A Menina Que Roubava Livros - Markus Zusak

                                                 
   “A menina que roubava livros”, best-seller escrito pelo australiano Markus Zusak, rapidamente alcançou sucesso em todo o mundo. Ambientado na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, a narrativa é contada por uma personagem surpreendente: a Morte. Essa improvável narradora mostra-se surpreendentemente afável ao narrar a vida de Liesel Meminger, uma garota de 9 anos que mora com os pais adotivos após ser obrigada a se separar de sua mãe, que era comunista. Além disso, seu irmão, Werner, que seria recebido pela mesma família, morre durante o trajeto, e ela nunca teve contato com o pai. Cercada pela hostil atmosfera desse momento histórico, Liesel encontra refúgio nos livros que, depois de muita persistência dela e de Hans Hubermann, seu carinhoso pai adotivo, finalmente aprende a ler. Cada vez mais fascinada pela literatura, a menina passa a roubar livros dos mais diversos temas – o primeiro deles pertencia ao coveiro que enterrou Werner, e representa o último vínculo com sua realidade anterior. Assim, a partir das relações que Liesel estabelece com os moradores da Rua Himmel, é escrita uma história que emociona grande parte do público leitor.
   Desde que o li, esse livro permanece como um dos que eu considero mais tocantes. A temática, que é bastante delicada, é transmitida de modo muito suave, o que não o torna menos comovente. Seu sucesso absoluto é reflexo da qualidade da escrita: por mais de 200 semanas, "A menina que roubava livros" esteve na lista dos mais vendidos do The New York Times.
   Durante a narrativa, a Morte se apresenta como mais uma vítima da violência humana: embora sua imagem seja sempre associada à dor e tristeza, o trabalho de recolher almas não é pouco doloroso. Outros personagens também são muito bem construídos, como Rudy Steiner, que se torna um grande amigo de Liesel, e Rosa Hubermann, a rígida mulher que assume o lugar de sua mãe. Hans, marido de Rosa, conquista os leitores com sua imensa doçura.
   O trabalho gráfico também é fantástico.  A capa é lindíssima, e os livretos e ilustrações que Max, o judeu que é abrigado na casa de Liesel, faz são brilhantemente colocados no livro, dando uma impressão ainda maior de proximidade com o contexto.
   Em certos momentos da história, os comentários e reflexões da Morte sobre a Guerra são capazes de transbordar os olhos de lágrimas. No fim da leitura, é impossível não se sentir envolvido com a dura realidade vivida pela população da época. De modo muito intenso, é natural desejar que outras meninas que ainda hoje compartilham vidas tão difíceis possam encontrar salvação no poder transformador das palavras.

Quote
"Na última vez que a vi, estava vermelho. O céu precia uma sopa, borbulhando e se mexendo. Queimando em alguns lugares. Havia migalhas pretas e pimenta riscando a vermelhidão. 
Antes, houvera crianças pulando amarelinha ali, na rua que lembrava páginas manchadas de gordura. Quando cheguei, ainda era possível ouvir seu eco. Os pés batendo no chão. As vozes infantis rindo, e os sorrisos feito sal, mas se estragando depressa.
Depois, bombas.”
(P. 17)


UPDATE: Para ler a resenha de outro excelente trabalho de Zusak, "Eu sou o mensageiro", que recentemente foi postada aqui no House of Chick, clique aqui.

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Indicações de Séries - Parte 01




Meus dois maiores vícios são livros e séries. Não poderia escolher viver sem um deles, de tanto que é o amor! Hahaha Por isso, acabo comentando sobre séries por aí, e algumas pessoas me perguntaram quais eu assisto. Além disso, adoro saber quem tem o mesmo gosto que eu, para podermos trocar opiniões sobre personagens e enredos, e também posso acabar descobrindo novas séries por meio de indicações.
Engraçado é que meu estilo preferido é bem parecido com os dos livros. Quem acompanha meus posts, deve conhecer mais ou menos o meu gosto de leituras, então provavelmente vai entender o meu gosto por séries.
Com isso, resolvi escrever um post somente sobre as séries que eu assisto atualmente, ou seja, não vou acrescentar as que já foram canceladas, nem as que estou com muitos episódios atrasados. Mais para o futuro, posso até comentar sobre algumas que, mesmo canceladas, valem a pena serem assistidas. Quem tiver interesse em saber, me avisa.
Como o post iria ficar muito grande, resolvi dividir em dois. Esse vai falar das séries de 40 minutos, a maioria do gênero drama – ou dramédia*. No próximo, vou falar das sitcom* de 20 minutos. Ah, e não fiquem receosos para ler, não tem NENHUM SPOILER.
* dramédia – mistura cenas dramáticas com cenas cômicas.
* sitcom – personagens comuns que vivem situações comuns que poderiam ocorrer com qualquer pessoa, geralmente com cenários fixos e, muitas vezes, plateia.

*Fonte da foto: We ♥ it


Review: Filme Os Vingadores - The Avengers

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FICHA TÉCNICA:
Diretor: Joss Whedon
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, Jeremy Renner, Stellan Skarsgård, Cobie Smulders, Gwyneth Paltrow, Tom Hiddleston
Produção: Kevin Feige
Roteiro: Joss Whedon
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Duração: 136 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Ação
Lançamento no Brasil: 27 de abril
Distribuidora: Disney
Estúdio: Marvel Enterprises / Marvel Studios
Classificação: 12 anos


          Confesso que há muito tempo eu - e muitos outros fãs de super-heróis - estou louca para o lançamento desse filme. Aliás, se os personagens baseados na popular revista em quadrinhos publicada pela Marvel desde 1963, sozinhos, já trouxeram longas-metragens notáveis (Thor [2011], Capitão América: O Primeiro Vingador [2011], O Incrível Hulk [2008], Homem de Ferro e Homem de Ferro 2 [2008 e 2010]), imagina como seria todos os vingadores juntos?! O único medo que eu estava antes de assistir era de ter muito "eu sou melhor que você" entre os heróis, mas não demorou nesse "mimimi" que já era esperado.
          Sensacional. Essa é a palavra certa para descrever The Avengers. Perdi o fôlego em diversas partes, não era possivel desgrudar os olhos da tela nem para responder uma mensagem (acreditem, eu tentei) e ri toda hora. O Hulk (Mark Ruffalo) é o personagem que eu estava mais ansiosa para ver e demorou um pouco para entrar em ação. Mas quando entrou, os flashes foram todos para ele e uma cena com o Loki (Tom Hiddleston), vilão e irmão adotivo de Thor (Chris Hemsworth), foi digna de Oscar! O 3D não é ruim, mas, se quisessem, poderia ter muito mais e melhores efeitos.
          Ei, você! Você mesmo! Corra agora e veja Manhattan como palco de uma grande luta antes que saia das telonas! Será que unidos, Homem de Ferro, Capitão América, Hulk, Thor, Viúva Negra e Arqueiro conseguirão salvar o mundo?
Quote: "- Nós temos um exército.
- E nós temos o Hulk."
Assista o trailer aqui.


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Delírio – Delírio #01 – Lauren Oliver

Essa é mais uma de minhas resenhas grandes. Acho que, quando gosto tanto de um livro e quero passar meus sentimentos para as palavras, acaba sendo difícil expressar tudo o que senti em tão poucas, é como se ficasse incompleto.
Em “Delírio”, conhecemos Lena, uma garota que, prestes a completar 18 anos, faz contagem regressiva para receber a cura, ser pareada e poder ter toda a sua vida definida pelo governo, para, assim, ficar tranquila e sem medo de contrair a doença tão temida por todos: amor deliria nervosa, que já causou muito caos e destruição em parte de sua vida (sua mãe nunca foi curada, e sofreu consequências por isso, que continuam assombrando Lena até hoje). Lena entendia e respeitava a cura até conhecer Alex, um garoto que vai mexer com todos os seus sentimentos, fazendo-a se questionar sobre tudo o que conheceu até então.
Sabe aquela sensação que você tem quando gosta muito de um livro que está lendo? Difícil de explicar. É um sentimento forte, de querer ler o maior tempo possível, não querer largar nem um segundo. É rir, se irritar, xingar, se emocionar com tudo o que acontece. É torcer. É querer correr contra o tempo e acabar logo, ao mesmo tempo em que não quer que o final chegue nunca. É alegria e desespero. É tudo, e não saber definir esse tudo. Foi assim que me senti durante toda a leitura de Delírio.
A narrativa de Lauren é intensa e intrigante e, por saber que Lena iria se apaixonar (está na sinopse), passou a ser instigante porque eu ficava esperando essa situação chegar para ver como iria se desenrolar, e como a personagem iria lidar com tudo isso que estava para acontecer, já que seria uma mudança da água para o vinho.
Preciso confessar que não tinha tanta vontade assim de ler “Delírio” quando soube de seu lançamento internacional. Achei a capa maravilhosa e ficava babando sempre que via alguém mostrá-la por aí, mas não passava disso: admiração. Acho que eu ficava com um pé atrás com distopias em geral. Até que, como adoro romantismo (e o tema principal desse livro é o amor), resolvi que deveria tentar dar uma chance a ele. Não consigo me lembrar ao certo o que me fez mudar de ideia (pois é, minha memória não ajuda!), mas percebi que deveria tentar. E que bom que mudei de ideia! Se não, iria perder a chance de ter lido esse livro que se tornou um dos meus preferidos.
Como é normal em sociedades distópicas, o governo controla os cidadãos, reprimindo-os e conduzindo-os a pensamentos sobre o que é certo e o que é errado dentro de um ponto de vista. E, como é de praxe, a grande maioria das pessoas acaba concordando com esse poder – até porque, se não concordam acabam sofrendo as consequências (que podem chegar a prisão perpétua ou até morte). No caso de “Delírio”, o que é considerado uma doença e precisa ser extraído de toda a população é o amor.
Lena, no começo, tinha uma autoestima muito baixa, ela não conseguia ver beleza em si própria, só nos outros, e se rebaixava o tempo inteiro. Tudo isso era bem irritante. Outra característica que a deixou chata no início do livro é que ela parecia só ver uma linha reta na sua frente. Todas as coisas que o governo e as pessoas diziam que eram corretas, ela acreditava e ficava desesperada só de imaginar alguém fazendo algo contra isso, ela nunca olhava para os lados. Até que surgiu o amor, ela foi “contaminada” pela doença e sua personalidade também mudou. É como dizem por aí, o amor transforma as pessoas.
Quando eu falo assim, você deve pensar: “Nossa, não ia aguentar essa personagem!”. Ou então, “Como ela pode ter melhorado depois?” Ou ainda: “Se ela é assim, não quero ler esse livro!”. Mas, acredito que a grandiosidade da personagem é exatamente porque ela começou a entender o amor e a sociedade com o decorrer da história. Eu acho que ela foi incrivelmente bem construída e se encaixou perfeitamente para o papel a que foi introduzida, como protagonista. Não poderia ser alguém diferente, nem com características distintas, pois se não fosse a Lena, do jeitinho que ela era, não teria a intensidade e a verdade que ela conseguiu transmitir através das páginas. A maneira como ela foi aprendendo, questionando as situações, negando e depois aceitando cada uma delas, caiu como uma luva. Inclusive, a gente passa a entender melhor o porquê de a personagem agir como age, conforme a leitura vai avançando, comparando suas atitudes com as dos demais personagens e com a sociedade em si.


"Tenho apenas dezessete anos e já sei algo que ela não sabe: sei que a vida não é vida se você apenas passar batido por ela. Sei que o propósito – o único propósito – é encontrar o que importa e se ater a isso, lutar por isso e se recusar a soltá-lo."
Outra personagem que eu realmente gostei foi a melhor amiga de Lena, Hana. Ela era o oposto total da protagonista, não tinha medo das coisas e queria viver a vida sem precisar se preocupar com a sociedade e suas proibições. Sei que há um conto sobre ela, que acontece após Delírio, e antes de Pandemônio, mas ainda não li, apesar de ter bastante vontade.
Pode até ser que a sociedade distópica em si não tenha sido super original – para mim foi, já que esse foi apenas o segundo livro distópico que li. O primeiro foi “Nas Sombras”, que não é muito parecido. –, então algumas pessoas acabaram se incomodando com isso. Bom, eu não costumo me incomodar, porque hoje em dia é muito difícil algo ser totalmente original, e acredito que Lauren soube introduzir o tema amor como uma doença, muito bem e eu nunca tinha lido nada parecido, então acredito que a originalidade dela tenha sido bem desenvolvida nessa área.
Vejo o amor como um dos sentimentos mais bonitos que existem – se não o mais bonito! – e super admiro-o em suas diversas formas. Então é estranho imaginar como seria viver nessa sociedade onde ele é tratado como uma doença feia e contagiosa, que precisa ser eliminada de todo ser humano, porque quem não for curado é maltratado, mal visto e considerado como uma aberração. Onde tudo passa a ser movido pela razão ao invés da emoção. Há, inclusive, um grande preconceito – que em muitas situações me dava raiva de quem praticava – contra a doença amor deliria nervosa – o amor sob todas as formas. Dá para comparar a quem faz isso, atualmente, com outros tipos de doença. Pessoas preconceituosas assim que não merecem o respeito de ninguém.
Apesar de o amor ser proibido, o romance entre Lena e Alex (outro personagem que eu amei!) é, justamente, o enfoque principal da trama. E, apesar de haver cenas bem fofas e algumas até melosas, não aconteceu nada tão de repente (apesar de a paixão ter surgido com bastante intensidade em pouco período de tempo), o amor entre os dois nasceu e foi crescendo conforme foram passando tempo juntos, se conhecendo. Gostei muito de ver esses dois jovens descobrindo, juntos, o que é o amor no meio de um lugar onde isso é extremamente proibido. Posso, inclusive, afirmar que eles entraram para os meus casais literários preferidos.


"A Shhh diz que o deliria altera a percepção, compromete a capacidade de raciocinar com clareza, impede julgamentos corretos. Mas ela não diz o seguinte: o amor transforma o mundo inteiro em algo maior."
A sociedade retratada na trama parecia tão atual, ao mesmo tempo em que é tão diferente da que vivemos, que as vezes eu tinha a impressão de que a autora quis passar uma realidade paralela à nossa, e não exatamente algo vivido no futuro.
Alguns argumentos que o governo usava para demonstrar a gravidade da doença estão corretos e podem ser encontrados, infelizmente, em algumas pessoas, mesmo hoje em dia. Tanto é que já vimos casos por aí de pessoas fazendo loucuras – estou falando das negativas – por amor. Acho que esses argumentos só contribuíram mais para o engrandecimento da história, para torná-la um pouco mais real, apesar de, no livro, esses sentimentos excessivos serem generalizados, como se fossem parte de todo e qualquer amor.
Sobre a parte gráfica do livro, a editora Intrínseca fez um ótimo trabalho. A capa está extremamente linda, com seu efeito azul metálico, e o título e o nome da autora escritos com a foto da menina (como a Hardcover americana), me dá a impressão de que a garota esteja presa, exatamente o que o livro sugere quando o governo reprime todo o amor e suas consequências. Todo início de capítulo há um trecho de algo (artigo, história, versos, etc.), do mundo criado pela autora, alertando sobre a doença, e eu simplesmente adorei eles, já que deu para perceber todo o cuidado que Lauren teve ao construir a sociedade de “Delírio”.
Uau. Acho que essas três letras definem o que senti depois que terminei de ler o livro – e depois de procurar spoilers da sequência (Eu sei, também não gosto de spoiler, mas simplesmente não consegui ficar sem saber sobre uma coisa depois de terminar a última página de Delírio. Se você leu, vai saber do que estou falando.) –, Lauren Oliver me conquistou mais do que totalmente com essa série.
Algumas vezes eu precisava parar a leitura para fazer outras coisas, mas não queria, já que sempre estava acontecendo alguma coisa incrível e eu não queria tirar meus olhos das páginas. Só sei que não consigo me aguentar de ansiedade para começar a ler Pandemônio, que, com certeza ainda vai demorar bastante para ser lançado aqui – até porque Delírio acaba de ser lançado –, mas que já entrou para a minha lista de continuações mais aguardadas de todos os tempos!
Se você ainda quer saber se eu recomendo? Não apenas recomendo, eu peço, leia!
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Top Comentaristas 03 + Resultados de Promoções


Oii gente! Tudo bem com vocês? O post de hoje trás o resultado de várias promoções que rolaram aqui no House of Chick, e ainda: as novas regras do Top Comentaristas.


Regras do Top Comentaristas 03
Primeiramente, vamos falar das novas regras do Top Comentaristas, que agora vai ser mensal e o prêmio será um livro no final do mês decorrente.
Regras:
>> Deixar um comentário (que tenha conteúdo e que tenha a ver com o post. Comentários do tipo: Adorei! ou similares não vão valer!) em qualquer post participante do Top Comentaristas Nº 03;
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Atenção!
Sem o preenchimento do formulário a participação não será validada!
Ganhador:
Será o ganhador aquele que mais comentar nos posts válidos no período da promoção, sem esquecer-se de preencher o formulário. Em caso de empate será feito um sorteio entre todos os empatados.
Prêmio:
>> kit do livro “Viva para contar” da autora Lisa Gardner, publicado pela Novo Conceito.





Período:
>> Esse Top Comentaristas tem início no dia 10/05/2012 e vai até o dia 10/06/2012.
Resultados de Promoções
Primeiramente, gostaria de agradecer a todos que participaram das promoções!
Se você participou de uma das seguintes promoções, confira se foi um dos ganhadores: