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Artemis Fowl - Uma Aventura no Ártico - Artemis Fowl #02 - Eoin Colfer

Embora boa parte do que leio sejam livros de séries raramente consigo ler os próximos volumes, seja porque eu não tenho a continuação, seja porque ela não foi lançada. E verdade seja dita eu gosto também de transitar entre mundos, e não ficar muito tempo presa em lugar nenhum. Mas quando surgiu a oportunidade de já ler o segundo volume da série Artemis Fowl, Uma Aventura no Ártico, do autor Eoin Colfer, publicado pela editora Record, eu não me fiz de rogada e parti para a leitura.
Embora continue conseguindo dinheiro Artemis ainda não conseguiu encontrar seu pai. Obcecado pela busca ele está investindo seu tempo e dinheiro para encontrá-lo. Pronto para ir a Rússia atrás de uma pista, ele acaba sendo convocado pelo seres feéricos para ajudá-los em uma missão, e acaba também encontrando ajuda em sua busca. Em uma jornada de tramas políticas e poder, Holly, Artemis, Butler e Comandante Raiz viajam pelas entranhas da terra para descobrir quem está por trás de uma rebelião de goblins, e ao mesmo tempo resgatar o pai do menino.
Neste volume conhecemos com mais detalhes os goblins, criaturas mais rústicas e ignorantes, conhecidas por serem burras e incapazes de criar um plano sozinhas. Elas são usadas pela mente criminosa como massa de manobra, mas sua falta de inteligência acaba sendo sua falência.
Em comparação com o livro anterior Fowl está bem mais introvertido e calado, podemos atribuir isso a dois fatores, primeiro ele está ficando mais velho e ganhando um pouco de conhecimento. Segundo como a aventura envolve seu pai isso o deixa mais vulnerável emocionalmente, afinal por mais que ele seja um gênio ainda é um jovem de treze anos que não sabe se o pai está vivo.
A interação do grupo, Holly e Comandante Raiz com Artemis e seu guarda-costas Butler é bastante interessante, já que existe um equilíbrio entre os personagens, o que possibilita agirem bem juntos. Os duendes acabam por ver o lado mais humano de Fowl que era tido por eles antes como alguém terrível e sem coração. Já o menino começa a respeitar mais o mundo das fadas, já que começa respeitar e admirar seus integrantes.
O livro se demora para revelar todos os lados da trama, a narrativa é feita em terceira pessoa por uma testemunha ocular, que narra sob diversos ângulos os acontecimentos, as vezes até mais de uma vez o mesmo trecho da estória para que possamos ter uma ampla visão de tudo. Embora detalhada em seu desenrolar achei o desfecho um pouco simplista, especialmente no trecho que se refere ao pai de Artemis.