste livro.
Adoro a Amy,
a acho uma protagonista bem divertida e apoio a maior parte de suas decisões,
exceto por uma ou outra, principalmente com uma quase no final desse volume
(podem ficar tranquilos que eu não vou dizer o que aconteceu, leiam para saber!
Hahaha), que me deu vontade de xingá-la (tá, eu realmente a xinguei, mas isso é
só um detalhe! :P). Fora isso, acho que as suas atitudes são bem coniventes com
sua idade.
Acho
bastante admirável toda a interação de Amy com sua sociedade. As amizades que
eles conquistaram ali, as interações entre eles e os bárbaros (pessoas que não
pertencem a uma sociedade), e entre os membros de outras sociedades. Também
adoro acompanhar os trotes (a parte divertida deles), e os casos amorosos que
acabam acontecendo.
Só preciso
comentar com vocês a respeito de uma passagem da trama, mas claro que é sem
spoilers. “Ele era jovem demais para ver a diferença entre brincadeiras
provocativas e realmente perigosas.” Com essa frase nossa protagonista
justifica alguns atos cometidos por uma pessoa com 14 anos de idade. Não
concordo com ela. Para mim, 14 anos é uma idade suficiente para a pessoa saber
o que está fazendo e merece as consequências de seus atos. Com essa idade não é
nenhuma criança, pode não ser um adulto, mas está longe de ser tão ingênuo
quanto essa frase supõe que o ser seja. E sim, me revoltei em como as coisas
foram resolvidas. Não vou comentar mais a fundo sobre isso para não revelar
nada, mas precisava desabafar na resenha.
A série “Sociedade
Secreta” faz parte do gênero New Adult, e apresenta jovens de vinte e poucos
anos frequentando a faculdade, e vivendo experiências de vida e amorosas,
incluindo linguagem sexual, mas nada muito explícito.
Em meio a
muitas confusões, esse livro apresenta amizade e poder em suas diversas formas,
proporcionando ao leitor uma leitura divertida e gostosa de ser acompanhada e
com personagens ótimos. Recomendo para todos que gostam do gênero.











{








