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Uma Noiva Para Winterborne - Os Ravenels #02 - Lisa Kleypas

Rhys Winterborne é ambicioso, inteligente e sagaz. E, por conta disso, conseguiu se erguer na vida, deixando de ser o filho de um comerciante para se tornar o dono de um império com uma fortuna incalculável, já que se tornou o dono de uma grandiosíssima loja de departamentos e se envolve com diversos investimentos que geram cada vez mais lucros. Tendo quase tudo o que desejava, ele só não tinha um título ou qualquer envolvimento com a alta sociedade londrina.
Então, quando surge a chance de se casar com a aristocrata lady Helen Ravenel, ele agarra essa oportunidade com mãos e lábios. Porém, ela é realmente muito tímida e acaba se assuntando inicialmente. Depois, no entanto, essa moça angelical acaba desabrochando, assim como as flores pelas quais tem tanto carinho, e decide procurá-lo para reverter uma situação mal-entendida.
Como um já começa a nutrir sentimentos pelo outro, vão correr atrás da felicidade e decidem ficar juntos. Mas nem tudo são flores. Enquanto Rhys possui um inimigo em especial que vai acabar fazendo parte da vida deles, Helen tem um segredo que pode destruir tudo de bonito que estão construindo. Resta saber se o que sentem será suficiente para enfrentar qualquer possível barreira.
Amo Romance de Época, meu gênero favorito atualmente (como já comentei algumas vezes aqui no blog), então sempre que um novo livro do estilo é publicado, já o coloco na minha pilha de desejados e leio assim que posso. Mesmo assim, algumas autoras eu ainda não conheço ou conhecia seu trabalho até recentemente. E esse é o caso de Lisa Kleypas. Mesmo que ela já tenha duas séries completas publicadas aqui no Brasil, somando um total de dez exemplares, todos lançados pela Editora Arqueiro, foi somente agora, com essa nova série, que pude conhecê-la mais profundamente.
Então, meu primeiro contato foi com “Um Sedutor sem Coração” (clique no título para ser redirecionado para minha resenha), primeiro volume da série Os Ravenels. E, como comentei na resenha da obra, não gostei muito assim deste início com a autora, não porque sua escrita tenha sido ruim, pelo contrário eu amei sua forma de narrativa, que é leve e envolvente, porém não gostei tanto dos protagonistas, que são chatos (principalmente ela), na minha opinião.
No entanto, naquela primeira obra já conhecemos os protagonistas dessa continuação, lady Helen Ravenel e Rhys Winterborne. E as cenas deles lá foram maravilhosas e também instigantes, afinal algumas coisas bem importantes aconteceram e a gente fica repleta de curiosidade para saber como vai ser o desenrolar e o desfecho daquilo tudo. Fora que, mesmo não gostando dos protagonistas em si naquele livro, amei todos os secundários, o cenário, o pano de fundo e a narrativa de Kleypas, então não via a hora de ter essa sequência em mãos.
Minhas expectativas estavam bem altas e o sentimento de que elas foram superadas é bem satisfatório. Primeiramente, amei, amei, amei Rhys Winterborne! Claro que um homem maravilhoso desses não poderia existir na vida real, então a gente só se contenta com personagens masculinos incríveis assim nos livros. Helen também não fica para trás e realmente amei a personagem.


O romance foi se desenvolvendo aos poucos, desde que eles começaram a se envolver no primeiro volume da série, e foi ficando cada vez mais intenso e bonito de se ver. Gostei muito de acompanhar esses dois, suas cenas juntos eram espetaculares, a maneira como se preocupavam com o bem-estar do outro, como queriam compartilhar carinho, ainda que ambos não tivessem isso em suas vidas anteriormente – foi algo lindo de se ver. E também foi quente. Quem gosta de cenas desse estilo, vai curtir que há algumas delas na obra, quem não gosta pode pulá-las, já que não acrescenta nada importante ao enredo.
Como costume nos livros do gênero, temos a oportunidade de acompanhar cada protagonista individualmente através de capítulos intercalados com a perspectiva de cada um em terceira pessoa. Gosto bastante desse tipo de narrativa, já que nos aproxima bastante de ambos os personagens ao mesmo tempo em que nos apresenta uma visão mais ampla de detalhes e acontecimentos.
Amo diversos personagens criados por Kleypas. A tímida Helen, que se mostrou uma moça bem ingênua e ousada ao mesmo tempo, que tem sua independência e toma atitudes para correr atrás do que quer, seguindo suas próprias decisões e lidando com as consequências da mesma da melhor maneira. E Rhys, com sua personalidade forte, dono de um coração maravilhoso, grande inteligência, tino para negócios, uma ótima intuição, forte, grande, bonito, rico, decidido, esforçado, justo, admirável, que quer sempre fazer o melhor para o próximo, principalmente aqueles que trabalham para ele, inclusive dando cargos de responsabilidade e/ou importância a mulheres (o que ainda não era tão comum na época).


Um Sedutor sem Coração - The Ravenels #01- Lisa Kleypas


É muito estranho quando um autor que você gosta muito soa repetitivo em um livro, é como se ele traísse sua confiança e carinho dedicado a ele. Em Um Sedutor sem Coração ( primeiro volume da série The Ravenels), da autora Lisa Kleypas, publicado pela editora Arqueiro, eu me senti assim, um pouco chateada por uma autora favorita soar tão repetitiva.

Devon Ravenel acaba de se tonar Conde após a morte de um primo nada querido, e suas novas terras estão repletas de problemas e caindo aos pedaços, não resta a ele fazer outra coisa que não vender tudo. Mas ao conhecer a viúva de seu primo, Kathleen uma faísca surge entre os dois. Um dilema nasce no coração deles, ele deve tentar restaurar seu território e seguir seus sentimentos? E ela deve dar a chance para um homem conhecido por ser um libertino?

Devo dizer que a narrativa de Lisa Kleypas sempre me agrada, a forma como ela narra em terceira pessoa a vida de seus personagens é sempre interessante, mas esse livro acabou seguindo a fórmula (homem com personalidade duvidosa, mocinha em apuros, desastre que aproxima o casal e mudança radical de personalidades) por ela criada, e seguida em sua série The Hathaways (que por sinal amo!), o que me deixou um pouco cansada, já que eu já sabia o que esperar.

Kathleen é uma viúva que só engana a si própria fingindo que está de luto, mas que na verdade está louca para seguir com sua vida. Embora com muita personalidade e persistência cede rápido aos encantos de Devon, e as dificuldades que impõe a relação deles apenas a deixa chata! Ao mesmo tempo em que é inocente, ganha malícia com uma rapidez surpreendente!

Sua vida foi marcada pelo abandono, já que os pais a deram para uma condessa criá-la, já que viajavam muito e nunca estavam em casa. Por conta disto ela tem dificuldades em mostrar seus sentimentos e até de chorar.

Devon é o típico bad boy que arranca suspiros por onde passa, não quer se casar, não quer responsabilidades até conhecer Kath. Ele rapidamente se torna o homem que havia decidido não ser, e isso é legal, se todos os outros homens de Kleypas não fossem assim! Mesmo assim torci bastante pelo casal.

Alternando cenas da luta pela melhora de seu condado, com cenas de amor tórrido de Devon com Kath, a autora explora um pouco os demais personagens em algumas cenas. West é o irmão de Devon, dono de um humor livre, é como o irmão sem apego a nada, mas logo se identifica com o trabalho na terra e muda sua opinião sobre tudo.

Já as irmãs Ravenel, são três, a mais velha Hellen é tida como a moça perfeita, dona de uma beleza feérica, e que desperta encanto em todos. Já as gêmeas Cassandra e Pandora, embora já tenham 18 anos soam como pré-adolescentes inconsequentes, visto que passaram a vida toda no campo. Me lembraram muito Bea da série The Hathways, logo conquistaram me coração com sua espontaneidade e vivacidade.


Um Sedutor Sem Coração - Os Ravenels #01 - Lisa Kleypas

Devon Ravenel não tinha títulos e responsabilidades e estava extremamente satisfeito com sua vida seguindo um rumo sem preocupações e com muita diversão e libertinagem. Até que herda o título de Conde, dívidas imensas e uma propriedade caindo aos pedaços de tão maltratada que está, além de ter que lidar com as três irmãs mais novas e a viúva do primo, que morreu deixando-as com nada e sem teto.
É claro que Devon está determinado a se livrar de tudo o quanto antes. Porém, algumas coisas acabam surgindo em seu caminho, fazendo com que ele acabe refletindo um pouco mais antes de tomar qualquer decisão precipitada. E sua empatia, juntamente com sua vontade de vencer – que antes achava que eram inexistentes – acabam falando mais alto, fazendo com que ele resolva que talvez tenha chances de fazer alguma coisa antes que seja tarde demais.
Kathleen acabou se tornando viúva antes do que poderia imaginar e também se sente responsável pelas três cunhadas, que são mais jovens do que ela e não têm o que fazer para se manterem sozinhas. Mas sua inteligência, determinação e bondade lhe inspiram a buscar o melhor de si e de todos ao seu redor.
A atração entre Devon e Kathleen surge antes mesmo que eles possam perceber ou negar. E agora precisarão lidar com ela e as consequências de um possível envolvimento. Mas Kathleen sabe que ele não é alguém confiável, já que é um grande cafajeste. E Devon não quer se envolver com nenhuma mulher, muito menos a viúva de seu odiado primo. Agora os dois precisarão decidir se vale a pena lutar contra seus sentimentos ou se devem se deixar levar por eles, ainda que essa seja uma atitude nada racional. E será que tudo isso valerá realmente a pena?
Lisa Kleypas é uma das autoras de Romances de Época mais famosas no Brasil, e possui diversos títulos em seu currículo, sendo que onze deles mais um conto já foram publicados por aqui. Mesmo que este seja meu gênero preferido, por incrível que pareça ainda não tinha lido nenhuma de suas obras, mas não por falta de vontade. Então, quando a Editora Arqueiro anunciou a publicação de sua nova série, “Os Ravenels”, sabia que precisava começar por essa e iria ler o primeiro volume o quanto antes. E foi o que fiz. Mas devo dizer que fiquei um pouco decepcionada. Não com a autora, mas com seus protagonistas, e vou explicar mais abaixo. Porém, ainda assim, não perdi a vontade de continuar lendo livros escritos por ela e já quero as continuações dessa série para ontem!
Primeiramente devo dizer que o que mais me incomodou nessa leitura foi Kathleen! Que protagonista chata!! Com certeza ela está na liderança disparada de protagonistas chatas de livros, porque acho que não conheci tantos personagens como ela muitas vezes na minha vida. E também ganhou o topo da lista de piores protagonistas de romances de época. A moça reclama de absolutamente qualquer coisa. E quando eu digo isso quero dizer que ela sempre faz objeções ou comentários negativos sobre exatamente todo e qualquer assunto, ainda que o mesmo nem diga respeito a ela. Ela é controladora e narcisista e acha que todos devem seguir seus desejos e instruções em todos os assuntos. Mesmo que de vez em quando a mesma esteja certa, acho que é sempre válido ouvir o próximo primeiro antes de sair jogando sua opinião como se fosse a única que importasse e valesse. E também acredito que antes de reclamar de tudo, poderia, sim, ouvir motivos e argumentos alheios antes de emburrar a cara e sair de perto das pessoas porque lhe contrariaram.
Não posso dizer que Devon tenha ficado muito atrás no quesito chato, porque também não curti muito ele, não. Bem sem graça, grosso e por diversas vezes detestável, esse mocinho não me conquistou, mesmo que tenha sido mais agradável do que Kathleen em diversas situações. Fora que a química entre os dois simplesmente não existiu em nenhum momento. Ficava esperando meus suspiros ou pelo menos uma torcida pelo casal, meu coração acelerar ou um sorriso aparecer em meus lábios, mas tudo que eu senti foi um grande nada. E até agora não senti a transição de “pessoas que brigam por tudo e nem se suportam” para “estou querendo ou amando essa pessoa”. E olha que esse é meu tipo de casal preferido e adoro ver essa transição dos sentimentos, as provocações e todo aquele gostinho de “fiquem juntos logo!!”, mas não foi dessa vez, já que pisquei e eles já estavam curtindo a intimidade juntos.
O que eu realmente gostei neste livro foram os personagens secundários, já que adorei absolutamente todos eles, inclusive o valete Quincy. E, se não fossem por eles, talvez eu nem mesmo teria terminado essa leitura. West foi simplesmente sensacional, adorei ver a evolução deste rapaz com um coração grande, que só precisava de um empurrãozinho e um objetivo de vida para crescer como ser humano e virar alguém que agrade a si mesmo. As gêmeas Cassandra e Pandora também são adoráveis e adorava acompanhá-las. Suas cenas, comentários e diálogos eram os melhores e me diverti bastante com ambas.
A minha sorte é que Helen e Winterborne, protagonistas da sequência, “Uma Noiva Para Winterborne”, com previsão de publicação em território nacional para esse mês, também ganharam destaque nesta trama, sendo os responsáveis por diversas cenas, que inclusive acompanharam apenas as perspectivas dos dois, e foram encantadores. Mesmo que ele tenha o temperamento um pouco difícil, gostei do personagem. E não vejo a hora de ler a continuação para ver como eles se resolveram e como será a história de amor dos dois. Inclusive penso que a autora também não gostou tanto assim de Kathleen e Devon, por isso deu tantas páginas, cenas e importância para esses dois – primeira vez que vejo personagens secundários protagonizarem diversos capítulos em um livro, sendo que têm seu próprio exemplar contando a história deles.
A escrita de Kleypas é como imaginei que seria, viciante, gostosa, fluida e leve. E foram essas características que me fizeram ter vontade de continuar a leitura, mesmo sem gostar dos personagens principais. E é assim que conseguimos reconhecer bons autores, quando eles conseguem nos fazer apreciar uma leitura ainda que não todos os detalhes sobre ela. E, se não fosse por Kathleen, a probabilidade de eu gostar seria muito maior.
A trama foi construída muito bem, com detalhes visuais e da época bem vívidos. A narrativa, que foi apresentada em terceira pessoa com capítulos alternados entre os pontos de vista de Kathleen e Devon, é envolvente, bem divertida e se desenvolve de maneira agradável.


Segredos de Uma Noite de Verão - As Quatro Estações do Amor #01 - Lisa Kleypas

A série The Hathways da autora Lisa Kleypas ganhou meu coração, tanto que comprei a série As Quatro Estações do Amor inteira de olhos fechados sem nem saber do que se tratava além de que era uma série de romance de época. O primeiro volume Segredos de Uma Noite de Verão, publicado pela editora Arqueiro é quem inaugura está saga.

Annabelle Peyton está em sua última temporada e não tem uma reputação boa para atrair um bom pretendente, além de não possuir dote algum. Entretanto ela precisa encontrar uma solução logo para salvar sua família da falência. Para encontrar alguém rápido ela se junta a outras três damas solteiras que pretendem se ajudar a casar, depois de escolher o alvo ela começam a agir, o que nenhuma delas contava é que um certo Senhor Hunt iria cruzar o caminho de Annabelle, e bagunçar com todos os planos, será que agora sua última tentativa ficará perdida?

A trama de Kleypas é ambientada na sociedade inglesa do meio do século XVIII, ou seja, na época onde as pessoas que possuíam títulos eram vistas como poderosas, mas que aos poucos estavam perdendo lugar para o que viria a ser a burguesia, pessoas que acumularam dinheiro através de trabalho e não herança familiar. Esta transição é muito presente na trama, e marca inclusive o personagem Simon Hunt. É engraçado como homens que estão a beira da falência ainda podem ser bons pretendentes pelos títulos que possuem, enquanto um empresário sem título mas com muito dinheiro é visto como um homem de índole duvidosa.

A estória não me empolgou muito no início, parecia um pouco rasa e sem graça, mas a medida que começamos a conhecer mais camadas da protagonista e sua estória de vida começamos a torcer desesperadamente para que ela se case e se livre de seus atuais problemas, que não se limitam apenas ao dinheiro. Entretanto pela falta de uma pitada mística que sua série anterior possuía não gostei tanta deste livro como de qualquer outro dos Hathaways.

Annabelle tem personalidade e arrisco dizer que ficou tanto tempo solteira não só pela falta de dote como pelo modo que age, embora tente ter os predicados que são esperados de uma dama inglesa, ela não guarda para si o que sente e pensa, e é muito agressiva com Hunt mesmo quando ela se mostra disposto a ajudá-la. Demorei um pouco a gostar dela por ela ter a mente da época, preconceituosa e interesseira. Mas aos poucos ela muda, e percebe o que realmente importa. Ela não é uma mulher submissa, ela gosta de ter nas mãos suas decisões, e não tem medo agir.

Simon é um homem interessante, é filho de um açougueiro, mas ficou rico com os negócios. Está decidido em ter Annabelle como amante, e fica desconcertado quando finalmente começa a conhecê-la. Ele sempre fala o que vem a sua mente e também faz tudo que deseja, seja politicamente correto ou não. O casal forma um par de 'entre tapas e beijos' que só alimenta a atração entre ambos.

As amigas solteironas que serão as protagonistas do demais volumes são Lilian e Daisy, duas irmãs americanas que tem problemas para encontrar homens que as queiram por serem vanguardas, e não se portarem como as inglesas, e a tímida Evie que é oprimida fortemente pela tia, mas que vê nas amigas a oportunidade para viver um pouco. Juntas as quatro formam um grupo divertido e disposto a qualquer artimanha para alcançar seus objetivos.

Como já é do estilo da autora temos descrições do casal que soam quase hot, mas foram breve e menos densas que em The Hathaways. E o desfecho teve uma tensão não esperada, mas que não demorou a se desenrolar, característica que eu gosto na autora, nunca nos deixa na angústia por muito tempo.


Uma Noite Inesquecível - As Quatro Estações do Amor #4.5 - Lisa Kleypas

Depois de ter lido os quatro volumes da série “As Quatro Estações do Amor” e adorado, fiquei bastante empolgada quando a Editora Arqueiro anunciou a publicação deste volume #4.5, que é extra, já que é passado no mesmo universo, mas tem características diferentes em seu enredo por trazer como protagonista um personagem que até então só tinha sido citado, mas não participado ativamente.
O que acontece é que nos livros anteriores conhecemos quatro amigas, Annabelle, Lilian, Evie e Daisy, que eram consideradas as Flores Secas, já que não eram chamadas para dançar nos bailes e nem tinham esperanças de casamento por motivos variados, como perda de fortuna, falta de títulos e timidez em excesso, entre outros. Por conta disso, elas se tornaram amigas inseparáveis e se uniram para ajudarem umas às outras a conquistarem homens de seus sonhos e, enfim, serem felizes em seus casamentos por amor. E, felizmente, conseguiram.
“Segredos de Uma Noite de Verão”, “Era uma Vez no Outono”, “Pecados No Inverno” e “Escândalos na Primavera” me conquistaram com suas tramas deliciosas e foram todos resenhados aqui no blog. Para conferir as minhas opiniões, basta clicar nos títulos para ser redirecionado.
Depois de finalizadas as suas histórias com sucesso, agora é a vez do irmão de Lilian e Daisy, Rafe Bowman. O pai deles era um rústico americano industrial e rico, que sempre quis que os filhos casassem bem e com pessoas de títulos. Por conta disso, nesta obra vamos conhecer Rafe quando ele vai a Londres para contrair matrimônio com a jovem Natalie Blandford, já que essa união foi arranjada pelos pais dos dois, pois essa história é passada no século XIX e essa era uma prática comum da época.
Então, mesmo que agora não estejamos mais acompanhando as jovens solteironas que estavam sem esperanças, vamos nos manter nesse universo por se tratar de um personagem presente na vida delas.
Natalie tinha uma prima próxima, que não tinha as mesmas condições monetárias que ela, mas estava sempre por perto, pois seu pai havia permitido que as jovens andassem juntas, pois gostava da menina e achava que era de boa índole. E Hannah se portava como a própria acompanhante de sua prima, estando sempre presente, conversando e fazendo coisas por ela.
Rafe era considerado bon vivant e estava sempre com novas conquistas, mas tinha uma aparência estonteante e um físico de causar palpitações nas mulheres – solteiras ou não. Dessa forma, ele tinha certeza de que ia conquistar facilmente o coração de Natalie. E, para isso, acaba indo passar o Natal hospedado na casa de sua irmã, Lilian, onde terão festividades por vários dias e hóspedes bem variados, inclusive pudemos rever todos os personagens importantes dos volumes anteriores desta série.
Por conta de sua personalidade rude, péssima reputação e modos americanos terríveis, Hannah não considerava Rafe um bom pretendente para sua prima, e, por conta disso, vai tentar proteger a prima, persuadindo-a de não seguir em frente com essa união.
Mas, como uma boa história de amor, essa situação se inverte e Rafe começa a perceber que a pobre menina, amável e afetuosa, tem mais encantos do que ele havia notado anteriormente. E Hannah também começa a notar que ele tem uma personalidade muito melhor do que esperava.
Nesse ínterim, as quatro amigas Annabelle, Lilian, Evie e Daisy notam essa situação e decidem agir como cupidos. E, com as poderosas mãos delas se envolvendo, e a magia da época natalina no ar, muita coisa pode acontecer entre esses dois.  
Gostei muito deste romance, o relacionamento entre o casal foi bem construído e desenvolvido aos pouquinhos, daquele jeito que nos faz sorrir por cada interação do casal e torcer para que fiquem juntos logo. Até no último instante a gente fica em suspense sobre como tudo vai acontecer, porque o final a gente já conhece, mas o como chegar lá foi maravilhoso.
Os diálogos são espirituosos, bem no estilo Lisa Kleypas de escrever, sua narrativa é leve e envolvente, além de muito gostosa e fluir perfeitamente. Os personagens são carismáticos e adorei poder rever as meninas dos volumes anteriores, mais maduras e também com suas famílias já formadas, algumas com filhos inclusive. Foi ótimo poder ver que, apesar de já terem suas vidas resolvidas, ainda mantém suas personalidades sagazes de antes, com comentários inteligentes, alguns ácidos, e são divertidas e bondosas. Além disso, elas continuam mantendo a amizade e carinho entre si e seus respectivos maridos.


Escândalos na Primavera - As Quatro Estações do Amor #04 - Lisa Kleypas

Este livro é o último da série “As Quatro Estações do Amor”, sendo que cada um dos volumes conta a história de uma das quatro amigas: Annabelle, Lillian, Evangeline e Daisy. Como todas as obras anteriores já foram todas resenhadas aqui no blog, vocês podem conferir um pouco mais sobre as tramas delas, assim como o motivo de terem se tornado amigas, e o que achei dos livros, basta clicar no nome de cada protagonista, que será redirecionado para a resenha em questão.
“Escândalos na Primavera” fala sobre a última das amigas, Daisy Bowman, que só tem vinte e dois anos, é americana e sua irmã é Lilian, que se casou com o Lorde Westcliff. Seus pais foram para a Inglaterra, pois queriam que suas filhas se casassem com nobres,  já que o seu pai era um rico fabricante de sabão. Como Lilian conseguiu e Daisy, não, seu pai ficou furioso, pois estava investindo nela há dois anos e morando em um hotel de luxo para que ela arrumasse um pretendente. E até então, nada. Sendo assim, ele lhe dá um ultimato, para que em dois meses ela arrume um marido ou ele mesmo lhe arranjará um.
Mas ela passa mais tempo lendo, o que adora fazer por sinal, e de nada lembra garotas à procura de casamento, já que, na época, moças interessantes seriam as prendadas e submissas aos rapazes, futuros pretendentes. Só que essa vida sem amor e cheia de submissão não estava nem nos sonhos dela. Daisy gostaria, sim, de casar e constituir uma família, mas primeiramente casar-se por amor e sem arranjos.
Daisy tem pouca estatura, é frágil, com cabelos e olhos escuros e pele clara. Muitas vezes a chamavam de miúda e travessa, só que este último quesito afasta muitos pretendentes, pois foge dos padrões. E ela escapa de ser esposa ideal, pois não gosta muito de administrar uma casa e não se importa muito com essas coisas. Ela gosta mesmo é de um bom livro e sonha com as suas histórias. É muito ligada à sua irmã mais velha, Lilian, e sempre se apoiam e se amam muito. Vivem aprontando de um jeito bem delas mesmo, ainda que Lilian já seja casada.
O Sr. Bowman decidiu agir e fez com que Matthew fosse convidado para ir a Inglaterra com a intenção de casá-lo com Daisy. Só que este nem imaginava essa pretensão, e aceitou o convite para ir à Londres mesmo assim. Sua reação quando soube das intenções do Sr. Bowman foi de surpresa, mas ele também não queria casar com ela se Daisy não gostasse dele.
Mas, com o tempo, eles foram se envolvendo e ela acabou percebendo que havia sentimentos por Matthew, os mesmos que ele já nutria por ela há muito tempo, mesmo sem demonstrar por receio de ser rejeitado e por conta de um segredo que possuía. Então, por mais que o pai tenha tido um pouco de envolvimento com o reencontro dos dois, eles acabaram ficando juntos sem qualquer imposição de alguém.
Sabe o que mais gostei deste livro? Do protagonista masculino, Matthew, ele é um fofo. Soube esconder tudo que sentia por Daisy por todos aqueles anos, e quando finalmente veio à tona, foi muito lindo. Agora nem sei de qual livro da série eu gosto mais, mas se for por conta do mocinho, este ganha sem dúvidas. Apesar dos outros terem me cativado também, cada um com seu jeito, o Matthew foi, sem dúvidas, o mais especial: de um tolo apaixonado, que nunca havia captado a atenção da mocinha, para um jovem que fez de tudo para melhorar sua aparência, seus modos, e se empenhando em seu trabalho, para conquistar seu verdadeiro amor, mesmo que no começo ela não tenha desconfiado de nada. As românticas de plantão com certeza vão entender tudo o que senti com este livro. Foi incrível.
“Ele a queria havia tanto tempo! Mil vezes lembrara a si mesmo de todos os motivos pelos quais nunca a queria. E tinha sido muito mais fácil saber que ela o detestava e que não havia nenhum motivo para ter esperança. Mas a possibilidade de os sentimentos de Daisy terem mudado, de ela também querê-lo, o encheu de uma emoção vertiginosa.”


A Redenção - The Travis Family #02 - Lisa Kleypas

Eu já havia lido alguns dos romances de época de Lisa Kleypas e gostado bastante das histórias, pois gosto da sua narrativa e de sua forma de escrita. Então, algum tempo atrás, quando vi que a Editora Gutemberg iria lançar o primeiro volume desta série, “The Travis Family”, sendo de romances contemporâneos, não pude deixar de incluir na minha lista de “preciso”. Sendo assim, me apaixonei pela história e fiquei contando os dias para a sua continuação. Quando tive a oportunidade de ter esse segundo volume em mãos, comecei a leitura, e agora venho compartilhar todas as minhas opiniões.
Neste título conhecemos a história de Haven, uma mulher bastante obstinada que vive de acordo com os próprios princípios, mesmo que para isso ela tenha que ir contra o seu pai, um verdadeiro magnata do Texas. Quando ela apresenta o seu namorado à família, todos logo o desaprovam, e o seu pai diz com todas as letras que ele só estava interessado no nome dela e que, se ela seguisse adiante com esse relacionamento, ele tiraria seu nome do testamento. Com um temperamento forte e com a ajuda de seu irmão, Haven se casa mesmo assim com o Nicholas, e é nesse período que ela vê sua vida se transformar em um verdadeiro inferno.
Em seu casamento, Nicholas se ressente com nossa protagonista por vários motivos, como, por exemplo, eles não poderem ter um segundo carro, ou até mesmo pela forma de ela passar a roupa, e querendo sempre que Haven parasse de tomar suas pílulas, pois, caso engravidasse, sua família iria voltar a ajudá-los financeiramente. Ou seja, foi um relacionamento abusivo, cheio de brigas, onde no final ele acaba batendo nela e deixando-a sozinha, sem nem os documentos, fazendo com que ela tenha que ligar para os irmãos e dar um basta nesta vida.
É assim que nossa protagonista tenta refazer a sua vida, e buscando ajuda profissional para conseguir seguir em frente. Ela também começa a trabalhar na empresa de um dos seus irmãos, que é dono de uma administradora de imóveis, e, lá, começa com um cargo pequeno como assistente da nova gerente. Porém, sua nova chefe, com medo de perder o seu emprego por conta de Haven ser a irmã do dono, começa a pegar no pé de nossa protagonista, colocando-a para fazer trabalhos menores.
Certo dia, ela encontra Hardy Cates, o homem que beijou no casamento de Gage com Liberty no primeiro volume, e de quem ela deveria ficar longe, já que ele foi apaixonado por Liberty quando era jovem e a largou para crescer na vida, por ser um homem ambicioso. E logo ele mostra interesse em nossa protagonista, mas ela fica com medo, e mesmo ele prometendo que não é para atingir a sua família, Haven ainda está muito fragilizada com tudo o que aconteceu em sua vida.
Foi muito gostoso ler esse livro. Eu já havia me apaixonado por esta família no primeiro volume, e gostei ainda mais deste, que trouxe como protagonista a caçula da família. A autora conseguiu continuar a história, trazendo até mesmo um personagem do primeiro volume que eu até não gostava muito, e conseguiu me mostrar um outro lado dele, fazendo com que eu ficasse encantada pelo mesmo.


Pecados No Inverno - As Quatro Estações do Amor #03 - Lisa Kleypas

“Pecados No Inverno” é mais um livro desta série tão querida por mim, da autora Lisa Kleypas. Cada volume acompanha uma das quatro amigas, que se conheceram nos bailes por sempre ficarem de lado e continuarem solteiras. Até que se uniram com o propósito de se ajudarem mutuamente a encontrar maridos e, mais importante, a felicidade.
A nossa protagonista da vez é Evangeline, uma jovem tímida, que precisou de muita força e determinação para encontrar melhoras na sua vida, o que, para mim, a tornaram uma guerreira. Tudo começou porque ela sofreu por muito tempo nas mãos de sua família. Vou explicar melhor: sua mãe se apaixonou por um boxeador rude e sua família não aprovava esse relacionamento, pois, como é sabido, as jovens desta época deveriam procurar homens com títulos de nobreza e/ou riquezas para se casar. Só que o coração falou mais alto e ela engravidou dele, mas morreu no parto.
Então sua filha, Evangeline, foi deixada pelo pai com a família da mãe, temendo não cuidar direito dela e também para que a menina tivesse melhores oportunidades de se casar bem, porque ele trabalhava e morava em um clube, que era frequentado por todos os tipos de homens.
O pai pode ter achado que seria melhor para ela, mas não foi. Evie o via sempre quando pequena, mas, conforme crescia, foram ficando longe um do outro, pois os tios não permitiam que passassem muito tempo juntos, e ele também evitava esse contato porque ela estava crescendo e lá onde ele morava existiam muitos homens. Durante todo esse tempo, nossa protagonista sofria calada com os maus-tratos dos tios, que batiam e xingavam a garota.
Com o passar dos anos, seu pai enriqueceu com o dinheiro do clube do qual era dono. E, quando adoeceu, ela pediu para ficar com ele, mas sabendo da gravidade da doença – e de olho no dinheiro dele –, seus tios resolvem que ela não deveria ir, mas, sim, ficar e se casar com seu primo.
Acuada e com medo, Evangeline foge e procura o lorde St. Vincent, tido como um mulherengo e bon vivant, que vinha de família nobre, mas que era um aristocrata falido, e que estava à procura de uma esposa rica. Tanto que, lendo o livro anterior, “Era uma Vez no Outono”, com resenha aqui no blog (clique no título para conferir), vocês poderão entender esta questão e também como ele agia sem escrúpulos, o que não posso comentar mais aqui porque seria spoiler.
Evie, então, o procura e lhe propõe um acordo: que eles se casem, mas depois de consumado o casamento, não dormirão juntos novamente. Assim, ela conseguiria escapar das garras dos tios, enquanto ele teria toda a fortuna que desejava – o que seria ótimo, visto que, com sua reputação, Sebastian não conseguiria arrumar partido tão bom quanto Evangeline. Só que planos e acordos nem sempre saem como o previsto. Será que um homem libertino poderia amar? E será que Evangeline encontrará a paz que tanto busca?
De todos os volumes da série “As Quatro Estações do Amor” que li até agora, este foi, de longe, o meu preferido. Amei, amei. Talvez com palavras não saberia descrever como foi gratificante acompanhar a história de Evangeline.
Muitos altos e baixos permeiam a trama, mas a determinação  de nossa protagonista foi grande. Aquela que era considerada como a tímida, que gaguejava muito, nunca tinha um pretendente e que nos bailes ficava sempre no canto, deu uma guinada na vida, lutando muito, sem perder sua essência, e se tornou uma mulher de fibra e perseverante.
Para ir à luta e fazer uma proposta de casamento para um lorde destes, com todas estas características e fama, incluindo a de libertino, ela precisou de muita coragem, força e ousadia, o que, para mim, a tornou ainda mais especial.
Eu não gostava do Sebastian no livro anterior, principalmente porque ele agiu inadequadamente com seu melhor amigo, protagonista daquele exemplar, e também com Lilian. Então estava com um pé atrás sobre o que iria achar dele agora, mas vi que a nota de avaliação lá fora pelo Goodreads (para quem não conhece, é tipo um Skoob internacional) era a maior de toda a série, o que me deixou muito curiosa para conferir o que iria acontecer.
E desde o começo desta obra, quando Evie surgiu em sua casa com a proposta, achei que ele não iria se conter e a trataria mal, mas me enganei completamente, visto que ele a tratou como um cavalheiro. E depois só foi melhorando, e no final já me vi totalmente apaixonada por ele, como a própria protagonista, e fiquei impressionada com suas ações, mostrando que Sebastian era muito mais do que sua reputação e, talvez, só não quisesse perdê-la antes.
O relacionamento amoroso foi maravilhoso, daquele tipo arrebatador, que nos faz suspirar com os momentos românticos e fofos, e com a forma como Sebastian tratava Evie, com carinho, respeito e, depois, amor. O amor às vezes, ou muitas vezes, se torna presente onde menos se espera. Estou encantada com ambos, suas posturas são determinantes para chegarem aonde chegaram. Para os leitores que curtem cenas mais quentes, podem ficar tranquilos porque neste exemplar elas estão presentes também. 


Paixão ao Entardecer - Os Hathaways #05 - Lisa Kleypas

Terminar uma série é um misto de sensações, se por um lado temos o prazer de chegar ao fim de uma longa série, pelo outro temos a tristeza de não mais compartilhar daquele universo que gostamos (afinal se você não gosta você não continua a série não é?!). E é com essa sensação que finalizei a série Os Hathaways, com seu quinto e último volume Paixão ao Entardecer, escrito pela escritora Lisa Kleypas, e publicado pela editora Arqueiro.

Beatrix Hathaway é a mais nova da família, e já está com vinte e três anos. Todos seus irmãos já se casaram, e ela está caminhando para ser titia. Dona de uma personalidade estranha ela teme que nunca irá encontrar alguém que ame, e ao mesmo tempo aceite seu modo de ser, e o seu amor pelos animais e natureza.

Mas sua empatia pelos desafortunados a leva a compartilhar cartas com Christopher Phelan que está em uma guerra. Através das cartas um amor nasce, mas ele não sabe quem é ela, e ela não sabe como lidar com seu sentimento e sua mentira. Phelan volta mas não é mais o mesmo homem que era, Beatrix se vê diante de um homem marcado pela morte, mas que nutre amor pela mulher da carta. O capitão será capaz de encontrar sua amada e Beatrix de ser amada como é?

De todas as mulheres dessa família maluquinha, Beatrix sempre foi minha favorita, com seu jeito doce, inocente e empático, ela me encantou com Medusa, sua porca espinho de estimação. Dizer que ela é diferente de qualquer personagem que eu tenha lido não é suficiente para dar dimensões a essa mulher que tem espírito de criança quando está na natureza. Sua personalidade e modo de existir constitui-se em meio aos animais e ao modo de vida deles, assim tudo para ela necessita e tem paralelos a como ele se alimentam, reproduzem e etc.

Christopher era o mocinho bonito e supérfulo que a todas encantava, mas isso antes da guerra. Depois de acompanhar tantas mortes ele não consegue mais viver na superfície, e pior ainda não consegue viver entre as pessoas que o veem como um herói. O que o sustenta ainda na realidade é o amor e apoio que encontrou na cartas que recebeu de Beatrix, e até que ele compreenda quem ela é ainda vai ter alguns momentos de confusão.



Era uma Vez no Outono - As Quatro Estações do Amor #02 - Lisa Kleypas

A trama de “Era Uma Vez No Outono” é passada no ano de 1843 e narra a história de Lillian Bowman, uma jovem de família muito rica, que saiu dos EUA e foi morar na Inglaterra com a finalidade de encontrar um marido da aristocracia londrina, pois ela não possuía títulos e seus pais desejavam isso. Só que Lillian achava que nenhum homem conseguiria fazer suas pernas tremerem e seu coração bater mais rápido, afinal isso não havia acontecido até o momento e ela já até era considerada solteirona.
Na época, os jovens iam a bailes e os cavalheiros retiravam as damas para dançar, o que quase nunca ocorria com Lillian e suas três amigas: sua irmã mais nova, Daisy, Annabelle e Evangeline. Cada uma delas tinha uma personalidade bem distinta das demais, e possuía suas próprias dificuldades em arranjar um pretendente que fosse virar marido. Nossa protagonista, por exemplo, era muito extrovertida, audaciosa, não se importava com as regras explícitas e implícitas impostas pela sociedade, gostando de praticar esportes que eram mais voltados para os homens, levantava suas roupas, mostrando um pouco mais do que deveria; não tinha o tato e a educação londrina; entre muitas outras coisas.
Por estarem sempre sobrando nos bailes, as quatro moças se uniram e tornaram-se amigas, bolando planos para que cada uma delas conseguisse conquistar pretendentes com dinheiro e/ou nome. A primeira delas a conseguir alguém foi Annabelle, como visto no primeiro volume desta série, “Segredos de Uma Noite de Verão” (clique para conferir a resenha). Agora, é a vez de Lillian.
Como já vimos antes, o arrogante e reservado Marcus Marsden, o lorde de Westcliff, é o único que consegue abalar as estruturas dela, só que da pior maneira possível, visto que Lilian o despreza completamente. Dono de uma grande fortuna, Marcus aparentemente é prepotente, mas no fundo tem um bom coração, apesar de saber se impor quando necessário sem ser rude, principalmente porque sempre foi criado para ser o melhor devido a sua fortuna e título.
Eles vivem brigando, até que um encontro muda tudo. Será que Lillian será capaz de ver mais nele do que via antes a ponto de mudar de ideia? E ele conseguirá deixar de lado as convenções sociais para se aproximar de alguém tão inapropriada para sua posição, como Lillian?
Sou fã de romances de época e estou acompanhando as obras de Lisa Kleypas que estão sendo publicadas aqui no Brasil, e até o momento já li quatro das sete. Mas não consigo decidir qual é a minha preferida, visto que cada personagem me conquistou de sua maneira.


Manhã de Núpcias - Os Hathaways #04 - Lisa Kleypas


Cada livro que escolhemos para ler é uma surpresa que se descortina, por mais que tenhamos noção do que se trata cada 'viagem' só se mostra boa ou ruim ao fim dela, entretanto alguns autores no oferecem portos seguros, livros que temos certeza que vão nos agradar, e ancorar nessas ilhas de vez em quando é muito tranquilizador! Lisa Kleypas é um desses lugares certeiros em meio a tanta incerteza, Manhã de Núpcias é o quarto livro da série Os Hathaways, e foi publicado pela Arqueiro.

Leo Hathaway é o único homem em sua família entre suas irmãs, ele herdou o título de Lorde Ramsay e com ele suas responsabilidades. Após momentos conturbados seu espírito finalmente está em paz. Mas a governanta da família, Catherine Marks começa a ameaçar sua paz, juntamente com uma cláusula que exige que ele esteja casado e com um herdeiro para manter a Mansão Ramsay. Leo será capaz de vencer seus medos e amar novamente, e Catherine superará seu passado para ser feliz? Uma história de amor que se constrói sobre as feridas!

Aiai Lisa!, sempre fazendo com que eu engula seus livros sem me dar conta! Kleypas segue com sua narrativa em terceira pessoa focando nos protagonistas da trama que neste volume é Leo e Catherine. A leitura flui de maneira muito impar, a ponto de as horas passarem e não cansarem a mente. Quase dois dias e lá se foi o livro, deixando aquela vontade de estar entre os personagens e passar algumas horas com eles.

Kleypas consegue transmitir a atmosfera da época sem soar pesada e maçante, são tantas a regras e expectativas da sociedade, ao mesmo tempo em que essa família as ignora e cria sua própria maneira de existir que até para os dias de hoje pode soar meio doida. O que importa é a família, a união, o amor e a bondade. Embora esbarremos com personagens egoístas e ruins estes também tem uma humanidade que desperta compaixão.


Paixão ao Entardecer - Os Hathaways #05 - Lisa Kleypas

“Paixão ao Entardecer” é o último volume da série de romances de época de Lisa Kleypas, “Os Hathaways”, e conta a história da caçula da família, Beatrix, jovem que ama e convive muito melhor com os animais do que propriamente com gente. Ela não tem vaidade e nem está à caça de um marido, ama a natureza e os bichos, vivendo em perfeita sintonia com eles. Não liga para bailes, coisa que na sua época era importante para a maioria das jovens, mesmo que já tivesse frequentado alguns, e age como um peixinho fora d’água.
Por conta de sua personalidade amorosa e compreensiva, ela sente vontade de ajudar um jovem, o capitão Christopher Phelan, que corteja sua amiga, Prudence, escrevendo palavras de apoio, pois o mesmo se encontrava na guerra e Prudence não queria mais fazer isso, já que tinha perdido a vontade por conta dos assuntos do rapaz e porque não acreditava que ele voltaria vivo. Desta forma, responde as cartas como se fosse a amiga escrevendo.
Beatrix, então, com o passar do tempo, se surpreende com o rumo que estas cartas tomam, já que ela acaba ficando mais próxima do capitão, mesmo se passando pela amiga. Com isso, o destino os aproximará de forma diferente. Ele volta da guerra e vai à procura da dona das cartas, que acredita ser Prudence. Mas terá uma grandiosa surpresa quando descobrir que na verdade a dona daquelas palavras é justamente a jovem que ele considerava estranha e mais adequada aos estábulos. Será que o preconceito vai permanecer quando a verdade vier à tona ou o amor falará mais alto?
Por incrível que pareça, não li todos os livros desta série, exceto pelo anterior a este, o quarto volume, “Manhã de Núpcias” (clique no título para conferir o que eu achei), que conta a história do único filho homem da família, Leo, e me fez correr para o quinto da série, de tão bom que foi. Com certeza mais tarde lerei todos os outros, mesmo porque cada um é independente e conta a história de um dos irmãos desta incrível família, ou seja, possui protagonistas diferentes e suas próprias tramas com começo, meio e fim.
Amei este livro, que emociona com simplicidade e uma narrativa tão bem fluida, fazendo jus a esta autora tão famosa, Lisa Kleypas. A Editora Arqueiro mais uma vez consegue nos encantar com estes maravilhosos autores, que acrescentam em nossa leitura tamanha vontade de ler todos os títulos que publicam, sem titubear. Sinto-me encorajada a indicar este também. Leiam, sintam nele o carinho supremo, a bondade de um jovem coração, descobrindo que pode amar bichos, plantas e seres humanos de forma prazerosa, cuidadosa e amorosa, com toda a força de seu ser, sua determinação, sua fé, e sua alegria de vida.


A Protegida - The Travis Family #01 - Lisa Kleypas

Quando li a sinopse deste volume me interessei bastante, isso porque estou em uma vibe de romances, tanto os de época quanto os contemporâneos, então, foi uma junção da sinopse, de ler boas resenhas sobre o mesmo, e, principalmente porque eu adoro a autora, com quem já tive contato antes devido a sua série de época “Os Hathaways” (clique para conferir as resenhas). Foi tudo isso que me levou a querer ler este livro o mais rápido possível.
Em “A Protegida” conhecemos a história de Liberty Jones, uma menina que perdeu o pai muito cedo, e que vive com a mãe, uma mulher muito bonita que vive trocando de namorados.  A vida sem o pai de Liberty foi bem difícil, até porque sua mãe, Diana, não fazia boas escolhas, o que fez com que elas acabassem indo morar em um trailer, muitas vezes chegando até mesmo a passar fome e não ter o que vestir. Era nesses momentos que sua mãe saía, ficava fora por um tempo e voltava com as contas pagas, comida, etc., fazendo com que elas ficassem bem por um período.
Quando as duas moravam em um trailer no Texas, nossa protagonista conhece Hardy Cates, um menino que é considerado bad boy, mas que sempre foi muito gentil com ela. Sua família passava por dificuldades por conta do pai que foi preso, fazendo com que Hardy fizesse pequenos serviços para ajudar e casa, além de ir para escola e ter grandes sonhos. Ele sempre soube que para ser alguém deveria sair de onde morava e se aventurar pelo mundo, e foi o que fez. Mesmo tendo uma forte atração por Liberty, ele acaba deixando-a para seguir seu sonho.
Nossa protagonista ganha uma irmã, Carrington, e em determinado momento do livro vemos que ela acaba perdendo a mãe, ficando no mundo sozinha com a responsabilidade de cuidar de sua irmãzinha. As coisas estavam difíceis até que, de repente, tudo começa a dar certo para ela. A jovem arranja uma bolsa de estudos, começa a trabalhar em um salão onde conhece um milionário que a convida para ser como uma secretária particular, recebendo um bom salário e morando com ele em sua mansão. Claro que nem tudo são flores e vemos que o filho mais velho deste milionário não está nem um pouco satisfeito com a presença de nossa protagonista.
Gostei bastante da narrativa desta autora em um romance contemporâneo, gênero bastante diferente do qual estava acostumada com sua escrita. Confesso que no início achei a trama meio parada, mas, conforme vamos lendo, a leitura ganha certo ritmo e fluidez que deixa a história ainda mais gostosa. Em todo momento encontramos diversos mistérios na vida de nossa protagonista, e o livro é como se fosse dividido em duas partes. Primeiro conhecemos Liberty mais jovem, passando pelas dificuldades que passou, logo depois conhecemos ela mais velha, mais destemida, sendo uma mulher bonita e determinada.
A obra é narrada em primeira pessoa pelo ponto de vista de nossa protagonista, o que gostei bastante já que assim conseguimos entender melhor tudo que ela estava passando e sentindo. Além do mais, foi muito bom poder acompanhar todo o crescimento que a mesma teve durante toda a história.
Acho esta capa bem fofinha, do tipo que chamaria a minha atenção mesmo que eu não conhecesse a autora. A diagramação do texto está bem confortável para leitura com sua fonte e espaçamentos em tamanhos ideais, e no meio das páginas, nas divisões das mesmas, há pequenas ilustrações em preto e branco de malas de viagem. As páginas são amarelas.
“The Travis Family” é uma série com quatro livros no total, sendo que todos eles já foram publicados lá fora, porém apenas o primeiro chegou por aqui até o momento. Mas, como é independente, você não precisa ler todos e nem na ordem para entender as histórias de cada volume individualmente. Quero muito ler os próximos e vou ficar torcendo para a Gutenberg publicar os demais no Brasil.
Este é daquele tipo de livro que traz uma narrativa rápida e fluida, que nos prende do início ao fim com uma protagonista forte e determinada, um pano de fundo maravilhoso, que contém vários mistérios, além de uma trama deliciosa. Recomendo este volume para todo mundo que goste de romances que conseguem prender a gente através de uma escrita incrível.
Avaliação


Segredos de Uma Noite de Verão - As Quatro Estações do Amor #01 - Lisa Kleypas

A série “As Quatro Estações do Amor” conta a história de quatro moças que, para a época em que viviam, eram vistas como solteironas, pois até então não haviam arrumado pretendentes para casar e já estavam passando da idade ideal para o mesmo. Por que isso? Apesar de terem suas características como qualquer jovem de qualquer tempo, cada uma tinha uma particularidade que a fazia ser “diferente” diante da sociedade daquele tempo.
Em cada volume conhecemos uma protagonista diferente: Annabelle, Lillian, Evangeline e Daisy, que se tornam amigas neste primeiro. Elas se conheceram nas festas da cidade e ficavam sentadas com suas cadernetas esperando serem chamadas para dançar e nada. Não foi um só verão, foi mais de um, sempre as mesmas moças. Elas nunca antes haviam se falado, mas a cumplicidade da situação fez com que se aproximassem. Daí surgiu a ideia de fazer um pacto, onde cada uma delas tinha uma maneira de colaborar com uma empreitada para arrumar marido para as demais, então resolveram que Annabelle seria a primeira e colocaram o plano em prática.
Lillian e Daisy Bowman, as duas eram irmãs americanas, ricas e possuíam bens, mas não títulos. Eram muito avançadas, modernas, para a época e eram chamadas debochadamente de herdeiras bolhas de sabão ou princesinhas do dólar. Evangeline Jenner, tinha apenas vinte e três anos, mas a fortuna de sua família veio de uma origem questionável, através de jogos de azar, inclusive porque eram bem humildes antes. Porém, mais do que tudo, era a mais envergonhada, gaguejava muito, e sua timidez a fazia ficar longe das outras pessoas, tornando o ato de conversar algo muito torturante para ela e sua companhia, quem quer que fosse.
A últimas das amigas e protagonista deste exemplar, Annabelle Peyton, tinha vinte e cinco anos e, com o falecimento de seu pai, a família ficou cheia de dívidas e sem dotes para a moça, o que lhe restava eram apenas a sua instrução e sua educação. Nestas condições, como conseguir alguém nobre para casar? Difícil, sendo assim, elas se reuniram, programaram e executaram um plano bem elaborado.
As irmãs americanas, cujo pai era o riquíssimo Bowman, começaram a doar roupas e acessórios para Annabelle, que antes só tinha peças ruins, acabadas e puídas, para se apresentar melhor diante da sociedade. E escolheram um alvo. Mas foi Simon Hunt, um homem muito, muito rico, que não possuía títulos sociais, mas conquistou seu próprio espaço na sociedade devido a títulos majoritários em empresas que fabricavam equipamentos agrícolas, navios e locomotivas, que acabou ganhando destaque.
Já conhecia a autora Lisa Kleypas por causa do livro “Manhã de Núpcias”, de sua série Os Hathaways (clique para conferir as resenhas), que também já foi publicada pela Arqueiro, e me encantou profundamente. Então, quando vi esta nova série da autora logo soube que precisava lê-la.
Esta história, passada no século XIX, é envolvente e eu sentia como se estivesse presenciando cada momento, como se eu mesma fizesse parte daquilo que estava lendo, mesmo que tudo tenha ocorrido no século antes de eu nascer.
E eu amo ler romances históricos, porque amo as vestimentas, os passeios, os bailes, etc. Só não gosto da forma com que os homens de maneira geral agiam com relação às mulheres e como a sociedade aceitava isso, considerando o comportamento como o ideal. Mas, o que eu gosto em obras literárias de ficção deste estilo é justamente a forma como as autoras romantizam estes homens e suas atitudes machistas por conta da transformação do amor em suas vidas.
No caso deste exemplar, adorei o casal, Annabelle e Simon, e o romance entre eles. No começo foi tudo um pouco conturbado por conta da prepotência dele, que não queria casar, apenas encontrar prazer na protagonista. Mas não era só isso, ele fazia de tudo para que ela não arrumasse um pretendente do jeito que ela queria, rico e com títulos. Veja bem, ele não tinha intenção alguma de casar com ela, só que também não queria que ela casasse com ninguém. Porém, os sentimentos não podem ser controlados e ele pode acabar mordendo a língua.
Annabelle e suas novas melhores amigas são divertidíssimas e aprontavam ótimas cenas de nos fazer gargalhar abertamente. Seus planos para conquistar um marido eram muito bons, e eu sempre ficava esperando para descobrir a próxima ideia e como seria colocá-las em prática.
Eu achei a história muito interessante, porque a gente vê o raciocínio rápido e sagaz das moças numa sociedade onde não era comum as mulheres agirem assim, então parecia que elas estavam a frente de seu tempo.
Como comentei anteriormente, “As Quatro Estações do Amor” é uma série de seis volumes, sendo que todos já foram publicados lá fora, mas aqui no Brasil apenas este primeiro, “Segredos de Uma Noite de Verão”. O segundo, “Era uma vez no Outono”, tem previsão de lançamento para fevereiro de 2016. “Pecados no Inverno” e “Escândalos na Primavera” não devem demorar muito a serem publicados aqui também. As demais obras, "Again the Magic", que é como um prequel, ou seja, ocorre antes deste primeiro, e "A Wallflower Christmas", o quinto, que conta a história de um personagem presente em algum dos anteriores e com a participação das quatro amigas, não tem previsão de lançamento nacional, mas espero muito que a Arqueiro resolva trazê-las também.
A capa é muito bonita, inclusive achei a mais bonita entre os quatro, e tem tudo a ver com a época. A diagramação segue o padrão da editora com capítulos terminando e um novo iniciando na mesma página, fonte e espaçamentos bastante confortáveis para a leitura, além de contar com folhas amarelas.
No meio de um romance estilo gato e rato, com muitas trapalhadas, desentendimentos, acertos, sentimentos aflorados e muita diversão, Lisa Kleypas nos presenteia mais uma vez com uma história digna de nos fazer suspirar do começo ao fim, ao mesmo tempo em que nos deixa de ótimo humor e com um gostinho de quero mais. Estou aguardando ansiosa pelos próximos volumes da série para acompanhar os planos delas para as outras três amigas arrumarem maridos, principalmente a Evangeline. Se você gosta de romances históricos, não deve nem pensar em deixar de ler esta série.
Avaliação


Manhã de Núpcias - Os Hathaways #04 - Lisa Kleypas

A família Hathaway estava passando por muitos problemas, pois o único filho homem, Leo, poderia perder o título de visconde de Ramsay, que foi herdado de um parente distante, e a propriedade na qual todos viviam há gerações, caso não se casasse e gerasse um herdeiro dentro de um ano. Como ele não tinha intenção alguma de casar até então, pois vivenciou uma situação muito terrível em seu passado com sua noiva, não sabia nem qual pretendente escolher num prazo tão curto. Mas, para não decepcionar sua família e deixá-los sem teto, ele resolve que vai se casar.
Catherine Marks é uma jovem de vinte e poucos anos, governanta da família Hathaway, muito bonita, inteligente, de personalidade forte, mas também totalmente rígida, reservada e com a aparência impecável, assim como seu modo de agir. E esconde um grande segredo.
Leo não gosta dela e a acha irritante e taciturna, a personificação de uma solteirona seca. E a recíproca é verdadeira, já que Cat gosta dele tanto quanto ele dela. Até que algumas coisas mudam e Leo começa a se interessar pela moça, passando a observá-la, ficando intrigado e buscando saber mais sobre ela e conhecê-la mais a fundo. De inimiga mortal passou a ser uma bela mulher a seus olhos. Depois, a ideia de se casar começa a ficar mais atraente.
Enquanto Cat, depois de ajudá-lo em uma situação, passa a se interessar mais pelo rapaz também. Em meio a brigas e discussões, uma centelha de atração bem forte surge entre eles. E onde há faísca há fogo, basta algo para fazer a combustão estourar. Com tantas brigas e opiniões diversas, será que os dois vão sucumbir à paixão que surge ou vão apagá-la para nunca mais ser acesa?
Este é o quarto volume da série “Os Hathaways”, mas eu não tinha lido nenhum dos anteriores. Como já tinha resenha deles aqui no blog: "Desejo à Meia-Noite", "Sedução ao Amanhecer" e "Tentação ao Pôr do Sol" (clique para conferi-las), resolvi começar por este, porque a história é independente e conhecemos Leo, um os irmãos, mais a fundo. E eu fiquei completamente apaixonada pela escrita de Lisa Kleypas e desejando ler tudo o que ela escreveu.
A narrativa é em terceira pessoa e acompanha os dois protagonistas, então vamos ter uma visão bem ampla de todos os acontecimentos, ao mesmo tempo em que conhecemos ambos mais a fundo. Os personagens são cativantes e carismáticos, e adorei poder acompanhá-los nestas quase trezentas páginas.
Leo é incrivelmente divertido, um romântico, espirituoso, brincalhão, sexy e determinado. Gostei muito dele, sua personalidade é cativante e envolvente. E seu romance com Catherine é perfeito, mesmo que os dois sejam totalmente opostos no jeito de ser.
A escrita de Kleypas é leve, envolvente, espirituosa, fluida e dinâmica, fazendo com que a leitura não seja nem um pouco cansativa, e isso é ótimo. Principalmente porque há cenas bem dramáticas, que precisam ser bem desenvolvidas para me conquistarem. E eu curti o equilíbrio que a autora tem na hora de colocar estas cenas com outras mais suaves.
Eu realmente amo romances históricos bem escritos, destes que são divertidos e leves, que nos encantam a todo momento, sejam novelas, séries, filmes ou livros. Então uma história do gênero tem que ser bem gostosa mesmo para eu poder adorá-la, o que aconteceu com este volume.
Como este exemplar tem começo, meio e fim, a autora soube fechar muito bem todas as pontas, então vamos descobrir o grande segredo de Cat junto com o Leo, o que a fez ser como é, tão rígida e fechada, vamos encontrar a resolução da problemática do casamento e da possível perda do título e da propriedade da família, que claro, vocês também precisam ler para saber o que aconteceu, e vamos saber mais sobre o passado sombrio dele, que o fez se tornar um libertino que fechou seu coração para o amor.
Pelo dinamismo da leitura, a gente se diverte e se emociona, mas as páginas logo têm fim, nos deixando com um gostinho de quero mais. Sorte que a série tem cinco livros, então ainda tem o quinto volume, “Paixão ao Entardecer”, para sabermos mais desta família tão amada. E o melhor é que ele também já foi publicado no Brasil.
A capa é linda e segue o padrão das anteriores, mas acho que acabou sendo minha preferida da série devido ao tom de roxo na mesma e ao vestido da moça, que é o mais bonito. A diagramação também é a mesma dos livros da Arqueiro, com fonte e espaçamentos confortáveis, mas os capítulos terminam e o próximo já começa na mesma página. As folhas são amarelas.
Convido todos vocês a lerem “Manhã de Núpcias” para também mergulharem neste incrível romance, com pitadas de humor, cenas mais intensas e comoventes, que nos levam da lágrima ao sorriso em alguns momentos, e muito amor! Recomendo muito, muito, muito!
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Sedução ao Amanhecer - Os Hathaways #02 - Lisa Kleypas

Depois de ler Kleypas eu descobri um interesse pelo povo romani, eu já tinha certa curiosidade por saber que eles trabalham com magia, mas depois de ler Desejo a Meia Noite e ver pequenos detalhes do dia a dia, fiquei muito atraída pela 'mitologia' deste povo nômade. Assim na falta de um livro sobre eles segui com a série, e li Sedução ao Amanhecer, segundo volume de Os Hathaways, escrito pela Lisa Kleypas, e publicado pela editora Arqueiro.

Neste volume a história se foca na irmã Win Hathaway, que com uma saúde frágil busca por tratamento na França. Sua viagem remexe com os sentimentos aparentemente controlados do cigano Kev Merripen, que é apaixonado pela moça desde o momento que a viu. Na sua volta alguns anos depois Win mostra-se restabelecida e pronta para o amor. O médico responsável por sua cura a acompanha e deseja cortejá-la, mas ver esse homem perto de sua amada é demais para Kev, seu ciúmes se torna perigoso para si e Win. Será que Kev conseguirá lidar com seu amor? E Win fará com que esse romani a tome como mulher e não uma boneca frágil de porcelana?

A narrativa de Kleypas em terceira pessoa segue deliciosa e misteriosa como no volume anterior. Os detalhes da cultura romani surgem a cada página, e dão um toque mágico a história, que desta vez é um pouco menos sobrenatural se comparada ao volume anterior. Continuo querendo cortar os excessos hot, que agora são em dobro visto que dois casais passam a ser o foco do livro.

Win sai da Inglaterra determinada a melhorar, não consegue ter outro foco visto que só assim acredita ser capaz de conquistar de vez Kev. Então quando volta de seu tratamento surpreende a todos com sua vitalidade. Mas Kev ainda não se acostumou que a determinação da moça agora acompanha suas pernas. Ela sabe o que quer e luta pelo que quer, sem medo de fazer e dizer o que lhe vem a mente.

Kev Merripen é um cigano teimoso que só consegue tomar uma atitude quando a corda já se encontra em seu pescoço e em vista de ser puxada. Mesmo decidido alimenta uma culpa desmedida, já que não consegue lidar com a paixão desenfreada que sente por Win e seu estado de saúde. Ele acredita que vai 'quebrar' a moça, e demora a compreender a mulher que ela se tornou. O passado de Merripen é explicado em detalhes, um ponto forte do livro, visto que justifica seu modo de ser.

Todas as irmãs aparecem, as relações familiares são bem exploradas e relatadas, mas depois de Win e Kev, Amelia e Kan que são o foco. O mistério que ronda essa dupla de ciganos é muito bom, e suas investigações muito bem usadas, a resposta para a ligação deles é revelada e boa! E a ligação que vai nascer de um acidente também foi bem trabalhada. Esse 'acidente' trás ao livro uma atmosfera conspiratória muito interessante!

Uma nova personagem que creio que vai crescer nos próximos livros surgiu, a srta. Catherine Marks, uma jovem governanta que trata bem todas as mulheres da família, com respeito os homens, mas que não consegue lidar com Leo por algum motivo que ficou em seu passado. Será que isso cheira a casal? Eu não torço muito, pois ela parece ser o tipo sem graça, mas depois de tantas artes de Leo talvez ele mereça alguém mais duro ao seu lado =P!

O terceiro livro da série já foi publicado, e me aguarda na prateleira, Tentação ao Pôr do Sol, vai contar a história de Poppy, e espero que seja tão fascinante quanto os livros anteriores! Afinal a sociedade vitoriana sempre tem histórias para contar! Alias a série toda já está publicada, e conta com cinco livros no total.

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