Rhys
Winterborne é ambicioso, inteligente e sagaz. E, por conta disso, conseguiu se
erguer na vida, deixando de ser o filho de um comerciante para se tornar o dono
de um império com uma fortuna incalculável, já que se tornou o dono de uma grandiosíssima
loja de departamentos e se envolve com diversos investimentos que geram cada
vez mais lucros. Tendo quase tudo o que desejava, ele só não tinha um título ou
qualquer envolvimento com a alta sociedade londrina.
Então,
quando surge a chance de se casar com a aristocrata lady Helen Ravenel, ele
agarra essa oportunidade com mãos e lábios. Porém, ela é realmente muito tímida
e acaba se assuntando inicialmente. Depois, no entanto, essa moça angelical
acaba desabrochando, assim como as flores pelas quais tem tanto carinho, e
decide procurá-lo para reverter uma situação mal-entendida.
Como um já
começa a nutrir sentimentos pelo outro, vão correr atrás da felicidade e
decidem ficar juntos. Mas nem tudo são flores. Enquanto Rhys possui um inimigo
em especial que vai acabar fazendo parte da vida deles, Helen tem um segredo
que pode destruir tudo de bonito que estão construindo. Resta saber se o que
sentem será suficiente para enfrentar qualquer possível barreira.
Amo Romance
de Época, meu gênero favorito atualmente (como já comentei algumas vezes aqui
no blog), então sempre que um novo livro do estilo é publicado, já o coloco na
minha pilha de desejados e leio assim que posso. Mesmo assim, algumas autoras
eu ainda não conheço ou conhecia seu trabalho até recentemente. E esse é o caso
de Lisa Kleypas. Mesmo que ela já tenha duas séries completas publicadas aqui
no Brasil, somando um total de dez exemplares, todos lançados pela Editora
Arqueiro, foi somente agora, com essa nova série, que pude conhecê-la mais
profundamente.
Então, meu
primeiro contato foi com “Um Sedutor sem Coração” (clique no título para ser
redirecionado para minha resenha), primeiro volume da série Os Ravenels. E, como comentei na resenha
da obra, não gostei muito assim deste início com a autora, não porque sua
escrita tenha sido ruim, pelo contrário eu amei sua forma de narrativa, que é
leve e envolvente, porém não gostei tanto dos protagonistas, que são chatos
(principalmente ela), na minha opinião.
No entanto,
naquela primeira obra já conhecemos os protagonistas dessa continuação, lady
Helen Ravenel e Rhys Winterborne. E as cenas deles lá foram maravilhosas e
também instigantes, afinal algumas coisas bem importantes aconteceram e a gente
fica repleta de curiosidade para saber como vai ser o desenrolar e o desfecho
daquilo tudo. Fora que, mesmo não gostando dos protagonistas em si naquele
livro, amei todos os secundários, o cenário, o pano de fundo e a narrativa de
Kleypas, então não via a hora de ter essa sequência em mãos.
Minhas
expectativas estavam bem altas e o sentimento de que elas foram superadas é bem
satisfatório. Primeiramente, amei, amei, amei Rhys Winterborne! Claro que um
homem maravilhoso desses não poderia existir na vida real, então a gente só se
contenta com personagens masculinos incríveis assim nos livros. Helen também
não fica para trás e realmente amei a personagem.
O romance
foi se desenvolvendo aos poucos, desde que eles começaram a se envolver no
primeiro volume da série, e foi ficando cada vez mais intenso e bonito de se
ver. Gostei muito de acompanhar esses dois, suas cenas juntos eram
espetaculares, a maneira como se preocupavam com o bem-estar do outro, como
queriam compartilhar carinho, ainda que ambos não tivessem isso em suas vidas
anteriormente – foi algo lindo de se ver. E também foi quente. Quem gosta de
cenas desse estilo, vai curtir que há algumas delas na obra, quem não gosta
pode pulá-las, já que não acrescenta nada importante ao enredo.
Como costume
nos livros do gênero, temos a oportunidade de acompanhar cada protagonista
individualmente através de capítulos intercalados com a perspectiva de cada um
em terceira pessoa. Gosto bastante desse tipo de narrativa, já que nos aproxima
bastante de ambos os personagens ao mesmo tempo em que nos apresenta uma visão mais
ampla de detalhes e acontecimentos.
Amo diversos
personagens criados por Kleypas. A tímida Helen, que se mostrou uma moça bem ingênua
e ousada ao mesmo tempo, que tem sua independência e toma atitudes para correr
atrás do que quer, seguindo suas próprias decisões e lidando com as consequências
da mesma da melhor maneira. E Rhys, com sua personalidade forte, dono de um
coração maravilhoso, grande inteligência, tino para negócios, uma ótima
intuição, forte, grande, bonito, rico, decidido, esforçado, justo, admirável,
que quer sempre fazer o melhor para o próximo, principalmente aqueles que
trabalham para ele, inclusive dando cargos de responsabilidade e/ou importância
a mulheres (o que ainda não era tão comum na época).

































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