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Cozinha Vegetariana do Mediterrâneo – Malu Simões e Alberto Musacchio

Já comentei algumas vezes por aqui como somos apaixonadas por livros de culinária. Sempre que vemos um exemplar do gênero, principalmente em edições bonitas, já queremos colocá-lo na nossa estante e testar as receitas. A escolha da vez foi essa obra maravilhosa, que nos apresenta a Culinária Italiana através de receitas que revelam os segredos da cozinha do Hotel-Fazenda Montali. Então vamos aprender pratos bem variados como massas, obviamente, saladas, sopas, doces, pães, café da manhã, etc.
Mesmo que o título e as receitas sejam Vegetarianas, não necessariamente são restritas para o público alvo. E pessoas com os mais variados paladares vão se encantar com diferentes receitas. Há pratos bem fáceis de serem preparados e também alguns mais elaborados. Há legendas com o nível de dificuldade dividido em três níveis: Fácil, Médio e Difícil. Eu fiquei bem empolgada para experimentar tudo! Já até escolhi a primeira delícia que vou preparar: Gateau di Patate, petiscos individuais de batata com queijo provolone (confira na segunda foto).

O livro foi dividido em quatro partes, correspondentes aos pratos do típico jantar do restaurante: Entradas, Primeiros Pratos, Segundos Pratos e Sobremesas. Há molhos e cremes no capítulo de Noções Básicas. Também há opções veganas ou sem glúten em algumas receitas. Além disso, há várias técnicas, dicas e explicações bem bacanas, que ajudam na hora da preparação. E as receitas e as fotos nos inspiram a buscar os melhores ingredientes para preparar os pratos deliciosos.


Além de tudo isso, há diversos textos com fotos que trazem informações, trechos de História, curiosidades, etc. tanto sobre pontos da Itália e Brasil quanto de ingredientes, flores, arquitetura, tradições, negócios e outros. Fazendo com que o exemplar seja bem completo e interessante, já que ultrapassa a barreira das receitas e nos faz viajar sem sair do lugar.
A edição está lindíssima. Com 28,2 cm x 21,4 cm, Capa Dura, miolo em folha de papel couché (estilo folha de revista, porém bem grossa), belas fotografias, tudo muito colorido, alta qualidade de impressão e diagramação bem confortável para a leitura, assim como para um entendimento fácil do conteúdo.





Paris Em Casa - Clotilde Dusoulier

Uma das minhas editoras preferidas é a Companhia das Letras, que possui um vasto catálogo com títulos voltados para os mais variados leitores. Com obras de diversas áreas, a editora possui vários selos para atingir seus públicos mais específicos de forma direta. E um dos selos que mais gosto é justamente o Companhia de Mesa, que traz obras gastronômicas simplesmente maravilhosas, com edições impecáveis e conteúdo incrível para qualquer apaixonado por culinária se deliciar a vontade.
O livro da vez é “Paris Em Casa”, de Clotilde Dusoulier, que até o momento é um dos meus preferidos porque eu me identifico com as receitas que encontrei no exemplar e já preciso experimentar a maioria delas para ontem!
Uma das primeiras coisas que nos deparamos quando abrimos esse exemplar é um pequeno índice, como esperado nesse tipo de livro, mas o diferencial é que foi dividido por refeições de todos os horários: Manhã, Meio-Dia, Tarde, Fim de Tarde, Noite e Madrugada, com o título em português e também francês. Não é necessariamente algo que pensamos aqui no Brasil (tantas divisões num dia) – pelo menos eu não sou assim, e talvez por isso mesmo eu tenha achado tão legal.
Ao virar a página, antes das receitas, há uma introdução bem bacana, com o título charmoso “Bem-Vindo a Paris” e eu fiquei com aquela vontade de ouvir isso de verdade. A autora, que mora na cidade sua vida inteira, fala com saudosismo acompanhado de um outro sentimento gostoso sobre as comidas e/ou locais que mais gosta. E também conta que esse livro reúne suas receitas favoritas e as histórias que lhe deram vida, e eu só fiquei empolgadíssima para continuar com a leitura.
Depois disso, temos a oportunidade de conhecer “Uma Breve História da Culinária Parisiense”, onde ela fala um pouco sobre o assunto, nos informando como os parisienses eram autossuficientes, e também como eles começaram a abrir espaço para importação de alimentos, que se estendeu para todas as classes, não apenas entre os mais ricos como acontece em outros locais. Outra curiosidade bem bacana é que o primeiro restaurante como conhecemos nasceu justamente em Paris, quando houve uma “mudança histórica da refeição do âmbito privado para o público”. Eu realmente não conhecia essas informações e achei tudo isso muitíssimo interessante.


No início de cada um desses capítulos há duas páginas separando-os do anterior, uma com uma fotografia e outra com um pequeno texto. Em seguida temos a chance de acompanhar as receitas, que também vêm com curto parágrafo onde a autora fala um pouco sobre aquele prato, faz algum comentário curioso, dá algumas dicas ou informações.
Ainda dentro do capítulo há mais alguns textos, que vêm acompanhados também de uma fotografia de algo, alguém ou algum lugar, onde Clotilde fala sobre o assunto retratado ali, sobre pessoas ou hábitos parisienses, e também dá dicas de locais para visitarmos. Ou seja, esse é mais do que um livro de receitas, te faz adentrar um pouco na cena gastronômica de Paris, com fatos e curiosidades históricas, nos situando e fazendo-nos entender um pouco mais sobre o assunto e aumentando ainda mais a vontade de visitar a Cidade Luz. E eu realmente amei essas páginas tanto quanto as receitas em si.
A diagramação da obra está espetacular. Com fotos maravilhosas das receitas e também de cenários e pessoas, temos a oportunidade de viajar para Paris sem sair do lugar. Particularmente, aprecio bastante a culinária francesa, então as fotos me deixavam com água na boca e ansiosa para experimentar cada prato. O texto está confortável para a leitura devido ao tamanho da fonte e aos espaçamentos. E as receitas vêm em páginas que lembram um Menu de restaurante por conta de um detalhe gráfico na parte superior.