A Desconhecida - Peter Swanson


Saindo da zona de conforto oferecida por mundos fantásticos, as vezes repleto de magia, as vezes banhado em sangue sobrenatural, abri a oportunidade para um livro que não estaria na minha lista de compras mas que decidi ler, A Desconhecida, do autor Peter Swanson, publicado pela Novo Conceito é o livro em questão.

George Foss é um homem que vive sua rotina dia a após dia não esperando grandes surpresas da vida. Seu passado é repleto de acontecimentos, mas já não espera que este sairia mais dos seus pensamentos até esbarrar com uma mulher que fez parte deles vinte anos atrás. Audrey não só revirou sua vida no passado como quer revirar novamente quando pede a ele um favor nada comum, e ainda apaixonado por ela aceita ajudá-la, entretanto nada é o que parece e talvez acabe por arriscar mais do que pode para cumprir sua missão que acaba sendo de vida ou morte!

George é um homem solitário sem relacionamentos sérios, e nem compromissos com nada além do trabalho e sua gata Nora, embora tenha seus quarenta anos é ainda bem infantil e imaturo. É previsível e mantêm uma relação distante com sua ex namorada. Até que esbarra com Audrey que o faz reviver novamente tudo que passou naquelas semanas na faculdade, e mais faz com que ele jogue para cima sua segurança e estabilidade pela chance de tê-la novamente em seus braços, mesmo que apenas uma vez, mesmo que apenas por algumas horas.

Estou para ver um homem mais bobo, mesmo percebendo que estava sendo usado para uma trama de crime, George segue firme em proteger essa estranha desconhecida que mente para ele anos a fio. Não faz sentido que mesmo depois de tanto tempo sabendo que ela foi capaz no passado ele ainda seja capaz de querer ajudá-la. A única justificativa é o fato que ela o leva para horizontes que sozinho jamais iria, mas porque alguém entregaria sua própria vida de bandeja?

Audrey/Jane/Liana é uma mulher manipuladora que tem como justificativa de seus atos seu passado com o pai. Acho que no passado talvez essa possa passar, mas depois de mais velha persistir no erro mostra que sua estrutura psíquica na verdade foi forjada apenas nas possibilidades de pessoas que ela gostaria de ser. Ela alias acredita que é aquilo que forja ser, e que pode deixar seu passado para trás, não importando quem tenha que prejudicar. Cria uma teia para George que fica clara a ele e ao leitor apenas na reta final do livro, mesmo assim faltou na minha opinião mais emoção e justificativas inteligentes para seus atos. Tudo ficou apenas na ideia do querer dinheiro, e histórias com criminosos precisam de inteligência e genialidade para serem interessantes.

A narrativa de Swanson é feita em terceira pessoa sob o ponto de vista de George, alternando capítulos no momento atual da história, e capítulos com a história de vinte anos atrás quando George e Audrey se conheceram na faculdade e o primeiro crime aconteceu. O autor é dinâmico e descritivo, não demora a desenvolver a história, mas não convence do ponto de vista psicológico que seria o ponto forte para amarrar as ações de Audrey.

A conclusão da trama é bem aberta, ou seja, pode ter uma continuação, e deixa uma boa ponta para pensarmos que no fim embora George não seja um criminoso tem traços de obsessão por essa mulher que se mostra desconhecida e mais que isso não confiável. A Desconhecida é um livro que não desperta empatia, apego ou emoção, não é ruim, mas também não chega a ser bom, e pode ficar nos limbos literários.

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Como o Grinch Roubou o Natal – Dr. Seuss

Em Quem-Lândia o Natal era uma data muito feliz, e todo Quem que lá vivia, comemorava com muita alegria. Só que uma criatura sempre odiou esta comoção e neste ano resolveu que não haverá comemoração. O velho Grinch armou um plano que vai trazer muito dano e acabar com tudo. E agora, o que será do Natal com todo esse mal?
Com o Natal chegando, resolvi ler algo que se passe neste período para variar um pouco. Digo isso porque não me recordo de já ter lido algo natalino na época de Natal, mas é algo bem interessante de se fazer, que eu sempre quis tentar. Como eu sabia que não faria uma leitura grande por falta de tempo, resolvi pegar algo curto e fofo, e é por isso que optei por esta história tão famosa, que inclusive já virou filme, sobre o qual vou comentar um pouquinho, mais abaixo.
Achei muito interessante a forma de narrativa do autor, que é repleta de rimas, escritas em formato de poemas, cheio de bom humor. Ler em voz alta para as crianças é uma delícia, porque a fluidez deixa tudo mais gostoso e chama mais atenção dos pequenos.

Não posso falar muito sobre o enredo porque a história é curta e iria acabar estragando alguma surpresa que os leitores podem ter ao lerem sozinhos. Mas posso dizer que ela traz uma mensagem muito bonita, além de um final feliz, e com certeza deixa todas as pessoas com um sorriso no rosto ao fechar a última página.

“O Grinch” é a adaptação cinematográfica, lançada em 2000, com Jim Carrey interpretando o personagem que dá nome ao título. Eu assisti a este filme algumas vezes e não sabia que ele era baseado em um livro, então fiquei bem contente quando descobri, há pouquíssimo tempo, por isso fiquei curiosa para conferi-la. Não lembro tão bem assim do filme, afinal já fazem muitos anos que não vejo, mas acredito que tenha ficado fiel, apesar da versão cinematográfica ter muito mais conteúdo, devendo ser algo como uma edição estendida da mesma história, afinal a obra literária é bem curtinha com suas apenas cinquenta e seis páginas.

A edição da Companhia das Letrinhas está um primor. Todas as páginas possuem ilustrações com os traços finos e detalhados do autor em preto, que só são coloridas em partes e somente em tons de vermelho. As páginas são em papel couché (estilo folha de revista, porém muito mais grossos), o texto é bem espaçado e está em tamanho confortável para a leitura, e a folha de guarda é muito fofa. A capa é bem legal e as cores são branco, vermelho, verde e preto, remetendo bem ao Natal, tema principal do livro. Além disso tudo, este exemplar é bilíngue, então, após a leitura em português ilustrada, há a história sendo contada na língua original, mas desta vez só o texto, sem desenhos.

Para quem não conhece, Theodor Seuss Geisel, ou Dr. Seuss, é um importante escritor, que já publicou cartuns e artigos de humor, além de anúncios publicitários. Também ganhou um Oscar pelo desenho animado “Gerald McBoing Boing”, que criou em 1950, e é o autor infantil de língua inglesa mais vendido do mundo. Ele publicou quarenta e quatro obras, as quais ele mesmo ilustrou a maioria, sendo que cinco delas foram publicadas pela Companhia das Letras. “How the Grinch Stole Christmas!” (este da resenha) é uma das mais importantes e conhecidas dele, e foi publicada em mil novecentos e cinquenta e sete.


Recomendo esta deliciosa obra para todos aqueles que querem ler algo fofo, charmoso e divertido neste Natal, que nos mostra que a data vai muito além de presentes. Se você tem crianças em casa, é uma ótima dica para mostrar um pouquinho da magia da data para elas. Mas não é só para os pequenos que este livro é destinado, afinal eu mesma sou adulta e adorei cada uma das páginas.

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O Castelo Animado - Diana Wynne Jones


Já fazem alguns anos que eu vi a animação japonesa de Hayao Miyazaki para O Castelo Animado, eu simplesmente amei, e fiquei encantada quando soube que era a adaptação de um livro. Corri comprar, mas mesmo assim demorei a lê-lo, mais eis que resolvi o problema e li está obra de autoria de Diana Wynne Jones e publicado pela editora Record.

Sophie é a irmã mais velha de três irmãs, é conformada em ser a escolhida para não ter sorte e trabalha resignada na chapelaria da família. Um dia é surpreendida por uma cliente que é ninguém mais que a perversa Bruxa das Terras Desoladas, e que sem maiores explicações lança sobre Sophie um feitiço que a faz se tornar uma velha.

Com medo do que a madrasta faria com ela, Sophie começa vagar sem rumo e acaba se deparando com o famoso e misterioso Castelo Animado do terrível encantador de corações, o Mago Howl. Sem ter nada a perder ela resolve entrar no castelo e procurar por uma solução para seu problema, mas o que ela não sabe é que acabou se metendo em um problema maior ainda que seus anos de juventude perdidos!

Narrado em primeira pessoa, em sua grande maioria pela visão de Sophie, o livro tem uma narrativa única que trabalha aspectos conhecidos dentro da literatura fantástica/maravilhosa mas de forma autêntica. A mitologia criada pela autora embora use de magia e bruxaria é bastante diferenciada de todos os livros do mercado, ora soa infantil pela ingenuidade, ora soa perverso pelos conteúdos mais densos que trabalha.

Sophie é uma jovem muito resignada com seu papel na família, já que na sua cultura para a irmã mais velha não resta sorte e nem boas escolhas. Mesmo assim no fundo de sua alma algo lhe pede mais, e quando é transformada em velha acaba perdendo estas amarras que a impediam de crescer, e é através de um corpo velho que ela consegue encontrar em si mesma quem é e o que veio fazer no mundo. É muito determinada, protetora e bondosa, consegue enxergar as coisas mais sutis ao seu redor, mas demora a ver em si mesma.


Howl, o mago e dono do castelo, é um personagem bastante intrigante. Tem um contrato com um demônio que sustenta o castelo, mas pouco revela sobre este e a natureza de suas ações. Sophie sofre ao vê-lo agindo, sem compreender o porque de sua natureza aparentemente egoísta. A verdade é que ele não é apenas sedutor para as mulheres que encontrar, mas também para quem lê, fiquei encantada com sua personalidade maluca e perturbada.

Calcifer, a chama que alimenta não só o castelo mas que dá força a Howl é enigmático, e pouco fala sobre as verdades que esconde, já que não pode falar como foi seu contrato com o mago, embora peça a Sophie para dissolve-lo. Embora rabugento e de moral duvidosa é uma criatura leal aos habitantes do castelo. Michael aprendiz de Howl é dedicado ao mestre e bondoso. Tenta equilibrar suas necessidades e aprendizado sem colocar na frente das necessidades do mago.

Outros personagens secundários surgem brevemente, como as irmãs de Sophie, a própria Bruxa e etc. As criaturas que surgem também são bastante peculiares como um espantalho encantado e um cachorro enfeitiçado, tudo muito bizarro e mágico. Todas as pontas aparentemente soltas da trama são ligadas de maneira inteligente através dos personagens com suas ricas histórias que se cruzam.


A ideia do castelo, como ele é concebido e trabalha é muito original, pois usa do conceito de realidades paralelas que coexistem. Tudo é muito encantado, ao mesmo tempo em que tem um realismo ímpar na sua densidade. Talvez para quem veja a sinopse e até veja imagens da animação possa parecer que trata-se de uma obra infantil, mas nem o livro, nem o desenho tem esse apelo. Trata-se sim de uma obra atemporal e sem idade certa para aqueles que gostam de boas histórias repletas de entrelinhas.

O Castelo Animado é uma obra mágica como raramente se faz nos dias de hoje já que evoca conceitos que os antigos contos de fadas tocavam sem medo, mas de forma dinâmica. Fala sobre o coração que está escondido e com medo de amar e agir, daquilo que se esconde dentro de nós e da pureza da coisas de forma hilária, sincera e mágica, muito mágica!

CURIOSIDADES: A Autora Diana Wynne Jones foi aluna de ninguém menos do que J. R. R. Tolkien e C.S. Lewis em Oxford, está mais que explicado sua capacidade para escrita, afinal uma pessoa que conhece estes autores deve ter sido tocada de forma bem única não é?!

O Castelo Animado foi lançado em 1986, e faz parte de uma trilogia que conta ainda com mais dois livros lançados no Brasil:  O Castelo no Ar e A Casa dos Muitos Caminhos.

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A Promessa da Rosa – Babi A. Sette

Estamos em Londres no século XIX, mais especificamente em 1840, onde bailes, vestidos pomposos e carruagens reinam e quando o status é algo de extrema importância. Kathelyn Stanwell é a belíssima filha de um conde de pulso firme, que acaba de começar sua primeira temporada. Com certeza ela seria uma debutante perfeita e um par ideal para algum nobre, porém Kathe foge dos padrões, sendo idealista, alguém que não gosta da nobreza, nem de suas regras e etiquetas, e está sempre aprontando alguma.
Em um baile de máscaras, ao qual fica imensamente feliz de ser convidada e de poder participar (já que tem um plano em mente), Kathe acaba conhecendo, em uma situação um pouco inusitada, um homem misterioso, bonito e completamente intrigante: Arthur Harold. Ela se encanta pelo homem e resolve dar um passeio pelo jardim com ele, comportamento completamente impulsivo da jovem, pois algo assim poderia manchar sua reputação. Mas ela tem certeza de que não o verá novamente, já que sua personalidade não deve pertencer à nobreza, afinal eles têm muito em comum e ele parece fisicamente distante da sociedade que ela tanto deseja escapar.
O que Kathelyn não poderia prever é que na verdade Arthur é ninguém menos do que o nono duque de Belmont, e que a ligação entre eles é ainda mais forte do que ela poderia prever. Já que ele é um duque no final das contas! Mas nem tudo são flores, e raiva, ciúmes, inveja e muitos mal entendidos vão se entrepor no caminho destes dois, que precisarão enfrentar mundos e fundos para se libertarem das barreiras da sociedade e também das que o próprio duque colocou entre eles. Kathe vai sofrer, vai lutar, ser desafiada e abandona por quase todos, então terá que ser forte e persistente para ir em frente. E ela irá. Mas no meio de tudo isso, ainda há uma coisa que pode fazer com que seu mundo se perca mais uma vez: seu coração.
Romances de época são grandes queridinhos meus da atualidade e, sempre que vejo o lançamento de um novo, já fico com vontade de ler. Apesar disso, ainda não li muitas obras do gênero, mas posso afirmar que “A Promessa da Rosa” merece destaque e vale muito a pena para quem gosta de romances do estilo, pois a autora conseguiu inovar e ser diferente de vários outros que li.
A historia é repleta de reviravoltas e não gira apenas em torno do relacionamento entre o casal principal, existem outras tramas paralelas ao romance, além de uma grande evolução dos personagens e uma exploração do pano de fundo da época, que mostra que Babi fez uma extensa pesquisa e conseguiu inseri-la muito bem no enredo de modo a só acrescentar conteúdo e qualidade ao mesmo.
A escrita de Sette é gostosa e fluida. A gente se sente tão inserida em tudo que ela escreve de uma forma tão envolvente, que nem percebemos o tempo passar quando estamos lendo. Só sei que estou torcendo para que a autora continue seu lindo trabalho e traga mais romances históricos lindos como este para nós, brasileiros, e também que ela consiga conquistar o mundo com suas palavras.


O grande destaque desta história foi, sem dúvidas, a protagonista, Kathelyn. Ela é uma moça muito a frente de seu tempo, forte, corajosa, determinada, entusiasmada, decidida, destemida, dona de uma personalidade forte e afiada, que ergue a cabeça e vai à luta, mesmo quando as probabilidades estão contra ela, e gostei de sua atitude no momento certo em relação a Arthur. A maioria das mulheres não teria pulso firme como ela teve e, mesmo tendo demorado um pouco para isso, gostei imensamente de suas atitudes. Kathe é admirável e gostei imensamente de conhecê-la e acompanhá-la nesta jornada que foi sua vida.


A Torre Acima do Véu - Roberta Spindler

Sempre gostei bastante de livros de ficção nacionais, então, sempre que é possível, me pego lendo um volume deste estilo. Com este título não poderia ser diferente, e, por este motivo, passei ele na frente da minha lista de leituras. Logo me apaixonei pela escrita dessa autora e, agora, venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito desta obra.
Em “A Torre Acima do Véu” vemos que uma densa e venenosa névoa surgiu no mundo, causando mortes e destruição em toda a população, fazendo com que as pessoas que sobrevivessem buscassem arranha-céus para poderem viver acima da névoa, já que no solo habitam criaturas misteriosas, conhecidas como Sombras. É nesse cenário que conhecemos Rebeca (Beca), uma garota que vive com a sua família em Rio-Aires, uma megacidade que é controlada por uma poderosa organização chamada Torre, que oferece comida e proteção, pois é ela que controla todo o armamento e tecnologia que resta no mundo, em troca de obediência. Muitas pessoas foram afetadas com a névoa, e algumas acabaram desenvolvendo poderes especiais, como nossa protagonista.
Beca é uma saltadora, ou seja, sua especialidade é saltar entre os prédios, acima da neblina, e, por conta disso, tem agilidade e velocidade acima do normal. Ela trabalha com o seu pai, um ex-mergulhador da Torre, que descia para a superfície para coletar informações, e com o seu irmão, Edu, um garoto que adora tecnologia, sendo um amante da informática. Eles fazem entregas de itens necessários, por este motivo andam perto do perigo, pois vão buscar o que precisam muitas vezes perto da névoa.
Nossa protagonista se vê em uma grande aventura quando passa a ir atrás de um cubo de energia, mas não é a única que está atrás deste apetrecho, já que, aparentemente, ele contém informações sobre os seres que moram na superfície e que são conhecidos como Sombras, sendo um objeto muito importante para a Torre. Agora, ela se vê envolvida em uma busca cheia de mistérios e segredos, sendo que a vida de sua família está em risco.
Este volume é narrado em terceira pessoa, o que é bem interessante porque nos dá uma visão mais ampla da história, fazendo com que a gente consiga acompanhar tudo de uma maneira bem gostosa e de fácil entendimento. O livro é rápido e fluido, além de contar com várias reviravoltas e acontecimentos que são muito bem explicados.
A Giz Editorial fez um ótimo trabalho com a parte gráfica desta obra. A capa da minha edição ganhou uma nova roupagem e é bem bonita, mas eu acho que preferia a primeira. De qualquer maneira, a ilustração é linda, assim como as demais espalhadas pelo miolo, todas feitas por Fabio Nahon (desenhos) e André Ciderfao (arte-final), que deixam o exemplar tão maravilhoso que a gente fica com vontade de ficar folheando para admirá-lo o tempo todo. O texto está bem diagramado, com fonte e espaçamentos confortáveis para leitura. As páginas são amarelas.
Recomendo “A Torre Acima do Véu” para todas as pessoas que curtem uma boa história que mistura vários elementos, como distopia, mistérios, segredos, e ótimos personagens, em uma trama eletrizante e de tirar o fôlego. O final foi bem gostoso, nos deixando com um gostinho de quero mais, além de ter sido revelado muitos segredos. Este volume é daquele tipo que contém uma narrativa movimentada, que em todo momento temos novos elementos que não deixam a trama ficar parada nem por um segundo.
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