Essa resenha não apresenta nenhum tipo de spoiler, nem dos livros anteriores.
“Escolhas de Formatura” finaliza
a série Sociedade Secreta, e Amy e seus amigos Coveiros (que pertencem a mesma
sociedade que ela, Rosa e Túmulo) estão prestes a se formar na faculdade, mas
antes disso precisam conciliar os estudos e a monografia com os deveres da
sociedade, e um deles, o principal agora que estão acabando a faculdade, é
recrutar alguém para substituí-los com maestria, já que eles deixam de ser
cavaleiros ativos e passam a ser patriarcas.
É com um
grande pesar que me despeço dessa série, que começou a ser publicada em 2008
aqui no Brasil (“Rosa e Túmulo” – 2008, “Sob a Rosa” – 2009, “Ritos
de Primavera” – 2011, “Escolhas de Formatura” – 2012). Quando acompanhamos uma
série por tanto tempo assim, principalmente as que gostamos bastante, sempre
bate uma tristeza ao ler a última linha e fechar o livro, e dessa vez não foi
diferente. A protagonista Amy e a Sociedade Rosa e Túmulo vão deixar saudades.
Essa série é
uma queridinha para mim, e foi de grande destaque entre todas as minhas leituras
já que a autora sabe como despertar e manter o interesse do leitor, incluindo
muitas reviravoltas e personagens ótimos, do primeiro até o último livro.
Bom, eu
gostei do final, mas não foi o melhor fechamento que a série poderia ter, em
minha opinião. Nem tudo foi finalizado, tudo bem que tem coisa que dura há
muito tempo para acabar assim, mas senti falta de algo mais resolvido, e outras
situações tiveram um encerramento meio corrido, como se estivesse ali apenas
para não pensarmos que ficou em branco.
Acho
incrível a maneira de a autora estar sempre criando diversas situações para a
história, mesmo com o livro prestes a chegar ao fim coisas novas vão surgindo e
se desenvolvendo de um forma tão gostosa que nunca fica monótona e nunca dá vontade
de parar a leitura.
Achei
bonitinho o relacionamento de Amy com Poe, ao mesmo tempo em que achei meio
infantil em alguns momentos. Acho que senti falta de algo mais intenso entre os
dois, e no final do livro deixou a desejar. Parece que acabou faltando alguma
coisa, o que é uma pena, já que aprendi a gostar dos dois juntos. Mas admito,
também, que ele não foi meu personagem masculino preferido.
Eu gosto de
algumas pontas que a autora sempre deixa de uma trama para serem utilizadas em
outras, já que dá para imaginarmos que algumas partes importantes já acabaram e
vão ser esquecidas, mas Peterfreund as trás de volta, ligando a alguma outra
situação com maestria. Gosto muito desse recurso utilizado pela autora.
Um detalhe
muito importante para quem já leu os três livros anteriores há um tempo
relativamente grande, e está com medo de ficar perdido na história, não se
preocupe, Diana sabe relembrar fatos ocorridos no passado dos personagens de
uma maneira tão sutil e bem feita, que a gente consegue relembrar tudo
tranquilamente. Posso dizer isso com certeza, pois havia lido os dois primeiros
volumes há anos e ainda assim consegui me situar bem na história no terceiro e,
claro, no quarto volume.
Algumas
partes foram tristes, já que o livro tem um sentimento de despedida dupla,
enquanto Amy dá adeus à faculdade e a algumas pessoas, os leitores se despedem
dela e de todos os outros personagens. Eu vivi uma nostalgia enorme enquanto
terminava a leitura. Porém, me diverti muito também e adorei como algumas
decisões foram tomadas e no que elas resultaram, como, por exemplo, o futuro de
Amy e da Rosa e Túmulo.
Sobre a
parte gráfica, segue o mesmo padrão dos volumes anteriores, e cada início de
capítulo começa com a frase “Por meio
desta, eu confesso:”, e adoro isso. Os espaçamentos entre palavras e frases
estão ótimos e as páginas são amarelas. Porém, o maior destaque, para mim, são
as capas. Todas as quatro são lindas (detalhe para o batom torto na capa desse! hahaha ;x) e fazem bastante sentido com a história do
livro em questão, fora isso cada um deles é de uma cor, e as lombadas são
maravilhosas e ficam incríveis na estante.
Termino essa
resenha dizendo, mais uma vez, que indico bastante a série. Se você busca algo
para se entreter, se divertir, se revoltar (sim, eu me revoltei em alguns
momentos! Hahaha), para se encantar com a história, se envolver com uma
narrativa deliciosa, se apaixonar pelos personagens, com uma pitada de romance
e diversão, ficar morrendo de vontade de entrar para uma Sociedade Secreta também,
e, principalmente, se curte o gênero New Adult (mas sem ser tão explícito
assim), então essa leitura é para você.
Por meio desta, eu
confesso:
Sentirei saudades de
Amy, da Rosa e Túmulo,
e das
confusões geradas quando unimos as duas.
Avaliação













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