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Os Signos do Zodíaco – Carolyne Faulkner


Comentei anteriormente que adoro Astrologia, embora não saiba tanto sobre o assunto. Então sempre procuro livros, vídeos e artigos que aprofundam um pouco mais no tema e, assim, vou entendendo sobre como os Signos, Planetas, Estrelas, etc. influenciam nas nossas vidas.
Nessa obra, que é “Um Guia Prático para Entender a Astrologia Contemporânea”, a autora nos ensina de forma direta e fácil, e com uma linguagem simples, a ler o Mapa Astral e entender os Signos, os Planetas e as Casas. Ela também faz uma análise de cada um desses temas. Com isso, mostra que a Astrologia Dinâmica nos auxilia a colocar em prática o conhecimento astrológico com intenção de estimular nossos traços úteis e reduzir o impacto ou superar os traços nocivos. E assim aprimorar nosso bem-estar e aumentar a saúde emocional, física e espiritual.
Há um trecho da Introdução que eu acho que vale a pena ser lido, pois fala sobre a generalização da Astrologia e como não é uma verdade absoluta, mas ainda pode ser de grande ajuda.
“Não é possível, nem lógico, dividir a humanidade inteira em dozes signos e esperar que cada uma das doze categorias seja composta por pessoas do mesmo tipo e que vivenciam as mesmas coisas ao mesmo tempo. Além disso, nenhuma generalização excessiva tem sentido. [...] Os seres humanos são muito mais complexos, e nosso signo é no máximo uma indicação sumária da nossa personalidade e do nosso potencial. [...] Se você conhecer os pontos positivos e negativos do seu signo e puser em prática os primeiros, poderá brilhar como o Sol. Mesmo assim, a astrologia jamais será capaz de desvendar toda a profundidade do seu ser. Afinal de contas, julgar o caráter de alguém (o seu inclusive) com base apenas no signo solar é como julgar a pessoa pela aparência.”






Cem – Heike Faller & Valerio Vidali


Amo ilustrações e me encanto com formas e cores de cada desenho. Meu grande sonho era conseguir desenhar tão bem, mas infelizmente não tenho esse talento. Assim que vi esse título, me apaixonei pela premissa. Um volume cheio de ilustrações coloridas e frases curtas que mostram ano a ano as transformações das nossas vidas. Claro que eu precisava desse exemplar na minha estante para ontem.
Quando o peguei em mãos, não me aguentei e fui correndo ler e me encantei com cada frase. É incrível como esse volume consegue misturar arte, reflexão e poesia. Cada frase nos desperta um sentimento e nos leva para diferentes épocas da vida. Em uma trajetória de sonhos, amores, conquistas, etc., nos pegamos refletindo sobre a vida com a simplicidade da obra que nos conquista de uma maneira leve e descontraída, com frases que nos mostram de 0 a 100 anos detalhes da nossa existência.



Esse título está muito maravilhoso, com ilustrações incríveis que conseguem nos conquistar. O traço de Valerio Vidali é leve e divertido. Me peguei querendo colocar em um quadrinho várias daquelas ilustrações para pendurar no meu quarto. Imagina como seria legal?! Depois mostro o resultado para vocês.




A Imperatriz de Ferro: A Concubina que Criou a China Moderna – Jung Chang


Quem me conhece sabe que eu gosto muito da cultura asiática e também sou feminista. Esse livro mistura duas coisas que amo e ainda traz uma história verídica. Por esse motivo, resolvi que queria ler o quanto antes sobre essa imperatriz para descobrir um pouco mais sobre a história de um país que adoro e tenho muita vontade de visitar um dia. E escolhi essa resenha para postar hoje também em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, porque é sempre fascinante conhecer um pouco mais de mulheres fortes que mudaram o mundo da sua maneira.
Nesse volume conhecemos um pouco mais sobre Cixi, uma mulher que aos 16 anos foi escolhida em uma seleção nacional para ser uma das concubinas do imperador. Quando ele morreu em 1861, foi seu filho de cinco anos que assumiu o trono, mas após organizar um golpe contra os regentes indicados pelo marido, ela passa a ser a verdadeira líder da China.
O livro traz vários detalhes históricos que nos ajuda a entender todo o contexto da história de nossa protagonista e, com isso, vemos como foi difícil o seu caminho. E isso não diminuiu a sua força, pelo contrário. Cixi foi a responsável por implantar ferrovias, aberturas dos portos, eletricidade, a indústria e todos os atributos de um Estado moderno. Ela também reconheceu o direito das mulheres, aboliu as torturas milenares e estimulou mudanças na educação.


O livro é uma biografia minuciosa que conta a história dessa mulher tão importante, assim como um pouco da história da China. Facilmente conseguimos perceber que a autora teve muito cuidado para nos dar um entendimento sobre esse período, a sociedade e os costumes, sendo uma leitura extraordinária que nos mostra que a imperatriz-viúva foi uma mulher forte, determinada, corajosa e muito inteligente, tudo isso com uma narrativa rápida e que flui de maneira agradável, nos conquistando do início ao fim.





As Bruxas da Noite - Ritanna Armeni


Sempre gostei bastante de ler livros com teor feminista, não só por eu ser uma mulher e estar engajada nessa causa, mas também porque gosto de saber histórias de mulheres fortes, já que foram muitas delas que garantiram os direitos que tenho hoje através de suas lutas. Sendo assim, quando li a sinopse desse volume fiquei bastante interessada em conhecer um pouco mais sobre essas aviadoras.
Nesse volume conhecemos a história das corajosas aviadoras do 588º Regimento de Bombardeio Aéreo Noturno Soviético, que era formado única e exclusivamente por mulheres. Esse grupo ajudou a combater a Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial, fazendo cerca de vinte e três mil voos durante esses quatro anos de guerra, em aviões bem pequenos, nos quais elas nem carregavam paraquedas para não tirar espeço das munições. Essas mulheres foram tão bem-sucedidas que ganharam o apelido de Bruxas da Noite, já que eram ágeis, misteriosas e quase impossíveis de serem capturadas.
Acompanhamos todas as dificuldades que essas guerreiras enfrentaram em um ambiente quase que unicamente masculino. Elas sofreram preconceito, encontraram muitas dificuldades, enfrentaram perdas, mas sempre com uma força muito grande e com bastante sororidade. E não apenas lutaram na guerra contra os inimigos, mas também lutaram para mostrar que eram capazes, para se provarem para uma sociedade que só considerava os homens.





Molly – Colin Butcher


Quando li a sinopse desse livro fiquei encantada com o que parecia ser a história e queria muito começar a lê-la o quanto antes. Mesmo não sendo o tipo de leitura que geralmente faço, não consegui resistir a essa cadela maravilhosa. Portanto, assim que tive a oportunidade comecei essa leitura e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões.
Nesse volume conhecemos a história de Colin Butcher, um ex-policial que resolveu criar uma agência para procurar animais desaparecidos. Depois de perceber que precisava de ajuda para aprimorar os seus serviços e encontrar os animais o mais rápido possível, ele resolveu procurar um cão calmo para não assustar os outros animais e para ser especializado em reconhecimento de cheiros. Quando ele conheceu Molly, uma cadela que havia sido abandonada pela terceira vez, foi amor à primeira vista. Mesmo ela sendo diferente do que ele estava buscando, já que ela é elétrica, cheia de energia e temperamental, ele ficou encantado. Colin, então, adotou Molly e ela passou a ser treinada por especialistas para conseguir distinguir os cheiros e rastreá-los.
Vemos como aos poucos Molly foi conquistando todos ao seu redor, até mesmo a namorada do Colin que não gostava de cachorros. Vamos acompanhando, então, as inúmeras aventuras emocionantes protagonizadas por Molly e nos apaixonamos por cada um dos seus casos, seja na busca por Rusty, um gato fujão, o roubo da cachorrinha Buffy, o desaparecimento de Newton ou até mesmo no caso das joias roubadas e enterradas em uma floresta. Foi maravilhoso poder acompanhar muitos dos seus casos e me peguei querendo uma Cocker Spaniel igual a Molly para me fazer companhia. O legal é que esse volume também trata sobre a importância da adoção de animais.





Os Manuscritos Perdidos de Charlotte Brontë


Quando soube da existência desse livro, pensei que só traria histórias ficcionais de Charlotte Brontë que estavam perdidas (não li a sinopse 🙈). Mas estava equivocada. Na verdade, esses trabalhos inéditos são bem curtos (2 páginas de prosa + 1 de um fragmento poético). Então esse título traz 5 textos de especialistas dos Brontë, mulheres notáveis em suas áreas de atuação, analisando os manuscritos encontrados, o exemplar de Kirke White onde eles estavam, e o que este deve ter representado para a família.
Tudo começou em 1810 quando Maria Branwell, que viria a ser mãe dos Brontë, obteve o livro The Remains of Henry Kirke White. Quando ia se casar com Patrick, pediu que enviassem seus pertences para seu novo lar. Porém, a embarcação encalhou e a maior parte das suas coisas foi perdida. Entre os resgatados estavam os 2 volumes dessa obra. Quando ela faleceu, ainda jovem (todos os seus filhos ainda eram crianças – 2 morreram pouco depois), o exemplar foi guardado e apreciado pela família como uma forma de manter sua memória. Todos leram, fizeram anotações nas margens, desenharam, comentaram, etc., transformando-se uma relíquia com diversos tesouros escondidos em suas páginas.
Depois da morte de todos, o livro foi leiloado e teve vários donos até finalmente ser comprado pela Brontë Society em 2015. Em algum momento, os manuscritos de Charlotte foram colocados ali dentro e agora puderam ser analisados.



As especialistas que estudaram o material trazem suas visões únicas, usando como base outros materiais e textos relacionados aos Brontë. Então temos uma gama de informações com fundamento. Foi realmente fascinante ler esses estudos e entender um pouco mais sobre essa espetacular família.
As narrativas apresentam um tom biográfico e me remeteram a um documentário em muitos momentos. Eu quase podia ouvir a voz do narrador. O 1º texto teve como foco a obra que pertenceu aos Brontë e fala um pouco sobre a família. O 2º analisa o que esse livro pode ter significado para eles.
No 3º e no 4ª, meus preferidos, as autoras fazem interpretações sobre os manuscritos encontrados e suas ligações com as obras da juvenília de Charlotte, seus personagens fictícios e as ligações entre mundos imaginário e real, e fala sobre suas características pessoais e visão. Para finalizar, o 5º traz uma análise e possíveis inspirações de Emily para a construção de O Morro dos Ventos Uivantes com base num poema de Kirke White. Os fãs devem ficar entusiasmados pelos paralelos traçados.






As Bruxas – Intriga, Traição e Histeria em Salem – Stacy Schiff

Desde que li a sinopse desse volume, fiquei bem interessada na leitura, já que encontraria informações sobre as Bruxas de Salem. Como esse assunto sempre me interessou bastante, quis ler o quanto antes. Até porque considero que esse período, entre os Séculos Quatorze e Dezessete, onde milhares de mulheres morreram queimadas em praças públicas acusadas de bruxaria, uma época pouco falada. E, por ter ocorrido um feminicídio gigantesco, foi uma época extremamente triste.

Nessa obra vamos conhecer um pouco mais sobre Salem, cidade próxima a Boston, onde o preconceito e a intolerância religiosa estavam em alta, assim como o jogo de interesse das famílias ricas. Vemos que vários pastores passaram a enxergar eventos suspeitos na colônia como responsabilidades das mulheres, muitas das quais religiosas, que passaram a ser rotuladas como bruxas que carregavam o poder diabólico.

Várias mulheres de idades totalmente diferentes foram presas. Até mesmo uma criança de cinco anos foi assassinada nessa perseguição. Em busca de confissões, acompanhamos julgamentos fraudulentos com a participação de padres, pastores e juízes que acreditavam que eram executares da ordem divina.



Esse é aquele tipo de volume que consegue nos deixar revoltadas em todos os momentos. É uma leitura difícil nesse sentido, ainda mais sendo uma história real, e a gente lê os absurdos que aconteceram principalmente com as mulheres.
Com uma escrita biográfica, esse exemplar consegue nos envolver com informações reais baseadas em relatos e documentos que foram conservados, nos mostrando todo o trabalho de pesquisa que a autora teve, que com certeza não foi fácil, para nos entregar um título extremamente rico e com uma leitura interessantíssima.



Somos Guerreiras - Glennon Melton

De vez em quando eu me coloco como meta leituras profissionais, com isso não quero dizer livros que leio de editoras ou que tenham a ver com literatura, com isso me refiro a livros de acordo com minha formação em Psicologia, que embora eu não atue está em constante movimento na minha mente. Me coloco nessa 'obrigação' para aumentar meu repertório e experiência não prática. No evento da editora Intrínseca o livro Somos Guerreiras, da autora Glennon Melton foi um convite a este tipo de leitura, já que aqui não temos um livro de ficção, mas sim um livro biográfico.

Neste volume acompanhamos o desenvolvimento e transformação de Glennon que narra em primeira pessoa sua vida desde a infância até o momento atual em todos seus detalhes do ponto de vista psicológico especialmente. Isso porque desde os dez anos ela desenvolveu um quadro de bulimia, e posteriormente na fase da faculdade ela torna-se alcoólatra.

O primeiro ponto importante de se destacar é a relação de Melton com seu corpo, ela se vê como alguém grande, fora dos padrões aceitos e esperados. Assim depois de ver na tv alguém vomitando ela tem a ideia de comer compulsivamente e depois vomitar, para assim se transformar no ser humano leve e gracioso que ela acredita que deve ser. Entretanto a relação que ela estabelece com o próprio corpo não é saudável, não só porque ela vomita, mas porque ela cria uma ruptura entre sua mente e o mesmo, que ela só vai se dar conta na fase adulta depois de ter seus três filhos.

"Assim a bulimia se torna um lugar para qual sempre volto quando quero ficar sozinha, submersa, não sentir tanto, sentir tudo, em segurança. A bulimia é um mundo que criei para mim mesma, já que não sei como me encaixar no mundo real. A bulimia é meu esconderijo seguro e mortal, onde a única pessoa que pode me machucar sou eu mesma. Onde estou distante e confortável. Onde a minha fome pode ser tão grande quanto é, e posso ficar tão pequena quanto preciso ser" (Pg. 26)

O segundo ponto é que com essa cisão entre corpo e mente sua relação com o sexo e amor acaba também doente. Ela faz sexo de forma ausente e distante, e mais que isso não suporta o ato. Ela sequer compreende como as pessoas gostam tanto. Para enfrentar esta questão e  sua bulimia, além de se integrar aos grupos sociais ela começa a beber muito na sua faculdade, chegando ao ponto de ter brancos de boa parte de seus dias, por muitos dias seguidos, tornando-se alcoólatra.

Quando ela conhece o marido Craig e já está formada na faculdade ela mantêm seu padrão com as bebidas. Isso só muda quando ela acidentalmente engravida e resolve se casar. E é a partir daí que um casamento forjado em ar se estabelece. Duas pessoas com sério comprometimento sentimental se juntam, e claro anos mais tarde acabam por se separar, já que fica claro para ambos que eles não podem se amar, porque nenhum deles sabe quem é, logo não se conhecem.