O corpo de Brian Darby é
encontrado na cozinha de sua casa. Ele foi morto com três tiros certeiros. Sua
esposa, a policial Tessa Leoni, afirma ser a responsável pelos disparos. Tudo
leva a crer que se trata de assassinato em legítima defesa, o típico caso da
esposa agredida fisicamente pelo marido que resolveu se defender. Essa teoria é
sustentada pelas diversas lesões corporais espalhadas pelo corpo de Tessa. Entretanto,
um fato não se encaixa nessa hipótese: o desaparecimento da pequena Sophie, a filha
de seis anos da policial Leoni.
Como apreciadora de livros de
suspense, posso dizer que Sangue na Neve não deixa a desejar em nenhum momento.
A trama é bem construída, os personagens principais são inteligentes, a
narrativa é envolvente e as informações vão aparecendo no momento certo e aos
poucos se encaixam no grande quebra-cabeça que é o caso investigado pela
detetive D. D. Warren.
O livro é narrado em duas
perspectivas diferentes, a dos responsáveis pela investigação, D. D. e Bobby, e
a da acusada, Tessa Leoni. Essas duas perspectivas diferentes permitem que o
leitor veja os diferentes ângulos do caso e formule sua própria teoria. Os
personagens são outro ponto positivo do livro, D. D. e Tessa são mulheres fortes,
que já passaram por muita coisa na vida e que têm a inteligência como
característica marcante. Mesmo sabendo que é sempre arriscado se apegar a algum
personagem nesse tipo de história, foi impossível não torcer para que tudo
terminasse bem no final.
“Eu me movi, chutei, me esquivei e soquei. Eu tinha 23 anos
novamente. Veja a Matadora de Gigantes. Veja a Matadora de Gigantes realmente furiosa.”
A narrativa flui de tal forma
que é difícil deixar o livro de lado antes de desvendar o caso, que fica mais
complicado a cada página virada. A emoção também está presente na trama, não só
por causa do desaparecimento de Sophie e da busca desesperada por ela, mas por
uma descoberta que abala a vida pessoal da aparentemente insensível detetive
Warren.
Não posso falar muito sobre a
investigação para não dar spoilers,
mas garanto que a história foi muito bem formulada pela autora, não deixando
pontas soltas na resolução do caso. O livro é um thriller eletrizante, capaz de despertar muitos questionamentos
pessoais, tais como a frase mais presente na história: “Quem você ama?”
“Quem
você ama?
É uma pergunta que qualquer um deve ser capaz de responder. Uma pergunta que define uma vida, cria um futuro, guia a maioria dos minutos do dia das pessoas. Simples, elegante, envolvente.”
É uma pergunta que qualquer um deve ser capaz de responder. Uma pergunta que define uma vida, cria um futuro, guia a maioria dos minutos do dia das pessoas. Simples, elegante, envolvente.”
Sangue na Neve é o segundo livro
da autora Lisa Gardner publicado no Brasil, o primeiro é Viva para Contar,
ambos lançados pela editora Novo Conceito. O livro faz parte da série Detetive
D.D. Warren, que conta com seis livros no total. Sangue na Neve (Love You More, no original)
é o quinto livro da série, que está sendo lançada fora de ordem pela editora
(Viva para Contar é o quarto livro). Gosto bastante dessa capa e, apesar de
achar que o título original combina mais com o livro, “Sangue na Neve” é um
título adequado, pois a neve tem grande importância na trama.
A leitura não foi prejudicada
pela falta de ordem, mas fiquei curiosa para saber mais sobre a vida pessoal da
detetive D. D. Warren, seus relacionamentos e seu comportamento nos outros
casos, pois nesse livro é a policial Leoni quem mais se destaca. Ainda não li o
outro livro da autora já lançado por aqui, mas depois de conhecer o trabalho
dela em Sangue na Neve tenho certeza de que vale a pena correr atrás das outras
obras de Lisa Gardner.
Avaliação










































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