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Indicação: Auguste Dupin – Edgar Allan Poe


🌷 Boa Noite, gente! Tudo bem? Hoje viemos indicar um livro bem bacana que li recentemente: Auguste Dupin, de Edgar Allan Poe, que é considerado o primeiro detetive da literatura mundial.

Adorei conhecer esse personagem e as histórias protagonizadas por ele. Esse foi meu primeiro contato com a escrita de Poe e também curti bastante. Espero ler mais obras dele futuramente.

Inclusive, essa edição está linda e ainda inclui Extras maravilhosos: o poema “O Corvo”, que é um dos trabalhos mais famosos do autor, traduzido por ninguém menos do que Machado de Assis, e o conto “O Escaravelho de Ouro”.

SINOPSE:

Décadas antes do icônico Sherlock Holmes fascinar os leitores com sua astúcia e inteligência, Edgar Allan Poe – a mente por trás de grandes obras da literatura mundial, bem como da gênese do conto da maneira que conhecemos – escreveu “Os Assassinatos da Rua Morgue”. Nesse conto, somos apresentados ao peculiar Le Chevalier C. Auguste Dupin, criminologista notável por sua inteligência durante a investigação de misteriosos casos de assassinato.



E é claro que Poe estava, mais uma vez, fazendo história: Dupin foi o primeiro detetive da literatura, naquela que é considerada a primeira história do gênero a ser publicada. O trabalho do autor foi responsável por influenciar não só a criação de Arthur Conan Doyle como toda história policial, desde aquelas escritas no século 19 até as que são lançadas atualmente.

Agora, esse legado ganha um tributo nesta edição, que reúne “Os Assassinatos da Rua Morgue”, “O Mistério de Marie Rogêt” e “A Carta Furtada”, ou seja, a trilogia completa protagonizada pelo detetive de Poe – Auguste Dupin, o primeiro detetive.

 



Tatiana & Alexander – O Cavaleiro de Bronze #03 – Paullina Simons

Esse é o 3º volume da série maravilhosa “O Cavaleiro de Bronze”. Depois de ter me encantado pelos volumes anteriores, precisava saber a continuação dessa história narrada na Segunda Guerra Mundial com um romance arrebatador. Como essa é uma sequência, pode ter alguns pequenos spoilers dos volumes anteriores para eu conseguir explicar o rumo da história.

Nesse título, vemos que após Tatiana ficar entre a vida e a morte, ela foge viúva e grávida, consegue chegar na América e ter o seu bebê. Determinada, forte e guerreira, que enfrenta todos os desafios sem deixar se abater, a acompanhamos começando a reconstruir a sua vida. Ela conseguiu um trabalho como enfermeira e era para tudo estar se saindo bem, porém algo a faz duvidar da morte de seu marido. Então ela fica procurando notícias de que ele ainda pode estar vivo.

Com uma narrativa que mistura passado e presente, temos algumas visões de Alexander ainda criança chegando na Rússia. Com isso, conhecemos um pouco mais sobre a história dele e sua criação até se tornar o tenente Belov. Consequentemente nos aprofundaremos um pouco mais nesse personagem complexo, que no tempo atual está sendo obrigado a conduzir um grupo de soldados enviados para morrer em batalha, abrindo caminho para os outros soldados.
Outra coisa muito interessante nessa obra é que a autora conseguiu narrar com maestria uma história com pano de fundo da Segunda Guerra Mundial. As cenas da guerra e do que ela faz ao redor foram precisas, fortes e impactantes. Toda a narrativa foi bem trabalhada, interessante e fluida, e para mim foi impossível parar de ler. Esse título desperta diversos tipos de sentimentos e vivemos uma verdadeira montanha russa de emoções.





A Promessa da Rosa – Babi A. Sette

Estamos em Londres no século XIX, mais especificamente em 1840, onde bailes, vestidos pomposos e carruagens reinam e quando o status é algo de extrema importância. Kathelyn Stanwell é a belíssima filha de um conde de pulso firme, que acaba de começar sua primeira temporada. Com certeza ela seria uma debutante perfeita e um par ideal para algum nobre, porém Kathe foge dos padrões, sendo idealista, alguém que não gosta da nobreza, nem de suas regras e etiquetas, e está sempre aprontando alguma.
Em um baile de máscaras, ao qual fica imensamente feliz de ser convidada e de poder participar (já que tem um plano em mente), Kathe acaba conhecendo, em uma situação um pouco inusitada, um homem misterioso, bonito e completamente intrigante: Arthur Harold. Ela se encanta pelo homem e resolve dar um passeio pelo jardim com ele, comportamento completamente impulsivo da jovem, pois algo assim poderia manchar sua reputação. Mas ela tem certeza de que não o verá novamente, já que sua personalidade não deve pertencer à nobreza, afinal eles têm muito em comum e ele parece fisicamente distante da sociedade que ela tanto deseja escapar.
O que Kathelyn não poderia prever é que na verdade Arthur é ninguém menos do que o nono duque de Belmont, e que a ligação entre eles é ainda mais forte do que ela poderia prever. Já que ele é um duque no final das contas! Mas nem tudo são flores, e raiva, ciúmes, inveja e muitos mal entendidos vão se entrepor no caminho destes dois, que precisarão enfrentar mundos e fundos para se libertarem das barreiras da sociedade e também das que o próprio duque colocou entre eles. Kathe vai sofrer, vai lutar, ser desafiada e abandona por quase todos, então terá que ser forte e persistente para ir em frente. E ela irá. Mas no meio de tudo isso, ainda há uma coisa que pode fazer com que seu mundo se perca mais uma vez: seu coração.
Romances de época são grandes queridinhos meus da atualidade e, sempre que vejo o lançamento de um novo, já fico com vontade de ler. Apesar disso, ainda não li muitas obras do gênero, mas posso afirmar que “A Promessa da Rosa” merece destaque e vale muito a pena para quem gosta de romances do estilo, pois a autora conseguiu inovar e ser diferente de vários outros que li.
A historia é repleta de reviravoltas e não gira apenas em torno do relacionamento entre o casal principal, existem outras tramas paralelas ao romance, além de uma grande evolução dos personagens e uma exploração do pano de fundo da época, que mostra que Babi fez uma extensa pesquisa e conseguiu inseri-la muito bem no enredo de modo a só acrescentar conteúdo e qualidade ao mesmo.
A escrita de Sette é gostosa e fluida. A gente se sente tão inserida em tudo que ela escreve de uma forma tão envolvente, que nem percebemos o tempo passar quando estamos lendo. Só sei que estou torcendo para que a autora continue seu lindo trabalho e traga mais romances históricos lindos como este para nós, brasileiros, e também que ela consiga conquistar o mundo com suas palavras.


O grande destaque desta história foi, sem dúvidas, a protagonista, Kathelyn. Ela é uma moça muito a frente de seu tempo, forte, corajosa, determinada, entusiasmada, decidida, destemida, dona de uma personalidade forte e afiada, que ergue a cabeça e vai à luta, mesmo quando as probabilidades estão contra ela, e gostei de sua atitude no momento certo em relação a Arthur. A maioria das mulheres não teria pulso firme como ela teve e, mesmo tendo demorado um pouco para isso, gostei imensamente de suas atitudes. Kathe é admirável e gostei imensamente de conhecê-la e acompanhá-la nesta jornada que foi sua vida.


Lançamentos Novo Século e Talentos da Literatura Brasileira



Oii, gente! Vamos falar de lançamentos? Tem vários títulos incríveis na lista da Novo Século e da Talentos da Literatura Brasileira! Estou sem saber qual ler primeiro. Hahaha E vocês, o que acharam?
Canção do Cuco - Frances Hardinge
Este é o sexto livro de Frances Hardinge, sendo seu primeiro lançamento no Brasil. Lançado na Inglaterra em 2014, Canção do cuco foi indicado pelo Guide Book 2014 como o melhor livro para o público juvenil.  Também foi escolhido como um dos 100 melhores clássicos infantis modernos pelo jornal inglês Sunday Times e indicado para os prêmios James Herbert e da Associação Científica Britânica, na categoria de melhor romance de ficção, além do Prêmio Fantasia 2015.
A autora conduz o leitor pelos caminhos sombrios trilhados pela jovem Triss Crescent que, ao acordar após um acidente, percebe-se dentro de um pesadelo sem fim ao constatar que algo terrivelmente errado está acontecendo com ela e com o mundo ao seu redor. De início, sente uma fome insaciável e implacável. Depois, a própria irmã demonstra estar apavorada com a simples presença de Triss, que, além de tudo, chora teias de aranha.
Ao procurar seu diário para ter alguma pista sobre o que possa ter acontecido, percebe que as páginas foram arrancadas. Uma terrível sensação de estranheza a invade quando ela suspeita que não é quem imaginava. Sua única saída, então, é enfrentar um mundo hostil em busca de sua verdade e de si mesma. Antes que seja tarde demais.
Além de provocar arrepios nos apreciadores do gênero terror, Canção do cuco é um romance extremamente bem-escrito, capaz de causar as mais variadas sensações no leitor, com uma densidade que só uma autora do calibre Hardinge apresenta. Ela demonstra essa habilidade desde o seu primeiro conto sombrio, escrito aos seis anos. Nele, a pequena Frances conseguiu criar situações tenebrosas como um envenenamento, um assassinato simulado e um vilão atirado de um penhasco; tudo isso em apenas uma única página!
Pelo processo mágico da leitura, o leitor será transportado para a Inglaterra pós-Primeira Guerra Mundial e vivenciará, com os personagens, as dificuldades de sobreviver em um período tão angustiante.
Canção do cuco é, sobretudo, um livro que versa sobre as diferenças entre as pessoas, suas identidades reais e imaginadas, sobre a autonomia e a liberdade de, finalmente, conseguirmos ser quem realmente somos. Essa fantástica contadora de histórias ainda manda um recado para o seu leitor: fique atento, pois nada é o que parece ser. Nem você.
Entre Corações - Isadora Raes
Nascida e criada no Rio de Janeiro, Isadora Raes sempre gostou de escrever, mas nunca imaginou que publicaria um livro. Até que resolveu fazer o que mais gostava: criar histórias. "Comecei a postar algumas Fanfictions e a partir de então não parei mais, sempre recebendo críticas positivas de leitoras", conta Isadora.
Foi dessa experiência que surgiu “Entre Corações”, seu romance de estreia, lançado pelo selo Talentos da Literatura Brasileira. "A trama foi escrita em apenas dois meses e todos os capítulos eram postados quase que diariamente na plataforma, o que causou um grande burburinho entre as seguidoras", relembra.
Na obra de Isadora Raes, a leitora é levada a acompanhar a luta de Jonas para reerguer a fazenda da família. Com seu jeito ousado, o rapaz acabou conquistando bons amigos e alguns inimigos, entre eles Jack Monteiro, um poderoso fazendeiro que domina a região com mão de ferro. A história se complica de verdade quando Jonas esbarra na caçula da família Monteiro, a atrevida e sensual Mônica, que tem o poder de mexer com a cabeça dos homens. Os dois, orgulhosos, entram em conflitos que passam a permear a história, enquanto seus corações querem apenas paz e amor.
Sobre a autora: Isadora Raes é apaixonada por livros, histórias de aventura e enredos românticos, principalmente os arrebatadores, cheios de paixão. Escreve desde criança, mas acabou deixando a escrita em segundo plano quando começou a trabalhar como professora nas escolas públicas cariocas. Além de ir ao cinema com as amigas, ouvir música e brincar com seus sobrinhos, Isadora também gosta de escrever romances. “Entre Corações” é sua obra de estreia.
Separada & Dividida - Clélia Gorski
Alice, personagem central do livro “Separada & Dividida”, da jornalista Clélia Gorski, lançado pelo selo Talentos da Literatura Brasileira, é uma assessora de imprensa que decide dar a volta por cima em sua vida logo após o término de seu casamento. Com a responsabilidade de cuidar de três filhos, um bebê de um mês e duas gêmeas de cinco anos, Alice começa a reavaliar seu papel no mundo atual, onde a mulher precisa se desdobrar em inúmeras funções, sem quebrar o salto e se descabelar no meio da jornada diária.
Com uma linguagem leve e divertida, a autora leva o leitor a perceber que poderia trocar o nome Alice por Beatriz, Ana ou Daniela sem a menor interferência para o enredo: “A história da personagem é também um pouco da minha, das amigas, das colegas de trabalho. Frente as mil tarefas diárias – mãe, motorista, enfermeira, profissional, gestora da casa – precisamos nos multiplicar para dar conta de tudo. E, mesmo assim, ainda ficamos com receio de não conseguir”, diz a jornalista Clélia Gorki.
Entretanto, cansada de tanta sobrecarga de tarefas, Alice acaba por perceber que está deixando de lado a sua feminilidade e começa a resgatar algumas características próprias do seu gênero: ser mais acolhedora, por exemplo. Ela não quer ser mais a supermulher moderna, poderosa e heroína. Alice que ser apenas uma nova mulher.
A assessora, então, parte para essa nova empreitada com a mesma disposição de quem passa a vida tentando matar um leão por dia: “Longe de ser uma história que prega a guerra entre os gêneros, o romance aborda assuntos de forma divertida para que cada pessoa que o leia, entenda a mensagem da melhor maneira para ela”, conclui a autora.
Sobre a autora: Clélia Gorski nasceu na cidade paulista de Itararé e mora em São Paulo desde 1987. Formada em Jornalismo e em Publicidade & Propaganda, acumulou experiência como apresentadora, repórter, editora, produtora e assessora de imprensa, com passagens pelas emissoras de televisão Record, Cultura, Gazeta e pela Rádio Eldorado. A autora é mãe de dois filhos e apaixonada pela arte de escrever. A obra “Separada & Dividida” é sua estreia na literatura.


Devasso - Real #04 - Katy Evans

Quando as meninas me convidaram para escrever uma resenha aqui para o meu amado blog, House of Chick, fiquei muito feliz, ainda mais porque o livro que vou resenhar é justamente um que eu gostei muito, de uma autora que eu adoro.
Em “Devasso” conhecemos a história de Melanie, melhor amiga de Brooke (protagonista dos três volumes anteriores), uma jovem que sempre procurou alguém que preenchesse sua vida. O que ela não esperava é que o misterioso Greyson seria o cara que iria balançar seu coração. Mas depois de uma noite de amor, quando ele demonstra bastante importância por ela, a moça ficou totalmente caída por ele. E, mesmo com seu sumiço de dias, os sentimentos continuaram fortes. Mesmo quando Melanie descobre que o seu encontro com ele não foi tão acidental assim, ela já está totalmente envolvida pelo homem de quem deveria fugir.
“Ele desaparece por dias sem dizer uma palavra, e quando está por perto, diz que poderá feri-la. Mas quando ele está longe, o coração dela se machuca muito mais.”
Esse já é o quarto volume da série, mas na verdade agora vamos acompanhar outro casal de protagonistas: Melanie e Greyson. E, olha, é sexy, lindo e arrebatador o romance destes dois, em uma relação conturbada e real. Eu curti demais acompanhá-los nestas páginas, nesta trama recheada de suspense, amor e fortes emoções.
A narrativa é feita em primeira pessoa, intercalando os pontos de vista dos dois personagens. Ambos os protagonistas têm personalidades fortes, Melanie não é aquele tipo de moça virgem e recatada e sabe o que quer, enquanto Greyson tem uma vida sombria e prefere manter distância para não machucá-la.
Já tínhamos conhecido a personagem antes, nos demais volumes da série, mas só agora vamos conhecê-la de verdade, incluindo suas alegrias, manias e tristezas, e seu desejo de ser amada pelo que é. Greyson é um macho alfa, muito quente e desejável, mas carente de relações boas em qualquer âmbito.
“– Melanie – diz ele, baixinho, [...] – Sou Greyson King, e sou o seu homem.”
Eu adoro que este livro é bem realista e ainda muito intenso, sensual e sentimental. A autora consegue misturar tudo isso de um jeito delicioso e cativante e a gente só fica engolindo as páginas para saber o que vai vir a seguir e para se apaixonar ainda mais pelo casal principal, torcendo para o final feliz.
A diagramação é normal, mas o texto e os espaços entre palavras e frases está bastante confortável para a leitura, além de contar com páginas amarelas. A capa é linda e combina com as anteriores, apesar de ser um pouco diferente, já que é outro mocinho estampado ali. E o título em azul ganhou meu coração.
“Meu coração dói por causa do modo como ele me olha,
como se eu fosse um sonho dele, vivo e respirando.”
A narrativa de Katy continua incrível, cheia de cenas hot para quem gosta, e ainda com sentimentos aflorados. Eu adorei acompanhar cada página deste exemplar e não vejo a hora de ler mais coisas escritas por Evans. Recomendo muito!
Avaliação



Querubins - A Sentença da Espada - Martha Ricas

Desde que vi a capa deste livro pela primeira vez, fiquei super encantada e querendo saber mais sobre a história. Então, assim que li a sinopse me apaixonei pelo que li, e vi que era escrito pela brasileiríssima Martha Ricas. Então, assim que tive a oportunidade de começar esta obra, me deliciei com sua trama, e agora venho compartilhar as minhas opiniões.
Este livro conta a história de dois tempos, um deles no Século V a. C e o outro no século XIX d. C. O primeiro se passa na aldeia celta em Kernev, onde grupos de druidas realizam rituais, nos quais são oferecidas pessoas como sacrifícios humanos para chamada “mãe”, uma entidade demoníaca que se apresenta como uma bela donzela, que os druidas falam ser a força divina que governa a vila, mas na verdade é um ser demoníaco que se alimenta das mortes ali oferecidas. Chaya, uma querubim guerreira, é enviada a Terra para poder viver entre os humanos do vilarejo e tentar livrar eles desse mal que está abatendo a vila, além de ajudar as pessoas a se prepararem para uma guerra que está por vir.
Já na outra época conhecemos Mary Grace, uma dama londrina que se formou na academia de Belas Artes e que vai passar um tempo com os seus avós em Bath para fugir um pouco do tumulto da cidade. Neste processo, ela acaba tendo diversas descobertas, inclusive de um novo dom, que vai ajudá-la bastante na guerra que está chegando. Ela também conhece Anton, um jovem de uma família influente que passa bastante tempo com nossa protagonista e desperta diversos tipos de sentimentos na mesma. E é ele que entrega um livro para Mary, e a pede para ler o conteúdo e assinar o seu nome no final, o que muda totalmente a vida da jovem donzela.
Vocês devem estar se perguntando o que estas histórias têm em comum? Elas se entrelaçam de uma forma bem natural na trama, já que ambas estão interligadas e uma batalha antiga é retornada para que uma linhagem celeste desapareça.
A narrativa é rápida, fluida e bastante gostosa e contamos com a visão de Chaya e Mary, nossas protagonistas que são fortes e determinadas, e cada uma com o seu jeito de ser nos conquista na obra inteira. Até mesmo a Mary se mostra em toda a leitura uma mulher forte e aos poucos se torna tão guerreira quanto a Chaya.
Gostei bastante de como a autora construiu a história, já que ela consegue nos envolver com um enredo repleto de mistérios, revelações, guerras, personagens maravilhosos, etc. O final é daquele tipo que não nos deixa desgrudar os olhos das páginas e faz com que fiquemos torcendo por uma continuação.
Martha Ricas é paulistana e sempre adorou a arte, seja em composições, diários, ilustrações ou histórias. Cursou letras na faculdade e hoje leciona inglês e português, e adora escrever, já que considera este ato uma expressão artística.
A capa é bem bonita e chama a minha atenção facilmente. O miolo é bem diagramado e a fonte e espaçamentos são bem confortáveis para a leitura, além de contar com páginas amarelas, o que é sempre algo positivo.
Recomendo este volume para todas as pessoas que, assim como eu, gostam de uma boa história, que consegue nos conquistar do início ao fim com uma trama rica, recheada de mistérios, ação, guerra, sangue, mas também com uma pitada de amor e sentimentos. Além disso, os personagens são incríveis e nossas protagonistas nos conquistam em todos os momentos.
Avaliação



Lançamentos – Novo Século e Talentos da Literatura Brasileira


Oii, gente! Como vocês estão? Hoje é dia de post de lançamentos! A editora Novo Século e o selo lindo para autores nacionais, Talentos da Literatura Brasileira, estão repletos de títulos incríveis e eu só fico desejando ter todos eles na minha estante. E vocês, gostaram de quais?
Homem-Formiga: Inimigo Natural - Marvel #07 - Jason Starr (Skoob)
Conheça Scott Lang. Ex-vigarista, pai solteiro e Homem-Formiga nas horas vagas. Ao lado de sua ­ lha, Cassie, Scott encara uma nova vida em Nova York e está determinado a fazer com que tudo dê certo: Cassie estuda numa boa escola, ele tem um emprego estável e, ­ nalmente, sente-se pronto para engatar um novo relacionamento.
Apesar de ter as melhores intenções, Scott não consegue manter-se longe dos holofotes – ou das lentes de aumento –, e não vai demorar muito para que sua nova vida desmorone. Quando um antigo cúmplice da época de crimes vai a julgamento, pai e ­ lha veem-se às voltas com guarda-costas enviados pelo governo a ­ m de protegê-los. Scott acha isso desnecessário, mas ele desconsidera algo de fundamental importância: o fator adolescência. Quando a situação aperta para o lado de Cassie, Scott não hesita em trazer à tona o poderoso Homem-Formiga (sem ironia).
Mas o que esse vilão realmente deseja? Scott e Cassie talvez estejam lutando contra algo muito maior do que eles imaginam.
O premiado autor Jason Starr traz aos fãs uma história inédita, repleta de desespero, segredos e grandes aventuras de proporções microscópicas!
Os Segredos de Landara #02: O Reino de Areia - B. Camporezi (Skoob)
Laura sabe que seu sangue é a chave que poderá mudar o futuro de Landara. A antiga lenda sobre o baú se provou real e não há nada que ela possa fazer para se desviar desse destino: ela precisa voltar ao grande deserto de Landara. Seu caminho já está traçado e cada passo é crucial; a guerra é inevitável. Cercada por ameaças e por segredos que jamais poderiam ter sido revelados, Laura se encontra em uma situação que a obriga a tomar uma atitude desesperada. A coragem, agora mais do que nunca, precisa ser a sua maior aliada. Abandonada pelo seu grupo e sedenta por vingança, Laura precisará conviver com seus próprios pesadelos. Porém, o que ela menos imaginava é que a traição poderia estar camuflada até nos olhos do melhor dos amigos. O que essas areias traiçoeiras escondem?
Resenha do primeiro volume,
O Vampiro Imperador - Leonardo Barros (Skoob)
Drucila é uma linda jovem romana, casada com o médico do imperador Nero. Diante da ausência do filho, ela entrega-se a um culto proibido de fertilidade, ato que inicia sua ruína e tem relação com sua transformação em vampira. Ciente de seu poder, ela resolve dominar Roma e não mede esforços para consegui-lo. As intenções de Drucila só poderiam ser ameaçadas por Dotan, um ser imortal como ela. Em noites de lua cheia, esse general de confiança de Nero prende a si mesmo a fim de evitar que o lobisomem, criatura que se tornou há milhares de anos, domine-o. No entanto, quando Dotan se vê diante de uma Roma guiada por energias maléficas, ele engendra sua força para tentar salvar o povo da perseguição e da tirania. O derramamento de sangue se torna um pesadelo constante. A cidade caminha, a passos rápidos, para um longo período de escuridão. Traições, jogos de poder e lutas épicas enredam essa engenhosa aventura que põe em conflito a busca pelo bem e o desejo, às vezes incontrolável, pelo poder e pela luxúria.


Lançamentos - Novo Século e Talentos da Literatura Brasileira


Oii, gente! Hoje vamos falar dos lançamentos da Novo Século e também do selo nacional Talentos da Literatura Brasileira. Tem livros para todos os gostos e é difícil escolher quais são os top desejados, confesso. Mas “Ligações” provavelmente encabeça a lista! Hahaha Em breve teremos resenhas de alguns destes títulos aqui no blog, então fiquem de olho para conferir! :D
NOVO SÉCULO

Ligações - Rainbow Rowell (Skoob)
Georgie Mccool sabe que seu casamento está estagnado. Tem sido assim por um bom tempo. Ela ainda ama seu marido, Neal, e ele também a ama, profundamente – mas o relacionamento entre eles parece estar em segundo plano a essa altura. Talvez sempre esteve em segundo plano.
Dois dias antes da tão planejada viagem para passar o Natal com a família do marido em Omaha, Georgie diz a ele que não poderá ir, por conta de uma proposta de trabalho irrecusável. Ela sabia que ele ficaria chateado – Neal está sempre um pouco chateado com Georgie –, mas não a ponto de fazer as malas e viajar sozinho com as crianças.
Então, quando Neal e as filhas partem para o aeroporto, ela começa a se perguntar se finalmente conseguiu. Se finalmente arruinou tudo. Mas Georgie estava prestes a descobrir algo inacreditável: uma maneira de se comunicar com Neal no passado. Não se trata de uma viagem no tempo, não exatamente, mas ela sente como se isso fosse uma oportunidade única para consertar o seu casamento – antes mesmo de acontecer… Será que é isso mesmo o que ela deve fazer? Ou ambos estariam melhor se o seu casamento jamais tivesse acontecido?
Redimida - House of Night #12 - P.C. Cast & Kristin Cast (Skoob)
Zoey Redbird está em apuros. Tendo dado a pedra da vidência para Aphrodite, e rendendo-se à Polícia de Tulsa, ela se isola de seus amigos e mentores, determinada a enfrentar a punição que merece – mesmo que isso lhe custe a vida. Só o amor das pessoas mais próximas poderá salvá-la da escuridão em seu espírito. Um mal terrível emerge das sombras, mais poderoso do que nunca...
Neferet finalmente se revela aos mortais. Coroando-se Deusa das Trevas, ela está desencadeando o mal e escravizando os cidadãos de Tulsa. Os vampiros da Morada da Noite aliam-se à polícia, juntando suas últimas forças, mas sabem que nenhum deles é forte o suficiente para vencê-la. Apenas Zoey é herdeira de tal poder... contudo, está incapacitada de ajudar por causa das consequências do uso da magia antiga. No derradeiro livro da série House of Night, uma batalha épica da Luz contra as Trevas irá decidir quem será redimida... E quem se perderá para sempre.

Doce Entrega - Doce #01 - Maya Banks (Skoob)
O policial Gray Montgomery tem uma missão: achar o homem que matou seu parceiro e fazer justiça. Ele, então, encontra uma ligação entre o assassino e Faith – e se Gray precisa se aproximar dela para pegar o assassino, que seja. Faith é doce e feminina, tudo o que Gray deseja em uma mulher. Porém, ele suspeita que ela o está enganando. Quanto a Faith, sem chance de ela permitir que um homem mande na relação. Ou será que há?
Faith vê em Gray o homem forte e dominante de que precisa, mas ele está determinado a não sentir nada por ela. No entanto, ela está determinada a se entregar ao homem certo, e Gray pode ser esse homem. Mas encontrar o criminoso é a prioridade de Gray – até Faith ser ameaçada e ele perceber que fará qualquer coisa para protegê-la.
Doce Persuasão - Doce #02 - Maya Banks (Skoob)
Por cinco anos, Serena comandou a Fantasy Incorporated, e dedicou seu tempo para a concretização das fantasias dos clientes. Nunca a sua. Até agora... Seu desejo mais secreto é dar a posse de seu corpo a um homem. Alguém que vai comandá-la, seu prazer, e ter total autoridade sobre ela. Então, ela procura Damon Roche, dono de um clube de sexo exclusivo, ele é um homem forte o suficiente para fazê-la fazer qualquer coisa que ele queira. Qualquer coisa. Juntos eles viajam para um mundo em que ela apenas sonhou. A ela é dada a oportunidade de mergulhar em uma vida diferente, enquanto sua vida normal aguarda para voltar, sempre que desejar. Damon não tem nenhum desejo de deixá-la ir, no entanto. Serena é a mulher que procurou por muito tempo, e cabe a ele convencê-la a ficar, quando o jogo terminar. Ele quer que sua fantasia se torne realidade, e ter Serena para ser mimada, acarinhada e submissa.


Anexos – Rainbow Rowell

Lincoln O’Neill não tem muita certeza do que fazer em sua vida no momento, mas ler os e-mails dos seus colegas de trabalho não estava em seus planos quando se candidatou à vaga para trabalhar no The Courier, como administrador de segurança de internet. Mas é exatamente isto que o trabalho engloba: monitorar conversas dos jornalistas e equipe que trabalham no local para, caso eles falem algo que não é permitido, Lincoln escrever um alerta sobre o assunto. O emprego paga muito bem e ele planeja manter-se lá por um tempo para usar o dinheiro e mudar algo em sua vida.
Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder trabalham no mesmo local, sendo a primeira uma crítica de filmes bem divertida, e a segunda uma revisora de grandes matérias. Por estarem há alguns anos neste emprego, elas já são amigas íntimas e conversam entre si de maneira agradável e com um senso de humor afiado. Ambas sabem que alguém monitora seus e-mails e não parecem se importar nada com isso, continuando com seus papos descontraídos e usando termos “proibidos”.
Lincoln não conhece muita gente de seu local de trabalho, pois seu turno é o noturno e muitas pessoas já foram para casa neste horário, além disso, ele trabalha no setor de tecnologia da informação, no andar de baixo. Mas, quando começa a ler os e-mails das duas moças, algo muda dentro dele, que passa a se divertir e se importar com elas mais do que deveria, como se fossem suas amigas, e não pessoas que nem nunca tinha visto na vida. Ele simplesmente não consegue denunciá-las quando falam as palavras proibidas e de repente se vê meio viciado em ficar lendo as conversas entre elas.
Até que Lincoln percebe que seus sentimentos são ainda mais fortes do que deveriam ser, e ele está envolvido demais numa situação onde não vê uma saída positiva, inclusive porque se apresentar nesta altura do campeonato, sabendo tudo o que sabe, pode ser complicado. O que ele diria? E, mais importante, o que ela responderia?
“ – Você acredita em amor à primeira vista? [...]
– Não sei – disse ele. – Você acredita em amor antes disso?”

“Anexos” foi o primeiro livro que Rainbow Rowell escreveu, mas apenas o terceiro a ser publicado no Brasil, pois "Eleanor & Park" e "Fangirl", segundo e terceiro escritos por ela respectivamente, são os responsáveis pelo grande sucesso da autora atualmente e chegaram ao país primeiro. “Ligações”, sua quarta e última obra até o momento, chega ao Brasil agora, também pela Novo Século, e em breve vou resenhá-lo.
Este é o primeiro contato que tenho com a autora e gostei bastante. A escrita dela é bem gostosa e envolvente, e logo nas primeiras páginas já me vi encantada pelos personagens. Sua história é apresentada aos leitores de uma forma não tão comum (apesar de existir vários outros livros assim), sendo que os capítulos são intercalados e alguns são narrados em primeira pessoa e acompanhamos um bate-papo entre Beth e Jennifer, já que elas trocam mensagens por e-mails no trabalho e são as grandes responsáveis por nos mostrar que dias estamos acompanhando naquele momento, enquanto os outros estão em terceira pessoa e seguimos Lincoln, o que sempre ocorre depois dos das meninas na linha do tempo. Os capítulos são relativamente curtos e a leitura flui muito bem, e, com esta forma de narrativa, a experiência também é bem dinâmica.
A história é passada na época da virada do milênio, começando um pouco antes da data, ainda em 1999, e acabando em 2000. Considero que este livro apresenta três protagonistas, pois mesmo que somente dois deles vão fazer parte de um romance, a outra está tão presente nas páginas e é tão importante quanto os primeiros.
Eu amei os protagonistas, e confesso que meu preferido foi o Lincoln, que também é quem conhecemos com maior proporção do que as personagens femininas da obra, porque o acompanhamos em sua vida, no momento em que ocorrem suas decisões, as cenas e os diálogos, enquanto só sabemos quem são as duas moças por causa de suas conversas e pontos de vista, e somente através do que uma decide contar para a outra e de que jeito estas confissões são feitas, então não as vemos em suas vidas, como são seus relacionamentos de fato, seus contatos com outras pessoas ou o que realmente fazem quando não estão no trabalho, somente as acompanhamos através de suas próprias visões.
Os personagens foram bem construídos e amadureceram com o passar das páginas, e ainda são adoráveis e bem reais, como se realmente existissem fora do papel, apesar de eu acreditar que Lincoln beira a “perfeição” e é difícil outro homem como ele existir realmente. Ele é total e completamente encantador e apaixonante, e gostei muito de sua personalidade. O jeito de Beth me fez lembrar de situações vivenciadas na minha pré-adolescência (mesmo que a personagem já seja adulta), o que fez com que eu me identificasse ainda mais com ela e sua história.
Conforme a leitura vai avançando, o leitor fica ainda mais cativado pelo romance, torcendo para que o casal fique junto ao mesmo tempo em que fica com receio de que algo dê errado no meio do caminho por conta da maneira pouco convencional que se “conhecem”. E achei bem fofo quando podemos ver que os pensamentos de Lincoln e Beth se assemelham em termos de interesse mútuo, mesmo sem se conhecerem.
Só acho que demorou demais para o casal realmente se conhecer e de fato terem alguma coisa física entre eles. Como é um livro de quase quatrocentas páginas, acredito que isto poderia ter ocorrido antes do que apenas nas menos do que quinze últimas páginas. Não vou dizer se eles ficam ou não juntos, claro, mas confesso que teve momentos em que, quando estava chegando ao final, fiquei com raiva porque pensei que poderia ser ridículo por falta de tempo e espaço. Por sorte isto não aconteceu e foi fofo, mas queria que tivesse sido maior e mais desenvolvido, já que demorou tanto tempo para ocorrer aquilo, pelo menos que pudéssemos aproveitar por mais tempo, então, a minha opinião é que se tivesse sido melhor trabalhado, teria sido perfeito.
Lincoln reclama bastante do emprego dele, mas seria ótimo trabalhar fazendo quase nada e ainda ganhar muito por isso, sendo que eu amo a noite, então acho que este seria um emprego perfeito para mim. Hahaha
“Anexos” é um romance com personagens adultos, mas a leitura é bem leve e descontraída, algumas pessoas inclusive o consideram um chick-lit, e não há cenas quentes ou de sexo. É uma história doce e fofa, que faz a gente acreditar no amor à primeira vista ou até mesmo antes disso.
Mesmo que eu goste desta capa, de todos os livros da autora já publicados esta é a que menos curto e até preferia a da outra edição lá de fora, a inglesa, mas entendo a decisão da editora de ter escolhido manter um padrão com os demais títulos de Rowell no Brasil, optando pela americana mesmo.
O trabalho gráfico de dentro está lindo, com a parte de trás da capa em laranja com duas cadeiras iguais às da capa, só que na cor branco. A fonte do miolo é bem grande e o texto está bem espaçado, além de contar com folhas amarelas, fazendo com que a leitura seja bem confortável.
Adorei este livro e a narrativa da autora, então estou bem empolgada para ler todas as suas outras obras, ainda mais porque vi opiniões de muitas pessoas e “Anexos” dificilmente é o preferido delas, então se já curti bastante esta leitura, imagino o que vou achar das demais.

Se você busca uma história com uma delicadeza contagiante e muito bom humor, que nos aproxima dos encantadores personagens a ponto de parecer que somos amigos íntimos, e ainda quer encontrar um romance gostoso, leve e descontraído, então indico fortemente este volume.
Avaliação



O Bisturi de Ouro - Chaiene Santos


Os livros que eu leio em geral são fantasias, ficções que fogem bastante da realidade tangível aos olhos. Estou acostumada a ler histórias que não são passíveis do crivo da razão, assim quando quando me deparo com romances policiais eu demoro a engrenar e não esperar por um fantasma ou vampiro! O Bisturi de Ouro, do autor Chaiene Santos, publicado pelo selo Novos Talentos da Literatura Brasileira é um desses livros tão reais que quase podem ser tocados.

Eduardo é um jovem carioca pobre com apenas um sonho em sua vida: se tornar médico. Para tanto desde pequeno sua mãe o incentiva e faz economias para pagar sua faculdade com o suado dinheiro ganho com suas costuras. Dedicado aos estudos, não mede esforços para alcançar seu objetivo, mesmo que isso signifique se privar dos prazeres da vida ou da companhia de quem ama.

Mas os talentos de Eduardo não passam desapercebidos para um amigo próximo e durante sua jornada a inveja dest cresce, e um inimigo surge, persistente fará de tudo para que sua vida não siga, e seu maior desejo seja realizado. Um crime fará com que Eduardo reveja seus valores e repense se deve seguir com a sua vida ou buscar por vingança.

O livro é sobre a história de vida de Eduardo, acompanhamos sua saga para tornar-se médico desde sua infância até o desfecho do crime que se dá já com seus filhos adultos. Com isso em mente as passagens de tempo são inúmeras, e foi onde encontrei o problema do livro. Primeiro quando as cenas mudam não há mudança de parágrafo, em uma mesmo parágrafo estamos em um lugar e tempo, e no seguinte já em outro. Isso não permite um respiro e assimilação das informações. Segundo as transições de anos também não são delimitadas, pequenos cabeçalhos indicando esta passagem ou mudança de lugar auxiliariam na trama, perdendo a sensação de mistura que tive.

Santos tem uma narrativa em terceira pessoa rápida e pontual, o que nos permite uma leitura breve e sem enrolação. As cenas são rápidas e breves, intercaladas com poucas cenas detalhadas ou com reflexões. O autor soube prender a atenção mesmo diante dos spoilers citados na sinopse da obra (ela já nos conta que ele consegue se tornar médico, tem um inimigo e etc) visto que não sabemos como diante de tantas adversidades ele consegue alcançar seu objetivo.


Eduardo é o protagonista e acompanhamos de perto todas suas persistentes tentativas de chegar a faculdade de medicina. Devo dizer que ele é um exemplo de persistência e dedicação! O menino que toda mãe gostaria de ter em casa, bom moço, não se permite corromper mesmo diante das coisas que lhe fazem. Senti falta de seus pensamentos e sentimentos mais explorados, já que depois de tudo que ele passou e sofreu ele deveria ter uma carga emocional maior e mais explícita. Ele muitas vezes soava frio e superficial.

Glauco, o amigo da onça, é um típico mocinho revoltado que não aceita a vida que lhe foi imposta, e não contente quer pisar no brinquedo do outro. É passional, cruel e incapaz de se colocar no lugar do outro. Consegue colocar em palavras seus maiores conflitos e os jogo na mão dos que o cercam como se alguém e não ele devesse resolver.

Helena é a mocinha da história, mas tem participações breves. Aparece mais tempo como uma boa memória do que como uma personagem, assim como os demais flertes de Eduardo. O moço é tão dedicado a medicina que nenhuma mulher chega agarrar o seu coração até quase o fim do livro!

O desfecho do livro é bom, não era bem o esperado e isso que o torna bom. Mas uma pulga ficou atrás da minha orelha quanto a um crime, entretanto não posso tecer maiores comentários pois seriam spoilers, talvez eu esteja vendo muito csi na televisão!

O Bisturi de Ouro é um livro de ficção que pode ser encontrado e comparado a muitas histórias verídicas de pessoas ao nosso redor, que não se deixam levar pelas pedras da vida. Nascer pobre não é permanecer pobre, porque pior do que não ter dinheiro é ter a ignorância como companheira. O saber muda tudo, atrai tudo e é através dele que podemos crescer, mudar e acontecer, e é sobre isso que o livro trabalha!

 








Paraíso - Deyse R. Nicole

Você sabe quando um livro é bom quando você começa a lê-lo e perde a noção de tempo e espaço. E no momento que não está lendo está pensando, refletindo ou sentindo falta da atmosfera dele. Não são muitos que permitem essa sensação, não só pela qualidade técnica dele, como também pela identificação que o gênero/tema tem com o leitor. Um livro que me permitiu viajar para uma fazenda deliciosa e esquecer da vida foi Paraíso, da autora Deyse R. Nicole, publicado pelo selo Novos Talentos da Literatura Brasileira da editora Novo Século.

Em Paraíso somos apresentados a Débora, um mulher de 28 anos que tem seu passado marcado por uma tragédia que mudou radicalmente o modo como ela se relaciona com as pessoas e o mundo. Querendo fugir do que viveu ela aceita uma vaga de professora na pequena Vila Paraíso, mais exatamente na enorme Fazenda Boa vista.

Entretanto o que parecia a oportunidade perfeita de começar de novo, em um lugar que parecia o Paraíso, se mostrar uma sucessão de acontecimentos surpreendentes e angustiantes depois de conhecer um dos donos da fazenda, Marcos. Em uma batalha para defender suas cicatrizes e não abrir novas feridas terão que lidar com um novo sentimento que surge, e decidir se são capazes de amar novamente.

Ah alguém me leva para a Fazenda Boa Vista por favor? Quero almoçar a comida da Dona Carmem, espiar a paisagem e ouvir as brincadeiras do Leo! Pois é trata-se de uma romance delicioso e refrescante, embora trate de temas delicados tudo é narrado de forma muito delicada e gostosa, realmente dando uma vontade enorme de conhecer a fazenda.

A narrativa de Deyse é muito bem estruturada respeitando os traumas que os personagens carregam, é feita em primeira pessoa através de Débora que aos poucos vai nos apresentando sua história de vida. O livro tem uma diagramação simples e contou com uma boa revisão.

Todos os personagens têm um traço comum: o luto, todos o estão atravessando momentos diferentes da perda e a elaborando. É sobre a elaboração e a transformação diante dela que o livro trabalha. Somos capazes de amar depois de ter a confiança traída por quem mais amamos? Podemos entregar o coração para alguém que têm medo de admitir o que sente? Podemos tentar de novo depois de a vida nos tirar o que já era nosso? Essa são algumas das perguntas que surgem.

Débora é uma jovem que embora ainda tenha pouca idade já conheceu as piores dores humanas. Seu grande problema não foi apenas com as más escolhas, mas também da fuga dos resultados delas. Diante da possibilidade de sofrer ela se retraí e foge, quando não se paralisa totalmente. É apenas com Marcos que começa tomar coragem para virar a mesa, mas esse é um processo longo e doloroso.

Marcos é outro personagem machucado, acredita que não deve confiar em mais ninguém, é o estereótipo do fazendeiro bruto e grosso, mas não foi sempre assim, foi seu passado que o transformou. Quando conhece Débora tem suas estruturas abaladas, mas ao invés de lidar com seus sentimentos ataca a moça sucessivamente. É misterioso, lindo (Débora bate muito nessa tecla, então o moço deve ser né?!) e sexy. Protagoniza cenas bem sexys com Débora.

Eva é cunhada de Marcos, esposa de Max. É engraçada, companheira, amiga e uma personagem deliciosa de acompanhar. Mesmo tendo tido uma perda recente é sorridente, faz piadas de tudo, e ajuda muito Débora com seus dilemas. Dona Carmem, é mãe de Max, Marcos e Leo, mãe coruja faz o papel de mãe não só dos 'meninos', como de Eva e Débora. É o arquétipo da mamãe ganso, que a todos acolhe, alimenta e protege. Leo o irmão mais novo é galanteador e engraçado, dá uma pitada divertida a narrativa.

Devo dizer que o estilo da escrita de Deyse muito me lembrou a querida Nora Roberts, assim como a trama de Paraíso me lembrou o livro Dália Azul, mas é pela estrutura da personagem que tem que recomeçar em um local isolado, não trata-se de cópia e nada do estilo. Depois ao pensar em Dália Azul ele  me ajudou a prever os acontecimentos em paraíso, que logo não foram surpresa, mas mesmo assim, quem liga! Isso é o de menos porque o gostoso está na escrita, na forma como a história foi apresentada e não na surpresa.

Não sou fã de romances dramáticos ou românticos, praticamente não os leio, mas ter tido a oportunidade de conhecer esse paraíso me fez suspirar, sentir os aromas da fazenda e querer uma continuação nessa atmosfera. O indico para todo mundo que gosta de uma história bem feita, feita com o coração, de coração para coração!

Assim como seu livro a Deyse foi uma fofa e nos cedeu 3 marcadores autografados do seu livro, para ganhar basta:

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>>> Comentar nesta resenha (com meio de contato) com conteúdo sobre o livro, vocês já tiveram que recomeçar? Voltar a acreditar nas pessoas?

O sorteio vai ser feito no dia 27.02.2014. Boa sorte!!

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A Batalha dos Deuses - Juliano Sasseron

São poucas pessoas na atualidade que sabem da história que marca a trajetória do catolicismo desde a sua criação. Muitos apenas se atem a Idade Média e todas as suas supertições. Mas antes, muito antes em nome de Deus a igreja destruiu cidades inteiras, culturas e religiões tão antigas quanto o mundo.  Cultura essa que se perdeu no tempo e hoje é aos poucos resgatada pelo neopaganismo. Está é uma das ideias exploradas na antologia de contos A Batalha dos Deuses, organizado pelo autor Juliano Sasseron, pela editora Novo Século, que conta com 9 contos.

Nesta antologia outro aspecto trabalhado é a pergunta: afinal nós seres humanos fomos criados a imagem e semelhança dos deuses ou eles, ao contrário foram criados e mantidos por nós?  Uma pergunta sem resposta, mas que nos permite refletir sobre nossa posição no mundo como criadores de realidade. Criadores de deuses ou não, criamos realidades que nos cercam e afetamos os que nos rodeiam!

Quanto aos contos, o primeiro é Ragnarök, do autor Sid Castro, que trabalha com o encontro entre a civilização Viking e os católicos. O autor demonstra saber sobre o que escreve, o que trouxe um problema, o texto soa um pouco técnico, como um relato histórico e não a narrativa de um conto.

Em seguida temos O Carvalho e O Visco, da autora Simone O. Marques, este conto é apaixonante. É contado por um bardo que vê sua aldeia, umas das últimas que restou intacta, recebendo um monge que trás suas ideias de deus. A metáfora explorada pela autora que dá nome ao conto é excelente e me encantou profundamente. Quero muito ler os livros da autora! O paganismo em sua essência é mostrado em suas palavras.

Seguimos com  Nhanderuvuçu, que trabalhou com o panteão de deuses amazônicos. Nunca havia lido nada parecido, é muito original, e destaca toda a humanidade que existe nos deuses. Gostei muito dos aspectos destes deuses e como foram usados na trama, um ótimo trabalho do autor Felipe Santos, que soube utilizar nossa mitologia de forma respeitosa.

Pontifex Maximus, prossegue com o autor Fernando Henrique de Oliveira, que escolheu abordar o Império Romano, onde um Imperador se lembra das memórias de seu passado. O fim do conto é muito interessante. Depois Popol Vuh, com Sérgio Pereira Couto nos apresenta o panteão maia, e uma 'viagem' causada pelo santo daime, outro trabalho que ganha destaque pela originalidade do tema,  com os maias tão falados e tão pouco conhecidos (visto que 2012 o mundo não acabou não é?!)

Albarus Andreos apresenta A Menina que Olhava, com deuses egípcios, mas que infelizmente não me conquistou muito, já que para mim ele soou muito cruel, e isso me incomodou rs! Não é mau escrito, apenas soou muito perverso. Já em A Última Ceia de Mitra do autor Estevan Lutz, de forma breve nos mostra uma realidade onde o cristianismo não cresceu como principal vertente religiosa, é o culto a Mitra que é o principal nesta civilização.

O Legado de Anunnaki, do autor Márson Alquati, trabalha com um conceito que aprendi na ufologia, onde os deuses teriam vindo de outros planetas: eram os deuses astronautas? (existe um bom documentário a esse respeito com esse nome). O conto narra a história do mundo no passado, com trechos no presente na visão de um arqueólogo. No entanto o conto soou cansativo e não me agradou muito, mas mostra que o autor estudou muito sobre o tema.

Por fim fechamos a antologia com Consciência Quântica, do autor Juliano Sasseron, um ótimo conto que tem duas faces, uma onde um pesquisador têm diálogos com um novato na área de física. E outra onde o sonho que este pesquisador teve é narrado, e essa parte é muito boa, é uma conversa entre diversos avatares: Jesus, Arjuna, Maomé, etc. Nos trás muitas reflexões a cerca da fé!

A Batalha do Deuses merece destaque pelo bom trabalho gráfico da editora, cada conto se inicia com capas pretas com uma breve biografia do autor. A diagramação é simples, assim como sua capa, que apresenta a ideia central do livro mas poderia ser mais atraente.

Além de contar histórias esta antologia deve ser lida como um excelente modo de refletir a cerca das fés que nos cercam, e para nos lembrar do que passou e tentou ser apagado pela igreja. Com uma veia crítica que me agradou em cheio, é um prato cheio para quem quer ir além do espaço comum e confortável que muitos autores exploram.

  

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