Mostrando postagens com marcador Marcelo Cezar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marcelo Cezar. Mostrar todas as postagens

Tudo Tem um Porquê - Marcelo Cezar

Para começar, queria dizer que o livro é muito bom, porque mostra as tramas de vários personagens se entrelaçando com o passar das páginas, ao longo de suas vidas terrenas e também no plano astral. A primeira história começa com Berenice e Durval, ela era muito possessiva, reclamava da vida e dos outros, se fazia de coitada, e se sentia infeliz porque não podia ter filhos, portanto era alguém bem amarga, enquanto ele era bem relaxado. Seu casamento estava por um fio, pois, devido a seus ciúmes obsessivos, ela achava que ele a traia. Berenice escutava o que uma jovem, que era afim de Durval, martelava na cabeça dela. Numa certa ocasião, Berenice vai à procura de Durval num bar que ele frequentava. Na saída, tropeça, bate com a cabeça e morre.
A moça, de nome Inês, vai, mais tarde, pertencer a esta história, conseguindo o que queria: ficar com Durval. Enquanto isso, seu pai era policial e maltratava muito a sua mãe, e ela acaba descobrindo que ele não vale nada e tem mulher e filho fora de casa. Sua mãe, com a ajuda espiritual de Berenice (que já havia morrido nesta ocasião), começa a se desvencilhar do marido, o põe para fora, e muda de vida, aprendendo a se amar e a dar valor a coisas que não dava antes. Ela, então, frequenta e auxilia o centro espírita com mais frequência, e ajuda a compartilhar sua crença.
Esse mesmo policial machista, no futuro descobre que o filho que teve com essa jovem, Soraya, com quem se relacionou durante o casamento com a mãe de Inês, não era dele, então a mata. Seu filho, então, vai ser criado por Inês, a filha que ele renegava, brigava e odiava, ainda mais depois de ela ter descoberto tudo o que ele fazia com a mãe.
Não posso esquecer que Berenice tinha uma irmã que morava com ela e seu marido, pois sua família era do interior. Seu nome era Maria Antônia, mais conhecida como “Toninha”, que era bem diferente da irmã, tanto física quanto psicologicamente, era alegre, alto astral e ávida por conhecimento. Este é o resumo destes personagens e o que aconteceu com a junção de suas vidas.
Tem outra história, a da Elisa Damasceno Bueno Soares Brandão, que vinha de uma família muito rica. Esta riqueza começou com a extração do ouro no século XVIII em Minas Gerais. Com a mudança para a capital, eles trocavam ouro por títulos de nobreza e cargos públicos. A jovem cresceu tendo tudo o que queria, só que às vezes o dinheiro comprava coisas muito perigosas. Tanto fez, armou e casou, que o marido só ficou com ela por amor a outra pessoa. Viveram mais ou menos trinta anos juntos, sem se tocar. Por fim, ele conseguiu se desvencilhar dela e foi viver sua vida como sempre quis.

Ela tem dois filhos e os manipula muito. Quando estavam conseguindo viver suas vidas, acontece um desfecho bem triste, que inclusive teve o dedo dela com o filho mais velho, Guilherme, de quem não gostava. O outro filho, Gustavo, conheceu Toninha, que trabalhava com Elisa, e se apaixonou por ela. Só que Toninha perdeu o emprego quando a mãe dele descobriu a paixão do filho pela moça.
Para mim, Elisa é louca, descompensada e má, muito má. Fez coisas que até Deus duvidava. E pagou pouco em vida por todo o mal que causou, então vai ter que retornar muitas vezes para reparar seus inúmeros erros. Mas não posso comentar com mais detalhes, pois as histórias, como disse, são muito longas. E se eu falar muito vou acabar dando spoilers.


Coragem para Viver – Marcelo Cezar

Este novo livro de Marcelo Cezar, um dos meus autores mediúnicos favoritos, começa com duas mortes de formas diferentes, mas no mesmo dia e quase na mesma hora, uma por assassinato e outra por suicídio. Uma das pessoas era cheia de vida, a qual aproveitava de forma intensa e perigosa, a outra era apática a tudo e aprendeu desde cedo que deveria ser subordinada ao marido, não ter opinião própria e ser apenas dona do lar.
No decorrer da história, vamos ver o processo da vida de suas famílias e o entrelaçar de ambas, o que vai ocorrer no plano físico e também no plano espiritual. Tudo é muito bem narrado e bem explicado, de forma que conseguimos captar a essência e todo este processo muito rápido.
Apesar de a trama ser mais focada em Mara e Celina, todos os outros personagens, que conhecemos durante o caminho, acabam protagonizando suas próprias histórias. Já que, tanto no plano espiritual quanto no material, as vidas se misturam e se modificam pelo simples fato de coexistirem, e mesmo as nossas pequenas ações podem afetar, talvez de forma grandiosa, ou bem pequenina, a vida de outras pessoas ao seu redor, conhecendo-as pessoalmente ou não.
Do núcleo de Mara, pessoas como Valdir, Rafael, Angelita, que juntos viveram uma mentira por anos, sem se darem conta da verdade. Helinho, com sua mania de manipular e querer ter sempre a aparência de jovem e instinto do mal, que sempre soube da verdade que envolvia sua família, mas que nunca a revelou, muito pelo contrário, chantageou, “matou”, e viveu no erro e na vida que quis para ele. Da família da Celina, que vivia apática a tudo e que, depois do seu desencarne, viveu feliz, porque seu marido deu uma mãe para seus filhos e os amou como se fossem dela. E assim por diante, e isso é a vida. Muitas de nossas existências aqui, como as deles, são semelhantes, porque somos todos humanos com nossos erros e acertos.
Já sabia que existem diversas moradas no plano espiritual e cada pessoa é conduzida para um determinado lar, como se fossem cidades, mais compatível com seu jeito de ser. Só não sabia que surgiam romances nestes locais, mesmo sabendo que são espaços paralelos, universo e terreno. A vida continua mesmo em todos os sentidos. Só não sei se carnal, mas existe o beijo, o carinho, o bem estar de ficar junto e o encontro de duas almas.
Amo ler romances de Marcelo Cezar, pois eles sempre me comovem e todas as vezes eu me sinto renovada e agradecida por estes momentos de leitura. Ele também me transmite (mesmo por foto) aquela sensação de paz e alegria de uma forma bem singela, da qual gosto muito. Então é impossível eu não desejar fortemente todo e qualquer livro que ele publique, os quais já li todos e adorei. Eu sempre devoro seus títulos e não vejo a hora de poder ler sua próxima publicação.


Treze Almas – Marcelo Cezar

A história deste romance mediúnico conta sobre uma das vítimas, que jamais foram identificadas, do incêndio do Edifício Joelma, ocorrido há quarenta anos, em fevereiro de 1974, em São Paulo, e também de toda uma geração de pessoas que fizeram parte da vida dela e de suas encarnações. Seu nome era Durvalina e a conhecemos com catorze anos de idade, quando, junto com seus pais, ela foge da seca.
Comecei a me interessar pelo destino das trezes almas antes mesmo de Marcelo Cezar ter escrito este exemplar, pois eu ouvi, no passado, histórias que muito me intrigaram sobre o incêndio do Joelma, que vitimou 189 pessoas.
Depois vi na TV uma vidente falando sobre o cemitério que fica em São Paulo onde estas treze pessoas foram enterradas e ninguém sabia suas identidades, e também sobre a capela que foi erguida no local, pois para estas almas foram atribuídos muitos milagres, então muitas curiosidades surgiram em torno delas. Eu, como acredito muito, gostaria de ir ao local para verificar as coisas que ocorrem por lá e rezar por elas, apesar de saber que já se encontram em outro plano, seguindo adiante.
“Esses corpos foram enterrados no Cemitério São Pedro na Vila Alpina, e desde então os treze túmulos viraram local de peregrinação e pedidos de toda sorte [...]. Foram tantos os pedidos e tantos os atendidos, que o local transformou-se em um símbolo de esperança, conforto e fé.”
Neste livro, porém, como comentei acima, a história é basicamente sobre Lina, uma menina que veio saída da seca do Ceará, que era puro deserto, e da miséria, juntamente com a família, só que no caminho aconteceram tantas coisas, e daí à transformação foi um pulo. Ela perdeu seus pais e um dos irmãos assassinados no caminho (e outros de fome antes disso), pois eles estavam indo em busca de melhores condições de vida.
No trajeto, os homens que cometeram este crime que ela presenciou, acabaram levando-a com eles. Só que Lina, apesar da pouca idade, e mesmo subnutrida, conseguiu eliminá-los também. Ela pôde matá-los por conta das características que carregava consigo de outras vidas, já que não levava um desaforo para casa, e queria sempre proteger o próximo. “Tinha um bom coração e era dotada de um enorme senso de justiça.”
Depois a menina seguiu em frente, sendo amparada por Aderbal, um homem que estava passando no local e a levou para sua casa, no interior de Minas Gerais, para morar com sua família porque ela havia ficado sem nada na vida. Como uma nova família surge daí, juntamente com este episódio, há um mistério que só vamos saber mais tarde.
O livro começa, no primeiro capítulo, falando de um homem que sussurra, no leito de sua morte, o nome de nossa protagonista, mas não sabemos quem ele é, nem o motivo de estar fazendo isto naquele momento. Em seguida há um corte na narrativa e acompanhamos o passado de Durvalina. Porém, conforme a leitura vai avançando, vamos descobrindo as respostas para nossas perguntas. A história pula de época, fica num vai e vem, porque abrange várias pessoas que se juntaram ou se afastaram no decorrer da história.
Acompanhamos Lina vivendo sua nova realidade, o tempo passou e ela conseguiu mudar de vida para algo melhor, estudou, arrumou emprego e se mudou para São Paulo. Paralelamente, conhecemos diversas outras pessoas que acabam fazendo parte da vida dela, de maneira direta ou indireta, mas tendo alguma ligação espiritual com a mesma.
Em paralelo à história principal, podemos acompanhar outros momentos de morte coletiva e desencarne, históricos no Brasil, já que foram bastante conhecidos na época e no país. Como, por exemplo, a tragédia do Gran Circo Norte-Americano, considerado o maior e mais completo circo da América Latina naquele tempo, ocorrida em dezembro de 1961, em Niterói, onde quinhentas pessoas desencarnaram. “Foi um dos espetáculos mais tristes que ocorreram na face da Terra”.
O livro fala muito sobre diversas vidas passadas e entrelaçadas, cada indivíduo com seu próprio caminho e sua própria história, independente dos outros, mas interligadas de alguma forma. E que, com erros e acertos, todos nós tentamos, a cada jornada, uma evolução para um plano maior, apesar de que, quando encarnamos, nos esquecemos de tudo o que ocorreu antes de voltarmos ao corpo físico. Muitas vezes, somos levados a entes queridos através de sonhos esclarecedores, podendo ou não nos lembrar de como tudo se passou e como isso vai influenciar em nossa vida terrena.
Lina é uma mulher com forte personalidade, que sofreu bastante em sua vida e conseguiu entender tudo o que ocorreu com ela após muitos anos de seu desencarne. Eu gostei muito dela e de poder conhecer sua história de vida, só senti falta de saber das outras pessoas que também vieram a falecer naquela mesma tragédia, porque, além dela, só conhecemos mais dois dos que morreram naquele fatídico episódio.
A parte gráfica desta obra, assim como de todas as novas edições que a Editora Vida & Consciência está publicando, está maravilhosa. A começar por esta capa simples e incrível em um tom de roxo espetacular, o tom de verde lindo no título, a ilustração e o nome do autor na cor laranja, que, juntos, fizeram este jogo de cores ficar sensacional. A parte de trás da capa está no mesmo tom de verde do título, e na da contracapa, de um roxo mais suave. A diagramação interna está ótima, com fonte e espaçamento em tamanhos muito confortáveis, facilitando uma leitura mais prazerosa, e ainda conta com páginas amarelas.
Vamos encontrar, neste exemplar, histórias de vidas em paralelo que se entrelaçam formando uma linda história de amor, covardia, medo, buscas e superação. O amor incondicional pelo próximo. A covardia de um pai que abusa da própria filha de três anos por não conter seus impulsos medíocres. E muito mais.
A narrativa é forte, triste, e bem detalhista. O leitor tem que gostar deste estilo de leitura, e aconselho prestar bastante atenção em tudo o que está sendo dito e ler com calma, porque são muitas informações e nomes interligados, que vão fazendo sentido conforme as páginas vão sendo avançadas.
Espero ter passado um pouco do que este livro nos apresenta, e o que ele me fez sentir, uma emoção muito profunda, mas admito que é um pouco difícil encontrar palavras para expressar tudo da maneira que gostaria. Então a dica que dou é que leiam para poder entender o que estou dizendo.
A escrita de Marcelo Cezar é maravilhosa e fluida, não é a toa que ele é um dos meus autores mediúnicos preferidos e, com mais esta obra, seu lugar no meu coração só ficou ainda mais enraizado. Recomendo muito conhecer qualquer um de seus livros, e confesso que “As Treze Almas” se tornou um dos meus favoritos.
 “O bem não é para pensar, é para sentir.”

Avaliação





Só Deus Sabe – Marcelo Cezar

“Esqueceu-se de que estamos em plena ditadura? Eles controlam tudo, inclusive todos os meios de comunicação. Só mesmo quem está envolvido é que pode saber a verdade. A maioria dos brasileiros não tem noção do que ocorre.
[...]
Em Paralelo a essa luta que poucos começaram a travar contra o regime, estamos vivendo a era do milagre econômico. A classe média está podendo comprar seu carro, sua casa, artigos que antes eram de poucos. Quando a família tem conforto e comida na mesa, condições de viajar, de oferecer estudo aos filhos, não vai questionar se o presidente é general ou civil, se há tortura ou não. Não sei o preço que pagaremos amanhã por tudo isso, mas logo essa farsa também vai acabar. Espero que possamos sobreviver a isso.”
Como vocês podem notar no trecho acima, a história desse livro é passada em uma data muito representativa para nós, brasileiros, a ditadura. Mesmo que muitos não tenhamos vivido nessa época, nossos pais e avós, entre outros familiares, viveram nela, que foi um período bem importante até para quem não era nascido, pois marcou a sociedade brasileira e o mundo para sempre.
“O mundo passava por uma das mais profundas transformações sociais, políticas e culturais ocorridas no Século XX”.
Essa foi uma época de inúmeras mudanças e é nesse cenário que encontramos os jovens enamorados Rogério e Leonor, um casal do tipo perfeito, digo em todos os sentidos, no visual e no intelectual também, sendo pessoas do bem. Até que um grave acidente seiva esses jovens do convívio de suas famílias por amnésia ou pela morte. Foram anos de escuridão perante a vida, pois esquecer-se de tudo é muito complicado.
A sorte, porém, sorri por outro lado. Algumas pessoas aparecem no caminho de Leonor, que, como por magnetismo, se encantam pela moça que perdeu a memória. Uma delas, um médico, fazendo de Leonor sua filha que nunca teve. Os anos passam e esse sentimento fica cada vez mais forte, coisa que só podemos tentar compreender, e imaginamos que essa ligação faz parte de outras encarnações, por conta de coisas que haviam ficado inacabadas para nessa vida serem resolvidas.
O autor Marcelo Cezar é um dos meus preferidos quando o assunto é romance mediúnico. Gosto tanto dele que já li todos os seus livros lançados até hoje e tem resenha de alguns deles no blog (para ler, clique nos títulos): A Última Chance, Um Sopro de Ternura, Ela só queria casar..., e O que Importa é o Amor.
Em se tratando de uma obra escrita por Marcelo Cezar, é difícil eu não gostar, mesmo ela sendo a segunda que ele escreveu que, por acaso, era a última que faltava para eu ler (espero muito que ele publique novos livros em breve!). Conheci o autor bem depois de ler todos os romances mediúnicos de Zibia Gasparetto, sua colega de editora, mas seus livros não ficam atrás em termos de qualidade e emoção. São sempre bons e de muito aprendizado para os mais leigos e até para os que sabem mais do assunto espiritismo. São toques profundos que despertam uma gama de sentimentos e descobertas.
Nesta história, são apresentados momentos passados no Rio (antiga Guanabara), São Paulo e no interior de SP, Guaratinguetá. O romance, mais uma vez, nos mostra caminhos diversos, com várias pessoas que acabam se reencontrando e percebendo que já faziam parte das suas vidas passadas por tudo o que está acontecendo.
Paralelamente, em capítulos alternados, conhecemos duas vidas ao mesmo tempo, cada um vivendo com sua família e enfrentando as dificuldades da vida. Até que, por conta do destino, eles se encontram novamente, despertando o amor de um pelo outro.
Esse livro envolve muitos personagens, com famílias que se entrelaçam futuramente, transformando-se em uma só. Como destaque, posso citar Leonor, que é uma protagonista carismática que gostei muito de conhecer, e Dr. Nelson, que se tornou alguém muito importante para ela, ajudando-a quando ela mais precisou e mudando sua vida para melhor naquele período.
A leitura é bem fluida, tranquila, e muito envolvente. É impossível não ter simpatia por algumas das pessoas que conhecemos ao longo da história, que têm muito amor no coração, e também é muito difícil não se sentir conectado com tudo o que está acontecendo com as vidas retratadas no livro.
Uma coisa que muito me emociona, que é mostrada nesse livro, é quando a pessoa ao dormir, ou aquela está em coma, consegue sair de seu corpo espiritualmente e vai ao encontro de entes queridos, que já se foram, em outro plano. Saber que podemos vivenciar essa experiência, mesmo que em sonho, e ir encontrar com essas pessoas nos faz sentir alegria e percebemos que a vida continua, não para por aqui, e somos espíritos eternos.
A primeira edição desse exemplar foi de 2001, mas essa já é a sexta impressão, de maio de 2013, e eu acho que já poderiam ter feito um trabalho gráfico melhor para ela. Para começar, acho essa capa muito feia, infelizmente, e estou torcendo para que a editora possa fazer uma nova edição desse livro com alguma capa que chame mais a atenção do leitor.
A diagramação é boa, com um espaçamento agradável, mas a fonte não é muito grande, o que pode dificultar um pouco a leitura, e o começo de cada capítulo é bem sem graça, já que não há nada além do número correspondente e da palavra ‘capítulo’. A obra possui 340 páginas, que são brancas, o que incomoda alguns leitores, mas não eu. E não gostei muito que não teve nenhuma fotografia ou um detalhe gráfico diferenciado, como os outros livros que a editora publica possuem.
No final da obra há uma lista de autores e seus livros, que já foram publicados pela Editora Vida & Consciência, o que é muito legal porque eu gosto de olhá-la para pensar em qual será o próximo que lerei, pois são obras magníficas que merecem nossa atenção.
“Só Deus Sabe” é um lindo romance que mostra que a vida sempre prega peças nas pessoas, e que mesmo que não estejamos totalmente bens e seguros para embarcarmos nessa longa jornada, viver é a melhor experiência que qualquer ser humano pode ter.
Avaliação



O que Importa é o Amor – Marcelo Cezar

Começar a ler um livro escrito por Marcelo Cezar sempre me faz crescer e acreditar ainda mais na espiritualidade. Me faz ver como a vida é, o aqui e o agora, e que tudo o que fazemos está ligado ao nosso espírito. Nossas alegrias e tristezas interferem em nós mesmos. Com isso, crescemos ou estagnamos. O livro quis nos mostrar que não devemos passar a vida inteira sendo pessimista, Deus nos faz a sua imagem e semelhança. Todos temos o direito de sermos felizes ou tentarmos ser, esquecer tantas amarguras para melhorar nossas vidas, nossa autoestima.
Em seu último lançamento, “O que Importa é o Amor”, conhecemos a história de uma jovem que luta para que ninguém saiba sua orientação sexual, seu nome, Magnólia. Ela, que é melhor amiga e completamente oposto de Isabel, desde sempre fora negativa, pessimista, vivia sempre mal humorada.
Conhecemos o casal, Isabel e Paulo, amigos de Magnólia, que desde muito cedo se conheciam e se queriam muito bem. Tinham um amor muito bonito, que durou por toda a vida. São tidas como sendo almas gêmeas, aquelas que sempre se amaram e continuam se amando para sempre.


E não posso deixar de mencionar o tio de Magnólia, que com a morte de seus pais a criou. Homem bom, que vivia na lembrança do passado, mas muito rigoroso. Com o passar das páginas vamos entender melhor o porquê do entrelace nas nossas vidas com as pessoas das quais vivemos no corpo carnal e no plano espiritual. Dessa história surge outra dentro do contexto. Famílias que surgem com base no desenrolar da trama e tornam a se envolver no aqui e agora, com reflexo de muitos atos ocorridos em outras vidas.


Magnólia guardou um segredo por muitos anos, até então assumir sua homossexualidade, o que era muito difícil para ela devido a forma como foi criada. Para esconder o que sentia, namorou um rapaz chamado Jonas, não adiantou, se separou dele. Ele era bandidinho, sempre vivia preso, e numa dessas fugiu, a dopou e fez um filho nela. Mais sofrimento, só que sua negatividade sempre foi tanta que você pode imaginar inúmeras coisas que acabam acontecendo com ela. Magnólia conheceu Gina, uma taxista, e primeiro escondeu o que sentia, não queria admitir até que passou a morar com ela e a ajudou a criar seu filho.


Gina é uma alma extremamente bondosa e evoluída, e foi de grande importância na vida da protagonista, principalmente porque fazia de tudo para ajudar Magnólia no seu crescimento pessoal, para que ela deixasse de lado toda a negatividade que a rodeava e se tornasse uma pessoa melhor.


Se fosse contar tudo o que se passa no livro, seria spoiler, por isso me foquei mais em Magnólia e sua trajetória. Posso afirmar que o leitor vai encontrar passagens muito bonitas, principalmente sobre o amor e outras de como entender o porquê de contrair certas negatividades, entendendo os sinais do corpo e da vida, e como enfrentá-los.
Como sempre, essa obra de Marcelo Cezar foi muito bem narrada e desenvolvida, e tem toques de espiritualidade, que eu acho muito bons. Gostei bastante dos personagens, que foram muito bem construídos e tiveram bastante importância na história, e gostei de acompanhar a evolução de cada um deles. Me emocionei do começo ao fim.


O livro começa, como usual, destacando sobre o autor nas primeiras páginas, para que conheçamos mais um pouco sobre ele. Apresenta também uma foto sua, que nos transmite bastante calma e alegria. Logo a seguir Marcelo mesmo relata sobre seu mentor espiritual Marco Aurélio, que o acompanha desde sempre e vem de outras encarnações, desde a Roma Antiga. Segue uma passagem que ele fala sobre Marco Aurélio:
“Ele me esclarece sobre a ética espiritual, me dá conselhos valiosos sobre questões do dia a dia, me ajuda a viver em paz. Eu o considero um pai, um amigo.”



Como padrão da editora, a fonte está em tamanho grande e bem espaçada, dando maior vantagem na hora da leitura, e as páginas são brancas, o que pode incomodar algumas pessoas.
A capa é muito bonita, mostra como se um espírito de luz estivesse subindo ao céu devido suas mãos abertas e a luz que irradia ao redor, na parte de trás vemos como se a luz saísse do céu em busca desse espírito que vai ao encontro dela. No final também encontramos uma citação de Zibia Gasparetto sobre esse romance.
Para você como eu, que gosta de um belo romance mediúnico, não deve perder mais esse de Marcelo Cezar. Agradeço a ele e ao seu mentor espiritual por essa magnífica obra.
Avaliação




>> Esse post está participando do Top Comentaristas Nº 16 - FORMULÁRIO


Ela Só Queria Casar... – Marcelo Cezar


Marcelo Cezar, mais uma vez me surpreende com seus romances mediúnicos. Em “Ela só queria casar...”, conhecemos uma história simples e de fácil compreensão com magníficas passagens que explicam o espiritismo e abre a porta, fazendo despertar em cada ser humano a curiosidade de quão imensa é a vida. Vale a pena ler, pois, mesmo com poucas páginas, você pode ter um apanhado geral dessa doutrina.
O romance conta a história de uma jovem, Gláucia, cujo sonho sempre foi se casar. No decorrer do livro, vemos que por um lado ela não estava errada em querer que isso acontecesse, visto que namorava com Luciano há sete anos e não eram mais jovenzinhos e viviam praticamente juntos.
Só que Luciano só queria se firmar primeiro com seu dinheiro, pois não gostava de depender do pai, que era rico. Ele era um rapaz trabalhador, econômico e com um ótimo caráter. Gláucia já era uma mulher prepotente, incrédula e ambiciosa, apesar de ser uma boa jovem. Perdera a mãe muito cedo, e seu pai logo construiu outra família, e ela ainda ganhou uma irmã, Débora, que tinha muita bondade e paciência com ela. Mas Gláucia sempre maltratava a irmã e sua mãe (a madrasta dela). Seu maior objetivo era se casar.
Como Luciano não cedia, ela resolveu apelar para o  golpe da barriga. Isso fez com que finalmente marcassem a data do casamento. Gláucia tinha uma grande amiga, Magali, que tentou de todas as maneiras fazer com que ela contasse a verdade, mas foi em vão. Em sua despedida de solteira acontece o pior: Glaucia perde a vida em um assalto no final da festa, mudando totalmente o rumo da história.
Os anos passam. Magali conta a verdade a Luciano, que fica atordoado por muito tempo, não aceitando essa mentira. Com isso, o espírito de Gláucia sofria, pois os sentimentos negativos que não saem dos corações das pessoas muitas vezes tornam o espírito sofredor.
 Portanto, devemos não lançar pensamentos ruins para os que se vão, pois, apesar de eles se encontram em outra dimensão, recebem essa negatividade e seus espíritos ficam presos na terra e não conseguem evoluir. Devemos enviar, então, boas energias para não atrapalharmos a evolução espiritual daqueles que já fizeram parte de nossas vidas.
Somos seres errantes mais estamos sempre evoluindo para que nossas passagens pela terra seja menos dolorosa, devemos tentar entender o porquê de tantas coisas acontecerem, devemos ter fé, amor, compreensão. Se estamos evoluindo, várias vezes voltamos, reencarnamos.
Gostei bastante deste livro, pois a história como sempre é muito bonita e nos passa um ensinamento sobre a vida em questão. Eu particularmente gosto bastante deste estilo, que me faz refletir sobre a vida e o pós-vida e como existem muitas coisas importantes nela, assim como outras nem tanto.
Separei um quote do livro que achei bem interessante e que fala um pouco sobre a encarnação.
“O processo ocorre para ampliar a nossa lucidez, fortalecer o nosso espirito e nos trazer esclarecimento, conforto e paz. Cada encarnação é uma etapa decisiva para aprimorar o nosso grau de evolução.” – pág: 237
Sobre o trabalho gráfico o que posso afirmar é que a editora cada vez trás capas ainda mais bonitas para a gente. Além dessa ser muito bonita e ter tudo a ver com a história (confesso que babei muito nessa capa), a diagramação do livro está ótima, assim como os detalhes gráficos. Parabéns, Editora Vida e Consciência, que está sempre arrasando nesse quesito!
 Avaliação



>> Esse post está participando do Top Comentaristas Nº 05 - FORMULÁRIO


Um Sopro de Ternura – Marcelo Cezar


Marcelo Cezar recebeu através de seu mentor espiritual, Marco Aurélio, a incumbência de psicografar essa magnífica trama, descrita como “Uma fascinante história de vidas”. Esse é um dos romances espíritas mais bonitos que já li na vida – e olha que li muitos.
“Um Sopro de Ternura” trás a história de uma figura ilustre da sociedade paulistana na primeira metade do século, amante das artes que levou seu conhecimento para que a cultura fosse acessível a todos. Seu verdadeiro nome e o dos demais da trama são fictícios.
O livro gira basicamente em torno de Lilian, uma menina que perdeu sua mãe cedo, ficando com sua irmã mais nova, Clara, e seu pai, que era oficial da força pública (polícia militar do estado de SP – PM). Seu pai se interessou por Dinorá, uma mulher bonita e sem escrúpulos, prostituta, e que ficou devendo a um cafetão. Sendo assim, a levou para morar em sua casa achando que seria boa com suas filhas. Aí que está o grande erro.
Acredito que um pai ou uma mãe que coloca uma pessoa nova para morar com suas filhas pequenas, precisando de afeto, deveria conhecê-la melhor. Não posso julgar, pois todos nós erramos, mas temos nossas provações e estamos sempre evoluindo. Isso é a vida. Voltando à história, não sabendo o que vai acontecer, já estava previsto que o sofrimento seria intenso para a jovem Lilian devido dívidas passadas que deveriam ser sanadas. Seu pai morre e as meninas ficam à mercê de Dinorá, que faz um serviço do tipo escravo com as crianças para que possam pagar seus luxos e seus vícios, lavando e passando, mesmo com a pouca idade.
Quando o cafetão descobre onde ela está, Dinorá consegue um jeito de separar as crianças. Casando-se com um cliente, ela troca de nome e vai embora. Clara, então, é abandonada dentro de um trem com documentos falsos e encontrada por uma ótima família, que a adotam e ela passa a viver com eles pelo resto de sua vida.
Já Lilian foi levada para o cais do porto e estuprada. Após isso, sonhou com seu pai que explicou que o corpo dele havia morrido, mas que o espírito continuava vivo com ela. E tudo o que ela e sua irmã estavam sofrendo faziam parte do plano reencarnatório que cada ser humano passa. É lógico que contando com o livre-arbítrio de cada um para fazermos nossas escolhas. Não temos consciência de vidas passadas, por isso não entendemos o porquê de passarmos por tantas situações.
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar. Tal é a lei.” O espírito precisa se desprender da ilusão e caminha para a ilusão. E, por mais que explicasse, Lilian se sentia confusa. Foi então que seu pai lhe explicou seu passado e a fez entender o motivo de estar passando por isso tudo. Existe um emaranhado de vidas que se encaixam perfeitamente num processo evolutivo.
Não posso deixar de ressaltar uma amiga de Lilian, Carmela, uma jovem de 16 anos que tinha a bondade e a compreensão muito evoluída para a pouca idade. Sua maturidade espiritual veio para ajudar as pessoas a entender o espiritismo.
São muitos personagens, que se eu for numerá-los e contar a história de como cada um se entrelaça ao outro, levaria muito tempo. O livro é muito bem escrito, o trabalho gráfico é lindo e visto em todos os capítulos e a capa é muito bonita e condizente com o conteúdo. Em todo capítulo aparecem fotos de personagens ou fotos de SP e suas construções do período em que a história foi narrada. O romance é extremamente bonito e emocionante, quanto mais eu lia, mais queria chegar ao fim. Não como um final de filme, mas sobre o rumo que as pessoas seguiram.
A mensagem principal é que devemos ser pessoas do bem, passarmos amor para os outros, compreensão, carinho, mesmo sabendo que muitas vezes é difícil, pois o mundo não está como gostaríamos que estivesse. Se nossas escolhas valem a pena, então devemos iluminar a nossa jornada, a nossa caminhada, para sermos mais felizes e para que pessoas próximas a nós recebam essa mensagem.
Marcelo Cezar, novamente, me surpreende com muita emoção, muitos detalhes e uma linda história, consagrando-se como um dos melhores escritores de romances mediúnicos brasileiro. Recomendo a todos que adoram um bom romance espírita.
 Avaliação








>> Esse post está participando do Top Comentaristas Nº 02 - FORMULÁRIO 


A Última Chance - Marcelo Cezar


“Esta história nos fala da saga de homossexuais em busca de sua identidade perdida” Luiz Gasparetto.
Porque começamos a narrar o que lemos através dessas palavras de Luiz Gasparetto? Você irá me perguntar isso. Eu vou tentar responder com o que li e senti nesse livro muito bonito, cheio de dúvidas, receios e descobertas...
Ele nos conta histórias em separado que serão interligadas no futuro. Muito bem escritas e desenvolvidas de forma suave, mas com sinceridade a respeito do que se passa na vida de homossexuais.
Sabemos que não é de hoje o preconceito que o ser humano tem perante as diversas coisas, e diversas pessoas. Muitas vezes não queremos acreditar que essas maneiras de ver a vida vêm de muito tempo atrás e até hoje ainda existam. Parece que vidas vão, vidas vêm, mas as parcelas dos seus preconceitos são eternas. Por isso temos a chance de retornarmos várias vezes, pois somos todos imperfeitos a procura da perfeição, mesmo não acreditando nisto existem laços de famílias, amigos que nunca são destruídos.
Vemos que um dos casos do livro gira em torno de um jovem rapaz de nome Roberto que, desde mais tenra idade, sofreu muito com o preconceito do pai Otavio. Quando nasceu foi um temporão, viera inesperadamente. Seu pai quis que sua mãe, Helena, o abortasse, mas como era muito religiosa não quis. Helena então encorajava Otavio, dizendo que poderia vir um menino que ele poderia levar ao futebol, etc.
Roberto (Beto) nasceu um bebê sadio, muito bonito. Logo Otávio se encantou pelo filho. Todos os cercavam de muito amor, até mesmo seus irmãos que o amavam muito. A vida seguia um curso normal.
Ao completar dois anos o menino começou a brincar com a boneca da irmã. O pai começou a achar esquisito, mesmo com todo amor que sentia, achou aquilo “o fim da picada”.
Daí em diante começa o sofrimento dessa criança. O amor pareceu se esgotar e o pai passa a maltratá-lo e a rejeitá-lo. Na adolescência, os colegas de escola batiam nele e o chamavam de viadinho. Está instalado o preconceito.A partir daí que vemos um do tantos preconceitos que a sociedade ainda enfrenta fortemente.
Uma outra história passa a se interlaçar à de Roberto, um outro jovem cuja a aparência de heterossexual, dava aula e não demonstrava sua homossexualidade na escola com medo de perder o seu emprego. Sergio (o nome dele) gostava de namorar firme outros rapazes, mas era difícil algo sério com quem só queria fazer sexo com ele e o abandonava depois. Viveu sempre se escondendo atrás da sua própria fachada. Ele tinha um grande amigo, Claudio, que também era homossexual, mas sua cabeça era bem centrada, realista, não gostava de ficar se relacionando à toa. Não estava à procura de um par perfeito.
Aos dezessete anos assumiu a sua sexualidade de forma triste e dolorosa. Ele foi criado em Maringá-Paraná e seus pais eram caseiros, gostavam de filmes. Certa vez, ao ver uma fita descobriu que apreciava homens, quando se sentia atraído pelos galãs dos filmes e não pelas atrizes.
O vizinho do sítio o olhava diferente, começou então a paquera e logo depois o sexo. Sérgio foi flagrado pelo pai, levou uma sura e foi expulso de casa. Sua mãe sempre desconfiou da tendência do filho, mas, penalizada, lhe deu dinheiro para o trem e a refeição e o endereço de uma prima. Vou parar por aqui nessa parte para você ler e dar continuidade à história.
Já estou contando o começo de duas vidas que também amam, sofrem. Vivem intensamente, passam por momentos muito difíceis como ocorre com a maioria dos homossexuais.
Principalmente naquele época, que muitos morreram devido à AIDS, a loucura que a vida impunha a eles.
É um livro muito forte, fiquei em muitos trechos chocada, mas pude entender com mais clareza que a vida sempre nos reserva o que é de melhor.
Preconceitos ainda existem em abundância, infelizmente, mas quantos sofrimentos o ser humano passa para chegar aonde quer, independente da escolha sexual, de ser gay ou não.
Sejamos confiantes, pois isso é chamado de vida. O legal desse livro é que alguns personagens, mesmo passando por muito sofrimento, conseguiram alguns alcançar seus objetivos. O livro é muito extenso e, como disse anteriormente, narra várias histórias que no final são unidas em um só destino.
Leiam, vale a pena. Recomendo bastante, e talvez vocês entendam, através dele, porque estamos aqui, por que viemos e por que vamos.
Avaliação