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Uma Canção de Ninar - Sarah Dessen

Remy Starr não acredita no amor. Mas ela tem experiências (apesar de não serem dela própria) suficientes para confiar firmemente nesta frase, afinal sua mãe já está indo para o quinto casamento, e, se o amor deveria durar para sempre, como ela poderia ter trocado alianças e votos com tantos homens assim? A própria Remy não consegue se manter num relacionamento amoroso com ninguém por muito tempo; quando as coisas começam a ficar mais sérias ela enjoa de tudo e decide dar um ponto final na relação antes que haja algum envolvimento emocional mais profundo. E a vida vai seguindo normalmente assim mesmo.
Mas agora, prestes a entrar para a faculdade, a vida de Remy, que parecia que seria bem monótona neste verão, acaba mudando. Ela conhece Dexter, o vocalista de uma banda que não poderia ser mais diferente dela: desajeitado, fofo e impulsivo. Remy, que é prática, fria e gosta de tudo planejado, tinha certeza de que nunca se envolveria com alguém que estivesse em uma banda, já que seu próprio pai pertencia a uma e abandonou a família antes mesmo do nascimento da filha, e ela queria manter distância de alguém semelhante.
Só que Dexter não é nada parecido com ele, e vai acabar quebrando as barreiras que Remy construiu ao redor de si aos pouquinhos, fazendo com que ela passe a questionar seus verdadeiros sentimentos e passe a entender melhor os dos outros, principalmente quando o assunto é sua mãe. Resta saber se já será tarde demais para consertar as coisas ou se ainda há chance para o amor em sua vida.
Quando o assunto é livro contemporâneo voltado para o público jovem adulto, Sarah Dessen é, definitivamente, uma das minhas autoras preferidas. E com “Uma Canção de Ninar” ela só veio comprovar, mais uma vez, que tem um lugar cativo no meu coração. Amei a leitura e não vejo a hora de ter mais de suas obras traduzidas para o português do Brasil (ainda faltam seis mais um conto), então tenho que basicamente implorar: por favor, Editora Seguinte, publique mais títulos de Dessen!
“Ela caiu, ela se machucou, ela sentiu. Ela viveu. E, mesmo com todos os tombos, ainda tinha esperança. Talvez na próxima vez desse certo. Talvez não. Mas, sem entrar no jogo, não dá para saber.”
A leitura é muito fluida ao mesmo tempo em que parece durar bastante, nos inserindo naquele cenário e contexto, como se realmente fizéssemos parte da história junto com os personagens. Sarah nos faz refletir em cada página sobre a vida, o amor, a família, e muitas outras coisas, sua narrativa é deliciosa, leve, envolvente, e suas palavras conseguem nos prender de uma maneira que nem todos os autores conseguem.
Gostei muito da Remy, ela tem um ar mais blasé em relação às coisas, mas como a narrativa é em primeira pessoa, podemos conhecê-la muito bem e entender seus sentimentos e o que pensa sobre o mundo e o que vivencia. Posso, inclusive, dizer que ela é diferente de muitas protagonistas que já conheci e isso só fez com que eu gostasse ainda mais dela.
Dexter é outro caso à parte que merece ser citado. O garoto é ótimo e gostei muito dele, inclusive por ser tão diferente de Remy, mas mesmo assim igualmente adorável. Curti sua determinação e também seu jeito estabanado, daquele tipo que suas “imperfeições” o tornam alguém mais legal. Além do mais, ele sai do estereótipo de vocalista de banda que estou acostumada a conhecer nos livros.
“Eu sabia que não havia garantias. Não tinha como saber o que viria a seguir para mim, ou para ele, ou para qualquer um. Algumas coisas não duravam para sempre, mas outras, sim. Como uma boa música, ou um bom livro, ou uma boa lembrança que se pode pegar e desdobrar nos piores momentos, segurando pelos cantos e olhando bem de perto, esperando reconhecer a pessoa que se vê ali.”


VEM AÍ: Lançamentos Literários 2016 – Parte 01


Oii, gente! Como vocês estão? Uma coisa que eu simplesmente adoro é saber quais livros serão publicados pelas editoras aqui no Brasil, inclusive aqueles que só estão nas programações e que serão lançados meses depois de anunciados, ou seja, a maioria deles ainda não possui capa ou título nacional.
Pensando nisso, resolvi fazer posts contando sobre algumas obras que estão previstas para serem publicadas ainda este ano por diversas editoras brasileiras. Tem muita coisa bacana e eu nem sei decidir quais são os que eu mais quero! Lembrando que são previsões, ou seja, as datas podem ser modificadas. Caso isso aconteça, anunciaremos novas datas aqui no blog ou nas nossas redes sociais.
Como são muitos lançamentos e toda hora saem novas informações deste tipo, resolvi colocar apenas informações curtas como capa (nacional ou original, a que estiver disponível), título, autor, previsão de lançamento e se faz parte de alguma série ou é livro único, e dividir por editoras. Para ler a sinopse, basta clicar no título para ser redirecionado ao Skoob ou ao Goodreads do livro.
Farei outros posts do estilo em breve também, com outras editoras e títulos. Informações sobre publicações próximas, ou seja, as que já estão saindo do forno, continuarão a ser apresentadas em posts das editoras específicas ou na nossa Fan Page, curta lá se ainda não fez isso! :D
Galera Record
Abril


Maio e Junho


Final do Primeiro Semestre


Segundo Semestre


Editora Seguinte
Abril

- Maré Congelada - A Queda dos Reinos #04 - Morgan Rhodes - (Resenhas de "A Queda dos Reinos" e "A Primavera Rebelde", primeiro e segundo volumes da série)

Maio



Os Bons Segredos – Sarah Dessen

Sydney nunca foi a filha preferida ou a que ganhou mais destaque na família, este papel era de seu irmão mais velho, Peyton. Crescendo à sombra dele, ela sempre se sentiu meio invisível, levando uma vida certinha, sem fugir às regras e sem fazer qualquer coisa que seus pais pudessem recriminar, ela era a filha perfeita, vivendo no mundo perfeito.
Até que tudo muda, Peyton sempre se envolveu com problemas e até bebidas, e um dia, em um acidente estando bêbado ao volante, ele atropela um garoto, que fica paraplégico. Toda a vida da família muda neste instante e o rapaz vai preso. Mesmo sendo o grande responsável por provocar aquilo, seus pais sempre o consideraram como a vítima, principalmente a mãe, que fazia de tudo por ele, para que se sentisse bem, já que não se conformava com o destino terrível do filho.
A filha mais nova, não aguentando mais viver sob os holofotes do que seu irmão fez e querendo mudar um pouco sua vida, decide trocar de colégio. No começo as coisas não são muito favoráveis, afinal é difícil começar do nada em um local novo sozinha, mas tudo está prestes a mudar. Sydney um dia vai a uma pizzaria depois das aulas para evitar voltar para casa e para sua realidade. E é lá que conhece a extrovertida e simpática Layla, filha do dono do restaurante. A amizade entre as duas começa e se fortalece rapidamente, fazendo com que nossa protagonista se sinta confiante para lhe contar todos os seus segredos, aqueles que mais ninguém jamais soube antes, pois nunca saíram de sua cabeça e se transformaram em palavras faladas.
Layla logo leva sua nova melhor amiga para conhecer sua família, que a aceitam como se tivesse feito parte daquilo a sua vida inteira. É lá que ela vai se sentir acolhida e amada, diferente de tudo o que vivenciou até então, onde começa a entregar pizzas, uma atividade da qual percebe que gosta muito, e também onde conhece o único que a enxergou verdadeiramente, Mac. Agora a garota passa a notar que finalmente pôde tomar as rédeas de sua própria vida.
“Mas não foi só a companhia de Mac que me fez gostar das entregas. [...] fiquei intrigada com aquilo. Havia algo que me fascinava na ideia de ir na casa de gente estranha, de espiar outros lugares e as pessoas que moravam ali. Talvez porque sentia que minha família era observada o tempo todo por pessoas de fora. Era legal poder estar do outro lado.”
Eu amo Sarah Dessen, que já se tornou uma das minhas autoras preferidas da vida, todas as suas obras que li me encantaram e me tocaram de alguma forma e com esta não foi diferente. Inclusive ela é considerada uma das melhores escritoras de livros do gênero jovem adulto existentes no mundo e, para mim, sua fama faz jus ao seu talento.
A autora sabe como apresentar problemas mais sérios de uma forma bem leve, e acho isso fantástico, pois os leitores mais jovens podem se identificar e ainda encontrar uma forma de sair da escuridão, sem ficar totalmente depressivos ou algo tão ruim quanto. É como se ela estivesse aconselhando-os de uma maneira sutil, fazendo com que não se sintam os únicos a terem problemas semelhantes. Considero esta a melhor forma de conversar com os jovens, porque não choca, mas mostra que todos temos problemas e podemos sair deles sem que nossos mundos desabem completamente.
“– Sim, mas também é um lembrete. [...]
[...] – Agora continuo a usar para não esquecer o que perdi.
Era estranho ouvir isso. Estava acostumada ao contrário: ausência como sinônimo de dor.”
Sydney é uma protagonista carismática, que enfrenta várias situações de cabeça erguida, apesar de não revelar a ninguém de fora o que realmente passa dentro de si. Mas nós, como leitores, podemos conhecê-la a fundo devido a narrativa ser em primeira pessoa, o que nos aproxima ainda mais dela e nos faz desejar que tenha um final mais do que feliz, porque ela realmente merece depois de tudo que teve que enfrentar ao longo do caminho.
Também gostei bastante de conhecer sua nova melhor amiga, Layla, que a acolheu e a apoiou de uma maneira incrível. Foi muito bonito ver a amizade das duas nascendo e se fortalecendo, e gostei de como a mesma foi explorada. Todos os personagens criados pela autora possuem suas personalidades bem definidas, com qualidades e defeitos bem trabalhados, como um ser humano de verdade, e isso é o mais bacana em suas histórias.
Eu gosto muito de romances e considero que o deste livro acabou sendo deixado muito de lado. Não estou dizendo que algum dos livros de Dessen foque mais o relacionamento amoroso da protagonista (pelo menos isso não aconteceu em nenhum dos cinco que li), mas acho que este ficou tão sutil que não consegui sentir muito pelo casal, não deu tempo de torcer de verdade ou de me envolver com o que eles estavam vivenciando, infelizmente. Para quem gosta de livros que tenha o romance como segundo plano, esta é uma ótima opção.
Acima de tudo o livro fala sobre relacionamentos e confiança e gostei muito de como ambas as coisas foram trabalhadas e muito bem desenvolvidas. Há todo um contraste com relação a família de Sydney e a de Layla. As duas têm bases familiares bem diversificadas, de um lado uma mãe totalmente preocupada com um filho, fazendo de tudo por ele mesmo quando o mesmo deseja distância e deixando de lado a outra filha, como se ela fosse um nada, sem problemas, sem preocupações e só com o objetivo de estudar e ser perfeita. Sobre o pai nem há muito o que comentar, já que ele e nada são exatamente a mesma coisa, ele não se impõe, não ajuda a filha, não levanta a voz, não presta atenção ao seu redor, etc. Enquanto no outro lado, há uma família unida, divertida, que não deixa os problemas suplantarem os bons momentos, onde os filhos são igualmente tratados e também cuidam de sua mãe com muito amor e carinho, eles vivem em um ambiente menor e com menos condições monetárias, mas muito mais acolhedor, preocupado com o bem estar do próximo, incluindo gente de fora, como a própria Sydney.
“Dá para ver todas essas pessoas em lugares diferentes. São como pequenos retratos em tempo real do mundo inteiro.”
Uma coisa que me incomodou muito na Sydney é que ela era passiva demais. A menina ficava chateada com algumas situações, queria se rebelar ou mostrar que era diferente do irmão, que merecia mais confiança, etc., mas chegava na hora ideal e sempre voltava atrás, deixava de se impor, aceitava tudo de cabeça baixa. Não teria me irritado tanto se por acaso além de termos visto seu amadurecimento ao longo das páginas, no final ela se rebelasse e dissesse o que realmente sentia e pensava, mas nada disso aconteceu. O máximo de ação que teve neste sentido foi quando o livro estava se aproximando do fim e ela agiu de uma maneira mais interessante, mas só depois de algo terrível quase ter acontecido a ela e numa situação de extrema importância e, mesmo assim, só foi uma ação bem fraca de sua parte, que ainda teve uma justificativa sensata, e nada de grandes revelações sobre tudo o que estava sentindo.
Até teve uma cena, próxima a este acontecimento, que poderia ter sido desenvolvida mostrando uma conversa entre mãe e filha, já que a gente, como leitores, acabamos esperando que isso aconteça o livro inteiro. Mas Sarah optou por não escrever este papo, somente citar que ele aconteceu, e isso me incomodou muito porque eu queria ver a exploração desta liberdade e expressão de sentimentos e isso não ocorreu de fato.
Eu senti como se ela tivesse moldando a personagem e seu amadurecimento em todas aquelas páginas e situações que vivenciou até então, bem devagar, bem detalhado, para chegar na hora e simplesmente desistir de ir por este caminho de exploração da cena porque a obra já estava longa demais e não daria tempo de expor tudo em poucas palavras. Ou seja, vários ganchos foram sendo deixados pelo caminho, mas na hora de juntar todos para serem transformados num desfecho arrebatador, ela desistiu. E eu realmente queria que pelo menos tivesse uma tentativa.
“Pelo que eu estava aprendendo, ninguém era cem por cento ruim. Mesmo a pior das pessoas em algum momento teve alguém que a amasse.”
A escrita de Sarah é muito, muito gostosa, e ela sabe nos inserir no mundo que criou de uma maneira bem feita e envolvente. Além disso, a forma como ela consegue trazer assuntos pertinentes e reais para as páginas faz com que tudo seja mais crível, como se conhecêssemos os personagens de verdade, e eles fossem de carne e osso, afinal. A gente conhece pessoas (mesmo que não tão próximas a nós) que passam por problemas semelhantes aos abordados na obra, ainda que todos os detalhes não sejam exatamente iguais, mas a forma como lidam com eles ou até os pontos secundários, e não a trama principal. Por exemplo, não necessariamente você vai conhecer alguém cujo irmão foi preso por algum crime, mas pode conhecer alguém cujos pais o comparam com outra pessoa e não o deixam fazer nada por conta desta comparação.
Este não foi o meu exemplar preferido escrito por Sarah, esta posição ainda é de “A Caminho do Verão”, mas eu gostei muito deste seu novo livro, que inclusive foi o último escrito pela autora, publicado lá fora em 2015 também. Amo suas obras, que são todas individuais, ou seja, sem continuações, apesar de ela gostar de fazer brincadeirinhas, e alguns personagens ou lugares fazem pequeninas participações em outros exemplares. E estou esperançosa de que, com o sucesso que esta está fazendo no Brasil, outras de suas histórias também sejam publicadas aqui.
Dessen é considerada a rainha dos YA contemporâneos e já escreveu doze romances mais alguns contos que saíram em antologias com outros autores, mas apenas cinco de seus livros foram publicados no Brasil (na ordem que foram escritos: "Aquele Verão", "Just Listen", "A Caminho do Verão" e "O que aconteceu com o Adeus?" – clique nos títulos para ler as resenhas), então, como comentei acima, estou na torcida para que a Editora Seguinte resolva trazer os demais sete títulos, não importa a ordem, e ainda uma edição com seus três contos (sonhar nunca é demais, né?! Hahaha).
 “Ninguém era capaz de saber o que viria adiante; o futuro era a única coisa que jamais poderia ser destruída, porque ainda não tivera a chance de existir.”
Não gostei do final, chegando a sentir raiva do mesmo. Toda a trama gira em torno de uma questão, ou seja, ela é a mais importante de todo o livro e é a responsável por fazer todo o resto acontecer, direta ou indiretamente. Só que ela não é resolvida. Eu poderia ter ficado satisfeita com o desfecho caso a autora tivesse optado por outro tipo de resolução em relação a ela, mas, não. Dessen decidiu colocar uma cena em andamento que tinha totalmente a ver com isso, nos enchendo completamente de expectativas para chegar na hora exata e... finalizar a história. Ou seja, deixou aquilo completamente em aberto. Esse tipo de final aberto para algo tão importante me irrita profundamente e fiquei com vontade de tacar o livro na parede. Eu realmente precisava saber o que ia acontecer depois daquela última frase, mas agora nunca vou saber, o que é muito chato e também triste.
Adoro esta capa, que representa uma parte bem importante da trama, e é extremamente mais bonita do que a original. A edição impressa conta com acabamento soft touch (aveludado), páginas amarelas e um marcador lindo preso na orelha de trás, que o leitor pode recortar para guardar. A diagramação é simples e muito confortável com uma fonte em tamanho grande e bons espaçamentos entre palavras e linhas.
Para aqueles leitores que curtem uma boa leitura do gênero jovem adulto que fala de assuntos mais complicados e intensos de uma forma leve sem perder a essência, com personagens carismáticos e muito bem desenvolvidos, uma pitada de romance e uma trama comovente, Sarah Dessen é uma opção mais do que certeira. E este livro, “Os Bons Segredos”, é uma graça e merece ser lido.
Avaliação



Just Listen – Sarah Dessen


Sabem quando um livro entra para sua lista de desejados desde que você lê a sinopse? E quando você tem certeza de que vai gostar de um livro antes mesmo de ter lido a primeira página? Então, Just Listen foi esse tipo de livro para mim. Faz tanto tempo que eu tinha vontade de lê-lo que nem lembro ao certo quando foi meu primeiro contato com ele.
Por algumas razões, demorei muito para finalmente comprá-lo. Dessa forma, assim que tive o livro em mãos pela primeira vez, comecei minha leitura. A maior desvantagem de criar altas expectativas para determinado livro é que podemos nos decepcionar.  Felizmente, não foi isso que aconteceu comigo. Just Listen atendeu todas as minhas expectativas e, como esperado, entrou para minha lista de livros favoritos.
Just Listen tem como protagonista a jovem Annabel Greene, que após ser flagrada em uma festa com o namorado de sua melhor amiga Sophie, foi deixada de lado e teve a conhecida fúria de sua ex-amiga voltada para si.  Acostumada a evitar conflitos e a omitir tudo o que pudesse causar raiva nas outras pessoas, Annabel se calou sobre o acontecido e guardou para si o peso da verdade.
Depois do que aconteceu na festa, a vida de Annabel mudou. Antes acostumada a seguir Sophie, agora ela estava sozinha. É essa solidão que a aproxima de Owen Armstrong, um garoto com fama ruim que estava sempre com seus fones de ouvido.
Ao contrário de Annabel, Owen é sincero sempre. Enquanto Owen tenta controlar seus momentos de raiva, graças ao tratamento para Gerenciamento de Raiva que fez após o episódio responsável por sua má fama na escola, Annabel guarda tudo para si e não sabe lidar com esse tipo de sentimento.
Embora opostos em diversos aspectos, a amizade entre os dois vai ajudando Annabel a superar seus maiores medos e a aprender a ser sincera, mesmo que sua sinceridade possa magoar as pessoas que ela ama. Tudo acontece aos poucos. É possível perceber como os sentimentos entre eles vão crescendo a cada nova conversa e como Annabel consegue ser sincera quando está com Owen. As conversas entre eles, que na maioria das vezes eram sobre música, foram as cenas do livro que mais me encantaram.
“Ah. – ele olhou a lista de músicas. – Mas ela tem bom gosto. Quero dizer, tem Led Zeppelin aqui, mas pelo menos não é “Stairway to Heaven”. Na verdade - ele disse, parecendo estar impressionado – “Thank you” é a minha música favorita do Led Zeppelin.
- Sério?
- Sério. Tem uma coisa de balada romântica brega. Meio irônica, mas verdadeira. Posso colocar?
- Claro. – respondi. – Obrigada por perguntar.
- Você tem que perguntar – ele disse, colocando o CD no aparelho. – Só um verdadeiro babaca toma liberdades com o som do carro de outra pessoa. Isso é sério.”  Pág. 125
Owen é apaixonado por música e tem um programa de rádio no qual toca canções desconhecidas pela grande massa que, segundo ele, agradam as pessoas “iluminadas”. As referências musicais são outro ponto positivo do livro. O trabalho de Annabel e de suas irmãs como modelo também tem considerável importância na trama. A história deixa uma questão a ser pensada: até que ponto o que parecemos ser é igual ao que realmente somos?
“Eu queria dizer para ela naquele exato momento que isso não era verdade. Que eu estava longe de ser a garota que tem tudo. Que nem era mais aquela garota nas fotos, se é que algum dia eu fui. A vida de ninguém é daquele jeito, feita apenas de momentos gloriosos, principalmente a minha.” Pág. 178
Sobre os personagens, posso dizer que são bem construídos, principalmente no que se refere à família da protagonista. A família de Annabel e como seus membros lidam com os problemas, principalmente com relação ao distúrbio alimentar que uma das irmãs dela está enfrentando, acrescenta valor à trama.
“Era muito provável que nós nunca voltássemos a ser como éramos, 
mas pelo menos estávamos juntos”.
Annabel tem seus motivos para ser introspectiva, mas apesar das dificuldades é bom ver como ela vai crescendo como pessoa. Me identifiquei em alguns pontos e torci muito por ela durante toda a história. Owen é um personagem adorável, daqueles que dificilmente serão esquecidos. As irmãs da protagonista, Whitney e Kirsten, tem grande importância na história e colaboram para torná-la ainda melhor. Os personagens são tão bons, que até mesmo os que não têm tanta importância ganharam minha simpatia.
O livro não poderia ter um título mais adequado. “Just Listen”, ou “Apenas ouça”, descreve bem a história, que tem como protagonista uma garota que sempre guardou tudo para si, mas que aprende aos poucos e com muita dificuldade o quanto é importante colocar essas coisas para fora.
No Brasil, o livro foi lançado com o subtítulo “A Garota que esconde um Segredo”. Confesso que o segredo ao qual esse subtítulo se refere não me surpreendeu, mas o percurso até que ele seja finalmente revelado tem ainda mais importância.
A capa não me agradou, apesar de achar boa a ideia da garota escondida atrás do que eu acredito ser uma porta, a modelo da capa não é nada parecida com a Annabel da minha imaginação. O livro tem alguns erros de revisão, mas nada que atrapalhe a leitura.
A narrativa da autora é excelente e o modo como ela conduz a trama é envolvente. O livro é narrado em primeira pessoa pela Annabel, que intercala o presente com algumas lembranças marcantes. É o primeiro livro da Sarah Dessen que eu li, mas espero que seja o primeiro de muitos.
Não preciso nem dizer que recomendo MUITO esse livro, né? Para os que gostam de uma boa história, com temas fortes, boa narrativa e personagens marcantes, Just Listen é mais do que recomendado.
Avaliação



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Aquele Verão – Sarah Dessen


Em “Aquele Verão” conhecemos a protagonista Haven, uma garota de 15 anos que está passando por várias mudanças em sua vida, já que seus pais se separaram e seu pai está se casando novamente com a “mulherzinha do tempo”. E Ashley, sua irmã 6 anos mais velha, também está de casamento marcado para o final do verão com um namorado que Haven não gosta muito, já que é muito diferente da irmã, com quem ela não possui uma relação tão boa assim. Todos estão muito estressados com os preparativos do casamento, e sua mãe ainda parece abalada devido ao divórcio.
Para piorar a situação, ela está mais alta do que nunca, e com seus um metro e oitenta e cinco de altura (e ainda não parou de crescer) ela gostaria de ser mais baixa e menos desajeitada e, principalmente, gostaria de não chamar tanta atenção assim. Até que surge na cidade Summer, um dos ex-namorados de sua irmã, de quem Haven lembra com muito carinho pelo fato de ter vivenciado o melhor verão de sua vida próxima a ele, já que naquela época tudo parecia estar funcionando corretamente e seu relacionamento com sua irmã era muito melhor, já que Ashley era mais leve e divertida.
Logo nas primeiras linhas já dá para “pegarmos” o jeitinho Dessen de escrever e nos apaixonar pela protagonista de cara. Sendo esse o quarto livro da autora que li, percebi que ela gosta de manter seus personagens principais mais reservados, observando mais a ação envolvendo a vida de outras pessoas do que realmente participando dela, e acho essa uma ótima forma de narrar.
A narrativa de Sarah é tão gostosa que, mesmo com suas poucas 198 páginas, consegue fazer com que o leitor conheça bem a protagonista e se envolva totalmente com a história. Também acompanhamos um crescimento pessoal de Haven muito legal, adoro ver cada etapa do amadurecimento dos personagens criados pela autora.
Esse título fala de mudanças e o modo com que cada pessoa lida com ela, também desenvolve muito as relações familiares, e como pessoas tão diferentes encaram a vida sob perspectivas tão diversas, e como se relacionam entre si.
A história de “Aquele Verão” é quase completa, só faltou o romance, que é a minha parte preferida nos livros que leio. Mas, mesmo faltando esse detalhe, a narrativa de Dessen é tão gostosa e envolvente, que um casal amoroso acaba não fazendo nenhuma falta.
Confesso que acreditei, em muitos momentos da trama, que haveria sim um romance, ao mesmo tempo em que estava sentindo que aquilo não iria acontecer, inclusive porque a história é curta, então não daria muito tempo para amadurecer algo assim e Sarah gosta de desenvolver bastante todos os pontos que ela cria.
Outro ponto muito interessante é que os livros da autora possuem uma trama bem realista e acho isso ótimo, principalmente porque o leitor consegue se identificar facilmente com os personagens ou as situações pelas quais eles passam, o que acaba trazendo um maior envolvimento com a história e, inclusive, pode ajudar os jovens que estão passando por algo semelhante a sair disso da melhor forma.
Gostei muito de Haven, ela é uma menina especial, apesar de ser bem fechada, e eu queria poder acompanhá-la por mais tempo; não gostei da Ashley, a achei muito mimada e egoísta; até gostei um pouco do Summer, mas sentia que não podia confiar nele, então sempre fiquei com um pé atrás com o personagem (fora que quando uma revelação sobre ele foi feita, eu já sabia que era exatamente aquilo que tinha acontecido) e no final não gostava mais dele; e sobre a mãe, a achei bem ausente da vida de Haven, não parecia que se importava muito com o que a filha estava passando ou o que estava sentindo, então não tive tanta simpatia pela personagem, muito menos pelo pai.
Meu livro preferido de Sarah Dessen continua sendo “A Caminho do Verão”, mas esse título com certeza entrou para o hall de meus livros preferidos, ao lado dos outros da autora que também já li (“Just Listen” e “O que aconteceu com o Adeus”) e mesmo sendo uma história mais simples, conseguiu me prender e me cativar da mesma maneira.
Duas curiosidades a respeito dessa obra é que esse foi o primeiro livro da autora que foi publicado e que, junto com Someone like you, segundo livro dela publicado, serviu de inspiração para o filme Meu novo amor (How to Deal), estrelado por Mandy Moore, apesar de um livro não ter absolutamente nada a ver com o outro. Acho, mas nem tenho certeza, que já assisti esse filme há muitos anos e, portanto, não lembro de nada da história então nem posso dizer como ficou essa adaptação.
A capa é linda, apesar de simples, e tem bastante a ver com a história, não exatamente com o presente em que ela vive (apesar de se passar no verão, não acontece na praia), mas com uma boa lembrança que é contada e que foi a responsável por uma grande mudança na vida de Haven e que combina totalmente com o título, que define bastante coisa. Quanto a parte impressa, o título e o nome da autora estão em verniz localizado. A diagramação está ótima, com uma fonte e espaçamento muito bons para a leitura.
Apesar desse título ser um pouco antigo, ele foi publicado originalmente em 1996, a história consegue ser bem atual. Se o leitor não sabe a data real de publicação, pode imaginar que ele acabou de ser escrito, e acho isso muito legal nos livros de Dessen.
Indico “Aquele Verão” para todas as pessoas que gostam de livros adolescentes, com uma história que não é bobinha e apresenta uma certa complexidade, podendo até incluir elementos mais sérios, mas tratados de uma maneira bem fácil de acompanhar, com profundidade na medida certa e personagens bem desenvolvidos e explorados. Sarah Dessen consegue proporcionar tudo isso ao leitor e ainda fecha com chave de ouro, fazendo-nos refletir, trazendo aquela sensação boa ao final da leitura.
Avaliação



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O Que Aconteceu Com o Adeus? – Sarah Dessen


Em “O que aconteceu com o Adeus?” conhecemos McLean Sweet, uma adolescente que teve sua vida transformada totalmente quando a história de amor que ela mais admirava acabou, e seus pais se divorciaram. Com isso, e a culpa toda sendo de sua mãe, ela sente que deve ir morar com o pai, que sai da cidade por causa de um novo emprego: consultor de restaurantes.
Só que o seu trabalho exige que ele fique pouco tempo em uma cidade e logo mude para outra, depois outra e mais outra. McLean vai junto em todas elas, mas prefere deixar para trás, além de sua tristeza, sua identidade.
Ela deixa de ser McLean e passa a ser Eliza, Lizbet, Beth, e, com cada uma delas, uma nova personalidade surge como meio de autodefesa, assim ela não precisa ficar triste quando tiver que dar adeus às pessoas, já que ela não se envolve muito com nenhuma delas.
Até que ela chega a esse novo local, Lakeview, onde tudo que ela não consegue é mudar de identidade. Agora ela precisa desempenhar o papel mais importante de sua vida: descobrir quem é ela mesma, depois de tanto tempo, e agir conforme o que deseja, coisa que não vem fazendo há um tempo já que tem receio de ter que ir embora antes do que o esperado.
Sarah tem a sensibilidade de escrever uma história incrível, com personagens admiráveis e ainda consegue nos transportar para as páginas de uma maneira tão gostosa que é como se estivéssemos participando da história no momento exato em que as coisas acontecem.
O relacionamento de McLean com sua mãe é bastante complicado. No começo, acabo entendendo bem o seu lado e fico contra a sua mãe, mas com o passar dos acontecimentos, eu entendi o motivo de ela ter feito o que fez, só não faria igual se fosse ela, mas quem sou eu para dizer como o outro deve agir? E acabei ficando a favor dela, inclusive achei uma das últimas cenas muito admirável.
Considero esse um ótimo livro para pessoas de todas as idades, mas acredito que possa ajudar, especialmente, os jovens que passam por situações semelhantes aos personagens na vida real, coisa que com certeza é bem fácil de ser encontrada por aí.
Nessa trama, o romance é deixado bem de lado. Quase não acontece, só mais para os 45 do segundo tempo, mas ainda assim foi fofo. Só que Dave não me conquistou totalmente. Algumas situações, inclusive, ele me incomodou, mas com o passar da história até que transformou-se em alguém mais agradável e acabou fazendo com que eu torcesse para que os dois ficassem juntos.
Tenho certeza de que você já ouviu falar muito bem de Sarah Dessen por aí, e tenho que complementar que nada do que dizem é exagerado. A autora escreve bem sim, sabe desenvolver tudo de forma invejável e ainda consegue nos deixar ansiosos para ler todos os seus outros livros. Se você ainda não teve a oportunidade de conhecer algum de seus fantásticos universos, recomendo que não perca mais seu tempo e corra atrás de alguma de suas obras o mais breve possível, pois tenho certeza de que não vai se arrepender.
Todas os acontecimentos que Sarah entrelaça em suas histórias são bem desenvolvidos e ela não deixa um argumento que for no ar. Ela explica tudo o que ocorre com detalhes, mas de uma forma maravilhosa, que não nos deixa cansados, pelo contrário, só nos faz buscar mais informações a cada página virada.
Separei dois quotes que adorei para vocês:
 “Incrível como se podia ir tão longe de onde você tinha planejado e, no entanto, descobrir exatamente onde você precisava estar.”
“Pensei que não tinha mais um lar. Mas lá mesmo, naquele momento, percebi que estava errada. Lar não era uma casa montada, ou apenas uma cidade no mapa. Era qualquer lugar onde as pessoas que te amam estão, sempre que vocês estão juntos. Não um lugar, mas um momento e depois outro, construídos sobre o outro como tijolos para criar um abrigo sólido que você leva consigo a sua vida inteira, onde quer que esteja.”
Mesmo que nenhum de seus títulos faça parte de alguma série, Sarah faz alguns de seus personagens se encontrarem em outro livro. Adorei isso! “O que aconteceu com o Adeus?” é o terceiro livro dela que leio, e o terceiro publicado no Brasil, mas foi o primeiro que percebi esse método. Talvez porque não li todos os outros, então não saberia se os personagens haviam se encontrado mesmo, ou porque os dois anteriores não se passam nos mesmos locais. Mas nesse, há personagens de “Just Listen” (não há interação entre eles, McLean só os observa de longe) e de “A Caminho do Verão” (aqui há uma breve interação).
Posso ter adorado esse livro, mas ele não se transformou no meu favorito de Sarah Dessen, ainda gostei mais de “A caminho do Verão” – que também foi publicado pela iD, tem resenha aqui no blog e eu recomendo demais! –, talvez por me identificar mais com a personagem principal (ela é notívaga e eu também!).
O trabalho gráfico da iD, novamente, está maravilhoso.  Eles mantiveram a capa original, a contracapa é verde limão e as divisões dentro dos capítulos têm florzinhas fofas, o que está simples, mas muito bonito.
Com uma narrativa incrivelmente bem construída – típica da autora –, personagens que poderiam ser facilmente nossos conhecidos – ou até mesmo amigos, e com uma história deliciosa e que foge dos sobrenaturais, recomendo imensamente “O que aconteceu com o Adeus?”.
Avaliação





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A Caminho do Verão - Sarah Dessen



Em “A Caminho do Verão” conhecemos Auden, uma menina que ao mesmo tempo em que é uma garota comum, não tem nada de comum; tem problemas com os pais, dificuldade em se socializar com as pessoas, não sabe muito como lidar com seus sentimentos, e que, com o decorrer da história, aprende a lidar com muita coisa que antes não conseguia e começa a vivenciar experiências novas que tinham sido reprimidas de sua infância, como andar de bicicleta. Para isso ela conta com a ajuda de Eli, um garoto bonito, mas misterioso que passou por um trauma recentemente que o transformou em uma pessoa séria, mas que tem um coração imenso.

Mas isso tudo só passa a acontecer quando ela resolve passar o último verão antes de ir para a faculdade com seu pai, sua nova mulher e uma bebê recém-nascida – sua irmãzinha Thisbe – em uma casa com uma saída para a areia da praia em uma cidadezinha do litoral, Colby.

Agora com uma nova rotina, muitas descobertas, amigos novos [na verdade os primeiros] e um carinha intrigante, Auden vai passar um verão diferente de tudo o que já passou, e que vai mudar a sua vida para sempre.

 “A caminho do Verão” não é apenas uma “capinha bonita”, tem conteúdo. Essa não é uma história que trata apenas de amor – como eu pensei que fosse – mas sim de crescimento pessoal, de entender quem você é até mesmo quando tem dúvidas, de ir contra alguns dos princípios passados por sua família a você, pois percebe que eles não representam o que você realmente é, ou como realmente se sente, de mudar algumas coisas em sua maneira de ser pois quer mudar, e isso é realmente difícil de ser feito, de mostrar que todos merecem uma segunda chance. Mas acima de tudo, esse livro fala de encontrar a sua felicidade, não o que faz os outros felizes, mas o que TE faz feliz.

Eu me identifiquei profundamente com algumas maneiras de Auden se comportar, principalmente o fato de ela dormir muito tarde [ou muito cedo, dependendo do ponto de vista hahaha]. É engraçado – mas não de uma forma cômica – ver uma personagem notívaga em um livro, acho inclusive que é a primeira vez que eu me deparo com a situação [isso excluindo livros de vampiros, porque não conta! Hahaha], e acho que isso me fez gostar ainda mais de tudo.

Essa é uma história normal, que poderia ter sido vivenciada por mim ou por você, mas foi vivenciada por Auden em um livro sensacional. Sarah sabe como traduzir palavras em sentimentos e nos transportar para dentro do papel de uma maneira surpreendentemente envolvente. Com certeza essa é uma leitura que ficará guardada na minha memória e no meu coração. Porque uma história para ser realmente boa ela tem que nos fazer sentir algo, e essa definitivamente me fez muito bem.

A autora já é muito famosa por seus ótimos livros, que infelizmente ainda não havia tido a oportunidade de ler antes. Mas até que de um lado isso foi bom, porque começar com esse me fez entender o motivo de amarem tanto o modo Sarah Dessen de escrever: apaixonante. Uma pena que no Brasil apenas dois de seus livros foram traduzidos, tomara que as editoras nacionais mudem isso logo. E claro, parabéns à iD por ter trago para nós esse livro maravilhoso!

Eu separei um quote aqui para vocês, sei que muitos leitores adoram quotes, mas outros não porque podem acabar revelando algo da história e assim acabar com alguma surpresa, mas fiquem tranquilos pois esse não é nada revelador.

“Quem disse que você tem que ser inteligente ou bonita, ou gostar de coisas 
de menina ou de esportes? A vida não deveria se basear em “ou”. 
Somos capazes de mais do que isso, sabe?”

Com uma capa bonita [eu já achava a americana uma gracinha, mas a nacional superou], um enredo legal, personagens muito bem estruturados e um ótimo desenvolvimento, “A caminho do verão” tem tudo para entrar no “top preferidos” de muita gente, assim como entrou para o meu.

A única coisa que acho que poderia ter ficado melhor é o título. Não é ruim e nem nada do tipo, mas também não é impactante.

Ao final do último capítulo a autora colocou um pouco de suas experiências no papel, nos contando como foi o processo de escrita desse livro e algumas de suas vivências, num relato bem descontraído, que eu particularmente adorei. Não sei se Sarah sempre faz isso em seus livros, – já que como disse antes, esse é o primeiro que li – mas me senti mais próxima da autora, o que foi bem legal. E para quem gosta de música [ou apenas é curioso hehe], bem no finalzinho do livro ela colocou uma lista de músicas com suas explicações sobre o motivo de a ajudarem a compor esse maravilhoso livro.

Então se alguém ainda tem dúvidas quanto a ler “A caminho do verão”, acho que deve deixar as dúvidas de lado e dar uma chance a essa sensacional e envolvente narrativa.

 Avaliação