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A Cidade dos Mortos - Os Fantasmas de Derek Stone #01 - Tony Abbott


"Vou ser direto. Os Mortos estão voltando...Se você for esperto, vai me ouvir e ficar com medo. Se for muito esperto, vai sair correndo". (Pág. 01)

O Infanto-juvenil Os Fantasmas de Derek Stone - A Cidade dos Mortos, do autor Tony Abbott, da editora Fundamento é um thriller que quer ser adulto. Conta a história de Derek um garotinho gordo de quatorze anos que estava voltando de uma feira de trens com o seu pai e o irmão de trem. Até que durante a passagem do trem por uma ponte ela se rompe e o vagão que eles estavam cai no abismo.

Derek acredita ser o único que sobreviveu de sua família, e quando está acostumando com a ideia de estar só seu irmão reaparece, ele parece vivo, mas não parece mais o mesmo. E em busca de compreender o que está acontecendo com irmão Ronny, Derek descobre que os mortos estão voltando!

Derek é garoto acanhado, que tem medo de água e cachorros, ele não se lembra porque, mas seus medos estão sempre presentes em seus pensamentos. Apesar de medroso não foge diante da responsabilidade que surge em sua vida, e encontra coragem para superar sua realidade.

O livro é super curto, conta com apenas 109 páginas, logo contar muito mais do que foi dito pode atrapalhar seriamente o desenvolvimento do livro. Ele é narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Derek. Tem uma diagramação com espaçamento que parece duplo e letras grandes. O papel é diferente, mais grosso, lembrando livros infantis.

A capa é relacionada com a história, mas podia ser mais atraente, ela é muito vaga, na minha opinião. A narrativa é cortada abruptamente em meio a ação. Acredito que o segundo livro podia estar já neste livro, não vejo porque do corte da narrativa, já que o livro é curto.

Os Fantasmas de Derek Stone - A Cidade dos Mortos me fez refletir o quanto as vezes o amor pode atrapalhar o ritmo de um livro. Aqui não há romance algum, é ação de ponta a ponta, desde o momento do acidente até o fim do livro. Isso faz com que a trama seja sempre forte, sem os costumeiros pontos suaves dos casais. Inclusive embora tenha muitos aspectos de livro infanto-juvenil existem partes, especialmente sobre os mortos e o acidente que são mais fortes do que em livros já para jovens adultos.

A história é boa, a narrativa te envolve, mas com um desfecho tão breve Os Fantasmas de Derek Stone - A Cidade dos Mortos parece uma mesa sem uma das pernas. É um livro que tem em sua essência tudo o que um bom livro deve ter: uma boa ideia, personagens bons e um ritmo rápido, mas peca quando resolve terminar sem dar quase nenhuma resposta.

A série é composta por quatro livros, todos já publicados pela Fundamento, sendo eles: Cães do Pântano, A Casa Vermelha e A Estrada Fantasma.


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O Reino Perdido- Crônicas do Reino da Fantasia #01- Arthur Tellman



"Houve um tempo, um tempo muito remoto, em que não se ouvia ecoar pelos vales, mares e montanhas o doce canto das fadas trazendo paz e prosperidade aos reinos cobertos de estrelas. Aquela foi uma Época Sombria para o Reino da Fantasia, uma época da qual poucos se recordam e que pouquíssimos ousam narrar...".

É sobre esses tempos sombrios que O Reino Perdido (Primeiro Volume das Crônicas do Reino da Fantasia) trata, do autor italiano Arthur Tellman, da editora Fundamento. O reino da fantasia é dividido em diversos reinos menores habitados por fadas, magos, dragões e outros seres, mas também bruxas, lobisomens e outros seres que são liderados pela Rainha Negra.

Sombroso (ou Audaz) é um elfo dos bosques, que cresceu no Reino das Estrelas e que acidentalmente encontra a pedra mágica do portal para o Reino Perdido, O Reino do Bosque, local onde nasceu. Acompanhado por seu irmão de criação, o elfo das estrelas, Régulus, Sombroso segue através do portal atrás de respostas sobre quem é ao mesmo tempo em que pretende combater a escuridão que abate sua antiga casa.

Sombroso é um personagem que cresce ao longo de sua jornada, de um elfo acanhado e mal-humorado se transforma em um guerreiro que fará de tudo para libertar os reinos do domínio da Rainha Negra. Régulus passa boa parte da trama brigando com a elfa dos bosques Robínia, tanto ela quanto ele são determinados, corajosos, mas irritantes. Já Espiga, irmã de Régulus é uma elfa doce, mas que se descobre uma ótima arqueira.

Existem diversos personagens secundários, seres diferentes como o pequeno dragão Sulfurino que são muito bem explorados na trama. Os cenários também são bem explicados, permitindo um sentimento característico da fantasia: querer visitar o reino fantástico da trama!

Narrado em terceira pessoa, a trama embora tenha todos os elementos que um ótimo livro de fantasia têm: mapas, reinos com personalidade, raças variadas e etc, não fez infelizmente com que eu me prendesse a narrativa. Acredito que o que mais me incomodou foi a transição de cenas. Em um momento você estava em uma floresta em uma busca e de repente no parágrafo seguinte você tinha alcançado a busca e não compreende como isso se deu.

A Capa é linda com uma ilustração de Sombroso entre as plantas, e o interior do livro  é repleto de ilustrações lindas, assim como conta também com o mapa do Reino das Estrelas e do Reino dos Bosques, além de pequenos detalhes que emolduram as páginas.

Um detalhe diferente do livro é que em suas páginas finais ele conta com diversas páginas coloridas em papel cuchê em forma de história em quadrinhos, mas que eu não entendi já que a história dos quadrinhos não é continuação da trama que segue as páginas anteriores e posteriores. Tirando esse detalhe (rs!) os quadrinhos são lindos, muito bem trabalhados.

O Reino Perdido é um livro infanto-juvenil de fantasia, mas que pelo menos em seu primeiro volume,  não empolga tanto, mas que mesmo assim vale a leitura pela distração. Ele conta com mais três volumes que serão publicados pela editora pensamento: A Porta Encantada, A Floresta Falante e O Anel de Luz.

"O Arco, O Ganso, O Dragão e a Espada vencerão o exercíto do Mal". Antiga Profecia do Reino do Bosque.

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Love Struck – Rachel Wing


Em “Love Struck” conhecemos a história de Holly Hockers, que tem um melhor amigo desde sempre, Wes Stone. Eles são inseparáveis em todos os lugares que frequentam – sorveteria, shows de suas bandas preferidas, sala de aula, até na casa um do outro – mesmo que a mãe de Wes não aprove essa amizade, já que Holly não é rica, diferente dele e de sua família.
Holly é conhecida como a “Garota da História em Quadrinhos”, já que ela foi a responsável por criar uma aventura em quadrinhos para decorar a sorveteria do Ozzie, frequentada por todos os alunos de sua escola. E é apaixonada por Jonah, um garoto bad boy, bonito e sexy com seu piercing labial que a faz enlouquecer, mas que na verdade não passa de um babaca – coisa que ela demora a perceber.
Todos estão se preparando para o Festival de Música de Verão, que contará com ótimos shows, principalmente a banda favorita de Holly e Wes, The Faeries. E Jonah (depois de beijar Holly e dizer que não ligou para ela porque perdeu seu número), a convida para saírem juntos nesse Festival, até porque ele está procurando uma barraca para ficar, e ela já combinou com seus amigos (Wes e sua irmã gêmea, Margô e seu namorado calado, Finn) de dividirem uma barraca.
E de repente surge Emily, uma americana loira, alta, magra, linda e bronzeada, a personificação dos sonhos de Wes, por quem ele, portanto, logo sente uma atração inegável. Ela adora garotos ricos e acaba investindo nele de volta.
Enquanto isso, Holly e Wes começam a se afastar. Um fica mais interessado em fazer as coisas relacionadas à sua paquera do que fazer algo em conjunto com o outro, como era antes de tudo isso. Mas sentimentos novos começam a surgir neles. Será que é ciúme? Amor? Como vai ser desenvolvida essa nova história entre eles?
Conheci esse livro porque havia lido “Star-Crossed” da mesma autora – e da mesma série (mas não sequencial, um nada tem a ver com o outro) – e tinha adorado. Pensei que seria do mesmo nível do anterior, e como eu gostei bastante, resolvi investir na leitura.
Mas esse é, surpreendentemente, melhor. A história é ainda mais fofa e o romance acontece de uma forma mais natural, já que os personagens principais são amigos há anos. Adoro esses romances que começam a partir de uma amizade.
Adorei os personagens principais, seus jeitinhos, certezas e incertezas, a amizade entre os dois, cada detalhezinho de suas personalidades, até mesmo a demora a perceber certas coisas, já que isso que aumentou a “magia” do amor entre eles. Os outros personagens são aqueles que vemos as maldades por trás de seus “rostinhos angelicais”, mesmo que os protagonistas demorem a perceber, e que passamos a odiá-los, mas que sem eles a história não aconteceria.
Só acho que o final poderia ter sido um pouquinho mais desenvolvido. Não foi ruim, mas deixou um pouco a desejar. Embora, ainda assim, eu tenha dado as cinco casinhas, pois achei extremamente fofo!
Assim como Star-Crossed, esse livro é baseado em um clássico de Shakespeare, dessa vez “Sonhos de uma noite de verão”, mas como eu nunca li esse (#shameonme), não posso dizer o quanto está inspirado na obra original e o quanto é criação de Rachel Wing.
Nem precisava comentar que a Fundamento arrasa na impressão do livro, porque isso nem é novidade, mas mesmo assim vou. O livro segue a mesma linha gráfica de Star-Crossed, o que é bem legal, mas dessa vez a cor predominante é o azul. O título é brilhoso e em todas as páginas há um detalhe com florzinhas, também azuis, na borda.
Essa é uma leitura rápida, fluente e envolvente. Super recomendado, principalmente para pessoas que adoram um bom e leve romance adolescente, sem nenhuma pitada sobrenatural.
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Resultado Promo “Eu amo o House of Chick e as Editoras nacionais”



Oi gente! Tudo bem? Hoje venho com o resultado da maravilhosa promoção “Eu amo o House of Chick e as Editoras nacionais”, que aconteceu no House of Chick em parceria com as editoras Nacionais em comemoração ao aniversário de 1 ano do blog. Foram 21.996 entradas divididas em todos os kits, que premiaram 19 ganhadores de uma só vez.
Espero que todos gostem do resultado, mas quem não ganhou, não desanima, pois muitas outras promoções estão para entrar no ar e esperamos premiar todo mundo!
Obrigada a todos que participaram pelo carinho e pela consideração de vocês em sempre fazer do House of Chick um blog melhor.
Agora chega de falar e vamos aos ganhadores!


Star-Crossed - Rachel Wing


Star-Crossed é um tipo de releitura do clássico Romeu e Julieta, mas dessa vez com outros personagens e sendo passada nos dias atuais. Nesse livro conhecemos a história de Jen Anderson, uma menina fofa e inteligente e que ficou super animada quando soube que sua peça favorita de todos os tempos seria encenada em seu colégio. É claro que ela correu para se inscrever, e conseguiu o papel! Mas infelizmente quem vai atuar ao seu lado, sendo o co-protagonista é ninguém menos do que o filho do maior rival de sua família: Chris Banner. Seu pai e o de Chris eram amigos quando crianças e uma coisa aconteceu entre eles [que não posso contar se não estraga uma parte da história] e agora são inimigos. Suas famílias não se suportam e não querem que seus filhos tenham qualquer tipo de amizade, o que ocorre até certo momento.
Esse é o primeiro livro que recebemos da parceria do House of Chick com a Fundamento e só posso dizer que estou completamente maravilhada com o trabalho da editora. Começando pela capa, que é linda e brilhosa e passando pelo trabalho gráfico interno do livro, que apresenta detalhes coloridos em todas as páginas, tudo ficou muito bem feito e lindo. As letras também estão num tamanho ótimo e as páginas são amarelas, o que ajuda na hora da leitura.
Adorei o livro, achei super fofo! A narrativa de Rachel, leve e descontraída, flui bem e de uma maneira agradável, além de ser bem envolvente.
Quando comecei minha leitura achei bem estranho que não é narrado de forma usual, utilizando “eu fiz isso” ou “ela fez isso”, mas de um jeito “você fez isso”. Não sei se ficou bem explicado então vou colocar um quote [logo do início do livro, então não precisa se preocupar que seja um spoiler], não faço isso geralmente, mas vou fazer aqui só para ilustrar esse formato diferente.
“Você se encosta na parede e ajusta os fones do seu aparelho MP3. Está pouco ligando para o que a professora tem a dizer e começa a viajar. Não entende por que tem que estudar aquilo.”
Depois de um tempo a gente até se acostuma, mas ainda prefiro os modos “normais” de narração.
O livro foi dividido em partes da seguinte forma: alguns capítulos contando o presente, com Jen sendo a protagonista, e alguns capítulos contando passagens do passado de seu pai, Will, com o ex-amigo e pai de Chris Banner, Ethan. Achei isso bem interessante pois nos fez entender algumas coisas na história.
O livro é bem fininho e dá para ler em um dia. Só acho que ficou faltando alguma coisa no final, poderia ter sido mais aprofundado e mais desenvolvido, porque acabou muito rápido.
Adorei os personagens. Jen é meiga, decidida e que não se deixa abalar facilmente. Chris é irritante no começo, mas depois vemos um lado super fofo dele, que nos faz suspirar. Mas meu personagem preferido foi, sem sombra de dúvidas, Reuben, seu melhor amigo gay. Sério, ele é um amigo e tanto, um amor de pessoa e muito divertido, mesmo quando Jen se irrita com ele [sem motivo nenhum, o que foi bem chato e me deixou com vontade de bater nela!], ele continua fiel e companheiro, tentando ajudá-la a se sentir bem com si mesma [mesmo ela fazendo-o se sentir mal com ele próprio].
Star-Crossed tem todo aquele “quê” de romance adolescente. Dá para sentir que é aquele amor puro e inocente que todos já sentimos um dia, o que me fez suspirar mais ainda, é tão gracinha!
Super recomendado para quem gosta do estilo e quer ler algo descontraído e encantador ao mesmo tempo.
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