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Elixir - Elixir #01 - Hilary Duff


Alguns anos atrás existiam alguns livros que eu não leria, fosse pelo tema, fosse pelo autor. Quando somos jovens leitores (e veja bem isso não é algo relacionado a idade) temos diversos preconceitos, que como o próprio nome diz são formados sem conhecimento algum. Mas o tempo passa, vamos cedendo aqui e ali, e quando nos damos conta acabamos por ler de tudo um pouco, nem que seja para dizer que tentamos. Quando soube do lançamento de Elixir anos atrás não dei muita bola, afinal o que uma atriz como Hilary Duff poderia criar do meu interesse. Mas hoje depois de muitos livros lidos dei uma chance para este livro publicado pela falecia Id no Brasil.

Clea Raymond é filha de uma senadora americana, assim ela vive uma vida bem diferente das pessoas, estuda em casa, tem um guarda costas que é seu melhor amigo e uma melhor amiga que a acompanha para todos os lados. Depois de três semanas de férias pela Europa, Clea analisa suas fotos e percebe que um indivíduo é recorrente nelas, ela fica assustada, e começa investigar, já que ele começa a surgir também em seus sonhos.

Ao mesmo tempo ela tem a oportunidade de cobrir um evento que vai ocorrer no mesmo local que seu pai desapareceu a cerca de um ano. Diante a oportunidade de respostas ela parte para o Rio de Janeiro, e encontra mais do que é capaz de imaginar, o homem das fotos, e uma história que atravessa o tempo!

Pois é pegue seus preconceitos e os atire ao mar, porque é para isso que eles servem, para nada! Claro eu não sei bem qual parte do trabalho Duff teve no livro já que embora não diga na capa temos uma segunda escritora no livro, Elise Allen, mas o fato é que a ideia do livro é muito boa! A narrativa muito envolvente e bem traçada, e quando menos se espera o livro passa como um flash!

Clea é cética, não acredita em nada além da realidade, o lado emocional e mítico sempre foi com sua amiga Rayna, então se ver envolvida em uma trama que quebra com sua lógica foi um grande baque para a garota, mas que ao mesmo tempo a trouxe para um lugar comum, os braços de um antigo amado. Claro o fato de ter dinheiro a vontade e amigos que topam tudo também facilita que ela seja mais determinada e corajosa. Mas tenho que dizer ela não é uma adolescente chata, ela parte para a ação, e está determinada a encontrar o pai.


Imortal – Imortal #01 – Gillian Shields

A primeira coisa que me chamou bastante atenção neste livro foi o conjunto do título com a capa. Gostei bastante de ambos e achei que, só de olhar, era um livro que eu teria vontade de ler. Claro que a vontade só ficaria completa assim que eu soubesse sobre o que se tratava e, por isso, fui correndo ler a sinopse para saber se este título realmente me interessaria. Mal acabei de ler aquelas poucas linhas e fiquei totalmente empolgada para saber mais. Depois não era mais só uma capa bonita, era um conteúdo que me despertava o interesse. Por isso, assim que tive a oportunidade, comecei a ler este exemplar, então venho compartilhar com vocês as minhas opiniões.
Em “Imortal” conhecemos a história de Evie Johnson, uma menina de apenas dezesseis anos, que perdeu a mãe quando ainda era bebê, e é criada pela sua avó, já que seu pai é um soldado, e por conta disso vive em missões. Quando sua avó adoece, ela acaba tendo que ir para a Wyldcliffe Abbey School, um internato composto apenas por meninas que tem regras muito rígidas. A vida não está tão fácil assim para nossa protagonista, já que a menina popular da escola vive implicando com ela, e, para completar, ela quase não tem amigas.
A escola se torna um local difícil para Evie ainda mais por ser bolsista, já que algumas das alunas fazem de tudo para que ela seja expulsa, fazendo com que nossa protagonista fique em um ambiente totalmente hostil. Mas, certo dia, quando aparece um menino misterioso, as coisas começam a mudar para Evie, isso porque ela passa a se encontrar secretamente com ele todas as noites.
Acompanhamos, então, os sentimentos entre os dois, que começam a surgir aos poucos, e é muito bom acompanhar este envolvimento. Mas o que nossa protagonista não poderia imaginar é que ele guarda um segredo muito importante sobre o seu passado. E ainda, para completar, ela começa a ver um fantasma muito parecido com ela, e também o fantasma de uma menina interna que se afogou no lago.
O livro é narrado pela nossa protagonista Evie no presente, e pelo diário de Lady Agnes, datado de 1882. E, através dele, vemos a relação entre as duas, e vamos descobrindo junto com a nossa personagem principal o segredo que Sebastian esconde, que pode mudar totalmente o futuro deles para sempre.
A narrativa de Gillian Shields é muito gostosa e consegue prender a gente desde o começo e em todas as outras páginas em seguida, com um clima de mistério que é mantido até o final. Os personagens são incríveis e, à medida que vamos lendo, passamos a gostar cada vez mais de cada um deles. A escrita da autora também é bem simples, além de viciante.
Gosto muito do trabalho gráfico da Editora iD. A capa, como comentei no início da resenha, é bem bonita com toda sua simplicidade, o que desperta um grande interesse em mim. O título está em alto-relevo prateado e o medalhão no colar tem verniz localizado, completando o visual. A diagramação interna é simples e bem feita, com fonte em tamanho bom e espaçamento entre linhas bem grande. A parte de trás da capa é preto, o que eu acho lindo, e as páginas são amarelas.
Recomendo este livro para todo mundo que goste de uma boa série, que alterna a narrativa entre o presente e passado, nos trazendo uma história misteriosa e surpreendente, com personagens incríveis, sendo uma leitura leve e fluida.
Avaliação



Memórias de um Amigo Imaginário – Matthew Dicks

Desde que eu havia visto a capa deste livro em uma das minhas visitas à livraria da minha cidade, fiquei morrendo de vontade de ler esta história. Isso porque, só de olhar para o livro, ela já chama bastante atenção. E como a sua sinopse nos apresenta uma história incrível, assim que me foi possível comecei a leitura. Agora, venho compartilhar com vocês as minhas opiniões a respeito desta trama escrita por Matthew Dicks e publicada aqui no Brasil pela editora iD.
Em “Memórias de um Amigo Imaginário” conhecemos a história de Max, um menino de apenas oito anos, que não gosta de interagir com as pessoas e, por conta disso, vive se isolando do mundo, e de Budo, seu amigo imaginário que o acompanha há cinco anos. 
É Budo quem narra esta história, por isso conhecemos seu ponto de vista e pensamentos (sim, ele tem isso tudo) e, junto com ele, vemos que carrega um medo enorme de Max acabar crescendo ou parar de acreditar na sua existência, já que ele gostaria muito de ser real e tem medo de desaparecer. Como Max é muito inteligente, ele criou características bem próximas a das humanas para Budo, fazendo com que ele seja capaz de falar e interagir com outros amigos imaginários. Budo também é muito inteligente e consegue perceber sobre o mundo um pouco mais até do que seu amigo, já que ele assiste televisão com os pais de nosso protagonista e sai à noite para alguns locais.
Quando algo terrível acontece com o nosso personagem querido, somente seu amigo imaginário sabe o que aconteceu, mas ele não tem como falar para ninguém, porém não desiste, já que sabe que é o único que pode ajudá-lo. Então ele pede ajuda dos outros amigos imaginários de outras crianças para tentar salvar Max, elaborando, assim, várias estratégias e planos para ajudar.
Esta é uma história linda e encantadora que consegue prender a gente do começo ao fim com uma narrativa rápida e fluida, e com personagens incríveis que conseguem tocar a gente com sua força de vontade e perseverança. Vemos que estes personagens têm limites para serem superados e medos que devem ser enfrentados, sendo um livro que realmente faz a gente se emocionar e ficar pensando na história quando esta termina.
Por conta de esta obra ser narrada por Budo, ficamos sabendo das características de Max, mas em hora nenhuma ele fala que seu amigo tem autismo, apesar de todas as características estarem bem claras, já que é um garoto que não gosta muito de conversas e se isola do mundo, entre outras particularidades. Acho que a forma como o autor conseguiu abordar este tema foi incrível, já que ele retratou com certa leveza e carinho, e nos apaixonamos por Max logo nas primeiras linhas.
A capa, como falei acima, é linda e singela e acho que tem tudo a ver com o enredo, além de ser bem fofa. E eu adorei as cores escolhidas e a tipografia utilizada no título. A diagramação interna está ótima, com letras e espaçamentos grandes, tornando nossa leitura muito mais confortável, fazendo, assim, com que a gente consiga ler por mais tempo sem cansar a vista.
Recomendo este título para todas as pessoas que gostam de uma boa história, que tem amigos verdadeiros, além de conter um enredo rico que nos conquista a cada linha. Este é daquele tipo de livro que vai conseguir te conquistar com muita facilidade e te fazer vivenciar experiências incríveis de amor e carinho, além de ser uma obra com uma carga emocional bem grande.
Avaliação


As Variações de Lucy – Sara Zarr

Lucy Beck-Moreau tem apenas dezesseis anos e já é um prodígio musical, ela toca piano desde novinha e é realmente muito boa nisso, sempre ganhando destaque em apresentações e competições. Ela é importante e conhecida no mundo da música clássica, ser pianista é uma paixão, mas também o sonho de sua mãe e seu avô extremamente rígido, que considera este dom algo muito importante e precioso. Então Lucy sempre teve que ser a melhor, com estudos rigorosos e uma carreira espetacular, sendo vigiados e mantidos pelos dois.
Até que, em uma apresentação em Praga, ela descobre algo terrível que a faz questionar tudo, desistindo desta vida, porque esta não lhe pertencia mais há muito tempo. É a partir daí que ela precisa começar uma nova realidade, buscando o que a faz feliz, pois só ela que deveria escolher seu destino, então esse é o momento de aproveitar sua liberdade.
Mas nem todo o seu passado pode ficar para trás. Seu irmão mais novo, Gus, agora está estudando para seguir pelo mesmo caminho de sua irmã: ser um pianista conceituado e respeitado, ganhador de prêmios e, claro, perfeito. Mas, no meio caminho, uma tragédia ocorre e sua professora de piano morre, deixando a vaga em aberto, que logo é preenchida pelo talentoso e inspirador Will. É ele quem reacende a paixão de Lucy pela música e também pela vida.
Eu li em 2012 o outro livro da autora publicado aqui no Brasil pela Editora iD também, “Como salvar uma vida” (clique no título para ler a resenha), que eu amei! A história dele é super fofa, gostosa de ler e adorei a narrativa da autora, então minhas expectativas para este lançamento dela estavam muito altas. Mas, infelizmente, acabei me decepcionando um pouco. Esperava encontrar uma história cinco casinhas, mas ela não recebeu mais do que três, e vou explicar para vocês abaixo.
Acho que todo o plano de fundo desta história é meio nova para mim, pois não me recordo de ter lido outro livro com uma protagonista tão apaixonada e envolvida pela música clássica e que é um prodígio musical bem reconhecido, mesmo com tão pouca idade. Então foi uma experiência realmente encantadora conhecer a vida através de seus olhos, que não conheceu outra coisa além de viver para e pela música.
Pudemos notar sua paixão e também sua angústia, já que por um lado ela gostaria de viver por aquilo, mas por outro não aguentava a pressão de ter sua vida escolhida por seu avô e sua mãe, precisando ser perfeita. Então ela estava sempre muito dividida em como se comportar e sobre o que era realmente importante.
A história é narrada em terceira pessoa, mas só acompanha a Lucy, incluindo alguns de seus sentimentos e sua forma de agir. Então não temos acesso a outros pontos de vista, nem podemos ver o que acontece em outro ponto da narrativa e, infelizmente, também não podemos saber o que ela pensa e como as coisas que vivencia a fazem refletir de verdade, só de uma forma superficial. Eu prefiro muito mais narrativas em primeira pessoa, principalmente quando só temos a chance de acompanhar um personagem.
Lucy é uma protagonista da qual eu gostei bastante de ver seu crescimento durante a trama, porque pudemos acompanhar seu desenvolvimento desde o momento em que estava amargurada com a sua carreira, passando pela descoberta e aceitação da sua paixão pela música por fora das competições e da vida focada somente nisso, e seguindo com ela descobrindo a si mesma e como lidar com tudo o que deseja em seu âmago. Mas ela não conseguiu me cativar tanto assim. Talvez se a narrativa tivesse sido feita em primeira pessoa eu poderia ter gostado mais dela, porque teria lhe conhecido melhor, só que este, infelizmente, não foi o caso. E não é que ela tenha sido uma pessoa ruim, mas faltou carisma.
Apesar disso, acho que Lucy conseguiu transmitir uma força de vontade no leitor, mostrando que devemos pensar primeiro em nós mesmos e em nossa felicidade e não em tentar agradar ao próximo, mesmo que sejam pessoas que você ama e que se importam com você, como sua família, por exemplo.
Mesmo que a protagonista tenha, de fato, evoluído, não senti uma evolução também por parte da narrativa. Pelo contrário, achei bem lenta e parada, não há muita coisa acontecendo em momento nenhum, o que acaba sendo ruim porque transforma a leitura em uma experiência cansativa. Por outro lado ela é bem reflexiva e com certeza pode ajudar os leitores que estão passando por momentos parecidos com o de Lucy, em busca de aceitação de si mesma e felicidade. A narrativa também é alternada entre presente e passado, o que foi bom para nos situar em dois momentos e sabermos o que realmente aconteceu antes.
A sinopse e até uma parte da história dá a entender que vai haver um romance sendo desenvolvido neste livro, mas isso não acontece. De um lado eu fiquei meio decepcionada porque gosto muito desta parte das leituras, mas por outro eu gostei porque Lucy precisava ser ela mesma e crescer sozinha, enfrentando os seus próprios problemas e encontrando soluções para eles da maneira que fosse melhor para si mesma. Além disso, não senti tanta simpatia assim pelo Will para que ele fosse o par dela, acho que não combinaram de maneira romântica.
A diagramação da Editora iD é sempre muito bem feita e desta vez não foi diferente. A capa original foi mantida e eu gosto muito dela já que é linda e ainda transmite totalmente o clima do enredo. O livro é dividido em partes e os capítulos narrados no presente têm números, os do passado, títulos. Todo início de capítulo há uma nota musical em cinza no fundo da página, e todo corte dentro dos capítulos é feito com um conjunto de notas musicais. A fonte não é tão grande, mas não incomodou minha leitura, enquanto os espaçamentos estão maravilhosos e as páginas são amarelas.
“As Variações de Lucy” não é um livro ruim, pelo contrário, é uma história bela de descoberta e aceitação, que fazem valer a pena a experiência de leitura, além de contar com um plano de fundo encantador do mundo da música, só senti falta de um algo a mais.
Avaliação



Uma Obsessão Sombria – A Formação de Victor Frankenstein #01 – Kenneth Oppel

Quando vi que este livro seria lançado pela Editora iD, não sabia muito bem o que pensar do título, já que eu nunca tinha ouvido falar nele, e nem sabia do que a história se tratava. Claro que pela capa eu já tinha ficado com certo interesse, mas foi após ler a sinopse que eu realmente me encantei pela história. Agora, depois de terminada a leitura, venho contar para vocês todas as minhas opiniões a respeito desta obra.
Neste volume conhecemos Victor Frankenstein (sim, o personagem do famoso clássico de Mary Shelley) quando ele tinha apenas dezesseis anos e era um garoto cheio de curiosidades, que tinha um certo ciúme do irmão gêmeo Konrad, já que para ele tudo parecia ser muito fácil, enquanto para o nosso protagonista as coisas já não eram bem assim, e que ao mesmo tempo conseguia ser forte e determinado. Na medida em que vamos lendo este volume, ficamos sabemos um pouco mais sobre a história do garoto que mais tarde vem a se tornar o grande cientista criador do monstro.
A família Frankenstein morava em um castelo em Genebra e neste castelo tinha uma biblioteca escura com livros ilegais, já que estavam cheios de conhecimento proibido, que nesta época eram considerados bruxaria, e este local logo fascinou bastante nosso jovem protagonista. Mas seu pai o proibiu de voltar neste ambiente por conta dos conteúdos dos livros.

Victor e Konrad são bem diferentes entre si, e mesmo assim vemos uma bela relação de amizade entre os dois, e que o amor de Victor pelo irmão é grandioso. Mais tarde Konrad acaba adoecendo e nenhum médico consegue achar uma cura para ele, fazendo com que cada dia ele parecesse estar ficando pior. Mesmo Victor tendo certo ressentimento do irmão, já que este aparentemente é o preferido de todo mundo, ele não quer ver seu gêmeo ficar pior, fazendo com que o Victor volte à biblioteca para procurar uma cura na alquimia, onde ninguém ainda procurou. 
Achei a narrativa ótima, já que assim podemos conhecer um pouco mais da história do nosso protagonista antes do seu famoso ato e do motivo dele ser tão obcecado com tudo que diz respeito à criação. Por conta de o livro ter sido narrado pelo ponto de vista de Victor, conseguimos ver um protagonista forte, independente, inteligente, que não fica se lamuriando pelos cantos, mesmo percebendo que ele é a segunda opção para tudo, e que, além de muito curioso, tem um desejo de ser conhecido por alguém além do irmão Konrad.
Como não li o clássico romance gótico de Mary Shelley não posso dizer com certeza quais características o personagem daqui, ainda jovem, se assemelha ou vem a se modificar do seu futuro eu adulto, criado por Shelley, mas acredito que sua obsessão tenha sido uma delas.
Este é um daquele tipo de livro que consegue prender a gente do início ao fim com uma narrativa rápida, fluida e interessante, que nos conquista com seu jeito gostoso e despretensioso, e que nos deixa com um gostinho de quero mais quando chega ao fim. E por falar no final, este acabou daquele tipo que precisamos muito ler o próximo livro volume (até onde sei esta é uma duologia), por isso espero que a Editora iD publique a continuação logo aqui no Brasil, que por sinal também tem uma capa linda!
A capa deste exemplar está bem bonita e a diagramação está ótima, com letras e espaçamento em um tamanho confortável para a leitura fazendo com que a gente consiga ler por mais tempo sem cansar a vista, além de contar com páginas amarelas.
Recomendo este livro para todas as pessoas que gostem do clássico Frankenstein e/ou que gostariam de saber como era o cientista Victor em sua juventude. Tudo isso com uma história bem escrita e desenvolvida, com aventura, momentos tensos, uma atmosfera sombria, personagens cativantes e ainda uma narrativa deliciosa.
Avaliação



Partials – Dan Wells

Desde que vi que este livro seria lançado aqui no Brasil pela Editora iD, fiquei morrendo de vontade de ler, isto porque, além da capa ser linda e chamar muita atenção, eu havia lido a sinopse e achei que a história parecia ser bem interessante, do tipo que eu sentia que precisava muito começar esta leitura logo. Agora venho contar para vocês todas as minhas opiniões a respeito deste título escrito por Dan Wells.
Neste volume conhecemos Kira, uma das sobreviventes do vírus RM que onze anos atrás foi lançado pelos Partials, fazendo com que a maior parcela da população não conseguisse sobreviver, restando apenas uma pequena parte que é imune. Os Partials foram criados para vencer uma guerra, porém eles acabaram se revoltando contra os humanos e lançaram este vírus devastador. Agora os sobreviventes vivem em refúgios, como o da Kira, em Long Island, onde tentam sobreviver e descobrir a cura para que os recém-nascidos consigam viver, já que o vírus faz com que os bebês morram dias depois de seus nascimentos.
Uma nova lei foi criada pelo Senado, A Lei da Esperança, que consiste em obrigar as jovens mulheres a engravidarem logo cedo, com a expectativa de que alguns dos bebês nasçam imunes, o que não ocorreu até o momento. Agora que uma grande amiga de nossa protagonista também está grávida, Kira fica super decidida a descobrir a cura, mesmo que para isto ela tenha que sair em uma missão arriscada e se aliar às pessoas menos prováveis para tentar procurar a cura no único lugar que ninguém ainda tentou, no DNA dos Partials. E neste contexto, com muita ação e aventura, acompanhamos Kira em toda sua jornada.
No início a história estava um pouco lenta e confusa, acontecendo muitas coisas em determinados momentos, e outros bem parados, mas, à medida que vamos lendo, percebemos que o autor consegue pegar o jeito e com isso a sua narrativa começa a fluir de uma maneira que é impossível parar de ler.
Os personagens são muito bem construídos, fazendo com que a gente consiga se encantar com cada um deles, além de se identificar com algumas de suas características. Foi ótimo também acompanhar o desenvolvimento de nossa protagonista.  
A narrativa é rápida, fluida e sempre traz novos acontecimentos, fazendo com que a trama não fique parada nem por um segundo, sendo daquele tipo que dá muita ênfase para toda ação que está ocorrendo. O pouco de romance que tem neste exemplar é bem fraco, mas ele ainda é encontrado. Espero que nos próximos volumes ele venha com força total.
Quando chegamos ao final descobrimos várias coisas, outras ainda ficam sem respostas ou revelações, e ficamos com um mar de possiblidades, além um gostinho de quero mais. Para a minha sorte, a Editora iD já lançou o segundo volume aqui no Brasil, chamado “Fragmentos”, com uma capa segue o padrão deste primeiro volume, o que eu acho correto (eu adoro ambas e as acho maravilhosas), então não vai demorar muito tempo para que eu o leia também e faça a resenha aqui para vocês.
A capa original foi mantida, o que eu super aprovo, e, como comentei acima, é muito bonita, além de combinar bem com a história, fazendo com que eu tenha vontade de ler o livro apenas de olhar para ela. A diagramação está perfeita, com letras em um tamanho confortável, assim como o espaçamento entre as palavras, fazendo com que a gente consiga ler por mais tempo sem cansar a vista.
Recomendo este título para todas as pessoas que gostam de um bom livro de ficção científica num cenário distópico, que traz ação e aventura, tudo isso com uma trama maravilhosa, que prende a gente do começo ao fim com várias reviravoltas, e que nos deixa com um gostinho de quero mais no fim.
Avaliação



Beta – Annex #01 – Rachel Cohn

Em “Beta”, primeiro livro da série Annex, conhecemos a ilha paradisíaca Demesne, onde somente as pessoas mais ricas e privilegiadas do planeta têm a oportunidade e condição de morar e pouquíssimos outros de visitar. Mas aquela não é uma ilha normal, ela é perfeita no sentido mais amplo da palavra, com o ar bem puro e diferente de qualquer outro lugar no mundo, águas tão calmas de cor violeta que servem para as pessoas se sentirem bem e relaxadas, não existe poluição e só há gente bonita. Qualquer ser humano que viva ali ou frequente o local nem mesmo consegue trabalhar ou se esforçar para nada, de tão agradável que é a atmosfera de lá.
Por conta disso existem os clones, pessoas sem alma que são criadas a partir de outras que acabaram de morrer, mantendo sua inteligência, aparência e habilidades, mas sem a emoção e a memória de sua matriz. A pessoa nasce, ou melhor, emerge com a idade atual, então não tem recordações de infância e nem experiências anteriores, começa com aquela idade e precisa aprender tudo a partir daquele momento. Eles são diferenciados das pessoas normais porque apresentam tatuagens faciais que representam seus propósitos (em que área precisa trabalhar, por exemplo). Esses clones não sentem e foram criados com o intuito de servirem aos seres humanos verdadeiros, trabalhando para eles e fazendo tudo o que lhes é mandado, sem nem poder reclamar ou desobedecer, já que as consequências seriam terríveis. Mas não há problema quanto a isso, afinal, eles são clones e, portanto não possuem alma e nem vontades próprias.
É por isso que conhecemos Elysia, que é um Beta, um modelo experimental de clone adolescente, e ninguém sabe ainda como ela vai se comportar porque essa é uma idade bem difícil de ser controlada. Mas Elysia é uma boa menina que logo é comprada por uma mulher bem importante na ilha, e vai servir de acompanhante para a sua família, substituindo a filha mais velha deles que saiu de Demesne para estudar. Ela precisa fazer tudo o que mandam e obedecê-los qualquer que seja sua tarefa, e age exatamente assim por um bom tempo, até perceber que ela é muito mais do que isso já que consegue sentir as coisas, como gostos e sentimentos, e o mais significativo e aterrorizante segredo: ela tem a capacidade de recordar as lembranças de sua matriz. Será ela uma defeituosa? E como ela deveria fazer para escapar, ganhar a liberdade e viver sua própria vida? Principalmente porque não há em quem confiar e muito menos alguém para ajudá-la. Será que vai conseguir sobreviver? E o que será dos outros clones que têm suas vidas condenadas à escravidão até o dia em que não foram mais necessários?

A base da história criada por Rachel Cohn foi bem verossímil, já que eu acredito que realmente poderia existir uma ilha super exclusiva só para pessoas ricas com tudo de melhor que pode ser encontrado no mundo, inclusive o ar e a água do mar melhorados, e não duvidaria se realmente fizessem clones para servir de escravos já que não precisariam de salário e fariam tudo o que fosse mandado, perfeitamente e sem reclamações, afinal já vi coisas tão ruins quanto vindo dos humanos, que um absurdo deste poderia ser considerado normal se por algum acaso já existisse. O que é terrível de se imaginar, mas não duvido de nada de ruim vindo da humanidade.
Então eu curti a ideia criada pela autora, porque poderia ser algo real em um futuro, mesmo que eu não concorde com ele e as atitudes encontradas nas pessoas, e acho que Cohn foi feliz em criar explicações bem feitas e plausíveis para tudo aquilo que inventou, transmitindo suas ideias muito bem, de forma leve e bem feita, não sobrando espaço para dúvidas, mas alimentando a vontade de conhecermos cada vez mais o mundo que desenvolveu.
A narrativa no começo é meio lenta, já que acompanhamos o início de tudo na vida de Elysia e as explicações sobre o local em que vive e sobre o que são os clones. Depois não há muita coisa acontecendo no quesito ação e adrenalina, mas há o despertar da protagonista para como as coisas realmente são, que é uma parte de extrema importância para o desenvolvimento do que Rachel pretende com sua série. E no final tudo vai ficando mais ágil, com mais ação, romance, questões sobre o certo e o errado, questionamentos, descobertas, etc. Acho que ficou bom esse desenvolvimento do ritmo porque combinou com estava sendo dito.
A única coisa que me incomodou é que, em muitos momentos quando estava chegando ao final da leitura, a escrita ficou mais superficial, faltou profundidade. Parece que a autora quis correr para finalizar com um número de páginas exato, como se ela não pudesse ultrapassá-las, então a narrativa ganhou um ritmo mais acelerado do que o resto do livro, mas não de uma forma positiva, já que as ações ficaram meio artificiais, acredito que precisavam ter sido melhor desenvolvidas, e faltou mais emoção para deixar o leitor ligado aos acontecimentos, que eram importantes, mas a forma como foram apresentados deixou tudo bem distante.

De todos os personagens, a que eu mais consegui me conectar foi a Elysia, principalmente porque acompanhamos seus pensamentos com a narrativa em primeira pessoa, mas também porque todos os outros personagens não foram assim tão explorados. Talvez isso tenha acontecido porque a maior parte do tempo Elysia se sente afastada psicologicamente e emocionalmente dos demais por ser um clone, já que foi explicado a ela que era assim que deveria agir. Mas acho que essa foi a intenção da autora porque, como o primeiro livro da série, acompanhamos a vida da protagonista vivendo como tal, então pareceu mais real todo esse afastamento.
Além do mais, podemos acompanhar o crescimento dela, de uma pessoa inocente e sem pretensão de nada além da servidão e da submissão, e podemos até entendê-la, afinal ela é uma vida nova, acabou de ser criada com dezesseis anos, e ainda não sabe de nada, só as coisas que lhe foram ditas. Até que ela se transforma em alguém que não deseja aceitar mais nada daquilo, que quer lutar, viver e ser livre.
De qualquer maneira, fiquei curiosa para conhecer uma personagem que só foi citada neste volume, e quero conhecer alguns que aparecem mais para o final, assim como outros que tiveram uma participação mais constante na vida de Elysia, mas que ainda não conhecemos tanto assim, e que possuem um potencial para significar algo importante mais para frente.
Há um tipo de um triângulo amoroso, mas ainda não sei muito o que pensar dele porque os sentimentos não foram tão bem transmitidos ao leitor, inclusive por conta de uma revelação no meio da história sobre um deles, e o outro não tem uma grande presença, então não deu tempo de conhecê-lo tanto. E, apesar de ter criado uma simpatia um pouco maior por esse segundo, duvido que ela fique com ele mais para a frente, só se as coisas mudarem bastante, mas também não gostaria que ela escolhesse o outro por motivos que não posso citar, então vou torcer para que apareça um terceiro carinha.

Gostei bastante do final porque acabou em cliffhanger (aquele tipo de finalização que te deixa de boca aberta com algo que acontece e cheia de ansiedade para conferir o que vem em seguida, mas tem que esperar o próximo livro para saber), e eu gosto muito quando esse recurso é utilizado porque nos deixa com mais vontade de ler o volume seguinte, e eu, claro, já fiquei louca para ler a continuação “Emergent”, que infelizmente só será lançado em outubro lá fora, então ainda vai demorar bastante para chegar ao Brasil.
Confesso que também me surpreendi em algumas partes, principalmente nas quais pensei que uma das explicações seria uma coisa parecida com o que houve, mas acabou sendo outra, apesar de também haver horas que a gente já sacava o que iria acabar sendo revelado muito antes de isso acontecer.
Adorei esta capa e fico feliz que a Editora iD tenha escolhido manter essa aqui no Brasil ao invés da outra edição que fizeram lá fora, porque esta daqui é bem mais legal e passa totalmente a ideia do livro, por conta da protagonista com um ar de distância, como os clones são, mostrando seus olhos violetas sem emoção e a tatuagem no rosto. O fundo também é muito bonito, com tons de roxo e verde, dando um efeito bem maneiro. Só espero que os próximos volumes brasileiros sigam esse padrão do primeiro e não o lá de fora, que mudou totalmente para acompanhar a nova versão.
A diagramação está muito bem feita como em todos os livros da iD. A fonte e os espaçamentos estão ótimos para uma leitura por mais tempo sem cansar a vista, com detalhes gráficos do mesmo desenho da tatuagem da capa, e ainda contando com páginas amarelas.

A leitura é válida para quem gosta de possíveis futuros que poderíamos vivenciar, com clones e um lugar exclusivo à beira da perfeição. Esse primeiro volume conseguiu cumprir sua meta e nos apresentou a história e seu propósito muito bem, deixando o leitor curioso para o que vem a seguir. Gostei muito desta experiência de leitura e quero muito continuar acompanhando a série. Super recomendado!
Avaliação



Últimos lançamentos e o que vem por aí – Editora iD


Oii, gente! Como vocês estão? No post de hoje vamos falar dos últimos livros da Editora iD que chegaram às livrarias e também dos que estão programados para chegar no mês de abril. Só sei que estou super curiosa por vários, principalmente Beta, In Time, Lucy Beck-Moreau e Poison Princess. Já estou contando os dias para poder lê-los! <3 E quais são os mais desejados de vocês?
Beta - Annex #01 - Rachel Cohn (Skoob)
Bem-vindo ao mundo perfeito!
Demesne é uma ilha paradisíaca. Seu mar cor de violeta é relaxante. O ar é o mais puro de toda a Terra. Os habitantes são ricos e sofisticados. Mas poucos são autorizados a fazer parte desse mundo privilegiado. Elysia ganhou essa chance. Mas ela é uma Beta, um clone criado a partir de uma matriz humana que precisou morrer para ela existir. Nasce com 16 anos, sem alma, sem lembranças, e com uma única missão: fazer companhia aos humanos, adultos e crianças. Mas, com o tempo, Elysia vai descobrir que é capaz de muito mais.
Ela sabe que não tem alma e não consegue sentir e se importar—então por que tudo as sensações estão turvando a mente de Elysia? Se alguém descobrir que Elysia não é o clone insensível que finge ser, ela sofrerá um terrível destino, doloroso demais para se imaginar. Quando a única chance de felicidade de Elysia é arrancada dela com uma crueldade de tirar o fôlego, as emoções que sempre teve, mas nunca entendeu, são desencadeadas. Quando a raiva, o terror, e o desejo, ameaçam dominá-la, Elysia deve encontrar a vontade de sobreviver.
O beijo da serpente - As feiticeiras de East End #02 - Melissa de la Cruz  (Skoob)
A sedutora família Beauchamp, apresentada no livro As feiticeiras de East End, um dos best-sellers do New York Times, retorna em O beijo da serpente, com reviravoltas vertiginosas no enredo. Joanna e suas filhas, Ingrid e Freya, começam a se acostumar com a paz recém-descoberta que impera na pequena cidade de North Hampton, Long Island. Acreditam que enfim terão uma rotina normal: Joanna gosta de cuidar de suas plantas, Freya cria drinques mágicos no bar onde trabalha e vive intensamente seu amor com Killian, e Ingrid, a bibliotecária, toma coragem em assumir de vez sua paixão pelo mortal Matt Noble. Até que tudo vira de cabeça para baixo e elas precisam resgatar suas forças mágicas!
>> Resenha de As feiticeiras de East End, primeiro volume da série, aqui no blog.

Arise - Hereafter #02 - Tara Hudson (Skoob)
Uma noite vai mudar drasticamente a existência de Amélia... mais uma vez!
Nesta continuação de Hereafter, Amélia precisa proteger as pessoas que ama dos demônios. Eles ameaçam fazer mal a todos os que a cercam e querem arrastá-la de vez para o submundo. Ela só tem uma escolha... desaparecer para sempre. E abrir mão do seu verdadeiro amor, Joshua. É quando um ritual vodu transforma a sua realidade. Algo volta a pulsar de forma surpreendente em Amélia!





UPDATE: Já atualizamos duas capas com as edições brasileiras: As variações de Lucy e Fragmentos. As outras ainda não foram divulgadas.


As variações de Lucy – Sara Zarr
Lucy Beck-Moreau, tinha um futuro promissor como pianista. As pessoas a conheciam, as reservas para seus concertos eram feitas com meses de antecedência e seu futuro parecia certo. E isso tudo antes dela completar 14 anos. Agora, aos 16, acabou. Por culpa de perdas dolorosas e traições. The Lucy Variations é a história de uma menina que luta para recuperar seu amor pela música e por ela mesma, e reencontra a alegria mesmo quando as coisas não saem como planejado. Porque a vida não é uma performance, e todos merecem a chance de cometer alguns erros ao longo do caminho. Sara Zarr entra no universo dos conflitos existenciais e suas dúvidas no livro The Lucy Variations.
>> Resenha de “Como salvar uma vida”, da mesma autora aqui no blog.

Fragmentos – Partials #02 – Dan Wells (Skoob)
Kira Walker descobriu a cura para o RM, mas a batalha pela sobrevivência está apenas começando. Kira deixou East Meadow em uma busca desesperada para descobrir quem ela é. Que os Partials possuem a cura em seu sangue não pode ser uma coincidência — deve ser parte de um plano maior, um plano envolvendo Kira, um plano que poderia salvar as duas raças. Mas esse é só o recomeço da história de Fragments, a sequência de Partials, escrito por Dan Wells.








>> As capas abaixo são as versões originais, ainda não foram divulgadas as edições nacionais. 
Poison Princess - The Arcana Chronicles #01 - Kresley Cole 
Ela poderia salvar o mundo ou destruí-lo.
Evie Greene leva uma vida fascinante, até que começa a sofrer alucinações terríveis. Quando um evento apocalíptico dizima sua cidade natal Louisiana, Evie percebe que suas alucinações eram realmente visões do futuro e que ainda estão acontecendo. Lutando por sua vida e desesperada por respostas, ela precisa procurar ajuda de seu colega: Jack Deveaux.
Mas ela não pode fazer isso sozinha.
Com seu sorriso malicioso, e má atitude, Jack é como nenhum outro menino que Evie já conheceu. Apesar de ele já ter desprezado ela e tudo o que representava, Jack concorda em proteger Evie em sua busca. Ela sabe que não pode depender totalmente de Jack. Se ele alguma vez lhe lançar aquele sorriso perverso, Evie conseguirá resistir a ele?
Em quem ela pode confiar?
Enquanto Jack e Evie correm para encontrar a fonte das visões, eles encontram outras pessoas que haviam recebido o mesmo aviso. Uma antiga profecia está se tornando popular, e Evie não é a única com poderes especiais. Um grupo de vinte e dois adolescentes foi escolhido para reencenar a batalha final entre o bem e o mal. Mas nem sempre fica claro quem está em qual lado.
*Tradução Livre, pode conter erros.



In Time – The Darkest Minds #1.5 – Alexandra Bracken
Conto em e-book que liga o volume número 01 da série, Mentes Sombrias, à sua sequência tão aguardada “Never Fade", que também vem por aí.
A vida de Gabe foi devastada em consequência da crise econômica. A única opção que resta para alguém como ele para escapar de seu passado trágico é deixar sua pequena cidade para trás e para tentar se tornar um skip tracer (um profissional que encontra informações sobre uma pessoa difícil de ser encontrada). Esta tarefa, já quase impossível, torna-se ainda mais difícil com sua primeira "captura", uma jovem que não consegue falar, mas que muda sua vida de maneiras que ele nunca poderia imaginar.
*Tradução Livre, pode conter erros.
>> Resenha de Mentes Sombrias, primeiro volume da série, aqui no blog.


Os Videntes – Diviners #01 – Libba Bray

Quando vi que este livro da autora Libba Bray tinha sido lançado aqui no Brasil pela Editora iD fiquei muito curiosa a respeito da história, justamente pelo nome do livro e pela capa me chamarem bastante atenção. Além de tudo, eu queria muito ler um dos livros desta autora, que já teve alguns de seus títulos publicados aqui no Brasil, como Louco aos Poucos” (pela Editora iD) e “Belezas Perigosas” (primeiro livro da trilogia Gemma Doyle, publicado pela Rocco) resenhados aqui no House of Chick (para ler as resenhas clique nos títulos). Após ler a sinopse de “Os Videntes” fiquei morrendo de curiosidade para ler a obra completa e, assim que foi possível, comecei minha leitura. Agora, venho contar para vocês as minhas opiniões a respeito deste título.
A história é narrada na década de vinte e logo no seu início conhecemos Evie O’Neil, uma jovem a frente do seu tempo, que gosta de festas e glamour, e que para se mostrar em uma festa da sua cidade, acabou revelando um segredo de uma pessoa influente, que mais tarde foi descoberto que era verdade. Por conta de todas as confusões, e por se recusar a pedir desculpas, os pais de nossa protagonista a mandam de Ohio para Nova York para passar um tempo com o seu tio na grande cidade.
Logo quando Evie chega à NY vemos que ela é assaltada nas suas primeiras horas na cidade, e acompanhamos sua vida de festas e badalação. Vemos também sobre a investigação de seu tio que está tentando solucionar assassinatos, que estão relacionados a ocultismo e por isso encontramos diversas mortes, repletas de elementos sobrenaturais.
Alguns personagens são inseridos na trama e de alguma forma eles acabam sendo interligados, como Jericó, que é assistente do Will (tio de Evie), Mabel, vizinha de Will, que se torna inseparável de nossa protagonista, apesar de terem estilos bem diferentes, Sam Lloyd um trapaceiro bem inteligente que comete pequenos furtos para sobreviver, e Memphis Campbell, um ex-curandeiro. Esses personagens, cada um de sua maneira, conseguiram fazer com que a gente ficasse com os olhos colados nas páginas, e a história do passado de cada um deles abre possiblidades para as continuações.
O livro é narrado em terceira pessoa e, por isso, conhecemos pontos de vistas diferentes, o que foi bem legal, já que assim vimos que outras pessoas acabam passando por situações parecidas com a de nossa protagonista.
A autora consegue nos prender do começo ao fim com a descrição dos locais, o ritmo fluido e gostoso da leitura e uma história surpreendente que também é daquele tipo assustador. Além disso, vemos que a autora pesquisou bastante para nos trazer um livro de excelente qualidade, com uma descrição incrível dos ambientes, mesmo de muito tempo atrás.
A capa foi mantida a original (o que eu aprovo!), é bem bonita, e representa bem a história. A diagramação está ótima, com letras em um tamanho bem confortável, assim como o espaçamento entre elas, e páginas amarelas, tudo isso junto contribui para que a gente consiga ler por mais tempo sem cansar a vista.

Recomendo esta leitura para todas as pessoas que gostem de um bom thriller, que consegue nos prender o tempo inteiro com sua narrativa rápida, fluida e assustadora, que se passa na década de vinte e que tem ótimos personagens, além de um delicioso plano de fundo. Quem ainda não leu, mas gosta de um bom mistério, não perca tempo e leia logo.
Avaliação



True – Elixir #03 – Hilary Duff e Elise Allen

Essa resenha não apresenta nenhum tipo de spoiler, nem dos livros anteriores, podem ler tranquilos. Quem quiser conferir as resenhas de Elixir e Devoted, basta clicar nos títulos.
Clea Raymond, uma jovem de 17 anos, filha de uma importante política com um renomado cirurgião, acabou descobrindo que tem uma alma gêmea há milhares de anos, Sage, com quem viveu diversas de suas vidas, até que algo muito trágico sempre acontecia e eles eram separados. Ela também descobriu que há um Elixir da vida, que dá vida eterna ao portador, que é pesquisado há tanto tempo quanto o amor deles existe, e que pode ser o responsável por toda a desgraça que eles passaram.
No final de Devoted (livro anterior), alguns acontecimentos inesperados surgiram, fazendo com que o rumo da trama mudasse totalmente e Sage e, consequentemente Clea, fossem afetados diretamente por isso. Esse final abriu possibilidades incríveis para True, uma pena que as autoras não souberam aproveitar nenhuma delas e tenham escolhido um caminho estranho e solto para seguir.
Confesso que fiquei bem decepcionada com o final dessa trilogia. O primeiro livro me agradou, o segundo foi uma grata surpresa, e eu adorei (inclusive entrou para os preferidos de 2012), e minhas expectativas estavam bem altas para o fechamento dessa história, mas não sei onde as autoras queriam chegar, só sei que tudo começou de um lugar (ainda lá em Elixir) e foi para lugar nenhum (aqui, em True), terminando pessimamente, com tudo mal resolvido e muita coisa sem explicação. Esse volume foi totalmente desnecessário, e, para finalizar a série assim, era melhor que tivessem parado no segundo livro.
Esse volume inteiro (!) girou em torno de como salvar Sage do problema que surgiu no volume anterior, que eu não posso dizer exatamente qual é para não soltar spoilers, só que as explicações não fizeram sentido nenhum, porque algumas coisas foram “quebradas”, mas outras continuaram iguais, o que é totalmente sem cabimento!! Além disso, essa questão e a solução para ela foram meio forçadas e nem precisavam existir dessa maneira, só resultando em coisas positivas para Clea e Sage. Ah, e esqueçam as coisas que foram ditas e explicadas nos primeiros livros, porque tudo foi esquecido e virou uma mera lembrança aqui, é como se essa fosse uma história independente.
Outra coisa que me deixou bem triste e chateada foi a finalização que a autora deu para Ben, meu personagem preferido desde Elixir. Ela mudou totalmente o jeito dele de ser nas últimas páginas do livro, transformando-o num (por falta de uma palavra melhor) monstro. Por quê? POR QUÊ?!
Agora, se tem um personagem que eu não gostei desde o primeiro volume, que piorou no segundo, e conseguiu ficar insuportável no terceiro, esse alguém foi Sage. Nossa, até agora não entendo como um personagem tão chato, babaca e tudo de ruim pode ser o par da protagonista! E ainda se dar bem em tantos momentos.
Admito que estava desgostando tanto de tudo o que estava acontecendo (já deu para perceber, né?!), que torci fortemente para que aquilo que eles buscassem não desse certo, e a história desse uma virada, o que seria bem positivo para que pelo menos a finalização fosse boa, mas, infelizmente, meu desejo não passou disso, um desejo.
Apesar de todos os momentos ruins que passei lendo o último volume de uma trilogia que eu adorava tanto (sério, que decepcionante!), pelo menos posso afirmar que a narrativa é bem fluida, e consegue prender o leitor para saber o que vai acontecer em seguida. Além disso, existe um ou outro personagem que realmente são legais, como Rayna, melhor amiga de Clea, Nico, personagem que foi importante na história, e Ben (até pouco antes da finalização desse volume).
A parte gráfica está muito bem feita. Apesar de não gostar tanto assim dessa capa, muito menos porque é bem diferente do primeiro volume, que é a minha capa preferida da trilogia, achei legal da parte da editora manter a original, apesar da versão impressa não ter nenhum diferencial, como verniz localizado. Só não curti que as lombadas de todos os três livros são diferentes, ficando esquisito na estante. A diagramação está simples e ótima, segue o padrão do livro anterior, com espaçamento grande e letras de tamanho confortável, além de contar com páginas amarelas, melhor para a leitura.
Pela minha resenha vocês já devem imaginar que eu não conseguiria recomendar a leitura desse livro nem que eu quisesse, o que é realmente uma pena, mas posso indicar, sim, os volumes anteriores, porque eles foram bem escritos e a história era ótima e original. Se Hilary escrever alguma outra história vou querer ler, só espero que ela não faça a mesma coisa que fez no final dessa.
Avaliação



Dearly, Beloved: Uma nova ameaça – Gone With The Respiration #02 – Lia Habel

“Dearly, Beloved” é a continuação de “Dearly, Departed”, que já foi resenhado aqui no blog (clique no título para conferir a resenha). Podem ler essa resenha sem medo porque não tem nenhum tipo de spoiler, nem do primeiro, nem do segundo volume.
Estamos em Nova Londres, capital de Nova Victoria no ano de 2187. O mundo passou por diversas transformações e, uma delas, é que agora tecnologia e costumes vitorianos andam juntos. Para citar alguns casos, há locais totalmente planejados tecnologicamente, com telões dando impressão de realidade, mas que não passa de algo virtual, como céu e gramado artificiais, e as pessoas se vestem com roupas antigas, como vestidos enormes, e andam de carruagens, entre muitas outras características misturadas que se completam.
Um vírus denominado Lazarus surgiu no mundo e as pessoas infectadas morrem e revivem pouco tempo depois, e são denominados zumbis. Alguns deles são criaturas terríveis que só querem saber de atacar os humanos, já que não conseguem raciocinar e agem por instinto para se alimentarem. O outro grupo é totalmente diferente desse primeiro, os zumbis pensam, raciocinam, não atacam os outros e podem viver em harmonia tranquilamente, mesmo sabendo que seus anos estão contados e logo apodrecerão. Só tem um problema, metade da população é contra permitir que os mortos vivam na comunidade, fazendo com que sejam vítimas de preconceito, enquanto um outro grupo de vivos não querem perder seus entes queridos para sempre e sabem que eles não tiveram culpa da doença e são “inofensivos”, já que não atacam os humanos. Com a sociedade dividida os zumbis vivem à margem, sem ter certeza nenhuma do futuro, enquanto tentam viver normalmente, até onde isso é possível.
Nesse contexto conhecemos Nora Dearly, uma neovitoriana, que, por ironia do destino acaba se apaixonando pelo zumbi soldado punk, Bram, que tem os mesmos sentimentos pela senhorita. Depois de se conhecerem e enfrentarem muitas coisas no livro anterior, finalmente eles poderão relaxar e ficar juntos. Mas nem tudo são flores e agora uma nova cepa do vírus, ainda mais perigosa do que a anterior surge sem nenhuma perspectiva de cura e trás o terror novamente para a população. Além disso, há um grupo mascarado que ataca zumbis à noite, que nunca mais são vistos novamente, e também os vivos simpatizantes, e um grupo de mortos que são revoltados com a forma que eles são tratados e resolvem protestar, até tentando salvar um prisioneiro zumbi das mãos da polícia.
Agora Nora, Bram e diversos outros personagens que tiveram algum êxito anteriormente, vão viver com medo de novo, enquanto buscam aprender sobre esse novo vírus, acalmar a população para que os mortos não sejam caçados novamente, descobrir as identidades dos mascarados, acalmar o outro grupo de não-vivos para que não estraguem tudo de vez, enquanto tentam viver suas vidas normalmente.  
Confesso que a leitura das primeiras cem páginas, mais ou menos, flui de forma meio arrastada. Fiquei meio perdida no meio de tanta informação porque não lembrava muito das coisas que tinham acontecido no livro anterior (já li há um ano), e a autora optou por fazer com quatro meses tenham passado do final daquele para o começo desse, então só sabemos o que ocorreu nesse período por conta dos comentários de Nora, que também está relembrando todos os acontecimentos do livro anterior que foram importantes, mas de uma forma meio arrastada. Além disso, existem muitos, mas muitos mesmo, personagens na história, então ficou meio difícil me encontrar no meio de tantos nomes e saber distinguir perfeitamente quem era quem sem estar com a memória fresca.
Depois que esse período acabou a narrativa fico mais movimentada, consegui me sentir mais ambientada ao livro, fui reaprendendo mais sobre cada um dos personagens e a autora conseguiu fazer com que eu lembrasse dos acontecimentos importantes do livro anterior de uma maneira mais prazerosa. Ela demorou para fazer entrarmos nesse mundo novamente, mas quando o fez, me senti imensamente feliz por estar lendo esse livro.
Lia Habel é muito inteligente e isso dá para ser notado durante a leitura pela forma como ela nos transmite informações, por todos os fatos passados, pelos detalhes que não deixam o livro chato, apenas o enriquecem, pelo embasamento que ela usou para criar a trama, e pelo modo como ela interliga tudo perfeitamente, não deixando nadinha de fora, com pontas soltas ou sem explicações, tudo faz sentido. Das autoras que eu mais admiro a forma de escrita, com certeza Habel é uma delas, posso afirmar que a acho sensacional.
Também amo a forma de narrativa dessa trilogia, que é em primeira pessoa e podemos acompanhar diversos personagens diferentes, nos deixando com uma perspectiva maior do que acontece em todos os lugares do livro e em vários momentos, e ainda nos faz compreender exatamente pelo que cada um desses narradores está passando pelo modo como pensam e encaram suas situações.
Dessa vez, as vozes dos capítulos são de Nora, Bram, Pamela, Laura, Vespertina e Michael. Esse método de narrativa nos ajuda a acompanhar tudo o que acontece sob diversas perspectivas e a autora ainda consegue interligá-los sem nos deixar confusos. Cada vez que um capítulo é encerrado e um novo narrador assume a posição de quem conta a história, entendemos um novo ponto da trama, que também tem alguma relação com o capítulo anterior.
Gosto muito da Nora, apesar de toda a sua imprudência, o que me irrita as vezes, adoro o Bram, que é meu personagem preferido do livro inteiro. A forma como age, como cuida dos próximos e ainda assim consegue ser um líder nato, é interessante e admiro seu caráter.
Confesso que amo o casal Nora e Bram, mas também já estou torcendo por vários outros pares, para que eles também formem casais no próximo livro. Hahaha Para quem não curte livros melosos, essa é uma boa dica, o relacionamento deles, apesar de bonito e nos transmitir o amor e o carinho que eles sentem um pelo outro, não é tão explorado a ponto de deixar algumas pessoas de saco cheio, mas também não é tão desleixado, fazendo com que as românticas (eu, aqui! Haha) ainda consigam suspirar e torcer pelo casal. Ah, e tem momentos, sim, de fofura e partes mais melosas, mas são quase inexistentes que as poucas vezes que aparecem não devem incomodar quem não gosta delas.
“Nada entre mim e Bram era normal. E, por isso mesmo, tudo era maravilhoso.”
Novos personagens foram introduzidos à história e gostei muito de conhecê-los, cada um trás uma importância para tudo o que está acontecendo, nenhum é jogado ali sem motivo, e isso é sempre ótimo. Dos personagens que já conhecíamos anteriormente, achei que a Pamela estava bem chatinha. Até entendo os motivos dela e sei que algumas pessoas passam por dificuldades com os traumas que vivenciaram, mas o modo como ela narrou foi bem enjoado de se acompanhar. Coalhouse é um personagem de quem gosto, mas suas atitudes foram bem extremas nesse volume e fiquei ora com raiva, ora com pena dele. Queria muito saber o que seu futuro reserva e, espero de verdade, que sejam coisas boas.
Também acho interessante que cada personagem tem uma reação diferente para aquilo que passaram no volume anterior, com todos os conflitos relacionados aos zumbis e como as pessoas reagem a doença lazarus. Em alguns livros todos os personagens lidam super bem com isso e seguem em frente mais firmes e fortes, aqui não, as coisas ruins pelas quais alguns deles passaram acabaram afetando-os de maneira negativa, eles entram em colapso, desenvolvem conflitos internos em níveis diversos, e fica um clima tenso, mas também mais real porque nem todo mundo reagiria bem diante de tantas dificuldades que encontram pelo caminho, e é isso que os seres humanos são, complexos.
O Steampunk continua muito bem explorado, e acho o cenário incrível, e adoro essa mescla de tecnologia mais costumes antigos, já a distopia, que na verdade sempre serviu apenas como pano de fundo, continua assim sem ser o foco principal, mas ainda existindo.
Como falei antes, mais ou menos depois da página cem, a narrativa melhora consideravelmente, mas lá para as últimas cento e cinquenta páginas (o livro tem quinhentas e doze) é que a trama fica bem eletrizante, cheias de acontecimentos incríveis que nos deixam ansiosos para terminar logo, lendo sem parar. E o final foi muito fofo e eu adorei como a autora terminou esse volume.
Esse volume tem um final para algumas situações que foram propostas aqui, mas também deixou pontas para serem respondidas no último livro. Essas pontas sem resolução que foram introduzidas nesse volume me deixaram super ansiosas para saber o que acontecerá em seguida.  Infelizmente, porém, o próximo livro dessa trilogia não tem previsão de lançamento, a autora escreveu em seu blog um texto falando um pouco sobre sua vida pessoal e alguns problemas que ela tem passado por conta de depressão e ansiedade (se quiser ler, clique aqui, é esclarecedor e muito comovente), então ela não conseguiria escrever uma continuação agora por esse motivo, além disso, a editora americana dela decidiu não continuar publicando a série, então quando ela se sentir preparada, se auto publicará. Não sei se a iD irá lançar o próximo livro quando ela escrever, mas vou torcer muito para que sim, e aviso se souber de algo. E, claro, vou torcer para que ela se sinta bem logo.
Sobra a parte gráfica e a diagramação, seguem o padrão de Dearly, Departed, o que é sempre um ponto positivo. A capa e contracapa são muito bonitas (não tanto quanto a do primeiro volume), e na frente há a foto de Nora, enquanto atrás há o Bram. A fonte é pequena, mas não incomodou minha leitura, o espaçamento é ótimo, cada início de capítulo há um quadrinho em volta do nome do narrador do momento, e as páginas são amarelas.

Por se tratar de um livro de zumbis, que por acaso é o único que eu tive vontade de ler e gostei, há algumas cenas mais nojentas, mas no geral é um maravilhoso livro jovem adulto como outro, bem escrito, com personagens cativantes, muita ação, que acaba mexendo bastante com nossos sentimentos, você sente raiva, alívio, felicidade, se apaixona. É uma leitura bem desenvolvida, flui muito bem, e eu não poderia deixar de recomendar. Essa é uma das minhas séries preferidas e vale muito a pena acompanhar!
Avaliação



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