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Sociedade Secreta #03 – Ritos de Primavera – Diana Peterfreund


Essa resenha não apresenta nenhum tipo de spoiler, nem dos livros anteriores, "Rosa e Túmulo" e "Sob a Rosa".
Em “Ritos de Primavera”, acompanhamos a vida de nossa protagonista, Amy Haskel, que está no último ano da faculdade e tentando conseguir alguma vaga de pós-graduação ou um emprego para quando seu ano chegar ao fim. Porém, enquanto ela precisava estar preenchendo formulários, acaba sendo perseguida por uma sociedade rival, já que os membros da Rosa e Túmulo (sua sociedade) fizeram um trote com eles, que estão revidando, mas parece que as atenções estão todas voltadas para Amy.
Nesse meio tempo, ocorre a tão esperada Férias de Primavera, e ela e alguns dos outros membros de sua sociedade vão para uma ilha particular da Rosa e Túmulo, um local paradisíaco onde eles poderão relaxar e se livrar de todo o estresse que estão vivendo. Será?
Aqui no blog nós não publicamos as resenhas dos volumes 01 e 02 dessa série, porque foram lidos há bastante tempo e, consequentemente, não nos lembramos de todos os acontecimentos nem o que sentimos com a leitura quando lemos.
Gosto bastante dessa série, mas com tantos livros na minha lista de leitura, acabei enrolando muito para ler “Ritos de Primavera”, que é o terceiro volume.  De um lado, fiquei super arrependida por ter demorado tanto, já que, como disse antes, adoro a série e poderia ter me deliciado com a história há bastante tempo, mas por outro lado parece que a demora foi o certo a ser feito, já que pude ler os dois últimos livros em sequência, e consequentemente pude acompanhar a vida de Amy por quase 900 páginas direto, e isso foi ótimo.
Estou escrevendo essa resenha depois de ter lido a série inteira (a resenha do último volume vai sair em breve), então posso afirmar que esse terceiro é o melhor livro de todos. Diana soube manter o leitor interessado, e com sua narrativa deliciosa e uma trama sempre bem movimentada, não tem como deixarmos o livro de lado por bastante tempo.
Gosto muito dos personagens, mas confesso que, por ter uma grande quantidade de nomes/apelidos, não consegui gravar todos, e muitos deles eu nem lembrava mais quem eram, se eram homens ou mulheres, muito menos suas personalidades. Acho esse o ponto mais negativo da história, já que eu acabava tendo que olhar uma página que podemos encontrar no começo do livro com seus nomes para tentar me recordar algo sobre o personagem em questão, e em muitas vezes nem isso adiantou.
Também vou confessar que o Poe não era um personagem que eu sentia muita simpatia, mas nesse terceiro volume ele acabou me conquistando levemente, e fiquei feliz de poder acompanhar um pouco mais sobre ele e seus olhos de cor cinza. Ainda não é um personagem pelo qual eu iria suspirar ou me apaixonar, mas admito que ele sabe ter seu charme e gostei muito de como as coisas ficaram resolvidas com ele neste livro.
Adoro a Amy, a acho uma protagonista bem divertida e apoio a maior parte de suas decisões, exceto por uma ou outra, principalmente com uma quase no final desse volume (podem ficar tranquilos que eu não vou dizer o que aconteceu, leiam para saber! Hahaha), que me deu vontade de xingá-la (tá, eu realmente a xinguei, mas isso é só um detalhe! :P). Fora isso, acho que as suas atitudes são bem coniventes com sua idade.
Acho bastante admirável toda a interação de Amy com sua sociedade. As amizades que eles conquistaram ali, as interações entre eles e os bárbaros (pessoas que não pertencem a uma sociedade), e entre os membros de outras sociedades. Também adoro acompanhar os trotes (a parte divertida deles), e os casos amorosos que acabam acontecendo.
Só preciso comentar com vocês a respeito de uma passagem da trama, mas claro que é sem spoilers. “Ele era jovem demais para ver a diferença entre brincadeiras provocativas e realmente perigosas.” Com essa frase nossa protagonista justifica alguns atos cometidos por uma pessoa com 14 anos de idade. Não concordo com ela. Para mim, 14 anos é uma idade suficiente para a pessoa saber o que está fazendo e merece as consequências de seus atos. Com essa idade não é nenhuma criança, pode não ser um adulto, mas está longe de ser tão ingênuo quanto essa frase supõe que o ser seja. E sim, me revoltei em como as coisas foram resolvidas. Não vou comentar mais a fundo sobre isso para não revelar nada, mas precisava desabafar na resenha.
A série “Sociedade Secreta” faz parte do gênero New Adult, e apresenta jovens de vinte e poucos anos frequentando a faculdade, e vivendo experiências de vida e amorosas, incluindo linguagem sexual, mas nada muito explícito.
Em meio a muitas confusões, esse livro apresenta amizade e poder em suas diversas formas, proporcionando ao leitor uma leitura divertida e gostosa de ser acompanhada e com personagens ótimos. Recomendo para todos que gostam do gênero.
 Avaliação



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