Nessa
história super fofa (um dos meus contos de fadas preferido, o outro é A Bela e
a Fera), conhecemos a protagonista, carinhosamente chamada de Gata, e
horrivelmente de Borralheira por causa do borralho, sujeira que sai da lareira,
já que ela está sempre suja assim.
Gata perdeu
a mãe ainda novinha e o pai se casou novamente, pensando que daria uma família
a ela, até que morreu e a deixou com a madrasta (e bota má nisso!) e sua duas filhas
feiosas, Joélica e Narilda, que são um trio infernal e vivem maltratando Gata,
fazendo-a trabalhar mais do que um ser humano poderia aguentar, fazendo as
piores coisas, como limpar os pinicos super sujos das irmãs.
O Rei King,
cheio de dívidas e querendo dar um jeito no Príncipe Alexandre, que só pensa em
farrear, resolve fazer um baile convidando todas as moças ricas e solteiras
para encontrar a pretendente ideal para se casar com o Príncipe.
Com a ajuda
da Fada Madrinha, seus três amigos ratinhos, uma abóbora e muitos retalhos,
Gata ganha a aparência de uma verdadeira princesa com seus novos sapatinhos de
cristal, mas só tem até meia-noite para aproveitar a festa antes que o feitiço
acabe.
Para quem
não sabe (mas acredito que todos já devem saber), Gata Borralheira é um outro
nome dado a história da Cinderela, e essa versão super fofa foi escrita pelo
autor nacional Toni Brandão e ilustrada pela talentosa Ana Raquel.
Com uma
linguagem bem jovem, leve, descontraída e recheada de diálogos, essa história
que flui muito bem, foi narrada em terceira pessoa e acompanha vários
personagens, inclusive os três ratinhos super fofos, Zeca, Juca e Kiko, mas a
protagonista é a Gata Borralheira.
Não há muito
o que comentar a respeito dessa obra, já que todo mundo conhece o conto, mas há
uma algumas pequenas mudanças nessa versão de Brandão, como, por exemplo, o
lugar e o modo como Gata e Príncipe Alexandre se conheceram, que funcionaram
muito bem.
O que faz a
maior diferença, além das mudanças sutis, é a parte gráfica, que está muito bem
feita. O livro está em um formato maior do que o padrão, o que chama a atenção,
as folhas são em papel couché, aquele que parece de revista, só que grosso,
todas as páginas estão na cor lilás, exceto as de ilustrações, que estão lindas
e parecem quadros, e ocupam a página inteira e possuem margens de cores
diferentes. A capa está lindinha, dá a impressão de livro antigo de contos de
fadas mesmo, e há verniz localizado no título e no nome do escritor. A parte de
trás das capas é laranja e só há uma orelha, na qual há uma mini biografia do
autor e da ilustradora.
Recomendo
essa edição desse clássico infantil para todos aqueles que gostam de contos de
fadas, para relembrar os bons momentos da infância, ou tem vontade de
presentear alguém com um livro especial.
Avaliação





















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