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💕 Expectativa x Realidade: A Prometida – Kiera Cass 💕

🌷 Boa noite! Tudo bem? Eu ia fazer uma resenha sobre esse livro, porém infelizmente não gostei de muitas coisas na leitura, então ia vir falar da minha experiência negativa com a história e os pontos que me incomodaram. Mas aí eu pensei melhor. Mesmo não curtindo a obra, muitas pessoas podem gostar, meu gosto não tem nada a ver com o de outro alguém. Além do mais, estamos passando por um período com tanta coisa ruim acontecendo e eu não queria ficar falando de mais coisas negativas. Então aproveitei para trazer um assunto que tem a ver com essa leitura: Expectativas.

Vocês também são o tipo de pessoa que quando gostam de algo logo colocam expectativas em coisas relacionadas a ela? Como continuações de livros, obras do mesmo autor, filmes com a atriz querida, comida do restaurante favorito, etc.? Porque eu faço muito isso, mas nem sempre essa é a melhor maneira de conferir algo novo. Porque, como o próprio nome sugere, é inédito e não tem realmente como ser igual no sentido de despertar exatamente os mesmos sentimentos que o original. Mas a gente espera isso mesmo assim. Algumas vezes as expectativas são superadas, mas também existe o outro lado e quanto mais a gente espera, maior a queda.
Li todos os livros de Kiera Cass assim que foram publicados no Brasil. “A Seleção” li em 2012 (recebi a prova antecipada para resenha) e fiquei apaixonada. America e Maxon me conquistaram e mesmo não tendo favoritado todos os livros, adorei cada um. E li os extras e “A Sereia” (resenhas no blog). Então vocês imaginam minha empolgação para “A Prometida”.





A Convenção das Aves – O Lar da Srta. Peregrine Para Criança Peculiares #05 – Ransom Riggs

Esse é o 5º livro dessa série maravilhosa que eu não canso de ler, já que sou apaixonada pela história criada por Ransom Riggs. Todos os outros volumes já foram resenhados aqui no Ig (procure no Feed) ou no Blog, então não deixem de conferir. Tentei fazer a resenha sem spoilers, mas pode ter tido uma ou outra pequena informação que não consegui deixar de fora.

Nesse volume a história começa exatamente da onde o anterior parou, nos deixando com uma trama contínua e bem frenética. Vemos que Jacob, ao lado dos seus fiéis amigos, entra em uma nova missão para salvar a jovem Noor Pradesh, que faz parte de uma profecia muito antiga, para levá-la até uma mulher poderosa e enigmática conhecida apenas como V. Para isso eles acabam embarcando em uma aventura cheia de perigos.
Assim como notamos nos livros anteriores, a guerra continua à espreita e tudo está quase à beira de estourar. E com a descoberta da profecia, a Srta. Peregrine juntamente com as ymbrynes estão fazendo de tudo para manter o clima pacífico com os clãs norte-americanos.



Como vimos, o relacionamento de Jacob com Emma havia terminado, mas o que não entendi muito foi que depois de 5 livros acompanhando eles, o interesse amoroso de Jacob fosse mudar agora. Acho que eu estava esperando que isso fosse um pouco diferente. Achei o novo romance um pouco forçado e que Emma acabou ficando apagada na história. Não gostei muito disso e achei que essa questão poderia ter sido melhor desenvolvida. Foi o único ponto da leitura que me incomodou um pouco.





Desgrávida – Jenni Hendriks & Ted Caplan


Veronica Clarke sempre foi a filha perfeita, a aluna exemplar e a pessoa que tem um futuro brilhante pela frente e sempre se orgulhou de tudo isso. Com um namorado desejado por muitas, planos para o final do Ensino Médio e uma vaga lhe esperando na faculdade dos sonhos, tudo está seguindo como planejado. Até que ela descobre que um resultado positivo no único teste que poderia arruinar todos os seus planos: o de gravidez.
Com a certeza de que não quer ser mãe neste momento e não deseja mudar toda a sua vida, ela decide fazer um aborto. Porém, sem coragem para contar sobre sua decisão para as amigas ou sua família, ela encontra uma pessoa improvável para acompanhá-la numa jornada em direção à clínica em outra cidade, uma ex-melhor amiga de infância, de quem se afastou quando queria uma vida mais fácil e tranquila.
Mesmo sem manter contato por vários anos, a rebelde Bailey Butler aceita acompanhá-la numa viagem de mais de 3 mil quilômetros. E em meio a muitas confusões, risadas e momentos inesperados, Veronica conhece mais a si mesma e revê suas atitudes.
Esse é um livro Jovem Adulto que, mesmo trazendo um tema mais pesado, a narrativa é bem leve e divertida. Há cenas cômicas, trapalhadas, diversas reviravoltas, autoconhecimento pontos reflexivos, foco na amizade, aceitação, também trata de outros assuntos como homossexualidade, pais negligentes, religião, etc. Então muitas vezes o assunto aborto não ganha destaque, ainda que seja o ponto central da trama.
É uma leitura interessante, mas também faltou alguma coisa para me conquistar. Achei a protagonista sem graça, inclusive não acho que mudou tanto suas atitudes. O que eu mais gostei foi conhecer Bailey e sua história. E desejo que os autores façam um livro protagonizado por ela para conhecermos sua vida mais profundamente. O final deixou um pouco a desejar porque teve as resoluções das questões adolescentes e de amizade, mas não desenvolveu mais.



Vermelho, Branco e Sangue Azul – Casey McQuiston


Alex Claremont-Diaz é o filho da presidenta dos Estados Unidos e detesta Henry, o príncipe da Inglaterra, desde um episódio em que se encontraram no passado e ele foi bem arrogante. Então quando é convidado para o casamento real do irmão mais velho, o príncipe Philip, ele não fica muito contente. Tudo piora quando Alex e Henry se envolvem num escândalo durante a cerimônia, derrubando o bolo de milhares de euros no chão.
Para evitar um desastre diplomático, eles precisam passar alguns dias juntos como se fossem melhores amigos e assim deixar todos acreditarem que nunca houve nenhum problema entre dois dos jovens mais influentes e bonitos do mundo. Quando passam a se conhecer melhor, percebem que há muito mais em comum entre eles do que o esperado. E parece que nem só amizade há por traz das intenções de nenhum deles.
Como poderiam se relacionar no meio da campanha de reeleição da mãe de Alex e com tantos deveres e trabalhos que ambos precisam comparecer em seus respectivos países? E ainda sem causar uma comoção mundial? Será que quando há uma faísca inegável, algo pode ser capaz de superar a força do amor?
De modo geral, gostei da obra, dos personagens e do pano de fundo, que traz assuntos importantes para a atualidade, como sexualidade, imagem pública, medo de julgamento, se encontrar e descobrir o que quer da vida, evolução, amadurecimento, política, fazer algo de positivo para mudar o mundo, etc.
A escrita da autora é leve, gostosa e envolvente. A gente se diverte em vários momentos e sente tensão e apreensão em outros. Vê como o amor e o apoio podem ser lindos e fazer diferença, mas também como há pessoas desnecessárias com atitudes péssimas que só querem fazer o mal para conquistarem algo pessoal.
Senti que a trama ficou meio maçante no meio e acredito que se a autora tivesse cortado algumas páginas poderia ter ficado mais dinâmico e ainda manter a mesma essência. E consequentemente eu teria gostado ainda mais da leitura. E achei desnecessária a forma como Katherine tratava sua mãe, a rainha, uma idosa.





Frank e o Amor – David Yoon


Quando eu li a sinopse desse livro, fiquei encantada com a história. Não só porque ela parecia ser incrível, mas também porque amo ler sobre outros tipos de cultura. E, como já comentei aqui antes, adoro a Cultura Asiática desde que conheci os Dramas Asiáticos. Então sempre que vejo um livro que retrate um pouco de um desses países, já vou correndo adquirir! Dessa vez é a Coreia do Sul, já que o personagem faz parte de uma família tradicional coreana, mas mora nos EUA. Então precisava desse exemplar para ontem!
Nesse volume conhecemos Frank, um jovem sul-coreano que nunca conseguiu conciliar as expectativas de sua tradicional família com sua vida de adolescente na Califórnia. Bem tradicionalistas, eles fazem encontros com outros coreanos que moram nos EUA para manterem uma conexão com seu país de origem.
Frank está no último ano do ensino médio e com isso precisa lidar com várias coisas importantes da idade, como a aplicação para a faculdade. Quando se apaixona por Brit Means, uma menina linda, divertida e inteligente, ele sabe que os seus pais seriam contra, já que são preconceituosos com outras culturas que não a Coreana.
Com medo dos seus pais descobrirem a verdade, nosso protagonista acaba entrando em um namoro de mentira com Joy Song, filha de um casal de amigos da família, que está passando pelo mesmo problema, já que ela está namorando um Chinês. Claro que brincar com os sentimentos nunca dá cem por cento certo e acompanhamos a vida dos dois nessa longa jornada.
Uma coisa que gostei bastante de acompanhar nesse volume foi a amizade verdadeira de nosso protagonista com os seus amigos. Foi muito bonito toda essa relação de carinho e me peguei imaginando fazer parte dessa turma. Gostei bastante dessa trama e também dos temas retratados, porém acho que algumas coisas poderiam ser diferentes. Parece que Frank resolveu pegar o caminho mais fácil e senti falta de um pouco mais de desenvolvimento em algumas partes.





Tudo e Todas as Coisas - Nicola Yoon

A vida de Maddy se resume a sua casa, sua rotina e a companhia de sua mãe e a enfermeira, Carla, que se tornou uma grande amiga – a única além de sua mãe. Isso acontece porque ela tem uma doença rara, que basicamente a define como alérgica ao mundo. Depois que o marido e o filho morreram em um acidente, a mãe fez de tudo para proteger a filha, contratando uma enfermeira e adaptando a casa para que Madeleine pudesse viver bem em sua bolha de salvação. E é lá que ela vive, sem nunca ter saído de casa, por dezessete anos.
Tudo segue normal e Maddy aceita sua vida e seu destino, afinal ela nasceu assim e não há nada que possa fazer para mudar isso. Então é melhor submeter-se do que desejar algo que não pode ter. Até que tudo muda.
A casa ao lado recebe novos moradores e Olly, um dos vizinhos, acaba atraindo a atenção dela de uma forma que ninguém mais fez. Ela passa a acompanhar a família do garoto pela janela e o modo como ele é diferente dos demais membros e não mantém uma rotina, além de ser lindo e se vestir inteiramente de preto, o que a deixa curiosa.
E ele também passa a observá-la e começa a interagir com nossa protagonista, fazendo com que ela passe a desejar mais da vida e de sua existência. Apaixonar-se por Olly é inevitável e as consequências disso também são. Mas agora Maddy está disposta a correr riscos, mesmo que isso signifique arriscar a própria vida, afinal ela prefere morrer a ter que continuar apenas sobrevivendo. Ela precisa viver e vai fazer o que for preciso para tornar isso uma realidade.
Estava looouca para ler esse livro desde que ouvi sobre sua publicação em 2015, quando ele ainda nem tinha sido publicado no exterior, quanto menos aqui no Brasil. Desde então queria tê-lo na minha estante e essa vontade só aumentava a cada comentário positivo sobre o mesmo que eu lia ou ouvia por aí. Por conta disso, é claro que minhas expectativas estavam bem altas quando eu enfim pude tê-lo em mãos para começar a minha leitura. Só que o problema com esperar muita coisa de algo é que geralmente aquilo não alcança o patamar almejado. E foi isso que infelizmente aconteceu com “Tudo e Todas As Coisas”.
E não é que eu não tenha gostado, porque eu simplesmente A-D-O-R-E-I a leitura! Só tenho que confesso que estava esperando um pouco mais do que encontrei, já que acreditei que iria amá-lo fortemente e que seria um grande candidato para meus livros preferidos do ano, porém isso não aconteceu.
Mas, para falar a verdade, eu acho que faltou profundidade na trama e nos detalhes da mesma. A gente acompanha essa menina e seu dia a dia, mas nada tão emocionante é narrado, e não porque ela não faz nada de interessante, porque ela faz, sim. Só que faltou uma sensação de mergulhar mais na história, de entender melhor seus sentimentos e o que Maddy estava vivendo. Senti mais como um relato menos aprofundado, e eu estava desejando me envolver mais com aquilo. Não sei se vocês conseguem entender meus sentimentos, mas foi isso.
A evolução do relacionamento dela com Olly também não foi tão bem explorada sob meu ponto de vista, já que em um momento eles se conheceram e, depois de meia dúzia de mensagens trocadas, ele já estava indo visitá-la e os sentimentos já estavam ali. Em outro momento aconteceu a mesma coisa, eles estava longe um do outro e depois se reaproximaram (não vou explicar isso melhor porque seria spoiler) de um jeito meio sem graça. Acho que faltou um pouco de emoção, parece até que ficou faltando uma lacuna.
Para quem acompanha minhas resenhas, eu já comentei antes aqui no blog que gosto de sentir junto com os personagens, entender seus sentimentos e torcer para que eles fiquem juntos, torcer para o casal e para sua felicidade. E não é que eu não tenha torcido por eles, só que não criei aquela grande expectativa ou meu coração se encheu de calor e alegria. Foi fofo, mas...
Em compensação, gostei muito da trama e acho que a autora soube nos apresentar a tudo de uma maneira bem gostosa, leve e descontraída. A gente logo se vê envolvida pelos acontecimentos e conseguimos visualizar todo o cenário, já que a narrativa tem uma característica bem visual e descritiva, de um jeito que facilmente podemos ver os lugares e as coisas que os complementam, como se de fato tivesse desenhos nas páginas.
A narrativa é em primeira pessoa sob o ponto de vista de Madeleine, então podemos nos aproximar bastante da protagonista e também entender tudo o que ela vive, o que pensa e o que sente. Gostei muito de acompanhar a trama sob sua perspectiva.
A escrita de Nicola Yoon é bem direta e flui maravilhosamente bem, de um jeito delicioso e envolvente. A gente começa a ler e quando nos damos conta já avançamos muitas páginas e já está quase na hora de dar tchau para esses personagens incríveis. E devo admitir que já até bateu uma grande saudade de tudo aquilo.