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💕 Expectativa x Realidade: A Prometida – Kiera Cass 💕

🌷 Boa noite! Tudo bem? Eu ia fazer uma resenha sobre esse livro, porém infelizmente não gostei de muitas coisas na leitura, então ia vir falar da minha experiência negativa com a história e os pontos que me incomodaram. Mas aí eu pensei melhor. Mesmo não curtindo a obra, muitas pessoas podem gostar, meu gosto não tem nada a ver com o de outro alguém. Além do mais, estamos passando por um período com tanta coisa ruim acontecendo e eu não queria ficar falando de mais coisas negativas. Então aproveitei para trazer um assunto que tem a ver com essa leitura: Expectativas.

Vocês também são o tipo de pessoa que quando gostam de algo logo colocam expectativas em coisas relacionadas a ela? Como continuações de livros, obras do mesmo autor, filmes com a atriz querida, comida do restaurante favorito, etc.? Porque eu faço muito isso, mas nem sempre essa é a melhor maneira de conferir algo novo. Porque, como o próprio nome sugere, é inédito e não tem realmente como ser igual no sentido de despertar exatamente os mesmos sentimentos que o original. Mas a gente espera isso mesmo assim. Algumas vezes as expectativas são superadas, mas também existe o outro lado e quanto mais a gente espera, maior a queda.
Li todos os livros de Kiera Cass assim que foram publicados no Brasil. “A Seleção” li em 2012 (recebi a prova antecipada para resenha) e fiquei apaixonada. America e Maxon me conquistaram e mesmo não tendo favoritado todos os livros, adorei cada um. E li os extras e “A Sereia” (resenhas no blog). Então vocês imaginam minha empolgação para “A Prometida”.





A Coroa – A Seleção #05 – Kiera Cass

Passamos três volumes acompanhando America passando por sua Seleção, e a vimos encontrar seu próprio final feliz com o amor de sua vida. Agora, depois de passados vinte anos, é a vez de sua filha mais velha, Eadlyn, que acaba vivenciando uma experiência bem semelhante à de sua mãe, mas só que ao contrário, porque desta vez é ela a Princesa que vai precisar escolher um dos Selecionados para se tornar seu marido.   
Eadlyn era contra a competição a princípio, pois não acreditava que conseguiria encontrar nela alguém para amar ou viver uma história de amor como a de seus pais, que são apaixonados ainda hoje. Mas, por conta de algumas ocasiões urgentes que precisavam de distração, ela concorda em fazê-la enquanto o rei tenta encontrar uma solução para ajudar seu povo.
Nossa protagonista só não esperava que as coisas pudessem mudar tanto do início daquilo tudo até o final, e que ela se tornaria alguém completamente diferente, mas sem deixar seu cargo ou a importância dele de lado. Em meio a tantos acontecimentos importantes, bons e ruins, Eadlyn precisará encontrar uma forma de colocar tudo nos eixos como nunca antes esteve, e contará com o apoio e auxílio de sua família, dos que são próximos a eles, e também daqueles que não pensou que iriam modificá-la tanto: os candidatos a seu coração, os participantes da Seleção. E, em meio a tudo isso, ela percebe que, sim, todos podem ter seu próprio final feliz e que o amor pode estar onde a gente menos espera.
Assim que recebi meu exemplar em mãos, comecei minha leitura porque estava louca para saber o final desta série que eu acompanho há tantos anos (desde 2012), e também tive medo de pegar spoilers sem querer, visto que é um livro tão famoso e as pessoas comentam em todas as redes sociais, o que acabaria estragando minha experiência de leitura (já aconteceu comigo antes, e isso é realmente muito ruim). E li bem rápido, porque a escrita da autora é tão deliciosa e fluida que o tempo passa e a gente nem mesmo percebe. Gosto muito mesmo de sua forma de narrativa e já não vejo a hora de conhecer outros de seus mundos (Kiera, por favor, escreva mais obras logo!).
E agora, depois de lido, posso afirmar: eu realmente adorei esse livro! Acho, inclusive, que a autora acertou em ter finalizado com este volume, porque, assim, tivemos um final mais fechadinho para a trama. Além do mais, curti muito as atitudes que foram tomadas pela protagonista, sua postura, evolução e crescimento.
Eadlyn não começou sua história sendo uma pessoa fácil ou mesmo alguém que facilmente conquistaria os outros, inclusive o seu povo a achava arrogante. Mas foi lindo poder ver tudo o que ela aprendeu ao longo do caminho, como usou cada uma destas coisas para crescer como ser humano, buscando sempre o melhor para todos ao seu redor. Mesmo que eu não tenha adorado a personagem no começo, eu entendia sua forma de agir, e fiquei feliz de vez o resultado depois de cada etapa que vivenciou.
Preciso confessar que estou emocionada por Eadlyn ter escolhido ficar com o garoto que eu estava torcendo, porque isso quase nunca ocorre, visto que sempre torço pelo errado, tirando algumas exceções, mas porque estas são mais óbvias. Só que aqui ela tinha tantos pretendentes (alguns que eu nem mesmo lembrava direito sobre), que fiquei entusiasmada de que, mesmo sem ter dado grandes indícios certeiros antes de que ele era seu preferido, eu tenha acertado.
Quando soube que Kiera Cass iria continuar escrevendo livros de “A Seleção”, transformando a trilogia em série, mas protagonizado por outra personagem, fiquei com receio de que ela acabasse fazendo mais do mesmo, mas fico realmente contente em poder afirmar que a autora não foi repetitiva em momento algum e conseguiu inovar nestes dois livros, fazendo-os totalmente diferentes dos três primeiros, mesmo com suas semelhanças.
Ainda prefiro a trilogia original, porque a considero mais emocionante e mais interessante. Lembro que eu ficava ávida por mais a cada virada de página e a cada término de livro, o que não aconteceu nestes dois últimos livros, talvez porque a princípio Eadlyn não tenha sido a mais agradável das pessoas, mas acho que o enredo em si também tem a ver com isso, afinal, gostamos muito de ver as mudanças da personagem ao longo da trama, mas não é algo assim tão inédito por aí. , Muitos livros começam exatamente da mesma forma, mesmo com o pano de fundo diferente: um protagonista que não é muito fácil e nem muito carismático, que acaba enfrentando diversas coisas em sua vida que o fazem enxergar o mundo com outros olhos, transformando-se em alguém melhor no final.
Resumindo, esta duologia final é muito legal, só que não poderia chamar de inovador ou um grande destaque entre outros títulos no mercado. Mas nem por isso diminui seu apelo ou faz com que eu não tenha gostado de ter lido, pelo contrário, adorei e leria de novo. Só acho que a trilogia original foi melhor.
Desta vez, todas as pontas soltas foram amarradas, e a conclusão a que nossa protagonista chegou ao final foi bastante satisfatória e acho que um modo correto de lidar com tudo. Só acho que em alguns momentos, principalmente quando chegava ao fim, as coisas foram bastante corridas.
Além do mais, todas as conclusões a que chegou, ela não teve dificuldade em conseguir alcançá-las, visto que todos aceitaram facilmente (incluindo seu pai e sua mãe a respeito de algo muito importante!), e até mesmo o amor, que Eadlyn, claro, descobre, foi meio inusitado. Como comentei anteriormente, gostei muito de com quem ela terminou, mas não tinha tido grandes evidências de sua predileção por nenhum dos pretendentes até o momento em que ela percebeu que sentia tudo por ele, e que gostaria de passar sua vida ao seu lado. Então, mesmo adorando, queria ter tido um pouco mais de cenas entre os dois, e uma exploração maior destes sentimentos que ambos sentiam.
Eu amo as cores desta capa e o pano de fundo dela está maravilhoso, parece realmente iluminado e fica incrível em fotografias, mas não consigo gostar da pose desta menina e muito menos do vestido que ela está usando, que não condiz nem um pouco com a personalidade de Eadlyn, sua posição na monarquia, ou com o enredo do livro. A editora lá de fora tinha acertado tanto com todos os outros volumes, que eu sempre amava o novo mais do que o anterior, que realmente fiquei bastante decepcionada com o tratamento com o último livro de uma série tão querida. Principalmente levando em consideração que pessoas do mundo inteiro reclamaram quando a mesma foi divulgada e, mesmo assim, a editora internacional não quis modificá-la para agradar a maioria dos leitores, o que foi uma pena.
Este é o último livro da série “A Seleção”, que possuiu cinco exemplares, “A Seleção”, “A Elite”, “A Escolha”, “A Herdeira” e este, “A Coroa”, mais alguns contos extras. Estes últimos podem ser encontrados em e-books ou na versão física “Felizes para Sempre”, lançada recentemente aqui no Brasil, porém alguns deles também poderiam ser encontrados na edição anterior, “Contos da Seleção”, que já parou de ser publicada, porque todos os contos encontrados lá também são encontrados nesta nova edição, além dos novos. Tem resenha de todos eles aqui no blog e, para conferirem, basta clicar nos títulos. Da autora, ainda tem resenha de “A Sereia”, seu livro solo, e comentei sobre “O Príncipe”, um dos contos presentes nestas duas edições de extras, em uma resenha separada (podem clicar nos títulos para ler minhas opiniões também).
Para os fãs da série, “A Coroa” é uma ótima finalização, que fecha pontas soltas e traz uma conclusão mais conveniente a respeito do papel de Eadlyn diante do povo, em que ela procura ajudar e apoiar todos ao seu redor. Além do mais, é sempre um prazer rever personagens antigos que tanto gostamos e acompanhar o crescimento de uma protagonista poderosa, que deixa de ser arrogante e passa a se tornar alguém melhor, preocupada com a população.
Aos que ainda não leram nenhum livro de “A Seleção”, mas buscam tramas leves, envolventes, com personagens carismáticos e uma distopia bem bacana, não deixem de ler estes volumes escritos por Kiera Cass, que já conquistaram tantos leitores no mundo e estão só esperando para encantar vocês também.
Avaliação






Especial Companhia das Letras + SORTEIO


Oii, gente!! Hoje começa mais um especial aqui no blog, desta vez vai ser mais uma edição de uma das nossas editoras preferidas da vida: Companhia das Letras! Como pode um catálogo tão extenso ter tantos livros maravilhosos que nós queremos? Hahaha <3 Mas vamos ao foco do Especial: nos próximos dias vamos publicar resenhas e posts de obras desta editora e seus selos. E o melhor de tudo é que tem PROMOÇÃO valendo dois livros incríveis! Confiram como participar e boa sorte! :D
PRÊMIOS

- A Coroa, de Kiera Cass;
- A Rebelde do Deserto, de Alwyn Hamilton;
- 2 Kits com 30 marcadores variados (não necessariamente da Companhia das Letras e seus selos).
PROMOÇÕES


Felizes Para Sempre - A Seleção #3.5 - Kiera Cass

Adoro os livros da série “A Seleção”, e sempre que um novo exemplar é lançado, seja um sequencial ou extra, fico ansiosa para ter o meu em mãos o quanto antes. E não foi diferente com este lindo, que na verdade é uma coletânea com diversos contos e textos extras envolvendo o universo desta série, criada por Kiera Cass.
Na ordem que aparecem no exemplar, que também é a ordem cronológica dos mesmos (não porque ocorrem sequencialmente um após o outro, mas, sim, em períodos sequenciais) estão os contos: “A Rainha” (#0.4), “O Príncipe” (#0.5), “O Guarda” (#2.5) e “A Favorita” (#2.6). Além disso, encontraremos os capítulos “Cenas de Celeste”, “A Criada”, “Depois de A Escolha” (Epílogo, considerado o volume #3.1), e “Por Onde Elas Andam?”.

Algumas pessoas podem estar se perguntando: Mas não já saiu um exemplar aqui no Brasil com alguns destes contos? E, sim, é verdade. O livro, com o título "Contos da Seleção", foi publicado em 2014, e trazia “O Príncipe” (#0.5), “O Guarda” (#2.5), além de alguns extras, porém, o mesmo parou de ser publicado por conta desta nova edição, “Felizes Para Sempre”, que é estendida em relação a sua antecessora, apesar dos textos e imagens extras serem diferentes.
Como eu fiz resenha deste outro livro, "Contos da Seleção", aqui no blog e também do conto “O Príncipe” separadamente, vou deixar os links para vocês conferirem minhas opiniões a respeito deles, e não vou comentar sobre os mesmos nesta resenha para não ficar repetitivo. Para lerem, cliquem nos títulos.
Em “A Rainha”, vamos conhecer um pouco mais da jovem Amberly, quando ela ainda estava participando da sua própria Seleção, seus sentimentos pelo príncipe Clarkson, seu comportamento e como agia em relação a outras pessoas. Muitas dessas características da sua personalidade já conhecíamos da “atualidade”, e facilmente podemos reconhecê-las porque Maxon comentou em algum momento ou quando America percebeu ou soube de algo. Mas eu preciso confessar que ela não é meu tipo de pessoa preferida, porque era meio bobinha em diversas ocasiões e também bem submissa por conta de sua paixão por Clarkson, que nutria desde antes de participar da competição. Então vamos poder acompanhar como os dois começaram a interagir, o que aconteceu para ele começar a gostar dela até que a escolheu para se tornar a Rainha e, depois, a mãe de Maxon.

“A Favorita” traz a história de Marlee que sempre quisemos conhecer quando estávamos lendo a trilogia original, porque sabemos o que ocorre com ela, mas não como tudo chegou a acontecer. E aqui temos essa oportunidade, e é realmente incrível e admirável, mesmo com seus momentos insuportavelmente tristes. O conto é dividido em duas partes e apresenta cenas do presente e do passado dela e Carter, que acontecem paralelamente à trama principal da série.
Nos pequenos capítulos intitulados “Cenas de Celeste” (são três), como o próprio nome já evidencia, vamos acompanhar alguns acontecimentos de quando a garota participava da Seleção, sob seu ponto de vista. Então vamos conhecê-la e entendê-la melhor e saber o que aconteceu quando America não estava vendo ou quando não tinha todas as informações sobre o que via.
Já no capítulo “A Criada”, vamos entender a relação de Lucy e Aspen sobre a perspectiva da garota. Em “Depois de A Escolha” vemos America e Maxon numa cena bem fofa, e, para finalizar, em “Por Onde Elas Andam?” vamos descobrir o que aconteceu com Kriss Ambers, Natalie Luca e Elise Whisks depois do fim da competição.
Todos os contos possuem uma ilustração belíssima do personagem principal naquele momento na primeira página, ao lado do título, assim como os capítulos extras, exceto por “Por Onde Elas Andam?”, que só possui texto. As ilustrações de Sandra Suy também estão presentes em diversas páginas dos contos, sempre com cenas que aconteceram neles, que ficaram simplesmente fantásticas, porque complementam o que estamos lendo, deixando tudo muito mais bonito. Fiquei realmente apaixonada por toda a parte gráfica do meu exemplar.
Minha edição possui capa dura, mas há uma versão de capa normal sendo comercializada também. A fotografia é maravilhosa, assim como as dos demais volumes, a quarta capa é ilustrada, e, diferentemente dos desenhos do miolo, que são em preto e branco, esta é colorida. As páginas são amarelas, a fonte dos textos tem um tamanho ideal, além de espaçamentos confortáveis. E ainda há introduções de Kiera Cass nos contos mais extensos, além de um mapa de Illéa na folha de guarda, lindo (!), folhas ilustradas com pequenas coroas no término dos contos quando o mesmo acaba na página da esquerda e um trecho de “A Sereia”, o novo romance de Kiera Cass, independente da série, que também já foi resenhado aqui no blog (clique no título e confira).
“Felizes Para Sempre” é um livro essencial para nós, fãs da série “A Seleção”, pois nos leva a conhecer muito mais dos personagens que tanto amamos, além de ser graficamente maravilhoso para ter na nossa coleção. Amei e recomendo demais!

Avaliação







VEM AÍ: Lançamentos Literários 2016 – Parte 01


Oii, gente! Como vocês estão? Uma coisa que eu simplesmente adoro é saber quais livros serão publicados pelas editoras aqui no Brasil, inclusive aqueles que só estão nas programações e que serão lançados meses depois de anunciados, ou seja, a maioria deles ainda não possui capa ou título nacional.
Pensando nisso, resolvi fazer posts contando sobre algumas obras que estão previstas para serem publicadas ainda este ano por diversas editoras brasileiras. Tem muita coisa bacana e eu nem sei decidir quais são os que eu mais quero! Lembrando que são previsões, ou seja, as datas podem ser modificadas. Caso isso aconteça, anunciaremos novas datas aqui no blog ou nas nossas redes sociais.
Como são muitos lançamentos e toda hora saem novas informações deste tipo, resolvi colocar apenas informações curtas como capa (nacional ou original, a que estiver disponível), título, autor, previsão de lançamento e se faz parte de alguma série ou é livro único, e dividir por editoras. Para ler a sinopse, basta clicar no título para ser redirecionado ao Skoob ou ao Goodreads do livro.
Farei outros posts do estilo em breve também, com outras editoras e títulos. Informações sobre publicações próximas, ou seja, as que já estão saindo do forno, continuarão a ser apresentadas em posts das editoras específicas ou na nossa Fan Page, curta lá se ainda não fez isso! :D
Galera Record
Abril


Maio e Junho


Final do Primeiro Semestre


Segundo Semestre


Editora Seguinte
Abril

- Maré Congelada - A Queda dos Reinos #04 - Morgan Rhodes - (Resenhas de "A Queda dos Reinos" e "A Primavera Rebelde", primeiro e segundo volumes da série)

Maio



A Sereia – Kiera Cass

Kahlen vivenciou um naufrágio, no qual viu todos os tripulantes do navio se afogarem, mas, contra todas as probabilidades, ela sobreviveu. Mas não de forma normal. A Água, que é uma entidade, lhe deu uma nova chance de viver, só que ela teria que lhe servir pelos próximos cem anos como uma sereia. Ou seja, sua vida até aquele momento acabou e ela foi considerada morta, mas ganhou a juventude e a beleza e um quê de imortalidade (não pode morrer, ficar doente ou mudar com os anos) por aquele período de tempo.
Porém, tudo vem com um preço e, em troca de sua nova vida, que é normal, como as de outras pessoas, só que sem poder falar e com a juventude e a quase imortalidade, e de tudo de bom que vem com ela, a garota precisará cantar para navios, pois sua voz atrairá as pessoas e as conduzirá à morte, pois seus afogamentos são os únicos capazes de alimentar a Água e ela poder continuar servindo os seres humanos que estão vivos ainda. Ou seja, é a troca de centenas de pessoas por bilhões que necessitam de água para viver.
Kahlen sempre foi uma menina certinha e fazia tudo o necessário para cumprir suas obrigações, por mais que sentisse o peso da morte e ficava ainda mais retraída e deprimida a cada vez que cantava. Até que conhece o bondoso Akinli, que viu nela mais do que a aparência estonteante e o fato de ela não poder usar sua voz para falar com ele (pois isso resultaria na morte do garoto), e os sentimentos entre eles ganham tamanha intensidade que nada mais importa.
Só que nossa protagonista não pode ficar com ele, já que entre as poucas regras impostas pela Água, esta é uma das mais importantes. Mas, talvez, nem Kahlen nem Akinli tenham controle sobre o que sentem e a força disso poderá destruí-los completamente.
Desde a primeira vez que a Editora Seguinte anunciou o lançamento deste livro, estava bastante empolgada para ler, afinal sou fã da autora, então fiquei contando os dias para tê-lo em mãos. Quando a fofa da Diana, que cuida das parcerias com a editora, enviou um e-mail oferecendo provas para os primeiros a responderem, logo saí respondendo e, por sorte (eu nunca estou online nestes momentos!), eu consegui ser uma das contempladas. Assim que ele chegou, fui correndo ler, cheia de expectativas, mas, infelizmente, elas foram por água abaixo.
O que acontece é que Kiera soube construir muito bem sua mitologia de sereias, nos explicando tudo certinho, e de um jeito que não fica chato, apenas interessante. Confesso que acho que poderia ter tido mais detalhes, ou um aprofundamento em certas situações, mas entendo que ela tenha escolhido optar por algo mais simples e não acho que isso tenha sido ruim.
Porém, acho que faltou algo mais nas outras áreas da história. Por exemplo, a protagonista, Kahlen, é uma moça boa, que apesar de não ser mais totalmente humana, tem muita humanidade e sentimentos dentro de si, vivendo e sentindo muito intensamente algumas das situações que presencia. Eu não posso dizer que não tenha gostado dela, nem que não tenha torcido por seu final feliz, mas também não consigo afirmar que a adorei ou que ela será de alguma forma marcante para mim.
Outra coisa que me incomodou nela foi a grande imaturidade da protagonista. No primeiro capítulo a conhecemos brevemente antes de ela se tornar sereia e como foi a transformação, e no próximo capítulo já se passaram oitenta anos e vamos acompanhá-la agora, ainda com a aparência de uma jovem, belíssima e letal, mas parece que aquele tempo não aconteceu de fato. Kahlen tem um estilo mais intelectual, não gosta de baladas, nem de sair, nem de ter contatos com seres humanos normais, gosta de ler e ficar na dela, dentro de casa, e foi assim que viveu por todas aquelas décadas, mas continua tendo uma personalidade bem juvenil e romântica, que não condizem com tudo o que viveu. Teria me convencido mais se ela tivesse vivido como uma jovem inconsequente a vida inteira e que só agora quisesse amadurecer.
E, com sinceridade, não gostei nem um pouco do relacionamento amoroso desta história. Claro que dá para entender que Cass quis usar o recurso de almas gêmeas, daquele tipo que um olha para o outro e é amor porque não existe mais ninguém no mundo que poderia ser literalmente perfeito para a outra pessoa, mas isso não me convence. Eu aceitaria toda a grandiosidade deste sentimento se eu visse eles se apaixonando de verdade, se sentisse junto com eles, até mesmo se passassem mais tempo juntos (não digo em dias, meses ou anos, mas, sim, palavras, frases e parágrafos), mas não é isso que acontece. Eles mal se falam (ela tem que ser muda na frente de pessoas normais), não tem assuntos tão variados ou importantes, se encontram muito, muito, muito pouco, e passam apenas um dia realmente juntos, mas que também não foi tão mostrado assim. E, mesmo assim, suas vidas mudam completamente, fazendo com que algo quase impossível de acontecer ocorra, de tão grande a necessidade que um tem do outro, a ponto de poderem morrer por conta da distância.
E aí vem outro ponto que me incomodou, tudo aquilo que lemos até aquele momento, todos os sentimentos, aflições, coisas importantes que Kahlen tanto viveu, comentou, reclamou, amargurou, guardou, etc., vai embora. Nada mais tem importância a não ser Akinli. Isso poderia ser normal se as coisas ao redor continuassem a acontecer também, afinal paixão às vezes cega as pessoas, mas, não. Tudo realmente foi esquecido e passou a girar em torno do seu amor por ele e da necessidade que um passou a ter pelo outro. E também foi tudo muito rápido, o ritmo estava seguindo uma constante, mas de repente muita coisa acontece, explicações são raras, e depois acaba.
Posso até dizer que conheci Kahlen até certo momento da leitura, mas não posso dizer nada disso a respeito de Akinli. Sei que ele não é o protagonista e ela sim, porém, pela importância que ele adquire, esperava conhecê-lo mais. Se existisse um jogo de adivinhações e me falassem características dele para eu acertar que era deste personagem que se tratava, eu não iria ganhar este jogo. Pelo menos adorei as outras sereias, irmãs de Kahlen, Miaka, Elizabeth, Aisling e Padma, elas são divertidas, leais, amigas, que sabem balancear os momentos bons com os ruins (a protagonista não sabe, ela é depressiva, acho inclusive que só teve raros momentos de felicidade – só com Akinli, ou seja, depois da metade para o final do livro).
E a Água (que é viva como um tipo de deus), é uma personagem que desperta sentimentos conflitantes, tanto nos demais personagens quanto nos leitores, afinal ela é vilã, com tudo de ruim que faz as sereias sentirem, mas também é uma vítima, porque não poderia sobreviver sem isso, e ela obriga ao mesmo tempo em que protege, ajuda e ainda tem o poder de acabar com tudo. Foi interessante ver como a autora construiu e utilizou esta entidade na trama, pois ficou coerente e até mesmo aceitável sua existência desta forma.
Mesmo enfatizando os pontos que me incomodaram na leitura, avaliando de maneira geral eu a achei mediana, visto que não fiquei com vontade de abandoná-la e li até o fim. Penso que poderia ser melhor, mas é interessante e gostei de passar aqueles momentos com o livro em mãos, mergulhando em suas páginas.
A escrita de Cass é muito, muito gostosa e envolvente. Quando abri meu exemplar e comecei a ler, logo embarquei nesta trama que ela construiu e me via virando as páginas rapidamente, até que pareceu tudo mais do mesmo, sem algo realmente emocionante ocorrendo, então meu interesse foi decaindo, assim como meu ritmo de leitura, que depois de um tempo acabou sendo arrastado.
Para quem não sabe ou não prestou atenção no nome da escritora, Kiera Cass é autora da série “A Seleção”, que também chegou ao Brasil pela Editora Seguinte, e fez muito sucesso, tanto lá fora quando por aqui, e eu a adoro. Tem resenha dos quatro primeiros volumes aqui no blog, “A Seleção”, “A Elite”, “A Escolha” e “A Herdeira”, além do livro de contos, “Contos da Seleção” (clique nos títulos para conferir as resenhas). Dos já publicados, tanto no exterior quanto em território nacional, só falta eu ler "Felizes para Sempre", que também é um exemplar de contos, mas é uma das próximas leituras e em breve terá resenha por aqui também. "The Crown", último volume da série, tem previsão de lançamento mundial em maio deste ano e não vejo a hora de conhecer o desfecho.
Uma curiosidade é que este livro havia sido escrito em 2009 e publicado de forma independente. Mas esta aqui é uma nova edição, com o conteúdo um pouco modificado, pois teve a supervisão dos editores de Kiera, e está sendo publicada com lançamento oficial hoje, vinte e seis de janeiro de 2016 (sim, por isso publiquei a resenha nesta data!). E, diferente de seus trabalhos anteriores – a série “A Seleção” – este é um volume único.
A edição que eu tenho em mãos, como comentei lá no início da resenha, é uma prova, ou seja, não posso dar detalhes certeiros de como ficará a versão impressa final, mas já deu para ter uma ideia da diagramação, que eu acredito que irá se manter assim, com uma ilustração de concha no início de cada capítulo, texto bem espaçado e com fonte em tamanho confortável para leitura. A capa é muito bonita e é uma adaptação da original para nosso idioma.
De maneira geral, posso dizer que “A Sereia” é uma obra gostosa e envolvente, mas faltou profundidade. Por ter sido reescrita e reeditada, depois de ter tido a experiência de escrever vários títulos de sucesso, realmente esperava mais do que algo mediano. Vale a pena para os fãs da autora conhecerem esta sua outra faceta, tão diferente da série “A Seleção”, só peço para não darem um mergulho muito fundo para não se decepcionarem também.
Avaliação



[SORTEIO] Concorra a 5 Livros no Instagram @HouseofChick!


Oii, gente! Hoje tem mais promoção rolando aqui no blog, desta vez pelo nosso perfil no Instagram. Vocês podem concorrer a estes cinco lindos livros da foto! Corram lá e participem!!
Regras:
• Seguir @HouseofChick no Instagram;
• Marcar 3 amigos na Foto Oficial do Sorteio (Pode comentar quantas vezes quiser, mas os perfis não podem ser de famosos, lojas ou o mesmo amigo mais de uma vez);
• Ter endereço de entrega em território nacional.
• O sorteio será realizado via Sorteou.com.br no dia 14/12 e serão dois ganhadores.
Ganhadores:
1º Sorteado: Escolhe 3 livros das fotos;
2º Sorteado: Recebe os 2 livros das fotos que não foram escolhidos pelo primeiro sorteado.
Obs.: Apesar de serem duas fotos na montagem, o primeiro sorteado pode escolher quaisquer 3 títulos dentre as 5 opções e o segundo sorteado vai ficar com os dois que sobraram.
Participem! Boa sorte! <3


A Herdeira – A Seleção #04 – Kiera Cass

Quem acompanha o blog já deve ter percebido que sou uma fã desta série da autora Kiera Cass. Cada lançamento seu me enche de expectativas e eu começo a leitura o mais rápido possível. Este volume é um tipo de spin-off da série “A Seleção” (“A Seleção”, “A Elite” e “A Escolha”) ao mesmo tempo em que é uma continuação, mas com outros protagonistas. Os personagens principais da trilogia ainda estão presentes aqui, só não são os mais importantes.
Eu gravei esta resenha em vídeo e queria muito postá-la, mas minha câmera não tem foco automático e, depois de ter finalizado a gravação e passado para o computador, percebi que a imagem estava completamente desfocada. Ou seja, perdi meu tempo e ganhei uma tristeza profunda por ter feito à toa, principalmente porque tinha ficado bem legal. :( Como agora não posso gravar novamente, decidi fazer uma resenha escrita mesmo e assim que eu conseguir um tempinho (e talvez uma câmera nova) eu tento gravá-la novamente.
Primeiramente preciso comentar que sempre tento escrever minhas resenhas de continuações levando em consideração que as pessoas podem não ter lido os livros anteriores e, portanto, não gostariam de encontrar spoilers das obras. Mas, infelizmente, vou ter que contar alguns acontecimentos do terceiro volume desta série, “A Escolha”, aqui, pois a história inicial de “A Herdeira” depende do final do livro anterior para fazer sentido. Se por algum acaso você não sabe quem é Eadlyn, ou de quem ela é a herdeira (o que eu acho difícil de acontecer, porque a maioria das pessoas que conhece este livro já deve saber esta informação) e não gostaria de saber algumas outras pequenas informações, aconselho que pule o próximo parágrafo, pois o resto da resenha é livre de spoilers.
No final do terceiro livro do primeiro arco (narrado por America), vemos que a Seleção acabou, ela foi a grande vencedora e se casou com Maxon, que aboliu as castas. Agora, já se passaram vinte anos dos últimos acontecimentos e America e Maxon estão casados e tiveram quatro filhos, entre eles, a primogênita, Eadlyn, que nasceu sete minutos antes do seu irmão gêmeo, então, consequentemente, ela será a próxima rainha. Portanto, Eadlyn sempre soube disso, e, desde que nasceu, a menina foi treinada e preparada para aceitar o cargo quando for a hora chegar. Então há toda uma questão familiar envolvendo esta preparação e o país também sempre a tratou como a futura governante. Por tudo isso, a garota acaba colocando muita ênfase nesta parte de sua vida, mais do que todas as outras áreas, ela trabalha, se porta, se veste e se comporta para isso, ou seja, tudo o que faz é pensando no seu futuro como rainha um dia.
Este volume é narrado em primeira pessoa pela Eadlyn, então vamos conhecê-la mais a fundo, e acompanhamos um cenário totalmente diferente dos volumes anteriores porque ela sempre foi rica e é mimada, metida e bastante egocêntrica também, além de insistir em afirmar diversas vezes que é a pessoa mais importante do mundo, o que vai acabar incomodando inúmeros leitores que não vão gostar nada da personalidade dela, porque ela é muito nariz em pé e repete sobre sua importância e o fato de que um dia no futuro vai se tornar a monarca.
Particularmente, eu gostava bastante da America, mas sei que muita gente não curtia tanto assim a protagonista. E, apesar de não odiar a Eadlyn, também não posso afirmar que a adorei, principalmente por achá-la bem enjoadinha, então eu gostei muito mais dos exemplares narrados pela sua mãe.
Como as castas foram extintas pelo Maxon há vinte anos, todos levam uma vida normal, ou pelo menos deveriam levar. Só que o povo ainda está muito aborrecido com esta questão, pois, mesmo que as castas não existam mais, muitas pessoas lidam com as outras como se elas ainda existissem, inclusive brigando entre si. Pessoas não conseguem empregos porque eram de castas menores antes, quando elas definiam qual profissão cada pessoa podia ter (por exemplo, se uma casta era de músicos, pessoas de outras não poderiam ter este tipo de profissão). Mas, agora que isto foi dissolvido, cada indivíduo deveria ter permissão para trabalhar em qualquer área, só que as coisas não são ideais e as pessoas nem sempre agem assim. Então o Maxon tenta fazer o que pode para ajudar, mas acaba não dando certo, porque ainda tem gente revoltada, inclusive alguns lutando e brigando contra a monarquia e as decisões do rei.
Então o Maxon tem uma ideia de fazer uma nova Seleção (elas não existiam mais) para poder escolher um marido para a filha e poder criar uma distração, enquanto, por trás dos panos, ele tenta encontrar uma solução para acabar com as revoltas das pessoas que estão ainda com estes problemas das castas. Ele conversa com a garota sobre esta questão, que num primeiro momento não quer fazer isso, mas, como é melhor para as pessoas e também para seus pais, resolve aceitar a situação para ajudá-los. Mas, por trás de sua resposta oficial para ele, resolve que vai criar métodos para “expulsar” os pretendentes, fazendo com que eles queiram sair porque não aguentam sua presença ou outras situações semelhantes, e ela insiste em criar uma regra de que qualquer um dos participantes pode desistir e ir embora na hora que bem entender, assim ela faz parecer que não é sua culpa que nenhum queira continuar. E no final, depois de três meses, ela pode acabar sem marido, já que não é algo que ela realmente queira. Então Maxon aceita as condições da filha para poder dar início à Seleção.
À partir deste momento, eles abrem as inscrições para os jovens de todo o país, coisas que são bem semelhantes ao que aconteceu no primeiro volume da série, com a diferença de que desta vez os sorteios são verdadeiros. Então Eadlyn sorteia os pretendentes em rede nacional e, nesta hora, eu já sabia que um personagem que já fazia parte da vida dela ia acabar sendo um dos selecionados, pois desde a primeira vez em que ele apareceu, ela insistia em dizer que não gostava dele, então ficou meio óbvio que ele teria uma importância maior em sua vida desde aquele momento. Não vou comentar quem é ele para o caso de alguém não ter se ligado no momento da leitura e, assim, não vou estragar as surpresas (mas acho difícil de não terem entendido isto desde o começo).
No final eu gostei que ele tenha sido um dos sorteados para participar da Seleção, porque gostei muito do personagem, que se tornou um dos meus preferidos, eu só gostaria que a autora tivesse seguido por outro caminho para a entrada dele não ficar tão evidente assim. Em relação aos demais pretendentes que entram para participar da Seleção, alguns nós vamos conhecer mais a fundo, mas a maioria só vai ser citada brevemente e não vamos conhecê-los muito bem.
Logo no primeiro dia ela já chega e faz acontecer, mas eu confesso que estava esperando muito mais atitudes dela em relação a isso, já que anteriormente havia afirmado que faria muitas coisas para afastá-los, então estava esperando que ela aprontasse pegadinhas ou tivesse umas atitudes mais intensas, mas não houve nada tão importante assim, ela é mais de falar do que de fazer algo. Com o começo das gravações, o povo acaba percebendo que Eadlyn é bastante arrogante e, por isso, acabam não gostando muito dela, mas ela continua tentando enquanto arma um plano ou outro.
Depois, Eadlyn começa a se libertar das amarras que ela própria fez para si mesma em relação a ser rainha, principalmente. E ela começa a se soltar mais, a aceitar as coisas como são, a conhecer os rapazes melhor, passando a ter contato com eles, e começa, inclusive, a gostar deles. E passa a perceber que aquela ideia fechada que tinha inicialmente não é bem o que iria ser.
Então os leitores começam a enxergar e entender melhor a personagem e os motivos de ela agir como age e o que passa em sua cabeça. Passamos a sentir com ela, inclusive as dificuldades que enfrenta, o que ela quer fazer de bom, já que almeja ser uma boa rainha, quer ajudar o povo, só não sabe como ainda. E percebemos que suas ideias e pensamentos são bem diferentes dos nossos, porque ela foi criada de uma maneira distinta da nossa.
Ou seja, no começo da leitura a gente não curte tanto assim a Eadlyn, mas conforme as páginas vão sendo avançadas, a gente vai vendo seu esforço para melhorar, e vai entendendo melhor sua forma de pensar e agir, o que acaba fazendo com que nós simpatizemos com a situação e passemos a gostar mais dela.
Kiera soube trabalhar estas questões muito bem, e ainda soube construir uma personagem completamente diferente da America, do Maxon e de todos os outros. Eadlyn é bem ela, e não um reflexo de nenhum outro, e isso foi bem interessante porque com este novo ponto de vista e forma de narrar, Cass conseguiu fazer algo diferente no mesmo universo, mesmo que tantas coisas ao redor sejam parecidas. Seria chato ser mais do mesmo e ela teve a habilidade de não fazer isso.
Eu tenho o meu personagem preferido, que não faz bem parte da Seleção, mas quem leu ou for ler vai saber quem é, apesar de também ter gostado de alguns Selecionados. Só que eu ainda não tenho a mínima ideia de com quem ela vai terminar, e nem sei se poderia considerar aquilo um triângulo amoroso, porque acho que vários personagens têm potencial para ser algo a mais, como um pretendente real para ela, e ainda não encontrei sua preferência por nenhum deles em especial, mesmo pendendo mais para um, estou completamente na dúvida de quem seria sua escolha final.
Apesar de ter curtido bastante esta leitura, não gostei tanto quanto os outros quatro volumes que já li (A Seleção, A Elite, Contos da Seleção (resenha de "O Príncipe" separado) e A Escolha). A narrativa da autora continua sendo gostosa e flui muito bem, então começamos a ler e simplesmente não queremos ou conseguimos parar, e terminamos tudo bem rápido mesmo.
Outro fato que adorei foi que a autora pegou personagens antigos que participaram ativamente da vida de America nos demais livros e os trouxe para cá, fazendo com que eles mantivessem contato direto, inclusive alguns moram no castelo. Não posso comentar muito sobre isso para não estragar as surpresas, mas a gente fica sabendo do futuro de vários personagens e isso é realmente muito bacana.
O único ponto que achei um pouco sem graça é que não consegui associar muito a personalidade de Maxon e America com eles mesmos vinte anos atrás. Eu sei que com este tempo todo as pessoas mudam e acabam adquirindo/moldando novos hábitos, pensamentos e personalidades, mas não consegui encontrar nenhuma ponta de reconhecimento nos dois agora em comparação com seus eus do passado. Acho que eu esperava uma atitude, alguma particularidade que me fizesse dizer: “nossa, são eles mesmo!”, mas acho que não senti isso em momento nenhum.
Mais para o final deste exemplar, Eadlyn toma uma atitude da qual eu não gostei, foi algo bem mimado mesmo, que me incomodou extremamente, mas fico contente de ver que seu plano não saiu como ela esperava, porque se isso tivesse ocorrido eu iria ficar muito chateada mesmo. Mas eu curti o que de fato aconteceu porque vai dar um baque maior em sua vida.
Estou bem ansiosa para ler os demais livros, o último vai ser publicado no primeiro semestre do ano que vem. E quero muito ver se Eadlyn vai melhorar e com quem vai ficar.
Por ser narrado por uma nova protagonista, o leitor que não tiver lido nenhum dos volumes anteriores pode começar por este, pois vai entender tudo perfeitamente e nem vai ter dificuldades em se apegar ao que está lendo. Mas acho bem melhor ler na ordem porque é inevitável encontrar spoilers, inclusive porque este volume só pôde acontecer devido aos detalhes ocorridos no último da trilogia inicial.
Esta capa é simplesmente MARAVILHOSA! É a minha preferida até o momento entre todos os seis livros que já tiveram suas capas reveladas (cinco publicados e o sexto, “Felizes para Sempre”, volume #4.5, com previsão de lançamento para outubro aqui no Brasil). A parte gráfica segue o padrão dos anteriores, inclusive na diagramação interna com coroas no início dos capítulos, igual à da capa, que é diferente das demais, por se tratar de outra protagonista, e as páginas são amarelas.
Indico bastante esta leitura, tanto para quem curtiu os três livros anteriores quanto para quem ainda não leu nenhum (com algumas ressalvas, como comentei acima), principalmente para quem quer ver uma nova Seleção, o que aconteceu com nossos personagens queridinhos, como Illéa está, como o povo está se comportando sem as castas e como Maxon e America estão se comportando como rei, rainha e, claro, pais.
Avaliação 



A Escolha – A Seleção #03 – Kiera Cass

Apesar de esta resenha ser do terceiro livro da trilogia, não haverá nenhum tipo de spoiler deste, nem dos volumes anteriores, podem ler tranquilamente.
Confira as resenhas dos volumes anteriores: A Seleção, A Elite, Contos da Seleção.
E a espera finalmente chega ao fim. Depois de quase um ano do lançamento do segundo livro desta trilogia, “A Elite”, e mais de um e meio desde que li o primeiro volume, “A Seleção”, finalmente pude conhecer, junto com o resto do mundo, já que este foi um lançamento simultâneo mundial, o desfecho desta história incrível criada por Kiera Cass.
Cada vez mais próxima do final da Seleção e mais perto da coroa e do coração do príncipe Maxon, já que restam apenas quatro meninas na disputa, America Singer nunca imaginou que chegaria até ali, muito menos que gostaria de ganhar a competição e ser a nova rainha de Illéa, mas isso realmente pode acontecer.
Ao mesmo tempo em que vive uma vida de sonhos fazendo parte da Elite, e medos por não ter certeza absoluta dos sentimentos de Maxon por ela, há coisas muito mais sérias ocorrendo ao redor do palácio, afinal os rebeldes estão piores do que nunca, ameaçando e agindo contra as pessoas inocentes que são divididas em castas.
Enquanto de um lado America precisa se preocupar com seus sentimentos para não ter o coração partido, do outro necessita enfrentar muitas dificuldades para manter-se na disputa, mesmo que algumas pessoas façam de tudo para tirá-la dali, que ela não seja a preferida do povo de Illéa, e que precise conquistar aliados políticos, mesmo sem ter contatos fora do palácio. O pior é que Meri não está exatamente satisfeita em como as coisas são com o sistema de castas e nem com as estratégias utilizadas pelo rei para lidar com os ataques rebeldes. Como ela vai conseguir reverter toda esta situação e ainda derrotar suas concorrentes no concurso pelo coração do príncipe?
Para mim, o último livro de uma série é o mais importante de todos, porque é nele que vemos quais rumos a autora escolheu, como os problemas serão resolvidos, como ficarão os personagens, etc. Então acabo ficando com minhas expectativas mais altas e sendo mais crítica com a leitura. Para ganhar nota máxima o livro tem que ter me conquistado profundamente e, apesar de “A Escolha” não ter ficado com as cinco casinhas, gostei tanto deste livro e desta série que as quatro que dei fazem o jus perfeito a tudo o que achei dele, já que adorei, só não amei, e vou explicar os motivos abaixo.
 O foco desta série não é a distopia, apesar de acontecer em uma sociedade distópica e manter alguns elementos relacionados a ela, mas sim o romance e a Seleção para escolher quem seria a mais nova princesa. Acho que no fundo a autora sempre deixou isso claro, já que nunca deu tanto ênfase para este lado, e essa sua escolha continua sendo vista neste último volume. Antes de mais nada, não acho que isso seja uma falha no livro, pelo contrário, o centro da história é muito bem definido e explorado, e Kiera conseguiu desenvolver bem o pano de fundo distótipo como sendo apenas isso, um segundo plano, mas tendo as resoluções críveis para ele.
De maneira geral eu posso afirmar que gostei muito da finalização criada por Cass, ela conseguiu fechar as pontas, mesmo que algumas só ficaram na idealização do que vai acontecer futuramente, e deu um final para todos os personagens importantes, o que acho correto. Também aprendemos sobre os passados de alguns personagens que eu nunca antes havia parado para pensar sobre, entendemos mais a causa dos rebeldes, tanto do norte quanto do sul, suas diferenças e o que eles pretendem com suas ações, conhecemos pessoas muito importantes para o desenrolar dos fatos, entre outros pontos.
Só que, por outro lado, eu acabei me decepcionando com uma questão: eu praticamente não me surpreendi em momento nenhum deste volume, o que é uma pena. No caminho para o fim, algumas cenas foram introduzidas só para darem certo com o que ela pretendia para o final da história, e já dava para imaginar quais acontecimentos iam surgir como consequências destes momentos. Essa não é uma coisa ruim, porque tivemos as respostas que mais buscávamos, mas eu gosto de ser pega de surpresa por algo ou uma revelação que não estava prevista por mim em momento nenhum, o que aconteceu em tão poucas vezes que dá para contar nos dedos de uma mão e ainda sobram dedos.
Desde o começo já consegui saber qual o rumo que a história iria tomar, com quem America terminaria, o que aconteceria com a outra ponta do triângulo, com o futuro de Illéa, etc. Até porque Kiera foi introduzindo pontos durante toda a trama deste volume que sabíamos que seriam importantes quando chegasse a hora, mais para o final.
Nem as mortes me surpreenderam tanto porque já esperava que boa parte das pessoas morreriam, pois isso não tinha acontecido nos volumes anteriores e os autores sempre matam um bando de personagens em seus livros distópicos, principalmente no último da série (mesmo já esperando por elas, deu para sofrer com algumas, sim). E também as mortes de muitas pessoas serviram para o propósito de dar um final para os outros personagens que permaneceram vivos, permitindo, assim, que suas histórias fechassem bem e sem complicações, não que eu tenha aprovado isso, mas foi assim que foi.
Gostei muito dos personagens neste último volume, assim como tinha gostado deles anteriormente, mas o que pude notar de diferente é que agora todos estão mais maduros. Então nós temos a oportunidade de acompanhar o crescimento deles ao mesmo tempo em que conservam suas características e personalidades.
No começo do livro Meri está meio dramática e teve umas atitudes não tão sensatas assim, mas depois eu me lembrei de quantos anos ela tem e não vou julgá-la, inclusive até entendo, porque com aquela idade eu talvez agisse exatamente da mesma forma que ela.
Além disso, ela continua bem revoltada com as coisas que não gosta, o que é uma característica bem admirável nela, já que não fica de cabeça abaixada diante de injustiças, só acho que é bom ser America, porque mesmo sendo impulsiva e fazendo tudo o que lhe mandam não fazer, em uma sociedade onde estas ações geralmente têm consequências negativas, ela ainda continua ali, firme e forte, coisa que não aconteceria com qualquer outro personagem.
Não gostei de duas situações, uma quando uma das criadas faz uma coisa muito importante para Meri, que logo se sente em dívida com ela, e resolve que deve retribuir o favor, e não é que a menina realmente acaba pedindo algo em troca? Me incomodou porque pareceu que ela fez algo esperando receber o favor de volta e isso não parecia ser de sua personalidade antes.
E teve uma nova personagem que apareceu neste volume que até agora não sei o propósito de estar ali presente. Primeiro que America a conheceu em uma situação complicada em um lugar ruim e a garota foi confiando nela assim sem mais nem menos, e contando sua vida inteira sem motivos (se dando bem com isso, claro!), para depois sumir e nunca mais nem sabermos dela durante todo o livro.
A escrita de Kiera Cass, como sempre, é maravilhosa e envolvente, você se sente inserido no mundo criado por ela de uma forma tão gostosa que realmente parece que está ali, ao lado de Meri, passando pelas mesmas experiências que ela. Além disso, a leitura é tão fluida que quando percebemos já chegamos ao fim e lamentamos porque gostaríamos que durasse mais.
Sobre o triângulo amoroso, como já comentei anteriormente, gosto de ambos os garotos, então ficaria contente com qualquer que fosse sua escolha, então posso afirmar que fiquei feliz com o escolhido. E também estou apaixonada pelas cartas que America recebeu de um deles. <3
Mas, uma coisa que eu não curto é quando o personagem que não será escolhido pela protagonista espera até o último livro (depois de ela ter decidido escolher o outro, mas sem contar ao rejeitado), para revelar a ela que ele não quer mais nada com ela, livrando-a da responsabilidade da decisão e poupando os sentimentos dele. Não que eu quisesse que ele sofresse, mas me irrita que ele tenha percebido o que realmente sente no mesmo momento que ela, depois de tanto lutar. Além disso, o que não foi escolhido foi totalmente indiferente a America em um momento mais para o final, mesmo com o passado entre eles, e isso foi bem chato, parece que esqueceram o que viveram até ali. Porém, depois que isso passa, a relação da protagonista com ele ficou tão bonita e estável, mesmo que não mais romanticamente, que é impossível não ficar feliz com o desfecho de todos os três personagens do triângulo, agora dissolvido.
Sobre os outros personagens, gosto de todos de uma maneira geral, muitos deles são encantadores e outros mostraram seus lados positivos e melhores neste volume, o que eu adorei.  O único que realmente ganha um destaque negativo é o rei Clarkson, mas precisamos de um personagem para odiar, certo?
Também curti demais o que aconteceu com a relação entre as quatro finalistas da Seleção, que amadureceu de uma forma bem bonita e íntima, e também muito legal. Depois disto podemos ver a amizade ali presente entre elas, sólida e real para o resto da vida.
Gostei muito do final deste volume, além de ter gostado do final da trilogia. Quando America e o escolhido souberam que iam ficar juntos, antes de ocorrer uma reviravolta inesperada, senti falta de uma coisa mais romântica porque um apenas informou ao outro a sua decisão, não houve pedido, coisas fofas, nem nada. E, como uma romântica, esperava uma cena daquelas depois de tanta espera.
Ainda sobre esta parte, depois deste revés, que por sinal foi bom porque teve ação para tudo quanto é lado e cenas bem ágeis, daquele tipo que faz com que nossos olhos não desgrudem das páginas até ter acabado, faltou uma conversa entre o novo casal sobre um problema que aconteceu um pouco antes desta desgraça. Isso porque, mesmo com toda essa situação terrível, esquecer-se disso é errado porque deixou um problema mal resolvido, que com certeza faria falta num futuro (que não vamos ler porque não tem próximo volume, infelizmente, mas mesmo assim).
E também me incomodei com a falta de sensibilidade de Meri e seu par definitivo. Mesmo com todas aquelas mortes de pessoas queridas, outras inocentes, outras muito importantes, eles nem mesmo pensam muito sobre elas e muito menos ficam tristes ou de luto, é como se tivessem varrido tudo aquilo para baixo do tapete porque agora tem que se importar com o mais importante: o relacionamento amoroso entre o casal. Por que ficar triste com toda aquela situação e por perderem todas aquelas pessoas, a maioria delas inocentes, não é mesmo? Me revoltei com essa cena e nem consegui aproveitar tanto assim o romance ali presente, o que é uma enorme tristeza para mim.
Passados estes momentos, há um epílogo para lá de satisfatório, que nos faz ficar felizes e com um sorriso no rosto. Achei as últimas palavras do livro super fofas e realistas. Acho que não poderia ter finalizado uma obra de maneira melhor. E, de todas as séries distópicas que li, este final foi o que mais gostei.
Com muitas cenas engraçadas, outras fofas e românticas que inevitavelmente vão te deixar com um sorriso bobo no rosto, algumas emocionantes, outras que nos dão raiva imensa; respostas para muitas de nossas perguntas, momentos bonitos de amizade e amor familiar, de ajuda ao próximo, alguns que senti orgulho das atitudes de Meri, outros em que temi por sua segurança, e ainda aqueles em que ficamos com vontade de sacudi-la para mudar de ideia, “A Escolha”, último livro da trilogia “A Seleção”, fecha a série de maneira magnífica e que nos deixa com saudades de tudo logo no momento em que fechamos a última página. Super recomentado! Se você ainda não começou a conhecer a história de America Singer, comece logo porque não vai se arrepender!
Avaliação