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Tigana, A Lâmina na Alma #01 -Guy Gavriel Kay


Eu adoro conhecer um pouco sobre a vida dos autores, porque é frequente que a vida que eles tiveram e levam se encontre no meio de suas palavras. Um dia esbarrei em uma breve biografia do autor Guy Gavriel Kay, e fiquei sabendo que ele tinha auxiliado na publicação de O Simarillion de Tolkien, claro não preciso de mais nada para querer ler o livro dele! Quando Tigana - A Lâmina na Alma - Livro I, publicado pela Saída de Emergência chegou até mim, eu cai de cabeça na sua leitura!

Era uma vez um mundo onde a paz reinava, cada pedacinho de terra existia sem que ninguém os oprimissem, mas chegou um dia em que dois magos resolveram que queriam conquistar territórios e para tanto devastaram terras, famílias, cultura e a história de cada um destes lugares. Agora ele disputam quem tem mais poder e terras, e em meio a eles as pessoas tentam sobreviver.

Um deles é o jovem músico Devin d'Asoli que se apresenta com sua trupe itinerante pelas cidades, até que em uma apresentação durante o velório de um duque ele descobre a verdade sobre sua origem e uma nova missão para o seu futuro. Ao mesmo tempo Dianora di Certando está em meio a seu plano de vingança contra aquele que destruiu sua família, mas quando o coração fala mais alto que a razão seu destino pode acabar mudando.

Tigana é daquelas obras que não cabe em uma sinopse, especialmente porque a narrativa de Kay feita em terceira pessoa sob o olhar de diversos personagens, com maior frequência sob a ótica de Devin e Dianora, não segue os cursos normais e esperados de uma fantasia, menos ainda como a feita por Tolkien como poderia se esperar depois de ele ter trabalhado com a obra do mestre. A estória não é linear, ou seja, primeiro acompanhamos dois pontos de vista de um momento, primeiro com Devin e a descoberta sobre seu passado, seguido da estória do passado de Dianora que a levou a querer se vingar, o tempo passa alguns meses e voltamos a acompanhar Devian e na sequência Dianora nesse futuro breve.

O fato da narrativa seguir desta forma permite que liguemos os fatos de forma curiosa e aos poucos podemos descobrir quem é quem, e qual a relação que cada um deles têm com cada personagem. Devo dizer que a fantasia em si é fraca, eu esperava por mais, ela se limita a sabermos que existem magos, e uma ou outra citação de feitiço, mas nada de grandes cenas mágicas ou menos ainda de criaturas fantásticas. E isso foi o motivo de minha frustração com a obra.

Outro ponto que para mim soou falho foram as descrições, já que é de praxe em altas fantasias o excesso de descrições tanto de locais como de personagens. Logo não consegui visualizar os locais como inspirados na Itália renascentista como foi indicado pelo editor, faltaram elementos para isso.

Devin é um jovem muito astuto, não sofre muito pelo que deixou para trás já que não conseguia encontrar o seu lugar junto ao pai e irmãos. A música é sua zona de conforto, assim como sua ótima memória. Quando é convidado na missão de revolta contra os tiranos a aceita sem hesitação, e passa a desenvolver a capacidade de encenar qualquer coisa que necessite.

Dianora tinha uma bela família, e não passava necessidades, quando teve seu território invadido viu seu pai morrer, seu irmão partir e sua mãe enlouquecer, não teve assim outra maneira de viver senão para se vingar, foi assim que ela conseguiu elaborar seu luto. Mas essa vingança tão certa e premeditada talvez possa não acontecer, ou se enrolar quando ela passa a desenvolver sentimentos por quem não deveria. Ela é muito determinada e não chora pelo que deve ser feito, apenas faz! Segue as regras do jogo para chegar onde quer.


A Espada de Shannara - Espada de Shannara #01- Terry Brooks

Imagine que nosso mundo caminhe para um acidente nuclear, e que depois que ele acontece 90% da população morre deixando apenas indivíduos que são afetados por este acidente, tornando-se criaturas como elfos, anões, gnomos, e etc. A magia deixa de ser lenda, e passa ser vigente, e mesmo depois do que aconteceu o mundo ainda caminha pela via da destruição. Conseguiu imaginar? Esse é o mundo em A Espada de Shannara, primeiro volume da trilogia espada de Shannara, escrito pelo autor Terry Brooks, e publicado atualmente pela editora Arqueiro.

Nesse futuro distante Shea Ohmsford vive no Vale Sombrio com sua família, ele não espera sair da hospedaria do pai onde trabalha com o irmão. Mas um visitante inesperado Allanon o desperta para uma missão: o Lorde Feiticeiro, que todos julgavam morto, planeja voltar com força total e destruir o mundo. A única arma capaz de impedi-lo é a Espada de Shannara, mas esta só pode ser empunhada por seu herdeiro, Shea. Sua jornada até a espada e pela sobrevivência do mundo começa!

Quando soube da ideia por de trás dessa série eu fiquei louca para ler o livro, já que estou cansada das propostas distópicas dos livros atuais sobre o assunto. Um futuro onde o que um livro de rpg tinha como fantasia se transforma em realidade após um desastre terrestre! Genial! Brooks em sua narrativa em terceira pessoa, soube muito bem explorar sua ideia, não só do ponto de vista de uma alta fantasia repleta de detalhes, descrições e ritmo mais lento, como também do ponto de vista humano onde explora a natureza humana que persiste nos erros que um dia quase erradicaram sua raça do planeta. Ele por vezes cria diversos pontos narrativos que depois se juntam, por conta desta característica podemos acompanhar diversas frentes da estória ao mesmo tempo, logo não falta informação e explicação para tudo que acontece.

A estrutura do livro é muito similar ao O Senhor dos Anéis, mas o autor já parte desta ideia, fã de Tolkien ele queria explorar um grupo em uma busca neste universo mágico. Não foram poucas as similaridades que surgem, tanto de características de personagens quanto de cenas que estes passam. E talvez você esteja se perguntando se isso é bom ou ruim, eu diria que é neutro, depende da relação que você tem com Tolkien. Para mim, fã confessa, é um pouco chato, e é a única coisa que desabona o livro das cinco estrelas.

Shea é um meio elfo, e como todo herói que parte em uma jornada no susto não está muito certo do poder que possui. Ele é muito humano, embora tenha sangue elfo têm comportamentos depressivos e não se vê como alguém capaz de cumprir sua missão. Seu irmão Flick é seu defensor incondicional e apoio fundamental para que ele persista mesmo quando tudo dá errado. Aqui temos uma dupla muito parecida com as características de Frodo e Sam.

A figura de Allanon, historiador e druida é bastante dúbia, não fica claro até que o livro esteja quase no seu fim porque ele guarda tantos segredos daqueles que pretende ajudar. É dono de muito conhecimento sobre o que aconteceu com o mundo e de todas as raças que surgiram, além de ter poder para enfrentar quase todas as ameaças do lorde feiticeiro. Suas indas e vindas, e o comportamento peculiar é claro lembraram Gandalf, mas este último é muito mais sábio e bondoso comparado a Allanon- prometo vou parar com as comparações rs!



A Herdeira das Sombras - Trilogia das Joias Negras #02 - Anne Bishop

Quando eu vejo uma ideia inteligente eu sempre me pergunto de onde ela veio, como alguém conseguiu criar ela, e me torno admiradora dessas pessoas capazes de canalizar essas criações. É tão inspirador estar com um livro criativo nas mãos por alguns dias, principalmente quando ele consegue obter um bom desfecho. O segundo volume da Trilogia das Joias Negras, A Herdeira das Sombras, da autora Anne Bishop pela Saída de Emergência, não fez feio quando o quesito foi inteligência e criatividade e estou até agora viajando pelas minhas joias rs!

Depois da violação no altar, Jaenelle Angelline está perdida, seu corpo se recupera mas seu espírito nunca mais será o mesmo. Daemon está perdido no Reino distorcido acreditando que é o responsável pela morte de sua rainha, assim como seu irmão Lucivar que fica devastado com a ideia de nunca mais ver sua bela feiticeira.

Saetan tem que trazer sua filha de volta, ao mesmo tempo em que deve compreender as teias silenciosas que suas inimigas Dorothea e Hekatah usam repletas de artifícios para prejudica-lo e obter poder. Depois de adotar Jaenelle, ele deve compreender quem é ela e o que ela precisa para se refazer. Jaenelle será capaz de ser a rainha que seu povo precisa?

Aviso agora que essa resenha tem spoilers desde sua sinopse acima, alias que sinopse difícil de fazer. A narrativa de Bishop neste volume é tão repleta de sutilezas e detalhes que resumir o livro em poucas palavras tornou-se um desafio! As tramas políticas cresceram, agora ganharam aliados que jogam abertamente para prejudicar a família do Senhor Supremo que só cresce! As camadas de poderes que Jaenelle é capaz de desenvolver nunca param e colocam a todos em perigo constante. Mas são os temas como estupro e mortes violentas que deixam tudo mais forte e singular.

No primeiro livro da série eu tive dificuldade em acompanhar a mitologia da autora que é muito complexa, no começo deste segundo livro segui com mesmas dificuldades, mas como a estória afunila para o clã dos Sa Diablo ficou mais fácil de organizar as partes e compreender tudo como uma estória única que se liga. A quantidade de informações continua enorme, mas sempre partindo do ponto de Jaenelle, assim ao final da leitura me senti capaz de compreender bem melhor as características da narrativa do que no livro anterior.

Jaenelle é um espírito antigo encarnado em uma criança, que com o passar do livro torna-se adolescente. Ela passa boa parte do livro marcada pela violação que ocorreu no livro anterior e não consegue se perdoar pois acha que é a culpada. É dona de um coração de ouro que é capaz de dar sua vida para salvar vidas, seja de humanos ou animais. Ela estabelece uma relação muito bonita com os parentes- que são animais sangue, ou seja, animais capazes de manipular a magia.



Mago: Aprendiz - Saga do Mago #01 - Raymond E. Feist



Quando vejo uma nova série de fantasia saindo é fato que passo a querê-la, tenho verdadeira paixão pelas possibilidades das fantasias e romances fantásticos, logo não foi surpresa alguma ver a capa de Mago - Aprendiz, do autor Raymond E. Feist, da editora Saída de Emergência e passar a desejá-lo!. Mas demorou um bocado para conseguir finalmente lê-lo, até que a Sextante resolveu o problema!

Crydee é uma pequena e tranquila vila, nela vive Pug um jovem órfão que sonha em ser guerreiro, mas depois de um esbarrão com o mago do Duque recebe um convite inesperado para ser seu novo aprendiz. Pug torna-se assim o novo aprendiz do Mago Kulgan. Mas a paz do reino é ameaçada quando misteriosos inimigos surgem e começam a destruir as cidades.

Envolvido em uma missão para avisar o rei dos perigos que seu reino corre, Pug parte com o seu melhor amigo, o Mago e o Duque nesta empreitada, mas nem tudo sai como esperado e ele e seus amigos devem enfrentar as políticas do reino, velhos inimigos e os novos e desconhecidos inimigos. Pug será capaz de vencer todos eles?

Ah fantasias, essas narrativas com elfos e anões, com magos e suas magias são capazes de me fazer perder a noção da realidade! Mago tem esse potencial, embora ele se perca um pouco ao final. A história começa bem, com a narrativa feita em terceira pessoa focada no personagem Pug. Tudo vai bem até o momento que ele e seu grupo encontram o Rei. A partir dai a história corre muito, e perde um pouco os eixos, de repente a parte mágica some, o personagem Pug some, e o foco fica nas batalhas entre Crydee e os inimigos. Não é ruim, mas quebra muito com o ritmo e o esperado, e isso confesso me frustrou um pouco, afinal o livro tem a premissa a partir do Mago não é?

Outro ponto é que o livro começa focado na trajetória do desenvolvimento mágico de Pug, mas quando eles partem em viagem isso desaparece. Visto que seus poderes acabam por se manifestar em momentos de tensão, e ele vive diversos na viagem acredito que é esperado que algo mais acontecesse com Pug ao longo dela. A todo momento esperava por algum ato dele, alguma magia escapando do controle, mas nada! Isso também foi frustrante!

Feist é fã de Tolkien, e essa influência é visível, inclusive encontrei paralelos de sua história com a saga do anel. Os elfos e anões tem características similares aos de Tolkien, mas que fique claro não trata-se de cópia literal, apenas acredito que possa ter sido um ponto de partida, e grande referência.

Pug é um menino arteiro que vive bem no castelo, embora não esperasse lidar com magia esforçasse para ser bom, e se sente frustrado quando as coisas não saem como o esperado. Quando ganha o coração da princesa também se surpreende, e não sabe como lidar com este novo sentimento. Não bastasse a magia e o amor ele decide pedir para ir na viagem do Duque e nunca mais sua vida volta a ser como antes!

Tomas é o melhor amigo de Pug, é aprendiz do Mestre de Armas, é o melhor entre os jovens do castelo, mas age com lealdade com o amigo não o tratando mal por ser órfão ou menor. Também parte na viagem, e sofre reviravoltas durante esta se envolvendo com o povo anão. Sua trajetória tem muitos pontos similares a saga do Anel.

O Duque é um líder que visa o melhor para seu povo, e se frustra muito quando vê que o objetivo de alguns governantes se perde entre suas vontades pessoais. Mesmo assim parte em busca do que é certo. Seu filho Arutha é decisivo nas batalhas na reta final da trama, ele deixa de ser o filho do Duque e assume o papel de príncipe responsável pela sua população na ausência do pai. A princesa é jovem e mimada, mas a medida que o tempo passa acaba amadurecendo seu coração e força de vontade.

São inúmeros os personagens secundários, elfos, anões, nobres, todos estes surgem com características específicas esperadas de seu povo, e são bem encaixados nas ações. Embora repleto de criaturas que podemos chamar de fantásticas a população vive de forma muito similar a época medieval, a interação parece que parte apenas da nobreza com estes seres.

Mago- Aprendiz é o primeiro volume da Saga do Mago, composto de mais três livros todos já publicados. Mago - Mestre que é o segundo livro na verdade, junto com Aprendiz são um livro só que foi dividido em dois aqui pela editora. Acredito que as falhas que citei iriam ser amenizadas se não houvesse essa divisão. Mago - Aprendiz tinha tudo para me conquistar, mas dissolveu muito sua magia em sua páginas, e quando alguém me oferece magia, é em magia que eu quero esbarrar em sua páginas.

Avaliação





A Corte do Ar - Jackelian #01- Stephen Hunt


Dá para contar em uma mão o número de livros que me deu alívio em terminar, dois deles estão frescos ainda na minha memória e eram simplesmente ruins, o último terminei hoje, mas não posso dizer que foi ruim! A Corte do Ar, do autor Stephen Hunt, publicado pela Saída de Emergência foi quem me assombrou por esses dias, e me deu alívio ao seu fim!

Molly Templar é uma órfã que não consegue parar em um emprego até que é enviada para um bordel como aprendiz. Logo em seu primeiro atendimento presencia um assassinato, e a partir de então passa a correr por sua vida, ao mesmo tempo em que precisa compreender porque a querem morta. Em outra parte da cidade o também órfão Oliver vive com seu tio com uma ordem de restrição, cujo o motivo não compreende, mas depois de ter a pensão que mora invadida por um grupo de assassinos, foge com o amigo de seu tio Harry, lutando não só pela sua vida como pelo bem de sua terra.

Como explicar em poucas linhas o que nem um livro de 537 páginas conseguiu explicar? Trata-se de uma estória narrada em terceira pessoa, sob diversos pontos de vista em um universo steampunk com inspiração na época vitoriana londrina. Na trama existem diversas camadas de estória acontecendo ao mesmo tempo com diversas comunidades e criaturas diferentes, e quase tudo nessa sociedade é diferente até o nome de café, que é cafél! E eis o problema, não somos apresentados a esse novo universo, ao contrário o leitor é jogado em meio a ação e tem que tropeçar pela história tentando aos poucos compreender de que tipo de coisa que tudo se trata.

Para tentar explicar alguns aspectos da narrativa pense que existem aspectos políticos fortes, com partidos e posturas políticas que não são explicados em momento algum, alguns deles podem ser deduzidos, mas os demais não. Neste sentido a narrativa trás fortes críticas aos sistemas políticos. A monarquia existe mas é basicamente uma fachada onde o povo que determina o curso das coisas, mas não o povão, sim outros poderosos ditos como povo. Ao mesmo tempo em que temos conflitos territoriais, sem ao menos um mapa para melhor localização do que é o que. E a tudo isto junte humanos, humanóides com aspectos de caranguejo, uma civilização inteira de homens máquinas (essa corte de criaturas me cativou!) e ainda indivíduos capazes de magia de diversas formas com personalidades muito estranhas e mal exploradas.

E não bastasse tentar compreender todo esse universo bem diferente temos que acompanhar as ações de Molly e Oliver. É tudo muito embolado e bagunçado, a narrativa não anda, a leitura do livro levou uma eternidade, e a sensação de não compreensão persiste até o fim do livro. Algumas coisas você acaba compreendendo, mas outras não. E a sensação que eu tive é que esse livro deveria ter sido desenvolvido em no mínimo mais um livro, de forma mais calma e detalhada, explicando esses diversos aspectos que sim são muito criativos, mas que precisam de explicação!

Quando você cria algo totalmente fora da realidade você precisa introduzir o leitor ao seu mundo, precisa convidar e conduzir a leitura, e fazer com que quem lê compre sua ideia, não importa quão absurda seja. Mas Hunt se esqueceu disso!

Molly é uma garota muito determinada, não se vê como coitada perante a sua sorte. Ela não quer se submeter ao que lhe impõe, e nunca desiste de lutar pela vida. Quando lhe é dito que é especial ela aceita bem porque no fundo sempre se achou diferente, mas assim como Oliver acaba desenvolvendo seus dons de forma muito rápida e sem conflitos. Um herói sem conflitos acaba soando raso, e perdendo a humanidade.

Oliver é um encantado, alguém que teve contato com a brumencantada (não faço ideia do que o autor queria dizer com isso! É um lugar físico, que as pessoas tem contato e transformam ela, mas tudo que sei para por ai =/!), assim têm capacidades especiais que no começo da estória não sabe, mas que depois de algum tempo não só se desenvolvem como o tornam um dos melhores do lugar. Sim em apenas meio livro ele vira o cara, pensando que existem mais livros na série isso soa precoce. Além de dono capacidades letais acaba desenvolvendo um caráter duvidoso, que no fundo tem uma explicação que eu encontrei, mas que não foi explorada, e poderia, e traria muita riqueza.

A Corte do Ar tinha um potencial enorme, tem material até em excesso para ser explorado, mas não vingou. Do ponto de vista steampunk de fato trabalhou bastante com as máquinas a vapor, mas todo o resto se perdeu, e eu lamento muito quando vejo um diamante que poderia se lapidado e dado bons frutos acabar assim sem explicações. A série conta ainda com mais cinco livros que ainda não foram publicados por aqui, espiei o enredo do segundo e a estória gira em torno de um dos personagens que ajudou os protagonistas, mas não parece dar continuidade ao que foi começado aqui.

Avaliação





A Filha do Sangue - Joias Negras #01 - Anne Bishop

Pegue seu coração, suas aflições e seu conforto jogue pela janela quando ler A Filha do Sangue (primeiro volume da trilogia das joias negras), da autora Anne Bishop, publicado pela Saída de Emergência. Neste livro Bishop nos apresenta a história de Jaenelle, uma jovem que desperta em quem a conhece a esperança de ter encontrado a Feiticeira que tem mais poder do que todos ao seu redor e que é aguardada como rainha.

Entretanto ela é muito jovem e tem muito a aprender antes de revindicar seu lugar. Com tanto poder e pouco preparo ela torna-se vulnerável aos inimigos, mas três homens ligados pelo sangue irão vencer suas diferenças para proteger sua rainha. Quem vencerá esse jogo de política e magia? Os mais fortes ou mais espertos?

Anne conseguiu criar uma mitologia única, embora ela use demônios e feiticeiras, estas criaturas não aparecem como nas demais obras onde são personagens, aqui eles têm história, estrutura e políticas próprias. Tanto é diferente do normal que o tempo para compreender a estrutura deste universo é muito demorado. Durante todo o livro nos é apresentado dados novos sobre como tudo funciona. Basicamente podemos dizer que temos dois universos, o dos vivos onde Jaenelle mora, e o dos mortos chefiado pelo Senhor Supremo do Inferno, Saetan, e entre estes uma diversidade de possibilidades de dimensões.


 A narrativa tem seu início já na ação, não há uma apresentação, e em nenhum momento uma parada para maiores explicações. É sentar no trem, e aos poucos ir juntando os pedaços para compreender a trama. A empatia com os personagens e universo é bem rápida, e logo você se vê torcendo por essa jovem feiticeira.

Jaenelle é uma alma antiga, mas sua memória quanto a quem é e o que veio fazer não é desperta, ao contrário ela acha que é bem ruim na arte. Consegue executar tarefas quase impossíveis para praticantes da arte treinados, ao mesmo tempo em que não faz as primeiras lições aprendidas. É muito única e peculiar, o que dificulta a ajuda dos que a cercam, e também cria de uma solidão de não ser compreendida pela família. Embora sofra muito com as pessoas que a cercam ela é uma garota doce e que gosta de fazer muitos amigos, sem preconceito, e sem se dar conta do perigo que se coloca.

Saetan é o chefe do inferno, mas honestamente o achei um fofo! A garota consegue despertar nele todo seu lado emocional, e ele se vê fazendo coisas que desconhecia. Ciumento e possessivo tem que aprender a dividir as atenções de Jaenelle com todos que o cercam, e esse é um dos seus muitos desafios com ela. Ele também tem que treiná-la, mas esta tarefa não parece ser das mais fáceis.

Daemon é um escravo do prazer, serve as feiticeiras, mas ao contrário do que se imagina é dono de uma personalidade explosiva e profunda. Sente dentro de si que sua consorte está próxima, e quando a descobre não mede esforços para protegê-la. É conhecido como sádico, e de fato é muito quando está com as mulheres que se aproveitam dele, mas quando o assunto é Jaenelle, ele consegue vencer a frieza e as amarguras que guarda dentro de si. É filho de Saetan, mas vai descobrir sua relação com este aos poucos.

Lucivar é  meio irmão de Daemon, é chamado de mestiço, possui asas e também é um escravo. Dono de muita rebeldia e raiva não surge tanto na história quanto seu irmão, e embora estes se tratem com palavras rudes na hora do aperto se ajudam.

Ao mesmo tempo que explora universos paralelos, criaturas míticas, e o inferno, a autora trabalha com a trama política dos feiticeiros e suas pedras. É um sistema bastante complexo que não ouso explorar. Mas soa engraçado que dentro de um universo fantástico entre os vivos eles encarem com ceticismo tudo que no inferno se esconde.


A trama trabalha ainda cenas fortes, primeiro do que acontece quando um escravo é raspado, e depois detalhes da descoberta da história de vida de Jaenelle. Estômagos fracos podem sofrer, a cada página nestes trechos eu me via pensando- não ela não está escrevendo isso!. A frieza impera entre os feiticeiros, logo os atos são feitos de forma prática, suas emoções são direcionados ao sexo que é fator muito importante entres eles (já que eles tem diversos homens trabalhando como escravos, e casas da lua vermelha com prostitutas).

A Filha do Sangue é, sem ironia, sangue nos olhos. Uma história tão sombria que o inferno parece mais agradável de se estar do que entre os vivos de Terreille. Pegue seu acento, afivele seu cinto e prepare seu baldinho, porque aqui a verdade é dolorida e sangrenta!

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Outlander #02 – A Libélula no Âmbar – Diana Gabaldon

Desde que comecei ver a série de televisão produzida pelo Starz, que é inspirada e leva o mesmo nome desta série de livros, Outlander, fiquei muito viciada na história, e, por isso, resolvi começar as leituras das obras literárias o quanto antes. Já fiz a resenha do primeiro livro, “A Viajante do Tempo”, que você pode ler clicando no título, e agora venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito desta sequência, que conseguiu me viciar desde a primeira linha.
Esta resenha é uma das mais difíceis a ser escrita por mim, isso porque amo demais esta série, e me peguei várias vezes não conseguindo tirar os olhos das páginas de tão bom e envolvente que era tudo o que eu estava lendo. E quero tentar fazer uma resenha livre de spoilers, pois este livro é cheio de reviravoltas e surpresas emocionantes, que vão mexer com a sua cabeça, fazer você torcer demais pelos personagens, roer as unha por outros, entre outras emoções que todos vão sentir durante toda a leitura. E também quero que todos possam ter a oportunidade de conhecer sobre a história, sem que eu estrague qualquer surpresa.
Então, mesmo que você não tenha assistido nenhum capítulo da série de TV, ou lido o primeiro ou este volume da série de livros, pode continuar lendo esta resenha normalmente, porque ela é livre de spoilers.
Nesta trama conhecemos Claire Beauchamp Randall, que foi enfermeira na 2ª Guerra Mundial e, em de uma viagem de segunda lua de mel com o marido, Frank, para Inverness, na Escócia, testemunha uma cerimônia druida que ocorre em um círculo de pedras. Depois de voltar a este local e, ao tocar na pedra, acaba viajando no tempo, sendo transportada para outra época, e vai parar na Escócia de 1743.
Outlander consegue nos prender com os detalhes tão bem escritos e narrados por Diana, que é extremamente talentosa e tem uma habilidade incrível com as palavras. Claire continua sendo uma protagonista forte e destemida, que acaba se metendo em diversas situações perigosas, até mesmo porque, neste livro, encontramos bastante sobre a política, acontecimentos como batalhas sangrentas, até a gente chegar à guerra de Culloden.
Logo no início do livro vemos que se passaram vinte anos desde o acontecimento do último volume e, por este motivo, ficamos desnorteados e intrigados para saber tudo o que aconteceu neste período de tempo, ainda mais que algo ocorreu e isso vai mudar totalmente o rumo da história e a vida de nossa protagonista. 
O exemplar é dividido em sete partes, sendo uma leitura viciante, cheia de descrições e de reviravoltas, com um enredo incrível, que mistura ficção com História real, romance, tensão, viagem no tempo, personagens fofos e cativantes e uma história de tirar o fôlego.
Vemos que Claire e Jamie terão que se unir para enfrentar tudo o que ocorre com eles, que estão no “centro do furacão” de uma das maiores conspirações da Europa e, junto com nossos protagonistas, vivemos grandes aventuras e diversas revelações surpreendentes.
A narrativa de Diana Gabaldon é tão viciante e envolvente que a gente nem sente as páginas passarem e, mesmo com suas novecentas e quarenta e quatro folhas, ao final de cada volume, ainda ficamos com aquele gostinho de queremos muito mais. E ela não nos deixa a desejar, afinal, já foram publicados oito livros mais contos, com intensão de um nono vindo aí – no Brasil os dois primeiros foram publicados, com previsão para alguns outros ainda em 2015.
A Saída de Emergência está fazendo um ótimo trabalho com a edição impressa. A capa deste volume, como a do primeiro livro, é incrível e passa bem o clima dele. Sei que algumas pessoas não curtiram muito a deste segundo, mas eu amei e achei muito bonita, apesar de ter preferido a anterior também. A diagramação segue o padrão do outro exemplar, com fonte e espaçamento em tamanhos bem confortáveis para uma leitura duradoura, além de contar com páginas amarelas. O mais legal de tudo é que o preço é acessível e justo, tanto pela qualidade de impressão, quanto pela quantidade de páginas – tem quase mil!
Recomendo MUITO este volume para todas as pessoas que gostem de personagens fofos e cativantes, em uma história de tirar todo o nosso ar, cheia de ação, suspense, romance e muita aventura, onde acompanhamos nossos protagonistas em uma das maiores conspirações da Europa, e nos encantamos com o amor entre eles, assim como as revelações que são surpreendentes. Se você, assim como eu, ama este tipo de história, não deixe de ler este volume, pois você ira se apaixonar perdidamente!!
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Outlander #01: A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon

Desde que este livro inspirou uma série de televisão homônima, produzida pelo canal Starz, venho assistindo a todos os capítulos e me apaixonado perdidamente por Jamie Fraser. Sendo tão viciada na série de televisão, resolvi começar a ler o livro para tirar um pouco desta angústia que eu me encontrava, já que a série entrou em recesso e só volta em abril. Claro que me peguei devorando as páginas e acabei esta leitura ainda mais rápido do que eu imaginava. Agora, venho compartilhar com vocês as minhas opiniões a respeito desta obra escrita por Diana Gabaldon.
Em “Outlander #01: A Viajante do Tempo”, conhecemos Claire Beauchamp Randall, uma mulher forte e destemida, que serviu por anos como enfermeira na 2ª Guerra Mundial e, por isso, ficou afastada de seu marido. Agora que a guerra acabou, eles se reencontraram para seguir com a vida e, com isso, resolvem fazer uma segunda viagem de lua de mel. Decidem, então, viajar para Inverness, na Escócia, já que Frank, seu marido, queria procurar mais sobre os seus antepassados. Em um dos seus passeios, Frank e Claire testemunham uma cerimônia druida que está ocorrendo em um círculo de pedras.
Mais tarde, Claire resolve voltar a este local e, ao tocar na pedra, acaba sendo transportada para outra época, ou seja, ela volta no tempo por 200 anos e vai para a Escócia de 1743. Nossa protagonista é encontrada por um grupo de homens, que não sabem ao certo quem ela é, mas resolvem que é uma hóspede do clã escocês, só que na verdade ela é um tipo de refém, já que não pode seguir com sua vontade própria de tentar ir embora.
Acompanhamos, portanto, Claire neste século, e vemos como, aos poucos, ela consegue se adaptar, e até mesmo começa a sentir certa atração pelo escocês muito lindo Jamie. Junto com ela, passamos por diversas aventuras e vemos que voltar no tempo pode não ter sido tão ruim assim.
O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de nossa protagonista, o que foi bem legal e muito interessante, já que assim conseguimos acompanhar seus sentimentos conflitantes e confusos, o que dá uma certa visão mais ampla de tudo o que está ocorrendo.
A narrativa conta com uma grande riqueza de detalhes, que consegue nos prender desde o primeiro momento até o fim. Toda hora temos bastante ação, o que não deixa a trama ficar parada nem por um segundo, e ainda contamos com traições, romance, aventura, em uma história envolvente e com personagens incríveis, que conseguem nos cativar e fazer com que a gente torça por uns e odeie outros.
A série televisiva está seguindo bem fiel aos livros e a produção é simplesmente magnífica! Estou completamente encantada com todo o cenário e a fotografia, além do roteiro, só que este é um assunto para outro post e, futuramente, escrevo uma indicação sobre a série aqui no blog. Mas, como sempre, livros são bem mais detalhados do que assistir as adaptações, então eu recomendo que todos façam esta leitura. Eu não consegui parar de ler, e este volume, simplesmente fantástico, com certeza absoluta entrou para minha lista de livros amados e preferidos de todos os tempos.
A capa é imensamente bonita e eu gostei dela desde o primeiro momento em que a vi, mesmo antes de assistir a série ou ler a sinopse. Adoro a fotografia, os tons de cores escolhidos e a tipografia. A diagramação também está ótima, com fonte e espaçamento bem confortáveis para uma leitura agradável por um período maior de tempo, além de contar com páginas amarelas, o que é sempre um ponto positivo a mais.
Este volume é o primeiro de uma série de, por enquanto, oito volumes mais contos, sendo que o nono parece estar confirmado também. Ainda não há certeza de que haverão outros livros, mas quando eu souber desta informação, atualizo o post. No Brasil, pela Editora Saída de Emergência, foram publicados os dois primeiros, mas há previsão de mais alguns ainda em 2015, sendo o terceiro ainda neste primeiro semestre.
Recomendo esta leitura para todo mundo que goste de uma história envolvente, intrigante, cheia de ação e extremamente bem desenvolvida, que consegue nos prender do começo até o final com uma narrativa rápida e leve, que mesmo com suas quase oitocentas páginas flui muito bem. É muito bom poder acompanhar nossa protagonista que, mesmo indo parar 200 anos antes do seu tempo, consegue se adaptar aos costumes e viver grandes aventuras.
Este livro, além de trazer uma história de qualidade excepcional, ainda traz personagens incríveis que fazem a gente torcer por eles, e uma pitada de romance. Já estou super ansiosa para ler o próximo volume, “Outlander #02: A Libélula no Âmbar” e não vejo a hora de continuar acompanhando as aventuras de Claire Beauchamp e, claro, Jamie Fraser.
Avaliação



Lançamentos de Agosto da Editora Arqueiro e da Saída de Emergência


Oii, gente! Como vocês estão? Hoje vamos falar dos lançamentos do mês da Editora Arqueiro e da Saída de Emergência! Adorei absolutamente todos e estou muito ansiosa para começar as leituras o quanto antes, mas confesso que é “Outlander - A Viajante do Tempo” que eu estou especialmente animada e vai ser o primeiro da lista (estou amando a série! Alguém aí assiste?).

Outlander – A Viajante do Tempo – Outlander #01 – Diana Cabaldon (Skoob)
Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.
Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?
Bem-casados - Quarteto de Noivas #03 - Nora Roberts (Skoob)
Bem-casados, terceiro livro da série Quarteto de Noivas, é uma linda história sobre a doçura do amor. Quando terminar de lê-lo, você terá certeza de que os sonhos podem se realizar das formas mais inesperadas.
Parker, Mac, Emma e Laurel, amigas de infância, ganham a vida realizando o sonho de inúmeros casais apaixonados. As quatro são proprietárias da Votos, uma empresa de organização de casamentos.
Após ter trilhado um caminho muito duro para conseguir ser alguém na vida, Laurel McBane se tornou a criadora dos bolos e quitutes mais lindos e saborosos do estado. Ela preza sua independência acima de tudo e não aceita que ninguém interfira em suas decisões. Talvez por isso, apesar do sucesso profissional, ainda não tenha se entregado ao amor.
Apaixonada desde sempre por Delaney Brown, irmão de Parker, ela nunca teve coragem de revelar seus sentimentos. Afinal, sabe que é como uma irmã para ele. Advogado da Votos, Del se sente responsável por cuidar não só dos assuntos burocráticos da empresa, mas também do bem-estar das quatro sócias. Porém, sua postura paternalista e superprotetora começa a gerar desentendimentos entre ele e Laurel.
Mas essas diferenças de opinião também fazem ferver uma química que vinha cozinhando em fogo brando havia muito tempo, acendendo uma faísca que eles não sabem se conseguirão – ou se querem – conter. Agora Laurel e Del precisarão conciliar suas convicções e personalidades para que o orgulho não fale mais alto que a paixão.

Os Segredos de Colin Bridgerton – Os Bridgerton #04 – Julia Quinn (Skoob)
Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres. Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade.
Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum. Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente.
No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz.
Em Os segredos de Colin Bridgerton, quarto livro da série Os Bridgertons, que já vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares, Julia Quinn constrói uma linda história que prova que de uma longa amizade pode nascer o amor mais profundo.
O Doador de Memórias – Quarteto O Doador #01 – Lois Lowry (Skoob)
Ganhadora de vários prêmios, Lois Lowry contrói um mundo aparentemente ideal onde não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína.
Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora - o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes.
Uma única pessoa é encarregada de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis.
Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo.
Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.
Premiado com a Medalha John Newbery por sua significativa contribuição à literatura juvenil, este livro tem a rara virtude de contar uma história cheia de suspense, envolver os leitores no drama de seu personagem central e provocar profundas reflexões em pessoas de todas as idades.

A Promessa do Tigre – A Saga do Tigre #0.5 – Colleen Houck (Skoob)
Medo. Esperança. Dúvidas. Antes da maldição, uma promessa. Mais de 300 anos antes de Kelsey Hayes surgir na vida de Ren e Kishan, uma jovem cruzou o caminho dos príncipes. Seu amor por um deles mudou o curso da história e o destino da família Rajaram. Criada longe dos olhos da corte, isolada do convívio no castelo, Yesubai luta para suportar os maus-tratos do pai e manter em segredo suas habilidades mágicas. Lokesh é um poderoso e cruel feiticeiro que foi capaz de assassinar a própria esposa porque ela lhe deu uma filha em vez de um filho.
Ao completar 16 anos, Yesubai é surpreendida por um anúncio do rei. Procurando fortalecer suas relações diplomáticas, o nobre acredita que um casamento entre a filha de Lokesh, comandante de seu exército, e um pretendente de algum dos reinos vizinhos será uma boa estratégia para diminuir os conflitos na região. A jovem recebe a notícia com alegria. Pela primeira vez ela enxerga um fio de esperança, a perspectiva de escapar do controle do pai e de levar uma vida fora do confinamento de seus aposentos.
Mas esses não são os planos do feiticeiro. Ele vê no iminente casamento de Yesubai uma oportunidade de conseguir ainda mais poder e não poupará esforços para atingir seus objetivos sombrios. 'A promessa do tigre' conta a origem da história dos príncipes Ren e Kishan e os acontecimentos que levaram às aventuras da aclamada série 'A maldição do tigre'.
Resenhas dos outros volumes da série: A Maldição do Tigre | A Viagem do Tigre | O Destino do Tigre
Private Londres - Outros Oficiais da Private #02 - James Patterson e Mark Pearson (Skoob)
Quando os ricos e famosos estão em apuros, a primeira ligação deles não é para os serviços de emergência. Eles ligam para a Private. Um minuto foi suficiente para Jack Morgan falhar em salvar a mãe de Hannah Shapiro. Impotente e com medo, a jovem de 13 anos viu a mãe ser morta quando o pai não pagou o resgate aos sequestradores. Mas isso foi antes da Private. Antes de Jack Morgan ter recursos.
A agência se expandiu, abrindo filiais no mundo inteiro. Com um seleto time de investigadores e equipamentos de última geração, a Private é uma rede bem-estruturada e Jack saberá usá-la para a proteção de Hannah. Para isso, ele convoca Dan Carter, responsável pelo escritório da Private em Londres, como guardião de Hannah, agora uma mulher de 20 anos, estudante de psicologia.
O plano não podia dar errado - até Hannah e as amigas, incluindo a afilhada de Carter, serem atacadas em frente à universidade. Quando Hannah é mais uma vez sequestrada e sua afilhada entra em coma, Dan Carter descobre que os sequestradores são profissionais, alguém está vazando informações e a questão é pessoal. O pesadelo recomeçou.