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Novembro, 9 - Colleen Hoover

Fallon tem apenas dezoito anos e já viveu uma situação terrível: enfrentou um incêndio que por pouco não lhe tirou a vida, mas lhe deixou com sequelas emocionais e físicas, e também fez com que sua carreira como atriz desmoronasse quase completamente. Até decidir que precisa mudar de ares para conseguir amadurecer, e escolhe ir para bem longe de tudo de confortável que a cercava: dois anos depois do dia do fatídico acidente, mas na mesma data, nove de novembro, ela vai se mudar de Los Angeles para Nova York.
No encontro de despedida que tem com seu pai, ela está ouvindo terríveis afirmações sobre sua vida e sua carreira por causa das cicatrizes em seu corpo, quando Ben, um garoto desarrumado e aspirante a escritor, senta ao seu lado e tenta ajudá-la a enfrentá-lo, fingindo ser seu namorado. Com êxito.
Depois de um momento estressante, e seu pai indo embora, Ben e Fallon passam alguns momentos juntos, conversando e se divertindo, e sentem que poderiam se conhecer melhor se morassem perto um do outro. Mas o momento não é certo, já que ela vai se mudar, e também porque sua mãe sempre lhe aconselhou que uma pessoa deveria se encontrar primeiro antes de ter um relacionamento forte e duradouro com outro alguém. E o que o momento certo para isso acontecer seria só após os vinte e três anos.
Com isso em mente e toda aquela atração física e emocional que eles desenvolvem naquelas poucas horas que passam juntos, Fallon e Ben bolam um plano: vão se encontrar uma vez a cada ano, justamente naquela mesma data, para conversarem e se conhecerem melhor. Mas há duas regras essenciais: a primeira é que eles não podem ter qualquer tipo de contato um com o outro no resto dos dias de todos esses anos, até ambos terem vinte e três anos, nem mesmo olhar as redes sociais alheias; a segunda é que deverão seguir com suas vidas normalmente, saindo com outras pessoas e aproveitando cada oportunidade que surgir.
Ben fica responsável por escrever um livro sobre tudo aquilo que eles vão viver a cada encontro. E parece que está tudo indo bem, até que Fallon descobre que nem todas as informações que obteve ao longo daqueles anos são verdadeiras e Ben pode estar escondendo coisas muito importantes dela. E, pior, ele pode estar transformando o momento mais terrível de sua vida em algo para melhorar a ficção. Mas será que ela vai parar para ouvir o que ele tem a dizer ou vai julgar as palavras dele sem nem dar chance de explicações, jogando fora tudo o que construíram ao longo dos anos?
Colleen Hoover é uma ótima autora e a preferida da maioria dos leitores que curte obras dos gêneros Jovem Adulto e New Adult, e faz um grande sucesso no mundo inteiro. Eu adoro sua escrita e fico com vontade de ler todos os seus títulos, apesar de ainda não ter feito isso, o que pretendo mudar um dia destes. De todos já publicados no Brasil, que são a trilogia “Slammed”, a série “Hopeless” completas, e mais quatro títulos soltos, eu já li “Em Busca de Cinderela”, a primeira parte de “Nunca Jamais” (estou contando os dias pelas continuações), “O Lado Feio do Amor”, “Talvez Um Dia” e este, “Novembro, 9”. De todos, só não gostei muito de “Talvez Um Dia”, os demais me conquistaram. Para conferir minhas opiniões a respeito de cada um, basta clicar nos títulos para ser redirecionado para as resenhas.
Você pode ter certeza de que suas obras serão recheadas de pontos intensos, muitos acontecimentos, emoções à flor da pele, reviravoltas, e muito amor no meio de tudo isso, daquele tipo de vida real mesmo. E isso é o mais bacana de tudo, ver que os personagens não levam uma vida perfeita, afinal, quem leva? Sempre temos que enfrentar problemas e situações ruins no dia a dia, e ela nos mostra como lidar com elas da melhor maneira possível, mesmo que alguns machucados sejam levados com a gente pela vida inteira. E devo dizer que seus livros são mais voltados para os leitores que curtem histórias com uma boa pitada de drama, porque isso ela também sabe fazer muito bem.
Só acho que de vez em quando os personagens acabaram sendo dramáticos além do necessário nesta obra, fazendo com que algumas coisas que nem deveriam ter sido problemas, acabassem se tornando uns. Ou então eles criavam um melodrama que nem precisava existir se tivessem apenas se sentado para conversar e se entender. E isso me incomoda um pouco, essa falta de diálogos ou de tentar resolver as questões pendentes com maturidade (sei que algumas pessoas podem pensar: mas eles são só adolescentes. Mas eu acho que o amadurecimento pode começar aí). Como aconteceu em diversos momentos em “Novembro, 9”.
Acho que um ano inteiro é tempo demais para manter um assunto em pendência, e me incomodou o fato de eles deixarem passar um ano antes de conversarem para resolver problemas ou mal-entendidos, só por causa do plano inicial ou porque não queriam lidar com aquilo naquele momento. Soou um pouco irreal para mim, ver duas pessoas que mal se conheciam já que só passaram meio dia por ano juntos, deixando coisas e assuntos em pendências, e mágoas também, para só serem resolvidas no ano seguinte, também no período de um dia.
Foi justamente nos anos “do meio”, aqueles que ficavam ente o primeiro encontro dos dois, quando começaram a colocar o plano em prática, e o último, quando finalmente alcançaram o objetivo inicial que traçaram, que houveram mais momentos com questões mal resolvidas, que me passaram uma impressão de só estarem ali para movimentar as coisas. Porque, com sinceridade, acho difícil alguém enfrentar tudo aquilo (um ano pior que o outro) e seguir os próximos doze meses sem qualquer contato, e depois voltar a se encontrar num único dia e retomar de onde pararam como se aquelas coisas tivessem acontecido ontem, e, mesmo assim, os sentimentos românticos ainda crescerem em proporções enormes.
Uma das características que eu mais gosto da autora é como ela consegue utilizar o amor, este sentimento tão bonito e grandioso, em algo que realmente pode mudar tudo. E ela sabe trabalhar esse poder de transformação de forma bem feita, desenvolvida aos poucos e completamente convincente, de uma maneira que nos faz sentir e acreditar em tudo o que estamos lendo e no quanto os protagonistas conseguem melhorar suas vidas e a si mesmo por conta deste sentimento.
E tenho que preparar os leitores mais emocionais para começar esta leitura com uma caixinha de lenços por perto, afinal um livro de Colleen é sinônimo de cenas tocantes e emotivas, que vão mexer com nossos sentimentos de uma forma bem profunda, levando-nos às lágrimas. E “Novembro, 9” tem seus momentos de carga emocional acentuada, principalmente quando algumas coisas vêm à tona.


Talvez um Dia - Maybe #01 - Colleen Hoover

Sidney adorava ouvir seu vizinho tocar em sua varanda. A forma como ele segurava o violão e fechava os olhos a levavam para um estado de espírito muito melhor, tanto que ela começou a se viciar nesta situação, indo todos os dias no mesmo horário para o local para escutá-lo tocar, desejando poder assisti-lo também num show.
Ela nunca imaginou, mas Ridge também a observava e tocava para ela muitas vezes. Um dia, ele simplesmente a pede, por recados escritos e SMS, para lhe enviar as letras que ela estava compondo enquanto ele tocava, já que o mesmo estava enfrentando um terrível bloqueio criativo. Primeiramente ela reluta, até perceber que suas letras encaixam perfeitamente naquelas melodias e os dois passam a trabalhar juntos.
Não sem antes ela enfrentar uma situação bem difícil: descobriu que seu namorado de longa data estava lhe traindo justamente com sua melhor amiga! Ou seja, uma traição dupla. Sem ter para onde ir, Sidney acaba se mudando para o quarto vago no apartamento de Ridge. E é lá que as coisas realmente vão mudar de uma forma totalmente complicada. E sem volta.
Sidney e Ridge começam a perceber que estão mais ligados do que deveriam e os sentimentos começam a transbordar pela superfície. Porém o relacionamento entre eles não pode acontecer porque há uma terceira pessoa na outra ponta do triângulo, e ela sabe o que é ser traída e não quer, de jeito nenhum, fazer o mesmo com outro alguém. Mas será que os dois vão conseguir resistir por muito tempo? Será que vão poder ficar juntos como querem? Talvez um dia.
Eu sou uma pessoa muito romântica, daquelas que adoram casais, cenas de amor e histórias fofas. Também posso afirmar com toda a certeza de que tenho muitos sentimentos variados dentro de mim, tantos que às vezes sei que não deveria senti-los. Mas algo que eu nunca vou poder mudar é que, apesar destas duas características bem afloradas, meu lado racional também está muito presente e eu não consigo evitar pensar muito. E este meu terceiro lado funciona extremamente em determinadas ocasiões, e uma delas é quando uma situação envolve uma terceira pessoa que não merece aquilo, fazendo com que a razão se sobreponha aos meus outros dois lados.
E é por isso que eu não consigo, de jeito nenhum, amar este livro. Sei que a escrita da autora é sensacional. Eu percebi isso e senti isso, no modo como fiquei ávida por saber o que ia acontecer, por ter meus próprios sentimentos com relação aos personagens e aquela situação que estavam vivenciando, por como meus olhos varreram as linhas e meus dedos viraram rapidamente as páginas. Mas, ao mesmo tempo, eu fiquei com muita raiva. Não consegui apreciar o romance, o carinho, o amor e tudo aquilo que passaram da maneira que eu gostaria, ou da forma como a maioria dos outros leitores consegue, simplesmente porque eu não pude esquecer a outra parte, no que ela estava ganhando sem merecer por conta da covardia de outra pessoa. Porque mesmo que Sidney e Ridge não fizessem tudo o que queriam, o que eles sentiam e como passavam estes sentimentos um para o outro, como passavam tempos juntos, me decepcionou um pouco mais a cada novo momento. Eu queria amá-los, mas simplesmente não pude. Não funciono desta forma. E este sentimento incômodo dentro do meu peito continuou em cada linha que li, até que a resolução foi tomada, mas não passou completamente nem assim.


Nunca Jamais - Nunca Jamais #01 - Colleen Hoover e Tarryn Fisher

Charlie Wynwood “acorda” no meio de um acontecimento dentro do colégio. Ela olha para os lados e não entende o que está ocorrendo naquele instante. E, o pior, ela não sabe quem é, nem mesmo sua aparência, onde está ou quem são aquelas pessoas que estão próximas, que conversam com ela como se a conhecessem. Até que descobre, por meio de situações e papos alheios, que é a namorada de Silas Nash, de quem não possui qualquer tipo de recordação, como primeiro beijo, primeira briga ou como se apaixonaram.
E a coisa só piora: Silas está exatamente na mesma situação que ela. O garoto também “despertou” no meio do colégio, sem qualquer lembrança de alguém, nem mesmo a respeito de si próprio ou de sua amiga de infância e namorada há anos, Charlie. Os dois percebem que se encontram na mesma situação e começam a confiar um no outro, mas sempre com um pé atrás, afinal, será que estão dizendo a verdade?
Só que não há mais ninguém em quem jogar um segredo desses, pois nos ouvidos errados poderiam dar a impressão de estarem loucos, e atitudes serem tomadas antes que possam encontrar as respostas de que necessitam para descobrir o que aconteceu com ambos para estarem vivendo aquele pesadelo. Então Silas e Charlie começam a trabalhar juntos para desvendar o passado e os motivos que o levaram a chegar àquele ponto. Mas, quanto mais perto da verdade, mas decepcionados consigo mesmo ficam e mais se questionam como começaram a se envolver se tudo não parecia passar de uma grande mentira. Ou será que as mentes deles estão pregando peças mais uma vez?
Neste volume inicial somos apresentados aos personagens, que, por não terem memória, não sabem exatamente quem são ou o que gostam, e ao mistério que os ronda. Desde o primeiro momento em que soube da existência desta trilogia, desejei-a imediatamente. É do gênero jovem adulto, tem suspense, uma pitada de romance e ainda conta com um tema que eu gosto muito e que sempre que vejo um enredo sobre ele, fico louca querendo ler: perda de memória. Misturando tudo isso a algo escrito por Colleen Hoover, que é uma das coautoras, é claro que eu precisava lê-lo e fui o que fiz assim que o meu exemplar chegou a minhas mãos.
Por conta da narrativa em primeira pessoa intercalada entre os dois protagonistas a cada capítulo, sabemos que um fala a verdade para o outro em relação à perda das suas respectivas memórias. Isso é interessante porque, no meio de tanta novidade e questionamentos que fazemos o tempo inteiro, pelo menos uma parte podemos ter certeza que é verdadeira. Além do mais, nos aproxima bastante de Charlie e Silas, de tudo o que pensam e o que os motiva a agir de tal maneira. Por existir este distanciamento do que ocorre ao redor deles, já que só sabemos sobre essas coisas através de suas visões, dá a impressão de que estamos vivendo aquilo junto com os personagens e isso é realmente incrível.
As autoras souberam trabalhar muito bem o suspense, dando informações e nos fazendo questionar as coisas nos momentos certos, deixando espaço para nossas próprias teorias e nos surpreendendo com novas revelações, ainda que nos deixasse sem saber muita coisa hora nenhuma. É intrigante e instigante de uma forma tão maravilhosa que fica impossível largarmos o exemplar para fazer qualquer outra coisa.
A construção dos personagens é feita gradativamente e isso é ótimo porque é diferente do que estamos acostumados. Afinal, aqui nem mesmo os protagonistas sabem alguma coisa sobre si mesmos, se gostam ou não de algo, quais são seus planos para o futuro, o que fizeram no passado, o que pretendem no presente. Eles não sabem absolutamente nada em um primeiro momento, e vão descobrindo por meio de tentativas, simplesmente por algum fator que ocorre ou algo em que pensam. Mas até onde cada uma das coisas que descobrem é realmente verdade? Como têm certeza de que o que acreditam que seja verdadeiro é mesmo? São muitos questionamentos para poucas respostas, então já estou contando os dias para as sequências para, enfim, saber o que aconteceu com Charlie e Silas.
A narrativa é bastante fluida e muito gostosa. A gente nem percebe as páginas sendo avançadas e ainda ficamos desejando por mais folhas. Os protagonistas são carismáticos e complexos, a trama é envolvente e os segredos que vão descobrindo ao longo do caminho são estimulantes.
Mas acaba num cliffhanger (é um recurso quando uma cena muito importante é terminada no meio, nos deixando aflitos para saber o que aconteceria se não tivesse sido cortada) enoooorme! Descobrimos uma pista de suma importância, que mesmo não sendo responsável por trazer respostas e, sim, colocar mais dúvidas em nossa cabeça, é interessante porque nos faz ver tudo o que eles estão vivenciando com outros olhos, nos fazendo questionar uma linha diferente de antes. Achei isso ótimo já que me pegou totalmente desprevenida e não vejo a hora de ter a continuação para saber como essa informação vai ser utilizada.
O livro é bem curtinho, tem pouco menos do que duzentas páginas, e poderia, sim, ter sido escrito e impresso de uma só vez. Mas entendo o recurso da divisão, que nos deixa aflitos querendo saber mais daquela história, desejando avidamente pelo próximo exemplar para ler e saber como tudo vai continuar e depois para ter logo o último para, enfim, chegarmos ao desfecho. Eu sei que a espera é ruim e angustiante, mas eu tenho que confessar que meio que gosto de ter que esperar um pouco para saber o que vai acontecer (contanto que a espera realmente não seja longa, se não eu vou me esquecer dos detalhes da trama), porque gosto de criar expectativas, de tentar pensar em possíveis respostas para depois saber se eu estava certa ou errada. É aquele tipo de situação que a gente quer que acabe logo para saber como vai ser, mas ao mesmo tempo quer demorar porque não quer que termine.
A ótima notícia é que o segundo volume vai ser publicado pela Galera Record ainda este ano! Foi anunciado que a Parte Dois chegará para os leitores brasileiros já no segundo semestre de 2016, espero que mais para perto do meio do ano do que do final, agora só nos resta torcer. Ainda não há notícias a respeito do último volume, mas não deve demorar muito depois do segundo também.
Colleen Hoover já é uma autora consagrada e bastante adorada pelos leitores brasileiros. Todos os seus livros fizeram muito sucesso lá fora e por aqui a repercussão em cima de suas obras também é grande. De todos já escritos e publicados por ela, quatorze no total (incluindo novelas e coautorias), oito já foram traduzidos para o nosso português, incluindo este da resenha, e pelo menos mais dois já estão previstos ainda para 2016: a segunda parte desta trilogia, como comentei mais acima, e “Talvez Um Dia”, que vai ser publicado em maio. Além destes, vão ficar faltando mais dois romances e duas novelas, um que ainda não foi publicado lá fora e outro que ela está publicando primeiro no Wattpad, mas já estou torcendo para que vire livro físico também.
Tarryn Fisher tem menos livros em seu currículo, mas suas obras também são muito bem comentadas lá fora. Além deste, somente outro de seus títulos foi publicado por aqui só que pela Faro Editorial, “A Oportunista”, primeiro livro da trilogia “Amor e Mentiras”, que li e gostei bastante (clique no título para conferir a resenha), com previsão das continuações para ainda este ano. Mas ainda não há notícias a respeito de suas demais obras sendo traduzidas para o português, mas acredito que isso vá, sim, ocorrer em breve.
A capa original foi mantida e eu realmente gosto bastante dela, e também dos detalhes que diferenciam as continuações, mesmo que na primeira olhada, se olharmos rapidamente, elas pareçam iguais. A diagramação está bem confortável para a leitura devido ao tamanho da fonte e dos espaçamentos, além de contar com páginas amarelas, o que sempre agrada os leitores.
Eu realmente adorei este livro! Só não vou dar nota máxima na minha avaliação final porque é realmente muito curto e eu gostaria de ter tido mais um pouco de informações ou que pelo menos fosse só uma duologia, porque estou angustiada só de pensar que vou precisar esperar mais duas partes para saber o desfecho (não me importo de esperar um pouco, como comentei acima, mas quando demora muito perde a magia), sendo que a última provavelmente só vai ser publicada por aqui no ano que vem e ainda estamos no começo deste ano, ou seja, ainda falta um ano pela frente mais ou menos, e até lá já me esqueci de muitos detalhes.
“Nunca Jamais” é um ótimo livro introdutório, nos apresentando os personagens, os pontos importantes da trama e algumas pistas do que Silas e Charlie estão enfrentando enquanto vivem uma existência completamente nova, já que não recordam das coisas importantes, como quem são, o que fizeram, o que gostam, quem são as pessoas ao redor, ou o que aconteceu para deixá-los sem memória. O suspense e o mistério nos mantém presos na história, enquanto tentamos colher informações importantes junto com os protagonistas para desvendar cada detalhe da trama. Mas lembrem-se: se você não gosta de esperar para saber o que vai acontecer, talvez seja melhor aguardar as sequências, afinal esta primeira parte acaba cheia de pontas abertas. Adorei, recomendo demais e já estou contando os dias para conferir as continuações.
Avaliação



VEM AÍ: Lançamentos Literários 2016 – Parte 01


Oii, gente! Como vocês estão? Uma coisa que eu simplesmente adoro é saber quais livros serão publicados pelas editoras aqui no Brasil, inclusive aqueles que só estão nas programações e que serão lançados meses depois de anunciados, ou seja, a maioria deles ainda não possui capa ou título nacional.
Pensando nisso, resolvi fazer posts contando sobre algumas obras que estão previstas para serem publicadas ainda este ano por diversas editoras brasileiras. Tem muita coisa bacana e eu nem sei decidir quais são os que eu mais quero! Lembrando que são previsões, ou seja, as datas podem ser modificadas. Caso isso aconteça, anunciaremos novas datas aqui no blog ou nas nossas redes sociais.
Como são muitos lançamentos e toda hora saem novas informações deste tipo, resolvi colocar apenas informações curtas como capa (nacional ou original, a que estiver disponível), título, autor, previsão de lançamento e se faz parte de alguma série ou é livro único, e dividir por editoras. Para ler a sinopse, basta clicar no título para ser redirecionado ao Skoob ou ao Goodreads do livro.
Farei outros posts do estilo em breve também, com outras editoras e títulos. Informações sobre publicações próximas, ou seja, as que já estão saindo do forno, continuarão a ser apresentadas em posts das editoras específicas ou na nossa Fan Page, curta lá se ainda não fez isso! :D
Galera Record
Abril


Maio e Junho


Final do Primeiro Semestre


Segundo Semestre


Editora Seguinte
Abril

- Maré Congelada - A Queda dos Reinos #04 - Morgan Rhodes - (Resenhas de "A Queda dos Reinos" e "A Primavera Rebelde", primeiro e segundo volumes da série)

Maio



Vídeo: Resenha O Lado Feio do Amor – Colleen Hoover



Oii, gente! Como vocês estão? :D No vídeo de hoje eu falo tudo o que achei do new adult “O Lado Feio do Amor”, de Colleen Hoover, uma leitura que curti bastante. Espero que gostem!

Resenha escrita: http://goo.gl/nSSwdR
Curtiu este vídeo? Clique em gostei e divulgue para os amigos. :D
Para conferir novos vídeos e atualizações do canal, inscreva-se! http://goo.gl/Owvbfc


[SORTEIO] Concorra a 5 Livros no Instagram @HouseofChick!


Oii, gente! Hoje tem mais promoção rolando aqui no blog, desta vez pelo nosso perfil no Instagram. Vocês podem concorrer a estes cinco lindos livros da foto! Corram lá e participem!!
Regras:
• Seguir @HouseofChick no Instagram;
• Marcar 3 amigos na Foto Oficial do Sorteio (Pode comentar quantas vezes quiser, mas os perfis não podem ser de famosos, lojas ou o mesmo amigo mais de uma vez);
• Ter endereço de entrega em território nacional.
• O sorteio será realizado via Sorteou.com.br no dia 14/12 e serão dois ganhadores.
Ganhadores:
1º Sorteado: Escolhe 3 livros das fotos;
2º Sorteado: Recebe os 2 livros das fotos que não foram escolhidos pelo primeiro sorteado.
Obs.: Apesar de serem duas fotos na montagem, o primeiro sorteado pode escolher quaisquer 3 títulos dentre as 5 opções e o segundo sorteado vai ficar com os dois que sobraram.
Participem! Boa sorte! <3


O Lado Feio do Amor - Colleen Hoover

Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, em São Francisco, enquanto busca um lugar para morar na cidade. Ela está cursando um mestrado em enfermagem e quer se dedicar totalmente aos estudos, mas as coisas nunca saem como planejadas e ela conhece o belo e enigmático Miles Archer, um dos melhores amigos de Corbin que também é piloto na mesma companhia que o irmão e um dos vizinhos de porta.
Miles logo chama a atenção da garota com todo aquele ar misterioso e de difícil leitura, e Tate não consegue entender se ele sente atração por ela do mesmo jeito que sente por ele. Até que o piloto se deixa levar e convida-a para um relacionamento inteiramente sexual com ele, com apenas duas regras extremamente importantes e que nunca devem ser quebradas: nunca lhe pergunte sobre seu passado ou crie qualquer tipo de esperanças a respeito de um futuro.
Tate logo aceita sua proposta, já que não poderia resistir a este homem que tanto a atrai, e acredita que é um relacionamento certo para o momento em que está em sua vida, já que quer se focar na enfermagem. Mas é claro que sentimentos não podem ser controlados e a moça logo se vê envolvida com o rapaz, querendo descobrir mais sobre ele e desejando que ele se abra e revele que sente o mesmo. Só que Miles não pode fazer isso desde que algo terrível aconteceu em seu passado, que fez com que seu coração se fechasse totalmente e estivesse cercado por grandes barreiras emocionais.
Conforme a intensidade entre eles aumenta, Tate não consegue mais controlar seus sentimentos e deseja mais deste homem que tanto mexe com ela, e sabe que ele também sente algo pela garota. Só que, às vezes, querer muito uma coisa não é sinônimo de consegui-la, principalmente quando um passado obscuro tirou toda e qualquer confiança em sua capacidade de amar ou se entregar emocionalmente a alguém de novo. E nem Tate pode fazer com que isso mude, não importa o quanto acredita que poderia.
Sempre escuto comentários mega positivos sobre Colleen Hoover, esta autora conhecida por arrebatar corações e fazer leitores se apaixonarem perdidamente. É claro que eu, como adoro livros do gênero new adult, não poderia deixar de desejar esta obra, uma das mais famosas escritas pela autora. Então, assim que pude, mergulhei nas páginas e me deliciei com este belo e doloroso romance.
E eu preciso dizer que esta não é uma história sobre sexo, apesar de parecer por conta da sinopse, pelo contrário, ela te faz pensar sobre a vida e sobre uma das partes mais importantes da mesma, o amor. Mas não mostra só aquele amor fofo e fácil, mostra também as partes feias, as extremamente dolorosas, tão pesadas que fazem com que a pessoa desista de muita coisa só para não ter que viver aquilo novamente.
“O amor feio se torna você. Consome você. Faz com que odeie tudo. Faz com que perceba que todas essas partes bonitas sequer valem a pena. Sem o bonito, você nunca vai correr o risco de sentir isso. Nunca vai correr o risco de sentir o feio. Então você abre mão dele. Abre mão de tudo. Nunca mais quer amar novamente, não importa o tipo de amor, porque não vale a pena sentir o amor feio de novo por nenhum tipo de amor. Nunca mais vou me deixar amar qualquer outra pessoa de novo...”.
A forma de escrita de Colleen é muito poética, ela nos conta a história com um encantamento tão grande que, para quem curte, é impossível não se sentir bem lendo. Para enfatizar isso, nos capítulos narrados por Miles no passado, a autora brinca com o formato da escrita que, mesmo estando em proza, tem a aparência de poesia.
A gente se sente inserido neste mundo de uma forma gostosa e envolvente e, o melhor de tudo, a narrativa flui muito bem. O que não acontece com todos os escritores que possuem este tipo de escrita e isso é um ponto muito positivo. Além do mais, ela usa bastante sensibilidade e palavras comoventes e frases reflexivas e marcantes, então a gente fica com vontade de anotar diversos trechos para reler depois e usar por aí.
Mas não vou dizer que todo e qualquer leitor vai apreciar sua forma de narrativa, porque eu obviamente não estaria sendo verdadeira. Eu, por exemplo, conheço várias pessoas que não gostariam de ler esta história justamente por este motivo. Claro que isso acontece com todos os autores, afinal não existe alguém ou algo no mundo que possa agradar unanimemente todas as pessoas, mas tive que comentar sobre isso aqui para os que não gostam já começarem a leitura preparados.
A narrativa está em primeira pessoa e os capítulos são alternados entre Tate, narrando o presente, e Miles, com flashbacks de sua vida seis anos atrás, em grande parte da obra, com alguns capítulos dele no presente mais para o final. Tenho que confessar que não curti muito acompanhar o passado de Miles no momento em que ele acontecia porque acabava alimentando um tipo de ciúmes em mim. Eu sabia que aquilo tinha ficado para trás e era eu, uma leitora, que estava acompanhando aquele relacionamento tão repleto de amor, mas me incomodou como se tivesse acontecendo no mesmo momento em que eu acompanhava os sentimentos de Tate. Preferia ter sabido daquilo de outro modo ou de uma só vez mais para o meio do livro.
Posso confessar que a parte que mais gostei de tudo foi a construção do Miles? Ele não é aquele típico homem lindo que sofreu uma desilusão intensa na vida e decidiu ficar com milhares de mulheres sem se importar com nenhuma delas só para não ter que lidar com nada, fazendo todas sofrerem no processo porque ele só vai para a cama com elas sem se importar com seus sentimentos, como acontece com absolutamente 95% dos livros do gênero. Não, Miles é diferente, ele tem medo, tem autopreservação. Ele não quer se envolver com ninguém e fica sozinho por muito tempo porque, afinal, existem coisas mais importantes na vida do que sexo.
Mas curti bastante a Tate também, apesar de alguns momentos ela me irritar muito. Interessei-me por alguns personagens secundários, que apareceram bem pouco, infelizmente, mas que eu queria conhecer mais a fundo. Destaque para o senhor Cap, que é um fofo de carteirinha e virou um grande amigo de Tate. E fiquei desejando que a autora escrevesse mais livros no mesmo “universo” deste, só que com outros personagens como protagonistas para conhecermos as histórias deles, como, por exemplo, o irmão de Tate, Corbin.
Como a maioria dos títulos new adults, este também possui cenas mais quentes com sexo explícito e bem detalhado, então preferi comunicar para as pessoas que não curtem este tipo de cenas já começarem a leitura sabendo disso.
Comparando a narrativa em primeira pessoa do presente de Tate e do passado de Miles, muitas vezes sentia como se fossem o mesmo personagem narrando dois momentos de sua vida e não duas pessoas diferentes, como de fato foi. Isso aconteceu devido aos pensamentos que ambos tinham, muito semelhantes. E, se não fosse pela forma de escrita diferenciada nos capítulos de Miles, eu até mesmo me confundiria com quem estava pensando ou fazendo aquilo naquele momento. Mas senti uma diferença maior de personalidade quando comparei Tate e Miles do presente ou até mesmo o capítulo narrado por Rachel.
Escuto muitos comentários de pessoas que choram muito com este livro. O que eu posso dizer é que eu não chorei, apesar de muito, muito triste e desolador em alguns momentos.
Este é o segundo livro que leio da autora, sendo que na verdade a primeira experiência que tive com ela foi o conto “Em Busca de Cinderela”, volume #2.5 da série Hopeless (clique no título para conferir a resenha), mas ele era muito curto e não deu para aproveitar tão bem a escrita. Eu gostei muito de ter lido ambas as obras, mas confesso que ainda não fiquei completamente apaixonada por Colleen, como a grande maioria das pessoas. Isso não quer dizer que não vou querer ler os demais livros dela, pelo contrário, já estou curiosíssima para os próximos lançamentos da escritora em português e não vejo a hora de ter mais experiências com suas obras.
No Brasil, sete livros de Hoover já foram publicados, sendo a trilogia "Slammed" completa e a série "Hopeless", além deste, que na versão original tem o título "Ugly Love". Mas já estão previstos para 2016 o livro "Maybe Someday", o qual estou mais empolgada para ler porque vejo muita gente dizendo que é o melhor dela, e a trilogia de contos “Never Never”, escrita em parceria com a autora Tarryn Fisher, que provavelmente vai ser publicada em um volume único no país (no exterior foram lançados os dois primeiros livros e o terceiro está previsto para janeiro de 2016), que também estou ansiosa para conferir porque parece realmente muito boa! Os demais títulos dela, "Maybe Not" (conto continuação de "Maybe Someday", que espero que seja publicado em edição física), "Confess" e "November 9", ainda não tem previsão, mas devem chegar aqui em breve também.
Olhando a capa na tela de alguma coisa (computador, celular, etc.), parece simples e sem graça, mas a edição impressa tem todo um charme que a deixam bastante bonita por ser original e dar uma impressão real de que ali é embaixo d’água. Então, em mãos, acho-a bem bonita mesmo. A diagramação interna está confortável para a leitura devido aos espaçamentos, já a fonte não é tão grande, mas não incomodou a minha experiência em nenhum momento. Além disso, as folhas são brancas.
Para quem não sabe, “Ugly Love” vai virar filme com o modelo Nick Bateman no papel de Miles Archer. Na verdade eu já conhecia o Nick antes de conhecer o livro e foi justamente por causa desta notícia que fui conhecer a obra literária, quando ainda não tinha sido publicada aqui no Brasil. A adaptação cinematográfica ainda está em produção e não encontraram uma atriz para interpretar a Tate, mas assisti uma entrevista muito bacana com ele, com legenda em português feita pela equipe UglyBR, e vou deixar AQUI para vocês conferirem (só um comentário em off: só eu fiquei triste quando ele falou que não lê e, pior, nem gosta de livros?! – e ainda pareceu que ele achava isso uma coisa boa, me decepcionei). Uma curiosidade que eu não sabia é que foi a empresa do amigo dele que decidiu investir no projeto, quando Nick apresentou a ideia a ele. Antes eu pensava que Nick tinha feito testes ou sido convidado para encarnar o personagem e não que ele que tinha tido a ideia de fazê-lo.
“O Lado Feio do Amor” é um livro emocionante, intenso, encantador e apaixonante ao mesmo tempo. Te desafio a lê-lo sem desejar por mais: mais páginas, mais história, mais do futuro de Miles e Tate, mais qualquer coisa só pelo simples fato de ser algo novo para lermos. Recomendo demais!
Avaliação



Em Busca de Cinderela - Hopeless #2.5 - Colleen Hoover

Daniel é o melhor amigo de Holder, que se mudou para Austin, fazendo com que nosso protagonista se sinta bastante solitário, já que odeia todos de seu colégio. Tentando escapar da realidade e aproveitando que há um buraco em sua grade de aulas, Daniel se esconde no armário dos zeladores para passar o tempo. Até que, enquanto tira um cochilo, eis que uma garota cai literalmente em cima dele. Ela está chorando e ele tenta consolá-la, mesmo que não se conheçam e nem possam se ver, já que o local está escuro. E eles têm algo em comum: odeiam todo mundo. Conversa vai e vem, eles se sentem próximos um do outro, mas não fazem nada mais do que isso.
Alguns dias depois, os dois tornam a se encontrar no armário e se conhecem um pouco mais, mesmo que sem se verem ainda. Então, em um tipo de brincadeira, eles acabam ficando juntos e trocando juras de amor, apesar de não serem verdadeiras (ou é o que pensam a princípio). Mas colocam um prazo para isso e, depois que o horário acabar, “Cinderela” vai embora e eles combinam de nunca mais se falar e vão permanecer no anonimato.
Um ano se passa sem que nada sobre o assunto venha à tona novamente, nem mesmo aqueles sentimentos puros que Daniel sentiu naquele breve momento dentro do armário com a garota misteriosa, sua Cinderela. Até que ele conhece Six, uma garota com um nome diferente e uma personalidade estranha.
E Daniel percebe que os sentimentos que nutre por Six são bem semelhantes aos que teve no passado pela Cinderela, ao mesmo tempo em que descobre a verdadeira identidade da sua princesa de contos de fadas. Mas na vida real os problemas são igualmente reais e, além deles, segredos e bagagens vão ficar no caminho de Daniel e seu verdadeiro amor. Mas será que seus sentimentos serão suficientes para superar tudo o que estiver no caminho?
Só escuto muitas coisas positivas a respeito de Collen Hoover desde que seu primeiro livro foi publicado, mas nunca li nada da autora até o momento. Quando a Galera Record anunciou o lançamento de “Em Busca de Cinderela”, volume #2.5 da série tão adorada por todos, “Hopeless”, eu fui procurar mais informações sobre a obra e descobri que, apesar de acontecer no mesmo universo dos outros volumes, este é independente e traz a história de dois protagonistas diferentes, que as pessoas já puderam conhecer em "Um Caso Perdido" e "Sem Esperança" como personagens secundários, Daniel e Six.
Depois de finalizada, posso dizer que gostei da leitura, mas acredito que teria sido melhor se eu tivesse lido os outros volumes, mesmo que este seja independente, porque lá conhecemos melhor os personagens e, provavelmente, algumas das coisas explicadas aqui já haviam sido trabalhadas lá, então já dava para criamos sentimentos por eles e aqui só entendermos melhor alguns pontos que ficaram de fora.