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Volte Para Mim - Paola Aleksandra


Eu confesso, eu tenho meus dois pés atrás de livros de youtuber e blogueiro, não que estas pessoas não tenham capacidade de escrever, mas sim pelo que eles resolvem escrever. Mesmo com meus preconceitos eu não me permito não ler esses livro, e volta e meia eu escolho algum para ler. Com a Paola Aleksandra eu fui com mais credibilidade já que acompanho o canal Livros e Fuxicos e sabia que ela tinha conhecimento suficiente para escrever. Seu primeiro livro Volte Para Mim, publicado pela editora Planeta, pelo selo Essência, foi o escolhido.

Brianna Hamilton é filha de um Duque e vive com sua família na Inglaterra sem maiores problemas, até que ela precisa debutar e descobre que já existem planos para o seu futuro. A jovem, no entanto, não quer o futuro que seus pais desejam, e resolve fugir para a Escócia para resgatar suas origens. Muitos anos depois sua mãe está muito doente e ela volta para casa, e com ela arrependimentos, tristezas e culpa. Ela agora precisará se reconciliar com quem deixou e aprender a si perdoar, mas será que ela é capaz?

Bem feito para mim que mordi a língua feio com essa leitura que não só foi ótima como deixou meu coração em pedacinhos bem pequenos! Narrado em primeira pessoa alternadamente através de Brianna e de Desmond, com cartas escritas pelos personagens entre os capítulos, a narrativa é muito emocionante e carregada de sentimento. Tudo é muito intenso e verdadeiro, e foi inevitável não sofrer com os personagens.

A narrativa é tão bem descrita que a tristeza e dor dos personagens é palpável, e passei horas muito triste com ela. Os personagens se amam tanto e de forma tão intensa que não tem como não padecer com eles. Agora neste momento só de lembrar dá uma sensação de desamparo e dor no peito. Teve o famoso quentinho dos romances de época, mas menos do que eu esperava pelo sofrimento que tive com a personagem. Isso tudo é reforçado pela possibilidade de saber o que os dois protagonistas pensam na mesma cena muitas vezes.

Brianna é uma mulher forte e decidida, mesmo quando não tem informações suficientes sobre uma situação ela impulsivamente age. Mas do mesmo modo que age também é capaz de amar profundamente e perdoar. É capaz de ver o melhor de cada um, e quer o melhor de cada um. Mas jamais consegue ser uma mulher submissa ou que siga as regras. É muito ligada a natureza e a família.

Desmond é o melhor amigo de infância de Brianna, e também seu primeiro amor. Nutre um amor tão forte e denso por ela que todos os seus passos são guiados por ele, sem nunca conseguir deixar de pensar nela. Tenta ser durão e grosso, mas é um homem de empatia, coração grande e grande paixão.

Adorei toda a família Hamilton, eles na verdade me lembraram muito os The Hathaways da Lisa Kleypas, já que são pessoas que estão na sociedade, mas que não seguem seus comportamentos, muito pelo contrário, têm comportamentos bastante distintos e de personalidade.

Já li muitos romances de época e o foco costuma ser no casal, aqui temos muitas páginas deles, mas a grande estrela é a família de Brianna, a relação de cada um dos personagens e como cada um vai se resgatando e perdoando. A relação da família que gerou problemas para o casal. Com isso não existem cenas de sexo, apenas breves cenas sensuais, já que o enfoque é na relação e no sentimento. Essa ênfase diferente me agradou bastante, além de me fazer ler o livro muito, muito rápido!


As Treze Relíquias - Michael Scott e Colette Freedman

Desde a primeira vez que vi a capa do livro As Treze Relíquias, dos autores Michael Scott e Colette Freedman, publicado pela editora Planeta, eu decidi que leria o livro, mas isso foi em 2013, e até esse ano eu não tinha o livro. A capa do livro, e até mesmo sua sinopse me fazia crer que o livro seria qualquer coisa menos a experiência que eu tive!

Na segunda guerra mundial algumas crianças foram enviadas para uma pequena cidade fugidas da guerra. Treze crianças de famílias e origens distintas compartilharam mais do que a lembrança depois que voltaram para suas casas, elas se tornaram treze guardiãs de artefatos poderosos e muito antigos. Muitas décadas depois os únicos a saberem dos artefatos eram eles, até que um a um eles começam a morrer de forma estranha e muito violenta. E a jovem Sarah Miller se vê envolvida nestas mortes e precisará correr contra o tempo não só para salvar estas pessoas como ao mundo!

Mesmo com minha sinopse mais honesta possível o livro ainda soa como uma fantasia onde o protagonista deve realizar alguma missão para salvar o mundo, e é muito normal imaginar isso, já que são inúmeros os livros que seguem esse esquema. Mas a narrativa destes autores é tudo menos épica! Desde o começo do livro até o fim dele é sangue e violência para todo o lado, as vezes eu me sentia em um filme trash, onde quanto mais vísceras aparecessem mais agradaria ao fã do gênero. O problema é que eu não esperava por essa minúcia de detalhes das mortes, da maldade dos que matavam, e a leitura foi uma experiência muito incômoda. E ouso dizer que parecia que os autores tinham prazer em narrar os requintes de crueldade dos personagens, e isso me enjoava, não soava apenas como descrição, mas como fascinação pelo ocorrido.

Narrado em terceira pessoa sob diversos pontos de vista o enfoque não é dado aos artefatos em si ou a mitologia que está por trás destes. Embora apareçam diversas explicações quanto a origem, inclusive de lembranças de quando elas foram criadas, o livro não se prende muito a elas, o que faz com que a fantasia seja mais limitada, e a trama seja muito realista e pesada.

Embora fale de situações passadas inicialmente com crianças não trata-se de um livro juvenil, são todos adultos que moram no Reino Unido, e boa parte da trama se passa em Londres e arredores.

Sarah Miller acaba envolvida nos crimes ao tentar ajudar uma das guardiãs, e é angustiante como uma série de acontecimentos na vida da jovem só a fazem ficar cada vez pior e cada vez mais suspeita. Não existe um momento de alivio, nem mesmo quando ela conhece o sobrinho da guardiã, Owen Walker, e eles passam a buscar juntos por uma solução.

Os vilões são divididos em dois grupos os matadores contratados pelo interessado nas relíquias, Skinner e Elliot que são pessoas asquerosas com um passado tão sujo quanto as mortes que realizam. E o casal que manipula magia e quer o poder que os artefatos possuem, outras pessoas das quais não tive prazer nenhum em conhecer!


Firmin - Sam Savage

De vez em quando não faço ideia do que ler e eu simplesmente peço ao meu namorado para passear pelas minhas estantes e escolher um livro que chame sua atenção, foi assim que meio sem ter certeza li Firmin, do autor Sam Savage, publicado pela editora Planeta.

Nos anos 50 na cidade de Boston em um porão de um livraria nasce um pequeno ratinho, em meio aos livros ele não só se alimenta de suas páginas para encher sua barriga, quanto desenvolve um amor incondicional pela leitura, de tudo e qualquer assunto. Buscando um lugar no mundo entre o livreiro e o escritor já que sua família o renegou, ele se torna mais humano e menos rato, sem se dar muita conta das mudanças que o mundo sofre ao seu redor.

Ao ler a sinopse do livro e saber que o livro trabalhava a vida deste pequeno ratinho eu honestamente acreditava que a narrativa teria um tom infantil, mas a narrativa em primeira pessoa de Savage em nada lembra um livro infantil, menos ainda infanto-juvenil. De forma fluída, mas repleta de pensamentos profundos gerados pelas inúmeras leituras de Firmin, suas palavras são repletas de visões sobre a Boston da década de 50 em um bairro decadente, ao mesmo tempo em que desenvolve aos poucos através da observação e o que aprendeu com os livros, uma personalidade mais humana do que os personagens humanos da trama.

Firmin tem uma personalidade muito ingênua, e uma visão limitada da realidade. Seu maior desejo por boa parte da vida é ser amigo do livreiro, ajudá-lo com os clientes, já que ele acaba sozinho depois que sua família parte para vida. Mas ele não consegue compreender a visão humana para com os ratos, até o fim ele não compreende o asco que humanos sentem por estes animais. Mesmo assim ele consegue estabelecer um relação com um escritor, e por um breve tempo se realiza.

O livro tem um tom depressivo, primeiro pelo local (Rialto) que a estória se passa que aos poucos está sofrendo uma reurbanização, depois porque a solidão e uma depressão são constantes em Firmin que além da vida problemática e cheia de infortúnios que leva também se vê como um indivíduo feio e fora da sociedade dos ratos, como o rato mais desproporcional que conheceu.

São inúmeros os livros e autores citados já que o ratinho utiliza estes livros em seu discurso o tempo todo. E de forma muito inusitada alguns destes livros são do autor que ele faz amizade, digo inusitada porque a temática destes livros foge ao esperado, ambos falam sobre extraterrestres, e em um deles estes ets usariam corpos de ratos para fazer contato na terra. Parece não fazer conexão com o restante da estória, mas acreditem tudo é muito bem aplanado.


Aprendendo a Seduzir - Patricia Cabot

Lady Caroline Linford está prestes a se casar com o belo e galante marquês de Winchilsea, homem por quem sua família nutre um grande carinho e admiração, já que ele foi o grande responsável por salvar a vida do irmão de nossa protagonista quando o mesmo levou um tiro e ficou à beira da morte. Ela está feliz com essa união e se sente animada com a perspectiva de futuro, já que gosta bastante do noivo, apesar de ele não balançar com seu coração ou deixar suas pernas bambas.
Até que ela se depara com uma cena nada agradável: flagra seu futuro marido em um momento extremamente íntimo com outra mulher, ninguém menos do que Lady Jacquelyn Seldon, fazendo coisas que a própria Caroline ainda está bem longe de fazer. Como ela é uma mulher de classe, sai do ambiente como se nada estivesse acontecendo e decide pensar no assunto sozinha e com calma.
Certa de que ele não a ama e que vai terminar o compromisso com ela, Caro segue em frente esperando seu contato. Só que isso não acontece, já que o noivo, Hurst, age normalmente como se nada tivesse acontecido. Indignada, nossa protagonista decide que vai dar um fim a tudo, mas sua mãe mostra que essa é uma atitude errada, porque traria má imagem a própria Caroline, visto que a família tinha uma grande “dívida” com o marquês por ele ter salvado o irmão dela.
Sem saber o que fazer ou como se comportar com um homem da mesma forma como Jacquelyn, Caro decide, então, procurar ajuda de um libertino para melhorar seu desempenho na arte da sedução e fazer com que seu noivo se apaixone por ela. Porque assim, quem sabe, ele desista de procurar outras mulheres para se satisfazer e só tenha olhos para Caroline.
E é aí que Braden Granville entra na jogada. Caroline descobre um segredo relacionado a sua noiva, que vai lhe ajudar muito a cancelar o casamento com ela, coisa que ele quer fazer, afinal desconfia que ela nutre um amante. Sem provas conclusivas, porém, ele não pode agir da maneira que deseja. Mas, com a ajuda de Caro e de seu papel na sociedade, tudo dará certo no final. Em troca desse favor, Braden, então decide ajudar nossa protagonista lhe dando aulas e dicas. Mas o que ninguém poderia prever é que um grandioso sentimento fosse surgir daquele contato. E ele logo percebe que é vítima de um sentimento que jamais pensou que iria nutrir: o amor.
Sou fã de Meg Cabot há muitos anos e venho acompanhando seus livros ao longo deste tempo – a maioria eu já li, mas ainda há alguns títulos e séries que estão na minha pilha de obras a serem lidas. Uma delas era “Aprendendo a Seduzir”, um de seus trabalhos com o pseudônimo Patricia Cabot, que ela utilizava para escrever romances de época, um dos meus gêneros preferidos atualmente. Então, como resolvi ler pelo menos uma obra do gênero por mês, a da vez foi essa, e fiquei completamente apaixonada.
Amei este livro, como outros títulos de época da autora e também diversos contemporâneos. Meg sabe escrever histórias e ponto final. Até hoje fico me perguntando os motivos de ela não continuar a escrever romances de época, visto que o último foi publicado em 2002. Sua trama é leve, envolvente e bem construída, ela consegue interligar cada ponto, e os detalhes são bem explorados e explicados de uma forma incrível e interessante, daquele tipo que a gente mergulha na leitura e não quer parar até chegar ao final.
Quando soube dessa sinopse, pensei que era um absurdo a protagonista flagrar seu noivo com outra em uma situação bem íntima e decidir continuar com ele como se nada tivesse acontecido. E, pior, fazer aulas sobre como seduzir alguém para conquistá-lo depois daquilo, com a esperança de que ele iria desistir de qualquer outra mulher nesta altura do campeonato só porque agora você sabe as artes da sedução. Só que, como tudo na vida, há muito mais por trás deste enredo do que podemos saber inicialmente, então dá para entendermos esta atitude de Caroline melhor, e os motivos que a fazem buscar aulas para melhorar suas técnicas para seduzir um homem, e também o que ela vai perceber durante esta jornada.
Adorei Caroline do fundo do meu coração. Algumas vezes ela era muito inocente e em outras aceitava com certa facilidade a opinião alheia, mas eu a entendo por conta da época em que vivia. Era bastante difícil mudar os pensamentos, porque era tudo o que conhecia e como todos ao seu redor agiam, e depois ela ainda tinha que lutar contra isso para escolher o que queria, independentemente das outras pessoas. Ela pode ter demorado um pouco para conseguir fazer tudo isso, mas, quando finalmente agiu, não poderia ter sido melhor e mais admirável. Fora que curti muito sua personalidade, e o fato de adorar e proteger os cavalos.
Achei muito interessante que Caro tenha tido a ideia de fazer com que o maior libertino de Londres lhe ajudasse a desenvolver seu jogo de sedução, mas ele tenha recusado a proposta de início, voltando atrás em sua decisão de aceitá-la porque ela possuía uma informação muito importante que poderia ajudá-lo.
Curti muito o mocinho, Braden, que não é rico de berço, de família renomada, dono de títulos ou alguém muito próximo a isso (como filho, irmão, primo, etc. de um marquês, duque, ou outro título), como geralmente acontece nos títulos de romances de época, pelo menos na grande maioria que li. Achei isso ótimo porque pudemos ver alguém batalhador, inteligente e que sabe os dois lados da sociedade, o da pobreza e o da riqueza. Com certeza admirei o personagem, inclusive porque ele é dono de uma personalidade maravilhosa e apaixonante.
Gostei muito do romance entre o casal principal, que foi bem desenvolvido e aconteceu aos poucos, fazendo com que o leitor consiga sentir junto com os personagens, e apreciar seus sentimentos, que vão evoluindo conforme passam mais tempo juntos e se conhecem melhor.
Sua melhor amiga, Emily, é uma feminista para a época, e também faz greves, manifestações, etc., lutando por tudo o que acha certo. E eu achei isso ótimo, principalmente porque a vemos em ação, tanto participando de coisas em prol de alguma causa, quanto deixando de usar espartilhos, por exemplo, porque era a maneira que ela encontrava para brigar pelos seus direitos e contra o que achava errado. E, por mais que muitas das mocinhas dos livros também sejam contra alguma coisa, dificilmente colocam seus planos em prática, fazendo com que Emmy seja ainda mais admirável.


Traços - Eduardo Cilto

Quando li a sinopse deste volume pela primeira vez, me encantei bastante com o que o enredo me prometia. Primeiro porque adoro ler livros que se passam em locais que eu conheço, me sinto mais próxima da trama, de uma forma que ela se torna mais real para mim, como se os personagens fossem mesmo meus amigos; segundo porque adoro uma boa história (vi resenhas bem positivas), ainda mais quando vejo que tem amizade envolvida. Então não consegui resistir e logo o coloquei na minha pilha de leitura. Agora, venho compartilhar com vocês as minhas opiniões a respeito deste título escrito pelo brasileiro Eduardo Cilto, e publicado pelo selo Outro Planeta, da Editora Planeta.
Neste volume, conhecemos a história de Matheus, um menino tímido e de poucos amigos, que está no último ano do ensino médio e que resolve a ir a uma festa da sua escola com sua amiga Beatriz, uma garota bonita e popular pela qual ele nutre uma paixão secreta. Tudo estava indo bem, até que eles resolveram terminar a noite participando de um ritual místico (esse de característica bem duvidosa). Após algumas palavras, Beatriz entendeu que ela tinha que ir à São Paulo para realizar o seu destino. Claro que ela não queria ir sozinha, por isso pediu para que Matheus a acompanhasse.
Sendo apaixonado por ela, ele resolve acompanhá-la, principalmente depois de ter um desentendimento com o seu pai. Então os dois embarcam nesta grande aventura em uma viagem de ônibus com pouquíssimo dinheiro. Essa jornada nos rendeu boas risadas, já que nem tudo foi como esperado e eles tiveram alguns perrengues pelo caminho.
Vemos que, durante toda a viagem, Matheus acaba refletindo no caminho sobre sua vida, nos dando mais oportunidades de conhecê-lo. E durante todas as ocasiões, até mesmo quando eles chegam a São Paulo e vão atrás de seus destinos, vemos que as coisas não são como esperavam e, por esse motivo, enfrentam vários desafios. Em todo momento vemos também temas importantes da atualidade, que foram expressados e escritos de uma maneira leve, que nos faz refletir, e são assuntos importantes como corrupção, homossexualidade, bullying, entre outros.
Com uma narrativa rápida e fluida, esse livro nos proporciona ótimos momentos em uma viagem de descoberta dos protagonistas. Foi bem gostoso acompanhar os dois nesta aventura repleta de experiências. Os personagens são incríveis e muito bem descritos, fazendo com que a gente torça para que tudo dê certo em suas vidas. Foi bem interessante também acompanhar o amadurecimento dos mesmos diante das várias situações que enfrentam em seus caminhos.


Sedução - Notorious #01 - Nicole Jordan

Há muito tempo queria começar esta leitura, mas eu sempre acabava adiando pelos tantos livros da minha pilha. Só que chegou um momento que falei: “Já chega! Eu quero tanto ler, não posso adiar mais!”. Foi com esse pensamento que solicitei este volume para resenha e logo o passei na frente dos demais.  Agora venho compartilhar tudo o que achei com vocês.
Em “Sedução”, conhecemos Damien Sinclair, um homem da alta sociedade londrina, que só pensa em seu prazer, sendo por este motivo que ele adora passar seu tempo com mulheres e jogos. Ele é tão cafajeste que é chamado de Lord Sin (Lorde do Pecado). Muito rico e sem acreditar no amor, ele vive uma vida de luxúria, mas considera muito importante que sua irmã tenha uma vida totalmente recatada. Quando recebe uma mensagem dizendo que ela havia sofrido um acidente que a deixou paralítica da cintura para baixo, quando a mesma estava tentando fugir com o jovem Lorde Aubrey Rutherford, Damien jura vingança ao homem que desgraçou a vida da moça.
Sinclair não poupa esforços para conseguir sua vingança, e acaba conseguindo através de uma mesa de jogo, onde ele toma todos os bens do jovem Rutherford e de sua família. Conhecemos, então, Vanessa Wyndham, a irmã de Rutherford, uma viúva que se casou sem amor para ter um pouco de dignidade financeira, mas que seu marido a traia muito. Como não quer que suas irmãs tenham o mesmo destino que ela, vai atrás de Sinclair pedir para que ele reconsidere a situação, perdoando a dívida de seu irmão, e em troca ela ofereceria os seus serviços como acompanhante de Olívia, já que a garota necessita de cuidados constantes e atenção por conta de ter perdido os movimentos da cintura para baixo.
Claro que Damien não aceita assim tão fácil. E a sua contraproposta é a seguinte: ela tem que ser amante dele em segredo até o término do verão, enquanto se torna a acompanhante de sua irmã. Sem ter muitas escolhas, pois se não concordasse sua família inteira iria para a rua, Vanessa acaba aceitando esta proposta. Acompanhamos, então, a relação desses dois, que no começo era somente por conta de uma dívida, mas, aos poucos, um vai conhecendo o outro melhor e sentindo coisas que nunca sentiram antes.
Essa é uma narrativa rápida e fluida, que nos prende do início ao fim com personagens maravilhosos e uma história de pano de fundo incrível. Vanessa é uma mulher forte e determinada, além de bastante corajosa. Damien, apesar de ser um mulherengo e cafajeste, sempre se importou com a irmã, e junto com Vanessa vemos o quanto ele vai crescendo como homem e amadurecendo.





MasterChef Brasil: As Receitas de Elisa Fernandes

Sou fã de programas de competição de culinária, então sempre que posso acompanho algum. Eu já adorava MasterChef há um tempo e, quando soube que teria sua própria versão brasileira, fiquei imensamente contente! E é claro que acompanhei todos os capítulos, torcendo pelos meus preferidos e ficando arrasada quando eles iam saindo, mas adorando toda a trajetória dos que ficavam.
Elisa Fernandes foi uma baita surpresa, seu carisma é evidente, mas foi sua evolução na cozinha que a fez ser a grande vencedora da primeira edição brasileira do MasterChef. E isso foi bem bacana de acompanhar, trazendo um resultado satisfatório para todos nós, fãs do programa.
Com este título de ganhadora, ela teve direito a um curso na França na famosa Le Cordon Bleu Paris, ganhou R$ 150 mil, equipamentos de cozinha, um veículo refrigerado, e também o direito de publicar um livro de receitas aqui no Brasil pela Editora Planeta. E a edição é um primor, que eu adorei poder conferir e ter em mãos, fazendo parte do meu acervo de livros do assunto.

“Neste meu primeiro livro que a Editora Planeta lança, quero compartilhar com você receitas diversas, dicas, truques, gostos pessoais, resgatar as memórias mais remotas e as técnicas que puder aprender. Também quero contar um pouco da minha trajetória pessoal, como se estivéssemos à beira do fogão, conversando e preparando o almoço ou o jantar. Eu espero que você curta não só as minhas anotações de vida, mas especialmente as dicas e receitas da primeira MasterChef do Brasil.”



Além das receitas, neste livro encontramos, na ordem, os seguintes capítulos: Introdução, onde Elisa nos conta um pouco sobre este sonho que vivenciou; seguido de Trajetória, que foi dividido pelos tópicos ‘Família, onde tudo começa’, onde comenta sobre sua família, incluindo o apoio da mesma, ‘O significado de cozinhar’, ‘Recebendo a última colher e vestindo o avental’, no qual fala sobre a experiência antes e durante o programa, ‘Elisa na Cozinha’, na qual dá dicas aos leitores através de uma interação direta, falando de seus pratos preferidos, erros na cozinha, dicas para iniciantes, suas influências, oportunidades e projetos futuros. Depois, também encontramos opiniões dos Chefs que foram jurados no programa sobre ela, seguido por uma página com Tabela de Conversão e Legenda, e outra com Cortes Culinários Clássicos, para em seguida, então, podermos acompanhar todas as suas receitas.


As receitas foram divididas por dificuldade, da seguinte forma: Ajudante, Cozinheiro, Subchef, Chef e MasterChef, esta última trazendo as mais complicadas, claro. A parte gráfica da separação das receitas também ganhou destaque, e a pontinha das folhas são da cor do nível que aquela receita pertence, que vão do amarelo ao vinho.
As selecionadas são maravilhosas e vão desde cremes e saladas, passando por rolinhos e massas até carnes e frutos do mar, com muitas outras entre elas. Todas estão bem apresentadas com uma linguagem fácil e direta, e algumas ainda possuem notas ou sugestões.

Algo que eu não sabia é que ela foi a última a ganhar uma colher e ser selecionada para participar do programa. Ou seja, além de talento, Elisa teve que contar com a sorte, visto que nem todo mundo teve a chance de ter seus pratos experimentados para concorrer às tão cobiçadas vagas e, logo na última colher, num caso de ‘é agora ou nunca’, Jacquin decidiu provar seu prato, o que lhe rendeu a vaga final. Aquele ditado que diz que os últimos serão os primeiros se encaixou perfeitamente neste caso, porque, afinal, ela acabou ganhando também o programa. Achei muito interessante descobrir este fato, principalmente porque não sabia que nem todos tinham a chance real de concorrer a uma colher, visto que só alguns tiveram seus pratos provados pelos jurados.
A edição impressa está uma graça, a começar pelo seu formato diferenciado, com 17 cm x 20 cm, folhas em papel couché (tipo folha de revista, só que mais grossa) com ótima qualidade de impressão. A diagramação está muito bem feita também, toda receita possui pelo menos uma fotografia de dar água na boca, além de título em letra colorida, legendas ilustradas, e fontes e espaçamentos bastante confortáveis para a leitura. Também há muitas fotos da própria Elisa, incluindo algumas da sua participação no programa de TV.

Para você que é fã de livros de receitas, esta é mais uma boa opção para se ter na estante. Com receitas bem variadas e totalmente apetitosas, a ganhadora da primeira edição do MasterChef Brasil, Elisa Fernandes, sabe o que está fazendo e nos conquista rapidamente com um cardápio incrível. E, para quem torcia por ela para ser a vencedora, esta é uma ótima forma de prestigiá-la.


Avaliação



Sabores do Mundo – Edu Guedes

Apesar de não ser tão boa assim na cozinha, gosto de tentar coisas novas, principalmente quando tenho a opção de ler em livros de receitas, que, confesso, faço coleção. Também sou fã de Edu Guedes (que você com certeza também já conhece, afinal ele é um dos mais conhecidos chefs brasileiros) e, quando vi que este livro dele seria lançado pela Editora Planeta, não resisti e sabia que tinha que ter/ler/tentar as receitas, e é por isso que agora preciso indicá-lo para vocês.
Neste exemplar, Guedes reuniu receitas que ele recriou baseadas em suas inúmeras viagens pelo mundo todo, adaptando-as para o gosto nacional, sem perder a essência de seu país de origem. As receitas, ainda, vêm com explicações e dicas ótimas para facilitar e/ou nos ajudar na hora do preparo.
A Editora Planeta realmente caprichou na edição desta obra, que está num formato grande, com 28 cm x 21 cm e tem capa dura, as páginas do miolo são em papel couché (aquele estilo folha de revista, só que bem mais grosso), e a diagramação está perfeita.


Logo no começo, encontramos uma página de apresentação com uma foto do Guedes falando um pouco deste livro e sua inspiração para criá-lo: a Copa do Mundo. Em seguida há o sumário cheio de pequenas fotos de lugares do mundo, já que os capítulos são divididos por países que participaram da Copa, com duas receitas criadas por ele com ingredientes típicos de cada local, exceto o Brasil, que tem quatro. Deu para sentir o carinho e o amor dele ao criar os pratos somente por estas palavras e isso é inspirador e incrível.


Depois já começam as páginas de receitas, sendo que as duas primeiras folhas de cada capítulo trazem um pouco sobre o país das próximas receitas em questão, e a página da esquerda apresenta uma foto do local, enquanto a da direita traz algumas informações, pratos, curiosidades e explicações sobre aquele país, os alimentos de lá e o que ele preparou, tudo escrito com letras bem grandes e espaçadas. Aí, logo depois, encontramos as duas receitas nas páginas seguintes, inspiradas no local e nos famosos e típicos ingredientes que ele encontrou por lá.


Quase todas elas apresentam fotografias ilustrando-as, algumas em uma página inteira, outras em duas, e as imagens são grandes e lindíssimas e dão um charme ainda mais bonito para o livro. Fiquei apaixonada e, obviamente, com água na boca para experimentar tudo o quanto antes. Claro que seria melhor comer as coisas preparadas pelo próprio Edu Guedes, que devem ser insuportavelmente deliciosas, estilo manjar dos deuses, enquanto as minhas não chegam nem perto disto. Hahaha Mas suas receitas são tão incrivelmente bem feitas que, mesmo quem não tem tanta facilidade na cozinha, consegue prepará-las de forma bem gostosa.


Um detalhe que eu achei muito legal e interessante é que, apesar de as receitas serem internacionais, ele teve o cuidado de utilizar ingredientes nacionais nos preparos, para facilitar as nossas vidas e nossas experiências fazendo-as, o que foi bem fofo.
Outro ponto super positivo é que as receitas deste volume são mais elaboradas, sendo uma ou outra mais simples, mas relativamente fáceis de preparar. Então são ótimas para variar nossos cardápios diários, mas também perfeitas para receber convidados em casa para alguma coisa mais íntima, ou também mais formal, ou seja, elas servem como coringa, além de serem belas e gostosas.


Assim como Edu Guedes, convido você para embarcar nesta viagem gastronômica junto com ele, com receitas do mundo todo que vão de entradas à sobremesas, passando por pratos principais, tudo muito saboroso e com uma aparência de dar água na boca de todos. Se você curte livros de receitas que são uma experiência maior do que a proposta inicial, então “Sabores do Mundo” é o que busca.
Avaliação



Santiago, O Sonhador: Entre as Estrelas - Ricky Martin

O maior sonho de Santiago é atuar em um palco. Mas quando ele não consegue o papel principal no espetáculo da escola, começa a duvidar de sua capacidade. Animado pelas palavras encorajadoras de seu pai, Santiago readquire a confiança em si mesmo e descobre que, com amor e dedicação, podemos conseguir coisas incríveis, muito além do que imaginamos. Escrita pelo popstar internacional Ricky Martin, esta é a história inspiradora de um menino que segue seu coração e de um pai que acredita no potencial sem limites de seu filho.
Eu gosto de colocar aqui minhas próprias palavras para contar um pouco sobre o que é o livro que estou resenhando, mas esta história é tão breve (o livro tem apenas trinta e duas páginas), que eu fiquei com receio de falar algo além do que deveria, além de acreditar que não faria tão bem quanto a sinopse oficial, então resolvi colocá-la aí em cima para vocês saberem um pouco sobre esta história mega gracinha.


Este é um livro muito fofo escrito pelo tão famoso cantor/ator/#MilEmUm Ricky Martin. Ele teve a inspiração de escrever esta história para seus filhos e adorei! Deixa uma mensagem bem bonita e otimista para os leitores pequenos sobre a importância de confiar em si mesmo e batalhar pelo que deseja porque, assim, você pode alcançar muito mais do que sonhou.


As ilustrações, feitas por Patricia Castelao, são um caso à parte e estão belíssimas, como vocês podem conferir nestas fotos que coloquei no post para dar uma visão geral do livro. Gostei muito do traço dela, que apresenta desenhos bem detalhados e um pouco realistas, e das cores utilizadas para compor o seu trabalho. Fiquei realmente interessada em conhecer outros de seus projetos.


O trabalho gráfico em geral também está ótimo, tanto pela questão da beleza das ilustrações e por conta da fonte e do espaçamento serem bem confortáveis, quanto pelo carinho que a editora teve com a parte impressa. Quando pegamos esta obra nas mãos podemos ver como está lindíssima, curti muito o trabalho do selo Planeta Infantil, com capa dura e títulos brilhosos com um efeito furta-cor prateado e nome do autor com o mesmo estilo furta-cor, só que desta vez na cor dourado. Além disso, o formato do livro é grande e tem 28 x 22 cm, e as páginas são em papel couché (aquele estilo folha de revista, só que mais grosso).

Santiago é um menino extremamente fofo e, apesar de esta ser uma história pequena, adorei a relação dele com o pai. Mesmo em pouca quantidade de tempo para conhecermos a interação entre eles, deu para ver que eles têm um sentimento muito bonito um pelo outro, o orgulho e o incentivo que o pai dá ao filho são palpáveis, e aquele amor incondicional entre pai e filho está bem evidente e é muito admirável. Amei!

Realmente recomendo a obra para todos aqueles que têm uma criança em casa ou algum pequeno para presentar, por conta da mensagem fofa e inspiradora que ele traz para os mais novos (e também para os mais velhos, por que não?), o que também ajuda a começar a incentivar a leitura desde cedo, além da beleza da obra como um todo ficar maravilhosa na estante. E também para os leitores mais velhos que, assim como eu, adoram livros infantis.
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Era uma vez... Eu!


A história de “Era uma vez... Eu!” é uma reflexão sobre uma coisa que está sempre presente em nossas vidas, não importa posição social, emprego, riqueza ou pobreza, raça, idade, etc.: o lixo.
Este livro é baseado em um projeto de Maurício Carneiro e Beo Silva, que em 2010 construíram uma performance teatral, que “abordava a trajetória de uma “criatura” nascida fora do mundo social, seu amigo, o “urubu”, e um viajante, o “homem”. Em 2012 a performance denominada Corpo – Lixo da Alma, foi apresentada em um festival teatral, e incluía versos de Paulo Lins, que se baseou na sinopse e nos personagens para criar um texto de efeito que refletisse tudo o que eles gostariam que fosse transmitido.

Maurício (uma curiosidade é que as ilustrações de figurinos da série de filmes Harry Potter foram feitas por ele) também é responsável pelo conceito visual e foi ele quem começou os esboços das ilustrações e finalizou texturas e cores no Photoshop. 


Seu intuito era que essas imagens traduzissem a dramaticidade da história e com certeza ele teve êxito, já que as ilustrações são o complemento necessário para dar o tom certo que o texto precisava. Mas foi Eduardo Lima quem conseguiu traduzir a ideia de Maurício para uma proposta visual elegante com o intuito de cativar o olhar do leitor.

Mesmo que pareça, não acho que esse livro deva ser lido por crianças pequenas, simplesmente pelo fato de que não entenderão os textos da obra, que foram feitos através de versos mais rebuscados, desenvolvidos para que um leitor mais experiente consiga lê-los e refletir sobre tudo o que foi dito ali, afinal é uma obra com um tema sério, narrado através de uma narrativa muito poética.

A leitura é muito rápida, você com certeza não vai passar mais do que alguns minutos lendo, pois os textos são curtos, não passa de três frases por folha, e o livro é bem fino, com apenas 64 páginas.

Antes da história em si começar, há um texto de Beo denominado “Impermanência e durabilidade no mundo de homens e coisas”, e antes do término do livro, mas depois de finalizada a história, há pequenos trechos sobre qual foi a parcela que cada um dos quatro envolvidos teve neste projeto, e ainda fala um pouco sobre suas carreiras.

Esta edição, que foi publicada pela Editora Planeta, está primorosa. A começar pela capa dura, e de ótima qualidade, passando pelas páginas em papel couché (aquele tipo folha de revista, só que grosso), a fonte utilizada, que casou muito bem com as ilustrações e com a proposta do livro, e as cores escolhidas, chegando ao formato, que com seus 28x21cm, faz com que a obra chame a atenção, se destacando facilmente em livrarias, por exemplo.

Essa é uma bela obra e tem uma proposta realmente muito interessante, mas não é exatamente o meu estilo preferido de leitura, então não consegui aproveitá-lo da maneira correta. Mas recomendo para aqueles que, após lerem a resenha, sentiram que vão curtir a leitura de uma forma melhor do que eu.