“O Livro das
Princesas”, publicado pela Galera Record, apresenta contos inéditos de quatro
autoras muito famosas entre os leitores nacionais, duas delas são brasileiras,
as outras duas americanas que também fazem bastante sucesso entre os leitores
lá de fora. São elas: Meg Cabot, Paula Pimenta, Lauren Kate e Patrícia Barboza
(essa é a ordem dos contos no livro).
Das quatro
autoras, só havia lido livros de duas, que por sinal estão entre minhas
preferidas, Meg e Paula. Coincidentemente foram também os dois contos que mais
gostei desse livro, apesar de também ter gostado dos outros dois e ter ficado
com vontade de conhecer as outras obras de Lauren e Patrícia.
Vou falar um
pouquinho sobre cada conto separadamente e na ordem que estão nos livros, mas
antes devo citar que todos eles foram baseados nas princesas de histórias já
conhecidas e amadas por todos (todos que gostam desse tipo de coisa, claro!), A
Bela e a Fera, Cinderela, Bela Adormecida e Rapunzel. Só que, nos contos desse
livro, as autoras, cada uma com seu jeitinho especial de narrativa, fez uma
releitura para os dias atuais, contando com algumas características clássicas,
mas outras inéditas.
Começando
com o pé direito, o primeiro conto é o “A Modelo e o Monstro”, de Meg Cabot.
Como já dá para imaginar pelo nome, esse foi inspirado em A Bela e a Fera. Não
é o conto mais longo, mas também não é o menor deles, e conta a história de Belle,
uma garota que adora ler e é uma modelo bem famosa, que está em um cruzeiro com
a família (seu pai, sua madrasta e a filha dela, sua nova irmã). Logo no começo
ela está na varanda e vê uma silhueta de um rapaz olhando-a de longe, a quem
ela carinhosamente dá o apelido (escondido, claro!) de “sombrio misterioso”.
Ele logo desperta seu interesse, que aumenta depois que ela passa por uma
situação perigosa e é salva por ele, que continua com todo aquele ar de
mistério, deixando-a bem intrigada para saber mais sobre esse rapaz.
Se você
gosta do estilo Meg Cabot de escrever histórias, tenho certeza de que essa vai
ser mais uma que você vai amar, já que podemos perceber a identidade da autora
o tempo inteiro. Na historia, ela fala de um assunto muito importante
principalmente para os dias atuais, preconceito por causa da aparência física, que
foi tratado com seu jeitinho leve, descontraído, engraçado, com personagens
cativantes, um romance fofo e uma protagonista muito divertida. Amei poder ler
a versão de Cabot do meu conto de fadas preferido!
O conto mais
completo (e também o mais extenso do livro) para mim foi o “Princesa Pop”, de
Paula Pimenta, segundo da obra. Nele, conhecemos a Cintia, uma garota que vivia
com os pais até que uma pessoa sem escrúpulos (que virá a ser sua madrasta)
entra na vida de seus pais e os faz se divorciarem. A vida de Cintia desmorona
e ela não consegue mais ser aquela pessoa alegre que era antes daquilo tudo
acontecer. Para piorar, a mãe conseguiu um emprego no Japão, mas ela preferiu
ficar no Brasil para terminar os estudos, então foi morar com sua tia, que é
uma ótima pessoa. Cintia sempre foi apaixonada por música e, por isso, é DJ e
trabalha animando festas que o namorado da tia consegue para ela, mas não pode ultrapassar
o horário limite de meia-noite. Em uma dessas ocasiões (na pior de todas), ela
acabou indo fantasiada para não revelar sua identidade, e acabou conhecendo o
mascarado Frederico, com quem tem muito em comum, e logo uma ligação surgiu
entre eles, até descobrir quem ele é.
Esse conto
prova que uma história pode ser completa mesmo que tenha apenas cento e poucas
páginas (continuaria sendo completa se não fizesse parte de uma antologia e
fosse um livro solto com essa mesma quantidade de páginas). Tive os mais
diversos sentimentos enquanto estava lendo, fiquei feliz, apreensiva, com muita
raiva, chateada, esperançosa, triste, aliviada, cheia de amor, e feliz
novamente. E somente uma autora tão boa e tão competente como Paula Pimenta
consegue fazer isso com uma história breve, mas que com certeza me marcou.
Os
personagens foram bem desenvolvidos e trabalhados, o romance é lindinho e eu
adorei a protagonista e sua família (a parte da mãe, claro!). Com certeza foi
meu conto preferido do livro. Paula sempre me enchendo de orgulho! <3
O conto que
menos gostei foi, de longe, “Eclipse do Unicórnio”, de Lauren Kate, o terceiro
do livro. Na história conhecemos Talia, que nasceu em um reino de muito amor, e
os anjos vieram presenteá-la com dons. Um deles a amaldiçoou, e o anjo do amor
conseguiu reverter um pouquinho a situação para que, quando chegasse aos
dezesseis anos, ela não morresse, apenas caísse num sono profundo depois de
cobiçar e se encantar perdidamente por um unicórnio e espetar seu dedo no
chifre da criatura. Após um milênio ela poderia ser acordada novamente no
eclipse, pelo seu amor. Enquanto isso, acompanhamos Percy nos tempos atuais,
que depois de uma desilusão amorosa vai à França numa excursão escolar e, numa
cidade do interior, acaba se dispersando dos seus colegas (de quem mantém
distância), e encontra um unicórnio que o levará até uma princesa adormecida.
Não é que eu
não tenha gostado da forma de narrativa de Lauren Kate e não tenha mais vontade
de ler nada dela futuramente, mas não gostei dos elementos utilizados e de como
essa história foi desenvolvida. Também não me senti ligada à Princesa Talia, nem
às suas atitudes. Como o conto teve capítulos intercalados entre os dois protagonistas,
preferia ler os de Percy, que também não foram lá essas coisas.
A história
começou bem, inclusive adorei a irmãzinha do Percy (que infelizmente aparece só
um pouquinho no começo), mas se perdeu no meio do caminho. E, mesmo sendo um
conto tão pequeno, me irritou a ponto de querer abandonar a história, mas
continuei firme e forte até terminar (só porque era curto). A narrativa foi
lenta até quase o final, quando de repente tudo acontece e a história acaba. Foi
justamente por conta desse conto que o livro não ganhou as cinco casinhas de
avaliação.
Para
finalizar muito bem, o último conto do livro também é nacional, “Do Alto da
Torre”, de Patrícia Barboza, onde conhecemos a Camila, que é uma menina bem
agitada e alto-astral, que vive com sua tia em um apartamento alto, chamado por
ela carinhosamente de Torre, e onde ela passa a maior parte de seu tempo. Seus
cabelos são enormes porque sua tia fez uma promessa quando ela era bem jovem e
estava doente de que não cortaria seus cabelos se a menina sobrevivesse, até
fazer quinze anos. Por conta disso, ela tem o apelido de Rapunzel. Camila tem
um amigo super fofo, que a ajuda a gravar vídeos disfarçada (com direito a
peruca) para colocar no Youtube, onde faz bastante sucesso.
Também
adorei essa história! Curto livros para todas as idades, inclusive para os mais
novinhos, e a protagonista desse é mais nova do que dos demais contos, ela tem quatorze
anos, então suas atitudes e pensamentos são mais voltados para as meninas dessa
idade, o que pode não agradar tanto para quem prefere personagens mais maduras,
mas que para mim funcionou perfeitamente. A história é bem leve, descontraída,
divertida e fofa, além de apresentar uma narrativa bem ágil, o que faz com a
gente não demore muito para ler, e mesmo assim nos sentimos bem envolvidos com
tudo o que está acontecendo.
Sobre a
parte gráfica, não sou tão fã assim dessa capa. Gostei das cores utilizadas e
dos detalhes que remetem os contos de fadas, mas achei o resultado final sem
graça e não me chamaria atenção se não fosse pelos nomes de autoras conhecidas
e adoradas por mim. Há um pôster promocional que a editora usou para divulgação
dessa obra (Clique aqui para ver), que, em minha opinião, teria sido uma capa
mais bonita.
Um detalhe
que achei muito legal é que há uma carta escrita pela Mia Thermopolis (princesa
e personagem principal da série O Diário da Princesa, de Meg Cabot, que eu
adoro) na orelha do livro. Fofura pura!
A
diagramação está ótima, a fonte está em um tamanho confortável para leitura,
com um bom espaçamento, no início de cada conto tem uma
página com uma ilustração em preto e branco da protagonista e na seguinte há o
título, e as páginas são amarelas.
Com certeza
indico a leitura a todas as pessoas que adoram contos de fadas, principalmente
quando temos a oportunidade de lê-los com uma nova visão e ainda com um pano de
fundo dos dias atuais. Mesmo que cada um deles tenha suas particularidades,
todos foram escritos de forma leve, descontraída e divertida, com personagens
apaixonantes e romances de fazer suspirar. A leitura desse livro é rápida,
fluida, e deliciosa e nos faz ficar com gostinho de quero mais!
Avaliação



























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