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Aprendendo a Seduzir - Patricia Cabot

Lady Caroline Linford está prestes a se casar com o belo e galante marquês de Winchilsea, homem por quem sua família nutre um grande carinho e admiração, já que ele foi o grande responsável por salvar a vida do irmão de nossa protagonista quando o mesmo levou um tiro e ficou à beira da morte. Ela está feliz com essa união e se sente animada com a perspectiva de futuro, já que gosta bastante do noivo, apesar de ele não balançar com seu coração ou deixar suas pernas bambas.
Até que ela se depara com uma cena nada agradável: flagra seu futuro marido em um momento extremamente íntimo com outra mulher, ninguém menos do que Lady Jacquelyn Seldon, fazendo coisas que a própria Caroline ainda está bem longe de fazer. Como ela é uma mulher de classe, sai do ambiente como se nada estivesse acontecendo e decide pensar no assunto sozinha e com calma.
Certa de que ele não a ama e que vai terminar o compromisso com ela, Caro segue em frente esperando seu contato. Só que isso não acontece, já que o noivo, Hurst, age normalmente como se nada tivesse acontecido. Indignada, nossa protagonista decide que vai dar um fim a tudo, mas sua mãe mostra que essa é uma atitude errada, porque traria má imagem a própria Caroline, visto que a família tinha uma grande “dívida” com o marquês por ele ter salvado o irmão dela.
Sem saber o que fazer ou como se comportar com um homem da mesma forma como Jacquelyn, Caro decide, então, procurar ajuda de um libertino para melhorar seu desempenho na arte da sedução e fazer com que seu noivo se apaixone por ela. Porque assim, quem sabe, ele desista de procurar outras mulheres para se satisfazer e só tenha olhos para Caroline.
E é aí que Braden Granville entra na jogada. Caroline descobre um segredo relacionado a sua noiva, que vai lhe ajudar muito a cancelar o casamento com ela, coisa que ele quer fazer, afinal desconfia que ela nutre um amante. Sem provas conclusivas, porém, ele não pode agir da maneira que deseja. Mas, com a ajuda de Caro e de seu papel na sociedade, tudo dará certo no final. Em troca desse favor, Braden, então decide ajudar nossa protagonista lhe dando aulas e dicas. Mas o que ninguém poderia prever é que um grandioso sentimento fosse surgir daquele contato. E ele logo percebe que é vítima de um sentimento que jamais pensou que iria nutrir: o amor.
Sou fã de Meg Cabot há muitos anos e venho acompanhando seus livros ao longo deste tempo – a maioria eu já li, mas ainda há alguns títulos e séries que estão na minha pilha de obras a serem lidas. Uma delas era “Aprendendo a Seduzir”, um de seus trabalhos com o pseudônimo Patricia Cabot, que ela utilizava para escrever romances de época, um dos meus gêneros preferidos atualmente. Então, como resolvi ler pelo menos uma obra do gênero por mês, a da vez foi essa, e fiquei completamente apaixonada.
Amei este livro, como outros títulos de época da autora e também diversos contemporâneos. Meg sabe escrever histórias e ponto final. Até hoje fico me perguntando os motivos de ela não continuar a escrever romances de época, visto que o último foi publicado em 2002. Sua trama é leve, envolvente e bem construída, ela consegue interligar cada ponto, e os detalhes são bem explorados e explicados de uma forma incrível e interessante, daquele tipo que a gente mergulha na leitura e não quer parar até chegar ao final.
Quando soube dessa sinopse, pensei que era um absurdo a protagonista flagrar seu noivo com outra em uma situação bem íntima e decidir continuar com ele como se nada tivesse acontecido. E, pior, fazer aulas sobre como seduzir alguém para conquistá-lo depois daquilo, com a esperança de que ele iria desistir de qualquer outra mulher nesta altura do campeonato só porque agora você sabe as artes da sedução. Só que, como tudo na vida, há muito mais por trás deste enredo do que podemos saber inicialmente, então dá para entendermos esta atitude de Caroline melhor, e os motivos que a fazem buscar aulas para melhorar suas técnicas para seduzir um homem, e também o que ela vai perceber durante esta jornada.
Adorei Caroline do fundo do meu coração. Algumas vezes ela era muito inocente e em outras aceitava com certa facilidade a opinião alheia, mas eu a entendo por conta da época em que vivia. Era bastante difícil mudar os pensamentos, porque era tudo o que conhecia e como todos ao seu redor agiam, e depois ela ainda tinha que lutar contra isso para escolher o que queria, independentemente das outras pessoas. Ela pode ter demorado um pouco para conseguir fazer tudo isso, mas, quando finalmente agiu, não poderia ter sido melhor e mais admirável. Fora que curti muito sua personalidade, e o fato de adorar e proteger os cavalos.
Achei muito interessante que Caro tenha tido a ideia de fazer com que o maior libertino de Londres lhe ajudasse a desenvolver seu jogo de sedução, mas ele tenha recusado a proposta de início, voltando atrás em sua decisão de aceitá-la porque ela possuía uma informação muito importante que poderia ajudá-lo.
Curti muito o mocinho, Braden, que não é rico de berço, de família renomada, dono de títulos ou alguém muito próximo a isso (como filho, irmão, primo, etc. de um marquês, duque, ou outro título), como geralmente acontece nos títulos de romances de época, pelo menos na grande maioria que li. Achei isso ótimo porque pudemos ver alguém batalhador, inteligente e que sabe os dois lados da sociedade, o da pobreza e o da riqueza. Com certeza admirei o personagem, inclusive porque ele é dono de uma personalidade maravilhosa e apaixonante.
Gostei muito do romance entre o casal principal, que foi bem desenvolvido e aconteceu aos poucos, fazendo com que o leitor consiga sentir junto com os personagens, e apreciar seus sentimentos, que vão evoluindo conforme passam mais tempo juntos e se conhecem melhor.
Sua melhor amiga, Emily, é uma feminista para a época, e também faz greves, manifestações, etc., lutando por tudo o que acha certo. E eu achei isso ótimo, principalmente porque a vemos em ação, tanto participando de coisas em prol de alguma causa, quanto deixando de usar espartilhos, por exemplo, porque era a maneira que ela encontrava para brigar pelos seus direitos e contra o que achava errado. E, por mais que muitas das mocinhas dos livros também sejam contra alguma coisa, dificilmente colocam seus planos em prática, fazendo com que Emmy seja ainda mais admirável.


Um Amor Escandaloso – Patricia Cabot

Kate Mayhew viveu uma situação no passado extremamente dolorosa e dramática, que veio acompanhada de um grande escândalo. Depois deste evento ela ficou praticamente sozinha no mundo, mantendo apenas a amizade do conde de Palmer e de uma pessoa que foi muito importante na sua outra vida, mas não vive tão próxima assim da moça no momento.
Kate fazia parte da alta sociedade naquela época, antes do escândalo envolvendo sua família, e sabia como eram as pessoas ricas e como eram suas lealdades, ou seja, nulas. Agora, passados anos, ela trabalha com crianças, ajudando-as no aprendizado e auxiliando em seus comportamentos, sempre com pulso firme, mas muita bondade, conquistando o respeito e o amor de cada uma, e sempre de famílias em ascensão, aquelas que não são convidadas para eventos importantes ou coisas do tipo e, portanto, não vão reconhecê-la e nem o seu passado.
Até que tudo muda quando Kate acaba interceptando Burke Traherne em uma cena esquisita com a filha, que ela por acaso interpretou de maneira totalmente errônea. Munida de coragem e irritada com a aparente injustiça que está ocorrendo, ela logo bate de frente com o grande homem, mal sabendo que este encontro poderia mudar totalmente sua vida.
Isso acontece porque ele, que na verdade é o marquês de Wingate, resolve contratar a Srta. Mayhew para ser a dama de companhia de sua jovem filha, Isabel, que está em sua primeira temporada e já está conquistando uma fama nada agradável, e precisa encontrar um bom partido para casar, mas só quer saber de homens errados. Só que lorde Wingate também tem seu próprio passado escandaloso, um temperamento difícil, uma fama verdadeira de possuir muita raiva, e um juramento de nunca mais se casar na vida depois de ter passado por um casamento ruim que resultou em divórcio.
Só que um sente uma atração irresistível pelo outro, mesmo sendo contra seus próprios sentimentos a princípio, e contra o que aquele relacionamento poderia render para eles individualmente. Mas será que o amor e o desejo podem ser controlados?
A escrita da Patricia Meg Cabot é deliciosa e de fácil reconhecimento. Qualquer leitor que já tiver tido a oportunidade de ler uma de suas obras, seja pelo seu nome verdadeiro ou por este pseudônimo usado para romances históricos, vai conseguir perceber seu jeitinho com facilidade. Sou muito fã de sua forma de narrativa, o jeito que ela nos conta as coisas acaba me conquistando ao mesmo tempo em que me diverte e me faz suspirar. E com esta leitura não foi diferente, e este acabou sendo mais um dos seus títulos que adorei.
A narrativa é em terceira pessoa e acompanha ora Kate, ora Burke. Os personagens foram muito bem construídos e a autora soube trabalhar ambos os pontos de vista, nos fazendo entender cada detalhe do que os dois estavam vivendo, seus sentimentos e suas ações. Nós entendemos o que eles sentem um pelo outro, inclusive porque a química e a tensão sexual estão presentes em todas as páginas, e acabamos nos encantando com o casal e torcendo para que o romance aconteça o quanto antes.


Aprendendo a seduzir - Patricia Cabot


SINOPSE :
Durante um baile, Lady Caroline Linford abre a porta de um dos cômodos e flagra seu noivo, o marquês de Winchilsea, nos braços de outra mulher. Para a sociedade vitoriana do século XIX, tais escapulidas masculinas eram normais, e cancelar o casamento seria impensável. O jeito, decide a jovem, é aprender a ser, ao mesmo tempo, a esposa e a amante, para que o marquês nunca mais tenha de procurar outra mulher fora do lar. Por isso, resolve tomar lições – teóricas, claro – sobre a arte do amor com o melhor dos professores: Braden Granville, o mais notório libertino de Londres.
Logo nas primeiras aulas começam a voar faíscas e as barreiras entre professor e aluna caem. Escrito por Meg Cabot, sob seu pseudônimo Patricia Cabot, esse romance vai mostrar que o amor escolhe seus próprios caminhos, sempre imprevisíveis.
 ADORO! “Aprendendo a seduzir”, foi sem dúvida um dos melhores romances de Patricia (Meg) Cabot que já li. Ela consegue fazer a gente se apaixonar mais por ela a cada livro. Misturando humor, romance, ação e personagens marcantes, Meg cria um livro que com certeza é um sucesso.
  A história começa quando Carolina, se depara com seu noivo nos braços de sua amante, ela não apronta nenhum escândalo (acho que eu faria um bem grande hahaha'), e conta para sua mãe tudo que aconteceu e que ela decide desfazer o noivado. Porém, como a história se passa em uma época onde a traição de homens é normal, sua mãe a aconselha a aceitar a situação, falando que é o mais sensato a se fazer.
  Então ela decide que irá aprender a ser esposa e também uma amante. Para isso ela pede que Braden, um homem que já possuiu várias mulheres (eu diria que ele seria o "galinha" da época), lhe ensine a arte de seduzir. Ele estranha, mas acaba aceitando a proposta e começa a rolar um clima entre eles, mas tanto ela quando Braden estão noivos de outras pessoas, resultando em um emaranhado de problemas e emoções a serem descobertas, que definem este livro.
 Uma narrativa bem caliente hahahahah', sem dúvida é obrigatório a todos aqueles que apreciam um bom romance, e tenham mais de 18, claro! <3
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Retrato do Meu Coração – Patricia Cabot


“Retrato do meu coração” é a sequência do livro “A Rosa do Inverno”, que já foi lançado no Brasil, porém por uma editora diferente. Eu ainda não li o primeiro título e como consegui acompanhar bem a leitura, acho que, apesar deles serem sequência, são como histórias independentes. Então se você, como eu, ainda não leu “A rosa do Inverno” e quiser começar por “Retrato do meu coração” vá em frente.
O livro conta a história de Maggie, uma mulher muito bonita e uma excelente pintora, que tem o dom de pintar qualquer coisa ou pessoa de forma perfeita. Ela tem a cabeça muito à frente das pessoas de seu povo, uma vez que suas ideias e suas atitudes não são apropriadas para a época.
Na história Maggie foi criada com Jeremy Rawlings, um garoto baixinho e magricela com quem compartilhava uma amizade e ao mesmo tempo vivia brigando. No entanto eles ficam cinco anos sem se ver quando Jeremy parte da sua cidade para fazer faculdade e, ao retornar, ele fica encantando em ver que sua antiga amiga de infância, que era desengonçada e alta, virou uma bela e atraente mulher.
Mas esse encontro que aconteceu de um jeito um pouco fora do comum acaba despertando sentimentos em ambos e mais tarde, no mesmo dia, eles acabam se beijando até serem interrompidos pelo tio de Jeremy que fica chocado com a cena. Esse acontecimento desperta uma briga entre Jeremy e seu tio, e ele então decide se alistar no exército para poder voltar mais maduro e poder se casar com o seu amor.
Jeremy é mandado para Índia e lá fica por mais cinco anos sem ver sua amada Maggie. Nesse tempo muita coisa acontece, nossa protagonista vai estudar artes em Paris, e ambos acabam conhecendo novas pessoas. O que posso dizer sobre o reencontro dos dois depois de todo esse tempo? Leiam, pois não irão se arrepender.
Como é característico de Cabot, os personagens são muito bem construídos, de forma que nos encanta, além de nos divertir sempre com seus diálogos inteligentes e bem humorados.  A história nos envolve, prendendo o leitor de uma forma que fica difícil de largar. Assim que comecei a ler não consegui mais parar. A leitura é rápida e flui muito bem.
Outra característica bastante marcante é a ironia que os personagens da história trazem consigo, o que é bem divertido, mesmo o humor ácido de Jeremy nos arranca algumas risadas.
O livro é um romance histórico, então muitas cenas calientes são narradas em toda trama, por isso, se esse fato te incomoda, você provavelmente não vai gostar muito de “Retrato do meu coração”. Mas se você como eu, não liga, pois o que importa mesmo é o enredo maravilhoso deste livro, então provavelmente vai adorar.
A capa do livro é maravilhosa, o jogo de cores escolhidos está tão lindo que fico admirando a capa o tempo todo. O trabalho gráfico feito pela Record está, como sempre, impecável, o que só aumenta ainda mais as qualidades desse livro.
Acho que todo mundo já sabe, mas caso alguém ainda não saiba Patricia Cabot é um pseudônimo de Meg Cabot (autora de diversos livros, como Diário da princesa). Ela usa esse pseudônimo para lançar seus romances históricos.
Super recomendo a leitura para todos, e espero que vocês se divirtam tanto quanto eu.
Avaliação



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