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Depois de Você - Como Eu Era Antes de Você #02 - Jojo Moyes


Como Eu Era Antes de Você acabou com meu coraçãozinho quando o li, jamais pensei que me sentiria assim na leitura, mas ele mexeu muito comigo! Ao saber que a continuação, Depois de Você, da autora Jojo Moyes tinha sido lançado pela editora Intrínseca eu me perguntei se teria a mesma reação. Atenção por tratar-se de um segundo volume contém spoilers do livro anterior.

Louisa voltou da Europa depois de tentar superar o luto pela perda de Will, e falhou severamente em apenas viver como tinha sido pedido a ela fazer. Tentando começar de novo ela mora sozinha em Londres e trabalha em um pub, mas sua vida não consegue andar, as memórias não a abandonam, e a tristeza ainda é muito grande. Depois de uma crise ela sofre um acidente ao se assustar no telhado de seu apartamento, um novo homem surge em sua vida, e uma visita inesperada junto com um grupo de ajuda ao luto farão com que ela comece a enxergar luz no fim do túnel.

A narrativa de Moyes continua como em seu livro anterior, realizada em primeira pessoa de forma descontraída e dinâmica, sempre com Lou na narrativa, salvo um único capítulo narrado em terceira pessoa sob o ângulo de Lily. E o único problema que este volume tem, e que seu anterior não tinha, é que em determinado ponto da estória a autora passou tempo demais em lugar nenhum. Muitas páginas poderiam ter sido subtraídas, já que não acrescentam nada a trama, ao contrário acabam cansando o leitor.

A estratégia usada pela autora para retomar a estória de Lou é muito boa, primeiro porque podemos acompanhar uma estória muito realista, onde o final não foi um felizes para sempre, embora Lou tenha acabado de voltar de Paris, tenha um apartamento seu em um dos melhores locais de Londres, ela não consegue superar a perda de Will e mais que isso carrega uma culpa por acreditar que poderia de alguma forma o ter convencido a ficar. Segundo porque a nova personagem Lily surge com um problema que é capaz de criar tensão e gerar movimento para transformação de Louisa, é uma reviravolta inesperada!

Sam, o paramédico, também foi marcado pelo luto e a perda, mas teve outro modo de encarar a vida a partir disto. Ele tenta transmitir isto a Lou, que embora saiba racionalmente não consegue sentir assim em seu coração. Infelizmente o pretendente de Lou embora seja um homem muito interessante não teve destaque suficiente, assim como Lou não conseguia se entregar a ele, a autora parece ter também tido dificuldades de desenvolver o romance dos dois que muito tinham a conversar mas que pouco de fato o fizeram. O desfecho dos dois também não me agradou muito.

Lily, é uma nova personagem que não posso revelar sua origem, é uma adolescente muito chata! Não só porque é revoltada com a vida que tem e pelo que não tem, mas porque é do tipo que gosta de atacar verbalmente as pessoas a troco de nada. Faz uma verdadeira bagunça na vida Lou, mesmo quando ela se dispõe a ajudar, e demora muito a entrar nos eixos. O capítulo que é narrado exclusivamente sobre ela explica um pouco de seu comportamento desviante, e deveria ter sido revelado antes para atenuar a chatice da mesma!

O livro é marcado fortemente pela mensagem de superação de luto, no sentido de que seguir a vida não significa esquecer, deixar de amar, ou ainda amar menos. Significa seguir, viver porque é para isso que nascemos, para viver intensamente cada dia. Neste aspecto o livro aborda de forma muito sincera e honesta, especialmente nos encontros na Igreja que Lou passa a frequentar. Os membros deste grupo são ótimos, e são muito importantes para Louisa rever seu papel diante da morte de Will.


Um Caminho Para a Liberdade – Jojo Moyes


Estamos no final da década de 1930, em Baileyville, Kentucky, no interior dos EUA. Na época, a religião tinha um forte poder, assim como as regras e os homens. Nesse cenário, 5 mulheres começam a trabalhar numa Biblioteca itinerante para levar leitura a locais remotos e pobres a cavalo (e burro), passando por caminhos perigosos e enfrentando pessoas nada contentes com suas presenças.
Enquanto passam por dificuldades sociais e físicas, elas criam laços fortes e sempre tentam ajudar o próximo. Mas tudo o que fazem acaba incomodando algumas pessoas que vão tentar destruí-las junto com o projeto. Mais do que nunca elas precisarão se unir e ser fortes para se manterem de pé.
“Para qualquer situação existe uma saída. Talvez seja desagradável, talvez deixe você sem chão. Mas sempre existe uma saída.”
Uma característica de Jojo é que ela gosta de trazer bastante drama às suas histórias. São tramas reais, afinal a vida é cheia de acontecimentos ruins e tristes, que temos que lutar e superar para seguir em frente. Mas parece que 90% das reviravoltas desse livro (e olha que foram muitas!) eram ruins, tristes ou negativas. E isso acaba trazendo um peso para quem está lendo (pelo menos é assim comigo, como se eu tivesse ligado a TV no jornal para ver tudo de ruim que está acontecendo ao redor). Quem adora esse tipo de obra, é um prato cheio. Quem se sente esgotado emocionalmente, pode preferir ler mais devagar ou intercalar com outras leituras.
Ainda assim, é uma obra que indico bastante. Primeiro porque vemos o poder do que um ser humano pode fazer quando se dispõe a ajudar o próximo e isso é realmente incrível. Segundo é a sororidade, ver mulheres se apoiando e se ajudando é sempre tocante e maravilhoso. Terceiro porque vemos o poder da leitura e como pode mudar vidas e não tenho nem palavras para definir meus sentimentos com relação a isso, só que meu coração se enche de felicidade e emoção. E quarto, esse livro traz esperança. E esse sentimento é poderoso.


Ainda Sou Eu - Como Eu Era Antes de Você #03 - Jojo Moyes

Desde que comecei a ler as obras de Jojo, fiquei viciada em sua escrita e doida para sempre ler mais títulos dela. Quando surgiu a possibilidade de eu ser uma das primeiras pessoas do mundo a poder ler o terceiro volume da tão amada série “Como Eu Era Antes de Você”, me senti muito honrada e extremamente feliz, já que são títulos muito amados por mim. Seu lançamento mundial oficial vai acontecer no dia 08/02/2018, mas hoje já venho compartilhar com vocês tudo o que achei de “Ainda Sou Eu”, já que recebi uma prova antecipada da obra.
Vemos que depois de enfrentar muitas coisas na vida, como a perda do seu grande amor e uma experiência de quase morte, como acompanhamos no segundo volume, Louisa Clark ainda quer viver a vida intensamente, como prometeu ao Will. Então, com a ajuda de Nathan, o antigo enfermeiro do seu grande amor, ela consegue um novo emprego em Nova York, deixando para trás Londres, seu namorado atual e seu emprego no aeroporto.
Agora ela está morando em um dos pontos mais caros do mundo, na Quinta Avenida em frente ao Central Park, como assistente de Agnes Gopnik, uma mulher insegura e depressiva que quase ninguém aceita na sociedade, uma vez que o seu marido era casado na época em que a conheceu e acabou pedindo o divórcio para ficar com ela, fazendo com que a ex-mulher dele a deteste e a sua filha lhe odeie, além da sociedade não gostar dela. Sendo assim, Agnes precisa muito de nossa protagonista, até para acompanhá-la em todos os eventos em que tem comparecer, e isso acaba aproximando mais as duas, uma vez que ambas têm idades bem similares, e com isso ela acaba descobrindo vários segredos da vida de sua nova chefe.
Tendo deixado a sua família e namorado para trás, Lou acaba sempre se perguntando se tomou a decisão certa, e por mais determinada que estivesse em tirar o melhor dessa experiência e manter o seu relacionamento a distância, as coisas na prática são sempre um pouco diferentes do que imaginamos. Quando ela conhece em um dos eventos um rapaz chamado Joshua Ryan, que é capaz de trazer lembranças do seu passado, vemos que nossa protagonista tem que olhar para o seu eu interior para tentar reencontrar a si mesma.
Essa é uma história cheia de reviravoltas, que faz a gente pensar e refletir o tempo todo. Jojo sempre consegue nos entregar histórias profundas de uma maneira leve, fluida e envolvente. Gostei bastante de acompanhar nossa querida Lou, que nesse volume amadureceu ainda mais e teve que fazer diversas escolhas, e, com elas, aceitar as suas consequências.


Os personagens estão ótimos, muito bem descritos, cada um com o seu jeito de ser, nos conquistando e nos apresentando pessoas diferentes, com cabeças diferentes. E tudo é bem real, já que os personagens de Jojo trazem essas características críveis, e que muitas vezes nos fazem lembrar de alguém que conhecemos. E, para quem estava com saudades do Will, ainda temos um pouquinho dele em lembranças, já que ele marcou muito a vida de nossa protagonista, e isso não é facilmente esquecido.


O Som do Amor - Jojo Moyes

Eu sempre gostei bastante dos livros de Jojo, pois com uma narrativa cativante e personagens incríveis, ela traz uma história que me conquista do início ao fim, e sempre me deixa refletindo sobre algo. Por este motivo, sempre que é possível, gosto de ler as suas obras, porque sei que, certamente, encontrarei uma história maravilhosa e boas horas de leitura. Quando recebi “O Som do Amor", o último volume escrito pela autora que faltava para completar minha coleção publicada pela Intrínseca, fiquei muito contente e logo iniciei a leitura. E agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões.
Neste volume conhecemos Matt e Laura, um casal que é obcecado com a ideia de herdar a casa espanhola, uma construção malcuidada no condado de Norfolk, que pertencia ao Sr. Pottisworth, senhor que Laura cuidou por anos, aguentando o seu mal humor, e, por isso, esperava herdar sua propriedade quando o mesmo falecesse.
Conhecemos também Isabel Delancey, uma violinista de sucesso que toca na Orquestra sinfônica de Londres e tem uma vida muito tranquila com seus dois filhos e marido, que é extremamente amoroso. Apesar de se dedicar em tempo integral a música, ela tinha muito orgulho de sua família e sempre amou demais todos eles. Até que sua vida muda totalmente de rumo quando seu marido sofre um acidente de carro e acaba falecendo. Ele deixa muitas dívidas, fazendo com que Isabel, que sempre se dedicou a música, precisasse começar a ter que lidar com coisas como orçamentos, falta de dinheiro, etc. Então ela vê sua vida desmoronar e tudo o que lhe restou foram os seus dois filhos e o seu violino.
Isabel descobre que o seu tio distante acabou morrendo e deixou para ela um casarão em uma vila. Aconselhada a vender a sua atual moradia para pagar as dívidas, ela vê a nova casa como um recomeço para a sua família, e resolve ir morar no local com os seus filhos. Então eles seguem para esse vilarejo para residir em uma casa caindo aos pedaços, onde tem como vizinhos um casal que tinha a ideia fixa de herdar essa mansão.
Sem conhecer ninguém e em um local totalmente diferente do que está acostumada, vemos que nossa protagonista tenta recomeçar a vida, e, para isso, ela contrata o seu vizinho Matt para fazer uma reforma no local com o pouco de dinheiro que sobrou, sem saber que ele vai fazer de tudo para que ela não consiga ficar com a casa, e vemos como ela está lidando com situações nunca passadas antes.





Nada Mais a Perder - Jojo Moyes

Sendo uma fã de carteirinha de Jojo Moyes, sempre que me é possível começo a leitura de um dos seus títulos, pois já sei que com certeza vou amar a história. O livro da vez foi “Nada Mais a Perder”, que é um dos poucos que ainda não tinha lido dela, e que pareceu me trazer uma história encantadora.
Neste volume conhecemos Sarah, uma adolescente de apenas quatorze anos que perdeu a mãe cedo e que foi criada por seus avós. Ela tem um grande amor pelos cavalos, assim como o seu avô Henri, um antigo cavaleiro francês de Le Cadre Noir (uma renomeada escola de hipismo na França onde ele estudou quando era jovem). Todos os dias, antes de ir para escola, nossa protagonista passa nos estábulos para treinar com o Boo, seu cavalo, mantendo a sua rotina bem rígida e sendo treinada sempre pelo seu avô, que lhe ensina tudo o que sabe, já que seu sonho é que sua neta siga os mesmos passos. Como já havia perdido a sua avó quatro anos antes, ela vê sua vida mudar completamente quando o seu avô adoece, já que acaba ficando sozinha à mercê da própria sorte, até que algo muda e ela precisa ficar sob a guarda de uma família temporária.
É assim que a vida de nossa protagonista se cruza com Natasha e Mac. Ela é uma advogada que passou a viver para o trabalho, principalmente depois que o seu marido foi embora. O relacionamento deles ia de mal a pior, e por conta disso ele saiu de casa. Mas, após quase um ano, ele resolve voltar e, como parte da residência ainda era do mesmo, ele volta para lá, até que ela seja oficialmente vendida.
Quando Sarah vai morar com eles, a vida de todos muda bastante, até porque ela é uma adolescente cheia de segredos, fechada, e que acima de tudo não quer que ninguém descubra sobre Boo, já que ela o ama de coração, compartilhando carinho, amor e amizade tão grandes pelo animal, que dificilmente as pessoas conseguem entender.
Mac e Natasha passam por diversas situações para tentar salvar a vida da menina, uma vez que ela se mete em diferentes tipos de confusões, já que não conta para ninguém os seus segredos e acaba sumindo por determinados períodos, etc.
Com uma escrita cativante, Jojo mais uma vez conseguiu me conquistar em todos os momentos, trazendo personagens incríveis e um enredo muito bem construído. A leitura é tão envolvente que parece que estamos junto com os personagens, sentindo o que eles estão sentindo, e torcendo para que tudo dê certo em suas vidas.




Paris Para Um e Outros Contos - Jojo Moyes

Se tem uma autora que eu só escuto elogios, esta é Jogo Moyes. Confesso que, com tantas opiniões positivas sobre a mesma, tinha muita vontade de ler uma de suas obras para entender o que tantos leitores veem. Só que, infelizmente, eu não gosto de livros para fazer chorar, principalmente porque eles me deixam muito, muito mal. E sei que a maioria das pessoas gosta deste tipo de obra, mas eu prefiro as divertidas. Como não sei se existe alguma obra completa da autora que não seja tão triste, resolvi começar pelo seu exemplar de contos, e foi uma ótima experiência.
“Paris Para Um e Outros Contos” é uma coletânea com dez histórias curtas, que nos fazem sorrir e torcer pelos personagens, assim como nos apaixonar por suas tramas. Vou comentar um pouco sobre cada um individualmente, porém não vou me estender muito, já que alguns dos contos são realmente muito curtos, e eu poderia acabar estragando a leitura.
O primeiro e o último contos são os mais extensos e também têm em comum que se passam em Paris, e no exterior eles também foram publicados em edições físicas e digitais separadamente, mas fora isso não têm mais nada em comum. Aliás, cada uma das histórias deste volume é completamente independente das demais. Uma curiosidade é que, lá fora, a edição de “Paris for One and Other Stories” (pelo menos a que eu vi) não contém “Lua de Mel em Paris”, último conto da antologia no Brasil. Então eu achei ótimo que a Intrínseca tenha incluído a mesma aqui, pois foi uma das minhas preferidas.
No conto que empresta seu nome ao título do exemplar, “Paris Para Um”, vamos conhecer Nell, uma moça que é muito preocupada com as coisas e nunca faz algo sem planejamento ou viveu uma aventura. Agora ela ganhou um bônus no trabalho e, como ouviu diversas pessoas falando sobre coisas maravilhosas que iam fazer com seus respectivos dinheiros e também sobre o fato de ela não fazer nada, decidiu mudar isso. Nell, então, presenteou seu namorado com uma passagem para Paris. Mas, no dia da viagem, ele simplesmente lhe avisa que vai se atrasar, e depois, quando ela já está na cidade luz, avisa que não vai mais lhe acompanhar.
Num primeiro momento, nossa protagonista deseja ir embora, mas algumas circunstâncias a fazem ficar, o que se torna a melhor coisa que aconteceu em sua vida, já que Nell acaba conhecendo uma nova versão de si mesma, mais corajosa e independente, e podemos acompanhar seu amadurecimento, mesmo que em poucos dias de viagem. E, claro, vive um belo e delicioso amor com Fabien, que acaba se revelando o homem certo para ela.
Essa história é tão fofa e foi a minha favorita! Fiquei completamente apaixonada pelos personagens, pelo romance, pelo casal, e, claro, por Nell. Adorei ver seu crescimento e como ela descobriu coisas a seu respeito que mudaram sua vida. Esse conto contém quinze capítulos e a narrativa é intercalada em terceira pessoa, ora acompanhando Nell (na maioria dos capítulos), ora acompanhando Fabien. E pude perceber que Jojo é uma ótima autora em poucas páginas, e agora fico imaginando como deve ser uma obra completa.


Em seguida temos “Entre os Tuítes”, cujo personagem foco é Declan Travis, ex-apresentador de programa de TV diurno, dono de uma imagem de um homem de família íntegro e fiel, que está sendo acusado pelo Twitter de ter um caso com uma moça por anos. A protagonista deste conto, narrado em primeira pessoa, Bella, é a responsável por averiguar quem está por trás destas afirmações para salvar a imagem do cliente. O interessante é ver como a autora mostra que redes sociais podem mudar a vida de uma pessoa, e até mesmo trazer algumas verdades à tona.
O terceiro conto, "Tarde de Amor", nos apresenta um casal, Sara e Doug, cujo marido resolve fazer uma surpresa em comemoração ao aniversário de casamento dos dois, que foi semanas atrás. Ela não está muito entusiasmada com a ideia, porque tinha planos de arrumar a casa e fazer coisas para os filhos, e agora terá que deixar tudo pausado por vinte e quatro horas. Além do mais, quando chegam ao quarto de hotel, eles percebem que há um clima meio estranho entre os dois e que não passam mais alguns momentos sozinhos há muito tempo. Tudo pode ir por água abaixo e o encontro ser uma porcaria, ou eles podem começar a perceber algumas coisas e realmente aproveitar o tempo “livre”.
Em "Um Pássaro na Mão", vamos acompanhar o casal Simon e Beth em uma festa de noivado da qual ela não queria participar. Quando encontra com seu antigo amante, Ben, nota que ainda há faísca entre os dois, mas ele também já está casado agora. Percebendo que ele sente sua falta e que pode ser recíproco, Beth tem uma decisão a tomar, principalmente depois de ouvir uma proposta dele. Mas será que vale a pena viver tudo aquilo novamente?
"Sapatos de Couro de Crocodilo" é o quinto conto da obra, e nos apresenta Sam, uma mulher que por acaso fica com um par de Louboutins no lugar de seu sapato de costume para ir a reuniões, as quais não pode se atrasar. Mas, diferentemente do que ela esperava, estes sapatos lhe dão confiança e lhe ajudam mais do que ela jamais poderia imaginar, tanto em sua vida profissional quanto na pessoal.



O Navio das Noivas - Jojo Moyes

Desde que li o primeiro livro de Jojo Moyes, virei uma viciada em sua escrita, e logo quis ler tudo dessa autora que estava na minha frente. Isso porque suas obras maravilhosas me conquistam cada vez mais devido a seu estilo de narrativa e escrita, que sempre mexem comigo de alguma maneira. Sendo assim, sempre que vejo o nome desta escritora na capa de algum exemplar, já fico morrendo de vontade de ler o volume, sem nem mesmo ler a sinopse, pois sei que provavelmente vou gostar.
Em “O Navio das Noivas” vemos que a Segunda Guerra acabou, e mais de seiscentas mulheres estão a bordo de um navio, indo da Austrália à Inglaterra, para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito. E é nesse navio que conhecemos quatro mulheres com personalidades totalmente diferentes que dividem a mesma cabine.
São elas: Jean, uma jovem garota, a mais nova das quatro, que nunca mede suas palavras e nem suas atitudes. Ela está muito feliz por ter se livrado das garras de sua mãe, e, mesmo com sua pouca idade, é a mais sedutora do grupo, sendo a que sempre mais dá em cima dos homens.
Avice, uma mulher mimada e arrogante, que, por ter uma situação financeira muito boa, se acha melhor do que as outras. Ela resolveu levar todos os seus sapatos para causar inveja, achando que iria viajar em uma cabine de luxo, mas, quando viu que a realidade era diferente, quase que entrou em pânico, mas manteve as aparências, principalmente para a sua família, para quem escrevia com frequência.
Frances, uma mulher misteriosa que guarda muitos segredos, que são revelados no decorrer da trama, e é dona de uma personalidade fechada. Ela está indo para Inglaterra em busca de um novo emprego como enfermeira e tem uma grande experiência pelos campos de batalha.
E Margaret, uma mulher simples que cresceu em uma fazenda. Ela está grávida e quase dando à luz, e é quem torna a convivência de todas melhor, já que se dá bem com todo mundo e intermedia os problemas. Com medo de não ser tão bem recebida pela sogra e triste por ter deixado seu pai sozinho com os irmãos mais novos, Margaret comete uma infração grave e leva escondido em sua bolsa uma cachorrinha, a quem ela ama bastante.
Vemos como as quatro deixam as suas diferenças de lado, e passam a apoiar e ajudar umas as outras, tornando-se cada vez mais próximas, e auxiliando cada uma nos momentos de dificuldade.


Como Eu Era Antes de Você - Jojo Moyes

Foram muitos meses seguidos lendo resenhas de leitores encantados com Como Eu Era Antes de Você, da autora Jojo Moyes, publicado pela editora Intrínseca. Foram meses de 'depois vou dar uma chance de me debulhar em lágrimas, mesmo sabendo que o livro não fazia meu tipo'. Até que o ano de 2017 começou e eu resolvi que ele iria ser o primeiro livro, porque eu estava preparada para ele, mas claro eu não estava!

Louisa Clark é uma jovem que se vê sem emprego quando de repente o café em que trabalha fecha. Ela ainda não tem objetivos e nem grandes ambições em sua vida, tudo que ela precisa é ganhar seu dinheiro para ajudar os pais em casa. Com poucas qualificações Lou se vê na obrigação de aceitar um emprego inusitado, ser cuidadora de um tetraplégico, Will. O emprego não parecia trazer grandes dificuldades além de cuidados básicos com este homem rico, inteligente e de um humor ácido, mas nem tudo é o que parece, e Lou vai descobrir que ela mais do que cuidar de Will terá que velar por ele e lutar por sua vida!

De tantas resenhas, vídeos e comentários que eu vi a respeito do livro eu já sabia o que aconteceria com um dos protagonistas, mas mesmo assim Moyes conseguiu com sua narrativa em primeira pessoa me tragar para estória de tal forma que eu torci até o último segundo pela vitória de Lou em sua missão. Eu sofri com ela por cada queda, cada perda e esperança frustrada. Eu senti de forma muito real o sofrimento de Will em suas limitações e o peso de sua escolha para sua família.

Will era um homem muito ativo e conectado com o mundo, alias o mundo era seu quintal, ele viajava para os lugares mais remotos para praticar esportes e conhecer paisagens inusitadas. Ao se ver em uma cadeira de rodas e depender das pessoas para tudo, ele viu sua própria alma morrer, seu propósito de vida deixou de existir! Ouvindo isso algumas pessoas talvez tenham referências de pessoas que estão neste estado, e estão assim muitos anos e vivendo bem dentro destas limitações (Mara Gabrilli no Brasil é uma, sempre digo que ela é a tetra mais ativa que os sem deficiência, e o músico Jason Becker, que humilha pela sua capacidade de se comunicar e compor com os olhos!), mas Moyes detalhou cada um de seus percalços no dia a dia, e penso que de fato é muito insano viver assim, e admiro mais ainda quem consegue viver assim e ser uma pessoa de bem com a vida!

Lou é uma adolescente em corpo de mulher. Embora ela faça o que é esperado para idade como namorar, trabalhar e ser responsável, ela parou lá atrás em um trauma de sua adolescência que a fechou para o mundo de descobertas. Ela não fazia nada que saia de sua zona de conforto e rede de proteção. Vê-la mudando com Will é muito gratificante. Uma mudança gradual, consciente e acompanhada com amor. Sua dedicação com Will é muito sincera e visceral, e só de me lembrar o quanto de esforço ela dedicou a ele me dói o coração!

O livro é assim, um drama que faz chorar e refletir, e pega de jeito qualquer um que tenha coração e empatia. Mas a autora foi muito feliz em colocar um lado leve na trama com a família de Louisa que é a típica família maluquinha! Sua mãe é viciada em limpeza, o pai não perde a oportunidade de tirar sarro da filha e a irmã é  a inteligente da família, é quem também ajuda mais a sua irmã. Os diálogos na casa de Lou são muito refrescantes e equilibram um pouco da densidade das cenas com Will.


A Garota Que Você Deixou Para Trás - Jojo Moyes

Gosto muito dos livros de Jojo, que sempre conseguem me prender com uma história deliciosa e tocante. Claro que ela entrou para a minha lista de autoras que eu preciso ler o quanto antes, e, por este motivo, resolvi começar esta obra, que eu ainda não tinha lido. Agora venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito deste título.
“A Garota Que Você Deixou Para Trás” é dividido em duas partes. Na primeira somos levados para o ano de 1916 na França, em plena Primeira Guerra Mundial, onde conhecemos Sophie Lefèvre, uma jovem mulher que vivia em Paris com o seu marido, um pintor que a usou como musa inúmeras vezes. Porém, ele foi convocado para a guerra, fazendo com que ela volte a morar com seus irmãos e sobrinhos em um vilarejo do interior, em uma cidade chamada St. Péronne, ocupada pelos alemães. Sophie e sua irmã trabalham no o Le Coq Rouge, um antigo hotel luxuoso, que agora é um bar que mal consegue servir os seus fregueses.
Os alemães racionam e confiscam tudo, colocando toque de recolher e trazendo medo constante para a pequena vila. A vida de nossa protagonista ficou bem difícil, e a única coisa que a faz se lembrar dos tempos bons, de como era a sua vida antes da guerra, é o autorretrato que foi pintado por seu marido Édouard Lefèvre.
O Kommandant Friedrich Hencken, o alemão encarregado da cidade, ficou impressionado por Sophie e por seu quadro, já que ele não estava retratando aquela moça magra e maltratada pela guerra, mas, sim, uma mulher bela e confiante, escolhendo então, ela e a sua irmã para que façam a comida dos soldados alemães, fazendo com que ambas passem a receber mantimentos para preparar a comida do inimigo.
Tudo que Sophie consegue pensar é que ela precisa reencontrar o marido, mesmo que para isso tenha que arriscar a própria vida, então vemos que ela não mede esforços em busca do seu amor, mesmo que isso acabe com a sua reputação.
Noventa anos depois, entramos na segunda parte da história, no ano de 2006 em Londres, onde conhecemos Liv, uma mulher que vive em uma casa de vidro construída pelo seu marido, um engenheiro de sucesso que acabou morrendo quatro anos atrás. Agora, Liv se vê sozinha e com problemas financeiros. Ela tem um quadro intitulado “A garota que você deixou para trás”, do qual gosta muito, já que foi um presente de seu marido, e que está com ela há dez anos.




Depois de Você - Como Eu Era Antes de Você #02 - Jojo Moyes

Eu já havia lido o primeiro volume desta duologia e amado cada frase. Claro que teve certas partes que não concordei e chorei muito, mas a história de uma maneira geral me encantou em todos os momentos. E mesmo desejando dentro de mim outro final, entendo o motivo pelo qual a autora criou aquele. Claro que, assim que me foi possível, quis logo começar essa sequência, e agora venho compartilhar com vocês o que eu achei sobre a história de Louisa Clark depois de Will Traynor.
Essa resenha contém spoilers do primeiro volume, pois não tinha como escrever sobre esse livro sem falar do anterior, que moldou toda a história. Se você não leu “Como Eu Era Antes de Você” (clique no título para conferir a resenha) e não quer saber o que aconteceu, não continue a ler essa resenha.
Como vimos no volume anterior, Will Traynor mudou completamente a vida de nossa protagonista e ela ainda não conseguiu superar a sua partida, estando devastada pela dor. E, após viver por um tempo viajando para alguns países e trabalhando em diferentes locais, tentando cumprir a promessa feita a Will, vemos que tudo o que sobra para Lou é uma tristeza e uma dor insuportáveis, fazendo com que ela beba muito. Certo dia, após uma bebedeira, ela resolve subir no seu terraço e acaba sofrendo um inesperado acidente, mas é socorrida por um paramédico de nome Sam, que é bem atencioso.
Agora, nossa protagonista se vê obrigada a passar alguns dias na casa dos seus pais, e sua volta é bem dolorida, até porque muitos lugares a lembram de Will, e seus vizinhos ficam cochichando sobre ela, já que sabem sobre toda a sua história.
Esse é um livro sobre superação, que aborda como o luto muitas vezes é difícil, mostrando a importância das pessoas em nossas vidas, e de como podemos, sim, encontrar a felicidade onde menos esperamos.
Com uma narrativa rápida e fluida, Jojo Moyes consegue conquistar a gente do começo ao fim, mostrando a vida de nossa protagonista, que vive em um turbilhão de sentimentos e acontecimentos, e que consegue nos proporcionar diversos tipos de emoções em toda a leitura. Prepare o lencinho, pois esse volume também nos deixa com lágrimas nos olhos.


Um Mais Um - Jojo Moyes

Como estou super viciada em Jojo Moyes, acabo lendo os seus livros um atrás do outro. E, apesar de algumas vezes intercalar com outro autor, sempre volto para ela. Agora o livro que eu li foi “Um Mais Um”, lançado aqui no Brasil pela editora Intrínseca.
Nesse volume conhecemos a história de Jess Thomas, uma mulher forte e destemida, que largou a escola para se casar com Marty, já que estava grávida. Agora já faz dois anos que ele a deixou, pois saiu de casa e nunca mais voltou, deixando nossa protagonista com a sua filha Tanzie, o enteado Nicky (filho do primeiro casamento de seu ex, e de quem ela cuida há oito anos), e com Norman, o cachorro da família. Jess, para conseguir sustentar a casa, trabalha bastante fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite, mas isso mal paga as contas, porém ela sempre acredita que as coisas podem melhorar.
Com várias preocupações, nossa protagonista sempre tenta ajudar Nicky, já que o garoto é um adolescente gótico, mal-humorado, que sofre bullying e agressão na escola por ser diferente, tornando-o um garoto fechado e isolado. E, para completar, volta e meia ele ainda sofre agressões também dos seus vizinhos.
Já Tanzie é um verdadeiro prodígio, ela consegue fazer cálculos bastante complexos e muito mais avançados do que outras garotas de sua idade. Por conta de sua capacidade alta, a menina logo ganha uma bolsa de estudos para a melhor escola particular da região, porém sua mãe não tem nem como pagar a diferença. Mas nem tudo está perdido, e a grande esperança de Jess é que a sua filha consiga vencer uma olimpíada de matemática, que será disputada na Escócia e que tem como prêmio um bom dinheiro. O único problema é saber como eles vão chegar lá.
Neste volume também conhecemos Ed Nicholls, um dos clientes da faxina de Jess, que é um gênio da computação. Milionário, ele se isola na sua casa de veraneio por recomendação de seus advogados, já que ele foi afastado de sua empresa por ter sido acusado de prática ilegal de informações privilegiadas, passando por uma investigação criminal.
Desesperada com a sua vida, nossa protagonista resolve enfiar todos os integrantes de sua família no carro de seu ex-marido, que além de não ser usado há dois anos também está sem documentação, para que eles possam chegar à Escócia e tentar mudar de vida. Mas as coisas não saem como o esperado e é o Ed que resolve dar uma carona a esta família.
Ed não sabe nem o motivo de ter oferecido uma carona para essas pessoas, ainda mais porque carregam um cachorro grande, mas, como a viagem com o seu carro deve ser de apenas um dia, ele resolve seguir em frente. Inclusive porque a sua vida já está totalmente fora dos trilhos, então uma viagem não ia mudar em nada.
Todos os personagens desta obra são incríveis. Eles conseguem nos cativar, cada um com o seu jeito de ser, fazendo com que a gente torça por eles, e nos encante com suas características e peculiaridades em todos os momentos.


A Última Carta de Amor - Jojo Moyes

Estou em uma fase que estou super viciada em Jojo Moyes e, por esse motivo, resolvi ler todos os livros dela que foram publicados aqui no Brasil e que me faltavam. Com mais esse volume, estou caminhando para ficar em dia com essa autora maravilhosa, então já estou contando os dias para ler as suas próximas obras. Por isso, hoje vim falar para vocês o que achei de “A Última Carta de Amor”, que foi publicado aqui no Brasil pela Editora Intrínseca.
Neste exemplar embarcamos para Londres de 1960, para conhecer Jennifer Stirling, uma mulher que sofreu um acidente de carro e, por isso, perdeu a sua memória. Ela volta para sua vida e, mesmo com todos sendo super atenciosos e amorosos, sente que falta alguma coisa. Quando descobre várias cartas de amor endereçadas a ela, assinadas apenas pela letra B, vê que estava disposta a largar tudo para ficar com essa pessoa. Seu mundo, então, vira de cabeça para baixo. Ela teria um amante?
Quatro décadas depois, Ellie Haworth, uma jornalista do jornal Nation acaba encontrando uma dessas cartas. E como ela mesma se envolve com um homem casado, resolve ir atrás dessa pessoa que assinou como B, para saber o que aconteceu com essa situação e publicar uma matéria sobre essa história de amor trágica que até mesmo lembra a dela em alguns momentos, fazendo com que reveja suas decisões e repense sobre as suas atitudes, principalmente com relação ao amor.
Este livro foi escrito em terceira pessoa, o que achei bem legal, já que assim conseguimos acompanhar tudo o que estava se passando na história de uma forma mais ampla. Ele narra o presente e o passado, alternando as épocas, e fazendo com que a gente tenha que prestar um pouco mais de atenção no enredo sobre esses detalhes, já que não é uma leitura linear, mas acaba nos passando, assim, um melhor entendimento da mesma.


Como Eu Era Antes de Você - Como Eu Era Antes de Você #01 - Jojo Moyes

Depois de muitas indicações de vários amigos falando que amaram o livro e o filme, e de que não acreditavam que eu ainda não tinha lido, resolvi começar a ler “Como Eu Era Antes de Você”. Eu já era uma fã de Jojo Moyes e sabia que, para ler esse exemplar, eu precisaria de uma caixinha de lenço ao meu lado, e realmente precisei. Agora, venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito desta obra publicada aqui no Brasil pela editora Intrínseca.
Neste volume conhecemos Louisa Clark, uma mulher de vinte e seis anos, que não tem muitas ambições na vida. Ela trabalha em uma lanchonete que não paga tanto, porém, o que ganha ajuda nas despesas da casa. Ela mora com os seus pais, sua irmã, que é mãe solteira, seu sobrinho e seu avô, que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame.
Lou leva a sua vida normalmente, até que recebe a triste notícia de que o café onde trabalha vai fechar, fazendo com que ela tenha que procurar um novo trabalho. Nossa protagonista então consegue um emprego como curadora de um tetraplégico, pois, mesmo não tendo nenhuma qualificação, ela era despojada e poderia fazer com que Will, o homem que iria cuidar, visse a vida com outros olhos.
Will Traynor é um homem rico que sempre levou uma vida bastante feliz. Ele sempre foi um homem bastante ativo, que gostava de praticar esportes radicais, tinha uma linda namorada, era bem sucedido em seu trabalho, já que é sócio de uma empresa em expansão, ou seja, aquele típico ser humano que sabia aproveitar sua existência. Quando sofreu um acidente que o deixou tetraplégico, Will perdeu a graça de viver, e se tornou alguém mal humorado, bastante sarcástico e que fala com as pessoas com bastante grosseria.
Vemos que nossa protagonista no início pensou várias vezes em desistir e pedir demissão do emprego, mas, por insistência da mãe de Will, ela continuou, muitas vezes convivendo mais com o Nathan, enfermeiro de Will, do que com o próprio.  Até que Lou começa a responder a Will de forma grossa e bastante sarcástica, ou seja, da mesma maneira que ele trata os demais, e vemos que surge uma bela amizade entre os dois, já que ambos passam a fazer várias coisas juntos, desde assistir filmes, visitar alguns locais, entre outros, criando um laço entre eles, e fazendo com que Will consiga se abrir com nossa protagonista.
O livro é bem bonito e consegue prender a gente do começo ao fim com uma história carregada de emoção. O final é daquele tipo que vai dividir opiniões de todos, e eu me vejo dividida também. Eu acho que o que o Will fez foi corajoso da sua parte, na questão de pensar em como ele afeta aos outros e tal, mas eu não sei se concordaria com a sua decisão.


A Casa das Marés – Jojo Moyes

Desde que li o primeiro livro desta autora, "Em Busca de Abrigo" (clique no título para ler a resenha), há alguns meses, me encantei pela sua escrita e me apaixonei pelos seus personagens, fazendo com que eu me tornasse uma nova fã, o que consequentemente me deixou ansiosa para devorar outras de suas obras. Desde lá, venho tentando decidir o que ler em seguida dela, que já teve sete títulos publicados aqui no Brasil de um total de treze (com o quatorze quase sendo lançado lá fora também), então, quando tive a oportunidade de começar “A Casa das Marés” (que já havia sido publicado no país alguns anos antes, mas com outra capa e que infelizmente eu não havia lido), não pensei nem duas vezes e logo dei início a esta nova história.
Neste exemplar voltamos para a década de cinquenta em uma cidade litorânea chamada Merham, onde é cheia de regras sociais bem rígidas. É neste cenário que conhecemos a respeitável família Holden, uma família que durante a segunda guerra mundial acolheu a Lottie Swift, uma jovem que ama viver neste local, diferentemente de Célia, a filha legítima do casal, que não vê a hora de ultrapassar os limites desta cidade litorânea e ter uma vida cheia de aventuras.
Elas viviam uma vida normal e pacata até que um excêntrico grupo de artistas se mudou para Arcádia, a velha mansão art déco que foi construída de frente para o mar, e as meninas não resistem a esta tentação e se aproxima deles, mudando totalmente o rumo de suas vidas, já que isso desencadeia uma série de acontecimentos em uma cidade bem rígida, o que foge do padrão e causa choque em seus moradores.
Agora, quase cinquenta anos depois, no início do século vinte e um, uma londrina de nome Daisy, que é decoradora de interiores, é chamada para restaurar a casa, trazendo intensas emoções e fortes lembranças sobre o passado.
O livro é narrado em terceira pessoa, alternando a visão dos diferentes personagens, o que foi bem legal, já que assim conseguimos ter uma perspectiva mais ampla de tudo o que se passa nesta cidade e dos acontecimentos. Gosto bastante da narrativa da autora, que consegue ser leve e agradável, e nos prende com a trama, que é cheia de emoções, em um equilíbrio perfeito, onde encontramos amor, perdas, encontros, desencontros, passado, presente, etc.
A capa é muito bonita e segue o novo padrão gráfico ilustrado que a Bertrand Brasil está usando para as obras da autora que eles já tinham publicado anos atrás. Agora só falta “Baía de Esperança” chegar às livrarias para o trio lançado pela editora ficar combinando na estante, o que deve acontecer ainda em setembro (ou no máximo em outubro). O texto interno está bem diagramado, com fonte em um tamanho confortável para uma leitura duradoura, assim como os espaçamentos. As folhas são amarelas, o que nossa vista agradece.
Uma curiosidade bastante interessante é que “A Casa das Marés”, “Foreign Fruit” no original, ganhou o prêmio de Melhor Romance do Ano pela Romantic Novelists’ Association em 2003 e foi a segunda obra literária publicada pela escritora.
Este é daquele tipo de livro que consegue nos prender com uma história incrível e personagens maravilhosos, além de um enredo cativante, que mistura o passado e o presente em uma narrativa rápida e fluida. Realmente recomendo este volume para todas as pessoas que gostarem deste estilo de leitura.
Avaliação



Em Busca de Abrigo - Jojo Moyes

Em “Em Busca de Abrigo” conhecemos três gerações da família Ballantyne, sendo a avó, a mãe e a filha que são, respectivamente, Joy, Kate e Sabine. Na história, vemos que Kate está passando por uma crise em seu relacionamento, e, para isso não afetar Sabine, ela a manda para a casa da avó para ficar um tempo com ela, até que as coisas em sua vida se resolvam. Só que Sabine nunca falou tanto com a avó e morar com ela é mais difícil do que poderia imaginar, já que em sua casa é cheio de regras, onde a garota não pode comer fora de hora, não pode fazer barulho, os cachorros não podem subir na cama, entre outras coisas que Sabine não estava acostumada.
Este volume retrata a dificuldade de relacionando dessas personagens incríveis e como mudam bastante as opiniões e pensamentos de três gerações da mesma família. É um livro sobre traição, perdão, relacionamentos, etc. Como esta trama trabalha com o ponto de vista destas três personagens, cada hora conseguimos nos identificar mais com cada uma delas e suas opiniões, e entender mais os motivos de suas atitudes. Foi bem bacana o fato de que a autora voltou no tempo muitas vezes para conseguir nos explicar melhor determinadas situações.
O livro não conta somente com a história dessas três protagonistas vivendo entre si e tendo que, cada uma, conseguir se adaptar à visão da outra, tentando se entender e entender a próxima, mas traz também histórias de outros personagens presentes na obra, o que foi bem legal, já que assim a autora conseguiu enriquecer mais a trama, que influencia no enredo principal, entrelaçando tudo de uma maneira super gostosa.
Eu ainda não havia lido nenhum livro de Jojo Moyes, mas já havia escutado diversas pessoas falando realmente muito bem dela, assim como lido várias resenhas positivas a respeito de suas obras. Claro que resolvi que gostaria de ler um de seus títulos e, por isso, escolhi começar por “Em busca de Abrigo”, já que ele foi seu livro de estreia e agora foi republicado pela editora Bertrand Brasil.