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Semana Especial Aconteceu Naquele Verão – Resenha Parte 01


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Durante a semana de 06 a 10 de fevereiro de 2017, a Intrínseca convidou alguns blogs parceiros para uma semana especial sobre o livro “Aconteceu Naquele Verão”, e nós resolvemos participar. Então este foi o primeiro post, a resenha sobre a obra. Voltem nos próximos dias para acompanhar os demais posts especiais que estamos escrevendo! :D
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Em “Aconteceu Naquele Verão”, vamos conhecer, como o próprio subtítulo sugere, “Doze Histórias de Amor”. Stephanie Perkins, autora de da trilogia “Anna, Lola e Isla” (clique no título para conferir as resenhas), convidou doze ótimos autores, cada qual com seu estilo próprio de narrativa, para escrevê-las. Por isso, vamos conhecer personagens bem diferentes, tramas completamente distintas, e contos de diversos gêneros, mas também há pontos em comum: todos têm protagonistas jovens adultos e o verão como pano de fundo. Já conhecia a maioria dos escritores, seja por conta de algo que eu li de suas autorias, ou apenas porque já ouvi falar de alguma de suas obras. Alguns poucos eu ainda não tinha ouvido falar, mas gostei da experiência de conhecê-los também.
Como este é um exemplar com diversas histórias diferentes, não posso me aprofundar nos comentários a respeito de cada uma delas, pois, a resenha provavelmente teria doze páginas (os que me conhecem sabem que eu não consigo escrever pouco hahaha) e também haveria spoilers, já que são tramas curtas. Então vou apenas comentar brevemente a respeito de cada uma delas, assim vocês podem saber do que se trata cada conto e o que achei deles, sem que algum spoiler surja pelo caminho. E vou dividir a resenha em duas partes, para não ficar tão grande.
Antes de começar, queria fazer um comentário porque acho importante. Tive a impressão de que a autora dividiu um pouco a organização do exemplar com os mais chatinhos no começo e depois com os melhores. Porque eu não tinha me encantado tanto assim por nenhuma das primeiras histórias (e vi comentários de outras pessoas que também não), e cheguei até mesmo a acreditar que no final não iria gostar tanto assim do livro como um todo, então pensei que seria apenas uma leitura mediana. Mas fico contente por não ter desistido e continuado, porque as histórias vão melhorando e algumas delas são realmente muito boas. Eu adorei! Então se você não gostou das primeiras, por favor, não desista também! Porque no final vai valer a pena.
No conto de estreia da obra, “Cabeça, Escamas, Língua, Cauda”, de Leigh Bardugo, acompanhamos a menina Gracie, que acredita ter visto um monstro marinho no lago da cidade, proveniente de uma lenda, e acaba tendo que pedir a ajuda do esquisito Eli para desvendar este mistério. Li a trilogia “Grisha” (clique no título para ler as resenhas) da autora e curti bastante, então estava empolgada por sua história. Mas não gostei. Começou chata, ficou interessante no meio, e o final voltou a ser chato e com um desfecho decepcionante. Apesar de curto, é cansativo e meio viajado. Tem um tom sobrenatural, mas nada que eu tenha gostado tanto.




Em seguida, há o conto “O Fim do Amor”, de Nina LaCour, autora que não conhecia. Aqui, conhecemos Flora, uma garota que está passando por um momento difícil em sua vida, já que seus pais estão se divorciando e ela vai mudar de endereço em breve. Para se distanciar da sua casa por um tempo, ela se inscreve num curso de verão de uma matéria em que é craque. E lá acaba reencontrando Mimi, sua primeira paixão. Esta história é interessante, mas um pouco sem graça. Eu até gostei, mas não foi nada espetacular que tenha me marcado, e também achei a protagonista muito dramática e infantil com relação ao divórcio dos pais, e isso me incomodou demais, afinal ela não é uma criança para ficar tão abalada porque uma relação amorosa entre duas pessoas adultas não deu certo. Ela não iria querer ficar com alguém por “obrigação”, então por que seus pais deveriam? Eu daria 3.5 casinhas de avaliação, mas como só posso dar notas inteiras, arredondei para 3.




Os Videntes – Diviners #01 – Libba Bray

Quando vi que este livro da autora Libba Bray tinha sido lançado aqui no Brasil pela Editora iD fiquei muito curiosa a respeito da história, justamente pelo nome do livro e pela capa me chamarem bastante atenção. Além de tudo, eu queria muito ler um dos livros desta autora, que já teve alguns de seus títulos publicados aqui no Brasil, como Louco aos Poucos” (pela Editora iD) e “Belezas Perigosas” (primeiro livro da trilogia Gemma Doyle, publicado pela Rocco) resenhados aqui no House of Chick (para ler as resenhas clique nos títulos). Após ler a sinopse de “Os Videntes” fiquei morrendo de curiosidade para ler a obra completa e, assim que foi possível, comecei minha leitura. Agora, venho contar para vocês as minhas opiniões a respeito deste título.
A história é narrada na década de vinte e logo no seu início conhecemos Evie O’Neil, uma jovem a frente do seu tempo, que gosta de festas e glamour, e que para se mostrar em uma festa da sua cidade, acabou revelando um segredo de uma pessoa influente, que mais tarde foi descoberto que era verdade. Por conta de todas as confusões, e por se recusar a pedir desculpas, os pais de nossa protagonista a mandam de Ohio para Nova York para passar um tempo com o seu tio na grande cidade.
Logo quando Evie chega à NY vemos que ela é assaltada nas suas primeiras horas na cidade, e acompanhamos sua vida de festas e badalação. Vemos também sobre a investigação de seu tio que está tentando solucionar assassinatos, que estão relacionados a ocultismo e por isso encontramos diversas mortes, repletas de elementos sobrenaturais.
Alguns personagens são inseridos na trama e de alguma forma eles acabam sendo interligados, como Jericó, que é assistente do Will (tio de Evie), Mabel, vizinha de Will, que se torna inseparável de nossa protagonista, apesar de terem estilos bem diferentes, Sam Lloyd um trapaceiro bem inteligente que comete pequenos furtos para sobreviver, e Memphis Campbell, um ex-curandeiro. Esses personagens, cada um de sua maneira, conseguiram fazer com que a gente ficasse com os olhos colados nas páginas, e a história do passado de cada um deles abre possiblidades para as continuações.
O livro é narrado em terceira pessoa e, por isso, conhecemos pontos de vistas diferentes, o que foi bem legal, já que assim vimos que outras pessoas acabam passando por situações parecidas com a de nossa protagonista.
A autora consegue nos prender do começo ao fim com a descrição dos locais, o ritmo fluido e gostoso da leitura e uma história surpreendente que também é daquele tipo assustador. Além disso, vemos que a autora pesquisou bastante para nos trazer um livro de excelente qualidade, com uma descrição incrível dos ambientes, mesmo de muito tempo atrás.
A capa foi mantida a original (o que eu aprovo!), é bem bonita, e representa bem a história. A diagramação está ótima, com letras em um tamanho bem confortável, assim como o espaçamento entre elas, e páginas amarelas, tudo isso junto contribui para que a gente consiga ler por mais tempo sem cansar a vista.

Recomendo esta leitura para todas as pessoas que gostem de um bom thriller, que consegue nos prender o tempo inteiro com sua narrativa rápida, fluida e assustadora, que se passa na década de vinte e que tem ótimos personagens, além de um delicioso plano de fundo. Quem ainda não leu, mas gosta de um bom mistério, não perca tempo e leia logo.
Avaliação



Belezas Perigosas - Gemma Doyle #01- Libba Bray


A leitura de hoje é histórica e sobrenatural, um gênero que costuma me acertar em cheio quando bem explorado. Infelizmente não foi bem o caso de Belezas Perigosas, da autora Libba Bray, da editora Rocco, primeiro volume da trilogia Gemma Doyle. Na trama conhecemos Gemma Doyle, um garota de dezesseis anos que após a morte da mãe na Índia em circunstâncias estranhas é mandada para a Inglaterra para estudar na tradicional escola para moças Spence.

Entretanto, Gemma não é como as demais moças que sonham com um bom casamento, ela tem um dom, um dom que a fez ver a morte da mãe, e prever outros acontecimentos ao seu redor, assim como viajar entre os reinos. Diante de sua nova condição na escola ela tem que lidar com as novas amigas, o dom e as visitas de um estranho, Kartik, que parece saber mais sobre ela do que ela mesma.

Gemma não é o tipo de garota que esperamos encontrar no século XIX, embora ela conheça as regras da sociedade não busca pelas mesmas coisas que as demais garotas. Talvez sua criação na Índia tenha feito a diferença, mas o fato é que ela é vanguardista, não teme ficar mal falada ou fazer feio na frente de ninguém. E melhor do que fazer o que quer, ela sabe colocar as máscaras necessárias e fingir dançar conforme a música.

A culpa que carrega pela morte da mãe não a abandona, e marca seus atos. A sombra da mãe é parte de si, até o momento que começa conhecer sua história. Gemma nunca teve amigas, então suas primeiras amigas em Spence demoram a entrar nos eixos. O que as une é a vontade de viver além da cerca, de não fazer o que é esperado delas.

Felicity é uma garota mimada que finge ter a vida perfeita, mas que na verdade tem uma história de abandono como marca em sua vida. Faz de tudo para conseguir fama e status, mas no fundo tem um bom coração, mas bem no fundo! Até o momento ainda não cheguei a conclusão se ela é ou não amiga de Gemma, é uma relação que se deu em circunstâncias de segredo e depois de interesse.

Pippa é a menina mais bonita de Spence, desperta atenção de todos, mas seus pais parecem já ter escolhido seu caminho. Isso a mata aos poucos, e quando conhece os poderes de Gemma se vê diante da possibilidade de uma liberdade que jamais conheceu.

Ann é a bolsista de Spence, é ignorada por todos e sente-se a última bolacha do pacote. Quando Gemma a traz para o grupinho das populares ela demora a encontrar seus valores, mas uma vez que autoestima surge uma força interior brota. Não gostei muito da personagem, ela é muito sonsa, e não boazinha como esperado.

Kartik é um enigma, até agora não sei dizer qual a dele. E isso é um ponto que me incomodou no livro, faltam informações a cerca do que afinal ele faz parte, e porque o grupo que ele faz parte acredita que os poderes de Gemma não podem ser usados. As falas do personagens são breves e vagas, ou seja, fica por conta da imaginação o que ele é, e o que ele afinal sente por Gemma.

A narrativa é feita em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Gemma. O livro conta com uma diagramação simples e um capa muito charmosa. Bray escreve bem quanto a descrição de lugares e criação de personagens, mas como citei senti falta de maiores dados sobre o poder de Gemma e toda a 'mitologia' que a acompanha. Este fato fez com que as páginas se arrastassem um pouco para mim. O livro simplesmente não funcionou porque não fornecia pistas suficientes.

Mesmo diante deste defeito, o desfecho foi interessante porque trouxe maiores detalhes e uma reviravolta que muda a visão de Gemma da mãe e dos poderes que possui. O finalzinho do livro trás uma reflexão interessante acerca da sombra (um conceito junguiano, o que seria como um lugar sombrio de nossa mente onde reprimimos tudo que não queremos ter contato, claro tudo isso de maneira inconsciente), sobre sermos capazes de fazer qualquer coisa.

Afinal somos capazes de criar e destruir, de amar e odiar, e o fato de reconhecermos isso em nós que faz com que possamos controlar nossos impulsos mais sombrios, ou primitivos. E não fingir a bondade sem reconhecer a maldade inerente a raça humana. Ser bom, ou fazer escolhas corretas é vencer uma guerra dentro de si, é escolher fazer do mundo um lugar melhor, e não necessariamente o que é melhor para você.

Belezas Perigosas é um livro bom, mas que faltou liga para mim. Vale para todas as pessoas que gostam de romances de época com pitadas de magia. Sua continuação Anjos Rebeldes já foi publicado pela Rocco, e já está aqui na minha prateleira me esperando, mas confesso que pela grossura dele, e pela experiência lenta de Belezas Perigosas deve demorar a ser lido. O terceiro livro Doce e Distante também já publicado fecha a trilogia.

 Avaliação


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Louco aos Poucos - Libba Bray


"Louco aos Poucos", de Libba Bray, conta a história de Cameron, um garoto de 16 anos que mora no Texas, estuda, e tem uma vida totalmente fracassada, sendo que o que realmente importa para ele é ter o seu baseado, para poder tornar o seu dia um pouco suportável. 
Não tem vida social e não tem uma boa relação com a sua família. Seu pai só pensa em trabalho, sua mãe vive num outro mundo, ela nunca acaba de fazer o que começa, e sua irmã chamada Jenna, que é totalmente o seu oposto e que faz parte do grupo dos populares, o ignora completamente. 
O único lugar que podemos dizer que ele é aceito é no banheiro, meio estranho dizer isso, mas já vou explicar. Ele é aceito no banheiro, porque é dos maconheiros e, como ele faz uso, já é praticamente da turma, um local em que podemos dizer que só tem gente que não bate muito bem da cabeça.
Do nada a sua vida muda e ele começa a ter dormências em algumas partes do corpo, a ter tontura e começa a ver coisas absurdas. Logo de início todos pensam que isso é efeito decorrente do uso das drogas, mas acabam descobrindo que ele tem a doença chamada Creutzfeld – Jakob, conhecida como a doença da vaca louca. Essa doença não tem cura, no qual só existem alguns dados experimentais. Devido à descoberta da sua doença, a escola e alunos da escola começam a fazer uma homenagem para ele, os mesmos que sempre o rejeitaram.
No hospital ele recebe a visita de Dulcie, uma anja punk, que já vinha perseguindo-o há algum tempo. Como ela diz, não é uma anja, mas sim uma mensageira, que vem trazer uma missão para ele na qual não apenas salvará o mundo, com também irá ser curado pelo Doutor X, que é o único que pode curá-lo. Mas, para que ele possa realizar essa aventura, ele precisa que o seu novo amigo de quarto (Gonzo) o acompanhe, um anão que podemos dizer que é muito neurótico em relação a tudo. Muitas coisas vão acontecer nessa viagem e novos personagens vão surgir, um dele é Balder, o anão de jardim, que na verdade é um deus viking, que precisará da ajuda de Cameron e Gonzo para se libertar de sua maldição.

Essa é uma história interessante onde coisas malucas vão acontecer. Para gostar da leitura é preciso manter a mente aberta para todos os acontecimentos que irão surgir nessa aventura. Um livro que é realmente uma mistura onde se encontram anjos e cientistas é uma verdadeira loucura, mas é uma história gostosa de ler.
Avaliação



Divulgação - Louco aos Poucos de Libba Bray

Heey Gente!

Já viram o novo lançamento da Editora iD?

É o livro Louco aos Poucos da autora Libba Bray, já conhecida no Bra

sil por seus livros Belezas Perigosas e Anjos Rebeldes, que fazem parte de uma trilogia e foram publicados pela Rocco.

O livro conta a história de Cameron Smith, um adolescente de 16 anos que é diagnosticado com a "doença da vaca louca" e que por isso vai morrer. Até que ele encontra Dulcie, uma garota-anja que o encoraja a sair em busca da cura ao mesmo tempo em que tem que salvar o mundo.

Durante sua jornada, Gonzo, um garoto anão neurótico, e Baldes, um deus viking aprisionado num corpo de gnomo de jardim, se juntam a ele, refletindo sobre questões profundas e percebendo que a vida é uma jornada psicodélica que vale a pena.

Esse é o lançamento de janeiro da iD. Para quem se interessou, podem ler duas páginas do livro, baixando aqui.

A capa brasileira é linda! Dá de mil a zero na original na minha opinião. O trabalho gráfico da iD só nos surpreende cada dia mais. Qual será a cor de dentro dessa vez?

E para quem quiser ver também a quarta capa, está ai. Até essa capa ficou muito legal, os desenhos tem tudo haver com cada parte da sinopse.

Vou ser boazinha e colocar a original para vocês compararem e me dizer qual preferem.


Capa Versão Nacional


Quarta Capa


Capa Original



Beijos