Ninguém Nasce Herói - Eric Novello

Quando tive a oportunidade de receber a prova antecipada de “Ninguém Nasce Herói”, fiquei muito feliz, pois pela sinopse a história parecia incrível e original, já que temos o nosso Brasil em um futuro em que ele é liderado por um fundamentalista religioso. Outro fato que me levou a ficar bem empolgada com esta leitura foi o autor, Eric Novello, que é brasileiro, e que, como falei acima, a trama é passada em nosso país, trazendo um pouco de familiaridade aos leitores, mesmo com os locais que alguns de nós nunca tenhamos ido visitar ainda.
Neste volume vemos que o Brasil não é mais um país como a gente conhece, o presidente é um fundamentalista religioso denominado O Escolhido, e vivemos em uma ditadura, onde ser diferente é ruim. Ser gay é um pecado tão grande que é cabível de morte, distribuir livros é considerado rebeldia, e são banidos também as músicas e os filmes por motivos ridículos. E, para piorar tudo, existem também as milícias urbanas, incentivadas pelo governo, como a guarda branca, que oprime as minorias até mesmo com o uso de força.
É nesse cenário que conhecemos Chuvisco e a sua turma de amigos formados por Pedro, Cael, Gabi e Amanda. Eles são como uma grande família, sendo um grupo divertido e alegre, onde uns apoiam os outros. Como esses amigos querem muito acabar com a opressão e viver em um país livre, distribuem exemplares de livros proibidos pelo governo para quem passa pela praça Roosevelt, no centro de São Paulo, como forma de expressar as suas opiniões contra tudo o que se passa no Brasil.
Para completar, Chuvisco, nosso protagonista, tem catarses criativas, ou seja, a sua imaginação fica tão fértil que ele delira e interage com elementos fantásticos, como se os mesmos estivessem no nosso mundo real, e muitas vezes ele mesmo não tem controle disso. Quando vê um garoto sendo agredido pela guarda branca na rua Augusta sem ter como se defender, Chuvisco entra em uma catarse e faz o que pode para salvá-lo, como se fosse um verdadeiro super-herói, e isso não acaba tão bem, fazendo com que o nosso protagonista seja levado para o hospital.


Quando o Amor Triunfa - Giseti Marques

Este é um romance mediúnico, narrado no século XVIII em plena Revolução Francesa, que começa com a história do duque Cédric, oficial do exército francês, que era casado com uma jovem de vinte anos, de nome Geneviève Bonnet, que tinha longos cabelos castanhos claros e pequenos olhos verdes, e era uma das mais belas da corte. Estava prestes a dar à luz, sendo que, antes desta gravidez, tivera três abortos espontâneos. Infelizmente este último não foi tão diferente dos anteriores, pois, mesmo com os médicos fazendo de tudo, não conseguiram salvar ela ou o bebê. Isso ocorreu uma semana após a história que vamos acompanhar de nossa protagonista.
Voltamos então a Dijon, uma cidadezinha no interior da França, onde a baronesa Giulia Laforet, acabara de dar à luz seu terceiro filho, que nascera com problemas congênitos. Não aguentando a dor e a hemorragia, veio a falecer. Ela possuía três filhos, sendo dois meninos e uma menina, Hugo, de 12 anos, Henry que acabara de nascer, e Charlotte, de quinze anos, que é a protagonista dessa história, que vem a ser uma jovem muito sensível e bem-humorada, que ficou cuidando dos irmãos, principalmente do Henry, com muito carinho e amor.
Com o passar dos anos, apesar de Cédric ter se tornado mais fechado, também se tornou mais determinado ao apoio que dava ao povo, fazendo melhoras em sua fazenda. E fazendo com que, dentro de sua propriedade, providenciasse melhores condições para os camponeses, além de não manter escravos. Em uma de suas visitas a seus amigos, conheceu Charlotte, que já contava com seus vinte e um anos, acompanhada de seus irmãos na casa dos tios. Charlotte sempre estava com seu irmão mais novo, Henry, pois com a deficiência que ele tinha em suas pernas, tinha dificuldades em andar. E é a partir deste momento que a vida de ambos, Charlotte e Cédric, começa a se interligar e mudar.
Como podemos notar, esta obra trata-se de um romance de época unido a ensinamentos espirituais, que nos fazem refletir e entender melhor o processo da vida. É um livro que indico para quem gosta e/ou acredita no espiritismo e na encarnação, pois se não a pessoa não vai aproveitar a leitura como deveria.
Como em todo romance mediúnico, vamos encontrar dentro da história intrigas, invejas, medos, superações, determinações e consciência de que a vida não para por aqui. E aqui não é a nossa primeira e nem a última morada, pois a casa de Deus tem várias moradas. A vida segue seu curso, tanto no físico quanto no espiritual, e é lá que escolhemos nosso retorno e já aceitamos e tentamos melhorar. Esquecemos, mas combinamos que voltamos para nosso melhoramento, e para seguirmos adiante.
Me emocionou muito o jovem Henry, que ao nascer perdeu a mãe, e, mesmo a sua doença não lhe impediu de ser um espírito de muita luz. E o pouco que ficou na Terra, conseguiu transmitir apenas coisas boas e compreensão a todos que se aproximavam. Seu desencarne foi doloroso para nossos olhos, mas, para ele, foi cumprida mais uma etapa para sua evolução.
 “Tenhamos fé em Deus, minha irmã. Ele nunca deixa seus filhos à mercê da própria sorte, a não ser se procurarmos por isso”


Supergirl na Super Hero High - DC Super Hero Girls #02 - Lisa Yee

Alguns minutos antes de Krypton ser completamente destruído, Kara Zor-El é enviada pelos pais para o planeta Terra em uma nave individual, salvando, assim, a menina de um fim terrível, e ainda conseguindo manter seu planeta a salvo através dela. Por conta de complicações pelo caminho, ela acaba chegando ao nosso planeta mais de vinte anos após seu primo, o Superman, que já se tornou um grande e importante super-herói. Tio Jonathan e Tia Martha logo a acolhem e sempre fazem o melhor que podem para ajudá-la, mas está na hora de Supergirl encontrar um lugar para auxiliá-la a lidar com seus superpoderes e onde ela possa se sentir melhor consigo mesma.
Para isso, acaba indo parar na Super Hero High, não que nossa protagonista esteja realmente certa de ter escolhido o lugar correto, afinal, mesmo sendo a garota mais forte de toda a galáxia, ela é bem desajeitada, e a Wonder Woman, pessoa que Kara admira muito e de quem já virou fã, parece saber fazer tudo e lidar com qualquer coisa muito bem. Mas ela começa a se sentir bem acolhida com seus novos amigos e novas atividades para aprender a lidar com as coisas, mesmo que ainda tenha dificuldade para controlar seus próprios poderes.
Quando alguns invasores surgem na escola, na cidade de Metropolis e no mundo, Supergirl terá que se esforçar muito mais para aprender a confiar em si mesma e no seu potencial, deixando de lado sua insegurança e todos os sentimentos tristes que as vezes a dominam se quiser ajudar a salvar a todos. Mas será que ela está preparada?
Esse livro começa bem depois do final do anterior, inclusive há cenas semelhantes aqui e lá. Confesso que, apesar de ter gostado da leitura, esperava mais da mesma. Depois de ter acompanhado a Wonder Woman como protagonista do primeiro volume, acho que a Supergirl deixou um pouco a desejar, e não me senti tão conectada com ela. A trama segue um padrão semelhante com a do anterior, com nada muito grandioso acontecendo, apesar de ter alguns pontos interessantes, e a autora foca mais na parte interna dos personagens principais, que, neste caso é a Kara Zor-El.
Podemos vê-la enfrentar seus fantasmas, ao mesmo tempo em que tenta superar a grande perda que teve em sua vida, se adaptar à nova realidade que enfrenta, assim como ao novo planeta. E também vemos que Kara precisa aprender a se acostumar aos seus poderes e também ao fato de ser tão estabanada. Ela vai se esforçar para fazer novos amigos e tentar agradá-los, fazendo tudo que está ao seu alcance para ajudar o próximo, mesmo que muitas vezes acabe se precipitando e fazendo tudo errado. Gosto dessa característica da autora de nos aproximar mais dos personagens como pessoas, mas acaba tirando um pouco da parte heroica de suas jornadas, visto que não há tantas cenas assim no estilo.
Também queria que tivesse tido mais espaço para a exploração dos poderes de Supergirl de uma forma que ela não ficasse errando, sendo desajeitada e machucando os amigos. Começar assim, eu entendo, continuar com essa característica até o final, também. O que me incomoda é que isso se tornou a parte principal dela, do começo até o fim, superando até tudo de bom que ela é capaz de fazer.
Algo que adoro nessa série é o fato de encontrarmos diversos personagens dos mundos da DC em suas páginas. Grande parte dos super-heróis são alunos da Super Hero High, assim como alguns vilões, como a Harley Quinn e a Poison Ivy. Mas alguns outros são professores, como o Gorila Grodd, a diretora do colégio é ninguém menos do que Amanda Waller, entre outros professores. Além de encontrarmos referências a alguns mais velhos, como Superman.


Os Olhos do Dragão - Stephen King

Acho que um excelente modo de saber quando um indivíduo é um bom escritor é ler livros dele muito diversos, não só sob o ponto de vista do tema, mas até da narrativa, e achar que todos eles são bons. Encontrar alguém com uma diversidade tão grande é raro, pelo menos eu ainda não conheço muitos, mas Stephen King com certeza é um destes autores. E com Os Olhos do Dragão, publicado pela Suma de Letras, ele mostrou sua faceta de contos de fadas.

Era uma vez um reino chamado Delain, onde o rei Roland vivia com seus dois filhos, Thomas e Peter. Roland não era um rei que podia ser chamado de bom, pois sua preguiça e falta de inteligência não o permitiam, mas nos limites de sua capacidade ele se esforçava para deixar boas memórias em seu povo. Como conselheiro do reino Flagg, um feiticeiro, conseguia influenciar o rei. Almejando trazer o caos para Delain ele mexe suas peças para eliminar Roland e tirar o futuro rei Peter de cena. Mas Flagg, muito egocêntrico, acaba por não levar a sério seus inimigos, e não perceber que Peter tem planos para se vingar!

King nos brinda com uma narrativa feita de forma muito particular, é um contador de estórias quem nos dá detalhes de toda a trama, e que ao mesmo tempo em que fala desta estória em uma época medieval também trás paralelos (poucas vezes) com o nosso mundo e tempo. Outro ponto atípico é que ele dá spoilers do que vai acontecer, e volta no momento do acontecimento para explicar de forma detalhada como se deu o evento em questão. Logo as surpresas durante o livro são poucas, a graça está em como se deu estes eventos, e a construção dos personagens.

O livro flerta muito com o estilo dos contos de fadas, e inclusive me lembrou trechos de outros livros/contos. King buscou a repetição, a temática e conformidade dos personagens destes contos. Nestes tipos de contos, por exemplo, o protagonista se vê diante do maior sofrimento de sua vida, ele sofre, mas aceita o fardo que precisar para se libertar, ou seja, não passa seu tempo se lamentando pela sua falta de sorte, ou sobre algo sobrenatural que não deveria acontecer, ele arregaça suas mangas e parte para a ação. Esta ação se deu de forma muito prática e vezes poética.

Peter, o herdeiro do trono, é um jovem bondoso que é o preferido do pai. Embora seja nobre seu melhor amigo é um plebeu, e desde muito jovem luta pelo certo, mesmo que para isso esteja contra o que o Rei deseja. Por sua lealdade ao certo é que desperta o ódio de Flagg, e por causa do feiticeiro que acaba preso. É muito inteligente, e consegue usar a seu favor sua linhagem.

Thomas, o irmão mais novo sempre viveu nas sombras do irmão. E quando se vê como rei acredita que vai ter finalmente seu lugar ao sol, mas desejar não é o mesmo que ter, e quem nasceu para viver nas sombras está fadado a continuar nelas. Atormentando pelo que viu antes da prisão do irmão ele passa de um pré-adolescente para uma sombra de rei. Sem força de vontade ou amor próprio é incapaz de lutar pelo irmão. É invejoso e carente.


Lançamentos de Julho da Harlequin


Oii, gente! Como vocês estão? :D Hoje é dia de falar dos lançamentos do mês da Harlequin! São apenas cinco títulos, mas já quero ler todos! E vocês, o que acharam?
Coleção Belas e Feras #04 - Diana Hamilton & Miranda Lee
Troca de Aliança – Diana Hamilton
O arrogante playboy Paolo Venini precisa se casar, e a tímida Lily Frome será a perfeita noiva de conveniência. Enquanto ela se esforça para se adaptar ao glamouroso mundo de Paolo, ele prepara uma viagem surpresa à bela costa italiana de Amalfi para a noite de núpcias. Para a surpresa de Lily, Paolo espera dela mais do que um casamento de aparências: quando os dois responderem “sim”, o sedutor italiano quer que sua noiva seja dele também entre quatro paredes.
Dois Amores, Uma Vida – Miranda Lee
Adrian Palmer, um arquiteto de sucesso, sempre tem lindas mulheres em sua cama, e a bela viúva Sharni Johnson parece perfeita para ele. Após uma noite de amor irresistível, que deixa Adrian enfeitiçado, ele está disposto a tudo para tê-la novamente, mesmo que Sharni não se deixe levar por encontros casuais. O único problema é que Adrian é parecido demais com o seu falecido marido.
Amor & Honra - Emilie Rose & Elizabeth Bevarly
O Preço da Honra - Emilie Rose
Os segredos os separam!
O aristocrata e bilionário Xavier Alexandre tinha quase tudo: fortuna, fama e o amor da bela Megan Sutherland. O problema é que Xavier tem um segredo — um erro que sua honra o obriga a tentar corrigir. Megan também tem o que esconder, mas seus planos para o futuro não são páreo para o dever de Alexandre. Quando ele revela o que precisa fazer para proteger o nome da família, Megan percebe que terão que se separar, a não ser que Xavier possa reconquistá-la. E, para fazer isso, ele precisa sacrificar tudo o que mais estima.
Um Lar Para o Amor – Elizabeth Bevarly
Um romance de mentira?
Gavin Mason construiu seu império do nada, com trabalho pesado e uma determinação férrea. Mas, de repente, toda a sua reputação é posta em xeque depois do lançamento do livro de Violet Tandy, em que um personagem é muito parecido com Gavin... Considerando que ele nunca a viu na vida, a autora precisa se explicar — e muito. A bela está em dívida com ele, que está aproveitando para fingir que Violet é sua namorada. O problema é que, aos poucos, essa aproximação pode colocar em risco uma outra reputação de Gavin: a de solteirão.