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Tatiana & Alexander – O Cavaleiro de Bronze #03 – Paullina Simons

Esse é o 3º volume da série maravilhosa “O Cavaleiro de Bronze”. Depois de ter me encantado pelos volumes anteriores, precisava saber a continuação dessa história narrada na Segunda Guerra Mundial com um romance arrebatador. Como essa é uma sequência, pode ter alguns pequenos spoilers dos volumes anteriores para eu conseguir explicar o rumo da história.

Nesse título, vemos que após Tatiana ficar entre a vida e a morte, ela foge viúva e grávida, consegue chegar na América e ter o seu bebê. Determinada, forte e guerreira, que enfrenta todos os desafios sem deixar se abater, a acompanhamos começando a reconstruir a sua vida. Ela conseguiu um trabalho como enfermeira e era para tudo estar se saindo bem, porém algo a faz duvidar da morte de seu marido. Então ela fica procurando notícias de que ele ainda pode estar vivo.

Com uma narrativa que mistura passado e presente, temos algumas visões de Alexander ainda criança chegando na Rússia. Com isso, conhecemos um pouco mais sobre a história dele e sua criação até se tornar o tenente Belov. Consequentemente nos aprofundaremos um pouco mais nesse personagem complexo, que no tempo atual está sendo obrigado a conduzir um grupo de soldados enviados para morrer em batalha, abrindo caminho para os outros soldados.
Outra coisa muito interessante nessa obra é que a autora conseguiu narrar com maestria uma história com pano de fundo da Segunda Guerra Mundial. As cenas da guerra e do que ela faz ao redor foram precisas, fortes e impactantes. Toda a narrativa foi bem trabalhada, interessante e fluida, e para mim foi impossível parar de ler. Esse título desperta diversos tipos de sentimentos e vivemos uma verdadeira montanha russa de emoções.





Os Segredos Que Guardamos – Lara Prescott


Quando li a sinopse desse volume fiquei encantada com o que seria essa história. Inspirada em uma missão real da CIA na Guerra Fria, e que traz como pano de fundo Doutor Jivago, uma das obras-primas do século XX que ficou muito famosa por expressar opiniões antissoviéticas, sendo considerado um dos maiores e mais importantes romances da Rússia, o que levou ao autor Boris Pasternak a ganhar um Nobel de Literatura.
Nessa obra conhecemos Irina Drozdov, uma jovem americana de descendência russa, que fala fluentemente a língua e foi contratada como datilógrafa na CIA. Porém, logo foi promovida para agente, sendo treinada para participar de uma operação secreta para levar ao público russo a obra “Doutor Jivago”, proibida pelo governo da União Soviética, já que a mesma trazia inúmeras críticas ao estado comunista imposto por lá.
Conhecemos também Olga Vsevolodovna, amante do escritor russo Boris Pasternak e musa para a personagem Lara do seu livro Doutor Jivago. Nesse livro criado por ele, o protagonista médico e poeta Iúri Andréievitch Jivago relata e critica muitas situações comunistas e consideradas antipatrióticas ao mesmo tempo em que vive um romance com Lara. Por conta do título, as pessoas acreditavam que o protagonista Jivago era o Alter ego de Boris e por isso Olga vai presa como cúmplice. Acompanhamos quando ela vai para prisão e enfrenta torturas psicológicas e trabalhos forçados, tudo em nome do seu amor e ideias.
Com uma leitura fluida, esse volume nos conquista com ação, romance, suspense e espionagem. Há diversos temas abordados e o enredo é bem rico. A leitura é muito interessante e nos prende facilmente. Os capítulos são intercalados entre Oriente e Ocidente, mesclando fatos reais com histórias fictícias para trazer uma trama surpreendentemente deliciosa. Foi maravilhoso poder acompanhar mulheres fortes e corajosas que fizeram toda a diferença, já que mesmo em uma sociedade preconceituosa e machista, lutaram e sofreram para conseguirem mostrar que são tão boas ou até melhores do que os homens.




Belgravia – Julian Fellowes


Adoro histórias que retratem outra época. Por esse motivo, quando li a sinopse desse título, que foi escrito pelo mesmo criador de Downton Abbey, fiquei encantada com a premissa. Sendo assim, quando tive uma oportunidade devorei cada página dessa leitura e agora venho contar o que achei.
Nesse volume votamos para 1815, onde James e Anne Trenchard foram convidados para ir ao concorrido baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington, levando junto sua filha Sophia. Como eles fizeram riqueza devido ao comércio, já que oferecem mantimentos para o exército, essa era a grande chance de se juntarem a aristocracia.
Vemos que nesse baile Sophia acaba encantando Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Com seu pai aprovando o romance, Sophia acaba se entregando a Edmund. Só que, nessa mesma festa, eles receberam a notícia de que Napoleão invadiu o país, fazendo com que o duque de Wellington precisasse reunir os seus soldados e ir para o confronto, iniciando a Batalha de Waterloo.
Após a separação dos dois por conta da batalha, vemos que eles trocaram juras de amor, mas depois de um tempo Sophia descobre que seu amado acabou morrendo e ela está gravida e sozinha. Seus pais fizeram de tudo para esconder a gravidez e Sophia acaba morrendo no parto. Com isso, eles resolvem doar a criança.
25 anos depois, aquela criança se tornou um rapaz promissor e bastante educado. Anne Trenchard sabe do segredo que guarda em relação ao filho bastardo de Edmund e resolve contar para a lady Caroline Brockenhurst sobre o seu neto. Essa descoberta faz com que ela queira colocá-lo no círculo social e gera muitas especulações.





Demelza – Poldark #02 – Winston Graham

Depois de ter me encantado com o primeiro livro e me apaixonado por essa história escrita por Winston Graham, fiquei muito entusiasmada para ler a continuação dessa série. Agora venho compartilhar com vocês tudo o que achei.
Em “Demelza” vemos os acontecimentos logo após o primeiro título. Já estamos no dia do nascimento de Julia, sua primeira filha com Poldark. Com isso, acompanhamos uma protagonista ainda mais forte, que consegue nos conquistar em todos os momentos, pois apesar de não ser mais a menina que Ross encontrou na feira, vemos que ela ainda tem a sua personalidade e visão de mundo, mesmo após ascender socialmente.
Acompanhamos ainda Ross em sua tentativa de fazer com que o preço do cobre seja valorizado e o monopólio das companhias de fundição seja quebrado, e também entrando numa batalha pelos direitos das comunidades mineiras. E mantendo segredo para conseguir obter sucesso nessa nova empreitada.
Nesse volume cheio de encontros e reencontros, conflitos, traições e muito mais, vemos como nossos protagonistas se tornaram pessoas mais fortes e maduras. Demelza continua sendo uma mulher cheia de garra, corajosa, determinada, que luta pelos seus ideais e crenças e que completa nosso Ross. Devorei cada linha desse exemplar, que conseguiu ser tão bom quanto o primeiro volume, e nos mostra um romance maravilhoso e bem real.
Com uma narrativa rápida e fluida, essa história nos conquistou com personagens secundários incríveis, que contribuem para a trama não ficar parada, nem repetitiva, trazendo um tom de realidade, como uma história verdadeira.





Um Caminho Para a Liberdade – Jojo Moyes


Estamos no final da década de 1930, em Baileyville, Kentucky, no interior dos EUA. Na época, a religião tinha um forte poder, assim como as regras e os homens. Nesse cenário, 5 mulheres começam a trabalhar numa Biblioteca itinerante para levar leitura a locais remotos e pobres a cavalo (e burro), passando por caminhos perigosos e enfrentando pessoas nada contentes com suas presenças.
Enquanto passam por dificuldades sociais e físicas, elas criam laços fortes e sempre tentam ajudar o próximo. Mas tudo o que fazem acaba incomodando algumas pessoas que vão tentar destruí-las junto com o projeto. Mais do que nunca elas precisarão se unir e ser fortes para se manterem de pé.
“Para qualquer situação existe uma saída. Talvez seja desagradável, talvez deixe você sem chão. Mas sempre existe uma saída.”
Uma característica de Jojo é que ela gosta de trazer bastante drama às suas histórias. São tramas reais, afinal a vida é cheia de acontecimentos ruins e tristes, que temos que lutar e superar para seguir em frente. Mas parece que 90% das reviravoltas desse livro (e olha que foram muitas!) eram ruins, tristes ou negativas. E isso acaba trazendo um peso para quem está lendo (pelo menos é assim comigo, como se eu tivesse ligado a TV no jornal para ver tudo de ruim que está acontecendo ao redor). Quem adora esse tipo de obra, é um prato cheio. Quem se sente esgotado emocionalmente, pode preferir ler mais devagar ou intercalar com outras leituras.
Ainda assim, é uma obra que indico bastante. Primeiro porque vemos o poder do que um ser humano pode fazer quando se dispõe a ajudar o próximo e isso é realmente incrível. Segundo é a sororidade, ver mulheres se apoiando e se ajudando é sempre tocante e maravilhoso. Terceiro porque vemos o poder da leitura e como pode mudar vidas e não tenho nem palavras para definir meus sentimentos com relação a isso, só que meu coração se enche de felicidade e emoção. E quarto, esse livro traz esperança. E esse sentimento é poderoso.


Outlander #4.1: Os Tambores de Outono - Diana Gabaldon

Desde que comecei a assistir a série de televisão homônima e me viciei em Jamie Fraser, não consegui deixar de ler a série de livros, e, por esse motivo, sempre que é possível embarco em uma dessas leituras, que não são nada pequenas. Agora, depois de ter terminado a primeira parte do quarto volume, venho compartilhar com vocês tudo o que achei. Lembrando que essa é a resenha de um volume adiantado nessa série, por esse motivo pode conter spoilers dos livros anteriores.
Em “Os Tambores de Outono” vemos como Claire e Jamie Fraser estão construindo suas vidas nas colônias da América do Norte em 1767, século XVIII. Embora Claire fique muito feliz em ter reencontrado o seu amado, ela sente muita falta de sua filha, Brianna, que ficou no século XX. Com a ajuda de Jocasta Cameron, tia de Jamie e dona de uma grande propriedade, vemos que eles conseguem se firmar em um local para construírem as suas vidas e têm que aprender a viver com as diferenças deste novo lugar, já que é uma cultura totalmente distinta da que estão acostumados.
Enquanto isso, no futuro, vemos com Brianna Randall se une ao jovem professor de história Roger Wakefield (descendente do clã Mackenzie) para encontrar respostas sobre sua própria origem e saber mais sobre Jamie Fraser, o seu pai biológico que ela nunca conheceu. Com essa união, vemos que eles acabam em um relacionamento no qual um se preocupa bastante com o outro.
Em meio as buscam a respeito do passado, ambos descobrem informações sobre um incêndio que pode ter causado a morte dos pais dela, porém um não conta para o outro, já que ela tem medo de que ele a impeça de tentar ir ajudar os seus pais, e ele tem medo de contar e ela largar tudo e correr perigo para ajudar a salvá-los.
Vemos, então, uma grande aventura do jeito que Diana consegue nos contar, fazendo com que a gente não consiga parar de ler nem por um segundo. Com ação, brigas, conflitos e tudo o que se tem direito, acompanhamos a continuação dessa saga que tanto amamos, e vemos como Jamie continua cada vez mais lindo e amoroso.
O livro, como nos demais volumes, é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Claire, o que é realmente bem legal, já que gosto de acompanhar as suas opiniões e sentimentos, que de alguma forma, me deixam ainda mais próxima da trama, principalmente por ser uma protagonista de quem eu gosto bastante. A obra também tem algumas partes narradas em terceira pessoa, que são aquelas onde a Claire não está presente, ou no futuro, onde acompanhamos mais sobre a sua filha.
Com uma linguagem rápida e fluida, essa história consegue sempre nos cativar com ótimos personagens, que nos fazem torcer por eles em todos os momentos, sendo cada um bem especial do seu jeito de ser. Gostei bastante deste exemplar e não vejo a hora de poder continuar a série e ler a sequência para saber mais sobre os protagonistas que tanto amo, como estão vivendo e o que andam fazendo.





Retrato do Meu Coração – Patricia Cabot


“Retrato do meu coração” é a sequência do livro “A Rosa do Inverno”, que já foi lançado no Brasil, porém por uma editora diferente. Eu ainda não li o primeiro título e como consegui acompanhar bem a leitura, acho que, apesar deles serem sequência, são como histórias independentes. Então se você, como eu, ainda não leu “A rosa do Inverno” e quiser começar por “Retrato do meu coração” vá em frente.
O livro conta a história de Maggie, uma mulher muito bonita e uma excelente pintora, que tem o dom de pintar qualquer coisa ou pessoa de forma perfeita. Ela tem a cabeça muito à frente das pessoas de seu povo, uma vez que suas ideias e suas atitudes não são apropriadas para a época.
Na história Maggie foi criada com Jeremy Rawlings, um garoto baixinho e magricela com quem compartilhava uma amizade e ao mesmo tempo vivia brigando. No entanto eles ficam cinco anos sem se ver quando Jeremy parte da sua cidade para fazer faculdade e, ao retornar, ele fica encantando em ver que sua antiga amiga de infância, que era desengonçada e alta, virou uma bela e atraente mulher.
Mas esse encontro que aconteceu de um jeito um pouco fora do comum acaba despertando sentimentos em ambos e mais tarde, no mesmo dia, eles acabam se beijando até serem interrompidos pelo tio de Jeremy que fica chocado com a cena. Esse acontecimento desperta uma briga entre Jeremy e seu tio, e ele então decide se alistar no exército para poder voltar mais maduro e poder se casar com o seu amor.
Jeremy é mandado para Índia e lá fica por mais cinco anos sem ver sua amada Maggie. Nesse tempo muita coisa acontece, nossa protagonista vai estudar artes em Paris, e ambos acabam conhecendo novas pessoas. O que posso dizer sobre o reencontro dos dois depois de todo esse tempo? Leiam, pois não irão se arrepender.
Como é característico de Cabot, os personagens são muito bem construídos, de forma que nos encanta, além de nos divertir sempre com seus diálogos inteligentes e bem humorados.  A história nos envolve, prendendo o leitor de uma forma que fica difícil de largar. Assim que comecei a ler não consegui mais parar. A leitura é rápida e flui muito bem.
Outra característica bastante marcante é a ironia que os personagens da história trazem consigo, o que é bem divertido, mesmo o humor ácido de Jeremy nos arranca algumas risadas.
O livro é um romance histórico, então muitas cenas calientes são narradas em toda trama, por isso, se esse fato te incomoda, você provavelmente não vai gostar muito de “Retrato do meu coração”. Mas se você como eu, não liga, pois o que importa mesmo é o enredo maravilhoso deste livro, então provavelmente vai adorar.
A capa do livro é maravilhosa, o jogo de cores escolhidos está tão lindo que fico admirando a capa o tempo todo. O trabalho gráfico feito pela Record está, como sempre, impecável, o que só aumenta ainda mais as qualidades desse livro.
Acho que todo mundo já sabe, mas caso alguém ainda não saiba Patricia Cabot é um pseudônimo de Meg Cabot (autora de diversos livros, como Diário da princesa). Ela usa esse pseudônimo para lançar seus romances históricos.
Super recomendo a leitura para todos, e espero que vocês se divirtam tanto quanto eu.
Avaliação



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