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Sociedade Secreta #04 – Escolhas de Formatura – Diana Peterfreund

Essa resenha não apresenta nenhum tipo de spoiler, nem dos livros anteriores.
Escolhas de Formatura” finaliza a série Sociedade Secreta, e Amy e seus amigos Coveiros (que pertencem a mesma sociedade que ela, Rosa e Túmulo) estão prestes a se formar na faculdade, mas antes disso precisam conciliar os estudos e a monografia com os deveres da sociedade, e um deles, o principal agora que estão acabando a faculdade, é recrutar alguém para substituí-los com maestria, já que eles deixam de ser cavaleiros ativos e passam a ser patriarcas.
É com um grande pesar que me despeço dessa série, que começou a ser publicada em 2008 aqui no Brasil (“Rosa e Túmulo” – 2008, “Sob a Rosa” – 2009, “Ritos de Primavera” – 2011, “Escolhas de Formatura” – 2012). Quando acompanhamos uma série por tanto tempo assim, principalmente as que gostamos bastante, sempre bate uma tristeza ao ler a última linha e fechar o livro, e dessa vez não foi diferente. A protagonista Amy e a Sociedade Rosa e Túmulo vão deixar saudades.
Essa série é uma queridinha para mim, e foi de grande destaque entre todas as minhas leituras já que a autora sabe como despertar e manter o interesse do leitor, incluindo muitas reviravoltas e personagens ótimos, do primeiro até o último livro.
Bom, eu gostei do final, mas não foi o melhor fechamento que a série poderia ter, em minha opinião. Nem tudo foi finalizado, tudo bem que tem coisa que dura há muito tempo para acabar assim, mas senti falta de algo mais resolvido, e outras situações tiveram um encerramento meio corrido, como se estivesse ali apenas para não pensarmos que ficou em branco.
Acho incrível a maneira de a autora estar sempre criando diversas situações para a história, mesmo com o livro prestes a chegar ao fim coisas novas vão surgindo e se desenvolvendo de um forma tão gostosa que nunca fica monótona e nunca dá vontade de parar a leitura.
Achei bonitinho o relacionamento de Amy com Poe, ao mesmo tempo em que achei meio infantil em alguns momentos. Acho que senti falta de algo mais intenso entre os dois, e no final do livro deixou a desejar. Parece que acabou faltando alguma coisa, o que é uma pena, já que aprendi a gostar dos dois juntos. Mas admito, também, que ele não foi meu personagem masculino preferido.
Eu gosto de algumas pontas que a autora sempre deixa de uma trama para serem utilizadas em outras, já que dá para imaginarmos que algumas partes importantes já acabaram e vão ser esquecidas, mas Peterfreund as trás de volta, ligando a alguma outra situação com maestria. Gosto muito desse recurso utilizado pela autora.
Um detalhe muito importante para quem já leu os três livros anteriores há um tempo relativamente grande, e está com medo de ficar perdido na história, não se preocupe, Diana sabe relembrar fatos ocorridos no passado dos personagens de uma maneira tão sutil e bem feita, que a gente consegue relembrar tudo tranquilamente. Posso dizer isso com certeza, pois havia lido os dois primeiros volumes há anos e ainda assim consegui me situar bem na história no terceiro e, claro, no quarto volume.
Algumas partes foram tristes, já que o livro tem um sentimento de despedida dupla, enquanto Amy dá adeus à faculdade e a algumas pessoas, os leitores se despedem dela e de todos os outros personagens. Eu vivi uma nostalgia enorme enquanto terminava a leitura. Porém, me diverti muito também e adorei como algumas decisões foram tomadas e no que elas resultaram, como, por exemplo, o futuro de Amy e da Rosa e Túmulo.
Sobre a parte gráfica, segue o mesmo padrão dos volumes anteriores, e cada início de capítulo começa com a frase “Por meio desta, eu confesso:”, e adoro isso. Os espaçamentos entre palavras e frases estão ótimos e as páginas são amarelas. Porém, o maior destaque, para mim, são as capas. Todas as quatro são lindas (detalhe para o batom torto na capa desse! hahaha ;x) e fazem bastante sentido com a história do livro em questão, fora isso cada um deles é de uma cor, e as lombadas são maravilhosas e ficam incríveis na estante.
Termino essa resenha dizendo, mais uma vez, que indico bastante a série. Se você busca algo para se entreter, se divertir, se revoltar (sim, eu me revoltei em alguns momentos! Hahaha), para se encantar com a história, se envolver com uma narrativa deliciosa, se apaixonar pelos personagens, com uma pitada de romance e diversão, ficar morrendo de vontade de entrar para uma Sociedade Secreta também, e, principalmente, se curte o gênero New Adult (mas sem ser tão explícito assim), então essa leitura é para você.
Por meio desta, eu confesso:
Sentirei saudades de Amy, da Rosa e Túmulo,
 e das confusões geradas quando unimos as duas.
Avaliação



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Sociedade Secreta #03 – Ritos de Primavera – Diana Peterfreund


Essa resenha não apresenta nenhum tipo de spoiler, nem dos livros anteriores, "Rosa e Túmulo" e "Sob a Rosa".
Em “Ritos de Primavera”, acompanhamos a vida de nossa protagonista, Amy Haskel, que está no último ano da faculdade e tentando conseguir alguma vaga de pós-graduação ou um emprego para quando seu ano chegar ao fim. Porém, enquanto ela precisava estar preenchendo formulários, acaba sendo perseguida por uma sociedade rival, já que os membros da Rosa e Túmulo (sua sociedade) fizeram um trote com eles, que estão revidando, mas parece que as atenções estão todas voltadas para Amy.
Nesse meio tempo, ocorre a tão esperada Férias de Primavera, e ela e alguns dos outros membros de sua sociedade vão para uma ilha particular da Rosa e Túmulo, um local paradisíaco onde eles poderão relaxar e se livrar de todo o estresse que estão vivendo. Será?
Aqui no blog nós não publicamos as resenhas dos volumes 01 e 02 dessa série, porque foram lidos há bastante tempo e, consequentemente, não nos lembramos de todos os acontecimentos nem o que sentimos com a leitura quando lemos.
Gosto bastante dessa série, mas com tantos livros na minha lista de leitura, acabei enrolando muito para ler “Ritos de Primavera”, que é o terceiro volume.  De um lado, fiquei super arrependida por ter demorado tanto, já que, como disse antes, adoro a série e poderia ter me deliciado com a história há bastante tempo, mas por outro lado parece que a demora foi o certo a ser feito, já que pude ler os dois últimos livros em sequência, e consequentemente pude acompanhar a vida de Amy por quase 900 páginas direto, e isso foi ótimo.
Estou escrevendo essa resenha depois de ter lido a série inteira (a resenha do último volume vai sair em breve), então posso afirmar que esse terceiro é o melhor livro de todos. Diana soube manter o leitor interessado, e com sua narrativa deliciosa e uma trama sempre bem movimentada, não tem como deixarmos o livro de lado por bastante tempo.
Gosto muito dos personagens, mas confesso que, por ter uma grande quantidade de nomes/apelidos, não consegui gravar todos, e muitos deles eu nem lembrava mais quem eram, se eram homens ou mulheres, muito menos suas personalidades. Acho esse o ponto mais negativo da história, já que eu acabava tendo que olhar uma página que podemos encontrar no começo do livro com seus nomes para tentar me recordar algo sobre o personagem em questão, e em muitas vezes nem isso adiantou.
Também vou confessar que o Poe não era um personagem que eu sentia muita simpatia, mas nesse terceiro volume ele acabou me conquistando levemente, e fiquei feliz de poder acompanhar um pouco mais sobre ele e seus olhos de cor cinza. Ainda não é um personagem pelo qual eu iria suspirar ou me apaixonar, mas admito que ele sabe ter seu charme e gostei muito de como as coisas ficaram resolvidas com ele neste livro.
Adoro a Amy, a acho uma protagonista bem divertida e apoio a maior parte de suas decisões, exceto por uma ou outra, principalmente com uma quase no final desse volume (podem ficar tranquilos que eu não vou dizer o que aconteceu, leiam para saber! Hahaha), que me deu vontade de xingá-la (tá, eu realmente a xinguei, mas isso é só um detalhe! :P). Fora isso, acho que as suas atitudes são bem coniventes com sua idade.
Acho bastante admirável toda a interação de Amy com sua sociedade. As amizades que eles conquistaram ali, as interações entre eles e os bárbaros (pessoas que não pertencem a uma sociedade), e entre os membros de outras sociedades. Também adoro acompanhar os trotes (a parte divertida deles), e os casos amorosos que acabam acontecendo.
Só preciso comentar com vocês a respeito de uma passagem da trama, mas claro que é sem spoilers. “Ele era jovem demais para ver a diferença entre brincadeiras provocativas e realmente perigosas.” Com essa frase nossa protagonista justifica alguns atos cometidos por uma pessoa com 14 anos de idade. Não concordo com ela. Para mim, 14 anos é uma idade suficiente para a pessoa saber o que está fazendo e merece as consequências de seus atos. Com essa idade não é nenhuma criança, pode não ser um adulto, mas está longe de ser tão ingênuo quanto essa frase supõe que o ser seja. E sim, me revoltei em como as coisas foram resolvidas. Não vou comentar mais a fundo sobre isso para não revelar nada, mas precisava desabafar na resenha.
A série “Sociedade Secreta” faz parte do gênero New Adult, e apresenta jovens de vinte e poucos anos frequentando a faculdade, e vivendo experiências de vida e amorosas, incluindo linguagem sexual, mas nada muito explícito.
Em meio a muitas confusões, esse livro apresenta amizade e poder em suas diversas formas, proporcionando ao leitor uma leitura divertida e gostosa de ser acompanhada e com personagens ótimos. Recomendo para todos que gostam do gênero.
 Avaliação



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